Questões do ENEM: Linguagens e Morfologia - Pronomes

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357 questões encontradas. Mostrando a página 14 de 18.

  • EB285AB9-08

    Português

    Colocação Pronominal
    UniCEUB · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto para responder a questão.

                            Diálogo de todo o dia

    - Alô, quem fala?
    - Ninguém. Quem fala é você que está perguntando quem fala.
    - Mas eu preciso saber com quem estou falando.
    - E eu preciso saber antes a quem estou respondendo.
    - Assim não dá. Me faz o obséquio de dizer quem fala?
    - Todo mundo fala, meu amigo, desde que não seja mudo.
    - Isso eu sei, não precisava me dizer como novidade. Eu queria saber é quem está no aparelho.
    - Ah, sim. No aparelho não está ninguém.
    - Como não está, se você está me respondendo?
    - Eu estou fora do aparelho. Dentro do aparelho não cabe ninguém.
    - Engraçadinho. Então, quem está fora do aparelho?
    - Agora melhorou. Estou eu, para servi-lo.
    - Não parece. Se fosse para me servir já teria dito quem está falando.
    - Bem, nós dois estamos falando. Eu de cá, você de lá. E um não  conhece o outro.
    - Se eu conhecesse não estava perguntando.
    - Você é muito perguntador. Pois se fui eu que telefonei.
    - Não perguntei nem vou perguntar. Não estou interessado em conhecer outras pessoas.
    - Mas podia estar interessado pelo menos em responder a quem telefonou.
    - Estou respondendo.
    - Pela última vez, cavalheiro, e em nome de Deus: quem fala?
    - Pela última vez, e em nome da segurança, por que eu sou obrigado a dar esta informação a um desconhecido?
    - Bolas!
    - Bolas digo eu. Bolas e carambolas. Por acaso você não pode dizer com quem deseja falar, para eu lhe responder se essa pessoa está ou não aqui, mora ou não mora neste endereço? Vamos, diga
    de uma vez por todas: com quem deseja falar?
    …Silêncio.
    - Vamos, diga: com quem deseja falar?
    - Desculpe, a confusão é tanta que eu nem sei mais. Esqueci.
    Tchau!

                                                                                                                                Carlos Drummond de Andrade
    Assinale a alternativa que contém assertivas verdadeiras.
    I - É predominante, em toda a crônica, o discurso direto.
    II - Em “Me faz o obséquio de dizer quem fala?”, a forma correta, de acordo com a norma culta, seria “Faça-me o obséquio de dizer quem fala?”
    III -Em “Bolas digo eu. Bolas e carambolas.”, há o emprego da linguagem denotativa.
    Escolha uma alternativa para a questão eb285ab9-08
  • 6E2961FA-06

    Português

    Morfologia
    UniCEUB · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO IV


    Aí pelas três da tarde


    Nesta sala atulhada de mesas, máquinas e papéis, onde invejáveis escreventes dividiram entre si o bom senso do mundo, aplicando-se em ideias claras apesar do ruído e do mormaço, seguros ao se pronunciarem sobre problemas que afligem o homem moderno (espécie da qual você, milenarmente cansado, talvez se sinta um tanto excluído), largue tudo de repente sob os olhares a sua volta, componha uma cara de louco quieto e perigoso, faça os gestos mais calmos quanto os tais escribas mais severos, dê um largo “ciao” ao trabalho do dia, assim como quem se despede da vida, e surpreenda pouco mais tarde, com sua presença em hora tão insólita, os que estiverem em casa ocupados na limpeza dos armários, que você não sabia antes como era conduzida. Convém não responder aos olhares interrogativos, deixando crescer, por instantes, a intensa expectativa que se instala. Mas não exagere na medida e suba sem demora ao quarto, libertando aí os pés das meias e dos sapatos, tirando a roupa do corpo como se retirasse a importância das coisas, pondo-se enfim em vestes mínimas, quem sabe até em pelo, mas sem ferir o decoro (o seu decoro, está claro), e aceitando ao mesmo tempo, como boa verdade provisória, toda mudança de comportamento. Feito um banhista incerto, assome em seguida no trampolim do patamar e avance dois passos como se fosse beirar um salto, silenciando de vez, embaixo, o surto abafado dos comentários. Nada de grandes lances. Desça, sem pressa, degrau por degrau, sendo tolerante com o espanto (coitados!) dos pobres familiares, que cobrem a boca com a mão enquanto se comprimem ao pé da escada. Passe por eles calado, circule pela casa toda como se andasse numa praia deserta (mas sempre com a mesma cara de louco ainda não precipitado) e se achegue depois, com cuidado e ternura, junto à rede languidamente envergada entre plantas lá no terraço. Largue-se nela como quem se larga na vida, e vá ao fundo nesse mergulho: cerre as abas da rede sobre os olhos e, com um impulso do pé (já não importa em que apoio), goze a fantasia de se sentir embalado pelo mundo.

