Questões do ENEM: Linguagens e nível médio

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8.516 questões encontradas. Mostrando a página 376 de 426.

  • FEE5CCCE-B0

    Português

    Gêneros Textuais
    UNICENTRO · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Sexta-feira, 7 de agosto de 2009.

    Querida Alice,

        Recebi seu e-mail e sei que você está legal, física e emocionalmente. Mas esta cartinha mais formal é para comemorar nossa amizade, que nasceu recentemente, mas já é forte, quem sabe, indestrutível. Há momentos em que a gente sente a necessidade de se comunicar com os nossos verdadeiros amigos.
        Parece que você já percebeu que o amigo de verdade é mais precioso do que qualquer parente. Acredite, pois apenas o fato de se ter tido a liberdade para escolher essa amizade já é um ponto favorável no placar que indica a escala de estima.
      Orgulho-me de ter sido escolhida por você como amiga do peito. É preciso comemorar esta amizade preciosa, e qualquer manifestação vale a pena.

    Amanda

    RECEBI seu e-mail. Disponível em: <http://ofice.microsoft.com/pt-br/templatas/ct010146797-aspx>. Acesso em: 21 maio 2010. Adaptado.


    O texto em evidência caracteriza-se como carta pessoal por uma série de razões dentre as quais se excetua a indicada em 

    Escolha uma alternativa para a questão fee5ccce-b0
  • FECCF43C-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICENTRO · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO:

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UNICENTRO 2010, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, UNICENTRO 2010, Interpretação de Textos

    MORIN, Edgar. Amor, poesia, sabedoria. São Paulo: Bertrand Brasil,

    2003, Prefácio. Adaptado. Não paginado.

    Sobre a análise linguística dos termos transcritos, é correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão feccf43c-b0
  • 6FB71FE8-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UDESC · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    Read Text 2 and answer the question.

    Imagem da questão de Inglês, UDESC 2010, Interpretação de texto | Reading comprehension

    The words: “plainly” (line 1), “motley” (line 2) and “jocund” (line 14) are used in the text as:


    Escolha uma alternativa para a questão 6fb71fe8-b0
  • CEB03E58-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    FATEC · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto e responda a questão.

    A verdadeira muralha da China
       Nos últimos anos, poucos eventos sacudiram tanto a China quanto a internet. Seu número de internautas já é maior do que os 230 milhões de usuários americanos, segundo a North America Internet Stats. Trata-se de um público de jovens, com menos de 30 anos, que declaram ter na internet sua melhor fonte de informação. Todos eles, porém, encontram dificuldades para superar um gigantesco problema: a censura.
        Um poderoso firewall oficial é a verdadeira muralha da China moderna. A segregação digital, porém, começa a ser sacudida por caminhos inesperados. Diante da possível interrupção de serviços do Google no país, a conceituada revista Nature realizou sondagem na comunidade científica chinesa e colheu resultados de primeira grandeza: a censura e o eventual fechamento do Google farão muito mal à ciência do país. Segundo os dados divulgados pela agência Reuters (24.02.2010), mais de 70% dos cientistas chineses utilizam o Google como ferramenta de busca de dados, informações, artigos científicos e literatura acadêmica em geral. Dos cientistas entrevistados, 84% afirmaram que suas pesquisas perderiam substantivamente em qualidade se fossem privados do uso do Google; 78% afirmaram que sua colaboração internacional seria profundamente afetada. O problema de fundo, que preocupa as autoridades chinesas, é que a existência do Google levou a uma alteração de hábitos de pesquisa, interferindo no modo de explorar, testar e difundir informações necessárias para a geração de conhecimento. Longe de um gesto de censura de curto alcance (se é que isso é possível), a interrupção do Google provocaria reações de longa duração, com impacto sensível na eficiência da pesquisa científica. Para um país disposto a disputar a hegemonia mundial, em que a pesquisa científica e tecnológica é a menina dos olhos das autoridades, as novidades vindas da comunidade científica não poderiam ser piores.
        Os milhares de funcionários chineses que zelam pelo sistema de censura fariam mais pela eficiência do país se ficassem menos preocupados em perseguir URIs, URLs, FTPs e HTTPs. Para o nervosismo da “nomenklatura” (e satisfação de todos os que desejam um mundo em que o conhecimento possa fluir livremente, a começar pelos cientistas e pesquisadores chineses), uma sucessão infindável de geeks, hackers, nerds, dorks e dweebs, com seus correlatos em chinês, descobre a cada dia uma nova maneira de burlar os sistemas de censura.

