Questões do ENEM: Linguagens e Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

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5.815 questões encontradas. Mostrando a página 164 de 291.

  • C5CAC997-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a crônica “Seu ‘Afredo’”, de Vinicius de Moraes (1913-1980), publicada originalmente em setembro de 1953.

          Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo¹e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.

          Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada2 quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:

          – Onde vais assim tão elegante?

          Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide3 caseira, queixou-se do fatigante ramerrão4 do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:

          – Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.

          De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:

          – Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:

          – É, canto às vezes, de brincadeira...

          Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:

           – Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.

          Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:

          – Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, ‘tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!

          E, a seguir, ponderou:

          – Agora, piano é diferente. Pianista ela é!

          E acrescentou:

          – Eximinista pianista!

                                                                               (Para uma menina com uma flor, 2009.)


    1 vernáculo: a língua própria de um país; língua nacional.

    2 ressabiado: desconfiado.

    3 lide: trabalho penoso, labuta.

    4 ramerrão: rotina.

    Em “Mas, como linguista, cultor do vernáculo e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.” (1° parágrafo), o cronista sugere que seu Afredo
    Escolha uma alternativa para a questão c5cac997-3b
  • C5C82ADA-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a crônica “Seu ‘Afredo’”, de Vinicius de Moraes (1913-1980), publicada originalmente em setembro de 1953.

          Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo¹e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.

          Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada2 quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:

          – Onde vais assim tão elegante?

          Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide3 caseira, queixou-se do fatigante ramerrão4 do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:

          – Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.

          De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:

          – Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:

          – É, canto às vezes, de brincadeira...

          Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:

           – Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.

          Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:

          – Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, ‘tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!

          E, a seguir, ponderou:

          – Agora, piano é diferente. Pianista ela é!

          E acrescentou:

          – Eximinista pianista!

                                                                               (Para uma menina com uma flor, 2009.)


    1 vernáculo: a língua própria de um país; língua nacional.

    2 ressabiado: desconfiado.

    3 lide: trabalho penoso, labuta.

    4 ramerrão: rotina.

    Na crônica, o personagem seu Afredo é descrito como uma pessoa
    Escolha uma alternativa para a questão c5c82ada-3b
  • BF49B0D6-07

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICENTRO · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UNICENTRO 2016, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, UNICENTRO 2016, Interpretação de Textos


    GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. In: Sérgio Buarque de Hollanda (Org.) Antologia dos poetas brasileiros da fase colonial. São Paulo, Perspectiva.1979. p.301. 

    Pode-se observar, na obra de Tomás A. Gonzaga, uma constante contradição entre a sua postura de pastor e a sua realidade de burguês.
    Os versos que melhor expressam essa contradição são
    Escolha uma alternativa para a questão bf49b0d6-07
  • BF3F6B89-07

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICENTRO · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UNICENTRO 2016, Interpretação de Textos


    MATOS, Gregório. Disponível em: http://poesiascolecionadas. blogspot.com.br/2010/05/desenganos-da-vida-metaforicamente.html. Acesso em: 21 set. 2016.

    A primeira estrofe constrói-se a partir da comparação entre os elementos
    Escolha uma alternativa para a questão bf3f6b89-07
  • BF3B63FE-07

    Português

    Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos
    UNICENTRO · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UNICENTRO 2016, Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos

    UNGUER, Roberto Mangabeira. Uma vida Humana. Folha de São Paulo, São Paulo, 11 setembro [2001?]. Opinião, Tendências/Debates.

    Marque V ou F, conforme sejam as afirmativas verdadeiras ou falsas.


    ( ) Em “Cada um de nós nasce enquadrado.” (l. 1), o termo qualificador “enquadrado” poderia ser usado no plural concordando com o pronome “nós”.

    ( ) As palavras “época” (l. 4), “indivíduo” (l. 7), “espírito” (l. 11) e “raízes” (l. 15) são acentuadas pela mesma razão.

    ( ) Em “Para que ela não nos desumanize, temos de continuar a senti-la” (l. 23-24), o pronome”ela” e a contração “la” são termos anafóricos que retomam a palavra “mutilação” (l. 22).

    ( ) As vírgulas em “Depois, já mutilados e lutando, vemo-nos novamente presos” (l. 28-29) são aplicadas pelo mesmo motivo que em “Rendemo-nos, por descrença e desesperança, a essa circunstância” (l. 32-33).