    Raduan Nassar

    Texto extraído do livro “ Menina a caminho”, Companhia das Letras - São Paulo, 1997, pág. 71.

    Ainda em relação ao texto, assinale a alternativa incorreta.
    Escolha uma alternativa para a questão 6e2961fa-06
  • 682FA8A3-06

    Português

    Morfologia
    UniCEUB · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO III

                            O amor não tem nada a ver com a idade

          Penso saber que o amor não tem nada que ver com a idade, como acontece com qualquer outro sentimento. Quando se fala de uma época a que se chamaria de descoberta do amor, eu penso que essa é uma maneira redutora de ver as relações entre as pessoas vivas. O que acontece é que há toda uma história nem sempre feliz do amor que faz que seja entendido que o amor numa certa idade seja natural, e que noutra idade extrema poderia ser ridículo. Isso é uma ideia que ofende a disponibilidade de entrega de uma pessoa a outra, que é em que consiste o amor.
          Eu não digo isto por ter a minha idade e a relação de amor que vivo. Aprendi que o sentimento do amor não é mais nem menos forte conforme as idades, o amor é uma possibilidade de uma vida inteira, e se acontece, há que recebê-lo. Normalmente, quem tem ideias que não vão neste sentido, e que tendem a menosprezar o amor como fator de realização total e pessoal, são aqueles que não tiveram o privilégio de vivê-lo, aqueles a quem não aconteceu esse mistério.

                                                                                              José Saramago, em “Revista Máxima, Outubro 1990" Observe os excertos abaixo e a classificação para a palavra em destaque. A seguir assinale a alternativa correta.

    I – Em “Penso saber que o amor não tem nada a ver com a idade, como acontece com qualquer outro sentimento.", a oração apresenta um sujeito indeterminado, indicado pela palavra PENSO.
    II – Em “Isso é uma ideia que ofende a disponibilidade de entrega de uma pessoa a outra,..." QUE é uma preposição.
    III – Em “Eu não digo isto por ter a minha idade e a relação de amor que vivo.", a palavra ISTO classifica-se como pronome demonstrativo.
    Escolha uma alternativa para a questão 682fa8a3-06
  • 2772F11A-F9

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
    Universidade Federal do Ceará · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa em que o emprego dos pronomes está de acordo com a norma culta.
    Escolha uma alternativa para a questão 2772f11a-f9
  • 2757279A-F9

    Português

    Morfologia - Pronomes
    Universidade Federal do Ceará · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa em que a locução destacada é pronominal.
    Escolha uma alternativa para a questão 2757279a-f9
  • 27130B72-F9

    Português

    Advérbios
    Universidade Federal do Ceará · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2013ALVES, Rubem. O retorno e eterno: crônicas. Campinas, SP: Papirus, 1992, p. 43-44. 


    Com base no texto 01, responda à questão.

    Assinale a alternativa que indica corretamente a que se refere o termo sublinhado.
    Escolha uma alternativa para a questão 27130b72-f9
  • C6921F68-F6

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade Federal do Ceará · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2013

    Disponível em: http://cienciaemente.blogspot.com.br/2012/07/vale-pena-aprender-umasegunda-lingua.html. Acesso em 28 nov. 2012. Adaptado


    Com base no texto, responda à questão

    Assinale a alternativa que indica corretamente a que se refere cada pronome destacado.
    Escolha uma alternativa para a questão c6921f68-f6
  • D1D5423C-DC

