Questões do ENEM: Linguagens e Redação - Reescritura de texto

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Resultados

195 questões encontradas. Mostrando a página 9 de 10.

  • 16BA265F-12

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICENTRO · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem 001.jpg



    Digo que o pensamento é um sentido mágico porque ele tem o poder de chamar à existência coisas que não existem e de tratar as coisas que existem como se não existissem.” (L. 15-18)


    A alternativa em que se reescreve o fragmento retirado do texto, sem alterar o sentido original ou comprometer a estrutura linguística, é a

    Escolha uma alternativa para a questão 16ba265f-12
  • 4C02C46F-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
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    Atente para o seguinte enunciado: E não só pensam, como também pensam que pensam! E além de pensarem que pensam, pensam que têm razão! (linhas 50-52).

    Sobre ele afirma-se que

    I. poderia ser reescrito da seguinte maneira, para evitar repetição do verbo pensar: E não só raciocinam, como também pensam que raciocinam! E além de acharem que raciocinam, supõem que têm razão!

    II. tem o ritmo acentuado em decorrência do eco provocado pela repetição da forma verbal pensam.

    III. alcança, com a repetição do verbo pensar, dois objetivos: enfatizar o ato de raciocinar ou refletir e, ao mesmo tempo, ironizar o exercício do raciocínio praticado por pessoas supostamente ignorantes.

    Está correto o que se diz em
    Escolha uma alternativa para a questão 4c02c46f-a6
  • 9C3DFE1A-80

    Português

    Análise sintática
    UDESC · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    O mulato Praxedes se encheu daquela safadeza toda e resolveu se levantar e, de mão na cintura, soltou seu verbo: – Sabe o que mais seu dotô? Eu vou mais é m’imbora. Deixa esse diabo morrê de uma vez. Então eu, um trabalhadô às direita, pai de família, cambriuzano de nascimento e de coração, fico dês das 6 damanhã im jejum pra sarvá uma merda dessas e ela ainda me chama de sifilítico? Sifilítico [...]. Me descurpe da má palavra, eu que não entendo nada de alemão, sou capaz de jurar que foi isso aí que o senhor disse dejahoje pra ela. Eu lhe peço, seu dotô, deixa esse diabo morrê de uma veiz. Ela não tá xingando só a mim não. Ela tá xingando é a minha raça inteira. É o brasileiro. E xingou a minha raça, xinga a minha mãe! Quinta coluna dos infernos! Ela que vá pros quinto. O Dr. Büchmann, vermelho como um pimentão, os dentes cerrados, a boca aberta, agarrou o mulato, deu um safanão, jogou-o na cama e disse com todas as suas forças e todos os seus erres: “Fai a merrrdaaa!” E isso com os dentes serrilhando. O Praxedes, de mulato que era, passou a meio desbotado e eu cheguei a pensar que o camarada fosse desmaiar. LAUS, Lausimar. O guarda-roupa alemão. Rio de Janeiro, Pallas S.A., 1975, p. 153.
    Em relação ao Texto 4, leia e analise as proposições que seguem.
    I. Se a expressão “E isso com os dentes serrilhando" (linha 13) for substituída por E isso entre dentes, mantém-se o sentido original da oração.
    II. As expressões “m'imbora" (linha 3), “cambriuzano" (linha 4), “damanhã" (linha 5), “im jejum" (linha 5) e “descurpe" (linha 6) são vocábulos que caracterizam somente o linguajar africano – a fala dos escravos.
    III. Da expressão “e disse com todas as suas forças e todos os seus erres" (linhas 12 e 13) infere- se que a autora quis ressaltar o sotaque alemão do Dr. Büchmann.
    IV. A oração destacada no período “eu cheguei a pensar que o camarada fosse desmaiar" (linha 14) sintaticamente é classificada como uma oração subordinada substantiva subjetiva.
    V. O sentido do verbo passar (linha 14) é equivalente a tornar-se, portanto pode ser classificado como verbo de ligação, na oração.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 9c3dfe1a-80
  • 97838D48-80

