Questões do ENEM: Linguagens e nível difícil

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4.735 questões encontradas. Mostrando a página 66 de 237.

  • B9A8C0AF-02

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade do Contestado - Santa Catarina · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa em que todas são corretas.


    l As Fantasias Eletivas, de Carlos Henrique Schroeder, inclui reproduções das fotografias que Copi fez e legou a Renê. A cada fotograma corresponde um pequeno texto que antes de falar do que está fixado pela luz conta a solidão, tristeza e dor de quem escreve.

    ll O romance Quarenta Dias, de Maria Valéria Rezende, pode ser resumido assim: “Em uma pequena cidade da antiga zona do café fluminense, dois meninos de 12 anos — de classe média baixa, um filho de ferroviário, outro de açougueiro — encontram o corpo mutilado de uma linda mulher às margens de um lago onde vão fazer gazeta. Assustados, os garotos chamam imediatamente a polícia e passam por um duro interrogatório, no qual são tratados mais como suspeitos do que testemunhas”.

    lll A linguagem utilizada por Conceição Evaristo é de fácil acesso e, na maioria das vezes, é culta. A obra Olhos d’Água também busca renovar a linguagem por meio da hifenização (Duzu-Querença; flor-criança; borboleta-menina; dedos-desejos; gozo-dor; águas-lágrimas) e criação de neologismos (Luamanda – formada dos vocábulos lua + manda do verbo mandar); lacrimevaginava – lacrimejar + vagina + sufixo flexional.

    lV O romance As fantasias Eletivas “traz à tona vozes negras, periféricas e em contextos de grande vulnerabilidade social. Fala da banalidade da vida e de como ela se esvai entre os dedos, feito água. Nos faz entender como essas experiências ficam à margem e têm sua validade suspensa porque são constantemente silenciadas” (Carla Soares).

    V O texto a seguir descreve os gêmeos da obra Esaú e Jacó, de Machado de Assis: Esaú e Jacó eram filhos gêmeos de Isaac e Rebeca. O pai, Isaac, gostava muito de Esaú, porque era bom caçador e trazia coisas para a família comer. Mas Rebeca gostava mais de Jacó, porque era um menino quieto e mansinho.

    Escolha uma alternativa para a questão b9a8c0af-02
  • B987C09F-02

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade do Contestado - Santa Catarina · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos


    MEUS OITO ANOS

    Casimiro de Abreu


            Oh! que saudades que tenho

       Da aurora da minha vida,

        Da minha infância querida

               Que os anos não trazem mais!

                      Que amor, que sonhos, que flores,

           Naquelas tardes fagueiras  

           À sombra das bananeiras,  

    Debaixo dos laranjais!  

    [...]                                 


    MEUS OITO ANOS

    Oswald de Andrade


       Oh que saudades que eu tenho

    Da aurora de minha vida        

    Das horas                               

     De minha infância                    

    Que os anos não trazem mais

    Naquele quintal de terra         

      Da Rua de Santo Antônio         

     Debaixo da bananeira              

     Sem nenhum laranjais              

     [...]                                            

    Sobre o poema de Oswald de Andrade, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão b987c09f-02
  • 21244097-00

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNICENTRO · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    How World Leaders Reacted to Trump at the U.N.

    By SOMINI SENGUPTA and MEGAN SPECIA SEPT. 23, 2017 


    He was called a “giant gold Goliath” and a “rogue newcomer.” But in a few corners the remarks made by President Trump at the United Nations were described as “courageous” and “gratifying.”

    Throughout the week, Mr. Trump’s first address to the General Assembly drew many direct and indirect swipes, from allies and rivals alike, and sparse support.

    While the North Korean leader, Kim Jong-un, attacked Mr. Trump from afar — calling him a “dotard” in a statement on North Korean national television — others used their platforms at the United Nations to respond.

    Some leaders were more subtle than others.

    Robert Mugabe, Zimbabwe’s 93-year-old president, took aim at Mr. Trump during his own speech on Thursday. Mr. Mugabe mocked Mr. Trump as a “giant gold Goliath” and said other nations were “embarrassed if not frightened” by his statements about North Korea. 

    “Are we having a return of Goliath to our midst, who threatens the extinction of other countries?” Mr. Mugabe asked. Some responded with applause to his reference to the biblical character who threatened the Israelites before being slain by the young shepherd David, who would become king.

    Mr. Mugabe then went on to address Mr. Trump directly, telling him to “blow your trumpet in a musical way towards the values of unity, peace, cooperation, togetherness and dialogue which we have always stood for.”

    During his speech, Mr. Trump notably omitted any talk of climate change, seen as one of the most pressing issues for many world leaders.

    Prime Minister Justin Trudeau of Canada received the longest applause during his General Assembly speech on Thursday after an implicit dig at Mr. Trump.