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão

    Texto I
    Esses Moços
    01 Esses moços, pobres moços
    02 Ah! Se soubessem o que eu sei
    03 Não amavam...
    04 Não passavam aquilo que eu já passei
    05 Por meus olhos
    06 Por meus sonhos
    07 Por meu sangue, tudo enfim
    08 É que eu peço a esses moços
    09 Que acreditem em mim
    10 Se eles julgam
    11 Que há um lindo futuro
    12 Só o amor nesta vida conduz
    13 Saibam que deixam o céu por ser escuro
    14 E vão ao inferno
    15 À procura de luz
    16 Eu também tive nos meus belos dias
    17 Essa mania que muito me custou
    18 E só as mágoas eu trago hoje em dia
    19 E essas rugas o amor me deixou!
    Lupicínio Rodrigues (1948)

    Texto II
    Capítulo LXXIII / O contrarregra
    Imagem da questão de Português, da prova de 2013
    Machado de Assis, Dom Casmurro (1899)

    Obs.: dandy (dândi): homem elegante, que se traja com apuro
    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão d1d5423c-dc
  • D1B8CB14-DC

    Português

    Colocação Pronominal
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto para a questão
    Diário de bordo
    Imagem da questão de Português, da prova de 2013
    Carlos Heitor Cony
    Assinale a alternativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão d1b8cb14-dc
  • 861CD6CA-C6

    Português

    Coesão e coerência
    UECE · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO II

    PORTÃO

    Imagem da questão de Português, da prova de 2013

    ANDRADE, Carlos Drummond de. In: Carlos Drummond de Andrade: Poesia e Prosa. Editora Nova Aguilar:1988. p. 506-507.
    Atente para o que se afirma sobre os versos “ah, isso não: o vagabundo ficará mofando lá fora/ e leva no boletim uma galáxia de zeros” (linhas 55- 57).


    I. Eles são construídos sobre duas metáforas hiperbólicas, isto é, metáforas que contêm um exagero.

    II. O pronome isso em “ah, isso não”, aponta para um referente na cena enunciativa.

    III. O pronome isso, no poema, aponta para o que é dito nos dois primeiros versos, sintetizando-os.


    Está correto o que se diz em
    Escolha uma alternativa para a questão 861cd6ca-c6
  • 43DA58E4-B8

    Português

    Coesão e coerência
    UECE · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

    Caro candidato, o primeiro texto desta prova foi extraído do livro de memórias do escritor e jornalista carioca, que nasceu em 1926, Carlos Heitor Cony. Um livro de memórias é “relato que alguém faz, frequentemente, na forma de obra literária, a partir de acontecimentos históricos dos quais participou ou foi testemunha, ou que estão fundamentados em sua vida particular”. Não deve ser confundido com autobiografia. 

    Imagem da questão de Português, da prova de 2013
    Imagem da questão de Português, da prova de 2013

    CONY, Carlos Heitor. In: Eu aos pedaços:
    memórias. São Paulo: Leya, 2010. p. 114-115. 
    Escreva V ou F, conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma sobre referenciação e relações sintático-semânticas.

    ( ) O enunciado que vai da linha 2 (a partir da expressão “No dia”) à linha 5 (até “milênio”) constitui, na narrativa, uma digressão cuja função discursiva é comprovar o que se afirma nas linhas 1 e 2.

    ( ) A expressão “esses engraxates” (linha 8) justifica-se, no texto, pela relação indireta com o verbo “engraxar”: o ato de engraxar pressupõe um agente, no caso, um profissional — um engraxate — “esses engraxates”.

    ( ) Nas expressões “(n)aquela espécie de cadeira canônica [...]” (linhas 10-11) e “Pegou aquele paninho que dá brilho [...]” (linhas 22-23), ao usar o pronome aquele(a), o enunciador não aponta para nenhum elemento da superfície textual, mas aposta no conhecimento de mundo do enunciatário; em algo que acredita estar na memória dele.

    ( ) Nas palavras do cronista, “Uso-o pouco, em parte para poupá-lo, em parte porque quando posso estou sempre de tênis.” (linhas 17-19), o pronome o(lo) substitui a expressão o meu sapato, na linha 16, funcionando como elemento de coesão entre o enunciado em pauta e o enunciado anterior.

    Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
    Escolha uma alternativa para a questão 43da58e4-b8
  • 10573CA2-B6

    Português

    Colocação Pronominal
    UFAL · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, da prova de 2013
    Disponível em: http://www.alienado.net. Acesso em: 17 nov. 2013.

    A respeito da colocação do pronome pessoal oblíquo que se encontra no 1º quadrinho, infere-se que
    Escolha uma alternativa para a questão 10573ca2-b6
  • 2CD250A5-B0

    Português

    Coesão e coerência
    FATEC · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder a questão.

