Questões do ENEM: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás

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Resultados

39 questões encontradas. Mostrando a página 1 de 2.

  • 51F490A1-D8

    Química

    Propriedades Físicas dos Compostos Orgânicos: Polaridade das Ligações e Moléculas, Forças Intermoleculares, Ponto de Fusão e Ponto de Ebulição, Solubilização das Substâncias Orgânicas.
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Em uma manifestação do Passe Livre contra o aumento no preço das passagens do transporte coletivo, no centro de Goiânia, uma jovem foi atingida por um jato de spray de pimenta, obtido pelo extrato de pimenta natural e acondicionado em sprays ou bombas de efeito moral. Seu componente ativo é a oleorresina das plantas do Gênero Capsicum, a capsaicina, cuja estrutura molecular é apresentada a seguir. Sua atuação se dá nas mucosas dos olhos, nariz e da boca, causando irritação, ardor, inflamação e sensação de pânico.

    Imagem da questão de Química, da prova de 2019

    Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Capsaicina#/media/File:Capsaicin_Formulae.png. Acesso em: 23 abr. 2019.


    A respeito do processo de elaboração do spray de pimenta sabe-se que
    Escolha uma alternativa para a questão 51f490a1-d8
  • 51F0728C-D8

    Química

    Relações da Química com as Tecnologias, a Sociedade e o Meio Ambiente
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A ONG Litro de Luz construiu 220 lampiões e dez postes utilizando garrafas plásticas, painéis solares, baterias, lâmpadas LED e canos PVC, e os instalaram na área quilombola da comunidade Kalunga de São Domingos, em Goiás, e em sete povoados na região.

    Disponível em: www.emaisgoias.com.br/ong-leva-postes-de-energia-solar-areas-quilombolas-em-goias. Acesso em: 25 abr. 2019.

    O projeto implantado na comunidade Kalunga de São Domingos tem, entre outros objetivos, a ampliação do acesso a fontes de energia elétrica aliados à sustentabilidade. Considerando o exposto, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 51f0728c-d8
  • 51ED55AA-D8

    Física

    Estática e Hidrostática
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    Um casal de trabalhadores decidiu organizar os afazeres do lar. Em comum acordo, o marido, dentre outras atribuições, ficaria responsável por lavar as roupas. Muito preocupado com as questões ambientais, resolveu medir a altura e o raio da centrífuga da máquina de lavar, obtendo 40 cm e 20 cm. Atentou-se, também, aos gastos com o consumo de energia durante a utilização da máquina e à seleção de produtos para a limpeza com baixo impacto ambiental.

    A alternativa que contribuiria para a redução do impacto ambiental seria:
    Escolha uma alternativa para a questão 51ed55aa-d8
  • 51EA2390-D8

    Biologia

    Ecologia e ciências ambientais
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Publicações do IBGE, como o Atlas do Saneamento de 2011, apontaram que regiões mais vulneráveis do país, como a região Norte, possuíam apenas 3,5% de seus municípios com esgotamento sanitário. A respeito da distribuição de água, a região Norte do país foi a que registrou mais altos índices de água não tratada (cerca de 25%). O mesmo índice apontou que 33 cidades brasileiras não tinham abastecimento de água e 2000 não dispunham de rede coletora de esgoto.

    Disponível em: wiki.redejuntos.org.br/busca/o-impacto-traco-do-saneamento-basico-na-desigualdade-social-o-que-diz-o-atlas-do-saneamento. Acesso em: 25 abr. 2019.

    A respeito dessa informação de desigualdade social, pode-se deduzir que:

    Escolha uma alternativa para a questão 51ea2390-d8
  • 51E67FEE-D8

    Biologia

    Drogas
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    A venezuelana Jacqueline Saburido tinha apenas 20 anos quando uma batida de trânsito mudou sua história. O carro em que voltava para casa foi atingido de frente por um motorista bêbado e pegou fogo. O acidente foi registrado nos Estados Unidos. Sentada no banco do passageiro, ela nunca mais reconheceria o próprio rosto. Ela sofreu queimaduras de terceiro grau em mais de 60% do corpo. Jacqui, como era conhecida, morreu na semana passada aos 40 anos, em decorrência de um câncer. Sua voz e suas marcas viraram símbolos da luta contra a mistura de álcool e direção em vários países.

    Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/quem-era-jacqui-saburido-simbolo-da-luta-contra-alcool-e-direcao-apos-perder-o-rosto-emacidente,6d0a7dd89f68c3ff286ccedebcbf7d7fu24aynxw.html. Acesso em: 25 abr. 2019.

    Com relação aos efeitos do álcool no organismo, pode-se afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 51e67fee-d8
  • 51E2D2D1-D8

    Matemática

    Geometria Plana
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    O Brasil desmatou 11% de sua área de florestas entre 1985 e 2017 – ao todo, a área equivale a 2,6 estados de São Paulo. Desse total, 61,5% foram perdas de floresta na Amazônia. Os dados foram coletados com ajuda de imagens de satélite e mostram também uma redução de 18% no Cerrado, de 11% no Pantanal e de 9,5% na Caatinga. O Pampa e a Mata Atlântica foram os únicos dos seis biomas brasileiros que viram sua área de florestas aumentarem neste período de 32 anos.

    Disponível em: https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/04/28/amazonia-perdeu-18percent-da-area-de-floresta-em-tres-decadas-mostra-analise-deimagens-de-satelite.ghtml. Acesso em: 23 abr. 2019.

    Sabendo-se que o estado de São Paulo possui área total aproximada de 250.000 km2 , pode-se concluir que, no período de 1985 a 2017, houve desmatamento em uma área de, aproximadamente:
    Escolha uma alternativa para a questão 51e2d2d1-d8
  • 51DD4BAA-D8

    Atualidades

    Movimentos Sociais, Discriminação e Desigualdade: raça, classe e gênero
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    “Embora os cientistas sociais se refiram ao gênero como um ‘fator’ ou ‘dimensão’ da análise, ele também é aplicado a pessoas reais como uma ‘marca’ de diferença biológica, linguística e/ou cultural. Nestes últimos casos, o gênero pode ser compreendido como um significado assumido por um corpo (já) diferenciado sexualmente; contudo, mesmo assim esse significado só existe em relação a outr
    o significado oposto. Algumas teóricas feministas afirmam ser o gênero ‘uma relação’, aliás um conjunto de relações, e não um atributo individual.”

    BUTLER, Judit. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. Disponível em: https://cadernoselivros.files.wordpress.com/2017/04/butler-problemasdegenero-ocr.pdf. Acesso em: 23 abr. 2019.

    Sobre o trecho acima e os movimentos de gênero na atualidade, identifica-se

    Escolha uma alternativa para a questão 51dd4baa-d8
  • 51DA0F05-D8

    Geografia

    Geografia Econômica
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Geografia, da prova de 2019

    QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1992.


    Partindo da análise da charge e tendo por referência o método do Materialismo Histórico Dialético, a pobreza pode ser compreendida como

    Escolha uma alternativa para a questão 51da0f05-d8
  • 51D64363-D8

    Geografia

    Histórico
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Geografia, da prova de 2019

    Fonte: JORNAL DO BRASIL, 19 DE FEVEREIRO DE 1997.


    A crítica apresentada pela charge refere-se

    Escolha uma alternativa para a questão 51d64363-d8
  • 51D29924-D8

    Geografia

    Impactos e soluções nos meios natural e rural
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Geografia, da prova de 2019
    Disponível em: http://geoconceicao.blogspot.com/2011/06/revolucao-verde-2.html. Acesso em: 30 abr. 2019.


    A partir da charge acima, considera-se que a Revolução Verde no Brasil
    Escolha uma alternativa para a questão 51d29924-d8
  • 51CAD4D7-D8

    Geografia

    Urbanização
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    “[...] ...Estou residindo na favela. Mas se Deus me ajudar hei de mudar daqui. Espero que os políticos estingue [sic] as favelas.”

