Questões do ENEM: Linguagens e Denotação e Conotação

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Resultados

110 questões encontradas. Mostrando a página 5 de 6.

  • F000E4E3-08

    Português

    Denotação e Conotação
    UniCEUB · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Observe a charge abaixo e assinale a alternativa que contém assertivas verdadeiras.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2014

    I - A charge apresenta linguagem coloquial.
    II - Em “Tô sabendo, mas ainda não deu pra morar não..." A palavra em destaque é empregada no sentido denotativo.
    III - A charge apresenta uma crítica à saúde, à educação e à habitação.
    Escolha uma alternativa para a questão f000e4e3-08
  • 103E633B-B6

    Português

    Denotação e Conotação
    UFAL · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    De vez em quando Deus me tira a poesia.
    Olho pedra e vejo pedra mesmo.

    PRADO, Adélia. Poesia Reunida, São Paulo, Siciliano, 1991 (fragmento).

    De acordo com os versos de Adélia Prado, quando Deus lhe tira a poesia, resta-lhe a linguagem
    Escolha uma alternativa para a questão 103e633b-b6
  • 0D8F4F6E-D0

    Português

    Denotação e Conotação
    IF-BA · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    imagem-001.jpg Embora a crônica apresente uma linguagem predominantemente denotativa, o uso da conotação está presente no fragmento transcrito na alternativa:
    Escolha uma alternativa para a questão 0d8f4f6e-d0
  • A23E8646-A7

    Português

    Denotação e Conotação
    Faculdade Cultura Inglesa · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Metamorfose

    Repara: – a imóvel crisálida
    Já se agitou inquieta,
    Cedo, rasgando a mortalha,
    Ressurgirá borboleta.
    Que misteriosa influência
    A metamorfose opera!
    Um raio de Sol, um sopro
    Ao passar, a vida gera.
    Assim minh’alma, inda ontem
    Crisálida entorpecida,
    Já hoje treme, e amanhã
    Voará cheia de vida.
    Tu olhaste – e do letargo
    Mago influxo me desperta;
    Surjo ao amor, surjo à vida,
    À luz de uma aurora incerta.


    (www.dominiopublico.gov.br)


    Segundo o Dicionário Eletrônico Aulete, a metáfora é uma figura de linguagem que consiste em estabelecer uma analogia de significados entre duas palavras ou expressões, empregando uma pela outra. Considerando-se o contexto do poema, essa definição é exemplificada com o seguinte verso:
    Escolha uma alternativa para a questão a23e8646-a7
  • F011E97F-F8

    Português

    Denotação e Conotação
    Universidade Federal do Ceará · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2012

    (Adaptado de: http://www.google.com.br/entrevista Mário Sérgio Cortella/educar para transformar. Acesso em 25 mai 2012 )

    Com base no TEXTO 02, responda à questão.

    Assinale a alternativa cuja palavra está empregada em sentido conotativo.
    Escolha uma alternativa para a questão f011e97f-f8
  • 4203EEAB-EA

    Português

    Denotação e Conotação
    Universidade Luterana do Brasil · 2012DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o fragmento de um dos poemas de cordel, da obra Vida e obra de Gonzagão, de Cacá Lopes, e o poema Asa Brancade Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira e responda à questão . 



    TEXTO 1 


    Foi voando nas asas da Asa Branca

    Que Gonzaga escreveu a sua história.


    Dos acordes de um grande brasileiro,

    Um intérprete da alma de seu povo,

    Sai um canto que sempre será novo,

    Amoroso, sincero, alvissareiro.

    Entre os hinos do seu cancioneiro,

    O que fala duma ave migratória

    Conferiu a Luiz eterna glória

    Para além desta vida que se estanca. 



    http://marcohaurelio.blogspot.com.br/2012/06/o-maiscompleto-cordel-sobre-o-rei-do_11.html. 




    TEXTO 2  


    Quando olhei a terra ardendo

    Qual fogueira de São João

    Eu perguntei a Deus do Céu, ai

    Por que tamanha judiação


    Que braseiro que fornalha

    Nenhum pé de plantação

    Por falta d’água perdi meu gado

    Morreu de sede meu alazão


    Inté mesmo a asa branca

    Bateu asas do sertão

    Então eu disse, adeus Rosinha

    Guarda contigo meu coração


    Hoje longe muitas léguas

    Nessa triste solidão

    Espero a chuva cair de novo

    Pra mim voltar pro meu sertão


    Quando o verde dos teus olhos

    Se espalhar na plantação

    Eu te asseguro não chore, não, viu

    Que eu voltarei, viu, meu coração 



    A linguagem conotativa, no poema, procura produzir efeitos fonéticos, sintáticos e semânticos. Sobre o texto 2, poema Asa Branca, marque a resposta correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 4203eeab-ea
  • 41D7FA02-EA

    Português

    Denotação e Conotação
    Universidade Luterana do Brasil · 2012FácilEntre para guardar nos favoritos

    A questão está baseada no fragmento do conto O Alienista, da Machado de Assis, disponível no site: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000231.pdf.