     (ARBIX, Glauco. Valor Econômico. 24.02.2010, p.A17. Adaptado)
    De acordo com as informações contidas no texto, pode-se afirmar que a China tem se mostrado antidemocrática porque
    Escolha uma alternativa para a questão ceb03e58-b0
  • CE35207E-B0

    Inglês

    Adjetivos | Adjectives
    FATEC · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Considere o texto para responder a questão.

    FOOTBALL'S RED CARD 

    THE WORLD'S MOST VALUABLE SPORTS TEAM IS drowning in debt. English football powerhouse Manchester United (Forbes estimates its worth at $1.8 billion) had to raise some $800 million in a bond issue last month, which is still $340 million shy of its total debts. Man U needed the bond to pay off the millions that American businessman 
    Malcolm Glazer borrowed to purchase the team in 2005. But in the first three weeks since the bond was issued it lost nearly 10 percent of its value, a sign that, even though Man U's revenues reached a record $444 million last year, the market is growing wary of debt, particularly the European variety
    Man U isn't alone. Debt levels have also skyrocketed among rivals like liverpool, calling into question the business model of English Premier League football. Each year the three worst teams are banished to a lower league, where vital broadcasting revenues are dramatically reduced. This puts huge pressure on clubs to compete for the best players, who now regularly fetch more than $50 million a year. Unlike in the U.S., there's no system of collective bargaining to restrain wages. As a result, the total salary bill for the Premier League has risen more than 20 percent since 2008. This has created a vicious cycle of rising debt among clubs that must spend extravagantly on players to ensure increased revenue. Any team attempting to be frugal becomes more likely to end up with lower revenue. It's become a game of who can spend the most, and it probably won't end well. 

    (BY WILLIAM UNDERHILL - Newsweek)
    Assinale a alternativa em que há um exemplo de grau de comparação
    Escolha uma alternativa para a questão ce35207e-b0
  • CE2C0EFA-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    FATEC · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Considere o texto para responder a questão.

    HAITI'S INDENTURED CHIlDREN 
    THE DAYS AFTER HAITI'S EARTHQUAKE brought joyous reunions for some families. Others faced the grim reality that they'd been suddenly robbed of parents or offspring. But for Haiti's 225,000 restaveks, or indentured children, the quake brought only an uncertain future.
    Slavery-which ended with independence in 1804-is illegal in Haiti. And technically, restaveks are not slaves. The institution has its roots in the Caribbean tradition of child lending between families (usually relatives) to pitch in with extra work, care for the elderly or sick, or to provide opportunity to a child from a poor family. Generally, rural parents send their children to live with wealthier families in the cities. In exchange for domestic labor, the children are supposed to receive lodging, food, clothing, medicine, and-most importantly-education. In as many as half of the cases, they do (though classifying treatment in private homes is notoriously difficult). The unlucky ones, called restaveks-from the French rester avec, or "to stay with" -are loaned through normal channels but denied schooling and subject to abuse and degradation. This phenomenon has spiked in modern Haiti, as more and more children end up with equally impoverished families in the slums.
    Before the quake, up to 22 percent of Haitian homes contained restaveks, according to a study funded by USAID. Keeping restaveks is illegal, but child loans are not and, given the extent of Haiti's governmental dysfunction, it's hard to tell which cases are which. Now that the quake has thrown family networks into disarray, the flimsy social ties supporting restaveks are likely to break down. "For families struggling in the wake of a catastrophe, restavek kids are the first to go; says Glenn Smucker, an anthropologist who specializes in development work in Haiti. "Their parents are not there to watch out for them, so they're far more vulnerable" to desertion and trafficking. 
    But even as the numbers of abandoned restaveks swell, the demand for their services is likely to decrease. A mass exodus of residents from Port-au-Prince is reversing decades of migratory trends. If the shift sticks, it means there will be less need for restaveks in the city. But it's also possible that families suffering from the quake's economic aftershocks will feel extra pressure to lend out their children, even as it becomes more likely they'll end up as restaveks. Which, combined with a spike in new orphans, means Haiti will likely see a rise in the number of its street children in the years to come.