    (JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo. São Paulo: Ática, 2004. p.160)

    A partir dos estudos sobre os reflexos do crescimento urbano desordenado, constata-se
    Escolha uma alternativa para a questão 51cad4d7-d8
  • 51C67D1F-D8

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Brazilian scholar Sueli Carneiro (2011), arguing about the importance of black feminism in Brazil and Latin America, states that black women never recognized themselves in the myth of the female fragility, because they were never treated as fragile. This is shown in Text 1 through Maria’s life, since she is
    Escolha uma alternativa para a questão 51c67d1f-d8
  • 51C2FE10-D8

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
    According to Conceição Evaristo (2009), in an article entitled “Literatura Negra: uma poética de nossa afro-brasilidade”, Afro-Brazilian literature portrays the bodies of black people in a positive humanized manner, even when they are forced to live under dehumanizing circumstances. Similarly, the images 1 and 2 show black Brazilian men working under inadequate conditions, and yet they are standing up with
    Escolha uma alternativa para a questão 51c2fe10-d8
  • 51BEFE87-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, da prova de 2019

    TEXTO 1
    Maria

        Maria estava parada há mais de meia hora no ponto do ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. O preço da passagem estava aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos. (...)
        O ônibus não estava cheio, havia lugares. (...) Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. (...) Por que não podia ser de uma outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? (...)
        Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E, logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. (...)
        Os assaltantes desceram rápido. Maria olhou saudosa e desesperada para o primeiro. Foi quando uma voz acordou a coragem dos demais. Alguém gritou que aquela puta safada lá da frente conhecia os assaltantes. Maria se assustou. Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai de seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. (...)
        — Calma pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos...
         Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. (...)
        Tudo foi tão rápido, tão breve, Maria tinha saudades de seu ex-homem. (...) Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher estava todo dilacerado, todo pisoteado.
        Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.

    EVARISTO, Conceição. Maria. In: Olhos D’Água. Rio de Janeiro: Pallas e Fundação Biblioteca Nacional. 2016. p. 39-42. [Adaptado].
    No conto Maria (Texto 1), o fragmento que evidencia a temática acerca da mulher batalhadora é
    Escolha uma alternativa para a questão 51befe87-d8
  • 51BBD053-D8

    Português

    Figuras de Linguagem
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, da prova de 2019

    TEXTO 1
    Maria

        Maria estava parada há mais de meia hora no ponto do ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. O preço da passagem estava aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos. (...)
        O ônibus não estava cheio, havia lugares. (...) Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. (...) Por que não podia ser de uma outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? (...)
        Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E, logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. (...)
        Os assaltantes desceram rápido. Maria olhou saudosa e desesperada para o primeiro. Foi quando uma voz acordou a coragem dos demais. Alguém gritou que aquela puta safada lá da frente conhecia os assaltantes. Maria se assustou. Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai de seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. (...)
        — Calma pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos...
         Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. (...)
        Tudo foi tão rápido, tão breve, Maria tinha saudades de seu ex-homem. (...) Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher estava todo dilacerado, todo pisoteado.
        Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.

    EVARISTO, Conceição. Maria. In: Olhos D’Água. Rio de Janeiro: Pallas e Fundação Biblioteca Nacional. 2016. p. 39-42. [Adaptado].
    Maria é o nome da personagem central e o título do Texto 1. Observa-se que a palavra Maria evidencia uma função
    Escolha uma alternativa para a questão 51bbd053-d8
  • 51B8D6DE-D8

    Português

    Gêneros Textuais
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, da prova de 2019

    TEXTO 1
    Maria

        Maria estava parada há mais de meia hora no ponto do ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. O preço da passagem estava aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos. (...)
        O ônibus não estava cheio, havia lugares. (...) Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. (...) Por que não podia ser de uma outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? (...)
        Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E, logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. (...)
        Os assaltantes desceram rápido. Maria olhou saudosa e desesperada para o primeiro. Foi quando uma voz acordou a coragem dos demais. Alguém gritou que aquela puta safada lá da frente conhecia os assaltantes. Maria se assustou. Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai de seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. (...)
        — Calma pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos...
         Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. (...)
        Tudo foi tão rápido, tão breve, Maria tinha saudades de seu ex-homem. (...) Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher estava todo dilacerado, todo pisoteado.
        Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.

