Questões do ENEM: Linguagens e Sintaxe

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1.390 questões encontradas. Mostrando a página 8 de 70.

  • D31ECFEC-74

    Português

    Análise sintática
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2023Entre para guardar nos favoritos
    Leia a narrativa “O protetor”, de Millôr Fernandes, para responder à questão.

            O homem vinha guiando o carro a 120 km/h quando o pneu furou. O carro deu três voltas sobre si mesmo, foi atirado pelos ares, bateu num galho de árvore e, quando ia se esborrachando no chão, alguém o segurou sem que ele pu desse ver quem. Ele ficou um pouco tonto e foi aí que ouviu a voz misteriosa que lhe disse: “Não se estás morto, não! Estás vivo! Eu continuo aqui para proteger-te. Sou teu anjo da guarda. Quando tiveste aquele ataque de coqueluche, aos seis meses de idade, eu estava lá para te salvar. Quando ficaste na frente do trem, aos seis anos, eu estava lá para te ajudar. Quando foste para a guerra na Itália, quando saltaste de paraquedas na Coreia, quando ias te afogando em Copa cabana, sempre fui eu quem te ajudou.”

            “Está bem, está bem, muito obrigado”, disse então o homem agradecido. “Mas onde diabos estava você quando eu me casei?”

    (Millôr Fernandes. Contos fabulosos, 2007.)
    “a voz misteriosa [...] lhe disse: [...] ‘Eu continuo aqui para proteger-te.’” (1° parágrafo) Ao ser transposto para o discurso indireto, o trecho assume a seguinte redação:
    Escolha uma alternativa para a questão d31ecfec-74
  • D3171040-74

    Português

    Orações subordinadas adverbiais: Causal, Comparativa, Consecutiva, Concessiva, Condicional...
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2023Entre para guardar nos favoritos
    Leia o artigo “Sobre homens e ratos”, do médico Drauzio Varella, para responder à questão.

            Mulheres e homens têm apenas 30 mil genes! A divulgação desse dado pelo Projeto Genoma foi um balde de água fria no orgulho humano: imaginávamos que fossem pelo menos 100 mil. Se as moscas têm 13 mil genes, qualquer verme, 20 mil, um abacateiro, 25 mil, e os camundongos que caçamos nas ratoeiras têm 30 mil, 100 mil para nós parecia uma estimativa razoável. Afinal, não foi culpa nossa havermos sido criados à imagem e semelhança de Deus. A bem da verdade, já sabíamos que cerca de 98% de nossas sequências de DNA são idênticas às dos chimpanzés. Mas chimpanzés são animais políticos que formam comunidades com culturas próprias, uti lizam instrumentos rudimentares e matam seus semelhantes premeditadamente. São, por assim dizer, seres mais humanos. Admitir, no entanto, que nosso genoma é formado pelo mesmo número de genes dos ratos, e que somente 300 genes são responsáveis pelas diferenças entre nós e eles, constitui humilhação inaceitável.

            A visão antropocêntrica, segundo a qual a vida na Terra teria evoluído dos seres unicelulares para indivíduos cada vez mais complexos até chegar ao homem, é um mau entendi mento das leis da natureza. No “ranking” evolutivo, não existe primeira posição. A prova é que as bactérias foram os primeiros habitantes do planeta e não só ainda estão por aí como representam mais da metade da biomassa terrestre, isto é, se somarmos o peso de cada uma, obteremos mais da metade da massa de todos os demais seres vivos somados, incluindo árvores, elefantes e baleias. O Homo sapiens é simplesmente uma entre milhões de espécies. Nascemos há 5 milhões de anos, um segundo evolutivo comparado aos 4 bilhões de anos das bactérias. Não fizemos nenhuma falta à vida na Terra durante praticamente toda a existência dela e, se um dia formos extintos, nenhuma formiga, cigarra ou besouro chorará a nossa ausência. A evolução continuará seu caminho inexorável de competição e seleção natural, como ensinaram Charles Darwin e Alfred Wallace.

