Questões do ENEM: Linguagens e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Pernambuco (IF-PE)

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95 questões encontradas. Mostrando a página 4 de 5.

  • F9D92ACA-CC

    Português

    Coesão e coerência
    IF-PE · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TRABALHO ESCRAVO É AINDA UMA REALIDADE NO BRASIL

    Esse tipo de violação não prende mais o indivíduo a correntes, mas acomete a liberdade do trabalhador e o mantém submisso a uma situação de exploração.

    (1) O trabalho escravo ainda é uma violação de direitos humanos que persiste no Brasil. A sua existência foi assumida pelo governo federal perante o país e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 1995, o que fez com que se tornasse uma das primeiras nações do mundo a reconhecer oficialmente a escravidão contemporânea em seu território. Daquele ano até 2016, mais de 50 mil trabalhadores foram libertados de situações análogas à de escravidão em atividades econômicas nas zonas rural e urbana.
    (2) Mas o que é trabalho escravo contemporâneo? O trabalho escravo não é somente uma violação trabalhista, tampouco se trata daquela escravidão dos períodos colonial e imperial do Brasil. Essa violação de direitos humanos não prende mais o indivíduo a correntes, mas compreende outros mecanismos, que acometem a dignidade e a liberdade do trabalhador e o mantêm submisso a uma situação extrema de exploração.
    (3) Qualquer um dos quatro elementos abaixo é suficiente para configurar uma situação de trabalho escravo: TRABALHO FORÇADO: o indivíduo é obrigado a se submeter a condições de trabalho em que é explorado, sem possibilidade de deixar o local seja por causa de dívidas, seja por ameaça e violências física ou psicológica. JORNADA EXAUSTIVA: expediente penoso que vai além de horas extras e coloca em risco a integridade física do trabalhador, já que o intervalo entre as jornadas é insuficiente para a reposição de energia. Há casos em que o descanso semanal não é respeitado. Assim, o trabalhador também fica impedido de manter vida social e familiar.
    SERVIDÃO POR DÍVIDA: fabricação de dívidas ilegais referentes a gastos com transporte, alimentação, aluguel e ferramentas de trabalho. Esses itens são cobrados de forma abusiva e descontados do salário do trabalhador, que permanece sempre devendo ao empregador.
    CONDIÇÕES DEGRADANTES: um conjunto de elementos irregulares que caracterizam a precariedade do trabalho e das condições de vida sob a qual o trabalhador é submetido, atentando contra a sua dignidade.
    (4) Quem são os trabalhadores escravos? Em geral, são migrantes que deixaram suas casas em busca de melhores condições de vida e de sustento para as suas famílias. Saem de suas cidades atraídos por falsas promessas de aliciadores ou migram forçadamente por uma série de motivos, que podem incluir a falta de opção econômica, guerras e até perseguições políticas. No Brasil, os trabalhadores provêm de diversos estados das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, mas também podem ser migrantes internacionais de países latino-americanos – como a Bolívia, Paraguai e Peru –, africanos, além do Haiti e do Oriente Médio. Essas pessoas podem se destinar à região de expansão agrícola ou aos centros urbanos à procura de oportunidades de trabalho.
    (5) Tradicionalmente, o trabalho escravo é empregado em atividades econômicas na zona rural, como a pecuária, a produção de carvão e os cultivos de cana-de-açúcar, soja e algodão. Nos últimos anos, essa situação também é verificada em centros urbanos, principalmente na construção civil e na confecção têxtil.
    (6) No Brasil, 95% das pessoas submetidas ao trabalho escravo rural são homens. Em geral, as atividades para as quais esse tipo de mão de obra é utilizado exigem força física, por isso os aliciadores buscam principalmente homens e jovens. Os dados oficiais do Programa Seguro-Desemprego de 2003 a 2014 indicam que, entre os trabalhadores libertados, 72,1% são analfabetos ou não concluíram o quinto ano do Ensino Fundamental.
    (7) Muitas vezes, o trabalhador submetido ao trabalho escravo consegue fugir da situação de exploração, colocando a sua vida em risco. Quando tem sucesso em sua empreitada, recorre a órgãos governamentais ou organizações da sociedade civil para denunciar a violação que sofreu. Diante disso, o governo brasileiro tem centrado seus esforços para o combate desse crime, especialmente na fiscalização de propriedades e na repressão por meio da punição administrativa e econômica de empregadores flagrados utilizando mão de obra escrava.
    (8) Enquanto isso, o trabalhador libertado tende a retornar à sua cidade de origem, onde as condições que o levaram a migrar permanecem as mesmas. Diante dessa situação, o indivíduo pode novamente ser aliciado para outro trabalho em que será explorado, perpetuando uma dinâmica que chamamos de “Ciclo do Trabalho Escravo”.
    (9) Para que esse ciclo vicioso seja rompido, são necessárias ações que incidam na vida do trabalhador para além do âmbito da repressão do crime. Por isso, a erradicação do problema passa também pela adoção de políticas públicas de assistência à vítima e prevenção para reverter a situação de pobreza e de vulnerabilidade de comunidades.

    Adaptado.SUZUKI, Natalia; CASTELI, Thiago. Trabalho escravo é ainda uma realidade no Brasil.
    Disponível em:<http://www.cartaeducacao.com.br/aulas/fundamental-2/trabalho-escravo-e-ainda-uma-realidade-no-brasil/> .
    Acesso:19 mar. 2017.
    Em relação à coesão, é correto afirmar que, em

    I. “A sua existência foi assumida pelo governo federal perante o país e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 1995 […].” (1º parágrafo), o termo sublinhado retoma “violação de direitos”.