    “There is no country on the planet that can walk away from the challenge and reality of climate change,” Mr. Trudeau said, referring to Mr. Trump’s plans to pull out of the Paris climate accord.


    (Adapted from https://www.nytimes.com/2017/09/23/world/americas/world-leaders-trump-un.html?mcubz=0)

    According to the text:
    Escolha uma alternativa para a questão 21244097-00
  • 1EE10DF1-FD

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

     Imagem da questão de Português, FUVEST 2017, Interpretação de Textos


     Guimarães Rosa, Sagarana.

    A novela Sarapalha apresenta uma estória dentro de outra, por meio da qual a personagem masculina da narrativa principal (Primo Argemiro) alude a uma mulher da narrativa secundária (a moça levada pelo capeta). O mesmo procedimento ocorre em
    Escolha uma alternativa para a questão 1ee10df1-fd
  • 1ECA5CE7-FD

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, FUVEST 2017, Interpretação de Textos

    Alexandre Eulálio, “Livro que nasceu clássico”.
    In: Helena Morley, Minha vida de menina.
    O trecho do romance Minha vida de menina que ilustra de modo mais preciso o que, para o crítico Alexandre Eulálio, representa “a coexistência íntima de dois mundos culturais divergentes” é:
    Escolha uma alternativa para a questão 1eca5ce7-fd
  • 17380EB3-FD

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    UNICENTRO · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Los ensayos de Conan Doyle sobre literatura y escritura reflejan un cierto hartazgo de su propio detective

    El actor Basil Rathbone, en la piel de 'Sherlock Holmes'. THE GRANGER COLLECTION, NUEVA YORK

    Sherlock Holmes se convirtió en una criatura tan real que los escolares franceses llegados a Londres querían ver su (inexistente) casa en Baker Street, y muchos lectores enviaban cartas a su creador para pedirle autógrafos de su detective. Cuando Arthur Conan Doyle anunció que Holmes se retiraba para dedicarse a la apicultura en South Downs, el escritor empezó a recibir misivas ofreciéndole ayuda para la tarea. “¿Necesitará el señor Holmes un ama de llaves para su casa de campo?”, se interesaba una de ellas. “Sé de alguien a quien le encanta la vida tranquila del campo, además de ser una mujer discreta como las de antes”. Y no era la única. 

    No importaban las excentricidades que se gastaba el detective en el 221 B de Baker Street con su propia casera y criada, la señora Hudson, ni el peligro en que ponía el inmueble virtual una y otra vez. Los candidatos a asistirle en su etapa como apicultor u otras eran reales, como reales eran las peticiones de ayuda que recibía el doctor Conan Doyle para que investigara misterios sin resolver.

    El elegante sir británico (Edimburgo, 1859-Crowborough, 1930) dejó la huella de sus recuerdos en Mis libros, Ensayos sobre literatura y escritura, una sabrosa rareza para aficionados y curiosos que Páginas de Espuma ha traído a España en traducción de Jon Bilbao. Estará en las librerías a la vuelta del verano.

    ¿Es justo que la criatura adquiera más fama que el creador? ¿No es realmente digno de orgullo que Frankenstein, Sherlock, Dorian Gray, el Quijote o Sancho se conviertan en iconos y parte de nuestro imaginario sin que prestemos atención al autor? Conan Doyle se resiente un tanto de que su criatura le supere y lo narra divertido en sus ensayos, llenos de anécdotas sobre casos reales que reclamaban de él el planteamiento que hubiera hecho Holmes si hubiera vivido de verdad.

    (Texto disponível em: https://elpais.com/cultura/2017/08/21/actualidad/1503315459_069366.html. Acesso em 21.08.2017)
    No 2º parágrafo, menciona-se um endereço. A quem pertencia?
    Escolha uma alternativa para a questão 17380eb3-fd
  • 1731C4C5-FD

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    UNICENTRO · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Los ensayos de Conan Doyle sobre literatura y escritura reflejan un cierto hartazgo de su propio detective

    El actor Basil Rathbone, en la piel de 'Sherlock Holmes'. THE GRANGER COLLECTION, NUEVA YORK

    Sherlock Holmes se convirtió en una criatura tan real que los escolares franceses llegados a Londres querían ver su (inexistente) casa en Baker Street, y muchos lectores enviaban cartas a su creador para pedirle autógrafos de su detective. Cuando Arthur Conan Doyle anunció que Holmes se retiraba para dedicarse a la apicultura en South Downs, el escritor empezó a recibir misivas ofreciéndole ayuda para la tarea. “¿Necesitará el señor Holmes un ama de llaves para su casa de campo?”, se interesaba una de ellas. “Sé de alguien a quien le encanta la vida tranquila del campo, además de ser una mujer discreta como las de antes”. Y no era la única. 