            Na verdade, os números do Projeto Genoma são lógicos. Os seres vivos mantêm a quase totalidade de seus genes ocupados na execução das tarefas do dia a dia: respiração, circulação, movimentação, digestão, excreção e produção de energia, entre outras. Muitos desses genes são tão essenciais ao trabalho doméstico que a evolução os preservou praticamente intactos de um ser vivo para outro. Entender a razão pela qual temos 30 mil genes como os ratos é fácil: eles são mamíferos como nós e apresentam fisiologia tão semelhante à nossa que podem ser utilizados em experiências para entender a fisiologia humana. O que intriga na evolução não é a proximidade genética entre as espécies, mas os genes responsáveis pelas diferenças.

    (Drauzio Varella. Borboletas da alma: escritos sobre ciência e saúde, 2006. Adaptado.)
    “Muitos desses genes são tão essenciais ao trabalho doméstico que a evolução os preservou praticamente intactos de um ser vivo para outro.” (3° parágrafo)

    Em relação à oração que a antecede, a oração sublinhada expressa ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão d3171040-74
  • 84F8D715-DF

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2023FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2023



    Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/charge-fake-news-7/. Acesso em: 06 out. 2023.



    Analise o enunciado “Meu problema é que eu espalho tantas ‘fake news’ que até eu tô acreditando nas minhas mentiras!” e responda à questão.

    A oração “que até eu tô acreditando nas minhas mentiras” expressa, em relação à anterior “eu espalho tantas ‘fake news’”, uma
    Escolha uma alternativa para a questão 84f8d715-df
  • 91B017D0-DF

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2023FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2023

        Imagem da questão de Português, da prova de 2023



    Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergiorodrigues/2023/04/abaixo-a-norma-curta-doportugues.shtml. Acesso em: 06 abr. 2023. Adaptado.

    Releia o trecho a seguir para responder à questão:


    Repare que não falo da norma culta, registro da língua de fato usado pelas camadas de maior escolaridade da população. Esta tem papel social imprescindível e deveria ser ensinada com mais eficiência – não menos – na escola. Me refiro à norma curta, que ninguém de fato fala, mas fingimos que sim, e que vem a ser uma versão idealizada, caricatural, burra e mesquinha daquela. (Linhas 7-15)


    Em relação ao fragmento: que ninguém de fato fala, mas fingimos que sim,... (Linhas 12 e 13), assinale a opção em que a TROCA do conectivo sublinhado mas ALTERA o sentido do texto:
    Escolha uma alternativa para a questão 91b017d0-df
  • 91ACF3B7-DF

    Português

    Sintaxe
    CEDERJ · 2023FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2023

        Imagem da questão de Português, da prova de 2023



    Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergiorodrigues/2023/04/abaixo-a-norma-curta-doportugues.shtml. Acesso em: 06 abr. 2023. Adaptado.

    Releia o trecho a seguir para responder à questão:


    Repare que não falo da norma culta, registro da língua de fato usado pelas camadas de maior escolaridade da população. Esta tem papel social imprescindível e deveria ser ensinada com mais eficiência – não menos – na escola. Me refiro à norma curta, que ninguém de fato fala, mas fingimos que sim, e que vem a ser uma versão idealizada, caricatural, burra e mesquinha daquela. (Linhas 7-15)



    Repare que não falo da norma culta, registro da língua de fato usado pelas camadas de maior escolaridade da população. (Linhas 7- 9)


    O fragmento sublinhado no enunciado acima é, do ponto de vista sintático:
    Escolha uma alternativa para a questão 91acf3b7-df
  • BCBA539B-C4

    Português

    Funções morfossintáticas da palavra QUE
    Universidade do Estado da Bahia · 2023Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto

    Captura_de tela 2025-11-18 150227.png (427×297)


    FILHO, Adonias. Um avô muito velho. O largo da Palma. Disponível em: </Users/marci/Downloads/document.onl_o-largo-da-palmaadonias-filho-pdf p. 52>. Acesso em: 13 dez. 2022.


    Texto B

    Captura_de tela 2025-11-18 150235.png (429×300)


    FONSECA, Aleilton. O avô e o rio. Desterro dos Mortos. Bahia, Itabuna: Via Litterarum, 2012, p. 20.
    Em relação aos recursos linguísticos e de estilos, a afirmativa sem respaldo textual é a
    Escolha uma alternativa para a questão bcba539b-c4
  • BCA8AB0C-C4

    Português

    Morfologia
    Universidade do Estado da Bahia · 2023MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO:

    Captura_de tela 2025-11-18 154513.png (431×563)


     DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. Os ombros suportam o mundo. Poesia e Prosa. Rio de Janeiro, RJ: Nova Aguilar, 1979, p. 131.
    “Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

    Ficaste sozinho, a luz apagou-se, mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.” (v. 8-10).