    Aptidão
    – Bom dia, Senhor Pacheco. Sente-se, por favor. Temos uma ótima notícia. Como o senhor deve saber, contratamos uma firma de psicomputocratas para fazer testes de aptidão nos dez mil empregados desta firma. Precisamos nos atualizar. Acompanhar os tempos.
     – Sim, senhor.
    – Os dez mil testes foram submetidos a um computador, e os resultados estão aqui. O senhor é o primeiro a ser chamado porque o computador nos forneceu os resultados em rigorosa ordem alfabética.
    – Mas o meu nome começa com P.
    – Hum, sim, deixa ver. Pacheco. Sim, sim. Deve ser por ordem alfabética do primeiro nome, então. Este computador é de última geração. Nunca erra. Como é seu primeiro nome?
    – Xisto.
    – Bom, isso não tem importância. Vamos adiante. Vejo aqui pela sua ficha que o senhor está conosco há vinte e oito anos. Sempre na seção de entorte de fresos. O senhor nunca falhou no serviço, nunca tirou férias e já recebeu várias vezes nosso prêmio de produção.
    – Sim, senhor.
    – O senhor começou na seção de entorte de fresos como faxineiro, depois passou a assistente de entortador, depois entortador, e hoje é o chefe de entorte. Me diga uma coisa, o senhor nunca se sentiu atraído para outra função, além do entorte de fresos? Nunca achou que entortar não era bem sua vocação?
    – Nunca, não senhor.
    – Pois veja só! O computador nos revela que a sua verdadeira vocação não é o entorte de fresos e sim o bistoque de tronas! O senhor é um bistocador de tronas nato, segundo o computador. Não é fantástico? E ainda tem gente que critica a tecnologia. O senhor era um homem deslocado no entorte de fresos e não sabia. Se não fosse o teste, nunca ficaria sabendo. Claro que essa situação vai ser corrigida. O senhor, a partir deste minuto, deixa de entortar.
    – Sim, senhor.
    – Só tem uma coisa, Senhor Pacheco. Nossa firma não trabalha com tronas. Pensando bem, ninguém trabalha com tronas, hoje em dia.
    – Olha, tanto faz. Eu estou perfeitamente satisfeito no entorte e faltam só vinte anos pra me aposentar...
     – Então a firma gasta um dinheirão para descobrir a sua verdadeira vocação e o senhor quer jogá-la fora? Reconheço que o senhor tem sido um chefe de entorte perfeito. Aliás, o computador não descobriu ninguém com aptidão para o entorte. Vai ser um problema substituí-lo. Mas não podemos contestar a tecnologia. O senhor está despedido. Por favor, mande entrar o seguinte e passe bem.
    (VERÍSSIMO, Luís Fernando. O nariz e outras crônicas. São Paulo: Ática, 2003. Adaptado)
    Assinale a alternativa que apresenta a afirmação correta sobre o trecho selecionado do texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 2cd250a5-b0
  • 91C2D381-AF

    Português

    Coesão e coerência
    UNESP · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão toma por base uma passagem de um livro de José Ribeiro sobre o folclore nacional.



