Questões do ENEM: Linguagens e nível médio

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8.516 questões encontradas. Mostrando a página 288 de 426.

  • CF24CBF3-36

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , preencha as lacunas.


    O autor gaúcho ________, no conto “Negro Bonifácio”, relata, por meio de uma linguagem ________, um confronto violento depois de uma ________

    Escolha uma alternativa para a questão cf24cbf3-36
  • CF17A259-36

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , leia o trecho de O cortiço, de Aluísio de Azevedo, e preencha as lacunas.


    Bertoleza é que continuava na cepa torta, sempre a mesma crioula suja, sempre atrapalhada de serviço, sem domingo nem dia santo: essa, em nada, em nada absolutamente, participava das novas regalias do amigo: pelo contrário, à medida que ele galgava posição social, a desgraçada fazia-se mais e mais escrava e rasteira.


    A personagem Bertoleza em O cortiço, de Aluísio de Azevedo, representa o fatalismo_________ que se presentifica em muitas obras _________, pautadas pela forte influência de escritores franceses como _________.

    Escolha uma alternativa para a questão cf17a259-36
  • 995C5CEC-35

    Inglês

    Sinônimos | Synonyms
    UNESP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder à  questão.


                                                 Urban Development – Solid Waste Management


    Imagem da questão de Inglês, UNESP 2014, Sinônimos | Synonyms

       Ask a mayor of a developing country city about his or her most pressing problems, and solid waste management generally will be high on the list. For many cities, solid waste management is their single largest budget item and largest employer.

       It is also a critical matter of public health, environmental quality, quality of life, and economic development. A city that cannot effectively manage its waste is rarely able to manage more complex services such as health, education or transportation. And no one wants to live in a city surrounded by garbage.

       As the world urbanizes, the situation is becoming more acute. More people mean more garbage, especially in fastgrowing cities where the bulk of waste is generated. We estimate that cities currently generate roughly 1.3 billion tonnes of solid waste per year; with current urbanization trends, this figure will grow to 2.2 billion tonnes per year by 2025 – an increase of 70 percent.

       Managing waste will also become more expensive. Expenditures that today total $205 billion will grow to $375 billion. The cost impacts will be most severe in low income countries already struggling to meet basic social and infrastructure needs, particularly for their poorest residents.

           Because it is such a major issue, waste management also represents a great opportunity for cities. Managed well, solid waste management practices can reduce greenhouse gas emission levels in a city, including short-lived climate pollutants that are far more potent than carbon dioxide. A city's ability to keep solid waste out of drainage ditches can also influence whether a neighborhood floods after a heavy storm.

                                                                                                                             (www.worldbank.org. Adaptado.)

    No trecho do último parágrafo – A city’s ability to keep solid waste out of drainage ditches can also influence whether a neighborhood floods after a heavy storm. –, a palavra whether pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
    Escolha uma alternativa para a questão 995c5cec-35
  • 990C5698-35

    Português

    Adjetivos
    UNESP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    A  questão, abordam um fragmento de um artigo de Mônica Fantin sobre o uso dos tablets no ensino, postado na seção de blogues do jornal Gazeta do Povo em 16.05.2013:

                                                          Tablets nas escolas


        Ou seja, não é suficiente entregar equipamentos tecnológicos cada vez mais modernos sem uma perspectiva de formação de qualidade e significativa, e sem avaliar os programas anteriores. O risco é de cometer os mesmos equívocos e não potencializar as boas práticas, pois muda a tecnologia, mas as práticas continuam quase as mesmas.

       Com isso, podemos nos perguntar pelos desafios da didática diante da cultura digital: o tablet na sala de aula modifica a prática dos professores e o cotidiano escolar? Em que medida ele modifica as condições de aprendizagem dos estudantes? Evidentemente isso pode se desdobrar em inúmeras outras questões sobre a convergência de tecnologias e linguagens, sobre o acesso às redes na sala de aula e sobre a necessidade de mediações na perspectiva dos novos letramentos e alfabetismos nas múltiplas linguagens.