    A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a

    Escolha uma alternativa para a questão bf3b63fe-07
  • BF36F745-07

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICENTRO · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UNICENTRO 2016, Interpretação de Textos

    UNGUER, Roberto Mangabeira. Uma vida Humana. Folha de São Paulo, São Paulo, 11 setembro [2001?]. Opinião, Tendências/Debates.

    Segundo o articulista,
    Escolha uma alternativa para a questão bf36f745-07
  • 849F815A-06

    Português

    Coesão e coerência
    UFRGS · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Figura 1 de 3 da questão de Português, UFRGS 2016, Coesão e coerência
    Figura 2 de 3 da questão de Português, UFRGS 2016, Coesão e coerência
    Figura 3 de 3 da questão de Português, UFRGS 2016, Coesão e coerência
    Considere as afirmações abaixo, acerca das relações referenciais no texto.

    I - dessas variedades (l. 30-31) retoma as variedades escritas e faladas constitutivas da chamada norma culta (l. 24-26).
    II - la (l. 42) retoma toda uma cultura escolar (l. 39-40).
    III- Essa compreensão (l. 45) retoma uma adequada compreensão da heterogeneidade linguística do país, sua história social e suas características atuais (l. 42-45).

    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão 849f815a-06
  • 845330B8-06

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Figura 1 de 3 da questão de Português, UFRGS 2016, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 3 da questão de Português, UFRGS 2016, Interpretação de Textos
    Figura 3 de 3 da questão de Português, UFRGS 2016, Interpretação de Textos
    Considere as afirmações abaixo.

    I - As transformações radicais que entraram em curso ao final do século XVIII e início do século XIX foram propelidas pelo crescimento demográfico sustentado, pelo início do êxodo rural e da Revolução Industrial.
    II - Toda assistência aos pobres deveria ser suspensa e a taxa de natalidade deveria ser severamente controlada, a fim de evitar que torvelinho similar ao da Revolução Francesa vitimasse o Reino Unido.
    III - O progresso tecnológico e o crescimento industrial tiveram importância para a evolução da distribuição da renda ao longo das décadas que se seguiram a 1810.

    Quais dessas afirmações devem ser atribuídas ao autor do texto, T. Piketty?
    Escolha uma alternativa para a questão 845330b8-06
  • D548A79A-05

    Português

    Gêneros Textuais
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia a crônica O apagar da velha chama, de Luis Fernando Verissimo.


    Eu, você, nós dois, um cantinho, um violão... Da janela, mesmo em Porto Alegre, via-se o Corcovado, o Redentor (que lindo!) e um barquinho a deslizar no macio azul do mar. Tinha-se, geralmente, de vinte anos para menos quando, em 1958, chegou a Elizete com abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim e João Gilberto com o amor, o sorriso, a flor e aquela batida diferente, mas que era bossa-nova e era muito natural, mesmo que você não pudesse acompanhar e ficasse numa nota só, porque no peito dos desafinados também batia um coração, lembra? Na vida, uma nova canção, um doce balanço. Era carioca, era carioca, certo, mas a juventude que aquela brisa trazia também trazia pra cá e daqui se via a mesma luz, o mesmo céu, o mesmo mar, milhões de festas ao luar, e sempre se podia pegar um Electra e mandar descer no Beco das Garrafas, olha que coisa mais linda. Queríamos a vida sempre assim, si, dó, ré, mi, fá, sol, muito sol, e lá. Mas era preciso ficar e trabalhar, envelhecer, acabar com esse negócio de Rio, céu tão azul, ilhas do sul, muita calma pra pensar e ter tempo pra sonhar, onde já se viu? Até um dia, até talvez, até quem sabe. O amor, o sorriso e a flor se transformavam depressa demais. Quem no coração abrigou a tristeza de ver tudo isso se perder, para não falar nos seus vinte anos, nos seus desenganos e no seu violão, nem pode dizer ó brisa fica, porque nem mais se entende, nem mais pretende seguir fingindo e seguir seguindo. A realidade é que sem ela não há paz, não há beleza, é só a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai. E dê-lhe rock.


    Sobre a crônica, considere as seguintes afirmações.


    I - O autor, partindo de sua experiência pessoal, como é próprio da crônica, recupera o momento histórico de uma geração, através da música brasileira.

    II - O autor constrói a crônica a partir de diversas letras de músicas, mostrando como elas fazem parte de sua vivência de juventude.

