Questões do ENEM: Linguagens e nível médio

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8.516 questões encontradas. Mostrando a página 57 de 426.

  • 8223F1FE-FF

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdades Integradas Aparício Carvalho · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Poema tirado de uma notícia de jornal

    João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número.
    Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
    Bebeu
    Cantou
    Dançou
    Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

    (BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980.)

    Pode-se afirmar acerca do poema modernista de Manuel Bandeira que:
    Escolha uma alternativa para a questão 8223f1fe-ff
  • 8218D890-FF

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdades Integradas Aparício Carvalho · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Descobrimento

    Abancado à escrivaninha em São Paulo
    Na minha casa da rua Lopes Chaves
    De supetão senti um friúme por dentro.
    Fiquei trêmulo, muito comovido
    Com o livro palerma olhando pra mim.

    Não vê que me lembrei que lá no Norte, meu Deus!
    muito longe de mim,
    Na escuridão ativa da noite que caiu
    Um homem pálido magro de cabelo escorrendo nos olhos
    Depois de fazer uma pele com a borracha do dia,
    Faz pouco se deitou, está dormindo.
    Esse homem é brasileiro que nem eu...

    (ANDRADE, Mário de. Poesias completas. Belo Horizonte – São Paulo: Itatiaia – Edusp, 1987.)

    Mário de Andrade, autor do poema anterior, fez parte do grupo que idealizou a Semana de Arte Moderna. Acerca da linguagem empregada pelo poeta em “Descobrimento”, pode-se afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 8218d890-ff
  • 8215236F-FF

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdades Integradas Aparício Carvalho · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    A terceira fase do Modernismo, 1945 a 1960, é vista como o “apuro da forma”, entre os autores que se destacam estão: João Cabral de Melo Neto, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Nelson Rodrigues e Ariano Suassuna. Assinale, a seguir, a alternativa concernente à terceira fase modernista.
    Escolha uma alternativa para a questão 8215236f-ff
  • 8212125D-FF

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdades Integradas Aparício Carvalho · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    O que é prevenção de suicídio, afinal?

       Dia mundial de prevenção de suicídio, 10 de setembro. De um tempo para cá todo ano voltamos ao tema. Mas ainda estamos encontrando o tom.
       Após uma vida inteira ignorando o assunto os meios de comunicação resolveram finalmente abordá-lo. Mas, presos aos modelos de campanhas de conscientização habituais focaram-se nos números, taxas de crescimento, histórias individuais, entrevistas com pessoas afetadas pela questão. Tudo muito importante para que a sociedade fique mais esclarecida sobre o panorama local, nacional e até mundial sobre o suicídio. Mas inócuo para prevenção de fato.
      O que é prevenção, afinal? A prevenção em saúde se dá em três níveis:
       Prevenção primária: estratégias para evitar o adoecimento, retirando fatores de risco.
      Prevenção secundária: detecção precoce de pessoas acometidas por um problema, se possível antes de ele se manifestar.
      Prevenção terciária: intervenções para evitar sequelas depois que o problema acontece.
       De trás para frente, quando se fala em suicídio, não é possível fazer prevenção terciária, a não ser tratar das feridas emocionais de quem ficou (na chamada pósvenção).
      E o que seria a prevenção secundária nesses casos? Evitar que pessoas já com intenções ou planos suicidas cometam o ato. Tal situação normalmente se dá quando existe um transtorno mental que agrava uma situação de crise – por estar doente ela não vê outra saída que não a morte. É preciso então dissuadi-las disso, mostrando que o ser humano consegue superar qualquer coisa se tiver ajuda suficiente e se suas emoções não estiverem adoecidas. Não adianta apresentar números, contar histórias tristes. Ninguém nessa situação vai pensar “Puxa, quanta gente já se matou, né? Melhor eu não fazer isso”. Ao contrário, tais dados podem até normalizar para elas esse comportamento. Faremos prevenção se ensinarmos todo mundo a detectar sintomas de depressão, a diferenciar uso e dependência de substâncias; se combatermos o preconceito com psiquiatria, psicologia, estimulando em quem precisa a busca de ajuda e apresentando caminhos para atendimento em crises (como o CVV – fone 188). Se a sociedade inteira compreender que essas são formas eficazes de se buscar saídas para situações aparentemente insolúveis e insuportáveis, poderemos prevenir alguns casos.
      Evidentemente o ideal é que a gente não chegue a ponto de considerar seriamente o suicídio. Como já vimos que isso normalmente ocorre quando crises parecem insuportáveis e insolúveis em função do adoecimento emocional, esse último deveria ser o alvo da prevenção primária. É ingênuo achar ser possível prevenir crises. Mas evitar o adoecimento é um alvo a ser perseguido com afinco. Atividade física regular, sono de qualidade, alimentação saudável, desenvolvimento de vínculos afetivos, criação de uma rede de suporte, tudo isso – de preferência ao mesmo tempo – oferece boa proteção ao adoecimento ou ao agravamento dos transtornos mentais. Falar disso – que aparentemente nada tem a ver com o suicídio – talvez seja uma das formas mais importantes de prevenir novos casos.
        Ah, e apesar de óbvio, vale a pena lembrar: não adianta voltarmos a esses temas apenas ano que vem, ok?
      Já percebeu como diante das mesmas situações – mesmo as dramáticas – tem gente que desmorona, outros sofrem por um tempo mas seguem em frente, e ainda há quem não se abale? Isso mostra que boa parte do problema diante de eventos negativos não está neles, mas em nós – como nossa história, nossos pensamentos, pressupostos e crenças interferem na forma com que lidamos com as adversidades. Em O poder da resiliência (Sextante, 2019) o psicólogo Rick Hanson se uniu ao consultor Forrest Hanson para mostrar, baseado em pesquisas científicas e exemplos práticos, como resiliência vai além da capacidade de absorver os golpes e ficar em pé (o que já é bastante). Ela também coopera para termos mais qualidade de vida e um bem-estar efetivo. Habilidades que vêm muito a calhar tanto para prevenção primária como para secundária e pósvenção.