    No importaban las excentricidades que se gastaba el detective en el 221 B de Baker Street con su propia casera y criada, la señora Hudson, ni el peligro en que ponía el inmueble virtual una y otra vez. Los candidatos a asistirle en su etapa como apicultor u otras eran reales, como reales eran las peticiones de ayuda que recibía el doctor Conan Doyle para que investigara misterios sin resolver.

    El elegante sir británico (Edimburgo, 1859-Crowborough, 1930) dejó la huella de sus recuerdos en Mis libros, Ensayos sobre literatura y escritura, una sabrosa rareza para aficionados y curiosos que Páginas de Espuma ha traído a España en traducción de Jon Bilbao. Estará en las librerías a la vuelta del verano.

    ¿Es justo que la criatura adquiera más fama que el creador? ¿No es realmente digno de orgullo que Frankenstein, Sherlock, Dorian Gray, el Quijote o Sancho se conviertan en iconos y parte de nuestro imaginario sin que prestemos atención al autor? Conan Doyle se resiente un tanto de que su criatura le supere y lo narra divertido en sus ensayos, llenos de anécdotas sobre casos reales que reclamaban de él el planteamiento que hubiera hecho Holmes si hubiera vivido de verdad.

    (Texto disponível em: https://elpais.com/cultura/2017/08/21/actualidad/1503315459_069366.html. Acesso em 21.08.2017)
    O pronome “le” em “ofreciéndole ayuda para la tarea” (1º parágrafo) faz referência a:
    Escolha uma alternativa para a questão 1731c4c5-fd
  • 1584E336-FD

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNICENTRO · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Re-Planting a Forest, One Drone at a Time


    That funny little buzz you hear in the forest may not just be the hum of summer insects. In the near future it could be a small fleet of drones, coming to replant and restore forests that have been stripped of trees by industrial-scale deforestation. It’s all part of an ambitious plan by BioCarbon Engineering, a U.K.-based startup on a global mission to battle widespread clear-cutting, which strips more than 26 billion trees off the planet each year. CEO Lauren Fletcher, who spent 20 years as an engineer with NASA, says the only way to fight industrial-scale deforestation is with industrial-scale reforestation. Their idea: plant 1 billion trees a year. The first targets are in South Africa and the Amazonian jungles, both of which have suffered from widespread forest eradication.

    BioCarbon’s reforestation scheme is simple and efficient. Here’s a quick look at how it plans to deploy its drone fleet: 


    1 Do a 3-D aerial survey. First, drones are sent to fly over a potential planting zone, snapping photos that create 3-D maps of the area to be reforested. The number of drones will vary depending up on the size of the seeding.

    2 Create a seeding plan. Once all that terrain data has been analyzed, it then generates a seeding pattern that best suits the terrain.

    3 Load the seed pods. The drones, which are equipped with guidance and control software, carry pressurized canisters of seed pods with germinated seeds immersed in a nutrient-rich gel.

    4 Hover and plant. Flying at a height of 1 or 2 meters, the drones follow the planting patterns, firing the biodegradable seed pods down to the ground. The pods break open upon impact, allowing the germinated seed a chance to take root.

    5 Monitor growth. After planting, the drones do low-level flights to assess the health of the sprouts and saplings.


    Such “precision forestry,” as BioCarbon calls it, is extremely efficient. A farmer might hand plant as many as 3,000 seeds a day; Fletcher says his drones can drop up to 36,000 seed pods daily, often in areas where a human can’t reach. Working with local ecologists, BioCarbon will use the drones to spread a variety of tree species, as well as microorganisms and fungi designed to improve the soil quality. “The central focus is ecosystem restoration,” Fletcher says.

    On a planetary climatological scale, Morton notes that “tropical deforestation plays a big role in global climate cycles,” claiming the accelerated pace of cutting and burning of forests accounted for 20 percent of greenhouse gas emissions in the 1990s. Fletcher and his team want to help reverse that trend. “By planting at the scale we’re looking at,” he says, “we can make a real longterm impact. We hope to do a lot of good in the world.”


    (Adapted from https://www.wired.com/brandlab/2015/07/re-planting-forest-one-drone-time/. Access on 22/8/2017)

    Choose the best answer, according to the text. Refer to the words in bold when necessary:
    Escolha uma alternativa para a questão 1584e336-fd
  • 157BA27F-FD

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNICENTRO · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Re-Planting a Forest, One Drone at a Time


    That funny little buzz you hear in the forest may not just be the hum of summer insects. In the near future it could be a small fleet of drones, coming to replant and restore forests that have been stripped of trees by industrial-scale deforestation. It’s all part of an ambitious plan by BioCarbon Engineering, a U.K.-based startup on a global mission to battle widespread clear-cutting, which strips more than 26 billion trees off the planet each year. CEO Lauren Fletcher, who spent 20 years as an engineer with NASA, says the only way to fight industrial-scale deforestation is with industrial-scale reforestation. Their idea: plant 1 billion trees a year. The first targets are in South Africa and the Amazonian jungles, both of which have suffered from widespread forest eradication.