    III- A melancolia, ao final da crônica, está ligada ao envelhecimento e à percepção de que aquele momento não volta mais.


    Quais estão corretas?

    Escolha uma alternativa para a questão d548a79a-05
  • D53AA593-05

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia os trechos abaixo, retirados do capítulo Ana Terra, de O continente, da trilogia O tempo e o vento, de Erico Verissimo.

    Maneco Terra era um homem que falava pouco e trabalhava demais. Severo e sério, exigia dos outros muito respeito e obediência, e não admitia que ninguém em casa discutisse com ele. (...)

    D. Henriqueta respeitava o marido, nunca ousava contrariá-lo. A verdade era que, afora aquela coisa de terem vindo para o Rio Grande e umas certas casmurrices, não tinha queixa dele. Maneco era um homem direito, um homem de bem, e nunca a tratara com brutalidade. (...)
    Mas havia épocas em que não aparecia ninguém. E Ana só via a seu redor quatro pessoas: o pai, a mãe e os irmãos. Quanto ao resto, eram sempre aqueles coxilhões a perder de vista, a solidão e o vento. Não havia outro remédio — achava ela — senão trabalhar para esquecer o medo, a tristeza, a aflição... Acordava e pulava da cama, mal raiava o dia. Ia aquentar a água para o chimarrão dos homens, depois começava a faina diária: ajudar a mãe na cozinha, fazer pão, cuidar dos bichos do quintal, lavar a roupa. Por ocasião das colheitas ia com o resto da família para a lavoura e lá ficava mourejando de sol a sol.

    Comparando os trechos acima com o conto Dois guaxos, de Sergio Faraco, considere as seguintes afirmações.

    I - Há confluências entre os dois textos, como as condições precárias de vida em um rancho isolado no interior do Rio Grande do Sul, o nome da irmã de Maninho e seu envolvimento com um agregado da família.
    II - Há semelhanças nas considerações sobre os maridos, feitas pela mãe de Maninho e por D. Henriqueta, mãe de Ana Terra.
    III- Há o contraste em relação à estrutura familiar: no romance, pai, mãe e filhos; no conto, uma família marcada pela ausência da mãe e pela figura paterna degradada.

    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão d53aa593-05
  • D529DCEE-05

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia abaixo a letra da canção Mamãe Coragem – composição de Caetano Veloso e Torquato Neto, interpretação de Gal Costa – que integra o álbum Tropicália ou Panis et Circencis.

    Mamãe, mamãe, não chore
    A vida é assim mesmo
    Eu fui embora
    Mamãe, mamãe, não chore
    Eu nunca mais vou voltar por aí
    Mamãe, mamãe, não chore
    A vida é assim mesmo
    Eu quero mesmo é isto aqui
    Mamãe, mamãe, não chore
    Pegue uns panos pra lavar
    Leia um romance
    Veja as contas do mercado
    Pague as prestações
    Ser mãe
    É desdobrar fibra por fibra
    Os corações dos filhos
    Seja feliz
    Seja feliz

    Mamãe, mamãe, não chore
    Eu quero, eu posso, eu quis, eu fiz
    Mamãe, seja feliz
    Mamãe, mamãe, não chore
    Não chore nunca mais, não adianta
    Eu tenho um beijo preso na garganta
    Eu tenho um jeito de quem não se espanta
    (Braço de ouro vale 10 milhões)
    Eu tenho corações fora do peito
    Mamãe, não chore
    Não tem jeito
    Pegue uns panos pra lavar
    Leia um romance
    Leia “Alzira morta virgem”
    “O grande industrial”

    Eu por aqui vou indo muito bem
    De vez em quando brinco Carnaval
    E vou vivendo assim: felicidade
    Na cidade que eu plantei pra mim
    E que não tem mais fim
    Não tem mais fim
    Não tem mais fim

    Considere as seguintes afirmações sobre a canção.

    I - A inversão apresentada na canção – é o/a filho/a jovem que consola a mãe e não o contrário – manifesta-se nas expressões comumente relacionadas ao vocabulário materno como “A vida é assim mesmo” e “Não chore nunca mais, não adianta”.
    II - A sirene ouvida na abertura da canção é uma provável referência às fábricas da cidade, para onde o sujeito cancional se desloca em busca de oportunidades que superem o trabalho doméstico, a rotina e os passatempos provincianos.
    III- O uso de “beijo” em vez de “grito”, no verso “Eu tenho um beijo preso na garganta”, expõe a ternura, apesar da rebeldia, que caracteriza o sujeito cancional.

