Questões do ENEM: Linguagens e Parnasianismo
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61 questões encontradas. Mostrando a página 2 de 4.
8D3EDDBD-D8 Leia trecho do poema de Olavo Bilac.Língua PortuguesaÚltima flor do Lácio, inculta e bela,És, a um tempo, esplendor e sepultura:Ouro nativo, que na ganga impuraA bruta mina entre os cascalhos vela...Amote assim, desconhecida e obscura,Tuba de alto clangor, lira singela,Que tens o trom e o silvo da procelaE o arrolo da saudade e da ternura!Amo o teu viço agreste e o teu aromaDe virgens selvas e de oceano largo!Amo-te, ó rude e doloroso idioma,Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”E em que Camões chorou, no exílio amargo,O gênio sem ventura e o amor sem brilho!(Olavo Bilac, Poesias)No poema, o eu líricoB85F2AA8-10 Literatura
Escolas LiteráriasIF-MT · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosTexto II e III: base para a questão.
VASO GREGO
(Texto 2)
Esta de áureos relevos, trabalhada
De divas mãos, brilhante copa, um dia,
Já de ais deuses servir como cansada,
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.
Era o poeta de Teos que a suspendia
Então, e, ora repleta ora esvasada,
A taça amiga aos dedos seus tinia,
Toda de roxas pétalas colmada.
Depois...Mas o lavor da taça admira,
Toca-a, e de ouvido aproximando-a, às bordas
Finas hás de lhe ouvir, canora e doce,
Ignota voz, qual se da antiga lira
Fosse a encantada música das cordas,
Qual se fosse a voz de Anacreonte fosse.
(Alberto de Oliveira)
CÁRCERE DAS ALMAS
(Texto3)
Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,
Soluçando nas trevas, entre as grades
Do calabouço olhando imensidades,
Mares, estrelas, tardes, natureza.
Tudo se veste de uma igual grandeza
Quando a alma entre grilhões as liberdades
Sonha e sonhando, as imortalidades
Rasga no etéreo Espaço da Pureza.
Ó almas presas, mudas e fechadas
Nas prisões colossais e abandonadas,
Da Dor no calabouço atroz, funéreo!
Nesses silêncios solitários, graves,
Que chaveiro do Céu possui as chaves
Para abrir-vos as portas do Mistério?!
(Cruz e Souza)
Ao lermos o texto 3, percebemos diferenças e pontos de contato em relação ao texto 2, tanto na forma quanto no conteúdo. Isso se explicita, pois:
I - Em ambos se mantém uma estrutura poética formal em consonância com os modelos clássicos da literatura: versos decassílabos, rimas regulares, valorização de um estilo rebuscado sob os aspectos linguísticos.
II - Os pontos que diferem estão inseridos na temática.
III - No texto 2, a temática é calcada na observação pura e simples de um objeto de arte, o que provoca o distanciamento do eu-lírico para questões mais profundas da existência humana; no texto 3, tal fato não ocorre, pois nele o eu-lírico desnuda e se aprofunda em um dos grandes temas da humanidade: a vida e a morte.
A partir das assertivas acima, julgue-as e marque a alternativa correta.
B85BC100-10 Literatura
Escolas LiteráriasIF-MT · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosTexto II e III: base para a questão.
VASO GREGO
(Texto 2)
Esta de áureos relevos, trabalhada
De divas mãos, brilhante copa, um dia,
Já de ais deuses servir como cansada,
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.
Era o poeta de Teos que a suspendia
Então, e, ora repleta ora esvasada,
A taça amiga aos dedos seus tinia,
Toda de roxas pétalas colmada.
Depois...Mas o lavor da taça admira,
Toca-a, e de ouvido aproximando-a, às bordas
Finas hás de lhe ouvir, canora e doce,
Ignota voz, qual se da antiga lira
Fosse a encantada música das cordas,
Qual se fosse a voz de Anacreonte fosse.
(Alberto de Oliveira)
CÁRCERE DAS ALMAS
(Texto3)
Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,
Soluçando nas trevas, entre as grades
Do calabouço olhando imensidades,
Mares, estrelas, tardes, natureza.
Tudo se veste de uma igual grandeza
Quando a alma entre grilhões as liberdades
Sonha e sonhando, as imortalidades
Rasga no etéreo Espaço da Pureza.