    EVARISTO, Conceição. Maria. In: Olhos D’Água. Rio de Janeiro: Pallas e Fundação Biblioteca Nacional. 2016. p. 39-42. [Adaptado].
    Extraído do livro Olhos D’Agua, de Conceição Evaristo, o Texto 1 encaixa-se no gênero discursivo conto, pois apresenta uma
    Escolha uma alternativa para a questão 51b8d6de-d8
  • 51B5DC66-D8

    Literatura

    Barroco
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2019

    TEXTO 1
    Maria

        Maria estava parada há mais de meia hora no ponto do ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. O preço da passagem estava aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos. (...)
        O ônibus não estava cheio, havia lugares. (...) Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. (...) Por que não podia ser de uma outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? (...)
        Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E, logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. (...)
        Os assaltantes desceram rápido. Maria olhou saudosa e desesperada para o primeiro. Foi quando uma voz acordou a coragem dos demais. Alguém gritou que aquela puta safada lá da frente conhecia os assaltantes. Maria se assustou. Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai de seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. (...)
        — Calma pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos...
         Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. (...)
        Tudo foi tão rápido, tão breve, Maria tinha saudades de seu ex-homem. (...) Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher estava todo dilacerado, todo pisoteado.
        Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.

    EVARISTO, Conceição. Maria. In: Olhos D’Água. Rio de Janeiro: Pallas e Fundação Biblioteca Nacional. 2016. p. 39-42. [Adaptado].
    Ao se apropriar do jogo de luzes e sombras, a fotografia de Sebastião Salgado (Imagem 2) aproxima-se visualmente do
    Escolha uma alternativa para a questão 51b5dc66-d8
  • 51B2D33D-D8

    Literatura

    Escolas Literárias
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2019

    TEXTO 1
    Maria

        Maria estava parada há mais de meia hora no ponto do ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. O preço da passagem estava aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos. (...)
        O ônibus não estava cheio, havia lugares. (...) Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. (...) Por que não podia ser de uma outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? (...)
        Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E, logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. (...)
        Os assaltantes desceram rápido. Maria olhou saudosa e desesperada para o primeiro. Foi quando uma voz acordou a coragem dos demais. Alguém gritou que aquela puta safada lá da frente conhecia os assaltantes. Maria se assustou. Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai de seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. (...)
        — Calma pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos...
         Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. (...)
        Tudo foi tão rápido, tão breve, Maria tinha saudades de seu ex-homem. (...) Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher estava todo dilacerado, todo pisoteado.
        Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.

    EVARISTO, Conceição. Maria. In: Olhos D’Água. Rio de Janeiro: Pallas e Fundação Biblioteca Nacional. 2016. p. 39-42. [Adaptado].
    A partir da década de 1930, o movimento modernista brasileiro reforçou o debate sobre as questões sociais. Nesse contexto, a pintura de Cândido Portinari (Imagem 1) é representativa desse movimento por
    Escolha uma alternativa para a questão 51b2d33d-d8
  • 51AFA1F2-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, da prova de 2019

    TEXTO 1
    Maria

        Maria estava parada há mais de meia hora no ponto do ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. O preço da passagem estava aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos. (...)
        O ônibus não estava cheio, havia lugares. (...) Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. (...) Por que não podia ser de uma outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? (...)
        Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E, logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. (...)
        Os assaltantes desceram rápido. Maria olhou saudosa e desesperada para o primeiro. Foi quando uma voz acordou a coragem dos demais. Alguém gritou que aquela puta safada lá da frente conhecia os assaltantes. Maria se assustou. Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai de seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. (...)
        — Calma pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos...
         Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. (...)
        Tudo foi tão rápido, tão breve, Maria tinha saudades de seu ex-homem. (...) Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher estava todo dilacerado, todo pisoteado.
        Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.

    EVARISTO, Conceição. Maria. In: Olhos D’Água. Rio de Janeiro: Pallas e Fundação Biblioteca Nacional. 2016. p. 39-42. [Adaptado].
    Ao analisar a pintura de Cândido Portinari (Imagem 1), em seu contexto sócio-histórico, nota-se que o artista
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    Biologia

    Identidade dos seres vivos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
    “Que efeito surpreendente faz a comida no nosso organismo! Eu que antes de comer via o céu, as árvores, as aves, tudo amarelo, depois que comi, tudo normalizou-se aos meus olhos. [...] Comida no estômago é como o combustível nas máquinas. Passei a trabalhar mais depressa. O meu corpo deixou de pesar. Comecei a andar mais depressa. Eu tinha impressão que eu deslizava no espaço. Comecei a sorrir como se estivesse presenciando um lindo espetáculo. E haverá espetáculo mais lindo do que ter o que comer? Parece que eu estava comendo pela primeira vez na minha vida.”

    JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo. São Paulo: Ática, 2004. p. 45-46.


    O fenômeno narrado pela autora explica-se pelo fato de que
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