    BioCarbon’s reforestation scheme is simple and efficient. Here’s a quick look at how it plans to deploy its drone fleet: 


    1 Do a 3-D aerial survey. First, drones are sent to fly over a potential planting zone, snapping photos that create 3-D maps of the area to be reforested. The number of drones will vary depending up on the size of the seeding.

    2 Create a seeding plan. Once all that terrain data has been analyzed, it then generates a seeding pattern that best suits the terrain.

    3 Load the seed pods. The drones, which are equipped with guidance and control software, carry pressurized canisters of seed pods with germinated seeds immersed in a nutrient-rich gel.

    4 Hover and plant. Flying at a height of 1 or 2 meters, the drones follow the planting patterns, firing the biodegradable seed pods down to the ground. The pods break open upon impact, allowing the germinated seed a chance to take root.

    5 Monitor growth. After planting, the drones do low-level flights to assess the health of the sprouts and saplings.


    Such “precision forestry,” as BioCarbon calls it, is extremely efficient. A farmer might hand plant as many as 3,000 seeds a day; Fletcher says his drones can drop up to 36,000 seed pods daily, often in areas where a human can’t reach. Working with local ecologists, BioCarbon will use the drones to spread a variety of tree species, as well as microorganisms and fungi designed to improve the soil quality. “The central focus is ecosystem restoration,” Fletcher says.

    On a planetary climatological scale, Morton notes that “tropical deforestation plays a big role in global climate cycles,” claiming the accelerated pace of cutting and burning of forests accounted for 20 percent of greenhouse gas emissions in the 1990s. Fletcher and his team want to help reverse that trend. “By planting at the scale we’re looking at,” he says, “we can make a real longterm impact. We hope to do a lot of good in the world.”


    (Adapted from https://www.wired.com/brandlab/2015/07/re-planting-forest-one-drone-time/. Access on 22/8/2017)

    The words buzz and hum both represent:
    Escolha uma alternativa para a questão 157ba27f-fd
  • 1578AD9E-FD

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNICENTRO · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Re-Planting a Forest, One Drone at a Time


    That funny little buzz you hear in the forest may not just be the hum of summer insects. In the near future it could be a small fleet of drones, coming to replant and restore forests that have been stripped of trees by industrial-scale deforestation. It’s all part of an ambitious plan by BioCarbon Engineering, a U.K.-based startup on a global mission to battle widespread clear-cutting, which strips more than 26 billion trees off the planet each year. CEO Lauren Fletcher, who spent 20 years as an engineer with NASA, says the only way to fight industrial-scale deforestation is with industrial-scale reforestation. Their idea: plant 1 billion trees a year. The first targets are in South Africa and the Amazonian jungles, both of which have suffered from widespread forest eradication.

    BioCarbon’s reforestation scheme is simple and efficient. Here’s a quick look at how it plans to deploy its drone fleet: 


    1 Do a 3-D aerial survey. First, drones are sent to fly over a potential planting zone, snapping photos that create 3-D maps of the area to be reforested. The number of drones will vary depending up on the size of the seeding.

    2 Create a seeding plan. Once all that terrain data has been analyzed, it then generates a seeding pattern that best suits the terrain.

    3 Load the seed pods. The drones, which are equipped with guidance and control software, carry pressurized canisters of seed pods with germinated seeds immersed in a nutrient-rich gel.

    4 Hover and plant. Flying at a height of 1 or 2 meters, the drones follow the planting patterns, firing the biodegradable seed pods down to the ground. The pods break open upon impact, allowing the germinated seed a chance to take root.

    5 Monitor growth. After planting, the drones do low-level flights to assess the health of the sprouts and saplings.


    Such “precision forestry,” as BioCarbon calls it, is extremely efficient. A farmer might hand plant as many as 3,000 seeds a day; Fletcher says his drones can drop up to 36,000 seed pods daily, often in areas where a human can’t reach. Working with local ecologists, BioCarbon will use the drones to spread a variety of tree species, as well as microorganisms and fungi designed to improve the soil quality. “The central focus is ecosystem restoration,” Fletcher says.

    On a planetary climatological scale, Morton notes that “tropical deforestation plays a big role in global climate cycles,” claiming the accelerated pace of cutting and burning of forests accounted for 20 percent of greenhouse gas emissions in the 1990s. Fletcher and his team want to help reverse that trend. “By planting at the scale we’re looking at,” he says, “we can make a real longterm impact. We hope to do a lot of good in the world.”


    (Adapted from https://www.wired.com/brandlab/2015/07/re-planting-forest-one-drone-time/. Access on 22/8/2017)

    Considering the text, fill the parenthesis with T (true) or F (false):

    ( ) The drones can drop seeds in places which are hard to access.
    ( ) The drones will make a lot of noise, which can pose a risk to nature.
    ( ) Fletcher and his team expect that the drones will have a positive impact in the long run
    ( ) The drones can only help spread tree species.
    ( ) Despite being simple, BioCarbon’s reforestation scheme is efficient.