    (By Katie Paul - Newsweek)
    O texto afirma que a cidade de Porto Príncipe está
    Escolha uma alternativa para a questão ce2c0efa-b0
  • 74B0EBAA-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICENTRO · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Consolo na praia

    Vamos, não chores.
    A infância está perdida.
    A mocidade está perdida.
    Mas a vida não se perdeu.

    O primeiro amor passou.
    O segundo amor passou.
    O terceiro amor passou.
    Mas o coração continua.

    Perdeste o melhor amigo.
    Não tentaste qualquer viagem.
    Não possuis carro, navio, terra.
    Mas tens um cão.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Consolo na praia. A rosa do povo. Rio de Janeiro: Record, 1989. p. 129.

    Para o eu poético,
    Escolha uma alternativa para a questão 74b0ebaa-b0
  • 74AD22A3-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICENTRO · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
          Tornou-se Pereira pálido, franzindo os sobrolhos e olhando de esguelha para quem tão imprudentemente elogiava assim, cara a cara, a beleza de sua filha; Inocência enrubesceu que nem uma romã; Cirino sentiu um movimento impetuoso, misturado de estranheza e desespero, e, lá da sua pele de tamanduá-bandeira, ergueu-se meio apavorado o anão.
           Nem reparou Meyer e com a habitual ingenuidade prosseguiu:
       –– Aqui, no sertão do Brasil, há o mau costume de esconder as mulheres.
          Viajante não sabe de todo se são bonitas, se feias, e nada pode contar nos livros para o conhecimento dos que leem. Mas, palavra de honra, senhor Pereira, se todas se parecem com esta sua filha, é coisa muito e muito digna de ser vista e escrita! Eu...
       –– O senhor não quer retirar-se? Interrompeu Pereira com modo áspero.
       –– Pois não! Replicou o alemão.

    TAUNAY, Visconde de. Inocência. Disponível em: <www.nead.unama.br> . Acesso em: 19 jun. 2010.


    O diálogo entre as personagens Meyer, que representa a ideologia europeia, e Pereira, que traduz os valores sertanejos, evidencia
    Escolha uma alternativa para a questão 74ad22a3-b0
  • 74AA0F86-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICENTRO · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
         Compreende-se que o ponto da lição era difícil, e que o Raimundo, não o tendo aprendido, recorria a um meio que lhe pareceu útil para escapar ao castigo do pai. Se me tem pedido a coisa por favor, alcançá-la-ia do mesmo modo, como de outras vezes, mas parece que era lembrança das outras vezes, o medo de achar a minha vontade frouxa ou cansada, e não aprender como queria, — e pode ser mesmo que em alguma ocasião lhe tivesse ensinado mal,–– parece que tal foi a causa da proposta. [...]
          Não queria recebê-la, e custava-me recusá-la. Olhei para o mestre, que continuava a ler, com tal interesse, que lhe pingava o rapé do nariz.
          — Ande, tome, dizia-me baixinho o filho. [...]
          –– Tome, tome...
          Relancei os olhos pela sala, e dei com os do Curvelo em nós; disse ao Raimundo que esperasse. Pareceu-me que o outro nos observava, então dissimulei; mas daí a pouco deitei-lhe outra vez o olho, e –– tanto se ilude a vontade! –– não lhe vi mais nada. Então cobrei ânimo.
         –– Dê cá...

    ASSIS, Machado de. Conto de Escola. Contos. São Paulo: Ática. 1989. p. 34. ( Série Bons Livros).