    Em relação aos recursos linguísticos dos versos destacados, há uma análise procedente em
    Escolha uma alternativa para a questão bca8ab0c-c4
  • BCA0D217-C4

    Português

    Morfologia
    Universidade do Estado da Bahia · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO: 

    Captura_de tela 2025-11-18 144515.png (366×812)

    Captura_de tela 2025-11-18 144531.png (368×806)


    RIOS NETO, Antônio Sales. Impasses civilizacionais. Disponível em: <https://aterraeredonda.com.br/impasses-civilizacionais>. Acesso em: 8 dez. 2022. Adaptado.
    Marque V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas as afirmativas sobre os recursos linguísticos usados no texto.


    ( ) Em “Parece não haver mais dúvidas” (l. 1) e em “cerca de seis milhões de crianças menores de cinco anos e mais outros três milhões” (l. 9-11), o vocábulo “mais”, nas duas situações, detém, semanticamente, ideia de adição.

    ( ) Em “especialmente o enorme contingente de excluídos gerado pela visão econômica de mundo, representada pelo atual sistema capitalista” (l. 25-28), as preposições “pela” e “pelo” exercem o mesmo sentido semântico.

    ( ) Em “Como bem disse dom Paulo Evaristo Arns” (l. 37) e em "como bem expressou recentemente o sociólogo francês Alain Touraine” (l. 47-48), “como” expressa, nas duas passagens, ideia de consonância.

    ( ) Em “um vazio de ideias e ações” (l. 46) e em “Edgar Morin e outros, tempos, nos alertam.” (l. 63-64), a forma verbal “há”, nas duas passagens destacadas, poderia ser substituída por “existe” sem que haja prejuízos de ordem morfológica ou sintática.  

    ( ) Em “O filósofo britânico John Gray resumiu bem essa nossa condição” (l. 67-68), o pronome “essa” é um marcador anafórico que faz referência à “busca de consensos e a convergência de propostas” (l. 59-60).


    A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
    Escolha uma alternativa para a questão bca0d217-c4
  • A265B0FF-B1

    Português

    Sintaxe
    IFN-MG · 2023FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 01