    The correct sequence, from top to bottom is:
    Escolha uma alternativa para a questão 1578ad9e-fd
  • 157586C9-FD

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNICENTRO · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Re-Planting a Forest, One Drone at a Time


    That funny little buzz you hear in the forest may not just be the hum of summer insects. In the near future it could be a small fleet of drones, coming to replant and restore forests that have been stripped of trees by industrial-scale deforestation. It’s all part of an ambitious plan by BioCarbon Engineering, a U.K.-based startup on a global mission to battle widespread clear-cutting, which strips more than 26 billion trees off the planet each year. CEO Lauren Fletcher, who spent 20 years as an engineer with NASA, says the only way to fight industrial-scale deforestation is with industrial-scale reforestation. Their idea: plant 1 billion trees a year. The first targets are in South Africa and the Amazonian jungles, both of which have suffered from widespread forest eradication.

    BioCarbon’s reforestation scheme is simple and efficient. Here’s a quick look at how it plans to deploy its drone fleet: 


    1 Do a 3-D aerial survey. First, drones are sent to fly over a potential planting zone, snapping photos that create 3-D maps of the area to be reforested. The number of drones will vary depending up on the size of the seeding.

    2 Create a seeding plan. Once all that terrain data has been analyzed, it then generates a seeding pattern that best suits the terrain.

    3 Load the seed pods. The drones, which are equipped with guidance and control software, carry pressurized canisters of seed pods with germinated seeds immersed in a nutrient-rich gel.

    4 Hover and plant. Flying at a height of 1 or 2 meters, the drones follow the planting patterns, firing the biodegradable seed pods down to the ground. The pods break open upon impact, allowing the germinated seed a chance to take root.

    5 Monitor growth. After planting, the drones do low-level flights to assess the health of the sprouts and saplings.


    Such “precision forestry,” as BioCarbon calls it, is extremely efficient. A farmer might hand plant as many as 3,000 seeds a day; Fletcher says his drones can drop up to 36,000 seed pods daily, often in areas where a human can’t reach. Working with local ecologists, BioCarbon will use the drones to spread a variety of tree species, as well as microorganisms and fungi designed to improve the soil quality. “The central focus is ecosystem restoration,” Fletcher says.

    On a planetary climatological scale, Morton notes that “tropical deforestation plays a big role in global climate cycles,” claiming the accelerated pace of cutting and burning of forests accounted for 20 percent of greenhouse gas emissions in the 1990s. Fletcher and his team want to help reverse that trend. “By planting at the scale we’re looking at,” he says, “we can make a real longterm impact. We hope to do a lot of good in the world.”


    (Adapted from https://www.wired.com/brandlab/2015/07/re-planting-forest-one-drone-time/. Access on 22/8/2017)

    According to the text, the drones can:
    Escolha uma alternativa para a questão 157586c9-fd
  • 15711D80-FD

    Inglês

    Sinônimos | Synonyms
    UNICENTRO · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    View from the Rio favelas: 'We're often scared to leave the house in case we're hit by a stray bullet'

    A year has gone by since the Olympic Games. Only 147 of those 365 days ended without the residents of Complexo do Alemão hearing gunshots. After the promises of hope and the Games’ legacy of peace, 218 days were accompanied by a soundtrack of gunfire.

    On 218 days we were afraid we wouldn’t make it home alive; we were scared to leave the house in case we were hit by a stray bullet; on 218 days we were afraid that the walls of our homes might be hit. To pretend that we were not in a war zone, the military police painted their armoured military tanks – popularly called caveirão, or “big skull” – white.

    For a long time I’ve wondered about the reason for the conflict and danger in the favelas of Rio, the same places that hold so much shared affection, culture, art and memory.

    Since the Olympics, residents of the Complexo do Alemão have been afraid of organising a cultural event in the neighbourhood square, or of people gathering outside because an intense shootout might happen without prior notice, with no chance to find protection. It has been 218 days of fear.

    All eyes – and investments – were turned to Brazil when it hosted, over 10 years, three mega sporting events. But the country has failed to keep its promises of peace after the 2007 Pan-American Games, the 2014 World Cup and the 2016 Olympic Games.

    Before the Olympics, the state was completely absent in the favela. Back then we had no cable car – now we do, but it doesn’t work. We did not have family clinics – now we do, but without medical care. There were no police – now there are, and we live with daily shootings. What have the poorest received as a result of the Games? On television, I see only news of corruption.

    Brazil is at war, some say. A war on the poor, justified by drugs. A war that justifies, for many (but not for me) the presence of the Brazilian army in the streets of the city. The beauty of Rio’s natural landscapes contrasts with the conflict of our daily lives, militarised by the government.

