Questões do ENEM: Linguagens e nível médio

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8.516 questões encontradas. Mostrando a página 297 de 426.

  • 301E00EA-E2

    Literatura

    Escolas Literárias
    Universidade Católica de Pelotas · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a única alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 301e00ea-e2
  • 3017A546-E2

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    Universidade Católica de Pelotas · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Católica de Pelotas 2013, Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Católica de Pelotas 2013, Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)

    Em “No dia seguinte, não houve concentração juvenil,” (linha 52), o tempo verbal é
    Escolha uma alternativa para a questão 3017a546-e2
  • 300A73E5-E2

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Católica de Pelotas · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Católica de Pelotas 2013, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Católica de Pelotas 2013, Interpretação de Textos

    Leia as alternativas a seguir e assinale a opção correta.

    I. O autor, na crônica, fala sobre a contenda entre os moradores do Jandaia e as mansuetas babás.
    II. O texto, no terceiro parágrafo, diz que todos os moradores do Jandaia preferiam os casais noturnos à algazarra da rapaziada.
    III. Não há, na narrativa, referências à solução da altercação do murinho.
    Escolha uma alternativa para a questão 300a73e5-e2
  • 98586F79-E0

    Literatura

    Escolas Literárias
    Centro universitário FAG · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    As opções abaixo apresentam opiniões de alguns críticos sobre diferentes escolas literárias. Marque aquela que NÃO se relaciona ao comentário.
    Escolha uma alternativa para a questão 98586f79-e0
  • 98329C3E-E0

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro universitário FAG · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Quem escreve as bulas?


        Quando me perguntam a profissão e eu digo que sou escritor, logo vem outra em cima: de que? De tudo, minha senhora. De tudo, menos de bula.
        Romance, cinema, teatro, televisão, poesia, ensaios, tudo tudo, menos bula! Não que eu não aprecie as bulas. Pelo contrário. Adoro lê-las. E com atenção. E, sempre, depois de ler uma, já começo a sentir todas as "reações adversas".
        Admiro, invejo esse colega que escreve bulas. Fico imaginando a cara dele, como deve ser a sua casa. Que papo tal escrivão deve levar com a mulher e com os vizinhos? Quanto ele ganha por bula? Será que ele leva os obrigatórios dez por cento de direitos autorais? Merecem, são gênios.
        Jamais, numa peça de teatro, num roteiro de um filme ou mesmo numa simples crônica conseguiria a concisão seguinte: "é apresentado sob forma de uma solução isotônica (que lindo!) de cloreto de sódio, que não altera a fisiologia das células da mucosa nasal, em associação com cloreto de benzalcônio". Sabe o que é? O velho e inocente Rinosoro.
        Vejam o texto seguinte e sintam na narrativa como o autor é sádico: "você poderá ter sonolência, fadiga transitória, sensação de inquietação, aumento de apetite, confusão acompanhada de desorientação e alucinações, estado de ansiedade, agitação, distúrbios do sono, mania, hipomania, agressividade, déficit de memória, bocejos, despersonalização, insônia, pesadelos, agravamento da depressão e concentração deficiente. Vertigens, delírios, tremores, distúrbios da fala, convulsões e ataxia". Pronto, tenho que ir ao dicionário ver o que é ataxia. Já sentindo tudo descrito acima. Quem mandou ler?
        E lembre-se sempre: todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças. E não tome remédio sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde. E pra cabeça!
    PRATA, Mário. Quem escreve as bulas?, 2009. (Adaptado).
    Qual é o efeito de sentido promovido pelo uso das expressões “E lembre-se” e “E não tome remédio”, no penúltimo parágrafo do texto?
    Escolha uma alternativa para a questão 98329c3e-e0
  • 1DF48E5B-DE

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    FGV · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, FGV 2013, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Adapted from Prospect, February, 2013 

    According to the information in the article, during the period from 1987 to the present,
    Escolha uma alternativa para a questão 1df48e5b-de
  • 1DBDAD57-DE

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão



    CHEGANDO AO RECIFE, O RETIRANTE SENTA-SE PARA DESCANSAR AO PÉ DE UM MURO ALTO E CAIADO E OUVE, SEM SER NOTADO, A CONVERSA DE DOIS COVEIROS

    — O dia hoje está difícil;

    não sei onde vamos parar.