Ó almas presas, mudas e fechadas
Nas prisões colossais e abandonadas,
Da Dor no calabouço atroz, funéreo!
Nesses silêncios solitários, graves,
Que chaveiro do Céu possui as chaves
Para abrir-vos as portas do Mistério?!
(Cruz e Souza)
Ao examinarmos a história da arte e da literatura, veremos que ela se constrói em ciclos, ou seja, o novo, muitas vezes, não passa de algo mais velho, só que revestido de uma linguagem diferente. O Parnasianismo no Brasil, surgido na década de 80 do século XIX, ilustra bem esse processo. De acordo com o texto 3, pode-se destacar algumas características de forma e conteúdo que justificam a inserção dele naquela estética literária, com exceção de:10F1FDCB-CC Literatura
ArcadismoIF-RR · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosIdentifique a única alternativa em que a relação escola literária – características - autor está incorreta:26B1156F-CB Literatura
ArcadismoUFRGS · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosNo bloco superior abaixo, estão listados os movimentos literários brasileiros; no inferior, características desses movimentos.
Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.
1 - Arcadismo
2 - Parnasianismo
3 - Simbolismo
( ) Representa um afastamento dos problemas sociais brasileiros, seguindo uma estética rígida.
( ) Surge na periferia intelectual brasileira: Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
( ) Recupera o padrão estético clássico, fazendo ressurgir a epopeia.
( ) Busca transfigurar a condição humana, dando-lhe horizontes transcendentais.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
32455205-58 Literatura
ArcadismoUNESP · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosEsse movimento descobriu algo que ainda não havia sido conhecido ou enfatizado antes: a “poesia pura”, a poesia que surge do espírito irracional, não conceitual da linguagem, oposto a toda interpretação lógica. Assim, a poesia nada mais é do que a expressão daquelas relações e correspondências, que a linguagem, abandonada a si mesma, cria entre o concreto e o abstrato, o material e o ideal, e entre as diferentes esferas dos sentidos.
Sendo a vida misteriosa e inexplicável, como pensavam os adeptos desse movimento, era natural que fosse representada de maneira imprecisa, vaga, nebulosa, ilógica e ininteligível.
(Afrânio Coutinho. Introdução à literatura no Brasil, 1976. Adaptado.)
O comentário do crítico Afrânio Coutinho refere-se ao movimento literário denominado
213A8D0E-E3 Literatura
ArcadismoFaculdade Pernambucana de Saúde · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosTexto 3
O problema da norma culta
O problema da norma culta – de que tanto se fala hoje no discurso da escola e da mídia – não se resolve pela insistência em corrigir pontualmente os erros de português.A norma culta, na função moderna que lhe atribui a sociedade urbanizada, massificada e alfabetizada, está diretamente correlacionada com a escolarização, com o letramento, com a superação do analfabetismo funcional.Nosso problema linguístico não é a regência desse ou daquele verbo; não é esta ou aquela concordância verbal; não são as regras de colocação dos pronomes oblíquos.
Nosso problema linguístico são 5 milhões de jovens entre 15 e 17 anos que estão fora da escola. Nosso problema são os elevados índices de evasão escolar. Nosso problema é termos ainda algo em torno de 12% de analfabetos na população adulta. Nosso problema é o tamanho do analfabetismo funcional, isto é, a quantidade daqueles que, embora frequentem ou tenham frequentado a escola, não conseguem ler e entender um texto medianamente complexo.
Os estudos sugerem que apenas 25% da população adulta brasileira, perto de 30 milhões de pessoas, conseguem ler e entender um texto medianamente complexo.
FARACO, Carlos Alberto. Norma culta brasileira.São Paulo: Parábola, 2008.p. 71-72.As obras artísticas são marcadas por seu tempo histórico e mostram, assim, os valores humanos, estéticos e estilísticos da arte de cada época. Tais características, entretanto, dificilmente serão inteiramente novas ou originais, ou por causa da interação (entre tempos e entre artistas) ou por reação ao novo, quando o artista revisita o passado para se opor ao presente. Acerca das relações entre estilos de época e entre autores e suas obras na literatura brasileira, analise as afirmativas a seguir.1) O Romantismo de Castro Alves, distante dos ideais libertários, retoma a retórica jesuítica, de feição barroca, dos sermões de Pe. Antônio Vieira.
