Questões do ENEM: Linguagens e nível médio

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8.516 questões encontradas. Mostrando a página 287 de 426.

  • FB8FA810-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

                                         O OPERÁRIO NO MAR


          Na rua passa um operário. Como vai firme! Não tem blusa. No conto, no drama, no discurso político, a dor do operário está na sua blusa azul, de pano grosso, nas mãos grossas, nos pés enormes, nos desconfortos enormes. Esse é um homem comum, apenas mais escuro que os outros, e com uma significação estranha no corpo, que carrega desígnios e segredos. Para onde vai ele, pisando assim tão firme? Não sei. A fábrica ficou lá atrás. Adiante é só o campo, com algumas árvores, o grande anúncio de gasolina americana e os fios, os fios, os fios. O operário não lhe sobra tempo de perceber que eles levam e trazem mensagens, que contam da Rússia, do Araguaia, dos Estados Unidos. Não ouve, na Câmara dos Deputados, o líder oposicionista vociferando. Caminha no campo e apenas repara que ali corre água, que mais adiante faz calor. Para onde vai o operário? Teria vergonha de chamá-lo meu irmão. Ele sabe que não é, nunca foi meu irmão, que não nos entenderemos nunca. E me despreza... Ou talvez seja eu próprio que me despreze a seus olhos. Tenho vergonha e vontade de encará-lo: uma fascinação quase me obriga a pular a janela, a cair em frente dele, sustar-lhe a marcha, pelo menos implorar-lhe que suste a marcha. Agora está caminhando no mar. Eu pensava que isso fosse privilégio de alguns santos e de navios. Mas não há nenhuma santidade no operário, e não vejo rodas nem hélices no seu corpo, aparentemente banal. Sinto que o mar se acovardou e deixou-o passar. Onde estão nossos exércitos que não impediram o milagre? Mas agora vejo que o operário está cansado e que se molhou, não muito, mas se molhou, e peixes escorrem de suas mãos. Vejo-o que se volta e me dirige um sorriso úmido. A palidez e confusão do seu rosto são a própria tarde que se decompõe. Daqui a um minuto será noite e estaremos irremediavelmente separados pelas circunstâncias atmosféricas, eu em terra firme, ele no meio do mar. Único e precário agente de ligação entre nós, seu sorriso cada vez mais frio atravessa as grandes massas líquidas, choca-se contra as formações salinas, as fortalezas da costa, as medusas, atravessa tudo e vem beijar-me o rosto, trazer-me uma esperança de compreensão. Sim, quem sabe se um dia o compreenderei?


                                                                  Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo.

    Atente para as seguintes afirmações relativas ao texto de Drummond, considerado no contexto da obra a que pertence:


    I. A referência inicial aos modos de se representar o operário sugere uma crítica do poeta aos estereótipos presentes na literatura da época em que o texto foi escrito.


    II. O alcance simbólico da figura do operário depende, inclusive, do fato de que, no texto, ele é constituído por tensões que o fazem, ao mesmo tempo, comum e extraordinário, familiar e enigmático, próximo e longínquo etc.


    III. A imagem do operário que anda sobre o mar pode simbolizar a criação prodigiosa de um mundo novo a “vida futura” , igualmente anunciado em símbolos como o das “mãos dadas”, o da “aurora”, o do “sangue redentor”, também presentes no livro.


    Está correto o que se afirma em

    Escolha uma alternativa para a questão fb8fa810-3b
  • FB8AEF2C-3B

    Português

    Problemas da língua culta
    USP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