    Curupira


           Na teogonia* tupi, o anhangá, gênio andante, espírito andejo ou vagabundo, destinava-se a proteger a caça do campo. Era imaginado, segundo a tradição colhida pelo Dr. Couto de Magalhães, sob a figura de um veado branco, com olhos de fogo.
          Todo aquele que perseguisse um animal que estivesse amamentando corria o risco de ver Anhangá e a visão determinava logo a febre e, às vezes, a loucura. O caapora é o mesmo tipo mítico encontrado nas regiões central e meridional e aí representado por um homem enorme coberto de pelos negros por todo o rosto e por todo o corpo, ao qual se confiou a proteção da caça do mato. Tristonho e taciturno, anda sempre montado em um porco de grandes dimensões, dando de quando em vez um grito para impelir a vara. Quem o encontra adquire logo a certeza de ficar infeliz e de ser mal sucedido em tudo que intentar. Dele se originaram as expressões portuguesas caipora e caiporismo, como sinônimo de má sorte, infelicidade, desdita nos negócios. Bilac assim o descreve: “Companheiro do curupira, ou sua duplicata, é o Caapora, ora gigante, ora anão, montado num caititu, e cavalgando à frente de varas de porcos do mato, fumando cachimbo ou cigarro, pedindo fogo aos viajores; à frente dele voam os vaga-lumes, seus batedores, alumiando o caminho”.
         Ambos representam um só mito com diferente configuração e a mesma identidade com o curupira e o jurupari, numes que guardam a floresta. Todos convergem mais ou menos para o mesmo fim, sendo que o curupira é representado na região setentrional por um “pequeno tapuio” com os pés voltados para trás e sem os orifícios necessários para as secreções indispensáveis à vida, pelo que a gente do Pará diz que ele é músico. O Curupira ou Currupira, como é chamado no sul, aliás erroneamente, figura em uma infinidade de lendas tanto no norte como no sul do Brasil. No Pará, quando se viaja pelos rios e se ouve alguma pancada longínqua no meio dos bosques, “os romeiros dizem que é o Curupira que está batendo nas sapupemas, a ver se as árvores estão suficientemente fortes para sofrerem a ação de alguma tempestade que está próxima. A função do Curupira é proteger as florestas. Todo aquele que derriba, ou por qualquer modo estraga inutilmente as árvores, é punido por ele com a pena de errar tempos imensos pelos bosques, sem poder atinar com o caminho de casa, ou meio algum de chegar até os seus”. Como se vê, qualquer desses tipos é a manifestação de um só mito em regiões e circunstâncias diferentes.

    (O Brasil no folclore, 1970.)



    (*) Teogonia, s.f.: 1. Filos. Doutrina mística relativa ao nascimento dos deuses, e que frequentemente se relaciona com a formação do mundo. 2. Conjunto de divindades cujo culto forma o sistema religioso dum povo politeísta. (Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI.)
    [...] à frente dele voam os vaga-lumes, seus batedores, alumiando o caminho.



    Eliminando-se o aposto, a frase em destaque apresentará, de acordo com a norma-padrão, a seguinte forma:
    Escolha uma alternativa para a questão 91c2d381-af
  • 82B8510A-AF

    Português

    Análise sintática
    UECE · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto 1

    O texto 1 desta prova é da autoria do intelectual cearense Gustavo Barroso, que nasceu em Fortaleza, no ano de 1888 e morreu no Rio de Janeiro, em 1959. Professor, jornalista, ensaísta, romancista, foi membro da Academia Brasileira de Letras. A obra À margem da história do Ceará, em dois volumes, foi seu último trabalho. É uma reunião de setenta e seis artigos e crônicas que falam exclusivamente sobre a história do Ceará entre 1608 e 1959. O texto transcrito abaixo foi extraído do segundo volume e, como vocês poderão ver, é um artigo sobre a obra do também cearense Manuel de Oliveira Paiva, Dona Guidinha do Poço. Servindo-se de uma pesquisa feita pelo historiador Ismael Pordeus, Gustavo Barroso fala do romance de Oliveira Paiva, mais especificamente, das relações entre essa obra literária e a verdade histórica que ela transfigura. 


    Imagem da questão de Português, da prova de 2013

    Gustavo Barroso. À margem da história do Ceará. v. 2, 3 ed. p. 347-350. Texto adaptado.

    Reflita sobre os enunciados transcritos e o que se diz sobre eles.


    I. “estava eu de supor que contemplava na mendiga semitrôpega a figura central duma tragédia real e dum romance destinado a certa celebridade literária” (linhas 18-22). A construção sintática “estava eu de supor” não é comum no português brasileiro contemporâneo. Atualmente, evitaríamos esse torneio sintático e o reduziríamos: (Eu) estava supondo ou (Eu) supunha.

    II. “O que até recentemente se não sabia sobre este livro notável é que não passa de uma história romanceada com a maior fidelidade possível aos elementos humanos, sociais e paisagísticos da realidade.” (linhas 26-30) A posição do pronome oblíquo átono em “até recentemente se não sabia sobre este livro notável” recebe o nome de apossínclise e está em desuso no português brasileiro contemporâneo. Nesse caso, se usaria a próclise: até recentemente não se sabia sobre este livro notável.

    III. “Sua figura acurvada e encanecida me impressionava” (linhas16-17); “sem bulha nem matinada, dela se afastou” (linhas 41-42). Nesses casos, o enunciador emprega a próclise. No português do Brasil, atualmente, há preferência pela ênclise, assim sendo, hoje, esses enunciados teriam a seguinte estrutura: Sua figura acurvada e encanecida impressionava-me; sem bulha nem matinada, dela afastou-se.


