Questões do ENEM: Linguagens e nível difícil

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4.735 questões encontradas. Mostrando a página 144 de 237.

  • CF7C4256-ED

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre as características do Naturalismo, escola literária à qual pertence o romance O cortiço, de Aluísio Azevedo, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão cf7c4256-ed
  • CF793DC2-ED

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre as características da prosa de ficção de José Alencar, presentes em Til, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão cf793dc2-ed
  • CF722846-ED

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão cf722846-ed
  • 256A69E1-E9

    Português

    Interpretação de Textos
    UFTM · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o poema de Mário Quintana para responder à questão.


          Quem ama inventa

    Quem ama inventa as coisas a que ama...

    Talvez chegaste quando eu te sonhava.

    Então de súbito acendeu-se a chama!

    Era a brasa dormida que acordava...

    E era um revoo sobre a ruinaria,

    No ar atônito bimbalhavam sinos,

    Tangidos por uns anjos peregrinos

    Cujo dom é fazer ressurreições...

    Um ritmo divino? Oh! Simplesmente

    O palpitar de nossos corações

    Batendo juntos e festivamente,

    Ou sozinhos, num ritmo tristonho...

    Ó! meu pobre, meu grande amor distante,

    Nem sabes tu o bem que faz à gente

    Haver sonhado... e ter vivido o sonho!


    (Quintana de bolso, 2006.)

    Ocorre objeto direto preposicionado quando, principalmente nos verbos que exprimem sentimentos ou manifestações de sentimento, se deseja encarecer a pessoa ou ser personificado a quem a ação verbal se dirige ou favorece.
    (Evanildo Bechara. Moderna gramática portuguesa, 2005. Adaptado.)


    A definição de Bechara é exemplificada com o seguinte verso do poema:
    Escolha uma alternativa para a questão 256a69e1-e9
  • 30B19486-E2

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Católica de Pelotas · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto e responda as perguntas


    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, Universidade Católica de Pelotas 2013, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, Universidade Católica de Pelotas 2013, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Assinale a alternativa incorreta.
    Escolha uma alternativa para a questão 30b19486-e2
  • 9867BDAD-E0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Centro universitário FAG · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Call for more help for poorest farmers


    The founder of Microsoft, Bill Gates has said that the international community's efforts to fight hunger and poverty are inefficient and outdated. He said advances made by the digital revolution needed to be harnessed to help the world's poorest farmers more effectively.
    Mr Gates said more needs to be done to support poor farmers in South Asia, Sub-Saharan Africa and elsewhere. He said there was a lack of coordination between governments, aid donors and the UN's agencies, like the World Food Programme. Mr Gates called for the setting up of what he called a “public score card” system.
    This would make it easier to tell how well, or how badly, different countries and agencies were performing in the fight to reduce poverty.
    He said the effort to help small farmers also needs to harness the power of advances made in digital technology. In an age when satellites can tell instantly exactly how much wheat is in a field, he said, it was a shame that people were still being sent out with pen, paper and tape measures to try to do the same job.
    Mr Gates said that the stakes couldn't be higher for the families of poor farmers. If they don't benefit from the fruits of the digital revolution they will fall far behind. But Mr Gates believes that if they can be connected to some of the latest breakthroughs in science they will have a chance to leapfrog foward.
    (Adapted from:www.bbc.co.uk/worldservice/learningenglish/language/wordsinthenews) 27th February 2012
    The pronoun THEY in “If they don't benefit from the fruits of the digital revolution they will fall far behind” (fifth paragraph) refers to:
    Escolha uma alternativa para a questão 9867bdad-e0
  • 985C5B45-E0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Centro universitário FAG · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Read the following text and Choose the alternative which provides the correct words that complete the text above, respectively:


    Language instructors are often frustrated by the fact that students do not automatically ____ (1) the strategies they use when reading in their native language to reading in a language they are learning. Instead, they seem to think reading means starting at the beginning and going word by word, stopping to ____ (2) every unknown vocabulary item, until they reach the end. When they do this, students are relying exclusively on their linguistic knowledge, a ____ (3) strategy. One of the most importante functions of the language instructor, then, is to help students move past this idea and use ____ (4) strategies as they do in their native language.
    Effective language instructors show students how they can adjust their reading behavior to deal with a variety of situations, types of input, and reading purposes. They help students develop a set of reading ____ (5) and match appropriate strategies to each reading situation.
    Escolha uma alternativa para a questão 985c5b45-e0
  • 9836DC2E-E0

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
    Centro universitário FAG · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale, dentro das proposições seguintes, aquela que contraria a norma culta da língua relativa à sintaxe de concordância:
    Escolha uma alternativa para a questão 9836dc2e-e0
  • 982C3FBB-E0

    Português

    Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
    Centro universitário FAG · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Quem escreve as bulas?


        Quando me perguntam a profissão e eu digo que sou escritor, logo vem outra em cima: de que? De tudo, minha senhora. De tudo, menos de bula.
        Romance, cinema, teatro, televisão, poesia, ensaios, tudo tudo, menos bula! Não que eu não aprecie as bulas. Pelo contrário. Adoro lê-las. E com atenção. E, sempre, depois de ler uma, já começo a sentir todas as "reações adversas".
        Admiro, invejo esse colega que escreve bulas. Fico imaginando a cara dele, como deve ser a sua casa. Que papo tal escrivão deve levar com a mulher e com os vizinhos? Quanto ele ganha por bula? Será que ele leva os obrigatórios dez por cento de direitos autorais? Merecem, são gênios.
        Jamais, numa peça de teatro, num roteiro de um filme ou mesmo numa simples crônica conseguiria a concisão seguinte: "é apresentado sob forma de uma solução isotônica (que lindo!) de cloreto de sódio, que não altera a fisiologia das células da mucosa nasal, em associação com cloreto de benzalcônio". Sabe o que é? O velho e inocente Rinosoro.
        Vejam o texto seguinte e sintam na narrativa como o autor é sádico: "você poderá ter sonolência, fadiga transitória, sensação de inquietação, aumento de apetite, confusão acompanhada de desorientação e alucinações, estado de ansiedade, agitação, distúrbios do sono, mania, hipomania, agressividade, déficit de memória, bocejos, despersonalização, insônia, pesadelos, agravamento da depressão e concentração deficiente. Vertigens, delírios, tremores, distúrbios da fala, convulsões e ataxia". Pronto, tenho que ir ao dicionário ver o que é ataxia. Já sentindo tudo descrito acima. Quem mandou ler?
        E lembre-se sempre: todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças. E não tome remédio sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde. E pra cabeça!
    PRATA, Mário. Quem escreve as bulas?, 2009. (Adaptado).
    Que traço característico do escritor de bulas de remédio permite que Mário Prata o identifique como um sádico?
    Escolha uma alternativa para a questão 982c3fbb-e0
  • A5D01BCC-E0

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Adventista da Bahia · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    História de um nome


    No capítulo dos nomes difíceis têm acontecido coisas das mais pitorescas. Ou é um camarada chamado Mimoso, que tem físico de mastodonte, ou é um sujeito fraquinho e insignificante chamado Hércules. Os nomes difíceis, principalmente os nomes tirados de adjetivos condizentes com seus portadores, são raríssimos, e é por isso que minha avó a paterna - dizia:

    - Gente honesta, se for homem deve ser José, se for mulher, deve ser Maria!

    É verdade que Vovó não tinha nada contra os joões, paulos, mários, odetes e - vá lá - fidélis. A sua implicância era, sobretudo, com nomes inventados, comemorativos de um acontecimento qualquer, como era o caso, muito citado por ela, de uma tal Dona Holofotina, batizada no dia em que inauguraram a luz elétrica na rua em que a família morava.

