Questões do ENEM: Linguagens e nível difícil

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4.735 questões encontradas. Mostrando a página 1 de 237.

  • B8805B58-7B

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário UNICEPLAC · 2026DifícilEntre para guardar nos favoritos
    O gráfico a seguir ilustra o resultado de um estudo científico que aplicou um treinamento mental em voluntários que foram submetidos a um evento estressante. Para avaliar o sucesso dessa intervenção, os pesquisadores analisaram a resposta dos níveis de cortisol, hormônio que apresenta níveis elevados na circulação sanguínea em situações de estresse agudo e crônico. No experimento, a expectativa inicial dos pesquisadores era a de que o treinamento mental fosse capaz de reduzir o estresse e que isso seria observado por níveis reduzidos de cortisol. Os asteriscos no gráfico indicam que houve diferença estatística no resultado. 


    Imagem da questão de Português, da prova de 2026



    Com base nas informações do texto e do gráfico, é correto afirmar que 
    Escolha uma alternativa para a questão b8805b58-7b
  • B83072B3-7B

    Português

    Figuras de Linguagem
    Centro Universitário UNICEPLAC · 2026DifícilEntre para guardar nos favoritos
    É a vaidade, Fábio, nesta vida,
    Rosa, que da manhã lisonjeada,
    Púrpuras mil, com ambição dourada,
    Airosa rompe, arrasta presumida.

    É planta, que de abril favorecida,
    Por mares de soberba desatada,
    Florida galeota empavesada,
    Sulca ufana, navega destemida.

    É nau enfim, que em breve ligeireza
    Com presunção de Fênix generosa,
    Galhardias apresta, alentos preza:

    Mas ser planta, ser rosa, nau vistosa
    De que importa, se aguarda sem defesa
    Penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa?


    Gregório de Matos. Desenganos da vida humana
    metaforicamente. In: Poemas escolhidos. Seleção, prefácio, notas:
    José Miguel Wisnik. São Paulo: Companhia das Letras, 2010
    (composto no século XVII).
    Além da metáfora, aludida no título do texto, outras figuras de linguagem estão presentes no poema de Gregório de Matos. A respeito disso, assinale a alternativa que contém a correta correspondência entre um verso e uma figura de linguagem que nele ocorre. 
    Escolha uma alternativa para a questão b83072b3-7b
  • C1948C12-47

    Português

    Morfologia - Pronomes
    Universidade Virtual de São Paulo · 2026DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Quando me vieram chamar, nem acreditei:

    — É Zuzézinho! Está caindo do prédio.

    E as gentes, em volta, se depressavam para o sucedido. Me juntei às correrias, a pergunta zaranzeando: o homem estava caindo? Aquele gerúndio era um desmando nas graves leis da gravidade: quem cai, já caiu.

    Enquanto corria, meu coração se constringia. Antevia meu velho amigo estatelado na calçada. [...]

    Me aproximava do prédio e já me aranhava na multidão. Coisa de inacreditar: olhavam todos para cima. Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto. O próprio José Antunes Marques Neto, em artes de aero-anjo. Estava caindo? Se sim, vinha mais lento que o planar do planeta pelos céus.

    (Mia Couto. O fio das missangas, 2004.)
    Uma característica das obras de Mia Couto é a presença de marcas do português popular de Moçambique, que se distanciam, por vezes, da norma padrão da língua portuguesa. Exemplifica essa característica a posição do pronome sublinhado na seguinte frase:
    Escolha uma alternativa para a questão c1948c12-47
  • C18F80C7-47

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Virtual de São Paulo · 2026DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Quando me vieram chamar, nem acreditei:

    — É Zuzézinho! Está caindo do prédio.

    E as gentes, em volta, se depressavam para o sucedido. Me juntei às correrias, a pergunta zaranzeando: o homem estava caindo? Aquele gerúndio era um desmando nas graves leis da gravidade: quem cai, já caiu.

    Enquanto corria, meu coração se constringia. Antevia meu velho amigo estatelado na calçada. [...]

    Me aproximava do prédio e já me aranhava na multidão. Coisa de inacreditar: olhavam todos para cima. Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto. O próprio José Antunes Marques Neto, em artes de aero-anjo. Estava caindo? Se sim, vinha mais lento que o planar do planeta pelos céus.