    Imagem da questão de Português, da prova de 2012

    Assinale a única alternativa em que a expressão sublinhada no enunciado possui sentido conotativo.
    Escolha uma alternativa para a questão 41d7fa02-ea
  • 02B5631F-DB

    Português

    Denotação e Conotação
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão

    Imagem da questão de Português, da prova de 2012
    Adaptado de Chega de saudade, de Ruy Castro
    Assinale a alternativa que NÃO apresenta uso de linguagem figurada.
    Escolha uma alternativa para a questão 02b5631f-db
  • 4F9C1250-B6

    Português

    Denotação e Conotação
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2012DifícilEntre para guardar nos favoritos

    A questão toma por base o texto a seguir, de Carlos Drummond de Andrade.  

    Elegia 1938

    Trabalhas sem alegria para um mundo caduco, onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo. Praticas laboriosamente os gestos universais, sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.

    Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas, e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção. À noite, se neblina, abrem guarda-chuvas de bronze ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.

    Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer. Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.

    Caminhas entre mortos e com eles conversas sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito. A literatura estragou tuas melhores horas de amor. Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.

    Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota e adiar para outro século a felicidade coletiva. Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia Poética. 47

    ed. Rio de Janeiro: Record, 2001.

    Vocabulário:

    Elegia – Poema lírico, cujo tom é quase sempre terno e triste. 

    Na oração “[...] dinamitar a ilha de Manhattan” (último verso) tem-se
    Escolha uma alternativa para a questão 4f9c1250-b6
  • FFAC7984-B0

    Português

    Denotação e Conotação
    UEA · 2012FácilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: Para responder a questão, leia o texto Sabores da terra, da escritora Leyla Leong.

        Nada está comprovado, mas tudo indica que a grandiosidade da floresta tem algo a ver com a distribuição generosa do alimento e dos sentimentos entre os habitantes da Amazônia.
        O círculo alvo do beiju, que é preparado e consumido pelos índios de forma fraterna, pressupõe a igualdade diante da mesa e a irmandade em torno do alimento.
       A abundância inesgotável dos rios, com seus peixes multiformes; as cores e os perfumes saborosos dos frutos, dão à culinária amazonense um caráter essencialíssimo, que o europeu colonizador, o gosto parisiense da época da borracha e a modernidade da Zona Franca não conseguiram alterar. 
         O calor das brasas, um pouco de sal, o cheiro-verde e o toque dramático da pimenta, pontuam o paladar.
        O resto fica por conta da mandioca que, transformada em farinha, sela o destino dos amazonenses.
        Com tão pouco vivemos em grandes famílias, à beira dos rios, em comunhão com um mundo enorme que nos abraça solidário, oferecendo-nos a vida todos os dias.
       É que o sabor é muito forte, o cheiro inesquecível. E a hospitalidade já se tornou lendária.
        A comida entre as populações ribeirinhas é o fruto diário da providência divina.
        À beira de um rio nada se planeja e o destino nasce na rede do pescador e no som de uma fruta, que se parte madura. O sabor ativo da carne branca e macia do peixe pede pouca interferência do tempero.
       (http://blogdaleyla.blogspot.com.br)
    Em Sabores da terra, nota-se a preocupação estética com a construção do texto, ou seja, a linguagem é elaborada de forma artística e cuidada, situação esta que se confirma
    Escolha uma alternativa para a questão ffac7984-b0
  • 43CC70B4-E4

    Português

    Denotação e Conotação
    USP · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos
                V - O samba

                À direita do terreiro, adumbra-se* na escuridão um maciço de construções, ao qual às vezes recortam no azul do céu os trêmulos vislumbres das labaredas fustigadas pelo vento.
                (...)
                É aí o quartel ou quadrado da fazenda, nome que tem um grande pátio cercado de senzalas, às vezes com alpendrada corrida em volta, e um ou dois portões que o fecham como praça d’armas.
                Em torno da fogueira, já esbarrondada pelo chão, que ela cobriu de brasido e cinzas, dançam os pretos o samba com um frenesi que toca o delírio. Não se descreve, nem se imagina esse desesperado saracoteio, no qual todo o corpo estremece, pula, sacode, gira, bamboleia, como se quisesse desgrudar- se.
                Tudo salta, até os crioulinhos que esperneiam no cangote das mães, ou se enrolam nas saias das aparigas. Os mais taludos viram cambalhotas e pincham à guisa de sapos em roda do terreiro. Um desses corta jaca no espinhaço do pai, negro fornido, que não sabendo mais como desconjuntar-se, atirou consigo ao chão e começou de rabanar como um peixe em seco. (...)