    (Daniel Martins de Barros, 10/09/2019. Disponível em: https://emais.estadao.com.br/blogs/daniel-martins-de-barros/o-que-eprevencao-de-suicidio-afinal/.)
    De acordo com a estrutura textual apresentada, assinale a indicação correta acerca do principal objetivo comunicacional do texto em análise.
    Escolha uma alternativa para a questão 8212125d-ff
  • 820B81D5-FF

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdades Integradas Aparício Carvalho · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    O que é prevenção de suicídio, afinal?

       Dia mundial de prevenção de suicídio, 10 de setembro. De um tempo para cá todo ano voltamos ao tema. Mas ainda estamos encontrando o tom.
       Após uma vida inteira ignorando o assunto os meios de comunicação resolveram finalmente abordá-lo. Mas, presos aos modelos de campanhas de conscientização habituais focaram-se nos números, taxas de crescimento, histórias individuais, entrevistas com pessoas afetadas pela questão. Tudo muito importante para que a sociedade fique mais esclarecida sobre o panorama local, nacional e até mundial sobre o suicídio. Mas inócuo para prevenção de fato.
      O que é prevenção, afinal? A prevenção em saúde se dá em três níveis:
       Prevenção primária: estratégias para evitar o adoecimento, retirando fatores de risco.
      Prevenção secundária: detecção precoce de pessoas acometidas por um problema, se possível antes de ele se manifestar.
      Prevenção terciária: intervenções para evitar sequelas depois que o problema acontece.
       De trás para frente, quando se fala em suicídio, não é possível fazer prevenção terciária, a não ser tratar das feridas emocionais de quem ficou (na chamada pósvenção).
      E o que seria a prevenção secundária nesses casos? Evitar que pessoas já com intenções ou planos suicidas cometam o ato. Tal situação normalmente se dá quando existe um transtorno mental que agrava uma situação de crise – por estar doente ela não vê outra saída que não a morte. É preciso então dissuadi-las disso, mostrando que o ser humano consegue superar qualquer coisa se tiver ajuda suficiente e se suas emoções não estiverem adoecidas. Não adianta apresentar números, contar histórias tristes. Ninguém nessa situação vai pensar “Puxa, quanta gente já se matou, né? Melhor eu não fazer isso”. Ao contrário, tais dados podem até normalizar para elas esse comportamento. Faremos prevenção se ensinarmos todo mundo a detectar sintomas de depressão, a diferenciar uso e dependência de substâncias; se combatermos o preconceito com psiquiatria, psicologia, estimulando em quem precisa a busca de ajuda e apresentando caminhos para atendimento em crises (como o CVV – fone 188). Se a sociedade inteira compreender que essas são formas eficazes de se buscar saídas para situações aparentemente insolúveis e insuportáveis, poderemos prevenir alguns casos.
      Evidentemente o ideal é que a gente não chegue a ponto de considerar seriamente o suicídio. Como já vimos que isso normalmente ocorre quando crises parecem insuportáveis e insolúveis em função do adoecimento emocional, esse último deveria ser o alvo da prevenção primária. É ingênuo achar ser possível prevenir crises. Mas evitar o adoecimento é um alvo a ser perseguido com afinco. Atividade física regular, sono de qualidade, alimentação saudável, desenvolvimento de vínculos afetivos, criação de uma rede de suporte, tudo isso – de preferência ao mesmo tempo – oferece boa proteção ao adoecimento ou ao agravamento dos transtornos mentais. Falar disso – que aparentemente nada tem a ver com o suicídio – talvez seja uma das formas mais importantes de prevenir novos casos.
        Ah, e apesar de óbvio, vale a pena lembrar: não adianta voltarmos a esses temas apenas ano que vem, ok?
      Já percebeu como diante das mesmas situações – mesmo as dramáticas – tem gente que desmorona, outros sofrem por um tempo mas seguem em frente, e ainda há quem não se abale? Isso mostra que boa parte do problema diante de eventos negativos não está neles, mas em nós – como nossa história, nossos pensamentos, pressupostos e crenças interferem na forma com que lidamos com as adversidades. Em O poder da resiliência (Sextante, 2019) o psicólogo Rick Hanson se uniu ao consultor Forrest Hanson para mostrar, baseado em pesquisas científicas e exemplos práticos, como resiliência vai além da capacidade de absorver os golpes e ficar em pé (o que já é bastante). Ela também coopera para termos mais qualidade de vida e um bem-estar efetivo. Habilidades que vêm muito a calhar tanto para prevenção primária como para secundária e pósvenção.