    (Mia Couto. O fio das missangas, 2004.)
    Sobre o uso do gerúndio na frase “Está caindo do prédio” (2o parágrafo), o narrador do texto manifesta
    Escolha uma alternativa para a questão c18f80c7-47
  • 1F7B7F0B-76

    Português

    Morfologia - Pronomes
    UEA · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto de Dan Ariely, traduzido por Ivo Korytowski, para responder à questão.


    O chamado da arte


        Em abril de 2011, o programa de rádio This American Life apresentou uma matéria sobre Dan Weiss, um jovem universitário que trabalhava no Centro John F. Kennedy de Artes Cênicas, em Washington. Sua função era cuidar do estoque das lojas de suvenires do centro, onde uma equipe de 300 voluntários bem-intencionados — em sua maioria, aposentados que adoravam teatro e música — vendia as mercadorias aos visitantes.

        As lojas de suvenires eram administradas como barracas de limonada. Não havia caixas registradoras, apenas caixas de papel onde os voluntários depositavam o dinheiro e de onde pegavam o troco. As lojinhas eram um ótimo negócio, com mais de 400 mil dólares em vendas de mercadorias anualmente. Mas tinham um grande problema: daquela quantia, uns 150 mil dólares desapareciam a cada ano.

        Quando foi promovido a gerente, Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão. Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco. Contratou um detetive para montar uma operação e, numa noite de fevereiro, armaram a cilada. Dan colocou notas marcadas na caixa de papel e partiu. Depois, ele e o detetive se esconderam atrás de umas árvores ali por perto, aguardando pelo suspeito. Quando acabou o expediente e o membro suspeito da equipe foi embora, eles o abordaram e acharam algumas das notas marcadas no seu bolso. Caso encerrado, certo?

        Não exatamente, como se constatou depois. O jovem empregado furtou apenas 60 dólares naquela noite, e, mesmo após sua demissão, o dinheiro e as mercadorias continuaram desaparecendo. O próximo passo de Dan foi criar um sistema de estoque com listas de preços e registros de vendas. Ele orientou os aposentados a anotarem o que era vendido e o que recebiam, e os furtos cessaram. O problema não era um único ladrão, mas a multidão de voluntários idosos, bem-intencionados, amantes das artes que se apropriavam dos produtos e do dinheiro que estavam ali de bobeira.

        A moral dessa história não é nada edificante. Nas palavras de Dan: “Nós vamos nos apropriar de coisas que não nos pertencem se tivermos uma chance. (...) Muitas pessoas precisam de alguma forma de controle para fazerem a coisa certa.”


    (A (honesta) verdade sobre a desonestidade, 2021. Adaptado.)

    “Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco.” (3o parágrafo)


    Suponha que o trecho sublinhado seja substituído por “era destinada a tarefa de levar o dinheiro ao banco”. Para manter a correção gramatical, na nova frase a palavra “cujo” deve ser substituída por:

    Escolha uma alternativa para a questão 1f7b7f0b-76
  • 1F6D9BF8-76

    Português

    Análise sintática
    UEA · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, para responder a questão


        Ricardo agarrou o cálice com delicadeza e respeito, levou-o aos lábios e foi como se todo ele bebesse o licor nacional.

    — Está bom, hein?— indagou o major.

    — Magnífico — fez Ricardo, estalando os lábios.

    — É de Angra. Agora tu vais ver que magnífico vinho do Rio Grande temos… Qual Borgonha! Qual Bordeaux! Temos no Sul muito melhores…

        E o jantar correu assim, nesse tom. Quaresma exaltando os produtos nacionais: a banha, o toucinho e o arroz; a irmã fazia pequenas objeções e Ricardo dizia: “É, é, não há dúvida” — rolando nas órbitas os olhos pequenos, franzindo a testa diminuta que se sumia no cabelo áspero, forçando muito a sua fisionomia miúda e dura a adquirir uma expressão sincera de delicadeza e satisfação.

        Acabado o jantar foram ver o jardim. Era uma maravilha; não tinha nem uma flor… Certamente não se podia tomar por tal míseros beijos-de-frade, palmas-de-santa-rita, quaresmas lutulentas1 , manacás melancólicos e outros belos exemplares dos nossos campos e prados. Como em tudo o mais, o major era em jardinagem essencialmente nacional. Nada de rosas, de crisântemos, de magnólias — flores exóticas; as nossas terras tinham outras mais belas, mais expressivas, mais olentes2 , como aquelas que ele tinha ali.