                                                                                                    José de Alencar, Til.

    (*) “adumbra-se” = delineia-se, esboça-se.
    Para adequar a linguagem ao assunto, o autor lança mão também de um léxico popular, como atestam todas as palavras listadas na alternativa
    Escolha uma alternativa para a questão 43cc70b4-e4
  • 6E5C0EFC-E0

    Português

    Conjunções: Relação de causa e consequência
    FATEC · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos
    O labirinto dos manuais

    Há alguns meses, troquei meu celular. Um modelo lindo, pequeno, prático. Segundo a vendedora, era capaz de tudo e mais um pouco. Fotografava, fazia vídeos, recebia e-mails e até servia para telefonar. Abri o manual, entusiasmado. “Agora eu aprendo”, decidi, folheando as 49 páginas. Já na primeira, tentei executar as funções. Duas horas depois, eu estava prestes a roer o aparelho. O manual tentava prever todas as possibilidades. Virou um labirinto de instruções! Na semana seguinte, tentei baixar o som da campainha. Só aumentava. Buscava o vibracall, não achava. Era só alguém me chamar e todo mundo em torno saía correndo, pensando que era o alarme de incêndio! Quem me salvou foi um motorista de táxi.

    - Manual só confunde - disse didaticamente. - Dá uma de curioso. Insisti e finalmente descobri que estava no vibracall há meses! O único problema é que agora não consigo botar a campainha de volta!

    Atualmente, estou de computador novo. Fiz o que toda pessoa minuciosa faria. Comprei um livro. Na capa, a promessa: “Rápido e fácil” - um guia prático, simples e colorido! Resolvi: “Vou seguir cada instrução, página por página. Do que adianta ter um supercomputador se não sei usá-lo?”. Quando cheguei à página 20, minha cabeça latejava. O livro tem 342! Cada vez que olho, dá vontade de chorar! Não seria melhor gastar o tempo relendo Guerra e Paz*?

    Tudo foi criado para simplificar. Mas até o micro-ondas ficou difícil. A não ser que eu queira fazer pipoca, que possui sua tecla própria. Mas não posso me alimentar só de pipoca! Ainda se emagrecesse... E o fax com secretária eletrônica? O anterior era simples. Eu apertava um botão e apagava as mensagens. O atual exige que eu toque em um, depois em outro para confirmar, e de novo no primeiro! Outro dia, a luzinha estava piscando. Tentei ouvir a mensagem. A secretária disparou todas as mensagens, desde o início do ano!

    Eu sei que para a garotada que está aí tudo parece muito simples. Mas o mundo é para todos, não é? Talvez alguém dê aulas para entender manuais! Ou o jeito seria aprender só aquilo de que tenho realmente necessidade, e não usar todas as funções. É o que a maioria das pessoas acaba fazendo! Analise as afirmações sobre trechos do texto e assinale a correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 6e5c0efc-e0
  • C97BE244-FE

    Português

    Denotação e Conotação
    UNIFESP · 2012FácilEntre para guardar nos favoritos

    Há tantos diálogos

    Diálogo com o ser amado

    o semelhante

    o diferente

    o indiferente

    o oposto

    o adversário

    o surdo-mudo

    o possesso

    o irracional

    o vegetal

    o mineral

    o inominado

    Diálogo consigo mesmo

    com a noite

    os astros

    os mortos

    as ideias

    o sonho

    o passado

    o mais que futuro

    Escolhe teu diálogo

    e

    tua melhor palavra

    ou

    teu melhor silêncio

    Mesmo no silêncio e com o silêncio

    dialogamos.

    (Carlos Drummond de Andrade. Discurso de primavera e algumas sombras, 1977.)


    Instrução: Leia o texto para responder às questões.

