Questões do ENEM: Linguagens e Teoria Literária

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95 questões encontradas. Mostrando a página 3 de 5.

  • D1CD6B52-C4

    Literatura

    Teoria Literária
    Universidade Estadual do Maranhão · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Jorge Amado de Faria, autor de vasta obra literária, adotou como temas principais a miséria, as relações sociais e humanas do povo da Bahia. Dentre suas obras cita-se Mar morto, incluído nas crônicas de costumes.

    Mar morto, de Jorge Amado, difere do Mar morto, localizado no Oriente Médio, caracterizado por sua alta salinidade, o que impede quase toda a forma de vida naquele lago. Em contrapartida, no romance, os impedimentos existentes são de ordem social e enigmática. Nessa obra, o autor enfoca
    Escolha uma alternativa para a questão d1cd6b52-c4
  • 34745F80-0F

    Literatura

    Gêneros Literários
    UFGD · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A mãe sabia que estivera presa, mas não sabia (não queria saber) o que havia acontecido lá dentro: era demais para o seu coração de mãe, para o seu corpo frágil. Um dia a filha lhe contaria tudo, porque ela acha que as dores têm de ser ditas, que o silêncio é muito perigoso. Ela lhe contaria tudo o que se passou quando esteve presa, mas não hoje, não nesse dia de encontro e despedida, não depois de tanto tempo sem se verem.  

    LEVY, Tatiana Salem. A chave de casa. Rio de Janeiro: Record, 2009. E-book.

    Tendo como referência o livro A chave de casa, de Tatiana Salem Levy, e analisando mais especificamente o trecho dado, é correto afirmar que esse excerto é parte de uma cena
    Escolha uma alternativa para a questão 34745f80-0f
  • 346F2C3B-0F

    Literatura

    Teoria Literária
    UFGD · 2023Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    E grita a piranha cor de palha, irritadíssima:


    – Tenho dentes de navalha, e com um pulo de ida e volta resolvo a questão!...


    – Exagero... – diz a arraia – eu durmo na areia de ferrão a prumo, e sempre há um descuidoso que vem se espetar.


    – Pois amigas, – murmura o gimnoto, mole, carregando a bateria – não quero pensar no assunto: se eu soltar três pensamentos elétricos, bate-poço, poço em volta, até vocês duas boiarão mortas…


    (Conversa a dois metros de profundidade).


    ROSA, João Guimarães. Sagarana. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p. 175.

    Considerando o conto Duelo, do livro Sagarana, de João Guimarães Rosa, representado nessa epígrafe, assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 346f2c3b-0f
  • D733539E-C0

    Literatura

    Teoria Literária
    PUC - RS · 2023MédioEntre para guardar nos favoritos
    O poema a seguir integra o livro Canções de atormentar (2020), de Angélica Freitas (1973).

    jogos escolares
    desde as nove da manhã
    o time amarelo enfrenta o time vermelho.
    no teu tempo isso era educação física,
    podia ser também recreio.
    o telefone ainda não tocou,
    tudo na mesma, nenhum e-mail.
    a gritaria pela janela da cozinha
    informa a vitória do time amarelo.
    depois a casa se enche de silêncio.
    e você sente pena do time vermelho,
    mas é só mais tarde, depois do almoço,
    que se compadece também do amarelo.

    FREITAS, Angélica. Canções de atormentar. São Paulo: Companhia das Letras, 2020. p. 59.

    Sobre o poema em questão, assinale a alternativa INCORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão d733539e-c0
  • DBD7AFFA-8B

    Literatura

    Teoria Literária
    UNESP · 2022Entre para guardar nos favoritos
        The literary principle according to which the writing and criticism of poetry and drama were to be guided by rules and precedents derived from the best ancient Greek and Roman authors; a codified form of classicism that dominated French literature in the 17th and 18th centuries, with a significant influence on English writing, especially from c.1660 to c.1780. In a more general sense, often employed in contrast with romanticism, the term has also been used to describe the characteristic world-view or value-system of this “Age of Reason”, denoting a preference for rationality, clarity, restraint, order, and decorum, and for general truths rather than particular insights.


    (Chris Baldick. The Concise Oxford Dictionary of Literary Terms, 2001.)


