Questões do ENEM: Linguagens e nível médio

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8.516 questões encontradas. Mostrando a página 25 de 426.

  • FADAAA3B-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    This text refers to question


    Science confirms: Dark chocolate and red wine helps keep you looking young


    NEWSNER

    Chocolate and wine, and not always together, are among life’s simple pleasures, but most of us think we should only indulge in these pleasures in moderation.

    Granted chocolate and wine contain a high number of calories and I don’t need to explain what happens to our bodies and minds if we drink too much wine. But now scientists may have found a reason to indulge in these delicious things more often than we think.

    A recent study found a powerful antioxidant present in dark chocolate and red wine; the effect of this antioxidant on our bodies could be a reason to celebrate. Scientists say the presence of resveratrol in these food items has a positive effect on the brain, heart, and lifespan. The most naturally abundant sources of resveratrol are plants, including the skin of red grapes, red wine, raw cocoa, and dark berries, like lingonberries and blueberries.

    A team led by Professor Lorna Harries at the University of Exeter discovered that by treating worn-out human cells with a formulation of resveratrol the older cells started to divide. These older cells then developed longer telomeres – the protective tips on the ends of chromosomes which shorten as we age, according to Longevity Facts. It seemed a miracle that these old cells looked young again. The experiment was repeated several times and each time the result was rejuvenated cells.

    According to scientists red wine, dark chocolate and some berries also help to reduce inflammation and strengthen the heart. This powerful antioxidant was also found to help ward off certain age-related diseases.

    Certain metabolic diseases, including type 2 diabetes and heart disease, tend to occur as we age. In animal studies, severely restricting calories can help prevent some of these diseases.

    Researchers found that resveratrol can mimic calorie restriction in some ways and found it to extend the lifespans of yeast, worms, flies and fish. To help avoid the excessive consumption of red wine, this antioxidant can also be found in dark chocolate, grapes, raspberries, plums, blueberries, cranberries, grape tomatoes, and pomegranate. These findings are fascinating and are a step to prolonging people’s life without affecting overall health.

    Please share with all your friends and family so they know dark chocolate can finally be consumed guilt free!

    https://en.stories.newsner.com/health/science-confirms-dark-chocolate-and-red-wine-helps-keep-you-looking-young/ Accessed on May, 7th. Slightly modified

    Scientists have discovered resveratrol as a natural resource can be found in many fruits. The natural resource we can extract it from is
    Escolha uma alternativa para a questão fadaaa3b-b0
  • FAD790ED-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    This text refers to question


    Science confirms: Dark chocolate and red wine helps keep you looking young


    NEWSNER

    Chocolate and wine, and not always together, are among life’s simple pleasures, but most of us think we should only indulge in these pleasures in moderation.

    Granted chocolate and wine contain a high number of calories and I don’t need to explain what happens to our bodies and minds if we drink too much wine. But now scientists may have found a reason to indulge in these delicious things more often than we think.

    A recent study found a powerful antioxidant present in dark chocolate and red wine; the effect of this antioxidant on our bodies could be a reason to celebrate. Scientists say the presence of resveratrol in these food items has a positive effect on the brain, heart, and lifespan. The most naturally abundant sources of resveratrol are plants, including the skin of red grapes, red wine, raw cocoa, and dark berries, like lingonberries and blueberries.

    A team led by Professor Lorna Harries at the University of Exeter discovered that by treating worn-out human cells with a formulation of resveratrol the older cells started to divide. These older cells then developed longer telomeres – the protective tips on the ends of chromosomes which shorten as we age, according to Longevity Facts. It seemed a miracle that these old cells looked young again. The experiment was repeated several times and each time the result was rejuvenated cells.

    According to scientists red wine, dark chocolate and some berries also help to reduce inflammation and strengthen the heart. This powerful antioxidant was also found to help ward off certain age-related diseases.

    Certain metabolic diseases, including type 2 diabetes and heart disease, tend to occur as we age. In animal studies, severely restricting calories can help prevent some of these diseases.

    Researchers found that resveratrol can mimic calorie restriction in some ways and found it to extend the lifespans of yeast, worms, flies and fish. To help avoid the excessive consumption of red wine, this antioxidant can also be found in dark chocolate, grapes, raspberries, plums, blueberries, cranberries, grape tomatoes, and pomegranate. These findings are fascinating and are a step to prolonging people’s life without affecting overall health.

