Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionFMP · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
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4.021 questões encontradas. Mostrando a página 149 de 202.



Na linha 56, a palavra “diapasão” só pode ser
compreendida no texto como
Texto para a questão:
Complexo de d. Sebastião
Neymar expia a culpa pela derrota, mas as mudanças em
nosso futebol não podem mais esperar, diz autor
Entrevista de Ivan Marsiglia com José Miguel Wisnik
ESTADÃO - A palavra mais usada nas avaliações da derrota da seleção brasileira para a alemã, por 7 a 1, na Copa de 2014, foi “apagão”. Concorda com ela?
WISNIK - Prefiro “implosão”. “Apagão” sugere uma falha de energia, um acidente de percurso, um lapso momentâneo. A comissão técnica, que se especializou na negação da evidência e da amplitude dos fatos, apega-se a essa versão. Implosão, em vez disso, significa que uma estrutura cedeu a pressões que ela não pôde mais suportar. Acho que é claramente esse o caso. Ou, pelo menos, é esse o claro enigma.
ESTADÃO - Outra palavra muito repetida foi 'vexame', e de tal proporção que teria redimido a histórica derrota na final de 1950 para o Uruguai.
WISNIK - “Vexame” dá uma inflexão moral a essa catástrofe futebolística, e quem dirá que não se trata de uma tremenda humilhação esportiva? Mas martelar a palavra soa como uma atualização do gozo regressivo da eleição do bode expiatório. Não vejo mais essa necessidade de achar nos jogadores o novo Barbosa e o novo Bigode, [jogadores culpabilizados pela derrota da seleção na Copa de 1950] felizmente. O que não passou, no entanto, é a permanente espera mágica pela vitória por goleada, independente da existência do adversário, combinada com a precária análise dos dados de realidade. Esse desequilíbrio pesa sobre os jogadores. O grau da expectativa futebolístico-messiânica é altíssimo, e não é de se espantar que o time brasileiro entre em colapso em certas situações cruciais. Aliás, isso já aconceu pelo menos três vezes: lá no Maracanazo [Copa de 1950], agora no Mineiraço, e na final de 1998 na França, depois da convulsão de Ronaldo. Não me consta que outras seleções nacionais passem pela mesma síndrome. Uma vez é um acidente. Duas, uma coincidência. Mas três é uma estrutura.
ESTADÃO - E de onde vem essa estrutura?
WISNIK - Essas partidas fazem pensar na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, durante a qual, segundo relatos, o jovem rei português d. Sebastião foi tomado por estranha catatonia, antes de desaparecer no deserto e ter a sua volta aguardada durante séculos pelos portugueses. [...] Em 1950, a equipe, encolhida na partida final ante a enormidade do sucesso ou do fracasso inéditos, esteve paralisada abaixo do seu tamanho. Em 2014, sucumbiu ante a expectativa maciça, projetada sobre ela, por algo maior do que seu tamanho. Nos dois casos, espelhados sintomaticamente em território brasileiro, há uma resistente dificuldade de dimensionar, isto é, de encarar o real, que se junta à euforização publicitária, à cobertura da Rede Globo, aos oportunismos políticos de todo tipo e ao baixo nível médio da cultura futebolística. Tudo continua muito parecido com o ambiente que cercou a final de 1950, embora sem a mesma inocência trágica.
ESTADÃO - Você escreveu que 'a glorificação frenética de Neymar, justificada pela excepcionalidade do jogador, disfarça uma ansiedade compensatória de fundo'. Por quê?
WISNIK - Sem querer me repetir, [a figura de Neymar] ferida encarnava d. Sebastião em batalha, desaparecido do campo, mas preservado misteriosamente da desgraça explícita e ocupando mais ainda o lugar mítico do Desejado.