       Outra questão que é preciso pensar diz respeito aos conteúdos digitais. Os conteúdos que estão sendo produzidos para os tablets realmente oferecem a potencialidade do meio e sua arquitetura multimídia ou apenas estão servindo como leitores de textos com os mesmos conteúdos dos livros didáticos? Quem está produzindo tais conteúdos digitais? De que forma são escolhidos e compartilhados?

       Ou seja, pensar na potencialidade que o tablet oferece na escola — acessar e produzir imagens, vídeos, textos na diversidade de formas e conteúdos digitais — implica em repensar a didática e as possibilidades de experiências e práticas educativas, midiáticas e culturais na escola ao lado de questões econômicas e sociais mais amplas. E isso necessariamente envolve a reflexão crítica sobre os saberes e fazeres que estamos produzindo e compartilhando na cultura digital.

                                                                             (Tablets nas escolas. www.gazetadopovo.com.br. Adaptado.)


    O adjetivo midiático, empregado no feminino plural (midiáticas), diz respeito a
    Escolha uma alternativa para a questão 990c5698-35
  • 990343DD-35

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    A  questão, abordam um fragmento de um artigo de Mônica Fantin sobre o uso dos tablets no ensino, postado na seção de blogues do jornal Gazeta do Povo em 16.05.2013:

                                                          Tablets nas escolas


        Ou seja, não é suficiente entregar equipamentos tecnológicos cada vez mais modernos sem uma perspectiva de formação de qualidade e significativa, e sem avaliar os programas anteriores. O risco é de cometer os mesmos equívocos e não potencializar as boas práticas, pois muda a tecnologia, mas as práticas continuam quase as mesmas.

       Com isso, podemos nos perguntar pelos desafios da didática diante da cultura digital: o tablet na sala de aula modifica a prática dos professores e o cotidiano escolar? Em que medida ele modifica as condições de aprendizagem dos estudantes? Evidentemente isso pode se desdobrar em inúmeras outras questões sobre a convergência de tecnologias e linguagens, sobre o acesso às redes na sala de aula e sobre a necessidade de mediações na perspectiva dos novos letramentos e alfabetismos nas múltiplas linguagens.


       Outra questão que é preciso pensar diz respeito aos conteúdos digitais. Os conteúdos que estão sendo produzidos para os tablets realmente oferecem a potencialidade do meio e sua arquitetura multimídia ou apenas estão servindo como leitores de textos com os mesmos conteúdos dos livros didáticos? Quem está produzindo tais conteúdos digitais? De que forma são escolhidos e compartilhados?

       Ou seja, pensar na potencialidade que o tablet oferece na escola — acessar e produzir imagens, vídeos, textos na diversidade de formas e conteúdos digitais — implica em repensar a didática e as possibilidades de experiências e práticas educativas, midiáticas e culturais na escola ao lado de questões econômicas e sociais mais amplas. E isso necessariamente envolve a reflexão crítica sobre os saberes e fazeres que estamos produzindo e compartilhando na cultura digital.

                                                                             (Tablets nas escolas. www.gazetadopovo.com.br. Adaptado.)


    Com a expressão potencializar as boas práticas, a autora salienta que
    Escolha uma alternativa para a questão 990343dd-35
  • 98FD8AC9-35

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à  questão, leia o fragmento de um romance de Érico Veríssimo (1905-1975).