    Please share with all your friends and family so they know dark chocolate can finally be consumed guilt free!

    https://en.stories.newsner.com/health/science-confirms-dark-chocolate-and-red-wine-helps-keep-you-looking-young/ Accessed on May, 7th. Slightly modified

    Some research led by Professor Lorna Harries from the University of Exeter has discovered resveratrol present in red wine as well as in dark chocolate has an antioxidant effect in the human body. Besides this effect the option which points out another positive one is 
    Escolha uma alternativa para a questão fad790ed-b0
  • FAC81613-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    A questão toma como base o conto "Um Espinho de Marfim".


    Sobre a estilística empregada pela escritora, o emprego de frases nominais, bem pertinentes ao gênero literário de “Um Espinho de Marfim”, está correto na seguinte exemplificação:
    Escolha uma alternativa para a questão fac81613-b0
  • FAC4F3E3-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    A questão toma como base o conto "Um Espinho de Marfim".


    Leia o fragmento para responder à questão.

    “Um dia, indo o rei de manhã cedo visitar a filha em seus aposentos, viu o unicórnio na moita de lírios. Quero esse animal para mim. E imediatamente ordenou a caçada.”.

    COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 2005.

    Em relação às características do rei, recorrendo-se às leis da natureza que se conhecem, de imediato, é sugerida ideia de

    Escolha uma alternativa para a questão fac4f3e3-b0
  • FABF122C-B0

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    O conto a seguir serve de base para responder à questão.

    Entre as folhas do Verde O

        O príncipe acordou contente. Era dia de caçada. Os cachorros latiam no pátio do castelo. Vestiu o colete de couro, calçou as botas. Os cavalos batiam os cascos debaixo da janela. Apanhou as luvas e desceu.

         Lá embaixo parecia uma festa. Os arreios e os pelos dos animais brilhavam ao Sol. Brilhavam os dentes abertos em risadas, as armas, as trompas que deram o sinal de partida.

         Na floresta também ouviram a trompa e o alarido. Todos souberam que eles vinham. E cada um se escondeu como pode.

         Só a moça não se escondeu. Acordou com o som da tropa, e estava debruçada no regato quando os caçadores chegaram.

         Foi assim que o príncipe a viu. Metade mulher, metade corça, bebendo no regato. A mulher tão linda. A corça tão ágil. A mulher ele queria amar, a corça ele queria matar. Se chegasse perto será que ela fugia? Mexeu num galho, ela levantou a cabeça ouvindo. Então o príncipe botou a flecha no arco, retesou a corda, atirou bem na pata direita. E quando a corça-mulher dobrou os joelhos tentando arrancar a flecha, ele correu e a segurou, chamando homens e cães.

         Levaram a corça para o castelo. Veio o médico, trataram do ferimento. Puseram a corça num quarto de porta trancada. Todos os dias o príncipe ia visitá-la. Só ele tinha a chave. E cada vez se apaixonava mais. Mas a corça-mulher só falava a língua da floresta e o príncipe só sabia ouvir a língua do palácio. Então, ficavam horas se olhando calados, com tanta coisa para dizer.

         Ele queria dizer que a amava tanto, que queria casar com ela e tê-la para sempre no castelo, que a cobriria de roupas e joias, que chamaria o melhor feiticeiro do reino para fazê-la virar toda mulher.

         Ela queria dizer que o amava tanto, que queria se casar com ele e levá-lo para a floresta, que lhe ensinaria a gostar dos pássaros e das flores e que pediria à Rainha das Corças para dar-lhe quatro patas ágeis e um belo pelo castanho.

         Mas o príncipe tinha a chave da porta. E ela não tinha o segredo da palavra.

         Todos os dias se encontravam. Agora se seguravam as mãos. E no dia em que a primeira lágrima rolou nos olhos dela, o príncipe pensou ter entendido e mandou chamar o feiticeiro.

         Quando a corça acordou, já não era mais corça. Duas pernas só, e compridas, um corpo branco. Tentou levantar, não conseguiu. O príncipe lhe deu a mão. Vieram as costureiras e a cobriram de roupas. Vieram os joalheiros e a cobriram de joias. Vieram os mestres de dança para ensinar-lhe a andar. Só não tinha a palavra. E o desejo de ser mulher.

         Sete dias ela levou para aprender sete passos. E na manhã do oitavo dia, quando acordou e viu a porta aberta, juntou sete passos e mais sete, atravessou o corredor, desceu a escada, cruzou o pátio e correu para a floresta à procura de sua Rainha.

