Questões do ENEM: Linguagens e nível fácil

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Resultados

4.021 questões encontradas. Mostrando a página 9 de 202.

  • 3DDC71BC-C4

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade Municipal Professor Franco Montoro - São Paulo · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
        For over 35 years, Rush University Medical Center in Chicago, in United States of America, has been helping infant patients and their families through a volunteer cuddler program.

        When families are away from the hospital’s neonatal intensive care unit (NICU), volunteers comfort infants with cuddles. Families can’t be in the hospital all the time, but the babies had needs after they left. The staff understood these needs and volunteer cuddlers helped. A lot of the volunteers are parents whose children were in the NICU before. After undergoing extensive training, they are using their experiences and skills to provide other parents a sense of relief and security.

        Studies show that interactions like holding, rocking, singing, reading and talking to the infants reduce stress and pain, and they improve their overall physical health.

    Cuddlers help babies. News in Levels. 11 Aug 2025. Adapted. 

    What is the main purpose of the volunteer cuddler program at Rush University Medical Center?

    Escolha uma alternativa para a questão 3ddc71bc-c4
  • 3DBD4DC8-C4

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Municipal Professor Franco Montoro - São Paulo · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    AMAR

    Que pode uma criatura senão,

    Entre criaturas, amar?

    Amar e esquecer, amar e malamar,

    Amar, desamar, amar?

    Sempre, e até de olhos vidrados, amar?

    Que pode, pergunto, o ser amoroso,

    Sozinho, em rotação universal, senão

    Rodar também, e amar?

    Amar o que o mar traz à praia,

    O que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,

    É sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

    Amar solenemente as palmas do deserto,

    O que é entrega ou adoração expectante,

    E amar o inóspito, o áspero,

    Um vaso sem flor, um chão de ferro,

    E o peito inerte, e a rua vista em sonho,

    E uma ave de rapina.

    Este o nosso destino: Amor sem conta,

    Distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,

    Doação ilimitada a uma completa ingratidão,

    E na concha vazia do amor à procura medrosa,

    Paciente, de mais e mais amor.

    Amar a nossa falta mesma de amor,

    E na secura nossa, amar a água implícita, e o beijo tácito,

    e a sede infinita.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Amar se aprende amando. Rio de Janeiro: Record, 1985.
    No verso “Amar a nossa falta mesma de amor”, que figura de linguagem se destaca e qual o seu efeito de sentido principal? 
    Escolha uma alternativa para a questão 3dbd4dc8-c4
  • 3DBA67BE-C4

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Municipal Professor Franco Montoro - São Paulo · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    AMAR

    Que pode uma criatura senão,

    Entre criaturas, amar?

    Amar e esquecer, amar e malamar,

    Amar, desamar, amar?

    Sempre, e até de olhos vidrados, amar?

    Que pode, pergunto, o ser amoroso,

    Sozinho, em rotação universal, senão

    Rodar também, e amar?

    Amar o que o mar traz à praia,

    O que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,

    É sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

    Amar solenemente as palmas do deserto,

    O que é entrega ou adoração expectante,

    E amar o inóspito, o áspero,

    Um vaso sem flor, um chão de ferro,

    E o peito inerte, e a rua vista em sonho,

    E uma ave de rapina.

    Este o nosso destino: Amor sem conta,

    Distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,

    Doação ilimitada a uma completa ingratidão,

    E na concha vazia do amor à procura medrosa,

    Paciente, de mais e mais amor.

    Amar a nossa falta mesma de amor,

    E na secura nossa, amar a água implícita, e o beijo tácito,

    e a sede infinita.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Amar se aprende amando. Rio de Janeiro: Record, 1985.
    Qual tese sobre o amor é defendida no poema?

    Considere, entre outros, os trechos: “Amar o que o mar traz à praia, / o que ele sepulta…”, “amar o inóspito, o áspero…”, “Doação ilimitada a uma completa ingratidão” e “Amar a nossa falta mesma de amor”. 
    Escolha uma alternativa para a questão 3dba67be-c4
  • 8B4026CD-AB

    Inglês

    Adjetivos | Adjectives
    UCB · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Text for question



    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025



    Internet: <https://www.invent.org/inductees/alexander-grahambell> (adapted).