    O termo literário a que o texto se refere é o
    Escolha uma alternativa para a questão dbd7affa-8b
  • 72A054B6-7B

    Literatura

    Classificação dos Gêneros Literários
    UFRGS · 2022Entre para guardar nos favoritos

    Sobre o livro Deixe o quarto como está, de Amilcar Bettega Barbosa, considere as seguintes afirmações.



    I - A maior parte dos contos está narrada em primeira pessoa, em que o narrador masculino expõe suas reações a situações que são descritas com detalhes realistas, embora surjam fatos e comentários que desorganizam o que seria considerado normal.


    II - Os contos em sua maioria expõem os dilemas de um casal envolvido em episódios bizarros em que o ambiente urbano de Porto Alegre assume uma dinâmica lenta e pesada, a revelar um cotidiano pleno de torpeza e agressões sexuais.


    III- O enunciado filosofante e sério dos narradores expõe situações um tanto cômicas em que disputas ferozes por fama e poder alternam com recapitulações da infância no interior do estado, em tom amargo e nostálgico.



    Quais estão corretas? 

    Escolha uma alternativa para a questão 72a054b6-7b
  • 729D7260-7B

    Literatura

    Gênero Épico ou Narrativo
    UFRGS · 2022Entre para guardar nos favoritos

    O excerto abaixo é retirado de Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo. Considere-o, no contexto do enredo do romance.



    Ponciá Vicêncio gostava de ficar sentada perto da janela olhando o nada. Às vezes, se distraía tanto que até se esquecia da janta e, quando via, o seu homem estava chegando do trabalho. Ela gastava todo o tempo com o pensar, com o recordar. Relembrava a vida passada, pensava no presente, mas não sonhava e nem inventava nada para o futuro. O amanhã de Ponciá era feito de esquecimento. Em tempos outros, havia sonhado tanto! Quando mais nova, sonhara até um novo nome para si. Não gostava daquele que lhe deram. Menina, tinha o hábito de ir para a beira do rio e lá, se mirando nas águas, gritava o seu próprio nome. Ponciá Vicêncio! Ponciá Vicêncio! Sentia-se como se estivesse chamando outra pessoa. Não ouvia seu nome responder dentro de si. Inventava outros. Pandá, Malenga, Quieti; nenhum lhe pertencia também. Ela, inominada, tremendo de medo, temia a brincadeira, mas insistia. A cabeça rodava no vazio, ela vazia se sentia sem nome. Sentia-se ninguém. Tinha então vontades de choros e risos.



    Assinale a alternativa correta sobre o excerto.

    Escolha uma alternativa para a questão 729d7260-7b
  • 72945F33-7B

    Literatura

    Estilística
    UFRGS · 2022Entre para guardar nos favoritos

    Considere o poema de Adélia Prado, do livro Bagagem.



    GRANDE DESEJO



    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2022



    Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, sobre o poema.



    ( ) A semelhança entre as figuras femininas nomeadas no primeiro e no segundo versos é reforçada pela rima.


    ( ) Os versos 2 e 16 representam imagens díspares e inconciliáveis do eu lírico.


    ( ) A voz poética representa a luta das mulheres para se afirmarem como escritoras, em um campo literário predominantemente masculino.


    ( ) O eu lírico se reconhece como mulher do povo e poeta, vivendo com a mesma intensidade o cotidiano e a criação.



    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 

    Escolha uma alternativa para a questão 72945f33-7b
  • FAB32006-B0

    Literatura

    Teoria Literária
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Clarice Lispector nasceu em uma aldeia na Ucrânia (Antiga União Soviética). Ao chegar ao Brasil, desembarcou em Manaus, quando tinha dois meses de idade, depois se mudou para Recife. Viveu fora do Brasil, fez leituras de grandes brasileiros e de estrangeiros, trazendo inovações, produzindo um estilo que a tornou uma das grandes escritoras de Língua Portuguesa. Leia um fragmento de um dos capítulos de seu primeiro livro. 

    ALEGRIAS DE JOANA

        A liberdade que às vezes sentia. Não vinha de reflexões nítidas, mas de um estado como feito de percepções por demais orgânicas para serem formuladas em pensamentos. Às vezes, no fundo da sensação tremulava uma ideia que lhe dava leve consciência de sua espécie e de sua cor.