        O defunto dominava a casa com a sua presença enorme. Anoitecia, e os homens que cercavam o morto ali na sala ainda não se haviam habituado ao seu silêncio espesso.
        Fazia um calor opressivo. Do quarto contíguo vinham soluços sem choro. Pareciam pedaços arrancados dum grito de dor único e descomunal, davam uma impressão de dilaceramento, de agonia sincopada.
        As velas ardiam e o cheiro da cera derretida se casava com o perfume adocicado das flores que cobriam o caixão. A mistura enjoativa inundava o ar como uma emanação mesma do defunto, entrava pelas narinas dos vivos e lhes dava a sensação desconfortante duma comunhão com a morte.
       O velho calvo que estava a um canto da sala, voltou a cabeça para o militar a seu lado e cochichou:
    — Está fazendo falta aqui é o Tico, capitão.
         O oficial ainda não conhecia o Tico. Era novo na cidade. Então o velho explicou. O Tico era um sujeito que sabia animar os velórios, contava histórias, tinha um jeito especial de levar a conversa, deixando todo o mundo à vontade. Sem o Tico era o diabo... Por onde andaria aquela alma?
       Entrou um homem magro, alto, de preto. Cumprimentou com um aceno discreto de cabeça, caminhou devagarinho até o cadáver e ergueu o lenço branco que lhe cobria o rosto. Por alguns segundos fitou na cara morta os olhos tristes. Depois deixou cair o lenço, afastou-se enxugando as lágrimas com as costas das mãos e entrou no quarto vizinho.
    O velho calvo suspirou.
     — Pouca gente... O militar passou o lenço pela testa suada. 
    — Muito pouca. E o calor está brabo. 
    — E ainda é cedo.
     O capitão tirou o relógio: faltava um quarto para as oito. 
    (Um lugar ao sol, 1978.)
    Assinale a alternativa em que a reformulação do último período do texto incorporou a segunda oração ao conjunto como discurso indireto estrito.
    Escolha uma alternativa para a questão 98fd8ac9-35
  • 98EF2BC3-35

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à  questão, leia o fragmento de um romance de Érico Veríssimo (1905-1975).

        O defunto dominava a casa com a sua presença enorme. Anoitecia, e os homens que cercavam o morto ali na sala ainda não se haviam habituado ao seu silêncio espesso.
        Fazia um calor opressivo. Do quarto contíguo vinham soluços sem choro. Pareciam pedaços arrancados dum grito de dor único e descomunal, davam uma impressão de dilaceramento, de agonia sincopada.
        As velas ardiam e o cheiro da cera derretida se casava com o perfume adocicado das flores que cobriam o caixão. A mistura enjoativa inundava o ar como uma emanação mesma do defunto, entrava pelas narinas dos vivos e lhes dava a sensação desconfortante duma comunhão com a morte.
       O velho calvo que estava a um canto da sala, voltou a cabeça para o militar a seu lado e cochichou:
    — Está fazendo falta aqui é o Tico, capitão.
         O oficial ainda não conhecia o Tico. Era novo na cidade. Então o velho explicou. O Tico era um sujeito que sabia animar os velórios, contava histórias, tinha um jeito especial de levar a conversa, deixando todo o mundo à vontade. Sem o Tico era o diabo... Por onde andaria aquela alma?
       Entrou um homem magro, alto, de preto. Cumprimentou com um aceno discreto de cabeça, caminhou devagarinho até o cadáver e ergueu o lenço branco que lhe cobria o rosto. Por alguns segundos fitou na cara morta os olhos tristes. Depois deixou cair o lenço, afastou-se enxugando as lágrimas com as costas das mãos e entrou no quarto vizinho.
    O velho calvo suspirou.
     — Pouca gente... O militar passou o lenço pela testa suada. 
    — Muito pouca. E o calor está brabo. 
    — E ainda é cedo.
     O capitão tirou o relógio: faltava um quarto para as oito. 
    (Um lugar ao sol, 1978.)
    A oração como uma emanação mesma do defunto sugere que
    Escolha uma alternativa para a questão 98ef2bc3-35
  • 98E7F45C-35

    Português

    Adjetivos
    UNESP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à  questão, leia o fragmento de um romance de Érico Veríssimo (1905-1975).