                                         O OPERÁRIO NO MAR


          Na rua passa um operário. Como vai firme! Não tem blusa. No conto, no drama, no discurso político, a dor do operário está na sua blusa azul, de pano grosso, nas mãos grossas, nos pés enormes, nos desconfortos enormes. Esse é um homem comum, apenas mais escuro que os outros, e com uma significação estranha no corpo, que carrega desígnios e segredos. Para onde vai ele, pisando assim tão firme? Não sei. A fábrica ficou lá atrás. Adiante é só o campo, com algumas árvores, o grande anúncio de gasolina americana e os fios, os fios, os fios. O operário não lhe sobra tempo de perceber que eles levam e trazem mensagens, que contam da Rússia, do Araguaia, dos Estados Unidos. Não ouve, na Câmara dos Deputados, o líder oposicionista vociferando. Caminha no campo e apenas repara que ali corre água, que mais adiante faz calor. Para onde vai o operário? Teria vergonha de chamá-lo meu irmão. Ele sabe que não é, nunca foi meu irmão, que não nos entenderemos nunca. E me despreza... Ou talvez seja eu próprio que me despreze a seus olhos. Tenho vergonha e vontade de encará-lo: uma fascinação quase me obriga a pular a janela, a cair em frente dele, sustar-lhe a marcha, pelo menos implorar-lhe que suste a marcha. Agora está caminhando no mar. Eu pensava que isso fosse privilégio de alguns santos e de navios. Mas não há nenhuma santidade no operário, e não vejo rodas nem hélices no seu corpo, aparentemente banal. Sinto que o mar se acovardou e deixou-o passar. Onde estão nossos exércitos que não impediram o milagre? Mas agora vejo que o operário está cansado e que se molhou, não muito, mas se molhou, e peixes escorrem de suas mãos. Vejo-o que se volta e me dirige um sorriso úmido. A palidez e confusão do seu rosto são a própria tarde que se decompõe. Daqui a um minuto será noite e estaremos irremediavelmente separados pelas circunstâncias atmosféricas, eu em terra firme, ele no meio do mar. Único e precário agente de ligação entre nós, seu sorriso cada vez mais frio atravessa as grandes massas líquidas, choca-se contra as formações salinas, as fortalezas da costa, as medusas, atravessa tudo e vem beijar-me o rosto, trazer-me uma esperança de compreensão. Sim, quem sabe se um dia o compreenderei?


                                                                  Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo.

    Dentre estas propostas de substituição para diferentes trechos do texto, a única que NÃO está correta do ponto de vista da norma-padrão é:
    Escolha uma alternativa para a questão fb8aef2c-3b
  • FB70AA6B-3B

    Português

    Formação das Palavras: Composição, Derivação, Hibridismo, Onomatopeia e Abreviação
    USP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

         E Jerônimo via e escutava, sentindo ir-se-lhe toda a alma pelos olhos enamorados.

         Naquela mulata estava o grande mistério, a síntese das impressões que ele recebeu chegando aqui: ela era a luz ardente do meio-dia; ela era o calor vermelho das sestas da fazenda; era o aroma quente dos trevos e das baunilhas, que o atordoara nas matas brasileiras; era a palmeira virginal e esquiva que se não torce a nenhuma outra planta; era o veneno e era o açúcar gostoso; era o sapoti mais doce que o mel e era a castanha do caju, que abre feridas com o seu azeite de fogo; ela era a cobra verde e traiçoeira, a lagarta viscosa, a muriçoca doida, que esvoaçava havia muito tempo em torno do corpo dele, assanhando-lhe os desejos, acordando-lhe as fibras embambecidas pela saudade da terra, picando-lhe as artérias, para lhe cuspir dentro do sangue uma centelha daquele amor setentrional, uma nota daquela música feita de gemidos de prazer, uma larva daquela nuvem de cantáridas que zumbiam em torno da Rita Baiana e espalhavam-se pelo ar numa fosforescência afrodisíaca.


                                                                                                                Aluísio Azevedo, O cortiço.

    O conceito de hiperônimo (vocábulo de sentido mais genérico em relação a outro) aplica-se à palavra “planta” em relação a “palmeira”, “trevos”, “baunilha” etc., todas presentes no texto. Tendo em vista a relação que estabelece com outras palavras do texto, constitui também um hiperônimo a palavra
    Escolha uma alternativa para a questão fb70aa6b-3b
  • FB6A939C-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

                                                     Capítulo CVII

                                                          Bilhete


          “Não houve nada, mas ele suspeita alguma cousa; está muito sério e não fala; agora saiu. Sorriu uma vez somente, para Nhonhô, depois de o fitar muito tempo, carrancudo. Não me tratou mal nem bem. Não sei o que vai acontecer; Deus queira que isto passe. Muita cautela, por ora, muita cautela.”