    Regarding the use of pronouns and adjectives in the second paragraph, choose the correct alternative.
    Escolha uma alternativa para a questão 8b4026cd-ab
  • 8B3DC44F-AB

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UCB · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Text for question



    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025



    Internet: <https://www.invent.org/inductees/alexander-grahambell> (adapted).

    In the first paragraph, the expression “self-taught” (l. 7-8) indicates that Alexander Graham Bell was
    Escolha uma alternativa para a questão 8b3dc44f-ab
  • 8B3B6BEA-AB

    Inglês

    Caso genitivo | Genitive case
    UCB · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Text for question



    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025



    Internet: <https://www.invent.org/inductees/alexander-grahambell> (adapted).

    In the fragment “Bell's extensive range of genius” (l. 24), the use of the apostrophe plus s (’s) indicates
    Escolha uma alternativa para a questão 8b3b6bea-ab
  • 8B36817B-AB

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UCB · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Text for question



    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025



    Internet: <https://www.invent.org/inductees/alexander-grahambell> (adapted).

    The main purpose of the text is to
    Escolha uma alternativa para a questão 8b36817b-ab
  • 8B2591C8-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    UCB · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.


    Imagem da questão de Português, da prova de 2025



    José de Alencar. Iracema. Série prazer de ler, n.º 4.

    Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2013.

    (originalmente publicado em 1865).

    Do segundo ao quarto parágrafo, a descrição de Iracema é fundamentada predominantemente em relações de
    Escolha uma alternativa para a questão 8b2591c8-ab
  • 8B1C6431-AB

    Literatura

    Escolas Literárias
    UCB · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.


    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2025




    Gregório de Matos. A ponderação do Dia do Juízo Final, e Universal.


    Nesse poema, uma das principais características da produção barroca de Gregório de Matos encontra-se no
    Escolha uma alternativa para a questão 8b1c6431-ab
  • 438120DA-68

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema a seguir para responder à questão.


    MÃOS DADAS

    Não serei o poeta de um mundo caduco.
    Também não cantarei o mundo futuro.
    Estou preso à vida e olho os meus companheiros.
    Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
    Entre eles, considero a enorme realidade.
    O presente é tão grande, não nos afastemos.
    Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

    Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
    não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
    não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
    não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
    O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
    a vida presente.

    Carlos Drummond de Andrade

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 75.
    Ao tomar a elaboração poética como elemento temático, o eu lírico constrói o poema a partir de um procedimento
    Escolha uma alternativa para a questão 438120da-68
  • 43717FE7-68

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UEG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia os provérbios a seguir para responder à questão


    1. Like father, like son.

    2. The pen is mightier than the sword.

    3. The early bird gets the worm.

    4. The grass is always greener on the other side.


    Fonte: engvid.com/english-resource/50-common-proverbs-sayings/. Acesso em: 28 mar. 2025. 


    Analysing the proverbs, it can be stated that

    Escolha uma alternativa para a questão 43717fe7-68
  • 436F4A7E-68

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UEG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir para responder à questão.


    How to Minecraft


    Create! Explore! Survive! The basics for getting into the game! Minecraft is a game about placing blocks and having adventures. It's a survival experience about staying alive in your own fantastic world, that's also a creative space to build almost anything you can imagine!

    We know Minecraft can be intimidating to newcomers, so we've assembled this simple guide to get you started. Trust us, you'll be a miner expert in no time!

    […]


    Starting Out and Survival Tips!


    Select Singleplayer in the Main Menu, then Create New World. You'll see this:


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025

    The health bar (the hearty looking one). Don't let it drop to zero. Otherwise, it's game over!


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025

    The food bar (the tasty looking one). When it's full, your health will regenerate, so keep snacking!


    […]

    The secrets to survival are having a steady supply of food and staying safe from monsters. Luckily, building a shelter is easy. Your hand is your first mining tool, so use it to hit trees or dirt until they turn into blocks. These blocks will appear in your toolbar, and you can then place them right in front of you.