    Português

    Advérbios
    UDESC · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
                                                          O espelho

    [...]
    Sendo talvez meu medo a revivescência de impressões atávicas? O espelho inspirava receio supersticioso aos primitivos, aqueles povos com a idéia de que o reflexo de uma pessoa fosse a alma. Via de regra, sabe-o o senhor, é a superstição fecundo ponto de partida para a pesquisa. A alma do espelho – anote-a – esplêndida metáfora. Outros, aliás, identificavam a alma com a sombra do corpo; e não lhe terá escapado a polarização: luz – treva. Não se costumava tapar os espelhos, ou voltá-los contra a parede, quando morria alguém da casa? Se, além de os utilizarem nos manejos de magia, imitativa ou simpática, videntes serviam-se deles, como da bola de cristal, vislumbrando em seu campo esboços de futuros fatos, não será porque, através dos espelhos, parece que o tempo muda de direção e de velocidade? Alongo-me, porém. Contava-lhe... [...] ROSA, Guimarães. Primeiras estórias. 50ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 122. 
    Assinale a alternativa incorreta, levando em consideração o Texto 3.
    Escolha uma alternativa para a questão 97838d48-80
  • A8EF076D-6D

    Português

    Coesão e coerência
    UEG · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem 016.jpg

    Leia os períodos a seguir.

    I - “a fundação ocorreu imediatamente depois da visita de Alexandre ao santuário do deus egípcio Amon, onde o sacerdote chamou Alexandre de ‘filho de Júpiter’”.

    II - “a fundação ocorreu imediatamente depois da visita de Alexandre ao santuário do deus egípcio Amon, onde o sacerdote o chamou de ‘filho de Júpiter’”.

    Analisando-se a substituição realizada no período II, constata-se que
    Escolha uma alternativa para a questão a8ef076d-6d
  • A06C2D5B-BA

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2010

    Vendo-nos a todos naquele estado de aflição, (l. 16)
    O fragmento acima poderia ser reescrito, com o emprego de um conectivo.

    A reescritura que preserva o sentido original do fragmento é:
    Escolha uma alternativa para a questão a06c2d5b-ba
  • C7915CC3-B7

    Português

    Coesão e coerência
    UECE · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto
    NÃO LIBERTE O MONSTRO QUE EXISTE
    EM VOCÊ

    A vida em estado natural:"Solitária, pobre,
    sórdida, embrutecida e curta" 
    Imagem da questão de Português, da prova de 2010
    Imagem da questão de Português, da prova de 2010
    (Revista VEJA. Edição 2137. 04/11/2009)  
    Considere o seguinte excerto: “O stress é causado em grande parte por relacionamentos humanos mal resolvidos. Se melhorarmos a capacidade de nos relacionar, teremos menos brigas, menos stress e, consequentemente, menos processos e pessoas doentes", diz o italiano Piero Massimo Forni. Professor da Universidade Johns Hopkins e um dos maiores especialistas mundiais no estudo da civilidade, ele até calculou o custo da falta dela nos Estados Unidos: 30 bilhões de dólares por ano.

    Assinale (V) ou (F), conforme seja VERDADEIRO ou FALSO o que se diz a partir do excerto acima.

    ( ) O primeiro período poderia ser assim reescrito: Relacionamentos humanos mal resolvidos causam em grande parte o stress.

    ( ) O texto apresenta uma cadeia assim estruturada: maus relacionamentos >brigas>stress>processos e doenças.

    ( ) O pronome ele retoma o italiano Piero Massimo Forni.

    ( ) O elemento referencial (d)ela retoma civilidade.

    ( ) As aspas têm a função de dar à expressão em destaque um sentido especial.

