Questões do ENEM: Linguagens e nível médio

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8.516 questões encontradas. Mostrando a página 83 de 426.

  • 45D23CC1-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
        Era uma vez um tempo em que literatura significava sobretudo poesia. O romance era um recém-chegado, próximo demais da biografia ou da crônica para ser genuinamente literário, uma forma popular que não poderia aspirar às altas vocações da poesia lírica e épica. Mas no século XX o romance eclipsou a poesia, tanto como o que os escritores escrevem quanto como o que os leitores leem e, desde os anos 60, a narrativa passou a dominar também a educação literária. As pessoas ainda estudam poesia — muitas vezes isso é exigido — mas os romances e os contos tornaram-se o núcleo do currículo.
        Isso não é apenas um resultado das preferências de um público leitor de massa, que alegremente escolhe histórias mas raramente lê poemas. As teorias literária e cultural têm afirmado cada vez mais a centralidade cultural da narrativa. As histórias, diz o argumento, são a principal maneira pela qual entendemos as coisas, quer ao pensar em nossas vidas como uma progressão que conduz a algum lugar, quer ao dizer a nós mesmos o que está acontecendo no mundo. A explicação científica busca o sentido das coisas colocando-as sob leis — sempre que a e b prevalecerem, ocorrerá c — mas a vida geralmente não é assim. Ela segue não uma lógica científica de causa e efeito mas a lógica da história, em que entender significa conceber como uma coisa leva a outra, como algo poderia ter sucedido: como Maggie acabou vendendo software em Cingapura, como o pai de Jorge veio a lhe dar um carro.

    (Teoria literária: uma introdução, 1999.)
    Um dos motivos apontados pelo texto para a prevalência do romance sobre a poesia a partir do século XX é:
    Escolha uma alternativa para a questão 45d23cc1-d8
  • 45C56F6E-D8

    Literatura

    Escolas Literárias
    UEA · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho do romance A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, para responder à questão.

        Chegou o sábado. O nosso Augusto, depois de muitos rodeios e cerimônias, pediu finalmente licença para ir passar o dia de domingo na ilha de… e obteve em resposta um não redondo; jurou que tinha dado sua palavra de honra de lá se achar nesse dia e o pai, para que o filho não cumprisse a palavra, nem faltasse à honra, julgou muito conveniente trancá-lo em seu quarto.     Mania antiga é essa de querer triunfar das paixões com fortes meios; erro palmar, principalmente no caso em que se acha o nosso estudante; amor é um menino doidinho e malcriado que, quando alguém intenta refreá-lo, chora, escarapela, esperneia, escabuja, morde, belisca e incomoda mais que solto e livre; prudente é facilitar-lhe o que deseja, para que ele disso se desgoste; soltá-lo no prado, para que não corra; limpar-lhe o caminho, para que não passe; acabar com as dificuldades e oposições, para que ele durma e muitas vezes morra. O amor é um anzol que, quando se engole, agadanha-se logo no coração da gente, donde, se não é com jeito, o maldito rasga, esburaca e se aprofunda.

    (A moreninha, 1997.)
    No romance A moreninha, o personagem Augusto é um jovem
    Escolha uma alternativa para a questão 45c56f6e-d8
  • 45B3A3D3-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o poema de Paulo Henriques Britto para responder à questão.

    Nada nas mãos nem na cabeça, nada 
    no estômago além da sensação vazia 
    de haver ultrapassado toda sensação.


    É em estado assim que se descobre a verdade, 
    que se cometem os grandes crimes, os gestos 
    mais sublimes, ou então não se faz nada.


    É como as cobras. As mais silenciosas, 
    de corpo mais esguio, de cor esmaecida, 
    destilam o veneno mais perfeito.


    Assim também os poemas. Os mais contidos 
    e lisos, os que menos coisa dizem, 
    destilam o veneno mais perfeito.


    (Mínima lírica, 2013.)

    No trecho “que se descobre a verdade, / que se cometem os grandes crimes, os gestos / mais sublimes”, o eu lírico enumera
    Escolha uma alternativa para a questão 45b3a3d3-d8
  • 51C67D1F-D8

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Brazilian scholar Sueli Carneiro (2011), arguing about the importance of black feminism in Brazil and Latin America, states that black women never recognized themselves in the myth of the female fragility, because they were never treated as fragile. This is shown in Text 1 through Maria’s life, since she is
    Escolha uma alternativa para a questão 51c67d1f-d8
  • 51BBD053-D8

    Português

    Figuras de Linguagem
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás 2019, Figuras de Linguagem