                                                         Capítulo CVIII

                                                    Que se não entende


          Eis aí o drama, eis aí a ponta da orelha trágica de Shakespeare. Esse retalhinho de papel, garatujado em partes, machucado das mãos, era um documento de análise, que eu não farei neste capítulo, nem no outro, nem talvez em todo o resto do livro. Poderia eu tirar ao leitor o gosto de notar por si mesmo a frieza, a perspicácia e o ânimo dessas poucas linhas traçadas à pressa; e por trás delas a tempestade de outro cérebro, a raiva dissimulada, o desespero que se constrange e medita, porque tem de resolver-se na lama, ou no sangue, ou nas lágrimas?


                                                               Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas.

    Os seguintes aspectos compositivos considerados pelo narrador do excerto: concentração e economia de meios expressivos, orientação realista e analítica, previsão do papel do leitor na construção do sentido do texto, suprindo o que, neste, é implícito ou lacunar, podem também caracterizar, principalmente, a obra
    Escolha uma alternativa para a questão fb6a939c-3b
  • FB65B30B-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

                                                     Capítulo CVII

                                                          Bilhete


          “Não houve nada, mas ele suspeita alguma cousa; está muito sério e não fala; agora saiu. Sorriu uma vez somente, para Nhonhô, depois de o fitar muito tempo, carrancudo. Não me tratou mal nem bem. Não sei o que vai acontecer; Deus queira que isto passe. Muita cautela, por ora, muita cautela.”


                                                         Capítulo CVIII

                                                    Que se não entende


          Eis aí o drama, eis aí a ponta da orelha trágica de Shakespeare. Esse retalhinho de papel, garatujado em partes, machucado das mãos, era um documento de análise, que eu não farei neste capítulo, nem no outro, nem talvez em todo o resto do livro. Poderia eu tirar ao leitor o gosto de notar por si mesmo a frieza, a perspicácia e o ânimo dessas poucas linhas traçadas à pressa; e por trás delas a tempestade de outro cérebro, a raiva dissimulada, o desespero que se constrange e medita, porque tem de resolver-se na lama, ou no sangue, ou nas lágrimas?


                                                               Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas.

    Ao comentar o bilhete de Virgília, o narrador se vale, principalmente, do seguinte recurso retórico:
    Escolha uma alternativa para a questão fb65b30b-3b
  • FB4D9620-3B

    Português

    Flexão verbal de número (singular, plural)
    USP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

                          Imagem da questão de Português, USP 2014, Flexão verbal de número (singular, plural)

    Considere os seguintes comentários sobre diferentes elementos linguísticos presentes no texto:


    I. Em “alcançou o capanga um casal de velhinhos” (L. 1-2), o contexto permite identificar qual é o sujeito, mesmo este estando posposto.


    II. O verbo sublinhado no trecho “que seguiam diante dele o mesmo caminho” (L. 2-3) poderia estar no singular sem prejuízo para a correção gramatical.


    III. No trecho “que destinavam eles uns cinquenta mil-réis” (L. 5), podeͲse apontar um uso informal do pronome pessoal reto “eles”, como na frase “Você tem visto eles por aí?”.


    Está correto o que se afirma em

    Escolha uma alternativa para a questão fb4d9620-3b
  • FB48940D-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Como sabemos, o efeito de um livro sobre nós, mesmo no que se refere à simples informação, depende de muita coisa além do valor que ele possa ter. Depende do momento da vida em que o lemos, do grau do nosso conhecimento, da finalidade que temos pela frente. Para quem pouco leu e pouco sabe, um compêndio de ginásio pode ser a fonte reveladora. Para quem sabe muito, um livro importante não passa de chuva no molhado. Além disso, há as afinidades profundas, que nos fazem afinar com certo autor (e portanto aproveitá-lo ao máximo) e não com outro, independente da valia de ambos. 