    Fake news


        Não é de hoje que mentiras são divulgadas como verdades, mas foi com o advento das redes sociais que esse tipo de publicação se popularizou. A imprensa internacional começou a usar com mais frequência o termo fake news durante a eleição de 2016 nos Estados Unidos, na qual Donald Trump tornou-se presidente. Fake news é um termo em inglês e é usado para referir-se a falsas informações divulgadas, principalmente, em redes sociais.
         Na época em que Trump foi eleito, algumas empresas especializadas identificaram uma série de sites com conteúdo duvidoso. A maioria das notícias divulgadas por esses sites explorava conteúdos sensacionalistas, envolvendo, em alguns casos, personalidades importantes, como a adversária de Trump, Hillary Clinton.
         Os motivos para que sejam criadas notícias falsas são diversos. Em alguns casos, os autores criam manchetes absurdas com o claro intuito de atrair acessos aos sites e, assim, faturar com a publicidade digital. No entanto, além da finalidade puramente comercial, as fake news podem ser usadas apenas para criar boatos e reforçar um pensamento, por meio de mentiras e da disseminação de ódio. Dessa maneira, prejudicam-se pessoas comuns, celebridades, políticos e empresas.
        Existem grupos específicos que trabalham espalhando boatos. Porém, não é fácil encontrar as empresas que atuam nesse segmento, pois elas operam na chamada deep web, isto é, uma parte da rede que não é indexada pelos mecanismos de buscas, ficando oculta ao grande público. Para disseminar informações falsas, é criada uma página na internet. Um robô criado pelos programadores desses grupos é o responsável por disseminar o link nas redes. Quanto mais o assunto é mencionado nas redes, mais o robô atua, chegando a disparar informações a cada dois segundos, o que é humanamente impossível. Com tamanho volume de disseminação de conteúdos, pessoas reais ficam vulneráveis às fake news e acabam compartilhando essas informações. Dessa forma, está criada uma rede de mentiras com pessoas reais.
        Como os responsáveis pelas fake news atuam, geralmente, em uma região da web que é oculta para a grande maioria dos usuários, não é fácil identificá-los e, consequentemente, puni-los. Além disso, essas pessoas usam servidores de fora do país, em lan houses que não exigem identificação.
        Qualquer tipo de informação falsa, da mais simples à mais descabida, induz as pessoas ao erro. Em vários casos, a notícia contém uma informação falsa cercada de outras verdadeiras. É principalmente nessas situações que estão escondidos os perigos das fake news, e suas consequências podem ser desastrosas.
        Um caso que ficou conhecido e chegou ao extremo foi o da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, que morreu após ter sido espancada por dezenas de moradores de Guarujá, no litoral de São Paulo, em 2014. A revolta dos moradores foi em virtude de informações publicadas em uma rede social, com um retrato falado de uma possível sequestradora de crianças [...]. A dona de casa foi confundida com a criminosa e acabou linchada por moradores.
        Outro boato que tomou conta das redes e influenciou diretamente o calendário de vacinação infantil foi o de que algumas vacinas seriam mortais e teriam matado milhares de crianças. O impacto foi tão grande que doenças como o sarampo, do qual o Brasil era considerado livre, voltaram a acometer crianças.
        Depois da greve dos caminhoneiros em 2018, que durou 11 dias, fechou rodovias de Norte a Sul do país e provocou desabastecimento de diversos produtos, alguns boatos de uma nova greve geraram tumulto nas grandes cidades. Em alguns municípios, filas de carros formaram-se em postos de combustíveis, pois as pessoas temiam o aumento do preço e até mesmo a falta do produto.
         Em época de eleições, é comum candidatos ou eleitores usarem mentiras para levar vantagem. Com a presença de tantos eleitores nas redes sociais, uma mentira bem plantada pode alterar os rumos de uma eleição, como no caso das eleições de 2016 nos Estados Unidos.
        Um dado grave que foi constatado pelos pesquisadores do Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), nos Estados Unidos, é que a chance de uma notícia falsa ser repassada é consideravelmente maior que a de uma verdadeira. Foram analisadas 126 mil notícias, e percebeu-se que a probabilidade de republicar uma informação falsa é 70% maior do que a de republicar uma notícia verdadeira.


    Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/curiosidades/fake-news.htm. Acesso em: 15 out. 2023. Adaptado. 
    A expressão destacada no trecho “Os motivos para que sejam criadas notícias falsas são diversos.” garante à frase uma ideia de 
    Escolha uma alternativa para a questão a265b0ff-b1
  • AA8BFD30-B1

    Português

    Sintaxe
    IFN-MG · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Marque a alternativa que está CORRETA, em relação à concordância verbal.
    Escolha uma alternativa para a questão aa8bfd30-b1
  • 0B186194-B1

    Português

    Interpretação de Textos
    IFN-MG · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 01