        Ricardo ainda uma vez concordou e os dois entraram na sala, quando o crepúsculo vinha devagar, muito vagaroso e lento, como se fosse um longo adeus saudoso do sol ao deixar a terra, pondo nas coisas a sua poesia dolente3 e a sua deliquescência4 .

        Mal foi aceso o gás, o mestre de violão empunhou o instrumento, apertou as cravelhas, correu a escala, abaixando-se sobre ele como se o quisesse beijar. Tirou alguns acordes, para experimentar; e dirigiu-se ao discípulo, que já tinha o seu em posição:

    — Vamos ver. Tire a escala, major.

    (Triste fim de Policarpo Quaresma, 2010.)


    1 lutulento: lamacento, lodoso.

    2 olente: cheiroso, perfumado.

    3 dolente: lamentosa, queixosa.

    4 deliquescência: propriedade que certas substâncias têm de extrair água.


    “e foi como se todo ele bebesse o licor nacional” (1o parágrafo)


    Nessa frase, o verbo sublinhado tem um objeto direto — “o licor nacional” —, isto é, o verbo tem um complemento e é ligado a ele diretamente, sem a presença de uma preposição.


    O verbo sublinhado tem também um objeto direto em:

    Escolha uma alternativa para a questão 1f6d9bf8-76
  • 52AC159B-75

    Português

    Morfologia - Pronomes
    Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o capítulo intitulado “A borboleta preta” do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.


        No dia seguinte, como eu estivesse a preparar-me para descer, entrou no meu quarto uma borboleta [...]. A borboleta, depois de esvoaçar muito em torno de mim, pousou-me na testa. Sacudi-a, ela foi pousar na vidraça; e, porque eu a sacudisse de novo, saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. Era negra como a noite. O gesto brando com que, uma vez posta, começou a mover as asas, tinha um certo ar escarninho, que me aborreceu muito. Dei de ombros, saí do quarto; mas tornando lá, minutos depois, e achando-a ainda no mesmo lugar, senti um repelão dos nervos, lancei mão de uma toalha, bati-lhe e ela caiu.

        Não caiu morta; ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. Apiedei-me; tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. Era tarde; a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Fiquei um pouco aborrecido, incomodado.

         — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo.

        E esta reflexão, — uma das mais profundas que se tem feito, desde a invenção das borboletas, — me consolou do malefício, e me reconciliou comigo mesmo. Deixei-me estar a contemplar o cadáver, com alguma simpatia, confesso. Imaginei que ela saíra do mato, almoçada e feliz. A manhã era linda. Veio por ali fora, modesta e negra, espairecendo as suas borboletices, sob a vasta cúpula de um céu azul, que é sempre azul, para todas as asas. Passa pela minha janela, entra e dá comigo. Suponho que nunca teria visto um homem; não sabia, portanto, o que era o homem; descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo, e viu que me movia, que tinha olhos, braços, pernas, um ar divino, uma estatura colossal. Então disse consigo: “Este é provavelmente o inventor das borboletas.” A ideia subjugou-a, aterrou-a; mas o medo, que é também sugestivo, insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa, e beijou-me na testa. Quando enxotada por mim, foi pousar na vidraça, viu dali o retrato de meu pai, e não é impossível que descobrisse meia verdade, a saber, que estava ali o pai do inventor das borboletas, e voou a pedir- -lhe misericórdia.

        Pois um golpe de toalha rematou a aventura. Não lhe valeu a imensidade azul, nem a alegria das flores, nem a pompa das folhas verdes, contra uma toalha de rosto, dois palmos de linho cru. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque, é justo dizê-lo, se ela fosse azul, ou cor de laranja, não teria mais segura a vida; não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete, para recreio dos olhos. Não era. Esta última ideia restituiu-me a consolação; uni o dedo grande ao polegar, despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. Era tempo: aí vinham já as próvidas formigas… Não, volto à primeira ideia; creio que para ela era melhor ter nascido azul.


    (Memórias póstumas de Brás Cubas, 2001.)