        O estado para onde deslizava quando murmurava: eternidade. O próprio pensamento adquiria uma qualidade de eternidade. Aprofundava-se magicamente e alargava-se, sem propriamente um conteúdo e uma forma, mas sem dimensões também. A impressão de que se conseguisse manter-se na sensação por mais uns instantes teria uma revelação — facilmente, como enxergar o resto do mundo apenas inclinando-se da terra para o espaço. Eternidade não era só o tempo, mas algo como a certeza enraizadamente profunda de não poder contê-lo no corpo por causa da morte; a impossibilidade de ultrapassar a eternidade era eternidade; e também era eterno um sentimento em pureza absoluta, quase abstrato. Sobretudo dava ideia de eternidade a impossibilidade de saber quantos seres humanos se sucederiam após seu corpo, que um dia estaria distante do presente com a velocidade de um bólido. Definia eternidade e as explicações nasciam fatais como as pancadas do coração. Delas não mudaria um termo sequer, de tal modo eram sua verdade. Porém mal brotavam, tornavam-se vazias logicamente.

        Definir a eternidade como uma quantidade maior que o tempo e maior mesmo do que o tempo que a mente humana pode suportar em ideia também não permitiria, ainda assim, alcançar sua duração. Sua qualidade era exatamente não ter quantidade, não ser mensurável e divisível porque tudo o que se podia medir e dividir tinha um princípio e um fim. Eternidade não era a quantidade infinitamente grande que se desgastava, mas eternidade era a sucessão.

    LISPECTOR, Clarice. Perto do Coração Selvagem: Rio de Janeiro: Rocco, 2019. 
    Analise os seguintes trechos para responder à questão.

    “O estado para onde deslizava quando murmurava: eternidade.” / ”Aprofundava-se magicamente e alargava-se, sem propriamente um conteúdo e uma forma, mas sem dimensões também.”

    Os trechos podem exemplificar a afirmação de críticos consagrados sobre uma das surpreendentes marcas estilísticas de Clarice Lispector. Essa característica se traduz como
    Escolha uma alternativa para a questão fab32006-b0
  • 37BF6771-9C

    Literatura

    Escolas Literárias
    UEMG · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos

    Com base no seguinte excerto de Vidas Secas, assinale a alternativa correta.


    [...]

    Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala.

    Arrastaram-se para lá, devagar, sinha Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.

    Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.

    [...]

    RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 144ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2020.

    Escolha uma alternativa para a questão 37bf6771-9c
  • 7A5A0FCB-B2

    Literatura

    Teoria Literária
    Universidade Estadual do Maranhão · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema para responder à questão.

         Selva selvaggia

    As palavras espiam como animais:
    umas, rajadas, sensuais, que nem panteras...
    outras, escuras, furtivas raposas...
    mas as mais belas palavras estão pousadas nas frondes mais altas, como pássaros...
    O poema está parado em meio da clareira.

    O poema
    caiu
    na armadilha! debate-se
    e ora subdivide-se e entrechoca-se como esferas de vidro colorido
    ora é uma fórmula algébrica
    ora, como um sexo, palpita... Que importa
    que importa qual seja enfim o seu verdadeiro universo?
    Ele em breve será inteiramente devorado pelas palavras!

    QUINTANA, M. Esconderijos do tempo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.

    Selva selvaggia exemplifica uma das características da poética de Mário Quintana: 
    Escolha uma alternativa para a questão 7a5a0fcb-b2
  • 11555715-03

    Literatura

    Teoria Literária
    Centro Universitário Redentor - RJ · 2020DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto 3:Canção amiga 

    Eu preparo uma canção
    Em que minha mãe se reconheça,
    Todas as mães se reconheçam,
    E que fale como dois olhos.
    Caminho por uma rua
    Que passa em muitos países.
    Se não me veem, eu vejo
    E saúdo velhos amigos.
    Eu distribuo um segredo
    Como quem ama ou sorri.
    No jeito mais natural
    Dois carinhos se procuram.
    Minha vida, nossas vidas
    Formam um só diamante.
    Aprendi novas palavras
    E tornei outras mais belas.
    Eu preparo uma canção
    Que faça acordar os homens
    E adormecer as crianças.