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025


    Build your shelter, making sure there’s no way for monsters to get in! Later, you'll be able to build doors, windows, etc., but for now, focus on surviving! Most monsters come out at night, so stay inside until sunrise and you'll be safe. Animals are everywhere and only take a few attacks to finish off. They’ll drop meat which restores health. There's also apples, melons and other veggie options to be found if you're vegetarian […]. Hmmm, you've got a point.


    The first shelter you build will likely look like this, er, 'cosy' one here. Hey, we all start somewhere!


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025

    […]

    Fonte: https://www.minecraft.net/en-us/article/how-minecraft. Acesso em: 25 mar. 2025.(Adaptado).

    According to the text, Minecraft
    Escolha uma alternativa para a questão 436f4a7e-68
  • 43681E7F-68

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UEG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir para responder à questão.


    How to Minecraft


    Create! Explore! Survive! The basics for getting into the game! Minecraft is a game about placing blocks and having adventures. It's a survival experience about staying alive in your own fantastic world, that's also a creative space to build almost anything you can imagine!

    We know Minecraft can be intimidating to newcomers, so we've assembled this simple guide to get you started. Trust us, you'll be a miner expert in no time!

    […]


    Starting Out and Survival Tips!


    Select Singleplayer in the Main Menu, then Create New World. You'll see this:


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025

    The health bar (the hearty looking one). Don't let it drop to zero. Otherwise, it's game over!


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025

    The food bar (the tasty looking one). When it's full, your health will regenerate, so keep snacking!


    […]

    The secrets to survival are having a steady supply of food and staying safe from monsters. Luckily, building a shelter is easy. Your hand is your first mining tool, so use it to hit trees or dirt until they turn into blocks. These blocks will appear in your toolbar, and you can then place them right in front of you.


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025


    Build your shelter, making sure there’s no way for monsters to get in! Later, you'll be able to build doors, windows, etc., but for now, focus on surviving! Most monsters come out at night, so stay inside until sunrise and you'll be safe. Animals are everywhere and only take a few attacks to finish off. They’ll drop meat which restores health. There's also apples, melons and other veggie options to be found if you're vegetarian […]. Hmmm, you've got a point.


    The first shelter you build will likely look like this, er, 'cosy' one here. Hey, we all start somewhere!


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025

    […]

    Fonte: https://www.minecraft.net/en-us/article/how-minecraft. Acesso em: 25 mar. 2025.(Adaptado).

    According to its genre, the text is
    Escolha uma alternativa para a questão 43681e7f-68
  • A002CEAA-67

    Literatura

    Teoria Literária
    UEG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto I


    Entendo que poesia é negócio de grande responsabilidade, e não considero honesto rotular-se poeta quem apenas verseje por dor de cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças líricas do mundo, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação. Até os poetas se armam, e um poeta desarmado é, mesmo, um ser à mercê das inspirações fáceis, dócil às modas e compromissos.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Prosa seleta. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003.



    Texto II

    POESIA


    Gastei uma hora pensando um verso

    que a pena não quer escrever.

    No entanto ele está cá dentro

    inquieto, vivo.

    Ele está cá dentro

    e não quer sair.

    Mas a poesia deste momento

    inunda minha vida inteira.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 24.



    Texto III

     O LUTADOR

     

    Lutar com palavras

    é a luta mais vã.

    Entanto lutamos

    mal rompe a manhã.

    São muitas, eu pouco.

    [...]

     

    Mas lúcido e frio,

    apareço e tento

    apanhar algumas

    para meu sustento

    num dia de vida.

    Deixam-se enlaçar,

    tontas à carícia

    e súbito fogem

    [...].

     

    Insisto, solerte.

    Busco persuadi-las.

    [...]

     

    Sem me ouvir deslizam,

    perpassam levíssimas

    e viram-me o rosto.

     

    Lutar com palavras

    parece sem fruto.

    Não têm carne e sangue…

    Entretanto, luto.

    Palavra, palavra

    (digo exasperado),

    se me desafias,

    aceito o combate.

    [...]

     

    Luto corpo a corpo,

    luto todo o tempo,

    sem maior proveito

    que o da caça ao vento.

    [...]

     

    Iludo-me às vezes,

    pressinto que a entrega

    se consumará.