    Deviam dar um aumento,

    ao menos aos deste setor de cá.

    As avenidas do centro são melhores,

    mas são para os protegidos:

    há sempre menos trabalho

    e gorjetas pelo serviço;

    e é mais numeroso o pessoal

    (toma mais tempo enterrar os ricos).

    — pois eu me daria por contente

    se me mandassem para cá.

    Se trabalhasses no de Casa Amarela

    não estarias a reclamar.

    De trabalhar no de Santo Amaro

    deve alegrar-se o colega

    porque parece que a gente

    que se enterra no de Casa Amarela

    está decidida a mudar-se

    toda para debaixo da terra.


    João Cabral de Melo Neto, Morte e vida severina. 

    Atente para as seguintes afirmações referentes ao excerto, considerado no contexto da obra à qual pertence:

    I No diálogo dos coveiros, no cemitério, o ponto de vista orientado pela morte revela-se o mais adequado para se apreender o conjunto da organização social a que remete o texto.
    II Embora seja macabro o assunto, usa-se o recurso do chiste e do humor negro para se expor os avessos da sociedade.
    III Na descrição dos cemitérios, a morte mostra-se antes como fenômeno social que natural
    Escolha uma alternativa para a questão 1dbdad57-de
  • 1D63F1FE-DE

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Examine o seguinte texto, extraído de uma matéria jornalística:

    Segundo estudos da USP, por ano, 50 milhões de raios caem no país. Especialistas dizem que numa tempestade a pessoa deve evitar lugares altos e abertos, como campos de futebol e ficar sob árvores, dentro de mar ou piscina.

    Folha de S. Paulo, 07/01/2012.


    Tendo em vista sua finalidade comunicativa, pode-se apontar, nesse texto, o defeito da

    Escolha uma alternativa para a questão 1d63f1fe-de
  • 4B1ACB5F-DC

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Considere as definições de democracia do humorista Johnny Carson para responder a questão:



    “What Democracy Means to Me”


        Democracy is people of all races, colors, and creeds united by a single dream: to get rich and move to the suburbs away from people of all races, colors, and creeds. [...]

        Democracy is buying a big house you can’t afford with money you don’t have to impress people you wish were dead. And, unlike communism, democracy does not mean having just one ineffective political party; it means having two ineffective political parties. [...]

        Yes, democracy means fighting every day for what you deserve, and fighting even harder to keep other weaker people from getting what they deserve. Democracy means never having the Secret Police show up at your door. Of course, it also means never having the cable guy show up at your door. It’s a tradeoff. Democracy means free television. Not good television, but free.

    (www.thefaulkingtruth.com - acesso em 07/08/2013)
    Segundo Johnny Carson, a democracia
    Escolha uma alternativa para a questão 4b1acb5f-dc
  • 4A4AD406-DC

    Português

    Figuras de Linguagem
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto para a questão:


    Tecendo a Manhã

    Um galo sozinho não tece uma manhã:
    ele precisará sempre de outros galos.
    De um que apanhe esse grito que ele
    e o lance a outro; de um outro galo
    que apanhe o grito de um galo antes
    e o lance a outro; e de outros galos
    que com muitos outros galos se cruzem
    os fios de sol de seus gritos de galo,
    para que a manhã, desde uma teia tênue,
    se vá tecendo, entre todos os galos.
    (João Cabral de Melo Neto, A educação pela pedra)
    Uma das características da poesia é o uso de imagens metafóricas. No excerto do poema de João Cabral transcrito acima, as imagens elaboradas representam:
    Escolha uma alternativa para a questão 4a4ad406-dc
  • 4A45CD17-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.


        No grande dia Primeiro de Maio, não eram bem seis horas e já o 35 pulara da cama, afobado. Estava bem disposto, até alegre, ele bem afirmara aos companheiros da Estação da Luz que queria celebrar e havia de celebrar.

        Os outros carregadores mais idosos meio que tinham caçoado do bobo, viesse trabalhar que era melhor, trabalho deles não tinha feriado. Mas o 35 retrucava com altivez que não carregava mala de ninguém, havia de celebrar o dia deles. E agora tinha o grande dia pela frente.

    [...]

