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Interpretação de texto | Reading comprehensionPUC - RJ · 2016Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
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REVIEW: ‘MULTITUDINOUS HEART,’ NEWLY TRANSLATED POETRY BY CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
Books of The Times
By Dwight Garner JULY 2, 2015
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) is widely considered the greatest poet in the history of Brazil, a country where poets are taken seriously. One of his poems, “Canção Amiga” (“Friendly Song”), was once printed on the 50 cruzados bill.
Mr. Drummond’s bald, equine, bespectacled visage appears on T-shirts and book bags in Brazil. Since 2002 there has been a statue of him on the Copacabana in Rio de Janeiro, his adopted hometown. This statue faces away from, not toward, the ocean. This was a witty decision (he was an inward poet) that annoys the unintelligentsia, who want him spun around.
Now we have “Multitudinous Heart,” an expanded, reshuffled and welcome selection of Mr. Drummond’s verse. In new translations by Richard Zenith, we meet a sophisticated and cerebral poet who, true to this book’s title, speaks in many registers. He is by turns melancholy and ironic, sentimental and self-deprecating, remote and boyish.
His wealthy father owned ranches in the mountainous state of Minas Gerais, and the poet was the fifth of six children to reach adulthood. He was used to hubbub. Large family meals are recalled, and there is a constant sense of a raucous daily grind: “Weddings, mortgages,/the cousins with TB,/ the crazy aunt.”
Yet the poems more often contain a measured sense of solitude. Mr. Drummond studied to become a pharmacist but worked most of his life as a civil servant in the Ministry of Education.
He was said to be anything but gregarious; he was never a “smiling public man,” in Yeats’s locution. He was animated on the inside. One of his favorite words was “twisted.” He thought we humans were mostly impertinent and odd.
He felt wizened before his time. In a 1945 poem, he speaks of “the old man in me./He began to harass me in childhood.” In a 1951 poem, “The Table,” he writes:
A bunch of louts in our fifties,
balding, used up, burned out,
yet in our chests we preserve
intact that boyish candor,
that scampering into the woods,
that craving for things forbidden.
Mr. Drummond is worth encountering on the page. You probably need this volume and the earlier one, alas, to glimpse him in full. In a satirical 1945 poem titled “In Search of Poetry,” he offered this advice for the apprentice poet:
Don’t dramatize, don’t invoke,
don’t inquire. Don’t waste time lying.
Don’t get cross.
Your ivory yacht, your diamond shoe,
your mazurkas and superstitions, your family skeletons
all vanish in the curve of time, they’re worthless.
Ha. The good news about “Multitudinous Heart” is that it proves Mr. Drummond didn’t believe a word of that hooey.
Source: http://www.nytimes.com/2015/07/03/books/review-multitudinous-heart-newly-translated- -poetry-by-carlos-drummond-de-andrade.html Access October 15, 2016. Adapted.
It is correct to say that Mr. Garner describes Mr. Drummond as:Considere o poema James I, de Rudyard Kipling, para responder à questão.
THE child of Mary Queen of Scots,
A shifty mother’s shiftless son,
Bred up among intrigues and plots,
Learned in all things, wise in none.
Ungainly, babbling, wasteful, weak,
Shrewd, clever, cowardly, pedantic,
The sight of steel would blanch his cheek.
The smell of baccy drive him frantic.
He was the author of his line –
He wrote that witches should be burnt;
He wrote that monarchs were divine,
And left a son who – proved they weren’t!
(http://www.kiplingsociety.co.uk/poems_james.htm - acesso em 11/08/2016)
Considere o poema James I, de Rudyard Kipling, para responder à questão.
THE child of Mary Queen of Scots,
A shifty mother’s shiftless son,
Bred up among intrigues and plots,
Learned in all things, wise in none.
Ungainly, babbling, wasteful, weak,
Shrewd, clever, cowardly, pedantic,
The sight of steel would blanch his cheek.
The smell of baccy drive him frantic.
He was the author of his line –
He wrote that witches should be burnt;
He wrote that monarchs were divine,
And left a son who – proved they weren’t!
(http://www.kiplingsociety.co.uk/poems_james.htm - acesso em 11/08/2016)
Cientistas descobrem o que passa pela cabeça dos animais
(Alexandre Versignassi e Eduardo Szklarz)
[...] Para começar a entender como funciona a inteligência em mentes que não são de Homo sapiens, temos que compreender como elas percebem o mundo. Para os humanos, uma rosa é uma flor romântica. Para um besouro, ela é um território de caça. Um leopardo mal percebe que as rosas existem. Um cachorro não vai ligar pra ela, a menos que ela contenha xixi de outro cachorro ou tenha sido tocada pelo dono. Aí sim, ele vai dar à rosa um montão de significados.
“Enquanto somos seres visuais, os cães sentem a realidade com o focinho”, diz a psicóloga americana Alexandra Horowitz, especialista em comportamento animal. Ao cheirar um cafezinho, por exemplo, algumas pessoas conseguem saber se ele foi adoçado com uma colherinha de açúcar. Já um beagle consegue farejar uma colher de açúcar diluída numa quantidade de café equivalente a duas piscinas olímpicas.
Assim, o universo dos cachorros é um extrato de cheiros diferentes. Talvez por isso eles não liguem para a própria imagem no espelho. Mesmo que não concluam que a imagem é a deles, não sentem nenhum cheiro diferente, então não interpretam como sendo outro cachorro. Esse supernariz também lhes confere a habilidade de um detetive. Graças aos odores que você exala e às células epiteliais que deixa pelo caminho, seu cão sabe quase tudo sobre você: por onde andou, que objetos tocou, o que comeu, se beijou alguém ou se correu um pouco. Exceto a comida, claro, ele não se interessa pelos outros dados. O olfato do cão é capaz até de rastrear doenças em humanos, como mostra um recente estudo da Universidade Kyushi, no Japão. O labrador Marine, de 8 anos, detectou câncer de intestino ao cheirar o hálito e as fezes de pacientes. Tumores de pele, pulmão e bexiga também já foram farejados por cães em estudos anteriores. Mas nem vem, cachorrada: nossa capacidade de ler placas lá longe na estrada deixaria vocês morrendo de inveja.
[...] Golfinhos aprendem linguagens artificiais, como demonstrou o psicólogo Louis Herman, da Universidade do Havaí, EUA. Numa delas, palavras representadas por sons de computador formavam 2 mil frases. Quando os golfinhos ouviam “ESQUERDO BOLA BATER”, por exemplo, entendiam que era para bater na bola do lado esquerdo. E também compreendiam a ordem das palavras. Sabiam que o pedido “PRANCHA PESSOA ÁGUA” era para que levassem uma prancha a uma pessoa que estava na água. Já “PESSOA PRANCHA ÁGUA” era para levar a pessoa à prancha na água. Não existe diferença entre fazer isso e aprender um idioma. Ponto para os golfos.
Mas talvez nem eles sejam páreo para Chaser, uma border collie. A cadela aprendeu o nome de mais de mil objetos - a maioria brinquedos, mas tudo bem. Seu dono, um psicólogo, já nem conta mais quantas palavras ela sabe. Agora ele prefere lhe ensinar rudimentos de gramática. Então estamos de acordo: certos animais, quando treinados, conseguem compreender parte da linguagem humana. [...] a ideia de que eles praticamente não se comunicam entre si morreu faz tempo. Até as abelhas fazem isso: elas dançam para informar a distância e a direção das fontes de alimentos.
Golfinhos têm uma linguagem interna. Eles se comunicam por assobios e sinais corporais como saltos, tapas da cauda na água e fricção da mandíbula. Cada animal tem uma modulação única, o que lhe confere uma voz individual.
Kathleen Dudzinski, diretora do Dolphin Communication Project, escuta esses animais há quase 20 anos com aparelhos que registram a frequência e as nuances de sua linguagem. Mas admite que ainda falta muito para decifrá-la, sobretudo porque golfinhos nadam rápido e é difícil captar uma conversa entre vários animais debaixo d’água. Além disso, cada sinal varia conforme o contexto. Com os humanos é igual: dependendo da situação, uma pessoa que levanta a mão aberta quer dizer “tchau”, “pare” ou “custa R$ 5”. [...]
Golfinhos têm um lado sádico: se aproximam sorrateiramente de gaivotas que descansam na água, dão um caldo nelas e as liberam depois de mantê-las alguns segundos debaixo d’água, sofrendo.
Mas o macaco rhesus, um primata asiático com jeito de babuíno, está aí para redimir seus colegas aquáticos. Num estudo da Universidade Northwestern, EUA, os macacos precisavam apertar um botão para ganhar comida. Mas sempre que eles faziam isso outros rhesus levavam um choque (de leve, mas um choque). Alguns macacos não se importaram. Mas com outros foi diferente. O psicólogo americano Frans De Wall conta melhor: “Um macaco parou de apertar o botão por 12 dias depois de ver outro levar choque. Ele estava morrendo de fome para não causar sofrimento aos outros”. Pois é. Não precisa ser gente para pensar, se emocionar ou aproveitar a vida. Nem para ser gente fina.
[...]
(Adaptado de http://super.abril.com.br/ciencia/cientistas-descobrem-o-que-passapela-cabeca-dos-animais?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=f
acebook&utm_campaign=redesabril_super)

INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

(Excerpt from Zen and the Art of Motorcycle Maintenance, By Robert M. Pirsig. New York: Harpertorch, 1974)
It is true to affirm that

TEXTO 9

There's no stink like our own stink: We are more forgiving of the disgusting smells of those we have been told are members of our own group than of outsiders. So say researchers at St. Andrews University after pushing stinky gym shirts into the noses of people who were told the garments belonged to either their own college or a nearby one. Reporting in the Proceedings of the National Academy of Sciences, they find that people are far less tolerant when the stench comes from outsiders, which they say has implications for not just social exclusion but even prejudice and discrimination.
Disponível em:<http://www.newser.com/story/220970/reaction-to-smelly-shirts-reveals-our-ownprejudices.html> . Acesso em: 24 ago. 2016
Leia com atenção o fragmento do artigo “A rebelião, a cidade e a consciência”, de Mauro Luis Iasi, e responda à questão.


IASI, Mauro Luis. A rebelião, a cidade e a consciência. In: MARICATO, Ermínia et al. (Orgs.). Cidades rebeldes:
Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo: Carta Maior, 2013. Adaptado
De acordo com o texto “A rebelião, a cidade e a consciência”, pode-se concluir que nas cidades:
( ) sobressaem as individualidades em detrimento de uma coletividade consciente e proativa.
( ) os indivíduos retêm, subjugados pela ordem vigente, a sua lógica social como inalterável.
( ) as contrariedades fundem-se em redes simbólicas de ordem e repressão, mas também de desassossego e luta.
Analise as proposições acima, coloque V para as verdadeiras e F para as falsas e marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