    (Daniel Martins de Barros, 10/09/2019. Disponível em: https://emais.estadao.com.br/blogs/daniel-martins-de-barros/o-que-eprevencao-de-suicidio-afinal/.)
    De acordo com as ideias e fatos apresentados no texto, indique a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 820b81d5-ff
  • AD40996B-FA

    Inglês

    Sinônimos | Synonyms
    Faculdade da Saúde e Ecologia Humana · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Trump administration officials on healthcare

         President Donald Trump’s main healthcare policy initiative has been working to fulfill his campaign promise to repeal and replace the Patient Protection and Affordable Care Act(ACA), commonly known as Obamacare. He expressed his support for the House and Senate bills that proposed modifying parts of the ACA. The House passed its bill — the American Health Care Act of 2017 — but members of the Senate have been unable to agree on a final replacement plan, leaving most of the provisions of the ACA in place. Republicans did take one step towards changing the ACA by eliminating the law's individual mandate, which took effect in January 2019. In October 2017, the Trump administration took actions to modify the ACA. Trump issued an executive order directing members of his Cabinet to create rules that would allow small businesses to collectively buy health insurance through association health plans, expand shortterm health coverage, and expand the use of Health Reimbursement Arrangements (HRAs). The order did not make direct changes to existing health insurance rules; instead, it directed agencies to consider new rules that would be subject to a notice and comment period. Trump said that he is still committed to passing a bill to repeal and replace the ACA. Before signing the executive order on October 12, 2017, Trump said, “Today is only the beginning. In the coming months, we plan to take new measures to provide our people with even more relief and more freedom. (…) And we’re going to also pressure Congress very strongly to finish the repeal and the replace of Obamacare once and for all. We will have great healthcare in our country..”.
    (Available in: https://ballotpedia.org. Adapted.)
    “Policy” (L1) means:
    Escolha uma alternativa para a questão ad40996b-fa
  • AD3CAE94-FA

    Inglês

    Infinitivo e gerúndio | Infinitive and gerund
    Faculdade da Saúde e Ecologia Humana · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Trump administration officials on healthcare

         President Donald Trump’s main healthcare policy initiative has been working to fulfill his campaign promise to repeal and replace the Patient Protection and Affordable Care Act(ACA), commonly known as Obamacare. He expressed his support for the House and Senate bills that proposed modifying parts of the ACA. The House passed its bill — the American Health Care Act of 2017 — but members of the Senate have been unable to agree on a final replacement plan, leaving most of the provisions of the ACA in place. Republicans did take one step towards changing the ACA by eliminating the law's individual mandate, which took effect in January 2019. In October 2017, the Trump administration took actions to modify the ACA. Trump issued an executive order directing members of his Cabinet to create rules that would allow small businesses to collectively buy health insurance through association health plans, expand shortterm health coverage, and expand the use of Health Reimbursement Arrangements (HRAs). The order did not make direct changes to existing health insurance rules; instead, it directed agencies to consider new rules that would be subject to a notice and comment period. Trump said that he is still committed to passing a bill to repeal and replace the ACA. Before signing the executive order on October 12, 2017, Trump said, “Today is only the beginning. In the coming months, we plan to take new measures to provide our people with even more relief and more freedom. (…) And we’re going to also pressure Congress very strongly to finish the repeal and the replace of Obamacare once and for all. We will have great healthcare in our country..”.
    (Available in: https://ballotpedia.org. Adapted.)
    Mark the gerund which is used as a noun:
    Escolha uma alternativa para a questão ad3cae94-fa
  • AD35E52C-FA

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade da Saúde e Ecologia Humana · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Read the dialogue to answer.

    Doctor: Have you ever fainted before?
    Patient: Yes, the last time you told me your fees.

    (Available in:https://pages2cool.blogspot.com.)

    Mark the item that does NOT match the dialogue:
    Escolha uma alternativa para a questão ad35e52c-fa
  • AD31F207-FA

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade da Saúde e Ecologia Humana · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Read the dialogue to answer.

    Doctor: Please, take your seat. What is your problem?
    Patient: Hello Doctor, please, can you give me your certificate?
    Doctor: Why?
    Patient: I took two weeks leave in my office. They asked me
    to get a “Doctor Certificate”.

    (Available in: https://pages2cool.blogspot.com.)

    We learn from the dialogue that:
    Escolha uma alternativa para a questão ad31f207-fa
  • AD270815-FA

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade da Saúde e Ecologia Humana · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    O poema a seguir, de Vinicius de Moraes, publicado no livro “Antologia poética” (1954) remete ao ataque nuclear no final da Segunda Guerra Mundial.

    A rosa de Hiroshima

    Pensem nas crianças
    Mudas telepáticas
    Pensem nas meninas
    Cegas inexatas
    Pensem nas mulheres
    Rotas alteradas
    Pensem nas feridas
    Como rosas cálidas
    Mas oh não se esqueçam
    Da rosa da rosa
    Da rosa de Hiroshima
    A rosa hereditária
    A rosa radioativa
    Estúpida e inválida
    A rosa com cirrose
    A antirrosa atômica
    Sem cor sem perfume
    Sem rosa, sem nada.
    (MORAES, Vinicius de. Poesia completa e prosa. São Paulo: Companhia
    das Letras, 1992.)

    Imagem da questão de Literatura, Faculdade da Saúde e Ecologia Humana 2019, Escolas Literárias
    Imagem da explosão da bomba atômica, que serve como tema para a
    composição de Vinicius de Moraes.