    II. “Daquele ano até 2016, mais de 50 mil trabalhadores foram libertados de situações análogas à de escravidão em atividades econômicas nas zonas rural e urbana.” (1º parágrafo), após o termo sublinhado, houve supressão (eliminação) do termo “situação”.

    III.“Essas pessoas podem se destinar à região de expansão agrícola ou aos centros urbanos à procura de oportunidades de trabalho.” (4º parágrafo), os termos grifados referem-se a “migrantes”.

    IV.“No Brasil, os trabalhadores provêm de diversos estados das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, mas também podem ser migrantes internacionais de países latino-americanos […].” (4º parágrafo), os termos grifados acrescentam uma informação.

    V. “Diante disso, o governo brasileiro tem centrado seus esforços para o combate desse crime […].” (7º parágrafo), o termo sublinhado refere-se à fuga de trabalhadores escravizados.

    Estão CORRETAS apenas as proposições
    Escolha uma alternativa para a questão f9d92aca-cc
  • F9D50867-CC

    Português

    Sintaxe
    IF-PE · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    TRABALHO ESCRAVO É AINDA UMA REALIDADE NO BRASIL

    Esse tipo de violação não prende mais o indivíduo a correntes, mas acomete a liberdade do trabalhador e o mantém submisso a uma situação de exploração.

    (1) O trabalho escravo ainda é uma violação de direitos humanos que persiste no Brasil. A sua existência foi assumida pelo governo federal perante o país e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 1995, o que fez com que se tornasse uma das primeiras nações do mundo a reconhecer oficialmente a escravidão contemporânea em seu território. Daquele ano até 2016, mais de 50 mil trabalhadores foram libertados de situações análogas à de escravidão em atividades econômicas nas zonas rural e urbana.
    (2) Mas o que é trabalho escravo contemporâneo? O trabalho escravo não é somente uma violação trabalhista, tampouco se trata daquela escravidão dos períodos colonial e imperial do Brasil. Essa violação de direitos humanos não prende mais o indivíduo a correntes, mas compreende outros mecanismos, que acometem a dignidade e a liberdade do trabalhador e o mantêm submisso a uma situação extrema de exploração.
    (3) Qualquer um dos quatro elementos abaixo é suficiente para configurar uma situação de trabalho escravo: TRABALHO FORÇADO: o indivíduo é obrigado a se submeter a condições de trabalho em que é explorado, sem possibilidade de deixar o local seja por causa de dívidas, seja por ameaça e violências física ou psicológica. JORNADA EXAUSTIVA: expediente penoso que vai além de horas extras e coloca em risco a integridade física do trabalhador, já que o intervalo entre as jornadas é insuficiente para a reposição de energia. Há casos em que o descanso semanal não é respeitado. Assim, o trabalhador também fica impedido de manter vida social e familiar.
    SERVIDÃO POR DÍVIDA: fabricação de dívidas ilegais referentes a gastos com transporte, alimentação, aluguel e ferramentas de trabalho. Esses itens são cobrados de forma abusiva e descontados do salário do trabalhador, que permanece sempre devendo ao empregador.
    CONDIÇÕES DEGRADANTES: um conjunto de elementos irregulares que caracterizam a precariedade do trabalho e das condições de vida sob a qual o trabalhador é submetido, atentando contra a sua dignidade.
    (4) Quem são os trabalhadores escravos? Em geral, são migrantes que deixaram suas casas em busca de melhores condições de vida e de sustento para as suas famílias. Saem de suas cidades atraídos por falsas promessas de aliciadores ou migram forçadamente por uma série de motivos, que podem incluir a falta de opção econômica, guerras e até perseguições políticas. No Brasil, os trabalhadores provêm de diversos estados das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, mas também podem ser migrantes internacionais de países latino-americanos – como a Bolívia, Paraguai e Peru –, africanos, além do Haiti e do Oriente Médio. Essas pessoas podem se destinar à região de expansão agrícola ou aos centros urbanos à procura de oportunidades de trabalho.
    (5) Tradicionalmente, o trabalho escravo é empregado em atividades econômicas na zona rural, como a pecuária, a produção de carvão e os cultivos de cana-de-açúcar, soja e algodão. Nos últimos anos, essa situação também é verificada em centros urbanos, principalmente na construção civil e na confecção têxtil.
    (6) No Brasil, 95% das pessoas submetidas ao trabalho escravo rural são homens. Em geral, as atividades para as quais esse tipo de mão de obra é utilizado exigem força física, por isso os aliciadores buscam principalmente homens e jovens. Os dados oficiais do Programa Seguro-Desemprego de 2003 a 2014 indicam que, entre os trabalhadores libertados, 72,1% são analfabetos ou não concluíram o quinto ano do Ensino Fundamental.
    (7) Muitas vezes, o trabalhador submetido ao trabalho escravo consegue fugir da situação de exploração, colocando a sua vida em risco. Quando tem sucesso em sua empreitada, recorre a órgãos governamentais ou organizações da sociedade civil para denunciar a violação que sofreu. Diante disso, o governo brasileiro tem centrado seus esforços para o combate desse crime, especialmente na fiscalização de propriedades e na repressão por meio da punição administrativa e econômica de empregadores flagrados utilizando mão de obra escrava.
    (8) Enquanto isso, o trabalhador libertado tende a retornar à sua cidade de origem, onde as condições que o levaram a migrar permanecem as mesmas. Diante dessa situação, o indivíduo pode novamente ser aliciado para outro trabalho em que será explorado, perpetuando uma dinâmica que chamamos de “Ciclo do Trabalho Escravo”.
    (9) Para que esse ciclo vicioso seja rompido, são necessárias ações que incidam na vida do trabalhador para além do âmbito da repressão do crime. Por isso, a erradicação do problema passa também pela adoção de políticas públicas de assistência à vítima e prevenção para reverter a situação de pobreza e de vulnerabilidade de comunidades.