    Já vejo palavras

    em coro submisso,

    esta me ofertando

    seu velho calor,

    aquela sua glória

    feita de mistério,

    outra seu desdém,

    outra seu ciúme,

    e um sapiente amor

    me ensina a fruir

    de cada palavra

    a essência captada,

    o sutil queixume.

    [...].

     

    O ciclo do dia

    ora se conclui

    e o inútil duelo

    jamais se resolve.

    O teu rosto belo,

    ó palavra, esplende

    na curva da noite

    que toda me envolve.

    Tamanha paixão

    e nenhum pecúlio.

    Cerradas as portas,

    a luta prossegue

    nas ruas do sono.

     

    Andrade, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.



    Texto IV

    PROCURA DA POESIA


    Não faças versos sobre acontecimentos.

    Não há criação nem morte perante a poesia.

    Diante dela, a vida é um sol estático,

    não aquece nem ilumina.

    As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não

    contam.

    Não faças poesia com o corpo,

    esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à

    efusão lírica.

    Tua gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro

    são indiferentes.

    Não me reveles teus sentimentos,

    que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.

    O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.


    Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.

    O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo

    das casas.

    Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas

    junto à linha de espuma.

    O canto não é a natureza

    nem os homens em sociedade.

    Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada

    significam.

    A poesia (não tires poesia das coisas)

    elide sujeito e objeto.


    Não dramatizes, não invoques,

    não indagues. Não percas tempo em mentir.

    Não te aborreças.

    Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,

    vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família

    desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.


    Não recomponhas

    tua sepultada e merencória infância.

    Não osciles entre o espelho e a

    memória em dissipação.

    Que se dissipou, não era poesia.

    Que se partiu, cristal não era.


    Penetra surdamente no reino das palavras.

    Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

    Estão paralisados, mas não há desespero,

    há calma e frescura na superfície intata.

    Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

    Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

    Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.

    Espera que cada um se realize e consume

    com seu poder de palavra

    e seu poder de silêncio.

    Não forces o poema a desprender-se do limbo.

    Não colhas no chão o poema que se perdeu.

    Não adules o poema. Aceita-o

    como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

    no espaço.


    Chega mais perto e contempla as palavras.

    Cada uma

    tem mil faces secretas sob a face neutra

    e te pergunta, sem interesse pela resposta,

    pobre ou terrível que lhe deres:

    Trouxeste a chave?


    Repara:

    ermas de melodia e conceito

    elas se refugiaram na noite, as palavras.

    Ainda úmidas e impregnadas de sono,

    rolam num rio difícil e se transformam em despreza.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.

    Carlos Drummond de Andrade, no Texto I, aborda, no campo da crítica literária à poesia, um tema que pode ser estendido à produção artística em quaisquer outras linguagens: a criação. Nesse excerto, Andrade sugere que a criação não é derivada de inspiração divina ou do acaso, e também não é qualquer atividade dramática usada para expressar as mazelas ou angústias humanas, mas um esforço permanente que emana de “[...] trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação”.


    Na filosofia da arte ocidental, cuja compreensão inicial parte da Grécia, o termo designado para esse modo de criação, invenção ou fabricação do mundo ou de visões de mundo, proveniente de procedimentos estabelecidos, regulados e sistematizados pelo campo estético, é denominado de: 
    Escolha uma alternativa para a questão a002ceaa-67
  • A000071C-67

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto I


    Entendo que poesia é negócio de grande responsabilidade, e não considero honesto rotular-se poeta quem apenas verseje por dor de cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças líricas do mundo, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação. Até os poetas se armam, e um poeta desarmado é, mesmo, um ser à mercê das inspirações fáceis, dócil às modas e compromissos.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Prosa seleta. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003.



    Texto II

    POESIA


    Gastei uma hora pensando um verso

    que a pena não quer escrever.

    No entanto ele está cá dentro

    inquieto, vivo.

    Ele está cá dentro

    e não quer sair.

    Mas a poesia deste momento

    inunda minha vida inteira.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 24.



    Texto III

     O LUTADOR

     

    Lutar com palavras

    é a luta mais vã.

    Entanto lutamos

    mal rompe a manhã.

    São muitas, eu pouco.

    [...]

     

    Mas lúcido e frio,

    apareço e tento

    apanhar algumas

    para meu sustento

    num dia de vida.