    Pode ser atribuído valor de posse ao pronome sublinhado no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão 52ac159b-75
  • E559965F-74

    Português

    Orações subordinadas substantivas: Subjetivas, Objetivas diretas, Objetivas indiretas...
    UEA · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, considere o artigo escrito por Rafael Magalhães dos Santos e editado por Layse Ventura.


    A televisão já foi vista como o fim do cinema. Mas, em vez de morrer, a sétima arte evoluiu: criou novas linguagens, reinventou formatos e encontrou seu próprio espaço. Hoje, a Inteligência Artificial é tratada como a próxima ameaça às indústrias criativas. Será? A história mostra que, diante de grandes mudanças, quem inova sobrevive — e ainda brilha.

    Para salvar a experiência do cinema diante da televisão, a indústria apostou na inovação técnica e estética. Vieram o widescreen, o 3D e o som multicanal, criando um espetáculo que nenhuma TV da época podia replicar. As produções também aceleraram a adoção do filme colorido e passaram a se associar a eventos de “alta cultura”, como teatro e ópera, com filmes mais longos, aberturas e intervalos.

    Nem todas as ideias pegaram — e algumas soaram até ridículas, como o “smell-o-vision”, que liberava cheiros durante o filme Scent of Mystery (1960). Ainda assim, o esforço de inovar transformou a própria linguagem do cinema.

    O impacto foi tão profundo que o cinema deixou de disputar espaço com a TV e criou uma experiência sensorial própria. Inovar não era apenas uma questão de sobrevivência, era uma forma de transformar limitações em novas possibilidades estéticas. Em vez de resistir à mudança, o cinema a incorporou como motor de evolução.

    A Inteligência Artificial gera hoje o mesmo frio na barriga que a televisão causou décadas atrás. Textos, músicas, pinturas e roteiros podem ser produzidos em minutos, desafiando a ideia de autoria e talento humano. Mas, assim como o cinema não desapareceu, a criação humana também não precisa ser substituída, ela pode evoluir junto.

    A IA não é apenas uma máquina de cópias. Ela pode ser uma ferramenta de experimentação, inspiração e até democratização do acesso criativo. Em vez de temer o que a tecnologia pode fazer, a chave está em usá-la para ampliar o que só os humanos conseguem transmitir: emoção, nuance, surpresa.

    A Inteligência Artificial pode ser a faísca de uma nova era nas artes. A criatividade continua a ser um terreno humano — e, agora, com novos instrumentos para explorá-lo como nunca antes.

    (www.olhardigital.com.br, 02.05.2025. Adaptado.)
    O sujeito oracional ocorre quando uma oração exerce a função de sujeito de outra oração.


    Nesse sentido, ocorre sujeito oracional em:
    Escolha uma alternativa para a questão e559965f-74
  • 39E5166A-69

    Português

    Formação das Palavras: Composição, Derivação, Hibridismo, Onomatopeia e Abreviação
    Ensino Einstein · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o poema “Desencontro (2)”, de Mia Couto. 

    No avesso das palavras
    na contrária face
    da minha solidão
    eu te amei
    e acariciei
    o teu imperceptível crescer
    como carne da lua
    nos noturnos lábios entreabertos

    E amei-te sem saberes
    amei-te sem o saber
    amando de te procurar
    amando de te inventar

    No contorno do fogo
    desenhei o teu rosto
    e para te reconhecer
    mudei de corpo
    troquei de noites
    juntei crepúsculo e alvorada

    Para me acostumar
    à tua intermitente ausência
    ensinei às timbilas1
    a espera do silêncio

    (Mia Couto. Poemas Escolhidos, 2016.)

    1timbila: instrumento musical de percussão, do tipo xilofone, tradicional de Moçambique.
    Em um processo de formação de palavras, uma palavra pode mudar de classe gramatical sem sofrer alteração em sua forma. A este processo de enriquecimento vocabular pela mudança de classe das palavras chama-se derivação imprópria.

    (Celso Cunha e Luís F. Lindley Cintra. Nova Gramática do Português Contemporâneo, 2007. Adaptado.)

    A palavra sublinhada que é um exemplo de derivação imprópria é:
    Escolha uma alternativa para a questão 39e5166a-69
  • 7E34645E-68

    Português

    Análise sintática
    Ensino Einstein · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o soneto de Luís de Camões para responder à questões.