    Adaptado.SUZUKI, Natalia; CASTELI, Thiago. Trabalho escravo é ainda uma realidade no Brasil.
    Disponível em:<http://www.cartaeducacao.com.br/aulas/fundamental-2/trabalho-escravo-e-ainda-uma-realidade-no-brasil/> .
    Acesso:19 mar. 2017.
    Em relação à forma verbal grifada no trecho “Quando tem sucesso em sua empreitada, recorre a órgãos governamentais ou organizações da sociedade civil para denunciar a violação que sofreu.”(7ºparágrafo),é CORRETO afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão f9d50867-cc
  • F9D11D61-CC

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PE · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TRABALHO ESCRAVO É AINDA UMA REALIDADE NO BRASIL

    Esse tipo de violação não prende mais o indivíduo a correntes, mas acomete a liberdade do trabalhador e o mantém submisso a uma situação de exploração.

    (1) O trabalho escravo ainda é uma violação de direitos humanos que persiste no Brasil. A sua existência foi assumida pelo governo federal perante o país e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 1995, o que fez com que se tornasse uma das primeiras nações do mundo a reconhecer oficialmente a escravidão contemporânea em seu território. Daquele ano até 2016, mais de 50 mil trabalhadores foram libertados de situações análogas à de escravidão em atividades econômicas nas zonas rural e urbana.
    (2) Mas o que é trabalho escravo contemporâneo? O trabalho escravo não é somente uma violação trabalhista, tampouco se trata daquela escravidão dos períodos colonial e imperial do Brasil. Essa violação de direitos humanos não prende mais o indivíduo a correntes, mas compreende outros mecanismos, que acometem a dignidade e a liberdade do trabalhador e o mantêm submisso a uma situação extrema de exploração.
    (3) Qualquer um dos quatro elementos abaixo é suficiente para configurar uma situação de trabalho escravo: TRABALHO FORÇADO: o indivíduo é obrigado a se submeter a condições de trabalho em que é explorado, sem possibilidade de deixar o local seja por causa de dívidas, seja por ameaça e violências física ou psicológica. JORNADA EXAUSTIVA: expediente penoso que vai além de horas extras e coloca em risco a integridade física do trabalhador, já que o intervalo entre as jornadas é insuficiente para a reposição de energia. Há casos em que o descanso semanal não é respeitado. Assim, o trabalhador também fica impedido de manter vida social e familiar.
    SERVIDÃO POR DÍVIDA: fabricação de dívidas ilegais referentes a gastos com transporte, alimentação, aluguel e ferramentas de trabalho. Esses itens são cobrados de forma abusiva e descontados do salário do trabalhador, que permanece sempre devendo ao empregador.
    CONDIÇÕES DEGRADANTES: um conjunto de elementos irregulares que caracterizam a precariedade do trabalho e das condições de vida sob a qual o trabalhador é submetido, atentando contra a sua dignidade.
    (4) Quem são os trabalhadores escravos? Em geral, são migrantes que deixaram suas casas em busca de melhores condições de vida e de sustento para as suas famílias. Saem de suas cidades atraídos por falsas promessas de aliciadores ou migram forçadamente por uma série de motivos, que podem incluir a falta de opção econômica, guerras e até perseguições políticas. No Brasil, os trabalhadores provêm de diversos estados das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, mas também podem ser migrantes internacionais de países latino-americanos – como a Bolívia, Paraguai e Peru –, africanos, além do Haiti e do Oriente Médio. Essas pessoas podem se destinar à região de expansão agrícola ou aos centros urbanos à procura de oportunidades de trabalho.
    (5) Tradicionalmente, o trabalho escravo é empregado em atividades econômicas na zona rural, como a pecuária, a produção de carvão e os cultivos de cana-de-açúcar, soja e algodão. Nos últimos anos, essa situação também é verificada em centros urbanos, principalmente na construção civil e na confecção têxtil.
    (6) No Brasil, 95% das pessoas submetidas ao trabalho escravo rural são homens. Em geral, as atividades para as quais esse tipo de mão de obra é utilizado exigem força física, por isso os aliciadores buscam principalmente homens e jovens. Os dados oficiais do Programa Seguro-Desemprego de 2003 a 2014 indicam que, entre os trabalhadores libertados, 72,1% são analfabetos ou não concluíram o quinto ano do Ensino Fundamental.
    (7) Muitas vezes, o trabalhador submetido ao trabalho escravo consegue fugir da situação de exploração, colocando a sua vida em risco. Quando tem sucesso em sua empreitada, recorre a órgãos governamentais ou organizações da sociedade civil para denunciar a violação que sofreu. Diante disso, o governo brasileiro tem centrado seus esforços para o combate desse crime, especialmente na fiscalização de propriedades e na repressão por meio da punição administrativa e econômica de empregadores flagrados utilizando mão de obra escrava.
    (8) Enquanto isso, o trabalhador libertado tende a retornar à sua cidade de origem, onde as condições que o levaram a migrar permanecem as mesmas. Diante dessa situação, o indivíduo pode novamente ser aliciado para outro trabalho em que será explorado, perpetuando uma dinâmica que chamamos de “Ciclo do Trabalho Escravo”.
    (9) Para que esse ciclo vicioso seja rompido, são necessárias ações que incidam na vida do trabalhador para além do âmbito da repressão do crime. Por isso, a erradicação do problema passa também pela adoção de políticas públicas de assistência à vítima e prevenção para reverter a situação de pobreza e de vulnerabilidade de comunidades.