         O Sol ainda brilhava quando a corça saiu da floresta, só corça, não mais mulher. E se pôs a pastar sob as janelas do palácio.


    COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 2005

    O trecho cujos verbos revelam simultaneidade de ações na cena relatada é
    Escolha uma alternativa para a questão fabf122c-b0
  • FAB93BCA-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    Nas palavras da autora Marina Colasanti, "Uma ideia toda Azul" é um livro de contos de fadas. Antes que o estudante do Ensino Médio se espante com a temática, “num mundo de avançada tecnologia espacial”, a autora julga importante esclarecer que seu interesse e sua busca se voltam para aquela coisa intemporal chamada inconsciente.

    O Último Rei

        Todos os dias Kublai-Khan, último rei da dinastia Mogul, subia no alto da muralha da sua fortaleza para encontrar-se com o vento.
         O vento vinha de longe e tinha o mundo todo para contar.
        Kublai-Khan nunca tinha saído da sua fortaleza, não conhecia o mundo. Ouvia as palavras do vento e aprendia.
        — A Terra é redonda e fácil, disse o vento. Ando sempre em frente, e passo pelo mesmo lugar de onde saí. Dei tantas voltas na Terra que ela está enovelada no meu sopro.
        Kublai-Khan achou bonito ir e voltar sem nunca se perder.
        Um dia o vento chegou mais frio, vindo das montanhas.
        — Fui pentear a neve, gelou o vento ao pé do ouvido do rei. A neve é pesada e macia. Debaixo do seu silêncio as sementes se aprontam para a primavera. Só flores brancas furam a neve. Só passos brancos marcam a neve. Na neve mora o Rei do Sono.
        Kublai-Khan teve desejo de neve. Então prendeu fios de prata na Lua e a empinou contra o vento. Do alto, espelho do frio, a Lua trouxe a neve para Kublai-Khan. E um sono tranquilo.     Todos os dias o vento contava seus caminhos no alto da muralha.
       Todos os dias os longos cabelos do rei deitavam-se no vento e recolhiam seus sons, como uma harpa. [...]

    COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 2005.

    O rei Kublai-Khan, diariamente, no alto da muralha da sua fortaleza, encontrava-se com o vento.

    Essa cena, metaforicamente, ilustra o poder de sua alteza.

    O trecho em análise, contudo, permite ao leitor afirmar que, apesar desse poder, o soberano revela-se suplantado pelo vento. Na trama narrativa, o vento vivencia um

    Escolha uma alternativa para a questão fab93bca-b0
  • FAB61463-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    Clarice Lispector nasceu em uma aldeia na Ucrânia (Antiga União Soviética). Ao chegar ao Brasil, desembarcou em Manaus, quando tinha dois meses de idade, depois se mudou para Recife. Viveu fora do Brasil, fez leituras de grandes brasileiros e de estrangeiros, trazendo inovações, produzindo um estilo que a tornou uma das grandes escritoras de Língua Portuguesa. Leia um fragmento de um dos capítulos de seu primeiro livro. 

    ALEGRIAS DE JOANA

        A liberdade que às vezes sentia. Não vinha de reflexões nítidas, mas de um estado como feito de percepções por demais orgânicas para serem formuladas em pensamentos. Às vezes, no fundo da sensação tremulava uma ideia que lhe dava leve consciência de sua espécie e de sua cor.

        O estado para onde deslizava quando murmurava: eternidade. O próprio pensamento adquiria uma qualidade de eternidade. Aprofundava-se magicamente e alargava-se, sem propriamente um conteúdo e uma forma, mas sem dimensões também. A impressão de que se conseguisse manter-se na sensação por mais uns instantes teria uma revelação — facilmente, como enxergar o resto do mundo apenas inclinando-se da terra para o espaço. Eternidade não era só o tempo, mas algo como a certeza enraizadamente profunda de não poder contê-lo no corpo por causa da morte; a impossibilidade de ultrapassar a eternidade era eternidade; e também era eterno um sentimento em pureza absoluta, quase abstrato. Sobretudo dava ideia de eternidade a impossibilidade de saber quantos seres humanos se sucederiam após seu corpo, que um dia estaria distante do presente com a velocidade de um bólido. Definia eternidade e as explicações nasciam fatais como as pancadas do coração. Delas não mudaria um termo sequer, de tal modo eram sua verdade. Porém mal brotavam, tornavam-se vazias logicamente.