        Abriu o jornal. Havia logo um artigo muito bonito, bem pequeno, falando na nobreza do trabalho, nos operários que eram também os “operários da nação”, é isso mesmo. O 35 se orgulhou todo comovido. Se pedissem pra ele matar, ele matava roubava, trabalhava grátis, tomado dum sublime desejo de fraternidade, todos os seres juntos, todos bons... Depois vinham as notícias. Se esperavam “grandes motins” em Paris, deu uma raiva tal no 35. E ele ficou todo fremente, quase sem respirar, desejando “motins” (devia ser turumbamba) na sua desmesurada força física, ah, as ruças de algum... polícia? polícia. Pelo menos os safados dos polícias.

        Pois estava escrito em cima do jornal: em São Paulo a Polícia proibira comícios na rua e passeatas, embora se falasse vagamente em motins de tarde no Largo da Sé. Mas a polícia já tomara todas as providências, até metralhadoras, estavam em cima do jornal, nos arranha-céus, escondidas, o 35 sentiu um frio. O sol brilhante queimava, banco na sombra? Mas não tinha, que a Prefeitura, pra evitar safadez dos namorados, punha os bancos só bem no sol. E ainda por cima era aquela imensidade de guardas e polícias vigiando que nem bem a gente punha a mão no pescocinho dela, trilo. Mas a Polícia permitiria a grande reunião proletária, com discurso do ilustre Secretário do Trabalho, no magnífico pátio interno do Palácio das Indústrias, lugar fechado! A sensação foi claramente péssima. Não era medo, mas por que que a gente havia de ficar encurralado assim! é! E pra eles depois poderem cair em cima da gente, (palavrão)! Não vou! não sou besta! Quer dizer: vou sim! desaforo! (palavrão), socos, uma visão tumultuaria, rolando no chão, se machucava mas não fazia mal, saíam todos enfurecidos do Palácio das Indústrias, pegavam fogo no Palácio das Indústrias, não! a indústria é a gente, “operários da nação” pegavam fogo na igreja de São Bento mais próxima que era tão linda por “drento”, mas pra que pegar fogo em nada!

    (Mário de Andrade. “Primeiro de Maio” in Contos novos)

    No conto, o personagem não recebe um nome próprio, é designado pelo número “35”. Levando em consideração a crítica social que o trecho parece revelar, assinale a alternativa que apresente relação verdadeira entre o tema do conto e a data que o nome do personagem parece fazer referência:
    Escolha uma alternativa para a questão 4a45cd17-dc
  • 4A3C50E5-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.


        No grande dia Primeiro de Maio, não eram bem seis horas e já o 35 pulara da cama, afobado. Estava bem disposto, até alegre, ele bem afirmara aos companheiros da Estação da Luz que queria celebrar e havia de celebrar.

        Os outros carregadores mais idosos meio que tinham caçoado do bobo, viesse trabalhar que era melhor, trabalho deles não tinha feriado. Mas o 35 retrucava com altivez que não carregava mala de ninguém, havia de celebrar o dia deles. E agora tinha o grande dia pela frente.

    [...]

        Abriu o jornal. Havia logo um artigo muito bonito, bem pequeno, falando na nobreza do trabalho, nos operários que eram também os “operários da nação”, é isso mesmo. O 35 se orgulhou todo comovido. Se pedissem pra ele matar, ele matava roubava, trabalhava grátis, tomado dum sublime desejo de fraternidade, todos os seres juntos, todos bons... Depois vinham as notícias. Se esperavam “grandes motins” em Paris, deu uma raiva tal no 35. E ele ficou todo fremente, quase sem respirar, desejando “motins” (devia ser turumbamba) na sua desmesurada força física, ah, as ruças de algum... polícia? polícia. Pelo menos os safados dos polícias.