    A sequência correta, de cima para baixo, é 
    Escolha uma alternativa para a questão c7915cc3-b7
  • 9E1ED3AF-B6

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade do Estado do Amapá · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I

    Imagem da questão de Português, da prova de 2010

    Observe o trecho: A inveja está presente em todos nós e é encarada como algo ruim. Mas é possível tirar proveito desse sentimento para evoluir, sem prejudicar ninguém (chamada do texto). Substituindo o conector mas por outros de igual valor e fazendo algumas alterações de ordem e pontuação, em qual das alternativas a substituição alterará o sentido original do fragmento?
    Escolha uma alternativa para a questão 9e1ed3af-b6
  • 9E112094-B6

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade do Estado do Amapá · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I

    Imagem da questão de Português, da prova de 2010

    Analise as proposições que compõe a questão e, posteriormente, assinale a alternativa que contém a opção correta.


    I - Em ...um sentimento conhecido por todos nós: a inveja. (L.13/14) e No início a coisa é branda: a gente reconhece... (L.32) os dois pontos podem ser substituídos pela expressão que é.

    II- As orações Existem casos... (L.33) e ...explica Priscila Araújo... (L.40) são marcadas por um sujeito posposto.

    III- O período ...é possível livrar a inveja do estigma de vilã... (L.37) pode ser reescrito, sem prejuízo de sentido, por ...é possível que se livre a inveja do estigma de vilã.

    IV- O uso predominante das aspas, no texto, serve para destacar o posicionamento de especialistas no assunto em discussão.
    Escolha uma alternativa para a questão 9e112094-b6
  • 334BF84B-B5

    Português

    Coesão e coerência
    UECE · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2

    A completude não existe

    Imagem da questão de Português, da prova de 2010
    Imagem da questão de Português, da prova de 2010

    (Betty Milan. Veja. 1/04/2010. Edição 2161, ano 43, no 16.)
    Considere o enunciado “Num de seus seminários, Lacan retomou esse mito para ensinar que, na verdade, o amor é „o desejo impossível de ser um quando há dois‟” (linhas 133-136).
    Nos itens a seguir, a expressão “na verdade” aparece deslocada em relação ao texto original.

    I - Num de seus seminários, Lacan retomou esse mito para ensinar que o amor é, na verdade, “o desejo impossível de ser um quando há dois”.
    II - Num de seus seminários, Lacan retomou esse mito para ensinar que o amor, na verdade, é “o desejo impossível de ser um quando há dois”.
    III - Num de seus seminários, Lacan, na verdade, retomou esse mito para ensinar que o amor é “o desejo impossível de ser um quando há dois”.

    Em qual(is) dos itens o sentido original se mantém?
    Escolha uma alternativa para a questão 334bf84b-b5
  • FEC7B4D5-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICENTRO · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO:

    Imagem da questão de Português, da prova de 2010

    Imagem da questão de Português, da prova de 2010

    MORIN, Edgar. Amor, poesia, sabedoria. São Paulo: Bertrand Brasil,

    2003, Prefácio. Adaptado. Não paginado.

    A oração “Se o amor expressa o ápice supremo da sabedoria e da loucura” (l. 43-44), sem alterar o sentido original do contexto, pode ser reescrita da seguinte forma:
    Escolha uma alternativa para a questão fec7b4d5-b0
  • 5492A33B-AF

    Português

    Coesão e coerência
    PUC - Campinas · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instruções: Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.


    Banana, a fruta mais consumida e perigosa do mundo

    Imagem da questão de Português, da prova de 2010

    Imagem da questão de Português, da prova de 2010


    (Adaptado de Sergio Augusto, O Estado de S. Paulo, 26/04/2008)

    Em 1911, os “soldados da banana” invadiram Honduras, depuseram o presidente e ainda exigiram que o seu substituto os reembolsasse pelas despesas da invasão.

    Outra redação para o segmento destacado acima, que mantém a clareza e a conformidade com o padrão culto, é:
    Escolha uma alternativa para a questão 5492a33b-af
  • 54875D47-AF

    Português

    Coesão e coerência
    PUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Instruções: Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.


    Banana, a fruta mais consumida e perigosa do mundo

    Imagem da questão de Português, da prova de 2010

    Imagem da questão de Português, da prova de 2010


    (Adaptado de Sergio Augusto, O Estado de S. Paulo, 26/04/2008)

    O segmento do texto que está adequadamente formulado com outras palavras é:
    Escolha uma alternativa para a questão 54875d47-af
  • 1921EE29-AF

    Português

    Coesão e coerência
    PUC - RS · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Responder a questão com base no texto1.