    Adaptado.SUZUKI, Natalia; CASTELI, Thiago. Trabalho escravo é ainda uma realidade no Brasil.
    Disponível em:<http://www.cartaeducacao.com.br/aulas/fundamental-2/trabalho-escravo-e-ainda-uma-realidade-no-brasil/> .
    Acesso:19 mar. 2017.
    Considere os seguintes excertos:

    i. “Esse tipo de violação não prende mais o indivíduo a correntes, mas acomete a liberdade do trabalhador [...]”. (subtítulo)

    ii. “[…] mais de 50 mil trabalhadores foram libertados de situações análogas à de escravidão [...]”. (1º parágrafo)

    Assinale a alternativa na qual todas as palavras substituem respectivamente os termos grifados sem que haja mudança de sentido.
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  • F9CCF75D-CC

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PE · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    TRABALHO ESCRAVO É AINDA UMA REALIDADE NO BRASIL

    Esse tipo de violação não prende mais o indivíduo a correntes, mas acomete a liberdade do trabalhador e o mantém submisso a uma situação de exploração.

    (1) O trabalho escravo ainda é uma violação de direitos humanos que persiste no Brasil. A sua existência foi assumida pelo governo federal perante o país e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 1995, o que fez com que se tornasse uma das primeiras nações do mundo a reconhecer oficialmente a escravidão contemporânea em seu território. Daquele ano até 2016, mais de 50 mil trabalhadores foram libertados de situações análogas à de escravidão em atividades econômicas nas zonas rural e urbana.
    (2) Mas o que é trabalho escravo contemporâneo? O trabalho escravo não é somente uma violação trabalhista, tampouco se trata daquela escravidão dos períodos colonial e imperial do Brasil. Essa violação de direitos humanos não prende mais o indivíduo a correntes, mas compreende outros mecanismos, que acometem a dignidade e a liberdade do trabalhador e o mantêm submisso a uma situação extrema de exploração.
    (3) Qualquer um dos quatro elementos abaixo é suficiente para configurar uma situação de trabalho escravo: TRABALHO FORÇADO: o indivíduo é obrigado a se submeter a condições de trabalho em que é explorado, sem possibilidade de deixar o local seja por causa de dívidas, seja por ameaça e violências física ou psicológica. JORNADA EXAUSTIVA: expediente penoso que vai além de horas extras e coloca em risco a integridade física do trabalhador, já que o intervalo entre as jornadas é insuficiente para a reposição de energia. Há casos em que o descanso semanal não é respeitado. Assim, o trabalhador também fica impedido de manter vida social e familiar.
    SERVIDÃO POR DÍVIDA: fabricação de dívidas ilegais referentes a gastos com transporte, alimentação, aluguel e ferramentas de trabalho. Esses itens são cobrados de forma abusiva e descontados do salário do trabalhador, que permanece sempre devendo ao empregador.
    CONDIÇÕES DEGRADANTES: um conjunto de elementos irregulares que caracterizam a precariedade do trabalho e das condições de vida sob a qual o trabalhador é submetido, atentando contra a sua dignidade.
    (4) Quem são os trabalhadores escravos? Em geral, são migrantes que deixaram suas casas em busca de melhores condições de vida e de sustento para as suas famílias. Saem de suas cidades atraídos por falsas promessas de aliciadores ou migram forçadamente por uma série de motivos, que podem incluir a falta de opção econômica, guerras e até perseguições políticas. No Brasil, os trabalhadores provêm de diversos estados das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, mas também podem ser migrantes internacionais de países latino-americanos – como a Bolívia, Paraguai e Peru –, africanos, além do Haiti e do Oriente Médio. Essas pessoas podem se destinar à região de expansão agrícola ou aos centros urbanos à procura de oportunidades de trabalho.
    (5) Tradicionalmente, o trabalho escravo é empregado em atividades econômicas na zona rural, como a pecuária, a produção de carvão e os cultivos de cana-de-açúcar, soja e algodão. Nos últimos anos, essa situação também é verificada em centros urbanos, principalmente na construção civil e na confecção têxtil.
    (6) No Brasil, 95% das pessoas submetidas ao trabalho escravo rural são homens. Em geral, as atividades para as quais esse tipo de mão de obra é utilizado exigem força física, por isso os aliciadores buscam principalmente homens e jovens. Os dados oficiais do Programa Seguro-Desemprego de 2003 a 2014 indicam que, entre os trabalhadores libertados, 72,1% são analfabetos ou não concluíram o quinto ano do Ensino Fundamental.
    (7) Muitas vezes, o trabalhador submetido ao trabalho escravo consegue fugir da situação de exploração, colocando a sua vida em risco. Quando tem sucesso em sua empreitada, recorre a órgãos governamentais ou organizações da sociedade civil para denunciar a violação que sofreu. Diante disso, o governo brasileiro tem centrado seus esforços para o combate desse crime, especialmente na fiscalização de propriedades e na repressão por meio da punição administrativa e econômica de empregadores flagrados utilizando mão de obra escrava.
    (8) Enquanto isso, o trabalhador libertado tende a retornar à sua cidade de origem, onde as condições que o levaram a migrar permanecem as mesmas. Diante dessa situação, o indivíduo pode novamente ser aliciado para outro trabalho em que será explorado, perpetuando uma dinâmica que chamamos de “Ciclo do Trabalho Escravo”.
    (9) Para que esse ciclo vicioso seja rompido, são necessárias ações que incidam na vida do trabalhador para além do âmbito da repressão do crime. Por isso, a erradicação do problema passa também pela adoção de políticas públicas de assistência à vítima e prevenção para reverter a situação de pobreza e de vulnerabilidade de comunidades.