    Tem comprovação no texto a ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão 74aa0f86-b0
  • 74A595F8-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICENTRO · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
        Sou um homem arrasado. Doença? Não. Gozo perfeita saúde.
      O que estou é velho. Cinquenta anos pelo S. Pedro. Cinquenta anos perdidos, cinquenta anos gastos sem objetivo, a maltratar-me e a maltratar os outros. O resultado é que endureci, calejei, e não é um arranhão que penetra esta casca espessa e vem ferir cá dentro a sensibilidade embotada.
        Cinquenta anos! Quantas horas inúteis! Consumir-se uma pessoa a vida inteira sem saber para quê! Comer e dormir como um porco! Levantar-se cedo todas as manhãs e sair correndo, procurando comida! E depois guardar comida para os filhos, para os netos, para muitas gerações. Que estupidez! Que porcaria! Não é bom vir o diabo e levar tudo?

    RAMOS, Graciliano. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 1979. p. 179-180.


    Na percepção que constrói de si mesmo, o sujeito-narrador
    Escolha uma alternativa para a questão 74a595f8-b0
  • 7B6B8ED8-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, PUC-GO 2010, Interpretação de Textos

    O homem precisa consumir bens e serviços para se manter vivo, tais como roupas, abrigo, meios de transporte, alimentos, dentre outros, denominados necessidades materiais. Como não vive isolado, também precisa relacionar-se e, ainda, pertencer a grupos, ter consciência desse pertencimento e de si mesmo, respeitando a individualidade do sujeito em relação aos grupos sociais circundantes. Esses bens são denominados necessidades sociais. Sobre o texto 09, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão 7b6b8ed8-b0
  • 7B64F884-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 08



    [...]


           Sangram-me o peito, palavras/punhais de um reduzido número de pessoas insensatas que dominam o país e assistem com prazer, na arena dos verdes campos de minha terra, a homens digladiando-se e outros defendendo a utopia; outros, ainda incautos, insanamente ganham o pão de cada dia ao colorir a terra com sangue do irmão.

          Meu olhar, ante opaco, adquire a transparência límpida do regato. Minhas retinas fotografam e embaralham cartas e cenas, alegres e tristes.

         Cada pessoa ocupa o seu lugar. Existe. Resiste. Luta e revanche; recebe pancadas e flores. Sorriso de rosas; chicotadas traiçoeiras apanham-na, desprevenidamente, ao virar a esquina do tempo.

          Importa viver, importa navegar nas naves aventureiras e, sem comparações, viver sua história – de amor? Em julgar ou estabelecer parâmetros para suas ações. [...]



    (MARTINS, Maria Teresinha. Rapto de memória. Goiânia: Ed. da PUC Goiás, 2010. p. 75.)

    TEXTO 01


    CITONHO Doutor Noêmio, desculpe a indiscrição. Andaram me falando de uma coisa, mas eu não quis de maneira nenhuma acreditar. Me disseram que o senhor é de uma raça que só come folha.
    DR. NOÊMIO Pois pode acreditar. Sou vegetariano e tenho muito orgulho disto.
    CITONHO Mas a gente vê umas neste mundo! Não está vendo que tomate e chuchu não dão sustança a ninguém?! Agora: feijão, farinha e carne, sim, isso é que é comida. Olhe aqui eu. Estou com mais de oitenta anos, só não como carne na Sexta-feira da Paixão – e olhe lá... Resultado: uma saúde de ferro: estou tinindo.
    DR. NOÊMIO Isso é o que o senhor pensa. Seu corpo está envenenado, meu velho, com toxinas até na ponta dos cabelos. Até na sombra.

    [...]

    FREDERICO Eu só rezo pra defunto. Interessa? Liás, cabra safado não serve pra morrer, só serve pra apanhar. E apanhar entre os bicos dos peitos e o caroço do imbigo, que é pra não deixar marcas da surra. Ah!, nós três num deserto: eu, você e um cacete de quixaba! Porque quixaba é o chá melhor que existe no mundo pra pancada. Assim, pra ganhar tempo, a gente dá logo a pisa com quixaba, porque está dando o castigo e o remédio. Mas já gastei muita cera com você. [...]