    We need to talk about the relationship between violence and drugs. Young people from different favelas are now coming together to think about strategies that we hope can feed into public policies on drugs in Brazil. The #Movimentos movement – which runs discussions and seminars for young people – was created because it isn’t possible to deal with the drugs issue without the input of those who live with the consequences of failed policies. 

    As other countries move towards resolving the issue in a serious way, investing in research and prevention mechanisms in public health services, Brazil invests in more weapons and repression that result in an increase of death and incarceration – particularly among people who are poor, black, young and living in favelas.

    But despite all the fear, all the chaos, we continue to conquer the world, occupying the spaces that we have been historically denied. The Coletivo Papo Reto (Straight Talk Collective) has created a calendar that celebrates the good news and achievements of the people who live in Complexo do Alemão. Many people may not understand what it is that motivates us in the midst of this chaos and fear. I don’t know either – but I feel that I must keep going.

    (Adapted from https://www.theguardian.com/global-development/2017/aug/19/rio-voices-view-from-the-favelas-olympics-they-
    promised-a-legacy-of-peace-but-brazil-is-now-at-war. Access on 22/8/2017)
    The word input is closest in meaning to:
    Escolha uma alternativa para a questão 15711d80-fd
  • 1567AD52-FD

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNICENTRO · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    View from the Rio favelas: 'We're often scared to leave the house in case we're hit by a stray bullet'

    A year has gone by since the Olympic Games. Only 147 of those 365 days ended without the residents of Complexo do Alemão hearing gunshots. After the promises of hope and the Games’ legacy of peace, 218 days were accompanied by a soundtrack of gunfire.

    On 218 days we were afraid we wouldn’t make it home alive; we were scared to leave the house in case we were hit by a stray bullet; on 218 days we were afraid that the walls of our homes might be hit. To pretend that we were not in a war zone, the military police painted their armoured military tanks – popularly called caveirão, or “big skull” – white.

    For a long time I’ve wondered about the reason for the conflict and danger in the favelas of Rio, the same places that hold so much shared affection, culture, art and memory.

    Since the Olympics, residents of the Complexo do Alemão have been afraid of organising a cultural event in the neighbourhood square, or of people gathering outside because an intense shootout might happen without prior notice, with no chance to find protection. It has been 218 days of fear.

    All eyes – and investments – were turned to Brazil when it hosted, over 10 years, three mega sporting events. But the country has failed to keep its promises of peace after the 2007 Pan-American Games, the 2014 World Cup and the 2016 Olympic Games.

    Before the Olympics, the state was completely absent in the favela. Back then we had no cable car – now we do, but it doesn’t work. We did not have family clinics – now we do, but without medical care. There were no police – now there are, and we live with daily shootings. What have the poorest received as a result of the Games? On television, I see only news of corruption.

    Brazil is at war, some say. A war on the poor, justified by drugs. A war that justifies, for many (but not for me) the presence of the Brazilian army in the streets of the city. The beauty of Rio’s natural landscapes contrasts with the conflict of our daily lives, militarised by the government.

    We need to talk about the relationship between violence and drugs. Young people from different favelas are now coming together to think about strategies that we hope can feed into public policies on drugs in Brazil. The #Movimentos movement – which runs discussions and seminars for young people – was created because it isn’t possible to deal with the drugs issue without the input of those who live with the consequences of failed policies. 

    As other countries move towards resolving the issue in a serious way, investing in research and prevention mechanisms in public health services, Brazil invests in more weapons and repression that result in an increase of death and incarceration – particularly among people who are poor, black, young and living in favelas.

    But despite all the fear, all the chaos, we continue to conquer the world, occupying the spaces that we have been historically denied. The Coletivo Papo Reto (Straight Talk Collective) has created a calendar that celebrates the good news and achievements of the people who live in Complexo do Alemão. Many people may not understand what it is that motivates us in the midst of this chaos and fear. I don’t know either – but I feel that I must keep going.

    (Adapted from https://www.theguardian.com/global-development/2017/aug/19/rio-voices-view-from-the-favelas-olympics-they-
    promised-a-legacy-of-peace-but-brazil-is-now-at-war. Access on 22/8/2017)
    According to the author, why did the military police paint their armoured military tanks?
    Escolha uma alternativa para a questão 1567ad52-fd
  • 13D2312F-FD

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICENTRO · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre o Romance Luzia-Homem de Domingos Olímpio é errado afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 13d2312f-fd
  • 13C10EEF-FD

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICENTRO · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale o que for incorreto sobre Clarice Lispector e seus contos em Laços de Família.
    Escolha uma alternativa para a questão 13c10eef-fd
  • 11B14C09-FD

    Português

    Encontros consonantais: Dígrafos
    UNICENTRO · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    O animal satisfeito dorme,
    Mário Sérgio Cortella