    Adaptado.SUZUKI, Natalia; CASTELI, Thiago. Trabalho escravo é ainda uma realidade no Brasil.
    Disponível em:<http://www.cartaeducacao.com.br/aulas/fundamental-2/trabalho-escravo-e-ainda-uma-realidade-no-brasil/> .
    Acesso:19 mar. 2017.
    Em relação às impressões transmitidas pelo TEXTO, é CORRETO afirmar que ele
    Escolha uma alternativa para a questão f9ccf75d-cc
  • F9C6AE4D-CC

    Português

    Gêneros Textuais
    IF-PE · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TRABALHO ESCRAVO É AINDA UMA REALIDADE NO BRASIL

    Esse tipo de violação não prende mais o indivíduo a correntes, mas acomete a liberdade do trabalhador e o mantém submisso a uma situação de exploração.

    (1) O trabalho escravo ainda é uma violação de direitos humanos que persiste no Brasil. A sua existência foi assumida pelo governo federal perante o país e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 1995, o que fez com que se tornasse uma das primeiras nações do mundo a reconhecer oficialmente a escravidão contemporânea em seu território. Daquele ano até 2016, mais de 50 mil trabalhadores foram libertados de situações análogas à de escravidão em atividades econômicas nas zonas rural e urbana.
    (2) Mas o que é trabalho escravo contemporâneo? O trabalho escravo não é somente uma violação trabalhista, tampouco se trata daquela escravidão dos períodos colonial e imperial do Brasil. Essa violação de direitos humanos não prende mais o indivíduo a correntes, mas compreende outros mecanismos, que acometem a dignidade e a liberdade do trabalhador e o mantêm submisso a uma situação extrema de exploração.
    (3) Qualquer um dos quatro elementos abaixo é suficiente para configurar uma situação de trabalho escravo: TRABALHO FORÇADO: o indivíduo é obrigado a se submeter a condições de trabalho em que é explorado, sem possibilidade de deixar o local seja por causa de dívidas, seja por ameaça e violências física ou psicológica. JORNADA EXAUSTIVA: expediente penoso que vai além de horas extras e coloca em risco a integridade física do trabalhador, já que o intervalo entre as jornadas é insuficiente para a reposição de energia. Há casos em que o descanso semanal não é respeitado. Assim, o trabalhador também fica impedido de manter vida social e familiar.
    SERVIDÃO POR DÍVIDA: fabricação de dívidas ilegais referentes a gastos com transporte, alimentação, aluguel e ferramentas de trabalho. Esses itens são cobrados de forma abusiva e descontados do salário do trabalhador, que permanece sempre devendo ao empregador.
    CONDIÇÕES DEGRADANTES: um conjunto de elementos irregulares que caracterizam a precariedade do trabalho e das condições de vida sob a qual o trabalhador é submetido, atentando contra a sua dignidade.
    (4) Quem são os trabalhadores escravos? Em geral, são migrantes que deixaram suas casas em busca de melhores condições de vida e de sustento para as suas famílias. Saem de suas cidades atraídos por falsas promessas de aliciadores ou migram forçadamente por uma série de motivos, que podem incluir a falta de opção econômica, guerras e até perseguições políticas. No Brasil, os trabalhadores provêm de diversos estados das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, mas também podem ser migrantes internacionais de países latino-americanos – como a Bolívia, Paraguai e Peru –, africanos, além do Haiti e do Oriente Médio. Essas pessoas podem se destinar à região de expansão agrícola ou aos centros urbanos à procura de oportunidades de trabalho.
    (5) Tradicionalmente, o trabalho escravo é empregado em atividades econômicas na zona rural, como a pecuária, a produção de carvão e os cultivos de cana-de-açúcar, soja e algodão. Nos últimos anos, essa situação também é verificada em centros urbanos, principalmente na construção civil e na confecção têxtil.
    (6) No Brasil, 95% das pessoas submetidas ao trabalho escravo rural são homens. Em geral, as atividades para as quais esse tipo de mão de obra é utilizado exigem força física, por isso os aliciadores buscam principalmente homens e jovens. Os dados oficiais do Programa Seguro-Desemprego de 2003 a 2014 indicam que, entre os trabalhadores libertados, 72,1% são analfabetos ou não concluíram o quinto ano do Ensino Fundamental.
    (7) Muitas vezes, o trabalhador submetido ao trabalho escravo consegue fugir da situação de exploração, colocando a sua vida em risco. Quando tem sucesso em sua empreitada, recorre a órgãos governamentais ou organizações da sociedade civil para denunciar a violação que sofreu. Diante disso, o governo brasileiro tem centrado seus esforços para o combate desse crime, especialmente na fiscalização de propriedades e na repressão por meio da punição administrativa e econômica de empregadores flagrados utilizando mão de obra escrava.
    (8) Enquanto isso, o trabalhador libertado tende a retornar à sua cidade de origem, onde as condições que o levaram a migrar permanecem as mesmas. Diante dessa situação, o indivíduo pode novamente ser aliciado para outro trabalho em que será explorado, perpetuando uma dinâmica que chamamos de “Ciclo do Trabalho Escravo”.
    (9) Para que esse ciclo vicioso seja rompido, são necessárias ações que incidam na vida do trabalhador para além do âmbito da repressão do crime. Por isso, a erradicação do problema passa também pela adoção de políticas públicas de assistência à vítima e prevenção para reverter a situação de pobreza e de vulnerabilidade de comunidades.

    Adaptado.SUZUKI, Natalia; CASTELI, Thiago. Trabalho escravo é ainda uma realidade no Brasil.
    Disponível em:<http://www.cartaeducacao.com.br/aulas/fundamental-2/trabalho-escravo-e-ainda-uma-realidade-no-brasil/> .
    Acesso:19 mar. 2017.
    Em relação ao gênero textual, é CORRETO afirmar que o TEXTO é
    Escolha uma alternativa para a questão f9c6ae4d-cc
  • F6E62AD3-B2

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    IF-PE · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 8

    AUGUST 2017 WAS THE SECOND WARMEST ON RECORD


          August 2017 was the second warmest August in 137 years of modern record-keeping, according to a monthly analysis of global temperatures by scientists at NASA's Goddard Institute for Space Studies (GISS) in New York.