        Pois estava escrito em cima do jornal: em São Paulo a Polícia proibira comícios na rua e passeatas, embora se falasse vagamente em motins de tarde no Largo da Sé. Mas a polícia já tomara todas as providências, até metralhadoras, estavam em cima do jornal, nos arranha-céus, escondidas, o 35 sentiu um frio. O sol brilhante queimava, banco na sombra? Mas não tinha, que a Prefeitura, pra evitar safadez dos namorados, punha os bancos só bem no sol. E ainda por cima era aquela imensidade de guardas e polícias vigiando que nem bem a gente punha a mão no pescocinho dela, trilo. Mas a Polícia permitiria a grande reunião proletária, com discurso do ilustre Secretário do Trabalho, no magnífico pátio interno do Palácio das Indústrias, lugar fechado! A sensação foi claramente péssima. Não era medo, mas por que que a gente havia de ficar encurralado assim! é! E pra eles depois poderem cair em cima da gente, (palavrão)! Não vou! não sou besta! Quer dizer: vou sim! desaforo! (palavrão), socos, uma visão tumultuaria, rolando no chão, se machucava mas não fazia mal, saíam todos enfurecidos do Palácio das Indústrias, pegavam fogo no Palácio das Indústrias, não! a indústria é a gente, “operários da nação” pegavam fogo na igreja de São Bento mais próxima que era tão linda por “drento”, mas pra que pegar fogo em nada!

    (Mário de Andrade. “Primeiro de Maio” in Contos novos)

    No conjunto da obra de Mário de Andrade, destaca-se uma quase militância pelo uso, na literatura, de uma língua próxima àquela que se fala nas ruas. Um exemplo de aproximação com a oralidade do cotidiano pode ser encontrado na alternativa:
    Escolha uma alternativa para a questão 4a3c50e5-dc
  • 4A0756EF-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Um olhar estrangeiro
    Vanessa Jurgenfeld


        Há anos, o americano James Green se dedica ao ensino de história do Brasil na Universidade Brown, nos Estados Unidos. Em junho, ele desembarcou no Rio de Janeiro para o que seria apenas mais um simpósio internacional, mas foi surpreendido pela magnitude das manifestações de rua que tornariam junho um mês histórico. Green não teve dúvidas: com as atividades da conferência suspensas um pouco mais cedo, decidiu ouvir de perto as vozes das ruas.
        Assim como Green, outros brasilianistas passaram pelo país nos últimos dias. O historiador Bryan McCann, da Universidade Georgetown, e o economista Werner Baer, da Universidade de Illinois. Aproveitando as férias de verão nos Estados Unidos e o recesso das aulas, visitaram o Brasil para tocar pesquisas sobre assuntos como favelas no Rio e infraestrutura. Depararam-se, porém, com as manifestações, e agora tentam interpretar suas causas e possíveis consequências.
        Green faz ressalvas a comparações internacionais. Para ele, os pesquisadores têm grande dificuldade para analisar os fatos de fora porque, muitas vezes, não entendem as complexidades internas dos países. “Achei inadequadas as análises que imediatamente fizeram analogias com o Oriente Médio. A única coisa em comum é que se usou o mesmo meio [o Facebook] para a mobilização.” Segundo ele, as ansiedades e as preocupações dos manifestantes são totalmente diferentes. “Não dá para comparar o regime autoritário que estava no Egito antes da “Primavera Árabe” com o Brasil, que antes das manifestações tinha um governo com 70% de aprovação.”