    (DRUMMOND, Carlos. In: Novos Poemas)


    Sobre a linguagem do poema, nota-se que foi empregada com o objetivo principal de: 

    Escolha uma alternativa para a questão 11555715-03
  • 114CC2DD-03

    Literatura

    Teoria Literária
    Centro Universitário Redentor - RJ · 2020MédioEntre para guardar nos favoritos
    Vou lançar a poesia do poeta sórdido. Poeta sórdido: Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida. Vai um sujeito, Sai um sujeito de casa com a roupa de brim branco [muito bem engomada, [e na primeira esquina passa um caminhão, [salpica-lhe o paletó de uma nódoa de lama: É a vida. O poema deve ser como a nódoa do brim: Fazer o leitor satisfeito de si dar o desespero. Sei que a poesia é também orvalho. Mas este fica para as menininhas, as estrelas alfas, [as virgens cem por cento [e as amadas que envelhecem sem maldade. (BANDEIRA, Manuel. Antologia poética. 1986)
    Poeta do Modernismo, Manuel Bandeira escreveu vários poemas que podem ser considerados “poéticas”, ou seja, eles tratam do “fazer poesia”, ora dizendo para que a poesia serve, ora dizendo como ela deve ser.
    Indique a alternativa em que NÃO fragmento de texto com a mesma intenção poética:
    Escolha uma alternativa para a questão 114cc2dd-03
  • 09083DCC-33

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base nos textos 1 e 2.

    TEXTO 1

    QUINCAS BORBA

    Machado de Assis

       Rubião fitava a enseada, – eram oito horas da manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no cordão do chambre, à janela de uma grande casa de Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de água quieta; mas, em verdade, vos digo que pensava em outra coisa. Cotejava o passado com o presente. Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capitalista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma sensação de propriedade.

       – Vejam como Deus escreve direito por linhas tortas, pensa ele. Se mana Piedade tem casado com Quincas Borba, apenas me daria uma esperança colateral. Não casou; ambos morreram, e aqui está tudo comigo; de modo que o que parecia uma desgraça...

    ASSIS, Machado de. Quincas Borba. Rio de Janeiro: Record, 2007. p. 11.


    TEXTO 2

    TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA

    Lima Barreto

       Como de hábito, Policarpo Quaresma, mais conhecido por Major Quaresma, bateu em casa às quatro e quinze da tarde. Havia mais de vinte anos que isso acontecia. Saindo do Arsenal de Guerra, onde era subsecretário, bongava pelas confeitarias algumas frutas, comprava um queijo, às vezes, e sempre o pão de padaria francesa.

       Não gastava nesses passos nem mesmo uma hora, de forma que, às três e quarenta, por aí assim, tomava o bonde, sem erro de um minuto, ia pisar a soleira da porta de sua casa, numa rua afastada de São Januário, bem exatamente às quatro e quinze, como se fosse a aparição de um astro, um eclipse, enfim um fenômeno matematicamente determinado, previsto e predito.

      A vizinhança já lhe conhecia os hábitos e tanto que, na casa do Capitão Cláudio, onde era costume jantar-se aí pelas quatro e meia, logo que o viam passar, a dona gritava à criada: “Alice, olha que são horas; o Major Quaresma já passou”.

       E era assim todos os dias, há quase trinta anos. Vivendo em casa própria e tendo outros rendimentos além do seu ordenado, o Major Quaresma podia levar um trem de vida superior aos seus recursos burocráticos, gozando, por parte da vizinhança, da consideração e respeito de homem abastado.

    LIMA BARRETO, Afonso Henriques de. Triste fim de Policarpo Quaresma. Porto Alegre: L&PM, 1998. p. 13-14.
    Em ambos os textos, as cenas são narradas na 3ª pessoa. No primeiro, contudo, a visão do narrador é mais _________ do protagonista, que vive uma situação recente de _________, enquanto, no segundo, a visão é mais _________ do protagonista, cuja vida é marcada pela _________.
    Escolha uma alternativa para a questão 09083dcc-33
  • 211DB66B-32

    Literatura

    Escolas Literárias
    UEL · 2019Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto extraído do segundo ato de O demônio familiar e responda à questão