    Quem diz que Amor é falso ou enganoso,

    ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,

    sem falta1 lhe terá bem merecido

    que lhe seja cruel ou rigoroso.


    Amor é brando2, é doce e é piadoso3.

    Quem o contrário diz não seja crido;

    seja por cego e apaixonado tido,

    e aos homens, e inda4 aos deuses, odioso.


    Se males faz Amor, em mim se veem;

    em mim mostrando todo o seu rigor,

    ao mundo quis mostrar quanto podia.


    Mas todas suas iras são de amor;

    todos estes seus males são um bem,

    que eu por todo outro bem não trocaria.



    (Luís de Camões. Sonetos: antologia comentada, 2012.)



    1 sem falta: sem dúvida.

    2 brando: manso, meigo.

    3 piadoso: piedoso.

    4 inda: ainda.

    Se males faz Amor, em mim se veem;” (3ª estrofe)


    Transposta para a voz passiva, mantendo o sentido original, a oração sublinhada assume a forma:

    Escolha uma alternativa para a questão 7e34645e-68
  • 7E08E012-68

    Português

    Análise sintática
    Ensino Einstein · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho do romance Os ratos, de Dyonelio Machado, para responder às questões.


    1    Havia momentos a conversa tinha esfriado. Alcides, à sua frente, olha, longe, a rua. Naziazeno acompanha, meio furtivamente, os gestos do Carvalho, que se prepara para sair. Já tirou o porte-monnaie1 do bolso de trás das calças, torcendo--se um pouco; tornou a colocá-lo onde estava, depois de o examinar com o olho bem metido dentro dele, e puxou uma cédula dum dos bolsos do lado da calça, torcendo-se ainda mais. O garçom, a seu lado, sereno, mas com um certo grau de impaciência latente, faz rapidamente o troco, mal lhe cai o dinheiro nas mãos. Vai tirando as moedas de vários bolsos e depondo-as no mármore da mesa. Carvalho, a cabeça baixa, confere, separando-as com um dedo, como uma cozinheira “escolhendo” feijão na tábua da mesa. Destaca uma moedinha, que põe de parte, com dedo moroso. Recolhe o resto. Pega da bengala e dos jornais que colocara numa cadeira ao lado e levanta-se, relanceando um olhar pelo café, olhar que vem “ferir” o rosto de Naziazeno, que estremece, como se um jato de holofote subitamente o iluminasse. Desvia precipitadamente a cara; põe-se a olhar para o Alcides. A figura porém do Carvalho avança pouco a pouco na franja do seu campo visual; é apenas um vulto negro e alto, avançando cadenciadamente. Seus passos soam já... Naziazeno mantém o pescoço duro... Qualquer relaxamento de músculos põe-no cara a cara com o outro... Está começando a sentir um calor no rosto... Os passos são mais sonoros... Alcides volta-se lentamente para trás, na direção deles...



     2   — Bom dia.


    3    — Bom dia!


    4   — Bom dia, Carvalho!...



    5    ... E os passos agora cada vez ressoam menos... menos... extinguem-se...


    6    A onda de calor foge progressivamente do seu rosto. Naziazeno tem a impressão de haver mergulhado a face na água fria. Acha-se um pouco trêmulo.


    7    Alcides ali à sua frente, ele não se sente tão só. A cara deslavada e ausente do outro bem podia passar por ingênua. Ele curvava um pouco o tórax para diante, olhava em frente, as feições iguais, como de quem dorme. Quando tirava o olhar dum foco para colocá-lo num outro, fechava habitual mente os olhos, como quem faz um “entreato” entre as duas visadas. Isto repetido várias vezes dava-lhe um ar de sono, que o tornava mais ausente e ingênuo.



    (Os ratos, 2022.)


    1 porte-monnaie: porta-moedas.

    Ocorre objeto direto preposicionado quando o objeto direto de uma oração é introduzido por uma preposição, por motivo de ênfase, clareza ou estilo. Identifica-se um exemplo de objeto direto preposicionado em:
    Escolha uma alternativa para a questão 7e08e012-68
  • 4B549F43-2D

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Centro Universitário Padre Albino - UNIFIPA · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto e analise o gráfico para responder à questão.