        Diferentemente de Green, McCann e Baer acreditam que a onda global recente de protestos indica que o Brasil pode não ser um caso único. Para McCann, comparações com os episódios na Turquia e mesmo com o movimento Occupy Wall Street, que ocorreu nos Estados Unidos em 2011, são pertinentes. “Certamente, as características brasileiras são um pouco diferentes. Mas as manifestações deixam claro que a mídia social e a comunicação instantânea ajudam a espalhar um modo de agir, ajudam a levantar pessoas.” Numa comparação com a Turquia, McCann diz que, embora o Brasil seja “muito mais democrático”, o perfil dos manifestantes é similar. “É uma faixa parecida da população - os jovens -, e o que se poderia chamar de nova classe média. São manifestações de consumidores e de cidadãos que estão exigindo um nível melhor de serviços do governo e de transparência.” Assim como no Occupy Wall Street, McCann identifica nas manifestações no Brasil uma insatisfação com a distribuição de renda e o entendimento de que o crescimento econômico em si não é bom para todo mundo. No Brasil, apesar de a desigualdade cair nos últimos 20 anos, o fato é que alguns enriquecem muito mais rapidamente e de forma mais expressiva do que a maioria, que continua com problemas cotidianos de saúde e transporte público, e não vai comprar mais a ideia de que tudo está ótimo porque tem as Olimpíadas e a Copa do Mundo.” Para o historiador Bryan McCann, as mobilizações acabaram com a utopia de que o Brasil tinha resolvido todos os seus problemas. Baer concorda que as manifestações no Brasil não devem ser vistas de maneira isolada. Mas diz que aqui parece existir insatisfação com questões específicas, como o reaparecimento da inflação e os atrasos em obras de infraestrutura. “É uma mistura de fatos que deixou a população insatisfeita. Não tenho uma teoria nova, são as mesmas especulações que todo mundo está fazendo. Combinando essas insatisfações em geral com o acesso à rede social, resulta esse tipo de acontecimento.” Mas o que o deixou um pouco surpreso é que, embora haja uma taxa de crescimento baixa da economia brasileira, o desemprego - que vem sendo objeto de manifestações em diversos países desenvolvidos - não aumentou. “Então, é muito difícil saber exatamente o que acontece. Acho que ninguém tem uma teoria certa. Nenhuma pessoa honesta pode dizer exatamente: “eu sei a causa de tudo isso””.
        Os brasilianistas observam diferenças nas atitudes dos governos dos diferentes países frente às manifestações. “De certa maneira, o governo brasileiro está reagindo”, diz Baer. “Parece que a presidente Dilma Rousseff sabe que alguma coisa precisa ser feita para atender às reivindicações. McCann concorda que o governo brasileiro procura responder aos protestos, diferentemente do que faz o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, “que está tapando os ouvidos”. A presidenta Dilma, segundo ele, está acenando para o movimento popular. “Se vai dar em alguma coisa, não sei. A reforma política é necessária e isso está claro há uns dez anos. Green argumenta que, para se compreender o encadeamento de protestos no Brasil, é preciso pensar na relação com “as promessas de uma social-democracia justa e ampla que não estão sendo cumpridas por um governo que diz que tudo está melhorando”. A energia política liberada nas ruas, em diferentes manifestações de insatisfação, precisaria, num processo de desdobramento natural, ser combinada com um vigor correspondente na realização das mudanças reclamadas. Os protestos poderão incentivar uma disputa mais acirrada na próxima eleição presidencial. “Acho que a percepção é de que vai haver mais competição política e que a reeleição de Dilma não está garantida. Agora há realmente um debate, o que também é algo positivo”, diz McCann.
    (Adaptado de Valor Econômico, 19/07/2013, pp. 11-13.)
    Muitos compararam as manifestações brasileiras às da Primavera Árabe. Para Green, tal associação é:
    Escolha uma alternativa para a questão 4a0756ef-dc
  • 4A036376-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Um olhar estrangeiro
    Vanessa Jurgenfeld