2) O Parnasianismo pretendeu combater os temas próprios do Romantismo, calcado em referências clássicas e buscando a perfeição formal.
3) Os valores defendidos pelo Arcadismo foram retomados na linguagem fluida, mística e subjetiva do Simbolismo de Cruz e Sousa.
4) O modernista Graciliano Ramos buscou no Romantismo de José de Alencar as temáticas voltadas para o homem em sua relação com o meio.
5) Com “Macunaíma”, o modernista Mário de Andrade contrapõe-se ao herói indígena de Alencar, um modo de posicionar-se criticamente frente ao nacionalismo ufanista do Romantismo.Estão corretas, apenas:4B0DB274-E3 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Católica de Pelotas · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão considere os textos 1, 2 e 3.
Texto 1
O Último PoemaManuel BandeiraAssim eu quereria o meu último poema.Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menosintencionaisQue fosse ardente como um soluço sem lágrimasQue tivesse a beleza das flores quase sem perfumeA pureza da chama em que se consomem os diamantesmais límpidosA paixão dos suicidas que se matam sem explicação.Disponível em:. <http://www.releituras.com/>Acesso em: 07 nov. 2016.
Texto 2
AMAR E SER AMADOCastro AlvesAmar e ser amado! Com que aneloCom quanto ardor este adorado sonhoAcalentei em meu delírio ardentePor essas doces noites de desvelo!Ser amado por ti, o teu alentoA bafejar-me a abrasadora frente!Em teus olhos mirar meu pensamento,Sentir em mim tu’alma, ter só vidaP’ra tão puro e celeste sentimentoVer nossas vidas quais dois mansos rios,Juntos, juntos perderem-se no oceano,Beijar teus lábios em delírio insanoNossas almas unidas, nosso alento,Confundido também, amante, amadoComo um anjo feliz... que pensamento!?Disponível em: .<https://www.pensador.com/frases/NTU2MTQw//> Acesso em: 07 nov. 2016.
Texto 3
LivreCruz e SousaLivre!Ser livre da matéria escrava,arrancar os grilhões que nos flagelame livre penetrar nos Dons que selam aalma e lhe emprestam toda a etérea lava.Livre da humana, da terrestre bavados corações daninhos que regelam,quando os nossos sentidos se rebelamcontra a Infâmia bifronte que deprava.Livre! bem livre para andar mais puro,mais junto à Natureza e mais segurodo seu Amor, de todas as justiças.Livre! para sentir a Natureza,para gozar, na universal Grandeza,Fecundas e arcangélicas preguiças.Disponível em:<https://poesiaspoemaseversos.com.br/cruz-e-sousa-poemas>. Acesso em: 07 nov. 2016.
Sobre o(s) texto(s) é correto afirmar que:4B096417-E3 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Católica de Pelotas · 2017FácilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão considere os textos 1, 2 e 3.
Texto 1
O Último PoemaManuel BandeiraAssim eu quereria o meu último poema.Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menosintencionaisQue fosse ardente como um soluço sem lágrimasQue tivesse a beleza das flores quase sem perfumeA pureza da chama em que se consomem os diamantesmais límpidosA paixão dos suicidas que se matam sem explicação.Disponível em:. <http://www.releituras.com/>Acesso em: 07 nov. 2016.
Texto 2
AMAR E SER AMADOCastro AlvesAmar e ser amado! Com que aneloCom quanto ardor este adorado sonhoAcalentei em meu delírio ardentePor essas doces noites de desvelo!Ser amado por ti, o teu alentoA bafejar-me a abrasadora frente!Em teus olhos mirar meu pensamento,Sentir em mim tu’alma, ter só vidaP’ra tão puro e celeste sentimentoVer nossas vidas quais dois mansos rios,Juntos, juntos perderem-se no oceano,Beijar teus lábios em delírio insanoNossas almas unidas, nosso alento,Confundido também, amante, amadoComo um anjo feliz... que pensamento!?Disponível em: .<https://www.pensador.com/frases/NTU2MTQw//> Acesso em: 07 nov. 2016.