    Comparando a imagem da explosão da bomba atômica com as imagens criadas pelo eu lírico em “A rosa de Hiroshima”, pode-se afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão ad270815-fa
  • AD2301B4-FA

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade da Saúde e Ecologia Humana · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia a seguir alguns trechos do poema “Ode ao burguês” de Mário de Andrade, publicado na obra “Pauliceia desvairada” (1922).

    Ode ao burguês

    Eu insulto o burguês! O burguês-níquel,
    O burguês-burguês!
    A digestão bem-feita de São Paulo!
    O homem-curva! O homem-nádegas!
    O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
    É sempre um cauteloso pouco-a-pouco!

    [...]

    Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
    Oh! purée de batatas morais!
    Oh! cabelos nas ventas! Oh! carecas!
    Ódio aos temperamentos regulares!
    Ódio aos relógios musculares! Morte e infâmia!
    Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
    Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
    Sempiternamente as mesmices convencionais!
    De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Ela!
    Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
    Todos para a Central do meu rancor inebriante

    Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
    Morte ao burguês de giolhos,
    cheirando religião e que não crê em Deus!
    Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
    Ódio fundamento, sem perdão!

    Fora! Fu! Fora o bom burguês!...

    Em relação ao poema, indique V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

    ( ) O título demonstra, após a leitura do poema, a intenção crítica do eu lírico diante do elemento “burguês”.
    ( ) A expressão “burguês-níquel” demonstra a importância que o eu lírico concede ao dinheiro, ao materialismo.
    ( ) As características quanto ao tema e ao estilo apresentados tornam o poema um exemplo da literatura da primeira fase do Modernismo no Brasil.
    ( ) A preocupação com o emprego constante de conectores lógicos demonstra o cuidado com o uso da linguagem, característica marcante da primeira fase modernista.

    A sequência está correta em

    Escolha uma alternativa para a questão ad2301b4-fa
  • AD1C004D-FA

    Literatura

    Barroco
    Faculdade da Saúde e Ecologia Humana · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o soneto de Gregório de Matos.

    Aos afetos, e lágrimas derramadas na ausência da dama a
    quem queria bem

    Ardor em firme coração nascido;
    Pranto por belos olhos derramado;
    Incêndio em mares de água disfarçado;
    Rio de neve em fogo convertido:

    Tu, que um peito abrasas escondido;
    Tu, que em um rosto corres desatado;
    Quando fogo, em cristais aprisionado;
    Quando cristal, em chamas derretido.

    Se és fogo, como passas brandamente,
    Se és neve, como queimas com porfia?
    Mas ai, que andou Amor em ti prudente!

    Pois para temperar a tirania,
    Como quis que aqui fosse a neve ardente,
    Permitiu parecesse a chama fria.

    (MATOS, Gregório de. In: Wisnik, José Miguel [Sel. e org.]. Poemas
    escolhidos. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.)

    Analise as assertivas a seguir.

    I. As contradições, presentes no Barroco, demonstram sentimentos despertados no eu lírico.
    II. No fim do poema, os elementos que produzem as imagens opostas são fundidos havendo, assim, uma conciliação dos opostos.
    III. O interlocutor a quem o eu lírico se dirige no poema pode ser identificado como a própria dama a quem entregara seus sentimentos amorosos.
    IV. Trata-se de um soneto em versos decassílabos com a presença de rimas intercaladas demonstrando a organização dada aos poemas pelos poetas barrocos.

    Estão corretas apenas as afirmativas


    Escolha uma alternativa para a questão ad1c004d-fa
  • AD1379BB-FA

    Português

    Coesão e coerência
    Faculdade da Saúde e Ecologia Humana · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Vida pós-Zika

    Com ajuda de mães, estudo descobre imunidade após
    contato com o vírus.