        Há anos, o americano James Green se dedica ao ensino de história do Brasil na Universidade Brown, nos Estados Unidos. Em junho, ele desembarcou no Rio de Janeiro para o que seria apenas mais um simpósio internacional, mas foi surpreendido pela magnitude das manifestações de rua que tornariam junho um mês histórico. Green não teve dúvidas: com as atividades da conferência suspensas um pouco mais cedo, decidiu ouvir de perto as vozes das ruas.
        Assim como Green, outros brasilianistas passaram pelo país nos últimos dias. O historiador Bryan McCann, da Universidade Georgetown, e o economista Werner Baer, da Universidade de Illinois. Aproveitando as férias de verão nos Estados Unidos e o recesso das aulas, visitaram o Brasil para tocar pesquisas sobre assuntos como favelas no Rio e infraestrutura. Depararam-se, porém, com as manifestações, e agora tentam interpretar suas causas e possíveis consequências.
        Green faz ressalvas a comparações internacionais. Para ele, os pesquisadores têm grande dificuldade para analisar os fatos de fora porque, muitas vezes, não entendem as complexidades internas dos países. “Achei inadequadas as análises que imediatamente fizeram analogias com o Oriente Médio. A única coisa em comum é que se usou o mesmo meio [o Facebook] para a mobilização.” Segundo ele, as ansiedades e as preocupações dos manifestantes são totalmente diferentes. “Não dá para comparar o regime autoritário que estava no Egito antes da “Primavera Árabe” com o Brasil, que antes das manifestações tinha um governo com 70% de aprovação.”
        Diferentemente de Green, McCann e Baer acreditam que a onda global recente de protestos indica que o Brasil pode não ser um caso único. Para McCann, comparações com os episódios na Turquia e mesmo com o movimento Occupy Wall Street, que ocorreu nos Estados Unidos em 2011, são pertinentes. “Certamente, as características brasileiras são um pouco diferentes. Mas as manifestações deixam claro que a mídia social e a comunicação instantânea ajudam a espalhar um modo de agir, ajudam a levantar pessoas.” Numa comparação com a Turquia, McCann diz que, embora o Brasil seja “muito mais democrático”, o perfil dos manifestantes é similar. “É uma faixa parecida da população - os jovens -, e o que se poderia chamar de nova classe média. São manifestações de consumidores e de cidadãos que estão exigindo um nível melhor de serviços do governo e de transparência.” Assim como no Occupy Wall Street, McCann identifica nas manifestações no Brasil uma insatisfação com a distribuição de renda e o entendimento de que o crescimento econômico em si não é bom para todo mundo. No Brasil, apesar de a desigualdade cair nos últimos 20 anos, o fato é que alguns enriquecem muito mais rapidamente e de forma mais expressiva do que a maioria, que continua com problemas cotidianos de saúde e transporte público, e não vai comprar mais a ideia de que tudo está ótimo porque tem as Olimpíadas e a Copa do Mundo.” Para o historiador Bryan McCann, as mobilizações acabaram com a utopia de que o Brasil tinha resolvido todos os seus problemas. Baer concorda que as manifestações no Brasil não devem ser vistas de maneira isolada. Mas diz que aqui parece existir insatisfação com questões específicas, como o reaparecimento da inflação e os atrasos em obras de infraestrutura. “É uma mistura de fatos que deixou a população insatisfeita. Não tenho uma teoria nova, são as mesmas especulações que todo mundo está fazendo. Combinando essas insatisfações em geral com o acesso à rede social, resulta esse tipo de acontecimento.” Mas o que o deixou um pouco surpreso é que, embora haja uma taxa de crescimento baixa da economia brasileira, o desemprego - que vem sendo objeto de manifestações em diversos países desenvolvidos - não aumentou. “Então, é muito difícil saber exatamente o que acontece. Acho que ninguém tem uma teoria certa. Nenhuma pessoa honesta pode dizer exatamente: “eu sei a causa de tudo isso””.
        Os brasilianistas observam diferenças nas atitudes dos governos dos diferentes países frente às manifestações. “De certa maneira, o governo brasileiro está reagindo”, diz Baer. “Parece que a presidente Dilma Rousseff sabe que alguma coisa precisa ser feita para atender às reivindicações. McCann concorda que o governo brasileiro procura responder aos protestos, diferentemente do que faz o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, “que está tapando os ouvidos”. A presidenta Dilma, segundo ele, está acenando para o movimento popular. “Se vai dar em alguma coisa, não sei. A reforma política é necessária e isso está claro há uns dez anos. Green argumenta que, para se compreender o encadeamento de protestos no Brasil, é preciso pensar na relação com “as promessas de uma social-democracia justa e ampla que não estão sendo cumpridas por um governo que diz que tudo está melhorando”. A energia política liberada nas ruas, em diferentes manifestações de insatisfação, precisaria, num processo de desdobramento natural, ser combinada com um vigor correspondente na realização das mudanças reclamadas. Os protestos poderão incentivar uma disputa mais acirrada na próxima eleição presidencial. “Acho que a percepção é de que vai haver mais competição política e que a reeleição de Dilma não está garantida. Agora há realmente um debate, o que também é algo positivo”, diz McCann.
    (Adaptado de Valor Econômico, 19/07/2013, pp. 11-13.)
    De acordo com o texto, brasilianista seria quem:
    Escolha uma alternativa para a questão 4a036376-dc
  • 49FF1059-DC