    (LINS, Osman. Lisbela e o prisioneiro. São Paulo: Planeta, 2003. p. 22 e 25.)



    O termo sinônimo é designativo da palavra que apresenta significado idêntico ou semelhante ao de outra. Contextualizadas, no texto 01, encontram-se as palavras assistem, incautos, insanamente, límpida, revanche, desprevenidamente e parâmetros, cujos sinônimos são, respectivamente (marque a alternativa correta):
    Escolha uma alternativa para a questão 7b64f884-b0
  • 7B60A574-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 08



    [...]


           Sangram-me o peito, palavras/punhais de um reduzido número de pessoas insensatas que dominam o país e assistem com prazer, na arena dos verdes campos de minha terra, a homens digladiando-se e outros defendendo a utopia; outros, ainda incautos, insanamente ganham o pão de cada dia ao colorir a terra com sangue do irmão.

          Meu olhar, ante opaco, adquire a transparência límpida do regato. Minhas retinas fotografam e embaralham cartas e cenas, alegres e tristes.

         Cada pessoa ocupa o seu lugar. Existe. Resiste. Luta e revanche; recebe pancadas e flores. Sorriso de rosas; chicotadas traiçoeiras apanham-na, desprevenidamente, ao virar a esquina do tempo.

          Importa viver, importa navegar nas naves aventureiras e, sem comparações, viver sua história – de amor? Em julgar ou estabelecer parâmetros para suas ações. [...]



    (MARTINS, Maria Teresinha. Rapto de memória. Goiânia: Ed. da PUC Goiás, 2010. p. 75.)

    Com relação às narrativas curtas do livro Rapto de Memória, de Maria Teresinha Martins, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão 7b60a574-b0
  • 7B4B2521-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 07

            Gente pisando no calo de gente que bronqueia, revolta, geme.
            – Parado.
           Desce um lote de passageiros, levando na face o marco do trabalho e da esperança.
         João, de pé, com as mãos firmes no friso do friso do ônibus, pensa. Seus pensamentos voam às ruas, correm contrariamente e desaparecem no turbilhão das avenidas.
           João calcula: “Vida miserável, a gente tem disposição, quer trabalhar e não consegue emprego”.
           – Parado.
            Desce outro lote de passageiros e sobe mais gente.
         Espremido e revoltado, João matuta: “Vida desgraçada: vinte oito anos, casado, pai de dois filhos, desempregado, sem casa, sem dinheiro, sem destino”...
           O coletivo corre pelo asfalto quente da Avenida Goiás em direção à Praça do Bandeirante, onde os imponentes edifícios fazem guarda ao travesso Bartolomeu que ameaça incendiar os rios.
    (TELES, José Mendonça. João. In: ______. A Cidade do Ócio. 4. ed. Goiânia: Editora Kelps. 2010, p. 43.)
    A Cidade do Ócio, de José Mendonça Teles, e Cinzas da Paixão e Outras Estórias, de Maria Aparecida Rodrigues, são duas obras da Literatura Goiana que, cada vez mais, despertam grande interesse de estudiosos e leitores, em geral. Em relação a essa afirmativa, assinale a justificativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão 7b4b2521-b0
  • 7B162613-B0

    Português

    Análise sintática
    PUC-GO · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 05

          Fecho os olhos com insistência e tento resgatar a veracidade daqueles momentos. Tudo insólito, orvalho matutino, insolitíssimo.
         Na infância, corríamos quintal adentro. Subíamos nas grimpas das árvores e lá brincávamos de morar. Ela sempre no andar de baixo; eu, nas alturas. [...] O mundo dali era pequeno e ao mesmo tempo enorme. Eu e o mundo. Um no dentro do outro. Um além do outro. Tão longe e tão junto. [...] Ficava, eu, horas e horas, assim, balançando nas grimpas. Esquecia do tempo. Às vezes, brincávamos de impulsionar forte o galho, no ritmo do balanço até que lançássemos o nosso corpo da copa de uma árvore aos galhos de outras árvores próximas, feito pássaros: voando de galho em galho, de árvore em árvore, transpondo os limites do vazio e do céu.