           O silêncio é a matéria significante por excelência, um
    continuum significante. O real da comunicação é o silêncio.
    E como o nosso objeto de reflexão é o discurso, chegamos a
    uma outra afirmação que sucede a essa: o silêncio é o real do
    discurso.
           O homem está “condenado” a significar. Com ou sem palavras,
    diante do mundo, há uma injunção à “interpretação”:
    tudo tem de fazer sentido (qualquer que ele seja). O homem
    está irremediavelmente constituído pela sua relação com o
    simbólico.
           Numa certa perspectiva, a dominante nos estudos dos signos,
    se produz uma sobreposição entre linguagem (verbal e
    não-verbal) e significação.
           Disso decorreu um recobrimento dessas duas noções, resultando
    uma redução pela qual qualquer matéria significante
    fala, isto é, é remetida à linguagem (sobretudo verbal) para
    que lhe seja atribuído sentido.
           Nessa mesma direção, coloca-se o “império do verbal”
    em nossas formas sociais: traduz-se o silêncio em palavras.
    Vê-se assim o silêncio como linguagem e perde-se sua especificidade,
    enquanto matéria significante distinta da linguagem.
    (Eni Orlandi. As formas do silêncio, 1997.)

    No segundo parágrafo do texto, empregam-se as aspas no termo “condenado” para

    Escolha uma alternativa para a questão c97be244-fe
  • 709F6EE0-F8

    Português

    Denotação e Conotação
    Universidade Federal do Ceará · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2011

    (ALVES, Rubem. Estórias de quem gosta de ensinar. São Paulo. Papirus, 2009. pp. 149-151)

    Com base no TEXTO 1, responda à questão.

    Assinale a alternativa cuja frase está empregada em sentido figurado.
    Escolha uma alternativa para a questão 709f6ee0-f8
  • 5A83604A-F8

    Português

    Denotação e Conotação
    Universidade Federal do Ceará · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2011

    Adaptado de SANT’ANNA, Affonso Romano de. Melhores crônicas. São Paulo. Global, 2003, pp. 52-54 

    Assinale a alternativa em que o adjetivo está empregado em linguagem figurada.
    Escolha uma alternativa para a questão 5a83604a-f8
  • BEF2BF26-E9

    Português

    Denotação e Conotação
    Universidade Luterana do Brasil · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, da prova de 2011
    Assinale a única alternativa em que o termo sublinhado no enunciado está sendo empregado com sentido denotativo.
    Escolha uma alternativa para a questão bef2bf26-e9
  • E7D93AFC-94

    Português

    Denotação e Conotação
    UNESP · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos

                   A literatura em perigo


    A análise das obras feita na escola não deveria mais ter
    por objetivo ilustrar os conceitos recém-introduzidos por este
    ou aquele linguista, este ou aquele teórico da literatura, quando,
    então, os textos são apresentados como uma aplicação da
    língua e do discurso; sua tarefa deveria ser a de nos fazer ter
    acesso ao sentido dessas obras — pois postulamos que esse
    sentido, por sua vez, nos conduz a um conhecimento do humano,
    o qual importa a todos. Como já o disse, essa ideia não é
    estranha a uma boa parte do próprio mundo do ensino; mas é
    necessário passar das ideias à ação. Num relatório estabelecido
    pela Associação dos Professores de Letras, podemos ler:
    “O estudo de Letras implica o estudo do homem, sua relação
    consigo mesmo e com o mundo, e sua relação com os outros.”
    Mais exatamente, o estudo da obra remete a círculos concêntricos
    cada vez mais amplos: o dos outros escritos do mesmo
    autor, o da literatura nacional, o da literatura mundial; mas
    seu contexto final, o mais importante de todos, nos é efetivamente
    dado pela própria existência humana. Todas as grandes
    obras, qualquer que seja sua origem, demandam uma reflexão
    dessa dimensão.
    O que devemos fazer para desdobrar o sentido de uma
    obra e revelar o pensamento do artista? Todos os “métodos”
    são bons, desde que continuem a ser meios, em vez de se tornarem
    fins em si mesmos. (...)
    (...)
    (...) Sendo o objeto da literatura a própria condição humana,
    aquele que a lê e a compreende se tornará não um
    especialista em análise literária, mas um conhecedor do ser
    humano. Que melhor introdução à compreensão das paixões
    e dos comportamentos humanos do que uma imersão na obra
    dos grandes escritores que se dedicam a essa tarefa há milênios?
    E, de imediato: que melhor preparação pode haver para
    todas as profissões baseadas nas relações humanas? Se entendermos
    assim a literatura e orientarmos dessa maneira o seu
    ensino, que ajuda mais preciosa poderia encontrar o futuro
    estudante de direito ou de ciências políticas, o futuro assistente
    social ou psicoterapeuta, o historiador ou o sociólogo? Ter
    como professores Shakespeare e Sófocles, Dostoievski e Proust
    não é tirar proveito de um ensino excepcional? E não se vê que
    mesmo um futuro médico, para exercer o seu ofício, teria mais
    a aprender com esses mesmos professores do que com os manuais
    preparatórios para concurso que hoje determinam o seu
    destino? Assim, os estudos literários encontrariam o seu lugar
    no coração das humanidades, ao lado da história dos eventos
    e das ideias, todas essas disciplinas fazendo progredir o pensamento
    e se alimentando tanto de obras quanto de doutrinas,
    tanto de ações políticas quanto de mutações sociais, tanto da
    vida dos povos quanto da de seus indivíduos.
    Se aceitarmos essa finalidade para o ensino literário, o
    qual não serviria mais unicamente à reprodução dos professores
    de Letras, podemos facilmente chegar a um acordo sobre
    o espírito que o deve conduzir: é necessário incluir as obras
    no grande diálogo entre os homens, iniciado desde a noite dos