    Life Expectancy (1900-2023)


        People are living longer. In 1900, the average life expectancy of a newborn was 32 years. By 2021 this had more than doubled to 71 years.

        The large reduction in child mortality has played an important role in increasing life expectancy. But life expectancy has increased at all ages. Infants, children, adults, and the elderly are all less likely to die than in the past, and death is being delayed. This remarkable shift results from advances in medicine, public health, and living standards. Along with it, many predictions of the “limit” of life expectancy have been broken.


    Q83_86.png (357×301)

    (Saloni Dattani et al. https://ourworldindata.org, 2023. Adaptado.)
    According to the chart,
    Escolha uma alternativa para a questão 4b549f43-2d
  • 4B51A4D3-2D

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Centro Universitário Padre Albino - UNIFIPA · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto e analise o gráfico para responder à questão.


    Life Expectancy (1900-2023)


        People are living longer. In 1900, the average life expectancy of a newborn was 32 years. By 2021 this had more than doubled to 71 years.

        The large reduction in child mortality has played an important role in increasing life expectancy. But life expectancy has increased at all ages. Infants, children, adults, and the elderly are all less likely to die than in the past, and death is being delayed. This remarkable shift results from advances in medicine, public health, and living standards. Along with it, many predictions of the “limit” of life expectancy have been broken.


    Q83_86.png (357×301)

    (Saloni Dattani et al. https://ourworldindata.org, 2023. Adaptado.)
    O trecho do texto que pode ser confirmado no gráfico é:
    Escolha uma alternativa para a questão 4b51a4d3-2d
  • 4B3AAE07-2D

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário Padre Albino - UNIFIPA · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o ensaio intitulado “Tópicos distópicos” de Eduardo Giannetti.


        Os jovens abúlicos1 , os velhos deprimidos; os pobres entorpecidos, os ricos enfadados; os homens embrutecidos, as mulheres desenganadas; os privilegiados acima da lei, os excluídos aquém dela; os empregados como roldanas de engrenagem, os desocupados esmagados por ela; os bem- -sucedidos sem tempo para nada, os desvalidos sem saber o que fazer com ele; as faxineiras negativadas, os banqueiros insones; os casais algemados, os amantes rompidos; os poetas à míngua, os corruptos à larga. De tudo que foi e não foi, resta o quê? A convivência entre desumanos desidratada ao mínimo legal do mercado: a troca mercenária de bens e ofícios conforme valorações aguerridamente pactuadas. O pagamento em dinheiro, à vista ou parcelado, como o único vínculo entre bolhas narcísicas ambulantes. A rua onde voz e buzina se confundem.


    (Eduardo Giannetti. Trópicos utópicos, 2016.)


    1abúlico: que se caracteriza pela incapacidade de tomar decisões.
    No ensaio, o autor propõe uma pergunta. Como resposta, ele afirma que os problemas descritos têm um fundamento
    Escolha uma alternativa para a questão 4b3aae07-2d
  • 4B37E55B-2D

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário Padre Albino - UNIFIPA · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o ensaio intitulado “Tópicos distópicos” de Eduardo Giannetti.


        Os jovens abúlicos1 , os velhos deprimidos; os pobres entorpecidos, os ricos enfadados; os homens embrutecidos, as mulheres desenganadas; os privilegiados acima da lei, os excluídos aquém dela; os empregados como roldanas de engrenagem, os desocupados esmagados por ela; os bem- -sucedidos sem tempo para nada, os desvalidos sem saber o que fazer com ele; as faxineiras negativadas, os banqueiros insones; os casais algemados, os amantes rompidos; os poetas à míngua, os corruptos à larga. De tudo que foi e não foi, resta o quê? A convivência entre desumanos desidratada ao mínimo legal do mercado: a troca mercenária de bens e ofícios conforme valorações aguerridamente pactuadas. O pagamento em dinheiro, à vista ou parcelado, como o único vínculo entre bolhas narcísicas ambulantes. A rua onde voz e buzina se confundem.


    (Eduardo Giannetti. Trópicos utópicos, 2016.)