    TEXTO 1

    Imagem da questão de Português, da prova de 2010

     http://pessoas.hsw.uol.com.br/medo1.htm

    01/09/2009 (adaptado).

    INSTRUÇÃO: Para responder a questão, analise as possibilidades de reescrita do primeiro parágrafo do texto 1, apresentadas abaixo.

    I. Com o passar do tempo, as pessoas que sentiram medo tiveram mais pressão evolutiva favorável, pois, assim como acontece com os animais, o medo promove a sobrevivência humana. O medo nos leva a evitar situações que representam perigos em nossas vidas: carros em alta velocidade, animais venenosos e doenças contagiosas.

    II. O medo é um sentimento que sempre esteve ligado a pressão evolutiva favorável. O receio de carros em alta velocidade, de animais venenosos e de doenças contagiosas, com o decorrer do tempo, promoveu a sobrevivência, tanto em seres humanos quanto em animais.

    III. Tanto nos seres humanos quanto nos animais, o propósito do medo é o de promover a sobrevivência. Ao longo do tempo, as pessoas que sentiram medo evoluíram mais favoravelmente do que as que não o sentiram. Assim, quem tem medo de carros em alta velocidade, de animais venenosos e de doenças contagiosas tem mais chances de sobreviver do que as pessoas que não têm.

    IV. A pressão evolutiva favorável está ligada ao sentimento de medo, tanto nos homens quanto nos animais. Como o objetivo do medo é promover a sobrevivência é de se esperar que, o receio de carros em alta velocidade, de animais venenosos e de doenças contagiosas leve a pessoa a se proteger e, consequentemente, a viver mais.

    Os parágrafos corretos e coerentes são, apenas,
    Escolha uma alternativa para a questão 1921ee29-af
  • 891B78E6-AF

    Português

    Coesão e coerência
    PUC - Campinas · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, considere o texto abaixo. Constitui o início do conto “AA”, de Rubem Fonseca.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2010
    A substituição que preserva o padrão culto escrito é a de
    Escolha uma alternativa para a questão 891b78e6-af
  • 04804956-8D

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão  toma por base um fragmento do livro Comunicação e folclore, de Luiz Beltrão (1918-1986).

                                                              O Bumba-Meu-Boi

    Entre os autos populares conhecidos e praticados no Brasil – pastoril, fandango, chegança, reisado, congada, etc. – aquele em que melhor o povo exprime a sua crítica, aquele que tem maior conteúdo jornalístico, é, realmente, o bumba-meu-boi, ou simplesmente boi.
    Para Renato Almeida, é o “bailado mais notável do Brasil, o folguedo brasileiro de maior significação estética e social”. Luís da Câmara Cascudo, por seu turno, observou a sua superioridade porque “enquanto os outros autos cristalizaram, imóveis, no elenco de outrora, o bumba-meu-boi é sempre atual, incluindo soluções modernas, figuras de agora, vocabulário, sensação, percepção contemporânea. Na época da escravidão mostrava os vaqueiros escravos vencendo pela inteligência, astúcia e cinismo. Chibateava a cupidez, a materialidade, o sensualismo de doutores, padres, delegados, fazendo-os cantar versinhos que eram confissões estertóricas. O capitão-do-mato, preador de escravos, assombro dos moleques, faz-sono dos negrinhos, vai ‘caçar’ os negros que fugiram, depois da morte do Boi, e em vez de trazê-los é trazido amarrado, humilhado, tremendo de medo. O valentão mestiço, capoeira, apanha pancada e é mais mofino que todos os mofinos. Imaginem a alegria negra, vendo e ouvindo essa sublimação aberta, franca, na porta da casa-grande de engenho ou no terreiro da fazenda, nos pátios das vilas, diante do adro da igreja! A figura dos padres, os padres do interior, vinha arrastada com a violência de um ajuste de contas. O doutor, o curioso, metido a entender de tudo, o delegado autoritário, valente com a patrulha e covarde sem ela, toda a galeria perpassa, expondo suas mazelas, vícios, manias, cacoetes, olhada por uma assistência onde estavam muitas vítimas dos personagens reais, ali subalternizados pela virulência do desabafo”.
    Como algumas outras manifestações folclóricas, o bumbameu-boi utiliza uma forma antiga, tradicional; entretanto, fá-la revestir-se de novos aspectos, atualiza o entrecho, recompõe a trama. Daí “o interesse do tipo solidário que desperta nas camadas populares”, como o assinala Édison Carneiro. Interesse que só pode manter-se porque o que no auto se apresenta não reflete apenas situações do passado, “mas porque têm importância para o futuro”. Com efeito, tendo por tema central a morte e a ressurreição do boi, “cerca-se de episódios acessórios, não essenciais, muito desligados da ação principal, que variam de região para região... em cada lugar, novos personagens são enxertados, aparentemente sem outro objetivo senão o de prolongar e variar a brincadeira”. Contudo, dentre esses personagens, os que representam as classes superiores são caricaturados, cobrindo-se de ridículo, o que torna “o folguedo, em si mesmo, uma reivindicação”.