        O defunto dominava a casa com a sua presença enorme. Anoitecia, e os homens que cercavam o morto ali na sala ainda não se haviam habituado ao seu silêncio espesso.
        Fazia um calor opressivo. Do quarto contíguo vinham soluços sem choro. Pareciam pedaços arrancados dum grito de dor único e descomunal, davam uma impressão de dilaceramento, de agonia sincopada.
        As velas ardiam e o cheiro da cera derretida se casava com o perfume adocicado das flores que cobriam o caixão. A mistura enjoativa inundava o ar como uma emanação mesma do defunto, entrava pelas narinas dos vivos e lhes dava a sensação desconfortante duma comunhão com a morte.
       O velho calvo que estava a um canto da sala, voltou a cabeça para o militar a seu lado e cochichou:
    — Está fazendo falta aqui é o Tico, capitão.
         O oficial ainda não conhecia o Tico. Era novo na cidade. Então o velho explicou. O Tico era um sujeito que sabia animar os velórios, contava histórias, tinha um jeito especial de levar a conversa, deixando todo o mundo à vontade. Sem o Tico era o diabo... Por onde andaria aquela alma?
       Entrou um homem magro, alto, de preto. Cumprimentou com um aceno discreto de cabeça, caminhou devagarinho até o cadáver e ergueu o lenço branco que lhe cobria o rosto. Por alguns segundos fitou na cara morta os olhos tristes. Depois deixou cair o lenço, afastou-se enxugando as lágrimas com as costas das mãos e entrou no quarto vizinho.
    O velho calvo suspirou.
     — Pouca gente... O militar passou o lenço pela testa suada. 
    — Muito pouca. E o calor está brabo. 
    — E ainda é cedo.
     O capitão tirou o relógio: faltava um quarto para as oito. 
    (Um lugar ao sol, 1978.)
    A força expressiva da locução silêncio espesso resulta do fato de o substantivo e o adjetivo
    Escolha uma alternativa para a questão 98e7f45c-35
  • 98C03B95-35

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    A   questão  focaliza  uma passagem de um artigo de José Francisco Botelho e uma das ilustrações de Carlo Giovani a esse artigo.

    Compaixão   
        Considerada a maior de todas as virtudes por religiões como o budismo e o hinduísmo, a compaixão é a capacidade humana de compartilhar (ou experimentar de forma parcial) os sentimentos alheios — principalmente o sofrimento. Mas a onipresença da miséria humana faz da compaixão uma virtude potencialmente paralisante. Afogados na enchente das dores alheias, podemos facilmente cair no desespero e na inação. Por isso, a piedade tem uma reputação conturbada na história do pensamento: se alguns a apontaram como o alicerce da ética e da moral, outros viram nela uma armadilha, um mero acréscimo de tristeza a um Universo já suficientemente amargo. Porém, vale lembrar que as virtudes, para funcionarem, devem se encaixar umas às outras: quando aliado à temperança, o sentimento de comiseração pelas dores do mundo pode ser um dos caminhos que nos afastam da cratera de Averno*. Dosando com prudência uma compaixão potencialmente infinita, é possível sentirmos de forma mais intensa a felicidade, a nossa e a dos outros — como alguém que se delicia com um gole de água fresca, lembrando-se do deserto que arde lá fora.
    Isso tudo pode parecer estranho, mas o fato é que a denúncia da compaixão segue um raciocínio bastante rigoroso. O sofrimento — e todos concordam — é algo ruim. A compaixão multiplica o sofrimento do mundo, fazendo com que a dor de uma criatura seja sentida também por outra. E o que é pior: ao passar a infelicidade adiante, ela não corrige, nem remedia, nem alivia a dor original. Como essa infiltração universal da tristeza poderia ser uma virtude? No século 1 a.C., Cícero escreveu: “Por que sentir piedade, se em vez disso podemos simplesmente ajudar os sofredores? Devemos ser justos e caridosos, mas sem sofrer o que os outros sofrem".