    Fake news


        Não é de hoje que mentiras são divulgadas como verdades, mas foi com o advento das redes sociais que esse tipo de publicação se popularizou. A imprensa internacional começou a usar com mais frequência o termo fake news durante a eleição de 2016 nos Estados Unidos, na qual Donald Trump tornou-se presidente. Fake news é um termo em inglês e é usado para referir-se a falsas informações divulgadas, principalmente, em redes sociais.
         Na época em que Trump foi eleito, algumas empresas especializadas identificaram uma série de sites com conteúdo duvidoso. A maioria das notícias divulgadas por esses sites explorava conteúdos sensacionalistas, envolvendo, em alguns casos, personalidades importantes, como a adversária de Trump, Hillary Clinton.
         Os motivos para que sejam criadas notícias falsas são diversos. Em alguns casos, os autores criam manchetes absurdas com o claro intuito de atrair acessos aos sites e, assim, faturar com a publicidade digital. No entanto, além da finalidade puramente comercial, as fake news podem ser usadas apenas para criar boatos e reforçar um pensamento, por meio de mentiras e da disseminação de ódio. Dessa maneira, prejudicam-se pessoas comuns, celebridades, políticos e empresas.
        Existem grupos específicos que trabalham espalhando boatos. Porém, não é fácil encontrar as empresas que atuam nesse segmento, pois elas operam na chamada deep web, isto é, uma parte da rede que não é indexada pelos mecanismos de buscas, ficando oculta ao grande público. Para disseminar informações falsas, é criada uma página na internet. Um robô criado pelos programadores desses grupos é o responsável por disseminar o link nas redes. Quanto mais o assunto é mencionado nas redes, mais o robô atua, chegando a disparar informações a cada dois segundos, o que é humanamente impossível. Com tamanho volume de disseminação de conteúdos, pessoas reais ficam vulneráveis às fake news e acabam compartilhando essas informações. Dessa forma, está criada uma rede de mentiras com pessoas reais.
        Como os responsáveis pelas fake news atuam, geralmente, em uma região da web que é oculta para a grande maioria dos usuários, não é fácil identificá-los e, consequentemente, puni-los. Além disso, essas pessoas usam servidores de fora do país, em lan houses que não exigem identificação.
        Qualquer tipo de informação falsa, da mais simples à mais descabida, induz as pessoas ao erro. Em vários casos, a notícia contém uma informação falsa cercada de outras verdadeiras. É principalmente nessas situações que estão escondidos os perigos das fake news, e suas consequências podem ser desastrosas.
        Um caso que ficou conhecido e chegou ao extremo foi o da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, que morreu após ter sido espancada por dezenas de moradores de Guarujá, no litoral de São Paulo, em 2014. A revolta dos moradores foi em virtude de informações publicadas em uma rede social, com um retrato falado de uma possível sequestradora de crianças [...]. A dona de casa foi confundida com a criminosa e acabou linchada por moradores.
        Outro boato que tomou conta das redes e influenciou diretamente o calendário de vacinação infantil foi o de que algumas vacinas seriam mortais e teriam matado milhares de crianças. O impacto foi tão grande que doenças como o sarampo, do qual o Brasil era considerado livre, voltaram a acometer crianças.
        Depois da greve dos caminhoneiros em 2018, que durou 11 dias, fechou rodovias de Norte a Sul do país e provocou desabastecimento de diversos produtos, alguns boatos de uma nova greve geraram tumulto nas grandes cidades. Em alguns municípios, filas de carros formaram-se em postos de combustíveis, pois as pessoas temiam o aumento do preço e até mesmo a falta do produto.
         Em época de eleições, é comum candidatos ou eleitores usarem mentiras para levar vantagem. Com a presença de tantos eleitores nas redes sociais, uma mentira bem plantada pode alterar os rumos de uma eleição, como no caso das eleições de 2016 nos Estados Unidos.
        Um dado grave que foi constatado pelos pesquisadores do Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), nos Estados Unidos, é que a chance de uma notícia falsa ser repassada é consideravelmente maior que a de uma verdadeira. Foram analisadas 126 mil notícias, e percebeu-se que a probabilidade de republicar uma informação falsa é 70% maior do que a de republicar uma notícia verdadeira.


    Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/curiosidades/fake-news.htm. Acesso em: 15 out. 2023. Adaptado. 
    Com base no trecho “No entanto, além da finalidade puramente comercial, as fake news podem ser usadas apenas para criar boatos e reforçar um pensamento, por meio de mentiras e da disseminação de ódio.”, responda: Das reescritas a seguir, qual provoca alteração no sentido original do trecho?
    Escolha uma alternativa para a questão 0b186194-b1
  • B67B9ABD-7E

    Português

    Sintaxe
    Ensino Einstein · 2023FácilEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a crônica “A decadência do Ocidente”, de Luis Fernando Verissimo.


        O doutor ganhou uma galinha viva e chegou em casa com ela, para alegria de toda a família. O filho mais moço, inclusive, nunca tinha visto uma galinha viva de perto. Já tinha até um nome para ela — Margarete — e planos para adotá-la, quando ouviu do pai que a galinha seria, obviamente, comida.

        — Comida?!

        — Sim, senhor.

        — Mas se come ela?

        — Ué. Você está cansado de comer galinha.

        — Mas a galinha que a gente come é igual a esta aqui?

        — Claro.

        Na verdade o guri gostava muito de peito, de coxa e de asa, mas nunca tinha ligado as partes ao animal. Ainda mais aquele animal vivo ali no meio do apartamento.