    Acrescente-se também que Vovó não mantinha relações com pessoas de nomes tirados metade da mãe e metade do pai. Jamais perdoou a um velho amigo seu - o "Seu" Wagner - porque se casara com uma senhora chamada Emília, muito respeitável, aliás, mas que tivera o mau-gosto de convencer o marido de batizar o primeiro filho com o nome leguminoso de Wagem - "wag" de Wagner e "em" de Emília. É verdade que a vagem comum, crua ou ensopada, será sempre com "v", enquanto o filho de "Seu" Wagner herdara o "w" do pai.

    Mas isso não tinha nenhuma importância: a consoante não era um detalhe bastante forte para impedir o risinho gozador de todos aqueles que eram apresentados ao menino Wagem. Mas deixemos de lado as birras de minha avó - velhinha que Deus tenha, em Sua santa glória - e passemos ao estranho caso da família Veiga, que morava pertinho de nossa casa, em tempos idos.

    "Seu" Veiga, amante de boa leitura e cuja cachaça era colecionar livros, embora colecionasse também filhos, talvez com a mesma paixão, levou sua mania ao extremo de batizar os rebentos com nomes que tivessem relação com livros. Assim, o mais velho chamou-se Prefácio da Veiga; o segundo, Prólogo; o terceiro, Índice e, sucessivamente, foram nascendo o Tomo, o Capítulo e, por fim, Epílogo da Veiga, caçula do casal.

    Lembro-me bem dos filhos de "Seu" Veiga, todos excelentes rapazes, principalmente o Capítulo, sujeito prendado na confecção de balões e papagaios. Até hoje (é verdade que não me tenho dedicado muito na busca) não encontrei ninguém que fizesse um papagaio tão bem quanto Capítulo. Nem balões. Tomo era um bom extrema-direita e Prefácio pegou o vício do pai - vivia comprando livros. Era, aliás, o filho querido de "Seu" Veiga, pai extremoso, que não admitia piadas. Não tinha o menor senso de humor. Certa vez ficou mesmo de relações estremecidas com meu pai, por causa de uma brincadeira. "Seu" Veiga ia passando pela nossa porta, levando a família para o banho de mar. Iam todos armados de barracas de praia, toalhas etc. Papai estava na janela e, ao saudá-lo, fez a graça:

    - Vai levar a biblioteca para o banho? "Seu" Veiga ficou queimado durante muito tempo. 

    Dona Odete - por alcunha "A Estante" - mãe dos meninos, sofria o desgosto de ter tantos filhos homens e não ter uma menina "para me fazer companhia" - como costumava dizer. Acreditava, inclusive, que aquilo era castigo de Deus, por causa da ideia do marido de botar aqueles nomes nos garotos. Por isso, fez uma promessa: se ainda tivesse uma menina, havia de chamá-la Maria. 

    As esperanças já estavam quase perdidas. Epílogozinho já tinha oito anos, quando a vontade de Dona Odete tornou-se uma bela realidade, pesando cinco quilos e mamando uma enormidade. Os vizinhos comentaram que "Seu" Veiga não gostou, ainda que se conformasse, com a vinda de mais um herdeiro, só porque já lhe faltavam palavras relacionadas a livros para denominar a criança.

    Só meses depois, na hora do batizado, o pai foi informado da antiga promessa. Ficou furioso com a mulher, esbravejou, bufou, mas - bom católico - acabou concordando em parte. E assim, em vez de receber somente o nome suave de Maria, a garotinha foi registrada, no livro da paróquia, após a cerimônia batismal, como Errata Maria da Veiga.
    Estava cumprida a promessa de Dona Odete, estava de pé a mania de "Seu" Veiga.
    (disponível em http://www.releituras.com/spontepreta_nome.asp acesso em 30/08/2012). 
    Os romances naturalistas, em geral, apresentam as seguintes características, exceto:
    Escolha uma alternativa para a questão a5d01bcc-e0
  • A5C4052C-E0

    Português

    Análise sintática
    Faculdade Adventista da Bahia · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    História de um nome


    No capítulo dos nomes difíceis têm acontecido coisas das mais pitorescas. Ou é um camarada chamado Mimoso, que tem físico de mastodonte, ou é um sujeito fraquinho e insignificante chamado Hércules. Os nomes difíceis, principalmente os nomes tirados de adjetivos condizentes com seus portadores, são raríssimos, e é por isso que minha avó a paterna - dizia:

    - Gente honesta, se for homem deve ser José, se for mulher, deve ser Maria!