    O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação.
    A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece. Por isso, quando alguém diz “fiquei muito satisfeito com você” ou “estou muito satisfeita com teu trabalho”, é assustador. O que se quer dizer com isso? Que nada mais de mim se deseja? Que o ponto atual é meu limite e, portanto, minha possibilidade? Que de mim nada mais além se pode esperar? Que está bom como está? Assim seria apavorante; passaria a ideia de que desse jeito já basta. Ora, o agradável é quando alguém diz: “teu trabalho (ou carinho, ou comida, ou aula, ou texto, ou música etc.) é bom, fiquei muito insatisfeito e, portanto, quero mais, quero continuar, quero conhecer outras coisas.
    Um bom filme não é exatamente aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela, enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes, pensando que não poderia terminar? Uma boa festa, um bom jogo, um bom passeio, uma boa cerimônia não é aquela que queremos que se prolongue?
    Com a vida de cada um e de cada uma também tem de ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento. 
    Quando crianças (só as crianças?), muitas vezes, diante da tensão provocada por algum desafio que exigia esforço (estudar, treinar, EMAGRECER etc.) ficávamos preocupados e irritados, sonhando e pensando: por que a gente já não nasce pronto, sabendo todas as coisas? Bela e ingênua perspectiva. É fundamental não nascermos sabendo e nem prontos; o ser que nasce sabendo não terá novidades, só reiterações. Somos seres de insatisfação e precisamos ter nisso alguma dose de ambição; todavia, ambição é diferente de ganância, dado que o ambicioso quer mais e melhor, enquanto que o ganancioso quer só para si próprio.
    Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar.
    Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na ideia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando… 
    Isso não ocorre com gente, e sim com fogão, sapato, geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta, e vai se fazendo. Eu, no ano que estamos, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado e não no presente. 
    Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro”… 

    Excerto do livro “Não nascemos prontos! – provocações filosóficas”. De Mário Sérgio Cortella.
    Disponível em:<http://www.contioutra.com/o-animal-satisfeito-dorme-texto-de-mario-sergio-cortella/> 
    Assinale a única alternativa em que ocorrem ditongo, hiato e dígrafo, respectivamente.
    Escolha uma alternativa para a questão 11b14c09-fd
  • 11A87CB7-FD

    Português

    Crase
    UNICENTRO · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    O animal satisfeito dorme,
    Mário Sérgio Cortella

    O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação.
    A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece. Por isso, quando alguém diz “fiquei muito satisfeito com você” ou “estou muito satisfeita com teu trabalho”, é assustador. O que se quer dizer com isso? Que nada mais de mim se deseja? Que o ponto atual é meu limite e, portanto, minha possibilidade? Que de mim nada mais além se pode esperar? Que está bom como está? Assim seria apavorante; passaria a ideia de que desse jeito já basta. Ora, o agradável é quando alguém diz: “teu trabalho (ou carinho, ou comida, ou aula, ou texto, ou música etc.) é bom, fiquei muito insatisfeito e, portanto, quero mais, quero continuar, quero conhecer outras coisas.
    Um bom filme não é exatamente aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela, enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes, pensando que não poderia terminar? Uma boa festa, um bom jogo, um bom passeio, uma boa cerimônia não é aquela que queremos que se prolongue?
    Com a vida de cada um e de cada uma também tem de ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento. 
    Quando crianças (só as crianças?), muitas vezes, diante da tensão provocada por algum desafio que exigia esforço (estudar, treinar, EMAGRECER etc.) ficávamos preocupados e irritados, sonhando e pensando: por que a gente já não nasce pronto, sabendo todas as coisas? Bela e ingênua perspectiva. É fundamental não nascermos sabendo e nem prontos; o ser que nasce sabendo não terá novidades, só reiterações. Somos seres de insatisfação e precisamos ter nisso alguma dose de ambição; todavia, ambição é diferente de ganância, dado que o ambicioso quer mais e melhor, enquanto que o ganancioso quer só para si próprio.
    Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar.
    Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na ideia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando… 
    Isso não ocorre com gente, e sim com fogão, sapato, geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta, e vai se fazendo. Eu, no ano que estamos, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado e não no presente. 
    Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro”… 

    Excerto do livro “Não nascemos prontos! – provocações filosóficas”. De Mário Sérgio Cortella.
    Disponível em:<http://www.contioutra.com/o-animal-satisfeito-dorme-texto-de-mario-sergio-cortella/> 
    Assinale a única alternativa em que o acento indicativo de crase deve ser obrigatório. Atenção: os acentos foram omitidos propositadamente.
    Escolha uma alternativa para a questão 11a87cb7-fd
  • 1190E2D1-FD

    Português

    Análise sintática
    UNICENTRO · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    O animal satisfeito dorme,
    Mário Sérgio Cortella