    EDUARDO (Rindo-se) -– Eis um corretor de casamentos, que seria um achado precioso para certos indivíduos do meu conhecimento! Vou tratar de vender-te a algum deles para que possas aproveitar teu gênio industrioso.
    PEDRO -– Oh! Não! Pedro quer servir a meu senhor! Vosmecê perdoa; foi para ver senhor rico!
    EDUARDO -– E o que lucras tu com isto?! Sou tão pobre que te falte com aquilo de que precisas? Não te trato mais como um amigo do que como um escravo?
    PEDRO — Oh! Trata muito bem, mas Pedro queria que o senhor tivesse muito dinheiro e comprasse carro bem bonito para... EDUARDO -– Para... Dize!
    PEDRO -– Para Pedro ser cocheiro de senhor!
    EDUARDO -– Então a razão única de tudo isto é o desejo que tens de ser cocheiro?
    PEDRO — Sim, senhor!
    EDUARDO — (Rindo-se) -– Muito bem! Assim, pouco te importava que eu ficasse mal com a pessoa que estimava; que me casasse com uma velha ridícula, que vivesse maçado e aborrecido, contanto que governasses dois cavalos em um carro! Tens razão!... E eu ainda devo dar-me por muito feliz, que fosse esse motivo frívolo, mas inocente, que te obrigasse a trair a minha confiança. (Eduardo sai.)

    ALENCAR, José de. O demônio familiar. 4. ed. São Paulo: Martin Claret, 2013. p. 54-55. 
    A fala de Eduardo a respeito de ser pobre em O demônio familiar levanta a questão da representação dos pobres em textos literários. Assinale a alternativa que contém a correta correlação entre a obra referida e a temática da pobreza.
    Escolha uma alternativa para a questão 211db66b-32
  • C2D51DD9-FF

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICENTRO · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Legado

    Que lembrança darei ao país que me deu

    tudo que lembro e sei, tudo quanto senti?

    Na noite do sem-fim, breve o tempo esqueceu

    minha incerta medalha, e a meu nome se ri.

    E mereço esperar mais do que os outros, eu?

    Tu não me enganas, mundo, e não te engano a ti.

    Esses monstros atuais, não os cativa Orfeu,

    a vagar, taciturno, entre o talvez e o se.

    Não deixarei de mim nenhum canto radioso,

    uma voz matinal palpitando na bruma

    e que arranque de alguém seu mais secreto espinho.

    De tudo quanto foi meu passo caprichoso

    na vida, restará, pois o resto se esfuma,

    uma pedra que havia em meio do caminho.

    Disponível em:<https://www.companhiadasletras.com.br/trechos/13225.pdf> . Acesso em: 20 ago. 2019.


    Considerando-se a obra Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, no contexto histórico em que foi escrita, e o poema Legado, marque com V as afirmativas verdadeiras e com F, as demais.

    ( ) A obra Claro Enigma foi publicada durante o período da Guerra Fria, e alguns dos seus poemas fazem questionamentos sobre o futuro em tom pessimista.

    ( ) O poema Legado exemplifica uma fonte de inspiração comum aos poemas da obra Claro Enigma: foi inspirado pelas incertezas e angústias da época em que foram escritos.

    ( ) No poema Legado, pode-se constatar o tom melancólico do poeta.

    ( ) No poema Legado, fica claro que o sujeito poético passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de descoberta.

    ( ) No poema Legado, assim como na obra como um todo (Claro Enigma), o sujeito poético esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que o acompanharam durante toda a sua existência.


    A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a

    Escolha uma alternativa para a questão c2d51dd9-ff
  • C2D0FB3E-FF

    Literatura

    Teoria Literária
    UNICENTRO · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Trecho 01
    — A senhora me faz saudades de minha terra. Lembrei-me de minha casa, e das tardes em que passeava assim por aqueles sítios, com minha mãe e minha irmã.
    — O senhor tem mãe e irmã! Como deve ser feliz! disse Lúcia com sentimento.
    — Quem é que não tem uma irmã! respondi-lhe sorrindo. E minha mãe ainda é muito moça para que eu tivesse a desgraça de a haver perdido.
    — Perdi a minha muito cedo...
    ALENCAR, José de. Senhora, São Paulo, FTD, 1991. p. 21-22

    Trecho 02
    Lúcia saiu um instante e voltou. [...] o fato é que a aparição já desvanecida surgira de repente aos meus olhos.
    — Agora lembro-me! Estou vendo-a como a vi pela primeira vez!
    — Como daquela vez não me verá mais nunca!
    — O que lhe falta? — Falta o que o senhor pensava e não tornará a pensar! disse ela com a voz pungida por dor íntima!
    ALENCAR, José de. Senhora, São Paulo, FTD, 1991. p. 24.