    Sílvio Romero recolheu os versos de um bumba-meu-boi, através dos quais se constata a intenção caricaturesca nos personagens do folguedo. Como o Padre, que recita:
                                     
                                      Não sou padre, não sou nada
                                      “Quem me ver estar dançando
                                      Não julgue que estou louco;
                                      Secular sou como os outros”.

    Ou como o Capitão-do-Mato que, dando com o negro Fidélis, vai prendê-lo:
                                     
                                     “CAPITÃO – Eu te atiro, negro
                                                          Eu te amarro, ladrão,
                                                          Eu te acabo, cão.”

    Mas, ao contrário, quem vai sobre o Capitão e o amarra é o Fidélis:

                                         “CORO – Capitão de campo
                                                         Veja que o mundo virou
                                                         Foi ao mato pegar negro
                                                         Mas o negro lhe amarrou.

                                      CAPITÃO – Sou valente afamado
                                                         Como eu não pode haver;
                                                         Qualquer susto que me fazem
                                                         Logo me ponho a correr”.

    (Luiz Beltrão. Comunicação e folclore. São Paulo: Edições Melhoramentos, 1971.)
    Chibateava a cupidez, a materialidade, o sensualismo de doutores, padres, delegados, fazendo-os cantar versinhos que eram confissões estertóricas.

    Nesta passagem, Luís da Câmara Cascudo, mencionado pelo autor, explica que, em apresentações do bumba-meu-boi da época da escravidão,
    Escolha uma alternativa para a questão 04804956-8d
  • 0479A1A8-8D

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão  toma por base um fragmento do livro Comunicação e folclore, de Luiz Beltrão (1918-1986).