         Um estudo feito em parceria com 50 mães que tiveram Zika durante a gravidez concluiu que a maior parte delas — e de seus filhos — desenvolveu imunidade ao vírus. A descoberta, feita por pesquisadores da Fiocruz e do Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense, será apresentada hoje às mães.
         As mulheres, que participam da pesquisa voluntariamente, tiveram a infecção durante a gestação e são acompanhadas desde 2016, ao lado de seus filhos. Alguns deles nasceram com a síndrome da Zika Congênita, caracterizada principalmente pela microcefalia; outros têm alterações neurológicas, embora não possuam a síndrome; e o último grupo é assintomático.
        No Hospital Antônio Pedro, 36 profissionais fazem o acompanhamento clínico em que avaliam e estimulam o desenvolvimento das crianças, moradoras de Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí. Ali, coletam o sangue que é estudado por 22 cientistas da Fiocruz. Há três principais linhas de pesquisa, sendo a de maior impacto para a população a que resultou na descoberta sobre a imunidade.
        Segundo Luzia Maria de Oliveira Pinto, pesquisadora do Laboratório de Imunologia Viral do Instituto Oswaldo Cruz, que coordena os estudos, os dados finais ainda estão sendo concluídos, mas já se pode cravar que a maioria das pessoas pesquisadas desenvolveu, sim, imunidade ao vírus.
       Outros dois estudos estão sendo finalizados: um avalia se a intensidade da resposta inflamatória do organismo para combater o vírus na gravidez tem impacto no desfecho clínico do bebê; e o outro verifica se as células podem produzir proteínas e anticorpos contra o vírus.
        — Sem essas mães não conseguiríamos fazer as pesquisas. A consequência da infecção já aconteceu. Por isso é um ato que não vai ajudá-las diretamente, mas pode ajudar outras famílias, até porque podem ocorrer novas epidemias — enfatiza a pesquisadora.
       Mesmo sem poder se beneficiar diretamente do impacto das pesquisas, nenhuma mãe atendida pelo Hospital Antônio Pedro se recusou a colaborar com os cientistas.
       — Por isso quisemos dar uma resposta a elas, mostrar: “olha como vocês contribuíram para a ciência”. A maioria dessas mães era produtiva, tinha emprego, e tudo mudou completamente. A vida delas é dedicada às crianças. Levam os filhos de duas a três vezes por semana para estimulação com fisioterapia, psicologia, fonoaudióloga… São lutadoras — afirma a coordenadora do projeto, Claudete Araújo Cardoso, infectologista pediátrica da Faculdade de Medicina da UFF.
        A pesquisadora conta ainda que pretende acompanhar os casos até os bebês crescerem:
       — Essas crianças vão ter que continuar sendo estimuladas. Como protocolo de pesquisa, o Ministério da Saúde orienta acompanhá-las por três anos, e decidimos acompanhar por cinco. Mas vou acompanhá-las até virarem adultas.
      Na mesma semana em que descobriu que estava grávida, manchas vermelhas apareceram no corpo de Kamila Mitidieri, de 23 anos. Era Zika. Sophia nasceu com a síndrome. Agora tem 2 anos e 9 meses e faz fisioterapia motora e respiratória e frequenta a fonoaudióloga.
       — Ela está se desenvolvendo bem melhor. Aprendeu até a falar “mãe”. Eu sempre soube que ela precisaria de um cuidado maior do que uma criança que não tem nada. Há três meses consegui um emprego, mas tive que sair porque a dona do salão não aceitava que eu levasse minha filha ao médico.
       Apesar das dificuldades do dia a dia, ela não hesita em ajudar nas pesquisas e enfrenta seus temores:
       — Realmente eu odeio tirar sangue, mas toda vez que me pedem eu tiro. Tenho vontade de ter outro filho, mas tenho medo.
      Logo depois que Elisangela Patricia, de 37 anos, recebeu o diagnóstico de Zika, descobriu que estava grávida. Na hora, os médicos disseram que seu filho teria microcefalia, mas não foi o que aconteceu. Ele nasceu sem sintomas, mas, com o passar do tempo, alterações foram sendo descobertas. Samuel Travassos, de 2 anos e 10 meses, tem pequenos cistos no cérebro, atraso no desenvolvimento e suspeita de autismo.
       — Fico com ele o tempo todo, 24 horas por dia. É cansativo, não consigo cuidar de mim, tenho pressão alta e bronquite, mas ele precisa mais que eu. É grudado em mim, toma meu tempo todo, mas eu sempre participo de tudo. Se dizem que tem uma pesquisa, eu ajudo, mesmo não sabendo o que é. Tem que estudar, que pesquisar. Eles ajudam a gente, e a gente ajuda eles.
    (TATSCH, Constança. O Globo. 05 de outubro de 2019.)
    A expressão destacada em “Mesmo sem poder se beneficiar diretamente do impacto das pesquisas, nenhuma mãe atendida pelo Hospital Antônio Pedro se recusou a colaborar com os cientistas.” (7º§) NÃO pode ser substituída sem prejuízo semântico por:
    Escolha uma alternativa para a questão ad1379bb-fa
  • AD029BA5-FA

    Português

    Coesão e coerência
    Faculdade da Saúde e Ecologia Humana · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Vida pós-Zika

    Com ajuda de mães, estudo descobre imunidade após
    contato com o vírus.