    Está correto o que se diz em

    Escolha uma alternativa para a questão 82b8510a-af
  • 592CD1F3-42

    Português

    Morfologia - Pronomes
    UFAL · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Os canadenses descobriram que até nas universidades prolifera um tipo de leitor: o que lê bem e não entende. Estudo com 400 alunos da Universidade de Alberta mostrou um déficit de compreensão não detectado em 5% de toda a população. São pessoas que, quando investem numa leitura, esquecem o significado específico de uma passagem.
    Revista Língua Portuguesa. Ano 7. Nº 78. Abril de 2012 (fragmento).  
    Os elementos linguísticos destacados no fragmento são, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão 592cd1f3-42
  • D4553AEF-96

    Português

    Conjunções: Relação de causa e consequência
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
                                                        Infância

         
    Uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala de jantar. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume. Obedeci engulhando, com a vaga esperança de que uma visita me interrompesse. Ninguém nos visitou naquela noite extraordinária.

          Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas e repisando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. Parei surpreendido, virei a folha, continuei a arrastar-me na gemedeira, como um carro em estrada cheia de buracos.

          Com certeza o negociante recebera alguma dívida perdida: no meio do capítulo pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, um romance, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Um casal com filhos andava numa floresta, em noite de inverno, perseguido por lobos, cachorros selvagens. Depois de muito correr, essas criaturas chegavam à cabana de um lenhador. Era ou não era? Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Animei-me a parolar. Sim, realmente havia alguma coisa no livro, mas era difícil conhecer tudo.

          Alinhavei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa, aventurando-me às vezes a inquirir. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.

          Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos e o lenhador agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. As horas voaram. Alheio à escola, aos brinquedos de minhas irmãs, à tagarelice dos moleques, vivi com essas criaturas de sonho, incompletas e misteriosas.

          À noite meu pai me pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações.

            Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.

          Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.


                                                     RAMOS, Graciliano. Infância. São Paulo: Record, 1995. p.187-191.

    Pronomes e conjunções são usados como recursos de coesão textual ao estabelecer relações entre palavras e sequências do texto.

    Assinale a alternativa que indica corretamente a função dos termos em destaque no período:

    E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia.
    Escolha uma alternativa para a questão d4553aef-96
  • 33A607FF-F4

    Português

    Morfologia - Pronomes
    IF-BA · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, da prova de 2013 A respeito das funções que os elementos da língua exercem no texto, é verdadeiro:
    Escolha uma alternativa para a questão 33a607ff-f4
  • D676C16B-E0

    Português

    Coesão e coerência
    UFTM · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Em nossos dias, o neo­indianismo dos modernos de 1922 (precedido por meio século de etnografia sistemática) iria acen­ tuar aspectos autênticos da vida do índio, encarando­o, não como gentil­homem embrionário, mas como primitivo, cujo inte­ resse residia precisamente no que trouxesse de diferente, contra­ ditório em relação à nossa cultura europeia. O indianismo dos românticos, porém, preocupou­se sobremaneira em equipará­lo qualitativamente ao conquistador, realçando ou inventando aspectos do seu comportamento que pudessem fazê­lo ombrear com este - no cavalheirismo, na generosidade, na poesia.

    A altivez, o culto da vindita, a destreza bélica, a genero­ sidade, encontravam alguma ressonância nos costumes abo­ rígines, como os descreveram cronistas nem sempre capazes de observar fora dos padrões europeus e, sobretudo, como os quiseram deliberadamente ver escritores animados do desejo patriótico de chancelar a independência política do país com o brilho de uma grandeza heroica especificamente brasileira.
    Considere as passagens do texto:

    [...] encarando­o , não como gentil­homem embrionário [...]

    [...] cujo interesse residia precisamente [...].

    [...] como os descreveram cronistas [...].

    Os substantivos retomados pelos pronomes sublinhados são, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão d676c16b-e0
  • 45B1183A-26

    Português

    Colocação Pronominal
    IF-SP · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
                                  Imagem 070.jpg

    Substituindo-se a informação destacada no trecho – ... as organizações buscam soluções inovadoras... – por um pronome correspondente, o resultado gramaticalmente correto é o seguinte:
    Escolha uma alternativa para a questão 45b1183a-26