    * Os romanos consideravam a cratera vulcânica de Averno, situada perto de Nápoles, como entrada para o mundo inferior, o mundo dos mortos, governado por Plutão.



    Por meio da expressão onipresença da miséria humana, o autor do artigo salienta que
    Escolha uma alternativa para a questão 98c03b95-35
  • 98BA3988-35

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    A  questão  toma  por base um poema satírico do poeta português João de Deus (1830-1896).
    Ossos do ofício

    Uma vez uma besta do tesouro,
    Uma besta fiscal,
    Ia de volta para a capital,
    Carregada de cobre, prata e ouro;
    E no caminho
    Encontra-se com outra carregada
    De cevada,
    Que ia para o moinho.
    Passa-lhe logo adiante
    Largo espaço,
    Coleando arrogante
    E a cada passo
    Repicando a choquilha
    Que se ouvia distante.
    Mas salta uma quadrilha
    De ladrões,
    Como leões,
    E qual mais presto
    Se lhe agarra ao cabresto.
    Ela reguinga, dá uma sacada
    Já cuidando
    Que desfazia o bando;
    Mas, coitada!
    Foi tanta a bordoada,
    Ah! que exclamava enfim
    A besta oficial:
    — Nunca imaginei tal!
    Tratada assim
    Uma besta real!...
    Mas aquela que vinha atrás de mim,
    Por que a não tratais mal?
    “Minha amiga, cá vou no meu sossego,
    Tu tens um belo emprego!
    Tu sustentas-te a fava, e eu a troços!
    Tu lá serves el-rei, e eu um moleiro!
    Ossos do ofício, que o não há sem ossos."
    (Campo de flores, s/d.)
    Na última estrofe, o comentário da besta que ia para o moinho corresponde à moral da fábula e equivale, no contexto,o provérbio:
    Escolha uma alternativa para a questão 98ba3988-35
  • 98AF4893-35

    Português

    Sintaxe
    UNESP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    A  questão  toma  por base um poema satírico do poeta português João de Deus (1830-1896).
    Ossos do ofício

    Uma vez uma besta do tesouro,
    Uma besta fiscal,
    Ia de volta para a capital,
    Carregada de cobre, prata e ouro;
    E no caminho
    Encontra-se com outra carregada
    De cevada,
    Que ia para o moinho.
    Passa-lhe logo adiante
    Largo espaço,
    Coleando arrogante
    E a cada passo
    Repicando a choquilha
    Que se ouvia distante.
    Mas salta uma quadrilha
    De ladrões,
    Como leões,
    E qual mais presto
    Se lhe agarra ao cabresto.
    Ela reguinga, dá uma sacada
    Já cuidando
    Que desfazia o bando;
    Mas, coitada!
    Foi tanta a bordoada,
    Ah! que exclamava enfim
    A besta oficial:
    — Nunca imaginei tal!
    Tratada assim
    Uma besta real!...
    Mas aquela que vinha atrás de mim,
    Por que a não tratais mal?
    “Minha amiga, cá vou no meu sossego,
    Tu tens um belo emprego!
    Tu sustentas-te a fava, e eu a troços!
    Tu lá serves el-rei, e eu um moleiro!
    Ossos do ofício, que o não há sem ossos."
    (Campo de flores, s/d.)
    Na terceira estrofe, com relação à oração principal do período de que faz parte, a oração que exclamava enfim expressa
    Escolha uma alternativa para a questão 98af4893-35
  • 98A91FF8-35

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    A  questão  toma  por base um poema satírico do poeta português João de Deus (1830-1896).
    Ossos do ofício