(O Estado de S. Paulo, 12/07/2014. Disponível em http://m.estadao.com.br/ O Estado de S. Paulo noticias/ali%C3%A1s,complexo-de-d-sebastiao,1527395,0.htm, acesso em 01/09/2014)
Texto para a questão:
Complexo de d. Sebastião
Neymar expia a culpa pela derrota, mas as mudanças em
nosso futebol não podem mais esperar, diz autor
Entrevista de Ivan Marsiglia com José Miguel Wisnik
ESTADÃO - A palavra mais usada nas avaliações da derrota da seleção brasileira para a alemã, por 7 a 1, na Copa de 2014, foi “apagão”. Concorda com ela?
WISNIK - Prefiro “implosão”. “Apagão” sugere uma falha de energia, um acidente de percurso, um lapso momentâneo. A comissão técnica, que se especializou na negação da evidência e da amplitude dos fatos, apega-se a essa versão. Implosão, em vez disso, significa que uma estrutura cedeu a pressões que ela não pôde mais suportar. Acho que é claramente esse o caso. Ou, pelo menos, é esse o claro enigma.
ESTADÃO - Outra palavra muito repetida foi 'vexame', e de tal proporção que teria redimido a histórica derrota na final de 1950 para o Uruguai.
WISNIK - “Vexame” dá uma inflexão moral a essa catástrofe futebolística, e quem dirá que não se trata de uma tremenda humilhação esportiva? Mas martelar a palavra soa como uma atualização do gozo regressivo da eleição do bode expiatório. Não vejo mais essa necessidade de achar nos jogadores o novo Barbosa e o novo Bigode, [jogadores culpabilizados pela derrota da seleção na Copa de 1950] felizmente. O que não passou, no entanto, é a permanente espera mágica pela vitória por goleada, independente da existência do adversário, combinada com a precária análise dos dados de realidade. Esse desequilíbrio pesa sobre os jogadores. O grau da expectativa futebolístico-messiânica é altíssimo, e não é de se espantar que o time brasileiro entre em colapso em certas situações cruciais. Aliás, isso já aconceu pelo menos três vezes: lá no Maracanazo [Copa de 1950], agora no Mineiraço, e na final de 1998 na França, depois da convulsão de Ronaldo. Não me consta que outras seleções nacionais passem pela mesma síndrome. Uma vez é um acidente. Duas, uma coincidência. Mas três é uma estrutura.
ESTADÃO - E de onde vem essa estrutura?
WISNIK - Essas partidas fazem pensar na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, durante a qual, segundo relatos, o jovem rei português d. Sebastião foi tomado por estranha catatonia, antes de desaparecer no deserto e ter a sua volta aguardada durante séculos pelos portugueses. [...] Em 1950, a equipe, encolhida na partida final ante a enormidade do sucesso ou do fracasso inéditos, esteve paralisada abaixo do seu tamanho. Em 2014, sucumbiu ante a expectativa maciça, projetada sobre ela, por algo maior do que seu tamanho. Nos dois casos, espelhados sintomaticamente em território brasileiro, há uma resistente dificuldade de dimensionar, isto é, de encarar o real, que se junta à euforização publicitária, à cobertura da Rede Globo, aos oportunismos políticos de todo tipo e ao baixo nível médio da cultura futebolística. Tudo continua muito parecido com o ambiente que cercou a final de 1950, embora sem a mesma inocência trágica.
ESTADÃO - Você escreveu que 'a glorificação frenética de Neymar, justificada pela excepcionalidade do jogador, disfarça uma ansiedade compensatória de fundo'. Por quê?
WISNIK - Sem querer me repetir, [a figura de Neymar] ferida encarnava d. Sebastião em batalha, desaparecido do campo, mas preservado misteriosamente da desgraça explícita e ocupando mais ainda o lugar mítico do Desejado.
(O Estado de S. Paulo, 12/07/2014. Disponível em http://m.estadao.com.br/ O Estado de S. Paulo noticias/ali%C3%A1s,complexo-de-d-sebastiao,1527395,0.htm, acesso em 01/09/2014)
LIBERALS AND ISLAMISTS
By Shadi Hamid