Texto 3
LivreCruz e SousaLivre!Ser livre da matéria escrava,arrancar os grilhões que nos flagelame livre penetrar nos Dons que selam aalma e lhe emprestam toda a etérea lava.Livre da humana, da terrestre bavados corações daninhos que regelam,quando os nossos sentidos se rebelamcontra a Infâmia bifronte que deprava.Livre! bem livre para andar mais puro,mais junto à Natureza e mais segurodo seu Amor, de todas as justiças.Livre! para sentir a Natureza,para gozar, na universal Grandeza,Fecundas e arcangélicas preguiças.Disponível em:<https://poesiaspoemaseversos.com.br/cruz-e-sousa-poemas>. Acesso em: 07 nov. 2016.
Os textos de Manuel Bandeira, Castro Alves e Cruz e Sousa são, respectivamente, de quais períodos literários?452EB78D-DF Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosGeleia Geral, composta por Gilberto Gil e Torquato Neto, é uma canção bastante representativa da valorização do hibridismo proposta pelo movimento tropicalista nas artes nacionais. Nesse sentido, há na canção uma quantidade significativa de referências a elementos culturais eruditos e populares das mais variadas origens: literatura, música, cinema, carnaval, festividades religiosas, etc.
Nestas duas colunas, há três versos da canção e três obras a que esses versos fazem referência.
1- Minha terra é onde o sol é mais limpo
2- Pindorama, país do futuro
3- Salve o lindo pendão dos seus olhos
( ) Manifesto Antropófago, Oswald de Andrade
( ) Canção do Exílio, Gonçalves Dias
( ) Hino à Bandeira, Olavo Bilac
A sequência correta de preenchimento dos parêntesis, de cima para baixo, é:
984F79C1-D5 Literatura
Escolas LiteráriasCentro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2017FácilEntre para guardar nos favoritosAnalise o fragmento de um poema, transcrito abaixo.
Quero que a estrofe cristalina
dobrada ao jeito,
do ourives, saia da oficina
sem um defeito:E horas sem conta passo, mudo,
o olhar atento,
A trabalhar, longe de tudo,
o pensamento.Porque o escrever – tanta perícia,
tanta requer,
que ofício tal... nem há notícia
de outra qualquer.(Olavo Bilac. Poesias. São Paulo: Martin Claret, 2002.)
O poema acima se insere na produção poética do Parnasianismo. Esse período teve, como uma de suas concepções nucleares, o culto da ‘arte pela arte’, ou ‘a arte com fim em si mesma’. Tal concepção da poesia parnasiana se revela no poema acima:
02BB7949-D5 Literatura
Escolas LiteráriasCentro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritosA poesia de Jorge de Lima conheceu várias fases: parnasiana, regionalista, religiosa, social, onírica e hermética. Na sua primeira fase, ele chegou a ser considerado “Príncipe dos Poetas de Alagoas”. É dessa fase o seu livro XIV Alexandrinos (1914) e também um dos seus poemas mais conhecidos. Assinale qual:126E4B81-B6 Literatura
ArcadismoIF-RR · 2017FácilEntre para guardar nos favoritosIdentifique a alternativa em que a escola literária não corresponde às suas características:34BC6CD4-B4 Literatura
ArcadismoInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins · 2017FácilEntre para guardar nos favoritosObserve as imagens a seguir:

FONTE:https://noticias.uol.com.br/album/album-dodia/2016/03/15/imagens-do-dia---15-de-marco-de-2016.htm.
FONTE:http://www.efecade.com.br/1813-navios-negreiros/
FONTE: https://www.pinterest.com/pin/202099102004736152/
A literatura é, também, imagem em palavras. Sentimentos, eventos, situações humanas podem ser iguais, no seu impacto, tanto em palavras quanto em imagens.
As imagens acima representam o espírito, sentido e características de movimentos literários, respectivamente, como:
EE0237F1-AF Literatura
Escolas LiteráriasUNIOESTE · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosTendo em vista os tercetos abaixo e os poemas de onde foram extraídos, O Incêndio de Roma e Sinfonias do Ocaso, bem como seus respectivos autores, Olavo Bilac e Cruz e Sousa, assinale a alternativa INCORRETA.“Nero, com o manto grego ondeado ao ombro, assomaEntre os libertos, e ébrio, engrinaldada a fronte,Lira em punho, celebra a destruição de Roma”.“Ah! por estes sinfônicos ocasosA terra exala aromas de áureos vasos,Incensos de turíbulos divinos”.9DF259A8-B5 Literatura
BarrocoInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2016MédioEntre para guardar nos favoritosA respeito das personagens encontradas na obra Capitães da areia, marque a alternativa CORRETA.