                                                                        Antonio Candido, “Dez livros para entender o Brasil". 

                                                                                                Teoria e debate. Ed. 45, 01/07/2000. 


    Constitui recurso estilístico do texto


    I. a combinação da variedade culta da língua escrita, que nele é predominante, com expressões mais comuns na língua oral;


    II. a repetição de estruturas sintáticas, associada ao emprego de vocabulário corrente, com feição didática;


    III. o emprego dominante do jargão científico, associado à exploração intensiva da intertextualidade.


    Está correto apenas o que se indica em

    Escolha uma alternativa para a questão fb48940d-3b
  • 010C8276-39

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    PUC - RJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
                                                        An Italian Holiday Home For One Euro.

    Are you looking for a holiday home in Italy? Why not buy a home in the picturesque town of Gangi for one Euro? This offer may seem too good to be true, but there's a catch: you have to promise to renovate the property within three years and this could cost you €20,000. Gangi's mayor came up with the idea to put some life back into the Sicilian town. Poverty caused many inhabitants to leave after World War II. The idea is attracting interest from all over the world. Would you buy one of these homes?

    Disponível em: <http://tinytexts.wordpress.com/>. Acesso em: setembro de 2014
    These words from the text: picturesque, too good to be true, catch, came up, poverty could be replaced with no change in their meanings for the following words respectively.
    Escolha uma alternativa para a questão 010c8276-39
  • 010806F0-39

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    PUC - RJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
                                                     Read the text and answer the following question.

    The master's program “British and American Cultures: Texts and Media" deals with the cultural productions of Great Britain and the United States of America in all their forms and variations. In addition to the research-oriented examination of English and American literature from their beginnings to the present day, the program also focuses on contemporary theoretical and critical discourses such as postcolonial studies, cultural studies, gender studies, performance studies, and media studies. From the dramas of Shakespeare to the representation of gender in American and British television, from Hamlet to the narrative forms of new media, a broad spectrum of texts will be discussed from multiple theoretical and methodological perspectives. Students will learn advanced analytical skills in dealing with fiction, poetry, drama, photography, movies, paintings, comics, and music. The course puts a special emphasis on innovative didactic methods of communication and on independent research work conducted by students. These approaches include, for example, the guided organization of a conference, symposium, or publication during which the students will be showcasing their own projects or research papers. Students will attend seminars and lectures in both English and American Studies with the option to specialize in one of these disciplines in the later part of the program.

    Disponível em:
    <http://www.uni hamburg.de/iaa/Master_British_and_American_Cultures.html>. Acesso em: setembro 2014.
    The words highlighted in the text: deals, examination, broad, research and option could be replaced by the following with no change in their meanings:
    Escolha uma alternativa para a questão 010806f0-39
  • 00FDF7D2-39

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    PUC - RJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
                                Brainy, Yes, but Far From Handy

    STANFORD, Calif. — In factories and warehouses, robots routinely outdo humans in strength and precision. Artificial intelligence software can drive cars, beat grandmasters at chess and leave “Jeopardy!" champions in the dust.
    But machines still lack a critical element that will keep them from eclipsing most human capabilities anytime soon: a well-developed sense of touch.
    Consider Dr. Nikolas Blevins, a head and neck surgeon at Stanford Health Care who routinely performs ear operations requiring that he shave away bone deftly enough to leave an inner surface as thin as the membrane in an eggshell.
    Dr. Blevins is collaborating with the roboticists J. Kenneth Salisbury and Sonny Chan on designing software that will make it possible to rehearse these operations before performing them. The program blends X-ray and magnetic resonance imaging data to create a vivid three-dimensional model of the inner ear, allowing the surgeon to practice drilling away bone, to take a visual tour of the patient's skull and to virtually “feel" subtle differences in cartilage, bone and soft tissue. Yet no matter how thorough or refined, the software provides only the roughest approximation of Dr. Blevins's sensitive touch.