    Uma vez uma besta do tesouro,
    Uma besta fiscal,
    Ia de volta para a capital,
    Carregada de cobre, prata e ouro;
    E no caminho
    Encontra-se com outra carregada
    De cevada,
    Que ia para o moinho.
    Passa-lhe logo adiante
    Largo espaço,
    Coleando arrogante
    E a cada passo
    Repicando a choquilha
    Que se ouvia distante.
    Mas salta uma quadrilha
    De ladrões,
    Como leões,
    E qual mais presto
    Se lhe agarra ao cabresto.
    Ela reguinga, dá uma sacada
    Já cuidando
    Que desfazia o bando;
    Mas, coitada!
    Foi tanta a bordoada,
    Ah! que exclamava enfim
    A besta oficial:
    — Nunca imaginei tal!
    Tratada assim
    Uma besta real!...
    Mas aquela que vinha atrás de mim,
    Por que a não tratais mal?
    “Minha amiga, cá vou no meu sossego,
    Tu tens um belo emprego!
    Tu sustentas-te a fava, e eu a troços!
    Tu lá serves el-rei, e eu um moleiro!
    Ossos do ofício, que o não há sem ossos."
    (Campo de flores, s/d.)
    Empregada na segunda estrofe, a palavra choquilha não é registrada em alguns dicionários. No entanto, pelo contexto dessa estrofe, sobretudo pela presença da forma verbal repicando, torna-se possível verificar que significa
    Escolha uma alternativa para a questão 98a91ff8-35
  • 0067511F-08

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UniCEUB · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXT 2

                        Gabriel García Márquez was a Literary Giant
                                   With a Passion for Journalism

                          By Karla Zabludovsky Friday, April 18,2014

          The late Gabriel García Márquez holds a special place in the hearts of journalists.
          Like Charles Dickens, Mark Twain and Ernest Hemingway — or contemporaries like Pete Hamill and Tom Wolfe — García Márquez, a titan of 20th century literature, honed his writing skills as a reporter
    before he became a celebrated novelist.
          Even as his literary star rose, García Márquez, known colloquially across Latin America as Gabo, spoke proudly, tenderly and frequently about journalism.
          “Those who are self-taught are avid and quick, and during those bygone times, we were that to a great extent in order to keep paving the way for the best profession in the world… as we ourselves called
    it," said García Márquez during a speech about journalism at the 52nd Assembly of the Inter American Press Association in 1996.

                                                                                                                                                 Newsweek Magazine Choose the letter that best defines the phrase bygone times in the passage.
    Escolha uma alternativa para a questão 0067511f-08
  • FE7B4B93-08

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UniCEUB · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXT 2

                        Gabriel García Márquez was a Literary Giant
                                   With a Passion for Journalism

                          By Karla Zabludovsky Friday, April 18,2014

          The late Gabriel García Márquez holds a special place in the hearts of journalists.
          Like Charles Dickens, Mark Twain and Ernest Hemingway — or contemporaries like Pete Hamill and Tom Wolfe — García Márquez, a titan of 20th century literature, honed his writing skills as a reporter
    before he became a celebrated novelist.
          Even as his literary star rose, García Márquez, known colloquially across Latin America as Gabo, spoke proudly, tenderly and frequently about journalism.
          “Those who are self-taught are avid and quick, and during those bygone times, we were that to a great extent in order to keep paving the way for the best profession in the world… as we ourselves called
    it," said García Márquez during a speech about journalism at the 52nd Assembly of the Inter American Press Association in 1996.

                                                                                                                                                 Newsweek Magazine It is stated in the text that
    Escolha uma alternativa para a questão fe7b4b93-08
  • FB8E9E8E-08

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UniCEUB · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXT 1

                                 Brazil turns to drones to protect Amazon
                      By Joe Leahy in Alta Floresta, Mato Grosso. April 21,2014.