        Definir a eternidade como uma quantidade maior que o tempo e maior mesmo do que o tempo que a mente humana pode suportar em ideia também não permitiria, ainda assim, alcançar sua duração. Sua qualidade era exatamente não ter quantidade, não ser mensurável e divisível porque tudo o que se podia medir e dividir tinha um princípio e um fim. Eternidade não era a quantidade infinitamente grande que se desgastava, mas eternidade era a sucessão.

    LISPECTOR, Clarice. Perto do Coração Selvagem: Rio de Janeiro: Rocco, 2019. 
    A adjetivação no título da obra de Lispector, "Perto do Coração Selvagem", apresenta carga semântica que revela
    Escolha uma alternativa para a questão fab61463-b0
  • FAB01DD3-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    Clarice Lispector nasceu em uma aldeia na Ucrânia (Antiga União Soviética). Ao chegar ao Brasil, desembarcou em Manaus, quando tinha dois meses de idade, depois se mudou para Recife. Viveu fora do Brasil, fez leituras de grandes brasileiros e de estrangeiros, trazendo inovações, produzindo um estilo que a tornou uma das grandes escritoras de Língua Portuguesa. Leia um fragmento de um dos capítulos de seu primeiro livro. 

    ALEGRIAS DE JOANA

        A liberdade que às vezes sentia. Não vinha de reflexões nítidas, mas de um estado como feito de percepções por demais orgânicas para serem formuladas em pensamentos. Às vezes, no fundo da sensação tremulava uma ideia que lhe dava leve consciência de sua espécie e de sua cor.

        O estado para onde deslizava quando murmurava: eternidade. O próprio pensamento adquiria uma qualidade de eternidade. Aprofundava-se magicamente e alargava-se, sem propriamente um conteúdo e uma forma, mas sem dimensões também. A impressão de que se conseguisse manter-se na sensação por mais uns instantes teria uma revelação — facilmente, como enxergar o resto do mundo apenas inclinando-se da terra para o espaço. Eternidade não era só o tempo, mas algo como a certeza enraizadamente profunda de não poder contê-lo no corpo por causa da morte; a impossibilidade de ultrapassar a eternidade era eternidade; e também era eterno um sentimento em pureza absoluta, quase abstrato. Sobretudo dava ideia de eternidade a impossibilidade de saber quantos seres humanos se sucederiam após seu corpo, que um dia estaria distante do presente com a velocidade de um bólido. Definia eternidade e as explicações nasciam fatais como as pancadas do coração. Delas não mudaria um termo sequer, de tal modo eram sua verdade. Porém mal brotavam, tornavam-se vazias logicamente.

        Definir a eternidade como uma quantidade maior que o tempo e maior mesmo do que o tempo que a mente humana pode suportar em ideia também não permitiria, ainda assim, alcançar sua duração. Sua qualidade era exatamente não ter quantidade, não ser mensurável e divisível porque tudo o que se podia medir e dividir tinha um princípio e um fim. Eternidade não era a quantidade infinitamente grande que se desgastava, mas eternidade era a sucessão.

    LISPECTOR, Clarice. Perto do Coração Selvagem: Rio de Janeiro: Rocco, 2019. 

    O trecho a seguir, retirado de Alegrias de Joana, serve de base para responder à questão.

    "Definia eternidade e as explicações nasciam fatais como as pancadas do coração. Delas não mudaria um termo sequer, de tal modo eram sua verdade. Porém mal brotavam, tornavam-se vazias logicamente." 

    Os efeitos semântico-discursivos conseguidos pelo narrador revelam que Joana deixa transparecer a sensação de


    Escolha uma alternativa para a questão fab01dd3-b0
  • FAA9012F-B0

    Português

    Gêneros Textuais
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    Clarice Lispector nasceu em uma aldeia na Ucrânia (Antiga União Soviética). Ao chegar ao Brasil, desembarcou em Manaus, quando tinha dois meses de idade, depois se mudou para Recife. Viveu fora do Brasil, fez leituras de grandes brasileiros e de estrangeiros, trazendo inovações, produzindo um estilo que a tornou uma das grandes escritoras de Língua Portuguesa. Leia um fragmento de um dos capítulos de seu primeiro livro. 