          The measured value is consistent with the trend in global average surface temperatures that has been observed during the past few decades. Last month was +0.85 degrees Celsius warmer than the mean August temperature from 1951-1980.

          It was surpassed by August 2016, which was still affected by the 2015-2016 El Niño and was 0.99 degrees Celsius warmer than normal. However, August 2017 was about +0.2 degrees warmer than the August following the last large El Niño event in 1997-1998.

          The monthly analysis by the GISS team is assembled from publicly available data acquired by about 6,300 meteorological stations around the world, ship- and buoy-based instruments measuring sea surface temperature, and Antarctic research stations.

          The modern global temperature record begins around 1880 because previous observations didn't cover enough of the planet. Monthly analyses are sometimes updated when additional data becomes available, and the results are subject to change.

    NASA’S GODDARD INSTITUTE FOR SPACE STUDIES. August 2017 was the second warmest on record. Disponível em: Acesso: 09 out. 2017. Adaptado.

    O TEXTO 8, que apresenta um recente estudo feito pela NASA sobre a temperatura da Terra, traz a informação de que
    Escolha uma alternativa para a questão f6e62ad3-b2
  • F6E1A289-B2

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    IF-PE · 2017Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 14

    Um dos maiores gênios do cinema, Charlie Chaplin eternizou o vagabundo Carlitos na cabeça de cada cinéfilo desse mundo. Com sua bengala, chapéu de coco e calças largas, o personagem esteve em muitas obras de artes bastante lembradas da história do cinema. Mesclando suas experiências pessoais na maioria dos seus trabalhos, suas obras são estudadas, idolatradas e veneradas por todos aqueles que amam o cinema.

    RAPADURA. Rapadura Cast 127. Disponível em: < http://cinemacomrapadura. com.br/rapaduracastpodcast/3570/rapaduracast-127-biografia-charles-chaplin-parte-1/>. Acesso em: 14 set. 2017. 


    Imagem da questão de Inglês, IF-PE 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    No trecho “Everyone has an opinion of President Donald Trump - and they're sticking to it.”, encontrado na linha 1 do TEXTO 7, a expressão “they’re sticking to it” transmite a ideia de que
    Escolha uma alternativa para a questão f6e1a289-b2
  • F6DE264A-B2

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    IF-PE · 2017Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 7

    AMERICA’S OPINION OF TRUMP ARE FULLY BAKED, IN ONE CHART

          Washington (CNN) - Everyone has an opinion of President Donald Trump - and they're sticking to it. The President's approval rating has remained in a narrow 10 percentage point window for his entire first nine months in office, the smallest range for new presidents in almost a half century.

          Trump kicked off his presidency at a 45% approval rating during his first week, sinking slightly over his term so far to the high 30s, where it's remained mostly steady since May, according to a CNN analysis of weekly approval numbers from Gallup.

          The numbers show just how baked in Americans' approval (or disapproval) of Donald Trump is. His approval rating among Democrats has remained mired at historic lows, while Republicans have consistently maintained their strong support for his White House.

          A separate poll found that six in 10 people who approve of Trump (and disapprove of Trump) say they can't imagine anything he could do to make them change their minds.

          Approval ratings historically have experienced some turbulence during their first nine months, as honeymoon periods wear off and presidents face the first tests of their tenures.

          Barack Obama's approval sank from two-thirds of Americans to half in this time span. George W. Bush's spiked after the 9/11 terrorist attacks — a broad 39-point swing. Bill Clinton's fell 22 points over his first several months to a low in June.

          In fact, Trump's approval rating window marks the third narrowest in data stretching back to the 1940s -- wider than only Richard Nixon and Lyndon B. Johnson.

          Not to mention, most presidents see some significant movement among independents -- the most volatile group -- in the first nine months. The last seven presidents have experienced at least a 20-point swing among independents to this point, but Trump's approval among independents has remained in just a 13-point range.

          The consistency in Trump's approval rating, however, comes amid a mixed first nine months for his White House; strong economic numbers have combined with derailed major legislative priorities and battles with his own party, the National Football League and the intelligence community.

    STRUYK, Ryan. America’s opinion of Trump are fully baked, in one chart. Disponível em:<http://edition.cnn.com/2017/10/03/politics/trump-approval-flat-decades-gallup/index.html?iid=ob_article_footer_expansion> . Acesso: 09 out. 2017. Adaptado. 

    Analise as proposições abaixo.


    I. A taxa de aprovação do presidente Donald Trump, nos seus nove primeiros meses de governo, é a mais baixa para novos presidentes em quase 50 anos.

    II. Há uma grande diferença entre a taxa de aprovação do presidente Donald Trump pelos democratas e a sua taxa de aprovação pelos republicanos.

    III. A taxa de aprovação de Barack Obama, nos seus primeiros nove meses de governo, cresceu bastante.

    IV. Richard Nixon e Lyndon B. Johnson tiveram uma taxa de aprovação maior do que a de Donald Trump.

    V. Assim como ocorreu com a maioria dos presidentes, a taxa de aprovação de Donald Trump entre os eleitores independentes oscilou bastante em seus nove primeiros meses de governo.


    De acordo com o TEXTO 7, são verdadeiras, apenas, as proposições

    Escolha uma alternativa para a questão f6de264a-b2
  • F6DB354B-B2

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
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    TEXTO 6

    INTERNATIONAL DAY OF THE GIRL CHILD – 11 OCTOBER

    Imagem da questão de Inglês, IF-PE 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Mauritanian girls weave a straw rug. UN Photo/Jean Pierre Laffont


    1 On December 19, 2011, United Nations General Assembly adopted Resolution 66/170 to declare October 11 as the International Day of the Girl Child, to recognize girls’ rights and the unique challenges girls face around the world.