    TEXTO 1
    Maria

        Maria estava parada há mais de meia hora no ponto do ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. O preço da passagem estava aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos. (...)
        O ônibus não estava cheio, havia lugares. (...) Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. (...) Por que não podia ser de uma outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? (...)
        Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E, logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. (...)
        Os assaltantes desceram rápido. Maria olhou saudosa e desesperada para o primeiro. Foi quando uma voz acordou a coragem dos demais. Alguém gritou que aquela puta safada lá da frente conhecia os assaltantes. Maria se assustou. Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai de seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. (...)
        — Calma pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos...
         Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. (...)
        Tudo foi tão rápido, tão breve, Maria tinha saudades de seu ex-homem. (...) Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher estava todo dilacerado, todo pisoteado.
        Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.

    EVARISTO, Conceição. Maria. In: Olhos D’Água. Rio de Janeiro: Pallas e Fundação Biblioteca Nacional. 2016. p. 39-42. [Adaptado].
    Maria é o nome da personagem central e o título do Texto 1. Observa-se que a palavra Maria evidencia uma função
    Escolha uma alternativa para a questão 51bbd053-d8
  • 51AFA1F2-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás 2019, Interpretação de Textos

    TEXTO 1
    Maria

        Maria estava parada há mais de meia hora no ponto do ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. O preço da passagem estava aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos. (...)
        O ônibus não estava cheio, havia lugares. (...) Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. (...) Por que não podia ser de uma outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? (...)
        Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E, logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. (...)
        Os assaltantes desceram rápido. Maria olhou saudosa e desesperada para o primeiro. Foi quando uma voz acordou a coragem dos demais. Alguém gritou que aquela puta safada lá da frente conhecia os assaltantes. Maria se assustou. Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai de seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. (...)
        — Calma pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos...
         Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. (...)
        Tudo foi tão rápido, tão breve, Maria tinha saudades de seu ex-homem. (...) Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher estava todo dilacerado, todo pisoteado.
        Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.

    EVARISTO, Conceição. Maria. In: Olhos D’Água. Rio de Janeiro: Pallas e Fundação Biblioteca Nacional. 2016. p. 39-42. [Adaptado].
    Ao analisar a pintura de Cândido Portinari (Imagem 1), em seu contexto sócio-histórico, nota-se que o artista
    Escolha uma alternativa para a questão 51afa1f2-d8
  • 67490555-D8

    Inglês

    Tradução | Translation
    Faculdade de Medicina de Marília · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

                   An increasing body of evidence suggests that the time we spend on our smartphones is interfering with our sleep, self-esteem, relationships, memory, attention spans, creativity, productivity and problem-solving and decision-making skills. But there is another reason for us to rethink our relationships with our devices. By chronically raising levels of cortisol, the body’s main stress hormone, our phones may be threatening our health and shortening our lives.

              If they happened only occasionally, phone-induced cortisol spikes might not matter. But the average American spends four hours a day staring at their smartphone and keeps it within arm’s reach nearly all the time, according to a tracking app called Moment.

             “Your cortisol levels are elevated when your phone is in sight or nearby, or when you hear it or even think you hear it,” says David Greenfield, professor of clinical psychiatry at the University of Connecticut School of Medicine and founder of the Center for Internet and Technology Addiction. “It’s a stress response, and it feels unpleasant, and the body’s natural response is to want to check the phone to make the stress go away.”

              But while doing so might soothe you for a second, it probably will make things worse in the long run. Any time you check your phone, you’re likely to find something else stressful waiting for you, leading to another spike in cortisol and another craving to check your phone to make your anxiety go away. This cycle, when continuously reinforced, leads to chronically elevated cortisol levels. And chronically elevated cortisol levels have been tied to an increased risk of serious health problems, including depression, obesity, metabolic syndrome, Type 2 diabetes, fertility issues, high blood pressure, heart attack, dementia and stroke.



    (Catherine Price. www.nytimes.com, 24.04.2019. Adaptado.)

    No trecho do último parágrafo “while doing so might soothe you for a second”, o termo sublinhado equivale, em português, a
    Escolha uma alternativa para a questão 67490555-d8
  • 66FCEF95-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de Marília · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

           [...] no tempo em que se passavam os fatos que vamos narrando nada mais havia comum do que ter cada casa um, dois e às vezes mais agregados.