    ALEGRIAS DE JOANA

        A liberdade que às vezes sentia. Não vinha de reflexões nítidas, mas de um estado como feito de percepções por demais orgânicas para serem formuladas em pensamentos. Às vezes, no fundo da sensação tremulava uma ideia que lhe dava leve consciência de sua espécie e de sua cor.

        O estado para onde deslizava quando murmurava: eternidade. O próprio pensamento adquiria uma qualidade de eternidade. Aprofundava-se magicamente e alargava-se, sem propriamente um conteúdo e uma forma, mas sem dimensões também. A impressão de que se conseguisse manter-se na sensação por mais uns instantes teria uma revelação — facilmente, como enxergar o resto do mundo apenas inclinando-se da terra para o espaço. Eternidade não era só o tempo, mas algo como a certeza enraizadamente profunda de não poder contê-lo no corpo por causa da morte; a impossibilidade de ultrapassar a eternidade era eternidade; e também era eterno um sentimento em pureza absoluta, quase abstrato. Sobretudo dava ideia de eternidade a impossibilidade de saber quantos seres humanos se sucederiam após seu corpo, que um dia estaria distante do presente com a velocidade de um bólido. Definia eternidade e as explicações nasciam fatais como as pancadas do coração. Delas não mudaria um termo sequer, de tal modo eram sua verdade. Porém mal brotavam, tornavam-se vazias logicamente.

        Definir a eternidade como uma quantidade maior que o tempo e maior mesmo do que o tempo que a mente humana pode suportar em ideia também não permitiria, ainda assim, alcançar sua duração. Sua qualidade era exatamente não ter quantidade, não ser mensurável e divisível porque tudo o que se podia medir e dividir tinha um princípio e um fim. Eternidade não era a quantidade infinitamente grande que se desgastava, mas eternidade era a sucessão.

    LISPECTOR, Clarice. Perto do Coração Selvagem: Rio de Janeiro: Rocco, 2019. 
    Em Alegrias de Joana, deve-se compreender que o narrador inicia o texto e o desenvolve, em estilo, no qual predomina a forma  
    Escolha uma alternativa para a questão faa9012f-b0
  • 6466769C-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2022

    MALLOTE, Stan. The Painless Path to Proper English Usage: the basics of law, New York: St. Martin’s Press. 1986. 

    The option which reflects CORRECTLY the humor approach of the text “The Basics of Law” is

    Escolha uma alternativa para a questão 6466769c-b0
  • 645EB3E0-B0

    Português

    Figuras de Linguagem
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    TEXTO I

     Por qualquer modo que encaremos a escravidão, ela é, e sempre será um grande mal. Dela a decadência do comércio; porque o comércio, e a lavoura caminham de mãos dadas, e o escravo não pode fazer florescer a lavoura; porque o seu trabalho é forçado. Ele não tem futuro; o seu trabalho não é indenizado; ainda dela nos vem o opróbrio, a vergonha; porque de fronte altiva e desassombrada não podemos encarar as nações
    livres; por isso que o estigma da escravidão, pelo cruzamento das raças, estampa-se na fronte de todos nós. Embalde procurará um dentro nós convencer ao estrangeiro que em suas veias não gira uma só gota de sangue escravo...
     E depois, o caráter que nos imprime, e nos envergonha!
     O escravo é olhado por todos como vítima – e o é.

    REIS, Maria Firmina dos. A escrava. <https://www.letras.ufmg.br/literafro


    TEXTO II

    E Lentz via por toda parte o homem branco apossando-se resolutamente da terra e expulsando definitivamente o homem moreno que ali se gerara. E Lentz sorria com orgulho na perspectiva da vitória e do domínio de sua raça. Um desdém pelo mulato, em que ele exprimia o seu desprezo pela languidez, pela fatuidade e fragilidade deste, turvou-lhe a visão radiosa que a natureza do país lhe imprimira no espírito. Tudo nele era agora um sonho de grandeza e triunfo...

    ARANHA, Graça (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.
    Entre os dois textos, embora os fatos atuem em épocas diferentes, as argumentações de ambos constroem uma literatura de caráter social em que se pode identificar uma relação de
    Escolha uma alternativa para a questão 645eb3e0-b0
  • 6459609C-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    A Escrava, de Maria Firmina dos Reis, é um exemplar de conto do movimento abolicionista brasileiro, que projeta, no contexto de 1887, uma autora negra, pobre, maranhense, em texto publicado na Revista Maranhense nº. 3. Você vai ler a primeira cena dessa narrativa curta.