    Disponível em: <http://www.nytimes.com/2014/09/02/science/robot-touch.html?ref=science>. Acesso em: setembro de 2014.
    Select the alternative that is TRUE to the text.
    Escolha uma alternativa para a questão 00fdf7d2-39
  • 00B55E76-39

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Sobre o romance Inocência, de Visconde de Taunay, é CORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 00b55e76-39
  • 008D8492-39

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
    PUC - RJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    O texto que segue é uma adaptação do texto “Café da manhã é a refeição mais importante do dia?", publicado no site da revista Galileu, e serve de base para responder à  questão.

    Lembra(1) daquele tempo quando o café da manhã era, segundo todos os nutricionistas e estudiosos, além (claro) do senso-comum, a refeição mais importante do dia? É, tipo, até agora há pouco. Essa é a boa notícia que temos pra você, pessoa que por acaso não gosta de comer de manhã: tá tudo bem. Mesmo.

    Na última semana, a colunista de nutrição do jornal norte-americano The New York Times, Gretchen Reynolds, falou de dois estudos que contestam essa versão de que o café da manhã seja a refeição mais importante do dia e que seja tão importante pra perda de peso, por exemplo. Um deles, da Universidade do Alabama, recrutou(2) 300 voluntários tentando perder peso, que aleatoriamente foram orientados para pular o café da manhã, tomar sempre café da manhã ou apenas seguir com seus hábitos, seja(3) eles quais fossem. Seis semanas depois, os voluntários voltaram ao laboratório: ninguém perdeu mais de 500 gramas. Comer ou não comer café da manhã não afetou(4) o peso de ninguém.
    O outro estudo, da Universidade de Bath, conferiu a taxa metabólica, níveis de colesterol e de açúcar no sangue de 33 participantes e então designou, aleatoriamente, que parte deles comesse(5) ou pulasse a refeição da manhã. Depois de seis semanas, o peso, taxa metabólica em repouso, colesterol e o açúcar no sangue dos voluntários não foram afetados, independente se o café da manhã fizesse parte de seus hábitos ou não. A única diferença: quem comia de manhã parecia se movimentar mais nessa parte do dia.

    Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com>. Acesso em: 30 de set. 2014.
    Às vezes, os revisores de textos “cochilam” e deixam passar alguma impropriedade gramatical. É o que acontece no texto “Café da manhã é a refeição mais importante do dia?”. Apresenta impropriedade, quanto à concordância e ao tempo, a forma verbal destacada em:
    Escolha uma alternativa para a questão 008d8492-39
  • 00839BDB-39

    Português

    Gêneros Textuais
    PUC - RJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Os gêneros textuais estão vinculados à nossa vida social e organizam nossas atividades comunicativas.
    Todo texto pertence a um gênero, como o que segue:

    Escritores jovens para jovens leitores

    Fábulas para o Ano 2000 (Rodrigo Lacerda e Gustavo Martins; Ilustrações de Paulo Batista; 80 p.; Lemos Editorial; 0800-177899; 10 reais)

    Novos autores sempre surgem, mas autores novíssimos são bem mais raros. Gustavo Martins tem apenas 15 anos e, antes que você se espante com isso, é bom lembrar que ele publicou seu primeiro livro aos 8 anos, o que lhe valeu uma menção no Guinness, o livro dos recordes. Rodrigo Lacerda, de 29 anos, convenhamos, também é um jovem autor se comparado, por exemplo, aos medalhões da Academia de Letras. Mas o que interessa mesmo é que ambos fazem ótima literatura. Estas fábulas são a melhor prova disso. Com talento e bom humor, eles adaptaram histórias tradicionais, como A Princesa e o Sapo ou Os Três Porquinhos, aos tempos modernos. O resultado foi uma espécie de cyber-conto-de-fadas, onde uma rã transforma-se em princesa e casa-se com um metaleiro ou três porquinhos sem-terra encaram um lobo latifundiário. Para manter o espírito edificante, os autores não abriram mão da famosa "moral da história" no final de cada conto. Um exemplo: "Os Powers Rangers podem até vencer o monstrão, desde que ele não tenha um bom advogado". Moderníssimo.