          Em certas casas os agregados eram muito úteis, porque a família tirava grande proveito de seus serviços, e já tivemos ocasião de dar exemplo disso quando contamos a história do finado padrinho de Leonardo; outras vezes porém, e estas eram maior número, o agregado, refinado vadio, era uma verdadeira parasita que se prendia à árvore familiar, que lhe participava da seiva sem ajudá-la a dar frutos, e o que é mais ainda, chegava mesmo a dar cabo dela. E o caso é que, apesar de tudo, se na primeira hipótese o esmagavam com o peso de mil exigências, se lhe batiam a cada passo com os favores na cara, se o filho mais velho da casa, por exemplo, o tomava por seu divertimento, e à menor e mais justa queixa saltavam-lhe os pais em cima tomando o partido de seu filho, no segundo aturavam quanto desconcerto havia com paciência de mártir, o agregado tornava-se quase um rei em casa, punha, dispunha, castigava os escravos, ralhava com os filhos, intervinha enfim nos mais particulares negócios. Em qual dos dois casos estava ou viria estar em breve o nosso amigo Leonardo? O leitor que decida pelo que se vai passar.


    (Manuel Antônio de Almeida. Memórias de um Sargento de Milícias, 1994.)

    O romance de Manuel Antônio de Almeida aborda costumes da sociedade do Rio de Janeiro do século XIX. Um deles é a presença comum de agregados nas casas. No texto, essa figura é descrita

    Escolha uma alternativa para a questão 66fcef95-d8
  • 66F6BDE9-D8

    Português

    Coesão e coerência
    Faculdade de Medicina de Marília · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

            O Ceará, apesar de restrições de renda, destaca-se em alfabetização. Um dos motivos do êxito é a parceria com os municípios, os principais encarregados dos primeiros anos de escolarização.

          Além de medidas que incluem formação de professores e material didático estruturado, o governo cearense acionou um incentivo financeiro: as cidades com resultados melhores recebem fatia maior do ICMS, com liberdade para destinação dos recursos.

            O modelo já foi adotado em Pernambuco e está sendo implantado ou avaliado por Alagoas, Amapá, Espírito Santo e São Paulo.

          Replicam-se igualmente as boas iniciativas do ensino médio em Pernambuco, baseado em tempo integral, que permite ao estudante escolher disciplinas optativas, projeto acolhido em São Paulo.

            Auspiciosa, essa rede multilateral e multipartidária pela educação é exemplo de como a sociedade pode se mobilizar em torno de propostas palpáveis.


    (“Unidos pelo Ensino”. Folha de S.Paulo, 27.08.2019. Adaptado.)

    O sentido original do texto está mantido com a reescrita do trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão 66f6bde9-d8
  • 66F0C0CD-D8

    Português

    Coesão e coerência
    Faculdade de Medicina de Marília · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, Faculdade de Medicina de Marília 2019, Coesão e coerência

    Transpondo-se a forma de tratamento para “você”, os versos “Embarca, pobre de ti, / que há já muito que te espero!” e “Pois digo-te que não quero!” assumem, de acordo com a norma-padrão, as seguintes redações:
    Escolha uma alternativa para a questão 66f0c0cd-d8
  • 66ED8832-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de Marília · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, Faculdade de Medicina de Marília 2019, Interpretação de Textos

    O texto transcrito de Gil Vicente assume caráter
    Escolha uma alternativa para a questão 66ed8832-d8
  • 66E7B724-D8

    Português

    Acentuação Gráfica: acento diferencial
    Faculdade de Medicina de Marília · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, Faculdade de Medicina de Marília 2019, Acentuação Gráfica: acento diferencial

    Nas perguntas do médico “Tem praticado atividades físicas? Mudou hábitos alimentares?”, o sujeito das orações remete a “você”. Se os sujeitos fossem “atividades físicas” e “hábitos alimentares”, essas perguntas assumiriam, em conformidade com a norma-padrão, a seguinte redação:
    Escolha uma alternativa para a questão 66e7b724-d8
  • BEA3A77B-D8

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Ensino Einstein · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, Ensino Einstein 2019, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Rio de Janeiro is mentioned in the third and fourth paragraphs because it
    Escolha uma alternativa para a questão bea3a77b-d8
  • BE9CF101-D8

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Ensino Einstein · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, Ensino Einstein 2019, Interpretação de texto | Reading comprehension

    In the first paragraph, the word “terrifying” is being used to refer to
    Escolha uma alternativa para a questão be9cf101-d8
  • BE7DE089-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Ensino Einstein · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho inicial do conto “O cobrador”, de Rubem Fonseca, para responder à questão.