    É verdade que Vovó não tinha nada contra os joões, paulos, mários, odetes e - vá lá - fidélis. A sua implicância era, sobretudo, com nomes inventados, comemorativos de um acontecimento qualquer, como era o caso, muito citado por ela, de uma tal Dona Holofotina, batizada no dia em que inauguraram a luz elétrica na rua em que a família morava.

    Acrescente-se também que Vovó não mantinha relações com pessoas de nomes tirados metade da mãe e metade do pai. Jamais perdoou a um velho amigo seu - o "Seu" Wagner - porque se casara com uma senhora chamada Emília, muito respeitável, aliás, mas que tivera o mau-gosto de convencer o marido de batizar o primeiro filho com o nome leguminoso de Wagem - "wag" de Wagner e "em" de Emília. É verdade que a vagem comum, crua ou ensopada, será sempre com "v", enquanto o filho de "Seu" Wagner herdara o "w" do pai.

    Mas isso não tinha nenhuma importância: a consoante não era um detalhe bastante forte para impedir o risinho gozador de todos aqueles que eram apresentados ao menino Wagem. Mas deixemos de lado as birras de minha avó - velhinha que Deus tenha, em Sua santa glória - e passemos ao estranho caso da família Veiga, que morava pertinho de nossa casa, em tempos idos.

    "Seu" Veiga, amante de boa leitura e cuja cachaça era colecionar livros, embora colecionasse também filhos, talvez com a mesma paixão, levou sua mania ao extremo de batizar os rebentos com nomes que tivessem relação com livros. Assim, o mais velho chamou-se Prefácio da Veiga; o segundo, Prólogo; o terceiro, Índice e, sucessivamente, foram nascendo o Tomo, o Capítulo e, por fim, Epílogo da Veiga, caçula do casal.

    Lembro-me bem dos filhos de "Seu" Veiga, todos excelentes rapazes, principalmente o Capítulo, sujeito prendado na confecção de balões e papagaios. Até hoje (é verdade que não me tenho dedicado muito na busca) não encontrei ninguém que fizesse um papagaio tão bem quanto Capítulo. Nem balões. Tomo era um bom extrema-direita e Prefácio pegou o vício do pai - vivia comprando livros. Era, aliás, o filho querido de "Seu" Veiga, pai extremoso, que não admitia piadas. Não tinha o menor senso de humor. Certa vez ficou mesmo de relações estremecidas com meu pai, por causa de uma brincadeira. "Seu" Veiga ia passando pela nossa porta, levando a família para o banho de mar. Iam todos armados de barracas de praia, toalhas etc. Papai estava na janela e, ao saudá-lo, fez a graça:

    - Vai levar a biblioteca para o banho? "Seu" Veiga ficou queimado durante muito tempo. 

    Dona Odete - por alcunha "A Estante" - mãe dos meninos, sofria o desgosto de ter tantos filhos homens e não ter uma menina "para me fazer companhia" - como costumava dizer. Acreditava, inclusive, que aquilo era castigo de Deus, por causa da ideia do marido de botar aqueles nomes nos garotos. Por isso, fez uma promessa: se ainda tivesse uma menina, havia de chamá-la Maria. 

    As esperanças já estavam quase perdidas. Epílogozinho já tinha oito anos, quando a vontade de Dona Odete tornou-se uma bela realidade, pesando cinco quilos e mamando uma enormidade. Os vizinhos comentaram que "Seu" Veiga não gostou, ainda que se conformasse, com a vinda de mais um herdeiro, só porque já lhe faltavam palavras relacionadas a livros para denominar a criança.