    Trecho 03
    Quando porém os meus lábios se colaram na tez de cetim e meu peito estreitou as formas encantadoras que debuxavam a seda, pareceu-me que o sangue lhe refluía ao coração. As palpitações eram bruscas e precípites. Estava lívida e mais branca do que o alvo colarinho do seu roupão.
    ALENCAR, José de. Senhora, São Paulo, FTD, 1991. p. 25


    Considerando-se os fragmentos destacados do romance Senhora e considerando-se a totalidade da obra, assinale o único item cujas afirmações não podem ser comprovadas com a leitura da obra.
    Escolha uma alternativa para a questão c2d0fb3e-ff
  • C2CBD073-FF

    Literatura

    Teoria Literária
    UNICENTRO · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Fragmento I
    Esse Aires que aí aparece conserva ainda agora algumas das virtudes daquele tempo, e quase nenhum vício. Não atribuas tal estado a qualquer propósito. Nem creias que vais nisto um pouco de homenagem à modéstia da pessoa. Não, senhor, é verdade pura e natural efeito. Apesar dos quarenta anos, ou quarenta e dois, e talvez por isso mesmo, era um belo tipo de homem. Diplomata de carreira, chegara dias antes do Pacífico, com uma licença de seis meses.
    ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó, São Paulo, FTD, 2011. p. 46.

    Fragmento II
    Também não creias que fosse outrora rico e adúltero, aberto de mãos, quando vinha de dizer adeus às suas amigas. Ni cet excès d´honneur, nit cette indignité. Era um pobre diabo sem mais ofício que a devoção.
    ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó, São Paulo, FTD, 2011. p. 21.

    Observando os fragmentos (I e II) destacados do romance Esaú e Jacó e considerando a totalidade da obra, pode-se afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão c2cbd073-ff
  • C2C7C172-FF

    Literatura

    Teoria Literária
    UNICENTRO · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos

    O lançamento da obra Quarto de despejo, em 1960, fez de Carolina de Jesus o maior sucesso editorial da história da literatura brasileira, com cerca de um milhão de cópias vendidas. A autora deixou registrado o seguinte depoimento:

    “Enquanto escrevo vou pensando que resido num castelo cor de ouro que reluz na luz do sol. Que as janelas são de prata e as luzes de brilhantes. Que a minha vista circula no jardim e eu contemplo as flores de todas as qualidades.”(1976).


    O depoimento de Carolina de Jesus atesta o seguinte sobre sua relação com a vida e com a sua obra Quarto de despejo:

    Escolha uma alternativa para a questão c2c7c172-ff
  • C2C2A402-FF

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICENTRO · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO:
    Nove anos procurou Blimunda. Começou por contar as estações, depois perdeu-lhes o sentido. Nos primeiros tempos calculava as léguas que andava por dia, quatro, cinco, às vezes seis, mas depois confundiram-se-lhes os números, não tardou que o espaço e o tempo deixassem de ter significado, tudo se media em manhã, tarde, noite, chuva, soalheira, granizo, névoa e nevoeiro, caminho bom, caminho mau [...] milhares de rostos, rostos sem número que o dissesse, quantas vezes mais os que em Mafra se tinham juntado, e de entre os rostos, os das mulheres para as perguntas, os dos homens para ver se neles estava a resposta...
    SARAMAGO. José. Memorial do convento. 25. ed. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1982. p. 345.

    Considerando que José Saramago apresenta uma escrita peculiar, com um estilo próprio e uma linguagem inovadora, marque com V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas as afirmativas acerca do estilo, do enredo ou da linguagem presentes na obra, não só levando em conta o trecho, mas também a totalidade do livro.
    ( ) No trecho “Nove anos procurou Blimunda”, a personagem em foco sofre a ação verbal, portanto Blimunda funciona como complemento do verbo "procurar".
    ( ) A linguagem da obra, como atesta o fragmento, é documental e realista, sendo seu estilo chamado de neorrealismo.
    ( ) O narrador, no trecho acima, assim como em outros, apresenta ao leitor como a personagem sente, em sua subjetividade, os aspectos vividos na realidade concreta.
    ( ) Considerando que esse trecho é parte do epílogo da obra, a personagem procurada por Blimunda é Baltazar.
    ( ) A personagem em questão, Blimunda, tem poderes extraordinários, que podem ser entendidos literalmente ou metaforicamente.

    A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
    Escolha uma alternativa para a questão c2c2a402-ff