    Português

    Coesão e coerência
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Um olhar estrangeiro
    Vanessa Jurgenfeld


        Há anos, o americano James Green se dedica ao ensino de história do Brasil na Universidade Brown, nos Estados Unidos. Em junho, ele desembarcou no Rio de Janeiro para o que seria apenas mais um simpósio internacional, mas foi surpreendido pela magnitude das manifestações de rua que tornariam junho um mês histórico. Green não teve dúvidas: com as atividades da conferência suspensas um pouco mais cedo, decidiu ouvir de perto as vozes das ruas.
        Assim como Green, outros brasilianistas passaram pelo país nos últimos dias. O historiador Bryan McCann, da Universidade Georgetown, e o economista Werner Baer, da Universidade de Illinois. Aproveitando as férias de verão nos Estados Unidos e o recesso das aulas, visitaram o Brasil para tocar pesquisas sobre assuntos como favelas no Rio e infraestrutura. Depararam-se, porém, com as manifestações, e agora tentam interpretar suas causas e possíveis consequências.
        Green faz ressalvas a comparações internacionais. Para ele, os pesquisadores têm grande dificuldade para analisar os fatos de fora porque, muitas vezes, não entendem as complexidades internas dos países. “Achei inadequadas as análises que imediatamente fizeram analogias com o Oriente Médio. A única coisa em comum é que se usou o mesmo meio [o Facebook] para a mobilização.” Segundo ele, as ansiedades e as preocupações dos manifestantes são totalmente diferentes. “Não dá para comparar o regime autoritário que estava no Egito antes da “Primavera Árabe” com o Brasil, que antes das manifestações tinha um governo com 70% de aprovação.”
        Diferentemente de Green, McCann e Baer acreditam que a onda global recente de protestos indica que o Brasil pode não ser um caso único. Para McCann, comparações com os episódios na Turquia e mesmo com o movimento Occupy Wall Street, que ocorreu nos Estados Unidos em 2011, são pertinentes. “Certamente, as características brasileiras são um pouco diferentes. Mas as manifestações deixam claro que a mídia social e a comunicação instantânea ajudam a espalhar um modo de agir, ajudam a levantar pessoas.” Numa comparação com a Turquia, McCann diz que, embora o Brasil seja “muito mais democrático”, o perfil dos manifestantes é similar. “É uma faixa parecida da população - os jovens -, e o que se poderia chamar de nova classe média. São manifestações de consumidores e de cidadãos que estão exigindo um nível melhor de serviços do governo e de transparência.” Assim como no Occupy Wall Street, McCann identifica nas manifestações no Brasil uma insatisfação com a distribuição de renda e o entendimento de que o crescimento econômico em si não é bom para todo mundo. No Brasil, apesar de a desigualdade cair nos últimos 20 anos, o fato é que alguns enriquecem muito mais rapidamente e de forma mais expressiva do que a maioria, que continua com problemas cotidianos de saúde e transporte público, e não vai comprar mais a ideia de que tudo está ótimo porque tem as Olimpíadas e a Copa do Mundo.” Para o historiador Bryan McCann, as mobilizações acabaram com a utopia de que o Brasil tinha resolvido todos os seus problemas. Baer concorda que as manifestações no Brasil não devem ser vistas de maneira isolada. Mas diz que aqui parece existir insatisfação com questões específicas, como o reaparecimento da inflação e os atrasos em obras de infraestrutura. “É uma mistura de fatos que deixou a população insatisfeita. Não tenho uma teoria nova, são as mesmas especulações que todo mundo está fazendo. Combinando essas insatisfações em geral com o acesso à rede social, resulta esse tipo de acontecimento.” Mas o que o deixou um pouco surpreso é que, embora haja uma taxa de crescimento baixa da economia brasileira, o desemprego - que vem sendo objeto de manifestações em diversos países desenvolvidos - não aumentou. “Então, é muito difícil saber exatamente o que acontece. Acho que ninguém tem uma teoria certa. Nenhuma pessoa honesta pode dizer exatamente: “eu sei a causa de tudo isso””.
        Os brasilianistas observam diferenças nas atitudes dos governos dos diferentes países frente às manifestações. “De certa maneira, o governo brasileiro está reagindo”, diz Baer. “Parece que a presidente Dilma Rousseff sabe que alguma coisa precisa ser feita para atender às reivindicações. McCann concorda que o governo brasileiro procura responder aos protestos, diferentemente do que faz o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, “que está tapando os ouvidos”. A presidenta Dilma, segundo ele, está acenando para o movimento popular. “Se vai dar em alguma coisa, não sei. A reforma política é necessária e isso está claro há uns dez anos. Green argumenta que, para se compreender o encadeamento de protestos no Brasil, é preciso pensar na relação com “as promessas de uma social-democracia justa e ampla que não estão sendo cumpridas por um governo que diz que tudo está melhorando”. A energia política liberada nas ruas, em diferentes manifestações de insatisfação, precisaria, num processo de desdobramento natural, ser combinada com um vigor correspondente na realização das mudanças reclamadas. Os protestos poderão incentivar uma disputa mais acirrada na próxima eleição presidencial. “Acho que a percepção é de que vai haver mais competição política e que a reeleição de Dilma não está garantida. Agora há realmente um debate, o que também é algo positivo”, diz McCann.
    (Adaptado de Valor Econômico, 19/07/2013, pp. 11-13.)
    O título do texto “Um olhar estrangeiro” se refere:
    Escolha uma alternativa para a questão 49ff1059-dc
  • D2022CBC-DC