    tempos e do qual cada um de nós, por mais ínfimo que seja,
    ainda participa. “É nessa comunicação inesgotável, vitoriosa
    do espaço e do tempo, que se afirma o alcance universal da
    literatura”, escrevia Paul Bénichou. A nós, adultos, nos cabe
    transmitir às novas gerações essa herança frágil, essas palavras
    que ajudam a viver melhor.


                (Tzvetan Todorov. A literatura em perigo. 2 ed.Trad. Caio Meira. Rio de Janeiro: DIFEL, 2009, p. 89-94.)

    Que melhor introdução à compreensão das paixões e dos comportamentos humanos do que uma imersão na obra dos grandes escritores que se dedicam a essa tarefa há milênios?

    Com base no fato de que a palavra “imersão", usada na expressão uma imersão na obra, caracteriza uma metáfora, indique a alternativa que elimina essa metáfora sem perda relevante de sentido:
    Escolha uma alternativa para a questão e7d93afc-94
  • 18FFCF3F-12

    Português

    Denotação e Conotação
    UNICENTRO · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem 001.jpg



    Identifique os fragmentos que exemplificam a linguagem conotativa.


    I. “seres da ‘caixa de ferramentas’ e seres da ‘caixa de brinquedos.” (L. 1-2).

    II. “O som da buzina chama a minha atenção para um carro que se aproxima.” (L. 5-6).

    III. “um sentido que nos permite fazer amor com coisas que não existem...” (L. 13-14).

    IV. “Mergulhados num livro, a realidade que nos cerca deixa de existir.” (L. 34-35).

    V. “Por isso, eu me daria por feliz se a educação fizesse apenas isso” (L. 46-47).


    A alternativa em que todos os fragmentos indicados possuem linguagem conotativa é a

    Escolha uma alternativa para a questão 18ffcf3f-12
  • 5425F92D-A6

    Português

    Denotação e Conotação
    UECE · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem 001.jpg
    Imagem 002.jpg
    Imagem 003.jpg

    Sobre a expressão sair dos trilhos (linha 60), assinale a afirmação INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 5425f92d-a6
  • 8493B26D-80

    Português

    Denotação e Conotação
    UDESC · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos
                                                          O filho eterno

    [...]
    Mas há um outro ponto, outra pequena utopia que o futebol promete – a alfabetização. É a única área em que seu filho tem algum domínio da leitura, capaz de distinguir a maioria dos times pelo nome, que depois ele digitará no computador para baixar os hinos de cada clube em mp3, e que cantará, feliz, aos tropeços. Ele ainda confunde imagens semelhantes – Figueirense e Fluminense, por exemplo – mas é capaz de ler a maior parte dos nomes. Em qualquer caso, apenas nomes avulsos. O que não tem nenhuma importância, o pai sente, além da brevíssima ampliação de percepção – alfabetizar é abstrair; se isso fosse possível, se ele se alfabetizasse de um modo completo, o pai especula, ele seria arrancado do seu mundo instantâneo dos sentidos presentes, sem nenhuma metáfora de passagem (ele não compreende metáforas; como se as palavras fossem as próprias coisas que indicam, não as intenções de quem aponta), para então habitar um mundo reescrito. TEZZA, Cristovão. O filho eterno. 9ª ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2010, p. 221. 
    No sentido denotativo, as palavras significam “as próprias coisas que indicam" (linhas 10 e 11).
    Assinale a alternativa que não expressa o sentido denotativo da linguagem.
    Escolha uma alternativa para a questão 8493b26d-80