    Só meses depois, na hora do batizado, o pai foi informado da antiga promessa. Ficou furioso com a mulher, esbravejou, bufou, mas - bom católico - acabou concordando em parte. E assim, em vez de receber somente o nome suave de Maria, a garotinha foi registrada, no livro da paróquia, após a cerimônia batismal, como Errata Maria da Veiga.
    Estava cumprida a promessa de Dona Odete, estava de pé a mania de "Seu" Veiga.
    (disponível em http://www.releituras.com/spontepreta_nome.asp acesso em 30/08/2012). 
    No período: ―Mas deixemos de lado as birras de minha avó [...] e passemos ao estranho caso da família Veiga, que morava pertinho de nossa casa, em tempos idos‖, os termos em destaque podem ser classificados SINTÁTICA e respectivamente como:
    Escolha uma alternativa para a questão a5c4052c-e0
  • A5BE517A-E0

    Português

    Análise sintática
    Faculdade Adventista da Bahia · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    História de um nome


    No capítulo dos nomes difíceis têm acontecido coisas das mais pitorescas. Ou é um camarada chamado Mimoso, que tem físico de mastodonte, ou é um sujeito fraquinho e insignificante chamado Hércules. Os nomes difíceis, principalmente os nomes tirados de adjetivos condizentes com seus portadores, são raríssimos, e é por isso que minha avó a paterna - dizia:

    - Gente honesta, se for homem deve ser José, se for mulher, deve ser Maria!

    É verdade que Vovó não tinha nada contra os joões, paulos, mários, odetes e - vá lá - fidélis. A sua implicância era, sobretudo, com nomes inventados, comemorativos de um acontecimento qualquer, como era o caso, muito citado por ela, de uma tal Dona Holofotina, batizada no dia em que inauguraram a luz elétrica na rua em que a família morava.

    Acrescente-se também que Vovó não mantinha relações com pessoas de nomes tirados metade da mãe e metade do pai. Jamais perdoou a um velho amigo seu - o "Seu" Wagner - porque se casara com uma senhora chamada Emília, muito respeitável, aliás, mas que tivera o mau-gosto de convencer o marido de batizar o primeiro filho com o nome leguminoso de Wagem - "wag" de Wagner e "em" de Emília. É verdade que a vagem comum, crua ou ensopada, será sempre com "v", enquanto o filho de "Seu" Wagner herdara o "w" do pai.

    Mas isso não tinha nenhuma importância: a consoante não era um detalhe bastante forte para impedir o risinho gozador de todos aqueles que eram apresentados ao menino Wagem. Mas deixemos de lado as birras de minha avó - velhinha que Deus tenha, em Sua santa glória - e passemos ao estranho caso da família Veiga, que morava pertinho de nossa casa, em tempos idos.

    "Seu" Veiga, amante de boa leitura e cuja cachaça era colecionar livros, embora colecionasse também filhos, talvez com a mesma paixão, levou sua mania ao extremo de batizar os rebentos com nomes que tivessem relação com livros. Assim, o mais velho chamou-se Prefácio da Veiga; o segundo, Prólogo; o terceiro, Índice e, sucessivamente, foram nascendo o Tomo, o Capítulo e, por fim, Epílogo da Veiga, caçula do casal.

    Lembro-me bem dos filhos de "Seu" Veiga, todos excelentes rapazes, principalmente o Capítulo, sujeito prendado na confecção de balões e papagaios. Até hoje (é verdade que não me tenho dedicado muito na busca) não encontrei ninguém que fizesse um papagaio tão bem quanto Capítulo. Nem balões. Tomo era um bom extrema-direita e Prefácio pegou o vício do pai - vivia comprando livros. Era, aliás, o filho querido de "Seu" Veiga, pai extremoso, que não admitia piadas. Não tinha o menor senso de humor. Certa vez ficou mesmo de relações estremecidas com meu pai, por causa de uma brincadeira. "Seu" Veiga ia passando pela nossa porta, levando a família para o banho de mar. Iam todos armados de barracas de praia, toalhas etc. Papai estava na janela e, ao saudá-lo, fez a graça:

    - Vai levar a biblioteca para o banho? "Seu" Veiga ficou queimado durante muito tempo. 