    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão d529dcee-05
  • D4FC4405-05

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o soneto de Luís de Camões e Soneto do amor total, de Vinícius de Moraes, abaixo.

    Luís de Camões

    Amor é fogo que arde sem se ver;
    É ferida que dói e não se sente;
    É um contentamento descontente;
    É dor que desatina sem doer;

    É um não querer mais que bem querer;
    É solitário andar por entre a gente;
    É nunca contentar-se de contente;
    É cuidar que se ganha em se perder;

    É querer estar preso por vontade;
    É servir a quem vence, o vencedor;
    É ter com quem nos mata lealdade.

    Mas como causar pode seu favor
    Nos corações humanos amizade,
    Se tão contrário a si é o mesmo Amor?


    Vinícius de Moraes

    Amo-te tanto, meu amor… não cante
    O humano coração com mais verdade…
    Amo-te como amigo e como amante
    Numa sempre diversa realidade.

    Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
    E te amo além, presente na saudade.
    Amo-te, enfim, com grande liberdade
    Dentro da eternidade e a cada instante.

    Amo-te como um bicho, simplesmente,
    De um amor sem mistério e sem virtude
    Com um desejo maciço e permanente.

    E de te amar assim muito e amiúde,
    É que um dia em teu corpo de repente
    Hei de morrer de amar mais do que pude.

    Considere as seguintes afirmações sobre os dois poemas.

    I - Os dois poemas apresentam a temática amorosa: no soneto de Camões, o sujeito lírico define o amor; no soneto de Moraes, o sujeito lírico diz como ama.
    II - O soneto de Camões apresenta uma estrutura antitética nas três primeiras estrofes, como a exprimir o caráter contraditório do sentimento amoroso.
    III- O soneto de Vinícius de Moraes apresenta o sujeito lírico que ama de corpo e alma, ampliando o sentimento amoroso à dimensão física.

    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão d4fc4405-05
  • BB313B3E-F7

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Figura 1 de 2 da questão de Português, UEG 2016, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, UEG 2016, Interpretação de Textos


    Considere o seguinte trecho:

    “Os gramáticos e os sociolinguistas, cada um com seu viés, costumam dizer que o padrão linguístico é usado pelas pessoas representativas de uma sociedade. Os gramáticos dizem isso, mas acabam não analisando o padrão, nem recomendando-o de fato. Recomendam uma norma, uma norma ideal”. (linhas 9-11).

    Sírio Possenti apresenta nesse trecho uma caracterização da atividade dos gramáticos. Para isso, o autor
    Escolha uma alternativa para a questão bb313b3e-f7
  • 508421C7-F7

    Português

    Interpretação de Textos
    UNEMAT · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, UNEMAT 2016, Interpretação de Textos
    Kacio Pacheco. Disponível em www.metropoles.com. Acesso em nov. 2015.

    O governo de Dilma Rousseff passou por pressões de alguns partidos políticos que se mobilizaram para pedir seu impeachment. Uma das razões está nas denúncias de corrupção na Petrobrás, empresa petrolífera brasileira. Essa situação é explorada, na figura acima, pelo cartunista Kacio Pacheco. Ao analisar o enunciado “cadê meus peixes” a partir de sua relação com o contexto de fala cultural e a politica brasileira, afirma-se que:
    Escolha uma alternativa para a questão 508421c7-f7
  • 507DE390-F7

    Português

    Interpretação de Textos
    UNEMAT · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    “GOVERNO VAI INVESTIR R$ 10 MILHÕES EM ESTUDO DA FOSFOETANOLAMINA

    Ministério da Ciência e Tecnologia quer saber se a polêmica ‘pílula do câncer’ realmente é segura e funciona.