    1abúlico: que se caracteriza pela incapacidade de tomar decisões.
    Na construção de seu ensaio, Eduardo Giannetti recorre, sobretudo, ao recurso retórico denominado
    Escolha uma alternativa para a questão 4b37e55b-2d
  • 4B2993CD-2D

    Português

    Morfologia
    Centro Universitário Padre Albino - UNIFIPA · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage.


    Q68_73.png (281×332)

    (Manuel Maria Barbosa du Bocage. Poemas escolhidos, 1974.)


    1esmaltar: colorir.

    2sensabor: insípido, desinteressante.

    3númen: ser divino.
    Na segunda estrofe, o adjetivo “presa” qualifica o substantivo
    Escolha uma alternativa para a questão 4b2993cd-2d
  • F8C15D96-13

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1


    THE IMPACT OF SOCIAL MEDIA ON SELF-IDENTITY FORMATION: A PSYCHOLOGICAL AND SOCIOLOGICAL PERSPECTIVE


    Berumen Victoria




    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025



    Available at: https://www.stasson.org/the-impact-of-social-media-on-self-identity-formation-a-psychological-and-sociological-perspective/. Accessed August 30th, 2025. (Adapted).

    In its concluding paragraph, the text claims that social media:
    Escolha uma alternativa para a questão f8c15d96-13
  • F8BA68D4-13

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1


    THE IMPACT OF SOCIAL MEDIA ON SELF-IDENTITY FORMATION: A PSYCHOLOGICAL AND SOCIOLOGICAL PERSPECTIVE


    Berumen Victoria




    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025



    Available at: https://www.stasson.org/the-impact-of-social-media-on-self-identity-formation-a-psychological-and-sociological-perspective/. Accessed August 30th, 2025. (Adapted).

    Regarding social media, the main aim of the article is to:
    Escolha uma alternativa para a questão f8ba68d4-13
  • F8B802F0-13

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1



    A TECNOLOGIA ESTÁ MOLDANDO SUA SAÚDE – E VOCÊ TALVEZ NEM TENHA PERCEBIDO



    Imagem da questão de Português, da prova de 2025

    Imagem da questão de Português, da prova de 2025




    NAVAS, Daniel. A tecnologia está moldando sua saúde – e você talvez nem tenha percebido. InfoMoney25. 12 nov. 2025. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/saude/tecnologia-hiperconectividade-digital-saude/. Acesso em: 13 nov. 2025. (Adaptado).



    TEXTO 2


    SUA MEMÓRIA ESTÁ PIOR? NÃO, ELA SÓ DESISTIU DE COMPETIR COM O CELULAR




    Imagem da questão de Português, da prova de 2025


    Imagem da questão de Português, da prova de 2025


    DOLCI, Renato. Sua memória está pior? Não, ela só desistiu de competir com o celular. InfoMoney25. 26 out. 2025. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/ colunistas/renato-dolci/sua-memoria-esta-pior-nao-ela-so-desistiu-de-competir-com-o-celular/. Acesso em: 13 nov. 2025. (Adaptado).

    Ao comparar as conclusões dos textos 1 e 2, é possível afirmar que, em relação ao uso das redes sociais, ambos:
    Escolha uma alternativa para a questão f8b802f0-13
  • 7F482865-08

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal de Itajubá · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Bem leve

    Composição: Arnaldo Antunes / Marisa Monte (1993)

    Bem leve leve, releve,
    Quem pouse a pele em cima de madeira
    Beira beira, quem dera, mera mera, cadeira
    Mas breve breve, revele
    Vele, vele quem pese, dos pés à caveira
    Dali da beira uma palavra cai no chão, caixão
    Dessa maneira,
    Uma palavra de madeira em cada mão,
    Imbuia, Cerejeira

    Bem leve leve, releve,
    Quem pouse a pele em cima de madeira
    Beira beira, quem dera, mera mera, cadeira
    Mas breve breve, revele
    Vele vele quem pese dos pés à caveira

    Jacarandá, Peroba, Pinho, Jatobá, Cabreúva, Garapera

    Uma palavra de madeira cai no chão
    Caixão, dessa maneira

    Disponível em: https://www.letras.mus.br/marisa-monte/47271/. Acesso em: 11 set. 2025.



    Na canção “Bem leve”, os compositores exploraram estes recursos estéticos, EXCETO:
    Escolha uma alternativa para a questão 7f482865-08