    Deixam-se enlaçar,

    tontas à carícia

    e súbito fogem

    [...].

     

    Insisto, solerte.

    Busco persuadi-las.

    [...]

     

    Sem me ouvir deslizam,

    perpassam levíssimas

    e viram-me o rosto.

     

    Lutar com palavras

    parece sem fruto.

    Não têm carne e sangue…

    Entretanto, luto.

    Palavra, palavra

    (digo exasperado),

    se me desafias,

    aceito o combate.

    [...]

     

    Luto corpo a corpo,

    luto todo o tempo,

    sem maior proveito

    que o da caça ao vento.

    [...]

     

    Iludo-me às vezes,

    pressinto que a entrega

    se consumará.

    Já vejo palavras

    em coro submisso,

    esta me ofertando

    seu velho calor,

    aquela sua glória

    feita de mistério,

    outra seu desdém,

    outra seu ciúme,

    e um sapiente amor

    me ensina a fruir

    de cada palavra

    a essência captada,

    o sutil queixume.

    [...].

     

    O ciclo do dia

    ora se conclui

    e o inútil duelo

    jamais se resolve.

    O teu rosto belo,

    ó palavra, esplende

    na curva da noite

    que toda me envolve.

    Tamanha paixão

    e nenhum pecúlio.

    Cerradas as portas,

    a luta prossegue

    nas ruas do sono.

     

    Andrade, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.



    Texto IV

    PROCURA DA POESIA


    Não faças versos sobre acontecimentos.

    Não há criação nem morte perante a poesia.

    Diante dela, a vida é um sol estático,

    não aquece nem ilumina.

    As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não

    contam.

    Não faças poesia com o corpo,

    esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à

    efusão lírica.

    Tua gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro

    são indiferentes.

    Não me reveles teus sentimentos,

    que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.

    O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.


    Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.

    O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo

    das casas.

    Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas

    junto à linha de espuma.

    O canto não é a natureza

    nem os homens em sociedade.

    Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada

    significam.

    A poesia (não tires poesia das coisas)

    elide sujeito e objeto.


    Não dramatizes, não invoques,

    não indagues. Não percas tempo em mentir.

    Não te aborreças.

    Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,

    vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família

    desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.


    Não recomponhas

    tua sepultada e merencória infância.

    Não osciles entre o espelho e a

    memória em dissipação.

    Que se dissipou, não era poesia.

    Que se partiu, cristal não era.


    Penetra surdamente no reino das palavras.

    Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

    Estão paralisados, mas não há desespero,

    há calma e frescura na superfície intata.

    Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

    Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

    Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.

    Espera que cada um se realize e consume

    com seu poder de palavra

    e seu poder de silêncio.

    Não forces o poema a desprender-se do limbo.

    Não colhas no chão o poema que se perdeu.

    Não adules o poema. Aceita-o

    como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

    no espaço.


    Chega mais perto e contempla as palavras.

    Cada uma

    tem mil faces secretas sob a face neutra

    e te pergunta, sem interesse pela resposta,

    pobre ou terrível que lhe deres:

    Trouxeste a chave?


    Repara:

    ermas de melodia e conceito

    elas se refugiaram na noite, as palavras.

    Ainda úmidas e impregnadas de sono,

    rolam num rio difícil e se transformam em despreza.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.

    Qual tese expressa o tema abordado no Texto I e nos poemas Poesia (Texto II), O lutador (Texto III) e Procura da poesia (Texto IV)? 
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  • 9FFAD2A4-67

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    No texto “O vicioso círculo do espelho no celular”, a frase “O aparelho banaliza a imagem por sua instantaneidade, de maneira irresistível para a maioria, jovens em especial” – que, na linguagem jornalística, é convencionalmente chamada de subtítulo – cumpre a seguinte função na textualidade: 
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  • 9FF82D8C-67

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    O parágrafo do texto, que se estende da linha 08 a 12, é desenvolvido a partir da seguinte estratégia:
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  • 9FF58B6A-67

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    No trecho “Olho vivo, pais e educadores”, o uso da vírgula depois de “Olho vivo” serve para demarcar
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  • 9FF32A78-67

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    Defende-se, no texto, a seguinte ideia:
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