    4 The International Day of the Girl Child focuses attention on the need to address the challenges girls face and to promote girls’ empowerment and the fulfilment of their human rights.

    6 Adolescent girls have the right to a safe, educated, and healthy life, not only during these critical formative years, but also as they mature into women. If effectively supported during the adolescent years, girls have the potential to change the world – both as the empowered girls of today and as tomorrow’s workers, mothers, entrepreneurs, mentors, household heads, and political leaders. An investment in realising the power of adolescent girls upholds their rights today and promises a more equitable and prosperous future, one in which half of humanity is an equal partner in solving the problems of climate change, political conflict, economic growth, disease prevention, and global sustainability.

    13 Over the last 15 years, the global community has made significant progress in improving the lives of girls during early childhood. In 2015, girls in the first decade of life are more likely to enrol in primary school, receive key vaccinations, and are less likely to suffer from health and nutrition problems than were previous generations. However, there has been insufficient investment in addressing the challenges girls face when they enter the second decade of their lives. This includes obtaining quality secondary and higher education, avoiding child marriage, receiving information and services related to puberty and reproductive health, and protecting themselves against unwanted pregnancy, sexually transmitted disease and gender-based violence.

    21 As the global community launches the Sustainable Development Goals (SDGs) for implementation over the next 15 years, it is a good time to recognise the achievements made in supporting young girls, while at the same time aspiring to support the current and upcoming generation of adolescent girls, to truly fulfil their potential as key actors in achieving a sustainable and equitable world.

    UNITED NATIONS. International day of the girl child – 11 october: background. Disponível em: . Acesso: 09 out. 2017. Adaptado.

    O pronome they, destacado em negrito na linha 7 do TEXTO 6, refere-se ao termo
    Escolha uma alternativa para a questão f6db354b-b2
  • F6D8154B-B2

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
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    TEXTO 6

    INTERNATIONAL DAY OF THE GIRL CHILD – 11 OCTOBER

    Imagem da questão de Inglês, IF-PE 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Mauritanian girls weave a straw rug. UN Photo/Jean Pierre Laffont


    1 On December 19, 2011, United Nations General Assembly adopted Resolution 66/170 to declare October 11 as the International Day of the Girl Child, to recognize girls’ rights and the unique challenges girls face around the world.

    4 The International Day of the Girl Child focuses attention on the need to address the challenges girls face and to promote girls’ empowerment and the fulfilment of their human rights.

    6 Adolescent girls have the right to a safe, educated, and healthy life, not only during these critical formative years, but also as they mature into women. If effectively supported during the adolescent years, girls have the potential to change the world – both as the empowered girls of today and as tomorrow’s workers, mothers, entrepreneurs, mentors, household heads, and political leaders. An investment in realising the power of adolescent girls upholds their rights today and promises a more equitable and prosperous future, one in which half of humanity is an equal partner in solving the problems of climate change, political conflict, economic growth, disease prevention, and global sustainability.

    13 Over the last 15 years, the global community has made significant progress in improving the lives of girls during early childhood. In 2015, girls in the first decade of life are more likely to enrol in primary school, receive key vaccinations, and are less likely to suffer from health and nutrition problems than were previous generations. However, there has been insufficient investment in addressing the challenges girls face when they enter the second decade of their lives. This includes obtaining quality secondary and higher education, avoiding child marriage, receiving information and services related to puberty and reproductive health, and protecting themselves against unwanted pregnancy, sexually transmitted disease and gender-based violence.

    21 As the global community launches the Sustainable Development Goals (SDGs) for implementation over the next 15 years, it is a good time to recognise the achievements made in supporting young girls, while at the same time aspiring to support the current and upcoming generation of adolescent girls, to truly fulfil their potential as key actors in achieving a sustainable and equitable world.

    UNITED NATIONS. International day of the girl child – 11 october: background. Disponível em: . Acesso: 09 out. 2017. Adaptado.

    No último dia 11 de outubro, foi celebrado o sexto Dia Internacional das Meninas. De acordo com o TEXTO 6, a comunidade global, durante os últimos 15 anos, tem conseguido progredir de forma significativa no que se refere à melhoria da vida das meninas na primeira infância. Dentre os progressos elencados pelo TEXTO 6 que puderam ser observados em 2015, está o fato de que, na primeira década de vida, as meninas estão mais propensas a
    Escolha uma alternativa para a questão f6d8154b-b2
  • F6D2BEA4-B2

    Português

    Coesão e coerência
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    TEXTO 4

    NO MEIO DO CAMINHO

    No meio do caminho tinha uma pedra

    tinha uma pedra no meio do caminho

     tinha uma pedra                                   

    no meio do caminho tinha uma pedra.


               Nunca me esquecerei desse acontecimento

        na vida de minhas retinas tão fatigadas.

                   Nunca me esquecerei que no meio do caminho

    tinha uma pedra                                  

    tinha uma pedra no meio do caminho

    no meio do caminho tinha uma pedra.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. No meio do caminho. Disponível em: http://www.algumapoesia.com.br/drummond/ drummond04.htm. Acesso: 12 out. 2017.


    TEXTO 5

    POEMA DE SETE FACES


    Quando nasci, um anjo torto           

      desses que vivem na sombra          

          disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.


    As casas espiam os homens          

    que correm atrás de mulheres.      

    A tarde talvez fosse azul,               

      não houvesse tantos desejos.          


    O bonde passa cheio de pernas:   

    pernas brancas pretas amarelas. 

                           Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu

     coração.                                         

    Porém meus olhos                        

    não perguntam nada.                   


     O homem atrás do bigode             

    é sério, simples e forte.               