         Um estudo feito em parceria com 50 mães que tiveram Zika durante a gravidez concluiu que a maior parte delas — e de seus filhos — desenvolveu imunidade ao vírus. A descoberta, feita por pesquisadores da Fiocruz e do Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense, será apresentada hoje às mães.
         As mulheres, que participam da pesquisa voluntariamente, tiveram a infecção durante a gestação e são acompanhadas desde 2016, ao lado de seus filhos. Alguns deles nasceram com a síndrome da Zika Congênita, caracterizada principalmente pela microcefalia; outros têm alterações neurológicas, embora não possuam a síndrome; e o último grupo é assintomático.
        No Hospital Antônio Pedro, 36 profissionais fazem o acompanhamento clínico em que avaliam e estimulam o desenvolvimento das crianças, moradoras de Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí. Ali, coletam o sangue que é estudado por 22 cientistas da Fiocruz. Há três principais linhas de pesquisa, sendo a de maior impacto para a população a que resultou na descoberta sobre a imunidade.
        Segundo Luzia Maria de Oliveira Pinto, pesquisadora do Laboratório de Imunologia Viral do Instituto Oswaldo Cruz, que coordena os estudos, os dados finais ainda estão sendo concluídos, mas já se pode cravar que a maioria das pessoas pesquisadas desenvolveu, sim, imunidade ao vírus.
       Outros dois estudos estão sendo finalizados: um avalia se a intensidade da resposta inflamatória do organismo para combater o vírus na gravidez tem impacto no desfecho clínico do bebê; e o outro verifica se as células podem produzir proteínas e anticorpos contra o vírus.
        — Sem essas mães não conseguiríamos fazer as pesquisas. A consequência da infecção já aconteceu. Por isso é um ato que não vai ajudá-las diretamente, mas pode ajudar outras famílias, até porque podem ocorrer novas epidemias — enfatiza a pesquisadora.
       Mesmo sem poder se beneficiar diretamente do impacto das pesquisas, nenhuma mãe atendida pelo Hospital Antônio Pedro se recusou a colaborar com os cientistas.
       — Por isso quisemos dar uma resposta a elas, mostrar: “olha como vocês contribuíram para a ciência”. A maioria dessas mães era produtiva, tinha emprego, e tudo mudou completamente. A vida delas é dedicada às crianças. Levam os filhos de duas a três vezes por semana para estimulação com fisioterapia, psicologia, fonoaudióloga… São lutadoras — afirma a coordenadora do projeto, Claudete Araújo Cardoso, infectologista pediátrica da Faculdade de Medicina da UFF.
        A pesquisadora conta ainda que pretende acompanhar os casos até os bebês crescerem:
       — Essas crianças vão ter que continuar sendo estimuladas. Como protocolo de pesquisa, o Ministério da Saúde orienta acompanhá-las por três anos, e decidimos acompanhar por cinco. Mas vou acompanhá-las até virarem adultas.
      Na mesma semana em que descobriu que estava grávida, manchas vermelhas apareceram no corpo de Kamila Mitidieri, de 23 anos. Era Zika. Sophia nasceu com a síndrome. Agora tem 2 anos e 9 meses e faz fisioterapia motora e respiratória e frequenta a fonoaudióloga.
       — Ela está se desenvolvendo bem melhor. Aprendeu até a falar “mãe”. Eu sempre soube que ela precisaria de um cuidado maior do que uma criança que não tem nada. Há três meses consegui um emprego, mas tive que sair porque a dona do salão não aceitava que eu levasse minha filha ao médico.
       Apesar das dificuldades do dia a dia, ela não hesita em ajudar nas pesquisas e enfrenta seus temores:
       — Realmente eu odeio tirar sangue, mas toda vez que me pedem eu tiro. Tenho vontade de ter outro filho, mas tenho medo.
      Logo depois que Elisangela Patricia, de 37 anos, recebeu o diagnóstico de Zika, descobriu que estava grávida. Na hora, os médicos disseram que seu filho teria microcefalia, mas não foi o que aconteceu. Ele nasceu sem sintomas, mas, com o passar do tempo, alterações foram sendo descobertas. Samuel Travassos, de 2 anos e 10 meses, tem pequenos cistos no cérebro, atraso no desenvolvimento e suspeita de autismo.
       — Fico com ele o tempo todo, 24 horas por dia. É cansativo, não consigo cuidar de mim, tenho pressão alta e bronquite, mas ele precisa mais que eu. É grudado em mim, toma meu tempo todo, mas eu sempre participo de tudo. Se dizem que tem uma pesquisa, eu ajudo, mesmo não sabendo o que é. Tem que estudar, que pesquisar. Eles ajudam a gente, e a gente ajuda eles.
    (TATSCH, Constança. O Globo. 05 de outubro de 2019.)
    Considerando os mecanismos de coesão textual, indique a alternativa cuja indicação do referente em relação ao destacado NÃO está correta.
    Escolha uma alternativa para a questão ad029ba5-fa
  • ACFF2E11-FA

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
    Faculdade da Saúde e Ecologia Humana · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Vida pós-Zika

    Com ajuda de mães, estudo descobre imunidade após
    contato com o vírus.