    Dona Odete - por alcunha "A Estante" - mãe dos meninos, sofria o desgosto de ter tantos filhos homens e não ter uma menina "para me fazer companhia" - como costumava dizer. Acreditava, inclusive, que aquilo era castigo de Deus, por causa da ideia do marido de botar aqueles nomes nos garotos. Por isso, fez uma promessa: se ainda tivesse uma menina, havia de chamá-la Maria. 

    As esperanças já estavam quase perdidas. Epílogozinho já tinha oito anos, quando a vontade de Dona Odete tornou-se uma bela realidade, pesando cinco quilos e mamando uma enormidade. Os vizinhos comentaram que "Seu" Veiga não gostou, ainda que se conformasse, com a vinda de mais um herdeiro, só porque já lhe faltavam palavras relacionadas a livros para denominar a criança.

    Só meses depois, na hora do batizado, o pai foi informado da antiga promessa. Ficou furioso com a mulher, esbravejou, bufou, mas - bom católico - acabou concordando em parte. E assim, em vez de receber somente o nome suave de Maria, a garotinha foi registrada, no livro da paróquia, após a cerimônia batismal, como Errata Maria da Veiga.
    Estava cumprida a promessa de Dona Odete, estava de pé a mania de "Seu" Veiga.
    (disponível em http://www.releituras.com/spontepreta_nome.asp acesso em 30/08/2012). 
    A alternativa que não contém um adjunto adverbial é:
    Escolha uma alternativa para a questão a5be517a-e0
  • A5B6EEC8-E0

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Adventista da Bahia · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    História de um nome


    No capítulo dos nomes difíceis têm acontecido coisas das mais pitorescas. Ou é um camarada chamado Mimoso, que tem físico de mastodonte, ou é um sujeito fraquinho e insignificante chamado Hércules. Os nomes difíceis, principalmente os nomes tirados de adjetivos condizentes com seus portadores, são raríssimos, e é por isso que minha avó a paterna - dizia:

    - Gente honesta, se for homem deve ser José, se for mulher, deve ser Maria!

    É verdade que Vovó não tinha nada contra os joões, paulos, mários, odetes e - vá lá - fidélis. A sua implicância era, sobretudo, com nomes inventados, comemorativos de um acontecimento qualquer, como era o caso, muito citado por ela, de uma tal Dona Holofotina, batizada no dia em que inauguraram a luz elétrica na rua em que a família morava.

    Acrescente-se também que Vovó não mantinha relações com pessoas de nomes tirados metade da mãe e metade do pai. Jamais perdoou a um velho amigo seu - o "Seu" Wagner - porque se casara com uma senhora chamada Emília, muito respeitável, aliás, mas que tivera o mau-gosto de convencer o marido de batizar o primeiro filho com o nome leguminoso de Wagem - "wag" de Wagner e "em" de Emília. É verdade que a vagem comum, crua ou ensopada, será sempre com "v", enquanto o filho de "Seu" Wagner herdara o "w" do pai.

    Mas isso não tinha nenhuma importância: a consoante não era um detalhe bastante forte para impedir o risinho gozador de todos aqueles que eram apresentados ao menino Wagem. Mas deixemos de lado as birras de minha avó - velhinha que Deus tenha, em Sua santa glória - e passemos ao estranho caso da família Veiga, que morava pertinho de nossa casa, em tempos idos.

    "Seu" Veiga, amante de boa leitura e cuja cachaça era colecionar livros, embora colecionasse também filhos, talvez com a mesma paixão, levou sua mania ao extremo de batizar os rebentos com nomes que tivessem relação com livros. Assim, o mais velho chamou-se Prefácio da Veiga; o segundo, Prólogo; o terceiro, Índice e, sucessivamente, foram nascendo o Tomo, o Capítulo e, por fim, Epílogo da Veiga, caçula do casal.