    O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação.
    A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece. Por isso, quando alguém diz “fiquei muito satisfeito com você” ou “estou muito satisfeita com teu trabalho”, é assustador. O que se quer dizer com isso? Que nada mais de mim se deseja? Que o ponto atual é meu limite e, portanto, minha possibilidade? Que de mim nada mais além se pode esperar? Que está bom como está? Assim seria apavorante; passaria a ideia de que desse jeito já basta. Ora, o agradável é quando alguém diz: “teu trabalho (ou carinho, ou comida, ou aula, ou texto, ou música etc.) é bom, fiquei muito insatisfeito e, portanto, quero mais, quero continuar, quero conhecer outras coisas.
    Um bom filme não é exatamente aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela, enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes, pensando que não poderia terminar? Uma boa festa, um bom jogo, um bom passeio, uma boa cerimônia não é aquela que queremos que se prolongue?
    Com a vida de cada um e de cada uma também tem de ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento. 
    Quando crianças (só as crianças?), muitas vezes, diante da tensão provocada por algum desafio que exigia esforço (estudar, treinar, EMAGRECER etc.) ficávamos preocupados e irritados, sonhando e pensando: por que a gente já não nasce pronto, sabendo todas as coisas? Bela e ingênua perspectiva. É fundamental não nascermos sabendo e nem prontos; o ser que nasce sabendo não terá novidades, só reiterações. Somos seres de insatisfação e precisamos ter nisso alguma dose de ambição; todavia, ambição é diferente de ganância, dado que o ambicioso quer mais e melhor, enquanto que o ganancioso quer só para si próprio.
    Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar.
    Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na ideia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando… 
    Isso não ocorre com gente, e sim com fogão, sapato, geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta, e vai se fazendo. Eu, no ano que estamos, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado e não no presente. 
    Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro”… 

    Excerto do livro “Não nascemos prontos! – provocações filosóficas”. De Mário Sérgio Cortella.
    Disponível em:<http://www.contioutra.com/o-animal-satisfeito-dorme-texto-de-mario-sergio-cortella/> 
    Assinale a alternativa que estiver em desacordo com as relações morfossintáticas presentes neste fragmento: “Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na ideia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando…”
    Escolha uma alternativa para a questão 1190e2d1-fd
  • 1187F40F-FD

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICENTRO · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    O animal satisfeito dorme,
    Mário Sérgio Cortella

    O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação.
    A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece. Por isso, quando alguém diz “fiquei muito satisfeito com você” ou “estou muito satisfeita com teu trabalho”, é assustador. O que se quer dizer com isso? Que nada mais de mim se deseja? Que o ponto atual é meu limite e, portanto, minha possibilidade? Que de mim nada mais além se pode esperar? Que está bom como está? Assim seria apavorante; passaria a ideia de que desse jeito já basta. Ora, o agradável é quando alguém diz: “teu trabalho (ou carinho, ou comida, ou aula, ou texto, ou música etc.) é bom, fiquei muito insatisfeito e, portanto, quero mais, quero continuar, quero conhecer outras coisas.
    Um bom filme não é exatamente aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela, enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes, pensando que não poderia terminar? Uma boa festa, um bom jogo, um bom passeio, uma boa cerimônia não é aquela que queremos que se prolongue?
    Com a vida de cada um e de cada uma também tem de ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento. 
    Quando crianças (só as crianças?), muitas vezes, diante da tensão provocada por algum desafio que exigia esforço (estudar, treinar, EMAGRECER etc.) ficávamos preocupados e irritados, sonhando e pensando: por que a gente já não nasce pronto, sabendo todas as coisas? Bela e ingênua perspectiva. É fundamental não nascermos sabendo e nem prontos; o ser que nasce sabendo não terá novidades, só reiterações. Somos seres de insatisfação e precisamos ter nisso alguma dose de ambição; todavia, ambição é diferente de ganância, dado que o ambicioso quer mais e melhor, enquanto que o ganancioso quer só para si próprio.
    Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar.
    Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na ideia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando… 
    Isso não ocorre com gente, e sim com fogão, sapato, geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta, e vai se fazendo. Eu, no ano que estamos, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado e não no presente. 
    Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro”… 

    Excerto do livro “Não nascemos prontos! – provocações filosóficas”. De Mário Sérgio Cortella.
    Disponível em:<http://www.contioutra.com/o-animal-satisfeito-dorme-texto-de-mario-sergio-cortella/> 
    Assinale a única alternativa incorreta sobre os aspectos formais do texto e sua interpretação:
    Escolha uma alternativa para a questão 1187f40f-fd
  • 302C9A47-FC

    Português

    Morfologia
    PUC - RS · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Responder às questão com base no texto.




    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2017, Morfologia

    Dos 19 substantivos que seguem a expressão “e sob”, entre as linhas 26 e 35, apenas cinco estão caracterizados. Essa estratégia do poeta demonstra a presença, no poema, do viés
    Escolha uma alternativa para a questão 302c9a47-fc