            Na porta da rua uma dentadura grande, embaixo escrito Dr. Carvalho, Dentista. Na sala de espera vazia uma placa, Espere o Doutor, ele está atendendo um cliente. Esperei meia hora, o dente doendo, a porta abriu e surgiu uma mulher acompanhada de um sujeito grande, uns quarenta anos, de jaleco branco.             Entrei no gabinete, sentei na cadeira, o dentista botou um guardanapo de papel no meu pescoço. Abri a boca e disse que o meu dente de trás estava doendo muito. Ele olhou com um espelhinho e perguntou como é que eu tinha deixado os meus dentes ficarem naquele estado.

            Só rindo. Esses caras são engraçados.

           Vou ter que arrancar, ele disse, o senhor já tem poucos dentes e se não fizer um tratamento rápido vai perder todos os outros, inclusive estes aqui — e deu uma pancada estridente nos meus dentes da frente.             Uma injeção de anestesia na gengiva. Mostrou o dente na ponta do boticão: A raiz está podre, vê?, disse com pouco caso. São quatrocentos cruzeiros.

             Só rindo. Não tem não, meu chapa, eu disse.

            Não tem não o quê? Não tem quatrocentos cruzeiros. Fui andando em direção à porta.

          Ele bloqueou a porta com o corpo. É melhor pagar, disse. Era um homem grande […]. E meu físico franzino encoraja as pessoas. Odeio dentistas, comerciantes, advogados, industriais, funcionários, médicos, executivos, essa canalha inteira. Todos eles estão me devendo muito. Abri o blusão, tirei o 38 [...]. Ele ficou branco, recuou. Apontando o revólver para o peito dele comecei a aliviar o meu coração: tirei as gavetas dos armários, joguei tudo no chão, chutei os vidrinhos todos como se fossem balas, eles pipocavam e explodiam na parede. Arrebentar os cuspidores e motores foi mais difícil, cheguei a machucar as mãos e os pés. O dentista me olhava, várias vezes deve ter pensado em pular em cima de mim, eu queria muito que ele fizesse isso para dar um tiro naquela barriga grande […].

         Eu não pago mais nada, cansei de pagar!, gritei para ele, agora eu só cobro!


    (O melhor de Rubem Fonseca, 2015.)

    “Ele [...] perguntou como é que eu tinha deixado os meus dentes ficarem naquele estado” (2º parágrafo)


    Ao se transpor o trecho para o discurso direto, o termo sublinhado assume a seguinte forma:

    Escolha uma alternativa para a questão be7de089-d8
  • BE6A8E1D-D8

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Ensino Einstein · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, Ensino Einstein 2019, Interpretação de texto | Reading comprehension

    No cartum, a criança
    Escolha uma alternativa para a questão be6a8e1d-d8
  • 73F56616-D8

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade Governador Ozanam Coelho · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Read the dialogue to answer 17.

    A: I haven’t seen Marsha for a while.
    B: After her baby boy was born, she grew used to _______________.

    Choose the option to complete the dialogue.
    Escolha uma alternativa para a questão 73f56616-d8
  • 73EFFEC6-D8

    Inglês

    Aspectos linguísticos | Linguistic aspects
    Faculdade Governador Ozanam Coelho · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Read the dialogue to answer 16.

    A: Leah has been overly amiable to me these days.
    B: I know ____________________________, the school finals are just around the corner and she needs help.

    Choose the option to complete the dialogue.
    Escolha uma alternativa para a questão 73effec6-d8
  • 73E79E72-D8

    Literatura

    Gêneros Literários
    Faculdade Governador Ozanam Coelho · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Considere o texto a seguir:

    “A gente espera que a seca acabe. A gente chegou a passar fome, eu mesmo até desmaiei”, conta, sobre os efeitos dos anos sem chuva regular no semiárido nordestino. A aposentadoria que recebe desde 2014, um salário mínimo, chegou a ser a única fonte de sustento para até 20 familiares.
    Para que o milho cresça, a chuva precisa cair de dez em dez dias, explica José. Essa regularidade também ajuda a trazer água para o açude próximo, Poço da Cruz, onde a esposa dele, Maria Conceição, sempre pescou. “Os peixes morreram, ou ficaram tão magrinhos que a gente fica até com dó de pegar”, lamenta Maria.

    (Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/as-marcas-da-seca-no-nordeste. 08/03/2018.)

    Sabendo-se que o texto anterior faz oposição ao texto literário, dentre as características a seguir, assinale apenas aquela que NÃO lhe diz respeito.
    Escolha uma alternativa para a questão 73e79e72-d8
  • 73E27DB4-D8

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Governador Ozanam Coelho · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Oswald de Andrade foi um dos grandes nomes do Modernismo no Brasil, uma das expressões a ele vinculadas é “antropofagia literária”. Tal expressão representa
    Escolha uma alternativa para a questão 73e27db4-d8