Adapted from Time, August 12, 2013.
In paragraph 2, “That” in the sentence “That is an old story” most likely refers toTexto para a questão

Evanildo Bechara, Na ponta da língua. Adaptado.

Leia o infográfico para responder à questão.

(www.medicalnewstoday.com. Adaptado.)
Leia o texto para responder à questão.
Do fat people stay warmer than thin people?
Pack on some extra pounds for winter
By Daniel Engber
01.02.2014
At the yearly Rottnest Channel Swim in Western Australia, participants often smear their bodies with animal fat for insulation against the 70-degree water. But their own body fat also helps to keep them warm, like an extra layer of clothing beneath the skin. When scientists studied aspects of the event in 2006, they found that swimmers with a greater body mass index (BMI) appear to be at much lower risk of getting hypothermia.
The same effect has been demonstrated in hospitals where patients who’ve suffered cardiac arrest are treated with “therapeutic hypothermia” to stave off brain injury and inflammation. Studies have shown that it takes longer to induce hypothermia in obese patients than in their leaner counterparts. The extra fat seems to insulate the body’s core.
Under certain conditions, though, overweight people might feel colder than people of average weight. That’s because the brain combines two signals — the temperature inside the body and the temperature on the surface of the skin — to determine when it’s time to constrict blood vessels (which limits heat loss through the skin) and trigger shivering (which generates heat). And since subcutaneous fat traps heat, an obese person’s core will tend to remain warm while his or her skin cools down. According to Catherine O’Brien, a research physiologist with the U.S. Army Research Institute of Environmental Medicine, it’s possible that the lower skin temperature would give fatter people the sense of being colder overall.
But O’Brien points out that many other factors beyond subcutaneous fat help determine the rate at which we chill. Smaller people, who have more surface area compared to the total volume of their bodies, lose heat more quickly. (It’s often said that women feel colder than men; average body size may play a part.) A more muscular physique may also offer some protection against hypothermia, partly because muscle tissue generates lots of heat. “We have a joke around here that the person who’s best-suited for cold is fit and fat,” says O’Brien.
(www.popsci.com)
Leia o texto para responder à questão.
Do fat people stay warmer than thin people?
Pack on some extra pounds for winter
By Daniel Engber
01.02.2014
At the yearly Rottnest Channel Swim in Western Australia, participants often smear their bodies with animal fat for insulation against the 70-degree water. But their own body fat also helps to keep them warm, like an extra layer of clothing beneath the skin. When scientists studied aspects of the event in 2006, they found that swimmers with a greater body mass index (BMI) appear to be at much lower risk of getting hypothermia.
The same effect has been demonstrated in hospitals where patients who’ve suffered cardiac arrest are treated with “therapeutic hypothermia” to stave off brain injury and inflammation. Studies have shown that it takes longer to induce hypothermia in obese patients than in their leaner counterparts. The extra fat seems to insulate the body’s core.
Under certain conditions, though, overweight people might feel colder than people of average weight. That’s because the brain combines two signals — the temperature inside the body and the temperature on the surface of the skin — to determine when it’s time to constrict blood vessels (which limits heat loss through the skin) and trigger shivering (which generates heat). And since subcutaneous fat traps heat, an obese person’s core will tend to remain warm while his or her skin cools down. According to Catherine O’Brien, a research physiologist with the U.S. Army Research Institute of Environmental Medicine, it’s possible that the lower skin temperature would give fatter people the sense of being colder overall.
But O’Brien points out that many other factors beyond subcutaneous fat help determine the rate at which we chill. Smaller people, who have more surface area compared to the total volume of their bodies, lose heat more quickly. (It’s often said that women feel colder than men; average body size may play a part.) A more muscular physique may also offer some protection against hypothermia, partly because muscle tissue generates lots of heat. “We have a joke around here that the person who’s best-suited for cold is fit and fat,” says O’Brien.
(www.popsci.com)
Sobre o texto, é correto afirmar queObserve a pintura Os barqueiros do Volga, do artista ucraniano Ilia Repin.

(Andrew Graham-Dixon. Arte: o guia visual definitivo da arte, 2011.)
Pode-se relacionar corretamente essa pintura ao
Considere a charge de Caco Galhardo para responder à questão.

(Folha de S.Paulo, 26.01.2014.)