    Fonte: Disponível em: <http://galileu.globo.com/edic/91/cultura> Acesso em 30 de out. 2014.
    Assinale a alternativa que CORRETAMENTE classifica o gênero do texto lido.
    Escolha uma alternativa para a questão 00839bdb-39
  • 67A91083-36

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

                                       texto 1

              Entre o espaço público e o privado

    01       Excluídos da sociedade, os moradores de rua

    02  ressignificam o único espaço que lhes foi permitido

    03  ocupar, o espaço público, transformando-o em

    04  seu “lugar”, um espaço privado. Espalhados pelos

    05  ambientes coletivos da cidade, fazendo comida no

    06  asfalto, arrumando suas camas, limpando as calçadas

    07  como se estivessem dentro de uma casa: assim vivem

    08  os moradores de rua. Ao andar pelas ruas de São

    09  Paulo, vemos essas pessoas dormindo nas calçadas,

    10  passando por situações constrangedoras, pedindo

    11  esmolas para sobreviver. Essa é a realidade das

    12  pessoas que fazem da rua sua casa e nela constroem

    13  sua intimidade. Assim, a ideia de individualização que

    14  está nas casas, na separação das coisas por cômodos

    15  e quartos que servem para proteger a intimidade do

    16  indivíduo, ganha outro sentido. O viver nas ruas, um

    17  lugar aparentemente inabitável, tem sua própria lógica

    18  de funcionamento, que vai além das possibilidades.

    19                   A relação que o homem estabelece com o

    20  espaço que ocupa é uma das mais importantes para

    21  sua sobrevivência. As mudanças de comportamento

    22  social foram sempre precedidas de mudanças físicas

    23  de local. Por mais que a rua não seja um local para

    24  viver, já que se trata de um ambiente público, de

    25  passagem e não de permanência, ela acaba sendo,

    26  senão única, a mais viável opção. Alguns pensadores

    27  já apontam que a habitação é um ponto base e

    28  adquire uma importância para harmonizar a vida.

    29 O pensador Norberto Elias comenta que “o quarto

    30 de dormir tornou-se uma das áreas mais privadas

    31 e íntimas da vida humana. Suas paredes visíveis

    32 e invisíveis vedam os aspectos mais ‘privados’,

    33 ‘íntimos’, irrepreensivelmente ‘animais’ da nossa

    34 existência à vista de outras pessoas”.

    35    O modo como essas pessoas constituem o único

    36 espaço que lhes foi permitido indica que conseguiram

    37 transformá-lo em “seu lugar”, que aproximaram, cada

    38 um à sua maneira, dois mundos nos quais estamos

    39 inseridos: o público e o privado.

    RODRIGUES, Robson. Moradores de uma terra sem dono. (fragmento adaptado)In:http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/

    ESSO/edicoes/32/artigo194186-4.asp.

    Acesso em 21/8/2014.


                                       TEXTO 2

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2014, Interpretação de Textos

    Disponível em: http://www.jornaldaregiaosudeste.com.br/noticias/intensifi cada-campanha--dar-esmolas-nao-ajuda.

    Acesso em 29/8/2014.

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base nos textos 1 e 2.

    Pela leitura dos textos, é possível chegar à seguinte conclusão:

    Escolha uma alternativa para a questão 67a91083-36
  • 678E6DD8-36

    Português

    Conjunções: Relação de causa e consequência
    PUC - RS · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto


                   Entre o espaço público e o privado


    01         Excluídos da sociedade, os moradores de rua

    02  ressignificam o único espaço que lhes foi permitido

    03   ocupar, o espaço público, transformando-o em

    04  seu “lugar”, um espaço privado. Espalhados pelos

    05  ambientes coletivos da cidade, fazendo comida no

    06  asfalto, arrumando suas camas, limpando as calçadas

    07 como se estivessem dentro de uma casa: assim vivem

    08  os moradores de rua. Ao andar pelas ruas de São

    09  Paulo, vemos essas pessoas dormindo nas calçadas,

    10  passando por situações constrangedoras, pedindo

    11  esmolas para sobreviver. Essa é a realidade das

    12  pessoas que fazem da rua sua casa e nela constroem

    13  sua intimidade. Assim, a ideia de individualização que

    14 está nas casas, na separação das coisas por cômodos

    15  e quartos que servem para proteger a intimidade do

    16  indivíduo, ganha outro sentido. O viver nas ruas, um

    17 lugar aparentemente inabitável, tem sua própria lógica

    18  de funcionamento, que vai além das possibilidades.