E989D184-B3 Literatura
BarrocoIF-MT · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
A QUESTÃO REFERE-SE AO TEXTO I.
Manifestou na literatura das últimas três décadas do século XIX e caracterizou-se pela tentativa de alcançar a objetividade da linguagem, opondo-se ao sentimentalismo dos românticos. O traço principal desse movimento era a busca de modelos teóricos científicos que ajudassem a descrever e explicar o comportamento dos personagens e o funcionamento da sociedade, especialmente de seus aspectos mais grotescos e doentios.O texto refere-se ao movimento literário denominado:
C0FE4D1E-B0 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2016MédioEntre para guardar nos favoritosSobre o Parnasianismo brasileiro, assinale a alternativa correta.C0F08FC4-B0 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritosA um PoetaLonge do estéril turbilhão da rua,Beneditino, escreve! No aconchegoDo claustro, na paciência e no sossego,Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!Mas que na forma se disfarce o empregoDo esforço; e a trama viva se construaDe tal modo, que a imagem fique nua,Rica mas sóbria, como um templo grego.Não se mostre na fábrica o suplícioDo mestre. E, natural, o efeito agrade,Sem lembrar os andaimes do edifício:Porque a Beleza, gêmea da Verdade,Arte pura, inimiga do artifício,É a força e a graça na simplicidade.(BILAC, O. Poesias. 15.ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1931. p.339.)Com base nesse poema e nos conhecimentos sobre o Parnasianismo, considere as afirmativas a seguir.I. O eu lírico defende que o sofrimento do poeta na feitura do poema fique explícito para o leitor atento.II. O último verso ironiza a escola parnasiana por conta de seus excessos formais e exageros metalinguísticos.III. O poema retoma certos valores preconizados pela tradição clássica, como a forma soneto, por exemplo.IV. O poema é uma espécie de receita de como se fazer poesia, o que fica sugerido já em seu título.Assinale a alternativa correta.
58E00B1A-AF Literatura
ArcadismoUNIOESTE · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritosInstrução: para responder a questão, leia o texto abaixo.De ficção e realidade: diálogo possível– Literatura é fuga do real, cara! Veja o Brasil que temos: propina, tráfico de influência, delações, politicalha, trapaças...– Quem disse que a Literatura não tem os pés fincados na realidade? Para o momento brasileiro, valem os versos: “Começa o mundo enfim pela ignorância,/ e tem qualquer dos bens por natureza”.– Que bens? A rifa das licitações? O propinoduto?– É isso mesmo, cara! Diferente do fantasma romântico, parece que o dinheiro virou uma “febre que nunca descansa,/ O delírio que te há de matar!...”.– O que nós temos é uma safra de corruptos e corrompidos.– Verdade! Sujeito assim safado mereceria “ser das gentes o espectro execrado”. O tal “Ouro branco! Ouro preto! Ouro podre” corrompeu muito político. “De cada ribeirão trepidante e de cada recosto/ de montanha, o metal rolou na cascalhada/ Para o fausto d’El-Rei”. Que vergonha!– É! Mas, certamente, esse não é o “Ouro nativo que na ganga impura/ A bruta mina entre os cascalhos vela...”.
– Sei lá! O que mais nos reserva a Lava-Jato?– Veja só, cara! Ouvindo os noticiários, tenho a impressão que o assalto do vampiro tem mais equidade: “– Cê vem com a gente. É uma loja. Nós roubamos e dividimos o dinheiro. Em partes iguais”– Então, ainda há o que cantar neste país?– Claro! Vai o legado das Olimpíadas e das Paralimpíadas: “Entre o laboratório de erros/ e o labirinto de surpresas,/ canta o conhecimento do limite,/ a madura experiência a brotar da rota esperança”.
Assinale a alternativa INCORRETA, considerando os poemas originais de onde os versos foram extraídos.