        O doutor disse que queria a galinha ao molho pardo. Há anos que não comia uma galinha ao molho pardo. A empregada sabia como se preparava galinha ao molho pardo? A mulher foi consultar a empregada. Dali a pouco o doutor ouviu um grito de horror vindo da cozinha. Depois veio a mulher dizer que ele esquecesse a galinha ao molho pardo.

        — A empregada não sabe fazer?

       — Não só não sabe fazer, como quase desmaiou quando eu disse que precisava cortar o pescoço da galinha. Nunca cortou um pescoço de galinha.

        Era o cúmulo. Então a mulher que cortasse o pescoço da galinha.

        — Eu?! Não mesmo!

        O doutor lembrou-se de uma velha empregada da sua mãe. A Dona Noca. Não só cortava pescoços de galinhas, como fazia isto com uma certa alegria assassina. A solução era a Dona Noca.

        — A Dona Noca já morreu — disse a mulher.

        — O quê?!

        — Há dez anos.

        — Não é possível! A última galinha ao molho pardo que eu comi foi feita por ela.

        — Então faz mais de dez anos que você não come galinha ao molho pardo.

        Alguém no edifício se disporia a degolar a galinha. Fizeram uma rápida enquete entre os vizinhos. Ninguém se animava a cortar o pescoço da galinha. Nem o Rogerinho do 701, que fazia coisas inomináveis com gatos.

        — Somos uma civilização de frouxos! — sentenciou o doutor.

        Foi para o poço do edifício e repetiu:

        — Frouxos! Perdemos o contato com o barro da vida!

        E a Margarete só olhando.


    (Luis Fernando Verissimo. A mãe do Freud, 1997.)

    Ao se transpor a oração “Fizeram uma rápida enquete entre os vizinhos.” (20º parágrafo) para a voz passiva sintética, a forma verbal resultante será: 
    Escolha uma alternativa para a questão b67b9abd-7e
  • B678DB9A-7E

    Português

    Sintaxe
    Ensino Einstein · 2023FácilEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a crônica “A decadência do Ocidente”, de Luis Fernando Verissimo.


        O doutor ganhou uma galinha viva e chegou em casa com ela, para alegria de toda a família. O filho mais moço, inclusive, nunca tinha visto uma galinha viva de perto. Já tinha até um nome para ela — Margarete — e planos para adotá-la, quando ouviu do pai que a galinha seria, obviamente, comida.

        — Comida?!

        — Sim, senhor.

        — Mas se come ela?

        — Ué. Você está cansado de comer galinha.

        — Mas a galinha que a gente come é igual a esta aqui?

        — Claro.

        Na verdade o guri gostava muito de peito, de coxa e de asa, mas nunca tinha ligado as partes ao animal. Ainda mais aquele animal vivo ali no meio do apartamento.

        O doutor disse que queria a galinha ao molho pardo. Há anos que não comia uma galinha ao molho pardo. A empregada sabia como se preparava galinha ao molho pardo? A mulher foi consultar a empregada. Dali a pouco o doutor ouviu um grito de horror vindo da cozinha. Depois veio a mulher dizer que ele esquecesse a galinha ao molho pardo.

        — A empregada não sabe fazer?

       — Não só não sabe fazer, como quase desmaiou quando eu disse que precisava cortar o pescoço da galinha. Nunca cortou um pescoço de galinha.

        Era o cúmulo. Então a mulher que cortasse o pescoço da galinha.

        — Eu?! Não mesmo!

        O doutor lembrou-se de uma velha empregada da sua mãe. A Dona Noca. Não só cortava pescoços de galinhas, como fazia isto com uma certa alegria assassina. A solução era a Dona Noca.

        — A Dona Noca já morreu — disse a mulher.

        — O quê?!

        — Há dez anos.

        — Não é possível! A última galinha ao molho pardo que eu comi foi feita por ela.

        — Então faz mais de dez anos que você não come galinha ao molho pardo.

        Alguém no edifício se disporia a degolar a galinha. Fizeram uma rápida enquete entre os vizinhos. Ninguém se animava a cortar o pescoço da galinha. Nem o Rogerinho do 701, que fazia coisas inomináveis com gatos.

        — Somos uma civilização de frouxos! — sentenciou o doutor.