    Lembro-me bem dos filhos de "Seu" Veiga, todos excelentes rapazes, principalmente o Capítulo, sujeito prendado na confecção de balões e papagaios. Até hoje (é verdade que não me tenho dedicado muito na busca) não encontrei ninguém que fizesse um papagaio tão bem quanto Capítulo. Nem balões. Tomo era um bom extrema-direita e Prefácio pegou o vício do pai - vivia comprando livros. Era, aliás, o filho querido de "Seu" Veiga, pai extremoso, que não admitia piadas. Não tinha o menor senso de humor. Certa vez ficou mesmo de relações estremecidas com meu pai, por causa de uma brincadeira. "Seu" Veiga ia passando pela nossa porta, levando a família para o banho de mar. Iam todos armados de barracas de praia, toalhas etc. Papai estava na janela e, ao saudá-lo, fez a graça:

    - Vai levar a biblioteca para o banho? "Seu" Veiga ficou queimado durante muito tempo. 

    Dona Odete - por alcunha "A Estante" - mãe dos meninos, sofria o desgosto de ter tantos filhos homens e não ter uma menina "para me fazer companhia" - como costumava dizer. Acreditava, inclusive, que aquilo era castigo de Deus, por causa da ideia do marido de botar aqueles nomes nos garotos. Por isso, fez uma promessa: se ainda tivesse uma menina, havia de chamá-la Maria. 

    As esperanças já estavam quase perdidas. Epílogozinho já tinha oito anos, quando a vontade de Dona Odete tornou-se uma bela realidade, pesando cinco quilos e mamando uma enormidade. Os vizinhos comentaram que "Seu" Veiga não gostou, ainda que se conformasse, com a vinda de mais um herdeiro, só porque já lhe faltavam palavras relacionadas a livros para denominar a criança.

    Só meses depois, na hora do batizado, o pai foi informado da antiga promessa. Ficou furioso com a mulher, esbravejou, bufou, mas - bom católico - acabou concordando em parte. E assim, em vez de receber somente o nome suave de Maria, a garotinha foi registrada, no livro da paróquia, após a cerimônia batismal, como Errata Maria da Veiga.
    Estava cumprida a promessa de Dona Odete, estava de pé a mania de "Seu" Veiga.
    (disponível em http://www.releituras.com/spontepreta_nome.asp acesso em 30/08/2012). 
    Sobre o texto ―História de um nome‖, podemos afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão a5b6eec8-e0
  • 1DFC3D33-DE

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    FGV · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, FGV 2013, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Adapted from Prospect, February, 2013 

    According to the information in the article, the American meteorologist Edward Lorenz
    Escolha uma alternativa para a questão 1dfc3d33-de
  • 1DE4498A-DE

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    FGV · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, FGV 2013, Interpretação de texto | Reading comprehension


    Adapted from Natural History, November, 2012 


    8 According to the information in the article, which of the following was a characteristic found exclusively in those snails trained in epi-infused water?
    Escolha uma alternativa para a questão 1de4498a-de
  • 1DA7C037-DE

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão 


    Capítulo um


            Antes de iniciar este livro, imaginei construí-lo pela divisão do trabalho.

             Dirigi-me a alguns amigos, e quase todos consentiram de boa vontade em contribuir para o desenvolvimento das letras nacionais. Padre Silvestre ficaria com a parte moral e as citações latinas; João Nogueira aceitou a pontuação, a ortografia e a sintaxe; prometi ao Arquimedes a composição tipográfica; para a composição literária convidei Lúcio Gomes de Azevedo Gondim, redator e diretor do Cruzeiro. Eu traçaria o plano, introduziria na história rudimentos de agricultura e pecuária, faria as despesas e poria o meu nome na capa.

    São Bernardo, Graciliano Ramos. 

    Ao declarar que imaginara construir o livro “pela divisão do trabalho”, explicando a seguir o que entende por esse método, Paulo Honório revela que
    Escolha uma alternativa para a questão 1da7c037-de
  • 1D7E681F-DE

    Português

    Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro)
    FGV · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.


    Imagem da questão de Português, FGV 2013, Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro)

    Machado de Assis, Quincas Borba. 

    Empregou-se o presente com ideia de futuro no seguinte excerto do texto:
    Escolha uma alternativa para a questão 1d7e681f-de