    O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai investir R$ 10 milhões em pesquisas sobre a fosfoetanolamina sintética, para descobrir se a polêmica substância produzida por um laboratório da Universidade de São Paulo (USP) tem mesmo potencial para tratar o câncer. [...] O compromisso foi acertado numa reunião do recém-empossado ministro Celso Pansera com representantes da comunidade científica e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ontem, em Brasília. [...] O pesquisador que orientou a pesquisa inicial, Gilberto Chierice, está aposentado. Ele defende a distribuição da substância, que acredita ser segura, apesar de não ter dados para comprovar isso. Segundo informações do MCTI, um primeiro repasse de R$ 2 milhões já sairá do orçamento da pasta neste ano. O restante será repassado em duas parcelas de R$ 4 milhões, nos próximos dois anos. [...] ‘Absurdo isso’, reagiu a pesquisadora Alicia Kowaltowski, do Instituto de Química da USP em São Paulo, ao ler a notícia nas redes sociais. ‘Atitudes completamente antiéticas por parte de um pesquisador sendo premiado com um ‘caminho paralelo’ de financiamento significativo, enquanto milhares de projetos regulares já aprovados seguem sem pagamento [...] É um desrespeito aos cientistas brasileiros sérios’.” (adaptado)

    Disponível em: ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar. Acesso em nov. 2015.
    A pesquisadora Alicia Kowaltowski mostra-se indignada frente à notícia do investimento em pesquisas sobre a ‘pílula do câncer’ e finaliza assim: “É um desrespeito aos cientistas brasileiros sérios”.

    A palavra em destaque, ao ser relacionada com todo o texto, deixa pressuposto que:
    Escolha uma alternativa para a questão 507de390-f7
  • 50777631-F7

    Português

    Coesão e coerência
    UNEMAT · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    “Para abordar o direito dos índios a uma educação diferenciada, a Constituição de 1988 se impõe como o grande marco. Foi a partir dela(1) que se reconheceu aos índios o direito de permanecerem índios e terem suas tradições e modos de vida respeitados e protegidos pelo Estado brasileiro. Com a sua(2) promulgação, rompe-se com a tradição legislativa e administrativa que procurava incorporar os índios à comunhão nacional, pois os(3) concebia como categoria étnica e social transitória, a quem(4) cabia um único destino: seu desaparecimento cultural. A Constituição de 1988 inaugurou uma nova fase no relacionamento dos povos indígenas com o Estado e com a sociedade brasileira, reconhecendo suas(5) organizações sociais, costumes, línguas, crenças e tradições, e atribuindo ao Estado o dever de respeitar e proteger as manifestações das culturas indígenas”.

    GRUPIONI, Luís Donizete Benzi. Educação em Contexto da Diversidade Étnica: os povos no Brasil. In: RAMOS, Marise N.; ADÃO, Jorge M.; NASCIMENTO, Graciete Maria. Diversidade na educação: reflexões e experiências. Brasília: Secretaria de Educação Média e tecnológica, 2003.p.115. (adaptado)

    Para manter a coerência do texto, alguns elementos de coesão foram empregados na sua escrita, como os termos em negrito. Seguindo a enumeração dada a eles, considera-se que:
    Escolha uma alternativa para a questão 50777631-f7
  • 7FD4557C-FF

    Português

    Coesão e coerência
    UNICENTRO · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UNICENTRO 2016, Coesão e coerência

    Figura 2 de 2 da questão de Português, UNICENTRO 2016, Coesão e coerência


    DEGRADAÇÃO. Folha de S. Paulo. 14 set. [2002?]. Opinião. p. A 2.

    Editorial.


    Marque V ou F, conforme sejam as afirmativas verdadeiras ou falsas.

    ( ) A degeneração moral da sociedade brasileira decorre da ausência de uma política publica e social do Estado.
    ( ) Ao se referir à “degradação dos costumes” (l. 6), o articulista evidencia um conflito de gerações.
    ( ) Os termos “comezinhas” (l. 32) e “furtar” (l. 34) significam, respectivamente, “difíceis” e “negar”.
    ( ) A passagem “sob pena de desmoralizar-se ainda mais.” (l. 35) expressa uma ideia de consequência hipotética.

    A alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo, é a
    Escolha uma alternativa para a questão 7fd4557c-ff
  • 7FCE8A40-FF

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNICENTRO · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UNICENTRO 2016, Figuras de Linguagem

    Figura 2 de 2 da questão de Português, UNICENTRO 2016, Figuras de Linguagem

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Obra completa. Rio de Janeiro: Aguilar,

    1964. p. 70.

    Sobre o poema, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 7fce8a40-ff
  • 7FCB3C38-FF

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICENTRO · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UNICENTRO 2016, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, UNICENTRO 2016, Interpretação de Textos

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Obra completa. Rio de Janeiro: Aguilar,

    1964. p. 70.

    No texto, o sujeito poético
    Escolha uma alternativa para a questão 7fcb3c38-ff