         Um estudo feito em parceria com 50 mães que tiveram Zika durante a gravidez concluiu que a maior parte delas — e de seus filhos — desenvolveu imunidade ao vírus. A descoberta, feita por pesquisadores da Fiocruz e do Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense, será apresentada hoje às mães.
         As mulheres, que participam da pesquisa voluntariamente, tiveram a infecção durante a gestação e são acompanhadas desde 2016, ao lado de seus filhos. Alguns deles nasceram com a síndrome da Zika Congênita, caracterizada principalmente pela microcefalia; outros têm alterações neurológicas, embora não possuam a síndrome; e o último grupo é assintomático.
        No Hospital Antônio Pedro, 36 profissionais fazem o acompanhamento clínico em que avaliam e estimulam o desenvolvimento das crianças, moradoras de Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí. Ali, coletam o sangue que é estudado por 22 cientistas da Fiocruz. Há três principais linhas de pesquisa, sendo a de maior impacto para a população a que resultou na descoberta sobre a imunidade.
        Segundo Luzia Maria de Oliveira Pinto, pesquisadora do Laboratório de Imunologia Viral do Instituto Oswaldo Cruz, que coordena os estudos, os dados finais ainda estão sendo concluídos, mas já se pode cravar que a maioria das pessoas pesquisadas desenvolveu, sim, imunidade ao vírus.
       Outros dois estudos estão sendo finalizados: um avalia se a intensidade da resposta inflamatória do organismo para combater o vírus na gravidez tem impacto no desfecho clínico do bebê; e o outro verifica se as células podem produzir proteínas e anticorpos contra o vírus.
        — Sem essas mães não conseguiríamos fazer as pesquisas. A consequência da infecção já aconteceu. Por isso é um ato que não vai ajudá-las diretamente, mas pode ajudar outras famílias, até porque podem ocorrer novas epidemias — enfatiza a pesquisadora.
       Mesmo sem poder se beneficiar diretamente do impacto das pesquisas, nenhuma mãe atendida pelo Hospital Antônio Pedro se recusou a colaborar com os cientistas.
       — Por isso quisemos dar uma resposta a elas, mostrar: “olha como vocês contribuíram para a ciência”. A maioria dessas mães era produtiva, tinha emprego, e tudo mudou completamente. A vida delas é dedicada às crianças. Levam os filhos de duas a três vezes por semana para estimulação com fisioterapia, psicologia, fonoaudióloga… São lutadoras — afirma a coordenadora do projeto, Claudete Araújo Cardoso, infectologista pediátrica da Faculdade de Medicina da UFF.
        A pesquisadora conta ainda que pretende acompanhar os casos até os bebês crescerem:
       — Essas crianças vão ter que continuar sendo estimuladas. Como protocolo de pesquisa, o Ministério da Saúde orienta acompanhá-las por três anos, e decidimos acompanhar por cinco. Mas vou acompanhá-las até virarem adultas.
      Na mesma semana em que descobriu que estava grávida, manchas vermelhas apareceram no corpo de Kamila Mitidieri, de 23 anos. Era Zika. Sophia nasceu com a síndrome. Agora tem 2 anos e 9 meses e faz fisioterapia motora e respiratória e frequenta a fonoaudióloga.
       — Ela está se desenvolvendo bem melhor. Aprendeu até a falar “mãe”. Eu sempre soube que ela precisaria de um cuidado maior do que uma criança que não tem nada. Há três meses consegui um emprego, mas tive que sair porque a dona do salão não aceitava que eu levasse minha filha ao médico.
       Apesar das dificuldades do dia a dia, ela não hesita em ajudar nas pesquisas e enfrenta seus temores:
       — Realmente eu odeio tirar sangue, mas toda vez que me pedem eu tiro. Tenho vontade de ter outro filho, mas tenho medo.
      Logo depois que Elisangela Patricia, de 37 anos, recebeu o diagnóstico de Zika, descobriu que estava grávida. Na hora, os médicos disseram que seu filho teria microcefalia, mas não foi o que aconteceu. Ele nasceu sem sintomas, mas, com o passar do tempo, alterações foram sendo descobertas. Samuel Travassos, de 2 anos e 10 meses, tem pequenos cistos no cérebro, atraso no desenvolvimento e suspeita de autismo.
       — Fico com ele o tempo todo, 24 horas por dia. É cansativo, não consigo cuidar de mim, tenho pressão alta e bronquite, mas ele precisa mais que eu. É grudado em mim, toma meu tempo todo, mas eu sempre participo de tudo. Se dizem que tem uma pesquisa, eu ajudo, mesmo não sabendo o que é. Tem que estudar, que pesquisar. Eles ajudam a gente, e a gente ajuda eles.
    (TATSCH, Constança. O Globo. 05 de outubro de 2019.)
    Em “[...] que a maior parte delas — e de seus filhos — desenvolveu imunidade ao vírus.” (1º§), afirma-se corretamente que:
    Escolha uma alternativa para a questão acff2e11-fa
  • ACFA87FF-FA

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade da Saúde e Ecologia Humana · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Vida pós-Zika

    Com ajuda de mães, estudo descobre imunidade após
    contato com o vírus.