         Em um salão onde se achavam reunidas muitas pessoas distintas, e bem colocadas na sociedade, e depois de versar a conversação sobre diversos assuntos mais ou menos interessantes, recaiu sobre o elemento servil.

        O assunto era por sem dúvida de alta importância. A conversação era geral; as opiniões, porém, divergiam. Começou a discussão.

         — Admira-me, — disse uma senhora, de sentimentos sinceramente abolicionistas; faz-me até pasmar como se possa sentir, e expressar sentimentos escravocratas, no presente século, no século dezenove! A moral religiosa e a moral cívica aí se erguem, e falam bem alto esmagando a hidra que envenena a família no mais sagrado santuário seu, e desmoraliza, e avilta a nação inteira!

         Levantai os olhos ao Gólgota, ou percorrei-os em torno da sociedade, e dizei-me:

         — Para que se deu em sacrifício o Homem Deus, que ali exalou seu derradeiro atento? Ah!

         Então não era verdade que seu sangue era o resgate do homem! É então uma mentira abominável ter esse sangue comprado a liberdade!? E depois, olhai a sociedade... Não verdes o abutre que a corrói constantemente!... Não sentis a desmoralização que a enerva, o cancro que a destrói?

    Reis, Maria Firmina dos, 1825-1917. Úrsula e outras obras [recurso eletrônico] / Maria Firmina dos Reis. – Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2018. – (Série prazer de ler; n. 11 e-book)


    A fala da senhora, ao se contrapor aos escravocratas, apresenta argumentação, ancorada na perspectiva da (do)

    Escolha uma alternativa para a questão 6459609c-b0
  • 644C0238-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    O fragmento a seguir é um dos diálogos entre os dois estrangeiros que protagonizam Canaã.

    — Parece que já vi este quadro em algum lugar — disse Milkau, cismando, — Mas não, este ar, este conjunto suave, este torpor instantâneo, e que se percebe vai passar daqui a pouco, é seguramente a primeira vez que conheço.

    — E por quanto tempo aqui ficaremos? — disse o outro num bocejo de desalento; e o seu olhar pairava preguiçosamente sobre a paisagem.

    — Não meço o tempo — respondeu Milkau —, porque não sei até quando viverei, e agora espero que este seja o quadro definitivo da minha existência. Sou um imigrado, e tenho a alma do repouso; este será o meu último movimento na terra...

    — Mas nada o agita? Nada o impelirá para fora daqui, fora desta paz dolorosa, que é uma sepultura para nós?...

    — Aqui fico. E se aqui está a paz, é a paz que procuro exatamente...Eu me conservarei na humildade; em torno de mim desejarei uma harmonia infinita.

    ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.


    A relação discurso/personagem está representada, corretamente, na seguinte associação:

    Escolha uma alternativa para a questão 644c0238-b0
  • 64493B31-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    O estrangeiro apertou a mão calosa e áspera do velho, que abriu os lábios numa rude expressão de riso, mostrando as gengivas roxas e desdentadas. A cafuza não se mexeu; apenas, mudando vagarosamente o olhar, descansou-o, cheio de preguiça e desalento, no rosto do viajante. A criança acolheu-se a ela, boquiaberta, com a baba a escorrer dos beiços túmidos.

    [...]

    — Mora aqui há muito tempo? perguntou Milkau.

    — Fui nascido e criado nessas bandas, sinhô moço... Ali perto do Mangaraí.

    — E, tateando o espaço, estendia a mão para o outro lado do rio. — Não vê um casarão lá no fundo? Foi ali que me fiz homem, na fazenda do Capitão Matos, defunto meu sinhô, que Deus haja!

    O estrangeiro, acompanhando o gesto, apenas divisava ao longe um amontoado de ruínas que interrompia a verdura da mata.

    E a conversa foi continuando por uma série de perguntas de Milkau sobre a vida passada daquela região, às quais o velho respondia gostoso, por ter ocasião de relembrar os tempos de outrora, sentindo-se incapaz, como todos os humildes e primitivos, de tomar a iniciativa dos assuntos.

    [...]