           Brazilian municipalities are turning to drones as they prepare to implement a tough new law designed to save the Amazon from total deforestation.
          Municipal authorities in the Amazon region
    , ...........1 ............. of which covers double the size of Scotland, are looking to use drones to map properties and monitor whether farmers and others are maintaining the minimum of forest cover required under the new forest code.
         “With the acquisition of a drone, we would have a better result, we would have a panoramic view of how this process of recuperation is progressing," said Gercilene Meira, a specialist with the state   environmental secretariat in the municipality of Alta Floresta, in Mato Grosso state. “We have done some tests using balloons but it was not sufficient."
          Passed in 2012, Brazil's forest code was hailed as a breakthrough in the country's efforts to protect the Amazon while maintaining its emergence as an agricultural power. It is already one of ...........2 ............. exporters of sugar, coffee, soya beans and beef.
          The law requires farmers in the Amazon to preserve up to 80 per cent of the forest on their land as well as protect springs and rivers. Those who violated previous restrictions on deforestation are required
    to recuperate parts of the lost vegetation on their lands.
          The need for the new law was highlighted last year, when deforestation of the Amazon increased for the first time in several years.

                                                                                                                                 Adapted from Financial Times According to the text, which of the following is Not true?
    Escolha uma alternativa para a questão fb8e9e8e-08
  • FA94EF30-08

    Português

    Ortografia
    UniCEUB · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa em que o plural das palavras “chapéu / cidadão / armazém / degrau / júnior” esteja correto.
    Escolha uma alternativa para a questão fa94ef30-08
  • F8AD8434-08

    Português

    Flexão verbal de número (singular, plural)
    UniCEUB · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Observe a charge abaixo e assinale a alternativa incorreta.

    Imagem da questão de Português, UniCEUB 2014, Flexão verbal de número (singular, plural)
    Escolha uma alternativa para a questão f8ad8434-08
  • F4CE2631-08

    Literatura

    Escolas Literárias
    UniCEUB · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Relacione as obras abaixo às respectivas escolas literárias e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

    ( ) CASA DE PENSÃO


        O quarto respirava todo um ar triste de desmazelo e boêmia. Fazia má impressão estar ali: o vômito de Amâncio secava-se no chão, azedando a ambiente; a louça, que servira ao último jantar, ainda coberta de gordura coalhada, aparecia dentro de uma lata abominável, cheia de contusões e comida de ferrugem. Uma banquinha, encostada à parede, dizia com o seu frio aspecto desarranjado que alguém estivera aí a trabalhar durante a noite, até que se extinguira a vela, cujas últimas gotas de estearina se derramavam melancolicamente pelas bordas de um frasco vazio de xarope Larose, que lhe fizera às vezes de castiçal. Num dos cantos amontoava-se roupa suja; em outro repousava uma máquina de fazer café, ao lado de uma garrafa de espírito de vinho. Nas cabeceiras das três camas e ao comprido das paredes, sobre jornais velhos e desbotados, dependuravam-se calças e fraques de casimira: em uma das ombreiras da janela havia umas lunetas de ouro, cuidadosamente suspensas de um prego. Por aqui e por ali pontas esmagadas de cigarro e cuspilhadas ressequidas. No meio do soalho, com o gargalo decepado, luzia uma garrafa.

    ( ) MEU ANJO

    Meu anjo tem o encanto, a maravilha
    Da espontânea canção dos passarinhos;
    Tem os seios tão alvos, tão macios
    Como o pelo sedoso dos arminhos.

    ...

    ( ) BEBA COCA COLA

    beba coca cola
    babe       cola
    beba coca
    babe cola caco
    caco
    cola

                c l o a c a
    1 - Romantismo
    2 - Naturalismo
    3 - Concretismo



    Escolha uma alternativa para a questão f4ce2631-08
  • F1EDF45A-08

    Literatura

    Escolas Literárias
    UniCEUB · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto para responder a questão.

                     Pronominais

    Dê-me um cigarro
    Diz a gramática
    Do professor e do aluno
    E do mulato sabido
    Mas o bom negro e o bom branco
    Da Nação Brasileira
    Dizem todos os dias
    Deixa disso camarada
    Me dá um cigarro

                                           Oswald de Andrade Sobre o Movimento Modernista, que teve em Oswald de Andrade um de seus principais representantes, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão f1edf45a-08