         Um estudo feito em parceria com 50 mães que tiveram Zika durante a gravidez concluiu que a maior parte delas — e de seus filhos — desenvolveu imunidade ao vírus. A descoberta, feita por pesquisadores da Fiocruz e do Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense, será apresentada hoje às mães.
         As mulheres, que participam da pesquisa voluntariamente, tiveram a infecção durante a gestação e são acompanhadas desde 2016, ao lado de seus filhos. Alguns deles nasceram com a síndrome da Zika Congênita, caracterizada principalmente pela microcefalia; outros têm alterações neurológicas, embora não possuam a síndrome; e o último grupo é assintomático.
        No Hospital Antônio Pedro, 36 profissionais fazem o acompanhamento clínico em que avaliam e estimulam o desenvolvimento das crianças, moradoras de Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí. Ali, coletam o sangue que é estudado por 22 cientistas da Fiocruz. Há três principais linhas de pesquisa, sendo a de maior impacto para a população a que resultou na descoberta sobre a imunidade.
        Segundo Luzia Maria de Oliveira Pinto, pesquisadora do Laboratório de Imunologia Viral do Instituto Oswaldo Cruz, que coordena os estudos, os dados finais ainda estão sendo concluídos, mas já se pode cravar que a maioria das pessoas pesquisadas desenvolveu, sim, imunidade ao vírus.
       Outros dois estudos estão sendo finalizados: um avalia se a intensidade da resposta inflamatória do organismo para combater o vírus na gravidez tem impacto no desfecho clínico do bebê; e o outro verifica se as células podem produzir proteínas e anticorpos contra o vírus.
        — Sem essas mães não conseguiríamos fazer as pesquisas. A consequência da infecção já aconteceu. Por isso é um ato que não vai ajudá-las diretamente, mas pode ajudar outras famílias, até porque podem ocorrer novas epidemias — enfatiza a pesquisadora.
       Mesmo sem poder se beneficiar diretamente do impacto das pesquisas, nenhuma mãe atendida pelo Hospital Antônio Pedro se recusou a colaborar com os cientistas.
       — Por isso quisemos dar uma resposta a elas, mostrar: “olha como vocês contribuíram para a ciência”. A maioria dessas mães era produtiva, tinha emprego, e tudo mudou completamente. A vida delas é dedicada às crianças. Levam os filhos de duas a três vezes por semana para estimulação com fisioterapia, psicologia, fonoaudióloga… São lutadoras — afirma a coordenadora do projeto, Claudete Araújo Cardoso, infectologista pediátrica da Faculdade de Medicina da UFF.
        A pesquisadora conta ainda que pretende acompanhar os casos até os bebês crescerem:
       — Essas crianças vão ter que continuar sendo estimuladas. Como protocolo de pesquisa, o Ministério da Saúde orienta acompanhá-las por três anos, e decidimos acompanhar por cinco. Mas vou acompanhá-las até virarem adultas.
      Na mesma semana em que descobriu que estava grávida, manchas vermelhas apareceram no corpo de Kamila Mitidieri, de 23 anos. Era Zika. Sophia nasceu com a síndrome. Agora tem 2 anos e 9 meses e faz fisioterapia motora e respiratória e frequenta a fonoaudióloga.
       — Ela está se desenvolvendo bem melhor. Aprendeu até a falar “mãe”. Eu sempre soube que ela precisaria de um cuidado maior do que uma criança que não tem nada. Há três meses consegui um emprego, mas tive que sair porque a dona do salão não aceitava que eu levasse minha filha ao médico.
       Apesar das dificuldades do dia a dia, ela não hesita em ajudar nas pesquisas e enfrenta seus temores:
       — Realmente eu odeio tirar sangue, mas toda vez que me pedem eu tiro. Tenho vontade de ter outro filho, mas tenho medo.
      Logo depois que Elisangela Patricia, de 37 anos, recebeu o diagnóstico de Zika, descobriu que estava grávida. Na hora, os médicos disseram que seu filho teria microcefalia, mas não foi o que aconteceu. Ele nasceu sem sintomas, mas, com o passar do tempo, alterações foram sendo descobertas. Samuel Travassos, de 2 anos e 10 meses, tem pequenos cistos no cérebro, atraso no desenvolvimento e suspeita de autismo.
       — Fico com ele o tempo todo, 24 horas por dia. É cansativo, não consigo cuidar de mim, tenho pressão alta e bronquite, mas ele precisa mais que eu. É grudado em mim, toma meu tempo todo, mas eu sempre participo de tudo. Se dizem que tem uma pesquisa, eu ajudo, mesmo não sabendo o que é. Tem que estudar, que pesquisar. Eles ajudam a gente, e a gente ajuda eles.
    (TATSCH, Constança. O Globo. 05 de outubro de 2019.)
    Quanto aos interlocutores do texto em análise pode-se afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão acfa87ff-fa
  • 3F4ED0FC-F9

    Inglês

    Sinônimos | Synonyms
    UFRGS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.  

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, UFRGS 2019, Sinônimos | Synonyms
    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, UFRGS 2019, Sinônimos | Synonyms
    Adapted from: SONTAG, Susan. Agaínst
    lnterpretatlon and Other Essays. Penguin Modern
    Classics, Straus and Giroux, 2009. p. 3-4.
    The words advocates (I. 28), scrapped (I. 32) and accessory (I. 45) can be replaced, without change in meaning, by
    Escolha uma alternativa para a questão 3f4ed0fc-f9
  • 3F4AD633-F9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UFRGS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.  

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, UFRGS 2019, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, UFRGS 2019, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Adapted from: SONTAG, Susan. Agaínst
    lnterpretatlon and Other Essays. Penguin Modern
    Classics, Straus and Giroux, 2009. p. 3-4.
    Consider the following statements.

    I -The word it(I. 22) refers to art(I. 21)
    II -The word lt (I. 39) refers to the defense of art (I. 39)
    III- The word its (I. 56) refers to art (I. 57)

    Which ones are correct?
    Escolha uma alternativa para a questão 3f4ad633-f9
  • 3F445D3C-F9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UFRGS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.  

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, UFRGS 2019, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, UFRGS 2019, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Adapted from: SONTAG, Susan. Agaínst
    lnterpretatlon and Other Essays. Penguin Modern
    Classics, Straus and Giroux, 2009. p. 3-4.
    Consider the staternents about the uses of the word that in the following segments retrieved frorn the text.

    I - ln must have been that it was incantatory(I. 01-02), it belongs to the sarne word class as in that of the Greek philosophers (I. 04).
    II - ln that of the Greek phi/osophers (I. 04), it belongs to the sarne word class as in proposed that art was mlmesls, lmitation of reality (I. 04-05).
    III- ln must have been that lt was incantatory (I. 01-02), it belongs to the sarne word class as in proposed that art was mlmesls, lmitation of reality (I. 04-05).

    Which ones are correct? 
    Escolha uma alternativa para a questão 3f445d3c-f9
  • 3F40D80E-F9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UFRGS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.  

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, UFRGS 2019, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, UFRGS 2019, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Adapted from: SONTAG, Susan. Agaínst
    lnterpretatlon and Other Essays. Penguin Modern
    Classics, Straus and Giroux, 2009. p. 3-4.
    Mark the statements below with T (true) or F (false), according to the text.

    ( ) Plato's theory suggests that the value of art is questionable.
    ( ) Art has been expected to justify itself since people had their earliest experience with it.
    ( ) Rather than seen as a representation of reality, art is nowadays regarded as a subjective expression by most artists.
    ( ) The dichotomy between form and content does not prevail, regardless of the contemporary view of art as subjective expression.

    The sequence should read, from top to bottom,
    Escolha uma alternativa para a questão 3f40d80e-f9