    — Ah, tudo isto, meu sinhô moço, se acabou... Cadê fazenda? Defunto meu sinhô morreu, filho dele foi vivendo até que governo tirou os escravos. Tudo debandou. Patrão se mudou com a família para Vitória, onde tem seu emprego; meus parceiros furaram esse mato grande e cada um levantou casa aqui e acolá, onde bem quiseram. Eu com minha gente vim para cá, para essas terras do seu coronel. Tempo hoje anda triste. Governo acabou com as fazendas, e nos pôs todos no olho do mundo, a caçar de comer, a comprar de vestir, a trabalhar como boi para viver. Ah! tempo bom de fazenda!

    [...]

    — Mas, meu amigo — disse Milkau

    —, você aqui ao menos está no que é seu, tem sua casa, sua terra, é dono de si mesmo.

    — Qual terra, qual nada... Rancho é do marido de minha filha, que está aí sentada, terra é de seu coronel, arrendada por dez mil-réis por ano. Hoje em dia tudo aqui é de estrangeiro, Governo não faz nada por brasileiro, só pune por alemão... ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.

    Nos fragmentos, observa-se um procedimento descritivo, típico do Naturalismo Literário: detalhismo por meio de elementos sensoriais. Releia-os.


    “A criança acolheu-se a ela boquiaberta, com a baba a escorrer dos beiços túmidos.”

    “— E, tateando o espaço, estendia a mão para o outro lado do rio.”


    Nas expressões “beiços túmidos” e “tateando o espaço”, destacam-se, respectivamente, os seguintes elementos sensoriais: 

    Escolha uma alternativa para a questão 64493b31-b0
  • 6443EC0B-B0

    Português

    Denotação e Conotação
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    O (não) lugar do “pardo”

         Lá no fim do século XIX e no começo do XX, o Brasil passava pelo dilema que todas as nações modernas enfrentaram (e, de certa maneira, ainda enfrentam): como criar uma identidade nacional que justifique e mantenha o Estado?

         Notem que eu ouso criar, porque é bem isso mesmo, inventar uma história que servisse aos interesses da elite dominante e homogeneizasse a população brasileira. Ora, essa população era formada, principalmente, por pretos escravos ou ex-escravos, indígenas perseguidos e uma parcela de gente branca. No centro da discussão estava: quem seria o cidadão brasileiro.

         Houve quem defendesse a educação para o trabalho: ensinar os pretos amolecidos e degenerados pela escravidão (faz me rir) a trabalhar resignado. Teve aqueles que achavam que a inferioridade dos pretos era tão grande que não adiantava educar nem nada, era melhor expulsar ou deixar morrer. O Brasil, em seus debates sobre a nação e seus cidadãos, bebeu muito das teorias racialistas que estavam em voga na Europa e sendo amplamente utilizadas para justificar a colonização na África depois de séculos e séculos de saque humano. [...]

        Daí surge o pardo como a gente conhece hoje. O pardo não é raça, não é povo, não é cidadão brasileiro. Ele é o estágio transitório entre a base da pirâmide (os negros) e o topo (os brancos). Não é branco, ainda não chegou no estágio sublime de branquitude que garante o direito à vida, oportunidades e cidadania, mas é prova viva da boa vontade e do esforço de se embranquecer tão valorizado por uma elite branca que, desde sempre, morre de medo dos pretos fazerem daqui o Haiti.

         Como fala Foucault, o poder, no estado moderno, não é negativo, ele é normatizador. Ou seja, estabelece normas de conduta, estéticas, discursivas, e beneficia aqueles que fazem o jogo. No caso do Brasil, o jogo da branquitude. Quanto mais branco você tentar ser, seja usando intervenções estéticas ou compartilhando o discurso político e social, mais “tolerável” você vai ser. Nisso, nós que somos claros, temos uma vantagem: o branqueamento estético é mais alcançável para nós. Mas nada disso garante que você vai passar de boa em uma sociedade racialmente hierarquizada, o embranquecimento é, sobretudo, uma mutilação. E pra quem ainda tem dúvidas, mutilação é sempre ruim ok? Não tem gradação de violência e mutilação. [...]


    https://medium.com/@isabelapsena/o-n%C3%A3o-lugar-do-pardo 

    A fluidez do texto é perceptível e garante ao leitor interesse por sua leitura pelo fato de serem inseridas expressões coloquiais, descontraídas, gerando atração muito mais pelo conteúdo do que pela forma.


    Essa assertiva é comprovada no seguinte exemplo: 

    Escolha uma alternativa para a questão 6443ec0b-b0
  • 643DC68B-B0

    Português

    Gêneros Textuais
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    O (não) lugar do “pardo”

         Lá no fim do século XIX e no começo do XX, o Brasil passava pelo dilema que todas as nações modernas enfrentaram (e, de certa maneira, ainda enfrentam): como criar uma identidade nacional que justifique e mantenha o Estado?