    19                  A relação que o homem estabelece com o

    20  espaço que ocupa é uma das mais importantes para

    21  sua sobrevivência. As mudanças de comportamento

    22  social foram sempre precedidas de mudanças físicas

    23  de local. Por mais que a rua não seja um local para

    24  viver, já que se trata de um ambiente público, de

    25 passagem e não de permanência, ela acaba sendo,

    26 senão única, a mais viável opção. Alguns pensadores

    27  já apontam que a habitação é um ponto base e

    28  adquire uma importância para harmonizar a vida.

    29 O pensador Norberto Elias comenta que “o quarto

    30 de dormir tornou-se uma das áreas mais privadas

    31 e íntimas da vida humana. Suas paredes visíveis

    32  e invisíveis vedam os aspectos mais ‘privados’,

    33 ‘íntimos’, irrepreensivelmente ‘animais’ da nossa

    34  existência à vista de outras pessoas”.

    35         O modo como essas pessoas constituem o único

    36  espaço que lhes foi permitido indica que conseguiram

    37  transformá-lo em “seu lugar”, que aproximaram, cada

    38  um à sua maneira, dois mundos nos quais estamos

    39  inseridos: o público e o privado.


    RODRIGUES, Robson. Moradores de uma terra sem dono

    (fragmento adaptado) In: http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/

    ESSO/edicoes/32/artigo194186-4.asp.

    Acesso em 21/8/2014.

    Levando em conta o sentido original e a correção do texto, o trecho _________ pode ser substituído por _________.
    Escolha uma alternativa para a questão 678e6dd8-36
  • 678201EA-36

    Português

    Morfologia - Verbos
    PUC - RS · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto


                   Entre o espaço público e o privado


    01         Excluídos da sociedade, os moradores de rua

    02  ressignificam o único espaço que lhes foi permitido

    03   ocupar, o espaço público, transformando-o em

    04  seu “lugar”, um espaço privado. Espalhados pelos

    05  ambientes coletivos da cidade, fazendo comida no

    06  asfalto, arrumando suas camas, limpando as calçadas

    07 como se estivessem dentro de uma casa: assim vivem

    08  os moradores de rua. Ao andar pelas ruas de São

    09  Paulo, vemos essas pessoas dormindo nas calçadas,

    10  passando por situações constrangedoras, pedindo

    11  esmolas para sobreviver. Essa é a realidade das

    12  pessoas que fazem da rua sua casa e nela constroem

    13  sua intimidade. Assim, a ideia de individualização que

    14 está nas casas, na separação das coisas por cômodos

    15  e quartos que servem para proteger a intimidade do

    16  indivíduo, ganha outro sentido. O viver nas ruas, um

    17 lugar aparentemente inabitável, tem sua própria lógica

    18  de funcionamento, que vai além das possibilidades.

    19                  A relação que o homem estabelece com o

    20  espaço que ocupa é uma das mais importantes para

    21  sua sobrevivência. As mudanças de comportamento

    22  social foram sempre precedidas de mudanças físicas

    23  de local. Por mais que a rua não seja um local para

    24  viver, já que se trata de um ambiente público, de

    25 passagem e não de permanência, ela acaba sendo,

    26 senão única, a mais viável opção. Alguns pensadores

    27  já apontam que a habitação é um ponto base e

    28  adquire uma importância para harmonizar a vida.

    29 O pensador Norberto Elias comenta que “o quarto

    30 de dormir tornou-se uma das áreas mais privadas

    31 e íntimas da vida humana. Suas paredes visíveis

    32  e invisíveis vedam os aspectos mais ‘privados’,

    33 ‘íntimos’, irrepreensivelmente ‘animais’ da nossa

    34  existência à vista de outras pessoas”.