                                                              O Bumba-Meu-Boi

    Entre os autos populares conhecidos e praticados no Brasil – pastoril, fandango, chegança, reisado, congada, etc. – aquele em que melhor o povo exprime a sua crítica, aquele que tem maior conteúdo jornalístico, é, realmente, o bumba-meu-boi, ou simplesmente boi.
    Para Renato Almeida, é o “bailado mais notável do Brasil, o folguedo brasileiro de maior significação estética e social”. Luís da Câmara Cascudo, por seu turno, observou a sua superioridade porque “enquanto os outros autos cristalizaram, imóveis, no elenco de outrora, o bumba-meu-boi é sempre atual, incluindo soluções modernas, figuras de agora, vocabulário, sensação, percepção contemporânea. Na época da escravidão mostrava os vaqueiros escravos vencendo pela inteligência, astúcia e cinismo. Chibateava a cupidez, a materialidade, o sensualismo de doutores, padres, delegados, fazendo-os cantar versinhos que eram confissões estertóricas. O capitão-do-mato, preador de escravos, assombro dos moleques, faz-sono dos negrinhos, vai ‘caçar’ os negros que fugiram, depois da morte do Boi, e em vez de trazê-los é trazido amarrado, humilhado, tremendo de medo. O valentão mestiço, capoeira, apanha pancada e é mais mofino que todos os mofinos. Imaginem a alegria negra, vendo e ouvindo essa sublimação aberta, franca, na porta da casa-grande de engenho ou no terreiro da fazenda, nos pátios das vilas, diante do adro da igreja! A figura dos padres, os padres do interior, vinha arrastada com a violência de um ajuste de contas. O doutor, o curioso, metido a entender de tudo, o delegado autoritário, valente com a patrulha e covarde sem ela, toda a galeria perpassa, expondo suas mazelas, vícios, manias, cacoetes, olhada por uma assistência onde estavam muitas vítimas dos personagens reais, ali subalternizados pela virulência do desabafo”.
    Como algumas outras manifestações folclóricas, o bumbameu-boi utiliza uma forma antiga, tradicional; entretanto, fá-la revestir-se de novos aspectos, atualiza o entrecho, recompõe a trama. Daí “o interesse do tipo solidário que desperta nas camadas populares”, como o assinala Édison Carneiro. Interesse que só pode manter-se porque o que no auto se apresenta não reflete apenas situações do passado, “mas porque têm importância para o futuro”. Com efeito, tendo por tema central a morte e a ressurreição do boi, “cerca-se de episódios acessórios, não essenciais, muito desligados da ação principal, que variam de região para região... em cada lugar, novos personagens são enxertados, aparentemente sem outro objetivo senão o de prolongar e variar a brincadeira”. Contudo, dentre esses personagens, os que representam as classes superiores são caricaturados, cobrindo-se de ridículo, o que torna “o folguedo, em si mesmo, uma reivindicação”.

    Sílvio Romero recolheu os versos de um bumba-meu-boi, através dos quais se constata a intenção caricaturesca nos personagens do folguedo. Como o Padre, que recita:
                                     
                                      Não sou padre, não sou nada
                                      “Quem me ver estar dançando
                                      Não julgue que estou louco;
                                      Secular sou como os outros”.

    Ou como o Capitão-do-Mato que, dando com o negro Fidélis, vai prendê-lo:
                                     
                                     “CAPITÃO – Eu te atiro, negro
                                                          Eu te amarro, ladrão,
                                                          Eu te acabo, cão.”

    Mas, ao contrário, quem vai sobre o Capitão e o amarra é o Fidélis:

                                         “CORO – Capitão de campo
                                                         Veja que o mundo virou
                                                         Foi ao mato pegar negro
                                                         Mas o negro lhe amarrou.

                                      CAPITÃO – Sou valente afamado
                                                         Como eu não pode haver;
                                                         Qualquer susto que me fazem
                                                         Logo me ponho a correr”.

    (Luiz Beltrão. Comunicação e folclore. São Paulo: Edições Melhoramentos, 1971.)
    O fragmento apresentado focaliza, por meio da opinião do autor e de outros folcloristas mencionados, o bumba-meu-boi, auto popular brasileiro bastante conhecido. A leitura do fragmento, como um todo, deixa claro que o núcleo temático do bumba-meu-boi é sempre,
    Escolha uma alternativa para a questão 0479a1a8-8d
  • 04394A61-8D

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNESP · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão  toma por base o seguinte fragmento do diálogo Fedro, de Platão (427-347 a.C.).
                                                   
                                                                            Fedro

    SÓCRATES: – Vamos então refletir sobre o que há pouco estávamos discutindo; examinaremos o que seja recitar ou escrever bem um discurso, e o que seja recitar ou escrever mal.

    FEDRO: – Isso mesmo.

    SÓCRATES: – Pois bem: não é necessário que o orador esteja bem instruído e realmente informado sobre a verdade do assunto de que vai tratar?

    FEDRO: – A esse respeito, Sócrates, ouvi o seguinte: para quem quer tornar-se orador consumado não é indispensável conhecer o que de fato é justo, mas sim o que parece justo para a maioria dos ouvintes, que são os que decidem; nem precisa saber tampouco o que é bom ou belo, mas apenas o que parece tal – pois é pela aparência que se consegue persuadir, e não pela verdade.