         Notem que eu ouso criar, porque é bem isso mesmo, inventar uma história que servisse aos interesses da elite dominante e homogeneizasse a população brasileira. Ora, essa população era formada, principalmente, por pretos escravos ou ex-escravos, indígenas perseguidos e uma parcela de gente branca. No centro da discussão estava: quem seria o cidadão brasileiro.

         Houve quem defendesse a educação para o trabalho: ensinar os pretos amolecidos e degenerados pela escravidão (faz me rir) a trabalhar resignado. Teve aqueles que achavam que a inferioridade dos pretos era tão grande que não adiantava educar nem nada, era melhor expulsar ou deixar morrer. O Brasil, em seus debates sobre a nação e seus cidadãos, bebeu muito das teorias racialistas que estavam em voga na Europa e sendo amplamente utilizadas para justificar a colonização na África depois de séculos e séculos de saque humano. [...]

        Daí surge o pardo como a gente conhece hoje. O pardo não é raça, não é povo, não é cidadão brasileiro. Ele é o estágio transitório entre a base da pirâmide (os negros) e o topo (os brancos). Não é branco, ainda não chegou no estágio sublime de branquitude que garante o direito à vida, oportunidades e cidadania, mas é prova viva da boa vontade e do esforço de se embranquecer tão valorizado por uma elite branca que, desde sempre, morre de medo dos pretos fazerem daqui o Haiti.

         Como fala Foucault, o poder, no estado moderno, não é negativo, ele é normatizador. Ou seja, estabelece normas de conduta, estéticas, discursivas, e beneficia aqueles que fazem o jogo. No caso do Brasil, o jogo da branquitude. Quanto mais branco você tentar ser, seja usando intervenções estéticas ou compartilhando o discurso político e social, mais “tolerável” você vai ser. Nisso, nós que somos claros, temos uma vantagem: o branqueamento estético é mais alcançável para nós. Mas nada disso garante que você vai passar de boa em uma sociedade racialmente hierarquizada, o embranquecimento é, sobretudo, uma mutilação. E pra quem ainda tem dúvidas, mutilação é sempre ruim ok? Não tem gradação de violência e mutilação. [...]


    https://medium.com/@isabelapsena/o-n%C3%A3o-lugar-do-pardo 

    Considerando o contexto de circulação de um artigo de opinião e o propósito discursivo do produtor do texto acima, os recursos argumentativos utilizados têm a função de 
    Escolha uma alternativa para a questão 643dc68b-b0
  • B6522B41-A9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UECE · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    T E X T

    Nearly Half of Covid Patients Haven’t Fully Recovered Months
    Later, Study Finds 

    texto_78 .png (346×711)
    texto_80 .png (346×741) 

    Adapted from: https://www.nytimes.com/2022/10/12/
    Dr. Jill Pell, who conducted the research, states that long Covid patients need assistance that goes beyond the health system reach and involves areas such as  
    Escolha uma alternativa para a questão b6522b41-a9
  • B64B23B9-A9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UECE · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    T E X T

    Nearly Half of Covid Patients Haven’t Fully Recovered Months
    Later, Study Finds 

    texto_78 .png (346×711)
    texto_80 .png (346×741) 

    Adapted from: https://www.nytimes.com/2022/10/12/
    Another finding of the research refers to groups of people more seriously affected by long Covid. Among those groups are
    Escolha uma alternativa para a questão b64b23b9-a9
  • B648E726-A9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
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    T E X T

    Nearly Half of Covid Patients Haven’t Fully Recovered Months
    Later, Study Finds 

    texto_78 .png (346×711)
    texto_80 .png (346×741) 

    Adapted from: https://www.nytimes.com/2022/10/12/
    The study found that people at higher risk of having long Covid, of going through long-term problems, are those who
    Escolha uma alternativa para a questão b648e726-a9
  • B6443AB1-A9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UECE · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    T E X T

    Nearly Half of Covid Patients Haven’t Fully Recovered Months
    Later, Study Finds 

    texto_78 .png (346×711)
    texto_80 .png (346×741) 

    Adapted from: https://www.nytimes.com/2022/10/12/
    The research referred to in the text was carried out in
    Escolha uma alternativa para a questão b6443ab1-a9