    Inglês

    Adjetivos | Adjectives
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    “__( I )__ you know who you are, and what you want, __( II )__ you let things upset you.” -Bob Harris, “Lost in Translation”

    The best way to complete the blanks I and II in the text is
    Escolha uma alternativa para a questão d2022cbc-dc
  • D1D5423C-DC

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão

    Texto I
    Esses Moços
    01 Esses moços, pobres moços
    02 Ah! Se soubessem o que eu sei
    03 Não amavam...
    04 Não passavam aquilo que eu já passei
    05 Por meus olhos
    06 Por meus sonhos
    07 Por meu sangue, tudo enfim
    08 É que eu peço a esses moços
    09 Que acreditem em mim
    10 Se eles julgam
    11 Que há um lindo futuro
    12 Só o amor nesta vida conduz
    13 Saibam que deixam o céu por ser escuro
    14 E vão ao inferno
    15 À procura de luz
    16 Eu também tive nos meus belos dias
    17 Essa mania que muito me custou
    18 E só as mágoas eu trago hoje em dia
    19 E essas rugas o amor me deixou!
    Lupicínio Rodrigues (1948)

    Texto II
    Capítulo LXXIII / O contrarregra
    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2013, Coesão e coerência
    Machado de Assis, Dom Casmurro (1899)

    Obs.: dandy (dândi): homem elegante, que se traja com apuro
    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão d1d5423c-dc
  • D1CBAF06-DC

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão

    Texto I
    Esses Moços
    01 Esses moços, pobres moços
    02 Ah! Se soubessem o que eu sei
    03 Não amavam...
    04 Não passavam aquilo que eu já passei
    05 Por meus olhos
    06 Por meus sonhos
    07 Por meu sangue, tudo enfim
    08 É que eu peço a esses moços
    09 Que acreditem em mim
    10 Se eles julgam
    11 Que há um lindo futuro
    12 Só o amor nesta vida conduz
    13 Saibam que deixam o céu por ser escuro
    14 E vão ao inferno
    15 À procura de luz
    16 Eu também tive nos meus belos dias
    17 Essa mania que muito me custou
    18 E só as mágoas eu trago hoje em dia
    19 E essas rugas o amor me deixou!
    Lupicínio Rodrigues (1948)

    Texto II
    Capítulo LXXIII / O contrarregra
    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2013, Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Machado de Assis, Dom Casmurro (1899)

    Obs.: dandy (dândi): homem elegante, que se traja com apuro
    Considere as seguintes afirmações sobre os textos:

    I. Os textos pretendem convencer o leitor a respeito das benesses do amor, que é descrito como sentimento incondicionalmente venturoso.
    II. Os textos desenvolvem tema comum, utilizando também mesmo gênero literário, diferenciando-se apenas em relação ao estilo peculiar de cada um.
    III. Nos textos selecionados, há a presença da função emotiva da linguagem, que concede um caráter subjetivo ao modo de ver o mundo.

    Assinale
    Escolha uma alternativa para a questão d1cbaf06-dc
  • D1C26C84-DC

    Português

    Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão

    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2013, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
    Adaptação de carta de leitor publicada na Revista Bravo
    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão d1c26c84-dc
  • D1BD7871-DC

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto para a questão
    Diário de bordo
    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2013, Coesão e coerência
    Carlos Heitor Cony
    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão d1bd7871-dc