    35         O modo como essas pessoas constituem o único

    36  espaço que lhes foi permitido indica que conseguiram

    37  transformá-lo em “seu lugar”, que aproximaram, cada

    38  um à sua maneira, dois mundos nos quais estamos

    39  inseridos: o público e o privado.


    RODRIGUES, Robson. Moradores de uma terra sem dono

    (fragmento adaptado) In: http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/

    ESSO/edicoes/32/artigo194186-4.asp.

    Acesso em 21/8/2014.

    Quanto ao emprego dos verbos no texto, NÃO é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 678201ea-36
  • 6777A12C-36

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto


                   Entre o espaço público e o privado


    01         Excluídos da sociedade, os moradores de rua

    02  ressignificam o único espaço que lhes foi permitido

    03   ocupar, o espaço público, transformando-o em

    04  seu “lugar”, um espaço privado. Espalhados pelos

    05  ambientes coletivos da cidade, fazendo comida no

    06  asfalto, arrumando suas camas, limpando as calçadas

    07 como se estivessem dentro de uma casa: assim vivem

    08  os moradores de rua. Ao andar pelas ruas de São

    09  Paulo, vemos essas pessoas dormindo nas calçadas,

    10  passando por situações constrangedoras, pedindo

    11  esmolas para sobreviver. Essa é a realidade das

    12  pessoas que fazem da rua sua casa e nela constroem

    13  sua intimidade. Assim, a ideia de individualização que

    14 está nas casas, na separação das coisas por cômodos

    15  e quartos que servem para proteger a intimidade do

    16  indivíduo, ganha outro sentido. O viver nas ruas, um

    17 lugar aparentemente inabitável, tem sua própria lógica

    18  de funcionamento, que vai além das possibilidades.

    19                  A relação que o homem estabelece com o

    20  espaço que ocupa é uma das mais importantes para

    21  sua sobrevivência. As mudanças de comportamento

    22  social foram sempre precedidas de mudanças físicas

    23  de local. Por mais que a rua não seja um local para

    24  viver, já que se trata de um ambiente público, de

    25 passagem e não de permanência, ela acaba sendo,

    26 senão única, a mais viável opção. Alguns pensadores

    27  já apontam que a habitação é um ponto base e

    28  adquire uma importância para harmonizar a vida.

    29 O pensador Norberto Elias comenta que “o quarto

    30 de dormir tornou-se uma das áreas mais privadas

    31 e íntimas da vida humana. Suas paredes visíveis

    32  e invisíveis vedam os aspectos mais ‘privados’,

    33 ‘íntimos’, irrepreensivelmente ‘animais’ da nossa

    34  existência à vista de outras pessoas”.

    35         O modo como essas pessoas constituem o único

    36  espaço que lhes foi permitido indica que conseguiram

    37  transformá-lo em “seu lugar”, que aproximaram, cada

    38  um à sua maneira, dois mundos nos quais estamos

    39  inseridos: o público e o privado.


    RODRIGUES, Robson. Moradores de uma terra sem dono

    (fragmento adaptado) In: http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/

    ESSO/edicoes/32/artigo194186-4.asp.

    Acesso em 21/8/2014.

    Pela leitura do texto, é possível concluir que
    Escolha uma alternativa para a questão 6777a12c-36
  • CF8EF691-36

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    PUC - RS · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

                              Imagem da questão de Inglês, PUC - RS 2014, Interpretação de texto | Reading comprehension

    A frase “But without high-resolution images from more areas, researchers cannot tell whether subduction might also be happening in other locations” (linhas 25 a 27) poderia ser assim compreendida:
    Escolha uma alternativa para a questão cf8ef691-36
  • CF7DBEA9-36

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    PUC - RS · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

                              Imagem da questão de Inglês, PUC - RS 2014, Interpretação de texto | Reading comprehension

    According to the text,
    Escolha uma alternativa para a questão cf7dbea9-36