        Foi para o poço do edifício e repetiu:

        — Frouxos! Perdemos o contato com o barro da vida!

        E a Margarete só olhando.


    (Luis Fernando Verissimo. A mãe do Freud, 1997.)

    No período composto “Não só cortava pescoços de galinhas, como fazia isto com uma certa alegria assassina.” (14º parágrafo), há duas orações conectadas por uma relação de
    Escolha uma alternativa para a questão b678db9a-7e
  • 5F76F87F-0A

    Português

    Análise sintática
    UFPR · 2023FácilEntre para guardar nos favoritos
    Talvez estejamos muito condicionados a uma ideia de ser humano e a um tipo de existência. Se a gente desestabilizar esse padrão, talvez nossa mente sofra uma espécie de ruptura, como se caíssemos num abismo. Quem disse que a gente não pode cair? Quem disse que a gente já não caiu? Houve um tempo em que o planeta que chamamos Terra juntava os continentes todos numa grande Pangeia. Se olhássemos lá de cima do céu, tiraríamos uma fotografia completamente diferente do globo. Quem sabe se, quando o astronauta Iúri Gagarin disse “a Terra é azul”, ele não fez um retrato ideal daquele momento para essa humanidade que nós pensamos ser. Ele olhou com o nosso olho, viu o que a gente queria ver. Existe muita coisa que se aproxima mais daquilo que pretendemos ver do que se podia constatar se juntássemos as duas imagens: a que você pensa e a que você tem. Se já houve outras configurações da Terra, inclusive sem a gente aqui, por que é que nos apegamos tanto a esse retrato com a gente aqui? O Antropoceno tem um sentido incisivo sobre a nossa existência, a nossa experiência comum, a ideia do que é humano. O nosso apego a uma ideia fixa de paisagem da Terra e de humanidade é a marca mais profunda do Antropoceno.


    KRENAK, Ailton. Ideias para Adiar o Fim do Mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2020. p. 57-58.



    Antropoceno: considerado uma nova época geológica em que, pela primeira vez na história do planeta, as mudanças ambientais são resultado da intervenção humana. 
    Considerando o período “Se a gente desestabilizar esse padrão, talvez nossa mente sofra uma espécie de ruptura, como se caíssemos num abismo” (sublinhado no texto), assinale a alternativa que indica, respectivamente, as relações lógico-sintáticas aí expressas. 
    Escolha uma alternativa para a questão 5f76f87f-0a
  • B0BF4159-04

    Português

    Análise sintática
    UFGD · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO I

    Entre a espada e a rosa

    Qual é a hora de casar, senão aquela em que o coração diz “quero”? A hora que o pai escolhe. Isso descobriu a Princesa na tarde em que o Rei mandou chamá-la e, sem rodeios, lhe disse que, tendo decidido fazer aliança com o povo das fronteiras do Norte, prometera dá-la em casamento ao seu chefe. Se era velho e feio, que importância tinha frente aos soldados que traria para o reino, às ovelhas que poria nos pastos e às moedas que despejaria nos cofres? Estivesse pronta, pois breve o noivo viria buscá-la. De volta ao quarto, a Princesa chorou mais lágrimas do que acreditava ter para chorar. Embotada na cama, aos soluços, implorou ao seu corpo, à sua mente, que lhe fizesse achar uma solução para escapar da decisão do pai. Afinal, esgotada, adormeceu [...].

    COLASANTI, Marina. Entre a espada e a rosa. In: Mais de 100 histórias maravilhosas. São Paulo: Global, 2015 (fragmento).


    TEXTO II
    Estrutura de uma narrativa

    Em termos de estrutura, o conflito, via de regra, determina as partes do enredo:

    1. Exposição: (ou introdução ou apresentação) coincide geralmente com o começo da história, no qual são apresentados os fatos iniciais, os personagens, às vezes o tempo e o espaço. Enfim, é a parte na qual se situa o leitor diante da história que irá ler.

    2. Complicação: (ou desenvolvimento) é a parte do enredo na qual se desenvolve o conflito (ou os conflitos) – na verdade pode haver mais de um conflito numa narrativa.

    3. Clímax: é o momento culminante da história, isto quer dizer que é o momento de maior tensão, no qual o conflito chega a seu ponto máximo. O clímax é o ponto de referência para as outras partes do enredo, que existem em função dele.