    SÓCRATES: – Não se deve desdenhar, caro Fedro, da palavra hábil, mas antes refletir no que ela significa. O que acabas de dizer merece toda a nossa atenção.

    FEDRO: – Tens razão.

    SÓCRATES: – Examinemos, pois, essa afirmação.

    FEDRO: – Sim.

    SÓCRATES: – Imagina que eu procuro persuadir-te a comprar um cavalo para defender-te dos inimigos, mas nenhum de nós sabe o que seja um cavalo; eu, porém, descobri por acaso uma coisa: “Para Fedro, o cavalo é o animal doméstico que tem as orelhas mais compridas”...

    FEDRO: – Isso seria ridículo, querido Sócrates.

    SÓCRATES: – Um momento. Ridículo seria se eu tratasse seriamente de persuadir-te a que escrevesses um panegírico do burro, chamando-o de cavalo e dizendo que é muitíssimo prático comprar esse animal para o uso doméstico, bem como para expedições militares; que ele serve para montaria de batalha, para transportar bagagens e para vários outros misteres.

    FEDRO: – Isso seria ainda ridículo.

    SÓCRATES: – Um amigo que se mostra ridículo não é preferível ao que se revela como perigoso e nocivo?

    FEDRO: – Não há dúvida.

    SÓCRATES: – Quando um orador, ignorando a natureza do bem e do mal, encontra os seus concidadãos na mesma ignorância e os persuade, não a tomar a sombra de um burro por um cavalo, mas o mal pelo bem; quando, conhecedor dos preconceitos da multidão, ele a impele para o mau caminho, – nesses casos, a teu ver, que frutos a retórica poderá recolher daquilo que ela semeou?

    FEDRO: – Não pode ser muito bom fruto.

    SÓCRATES: – Mas vejamos, meu caro: não nos teremos excedido em nossas censuras contra a arte retórica? Pode suceder que ela responda: “que estais a tagarelar, homens ridículos? Eu não obrigo ninguém – dirá ela – que ignore averdade a aprender a falar. Mas quem ouve o meu conselho tratará de adquirir primeiro esses conhecimentos acerca da verdade para, depois, se dedicar a mim. Mas uma coisa posso afirmar com orgulho: sem as minhas lições a posse da verdade de nada servirá para engendrar a persuasão”.

    FEDRO: – E não teria ela razão dizendo isso?

    SÓCRATES: – Reconheço que sim, se os argumentos usuais provarem que de fato a retórica é uma arte; mas, se não me engano, tenho ouvido algumas pessoas atacá-la e provar que ela não é isso, mas sim um negócio que nada tem que ver com a arte. O lacônio declara: “não existe arte retórica propriamente dita sem o conhecimento da verdade, nem haverá jamais tal coisa”.

    (Platão. Diálogos. Porto Alegre: Editora Globo, 1962.)
    ... que frutos a retórica poderá recolher daquilo que ela semeou?

    Esta passagem apresenta conformação alegórica, em virtude do sentido figurado com que são empregadas as palavras frutos, recolher e semeou. Aponte, entre as alternativas a seguir, aquela que contém, na ordem adequada, palavras que, sem perda relevante do sentido da frase, evitam a conformação alegórica:
    Escolha uma alternativa para a questão 04394a61-8d
  • 8973C985-FC

    Português

    Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro)
    USP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem 253.jpg Para expressar um fato que seria consequência certa de outro, pode-se usar o pretérito imperfeito do indicativo em lugar do futuro do pretérito, como ocorre na seguinte frase:
    Escolha uma alternativa para a questão 8973c985-fc
  • AEC9A51D-58

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
    UFG · 2010Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto “A televisão pifou” para responder às questões de 14 a 20. A história foi produzida com base nas imagens a seguir.

    Imagem 006.jpg
    Imagem 007.jpg


    “Duas pessoas foram auxiliaram” apresenta uma inadequação quanto ao uso da marca de plural. Uma opção de reescrita segundo a norma padrão brasileira é:
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