    (RODRIGUES, Maria Aparecida. A Transfiguração de Lúcia In:. _______ . Cinzas da paixão e outras estórias. Goiânia: Ed. da UCG, 2007. p. 19.)
    No que se refere à organização sintática do texto, identifique a única alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão 7b162613-b0
  • 7B131C53-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC-GO · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 01


    CITONHO Doutor Noêmio, desculpe a indiscrição. Andaram me falando de uma coisa, mas eu não quis de maneira nenhuma acreditar. Me disseram que o senhor é de uma raça que só come folha.
    DR. NOÊMIO Pois pode acreditar. Sou vegetariano e tenho muito orgulho disto.
    CITONHO Mas a gente vê umas neste mundo! Não está vendo que tomate e chuchu não dão sustança a ninguém?! Agora: feijão, farinha e carne, sim, isso é que é comida. Olhe aqui eu. Estou com mais de oitenta anos, só não como carne na Sexta-feira da Paixão – e olhe lá... Resultado: uma saúde de ferro: estou tinindo.
    DR. NOÊMIO Isso é o que o senhor pensa. Seu corpo está envenenado, meu velho, com toxinas até na ponta dos cabelos. Até na sombra.

    [...]

    FREDERICO Eu só rezo pra defunto. Interessa? Liás, cabra safado não serve pra morrer, só serve pra apanhar. E apanhar entre os bicos dos peitos e o caroço do imbigo, que é pra não deixar marcas da surra. Ah!, nós três num deserto: eu, você e um cacete de quixaba! Porque quixaba é o chá melhor que existe no mundo pra pancada. Assim, pra ganhar tempo, a gente dá logo a pisa com quixaba, porque está dando o castigo e o remédio. Mas já gastei muita cera com você. [...]


    (LINS, Osman. Lisbela e o prisioneiro. São Paulo: Planeta, 2003. p. 22 e 25.)



    TEXTO 02


    Ao chegar ao Rio, de Corumbá, Fuentes hospedou-se no Hotel Bragança, na avenida Mem de Sá. Um hotel cheio de turistas argentinos falando portunhol. [...]
    Na lista telefônica Fuentes escolheu um oftalmologista de nome espanhol, Pablo Hernandez. O dr. Hernandez descendia de uruguaios e, para desapontamento de Fuentes, não falava espanhol. Em seu bem montado consultório, na avenida Graça Aranha, na Esplanada do Castelo, examinou Fuentes cuidadosamente. O cristalino, a íris, a conjuntiva, o nervo ótico, os músculos, artérias e veias do aparelho ocular estavam perfeitos. A córnea, porém, fora atingida. Didaticamente Hernandez explicou ao seu cliente que a córnea era uma camada externa transparente através da qual a luz – e com a luz, a cor, a forma, o movimento das coisas – penetrava no olho.

    Córnea – moça, 24ª , vende. Tel. 185-3944.
    O anúncio no O Dia foi lido por Fuentes. Ele ligou de seu quarto, no Hotel Bragança. Atendeu uma mulher...[...] Ela disse que ele podia pegar um ônibus no largo de São Francisco.
    “É para você?”, perguntou a mulher quando Fuentes lhe falou que era a pessoa que havia telefonado. [...]
    “Sim, é para mim.” A mulher não ter percebido a cicatriz no seu olho esquerdo deixou Fuentes satisfeito. [...]
    “Dez milhas”, disse a mulher impaciente. “E não é caro. O preço de um carro pequeno. Minha filha é muito moça, nunca teve doença, dentes bons, ouvidos ótimos. Olhos maravilhosos.”


    (FONSECA, Rubem. A Grande Arte. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 137-139.)




    TEXTO 04


    Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. [...]

    Arrastaram-se para lá, devagar, sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.

    Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão. – Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai. Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta. Mas o pequeno esperneou acuado, depois sossegou, deitou-se, fechou os olhos. Fabiano ainda lhe deu algumas pancadas e esperou que ele se levantasse. Como isto não acontecesse, espiou os quatro cantos, zangado, praguejando baixo. A caatinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O vôo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos.

    – Anda, excomungado.

    O pirralho não se mexeu, e Fabiano desejou matá-lo. Tinha o coração grosso, queria responsabilizar alguém pela sua desgraça. A seca aparecia-lhe como um fato necessário – e a obstinação da criança irritava-o. [...]



    (RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 100. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. p. 9-10)




    Tomando por referência os textos 01, 02 e 04, e com base na leitura completa das obras de onde foram extraídos, assinale a alternativa correta:

    Escolha uma alternativa para a questão 7b131c53-b0
  • 7B0EA445-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 04


    Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. [...]

    Arrastaram-se para lá, devagar, sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.

    Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão. – Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai. Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta. Mas o pequeno esperneou acuado, depois sossegou, deitou-se, fechou os olhos. Fabiano ainda lhe deu algumas pancadas e esperou que ele se levantasse. Como isto não acontecesse, espiou os quatro cantos, zangado, praguejando baixo. A caatinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O vôo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos.

    – Anda, excomungado.

    O pirralho não se mexeu, e Fabiano desejou matá-lo. Tinha o coração grosso, queria responsabilizar alguém pela sua desgraça. A seca aparecia-lhe como um fato necessário – e a obstinação da criança irritava-o. [...]



    (RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 100. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. p. 9-10)




    No texto de Graciliano Ramos, encontramos elementos culturais que são usados em diversas sociedades. Os estudos etnomatemáticos de Elivanete Alves de Jesus mostram que, na sociedade Kalunga do Riachão, localizada no município de Monte Alegre de Goiás, são utilizadas a quarta, a cuia feita de cabaças, com capacidade de aproximadamente 2 litros, e o tapiti, uma herança indígena, feito de palha de buriti, que serve para escorrer a massa de mandioca. Segundo essa pesquisadora, o tapiti tem forma cilíndrica e, na comunidade Kalunga do Riachão, possui aproximadamente 2 m de comprimento por uns 20 cm de diâmetro. Com base nessas informações, analise os itens abaixo:


    I-O volume aproximado de massa de mandioca que o tapiti acima descrito suporta é de aproximadamente 0,0628 m3 .

    II-Considerando que uma quarta de farinha de mandioca equivale a 20 litros de farinha, então a mesma quantidade pode ser distribuída em 10 cuias.

    III-A quantidade de palha de buriti necessária para construir a lateral do tapiti é aproximadamente 0,1256 m2 .

    IV- Se considerarmos que um tapiti equivale a 1/8 de uma quarta e supondo que a capacidade da quarta seja de 20 litros de farinha, então a capacidade desse tapiti é de 2,5 litros de farinha.


    Após a análise dos itens, assinale a alternativa verdadeira:
    Escolha uma alternativa para a questão 7b0ea445-b0
  • 7AE3D0ED-B0

    Português

    Advérbios
    PUC-GO · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 04

          Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. [...]

           Arrastaram-se para lá, devagar, sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.

          Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.

          – Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai. Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta. Mas o pequeno esperneou acuado, depois sossegou, deitou-se, fechou os olhos. Fabiano ainda lhe deu algumas pancadas e esperou que ele se levantasse. Como isto não acontecesse, espiou os quatro cantos, zangado, praguejando baixo.

          A caatinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O vôo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos.

             – Anda, excomungado.

       O pirralho não se mexeu, e Fabiano desejou matá-lo. Tinha o coração grosso, queria responsabilizar alguém pela sua desgraça. A seca aparecia-lhe como um fato necessário – e a obstinação da criança irritava-o. [...]

    (RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 100. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. p. 9-10)



    Sobre o trecho “Arrastaram-se para lá, devagar [...] o menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás”, retirado do texto 04, indique a única alternativa verdadeira:

    Escolha uma alternativa para a questão 7ae3d0ed-b0