    4. Desfecho: (desenlace ou conclusão) é a solução dos conflitos, boa ou má, vale dizer configurando-se num final feliz ou não. Há muitos tipos de desfecho: surpreendente, feliz, trágico, cômico etc.

    GANCHO, Cândida Vilares. Como analisar narrativas. São Paulo: Editora Ática, 2006.


    Com base nas informações contidas nos textos de apoio, assinale a alternativa que contempla uma análise coerente sobre a estrutura narrativa do conto Entre a espada e a rosa, da escritora Marina Colasanti.
    Escolha uma alternativa para a questão b0bf4159-04
  • 4398F363-03

    Português

    Sintaxe
    UECE · 2023FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1 

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    (OLIVEIRA, Danilo. Qual é a distância entre a Terra e a Lua? In: Olhar Digital – Ciência e Espaço. Disponível em https://olhardigital.com.br/2023/08/07/ Texto adaptado.)
    Em “A Lua, nosso satélite natural, tem sido objeto de admiração e curiosidade desde tempos imemoriais” (linhas 04-06); “A distância entre a Terra e a Lua é a medida que separa nossos dois corpos celestes” (linhas 14-15) e “Grandes antenas transmitem sinais de rádio em direção à Lua” (linhas 36-37), as funções sintáticas dos termos em destaque são, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão 4398f363-03
  • 0258AD2F-03

    Português

    Orações subordinadas adjetivas: Restritivas, Explicativas
    UECE · 2023FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2023

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    BRUNO, Elias. Fomo, Fobo e Jomo: conheça as síndromes que podem surgir com o uso excessivo dos aparelhos eletrônicos. Disponível em https://www.segs.com.br/demais/352747-fomofobo-e-jomo-conheca-as-sindromes-que-podem-surgir-com-o-usoexcessivo-dos-aparelhos-eletronicos

    No texto 1, a relação estabelecida no período “Diferente de Fomo e Fobo, o termo Jomo não representa uma síndrome, mas um estilo de vida em contraposição às síndromes citadas” (linhas 51-53) é de
    Escolha uma alternativa para a questão 0258ad2f-03
  • 0251389E-03

    Português

    Coesão e coerência
    UECE · 2023MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2023

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    Captura_de tela 2025-03-19 133145.png (404×223)


    BRUNO, Elias. Fomo, Fobo e Jomo: conheça as síndromes que podem surgir com o uso excessivo dos aparelhos eletrônicos. Disponível em https://www.segs.com.br/demais/352747-fomofobo-e-jomo-conheca-as-sindromes-que-podem-surgir-com-o-usoexcessivo-dos-aparelhos-eletronicos

    Em “Segundo o Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), a pandemia aumentou em mais de 62% dos brasileiros o tempo de exposição contínua a telas” (linhas 05-08), o autor sustenta seu ponto de vista a partir do argumento
    Escolha uma alternativa para a questão 0251389e-03
  • B4768AEB-4C

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2023FácilEntre para guardar nos favoritos
    Construindo uma irmandade da língua


           A ideia de que a língua portuguesa é pertença de todos os seus falantes é hoje quase pacífica. Só meia dúzia de ultranacionalistas portugueses insiste ainda no disparate de se julgar proprietário exclusivo do idioma. Aliás, ao contrário da Commonwealth e da francofonia, a irmandade da língua portuguesa não tem um único centro ou voz dominante, e essa é precisamente uma das suas maiores virtudes.


    AGUALUSA, J. E. O Globo, 8 maio 2021 (adaptado).



    Nesse texto, o termo “Aliás” articula dois enunciados envolvidos numa mesma relação argumentativa, construindo, para o segundo, uma ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão b4768aeb-4c
  • A8F427B3-03

    Português

    Orações subordinadas adverbiais: Causal, Comparativa, Consecutiva, Concessiva, Condicional...
    UERJ · 2023MédioEntre para guardar nos favoritos

    A QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).

    De repente, comecei a me sentir todo escuro por dentro. Tão escuro que não dava pra enxergar mais nada dentro de mim. (p. 13)

    O trecho em destaque assume, no contexto, valor de:
    Escolha uma alternativa para a questão a8f427b3-03