    Quase não conversa.                  

        Tem poucos, raros amigos              

                o homem atrás dos óculos e do bigode. 


    Meu Deus, por que me                

    abandonaste                               

     se sabias que eu não era Deus   

         se sabias que eu era fraco.             


    Mundo mundo vasto mundo,       

     se eu me chamasse Raimundo    

    seria uma rima, não seria uma    

    solução.                                      

    Mundo mundo vasto mundo,      

    mais vasto é meu coração.        


     Eu não devia te dizer                 

     mas essa lua                             

     mas esse conhaque                  

    botam a gente comovido como

    o diabo.                                    

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Poema de sete faces. Disponível em: http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/poema-das-sete-faces-carlos-drummond-de-andrade/. Acesso: 12 out. 2017

    O TEXTO 5 é literário e, portanto, possui uma linguagem carregada de significados, possibilitada pelo uso de figuras de linguagem e outras estratégias. Considerando isso, analise as proposições a seguir e, em seguida, assinale a alternativa CORRETA.


    I. No terceiro verso da primeira estrofe do TEXTO 5, percebemos a inserção do poeta quando ele dá seu próprio nome ao eu-lírico.

    II. A terceira estrofe do TEXTO 5 revela a massificação das pessoas, refletida no transporte que “passa cheio de pernas”. Neste mesmo verso, o poeta faz uso de metonímia ao trocar “pessoas” por “pernas”.

    III.A inexistência de pontuação no interior de alguns versos do TEXTO 5 está ligada à liberdade de expressão e à licença poética do Modernismo brasileiro.

    IV.As “pernas brancas pretas amarelas”, mencionadas na terceira estrofe do TEXTO 5, ilustram a diversidade de raças que compõem o povo brasileiro.

    V. Na penúltima estrofe do TEXTO 5, através de uma metalinguagem, Drummond reflete sobre a composição das rimas do poema.


    Estão CORRETAS as proposições

    Escolha uma alternativa para a questão f6d2bea4-b2
  • F6CFAD5C-B2

    Literatura

    Escolas Literárias
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    TEXTO 4

    NO MEIO DO CAMINHO

    No meio do caminho tinha uma pedra

    tinha uma pedra no meio do caminho

     tinha uma pedra                                   

    no meio do caminho tinha uma pedra.


               Nunca me esquecerei desse acontecimento

        na vida de minhas retinas tão fatigadas.

                   Nunca me esquecerei que no meio do caminho

    tinha uma pedra                                  

    tinha uma pedra no meio do caminho

    no meio do caminho tinha uma pedra.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. No meio do caminho. Disponível em: http://www.algumapoesia.com.br/drummond/ drummond04.htm. Acesso: 12 out. 2017.


    TEXTO 5

    POEMA DE SETE FACES


    Quando nasci, um anjo torto           

      desses que vivem na sombra          

          disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.


    As casas espiam os homens          

    que correm atrás de mulheres.      

    A tarde talvez fosse azul,               

      não houvesse tantos desejos.          


    O bonde passa cheio de pernas:   

    pernas brancas pretas amarelas. 

                           Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu

     coração.                                         

    Porém meus olhos                        

    não perguntam nada.                   


     O homem atrás do bigode             

    é sério, simples e forte.               

    Quase não conversa.                  

        Tem poucos, raros amigos              

                o homem atrás dos óculos e do bigode. 


    Meu Deus, por que me                

    abandonaste                               

     se sabias que eu não era Deus   

         se sabias que eu era fraco.             


    Mundo mundo vasto mundo,       

     se eu me chamasse Raimundo    

    seria uma rima, não seria uma    

    solução.                                      

    Mundo mundo vasto mundo,      

    mais vasto é meu coração.        


     Eu não devia te dizer                 

     mas essa lua                             

     mas esse conhaque                  

    botam a gente comovido como

    o diabo.                                    

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Poema de sete faces. Disponível em: http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/poema-das-sete-faces-carlos-drummond-de-andrade/. Acesso: 12 out. 2017

    Os TEXTOS 4 e 5 apresentam poemas de Carlos Drummond de Andrade, importante poeta do Modernismo brasileiro. Acerca deste significativo movimento da literatura brasileira, analise as proposições a seguir e assinale a alternativa CORRETA.


    I. Drummond integrou a 2ª Geração Modernista Brasileira, a qual, ao contrário da 1ª Geração, mostrava consolidação e amadurecimento na literatura do Brasil.

    II. Juntamente com Oswald de Andrade e Mário de Andrade, Drummond de Andrade fez parte da 1ª Geração Modernista, e os TEXTOS 4 e 5 demonstram a insatisfação e a rebeldia frente ao comportamento das pessoas no Brasil daquela época.

    III.Drummond fez parte da 3ª Geração Modernista, a “Geração de 45”, e, por se tratar de um período menos conturbado em relação ao vivenciado pelas Gerações anteriores, a produção literária tinha espaço para suscitar reflexões acerca do comportamento da sociedade.

    IV. Os poemas que constituem os TEXTOS 4 e 5 abordam temáticas cotidianas e fazem uso da linguagem coloquial, características recorrentes nas produções literárias dessa fase do Modernismo brasileiro.

    V. O uso de versos livres e brancos nos poemas dos TEXTOS 4 e 5 corresponde à tendência das produções literárias do Modernismo brasileiro nesta fase: com evidente desprendimento de formatos clássicos e limitadores para se fazer poesia.


    Estão CORRETAS, apenas, as proposições

    Escolha uma alternativa para a questão f6cfad5c-b2
  • F6CBC5DC-B2

    Português

    Coesão e coerência
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    Imagem da questão de Português, IF-PE 2017, Coesão e coerência

    Disponível em: http://www.a12.com/redacaoa12/opiniao/doses-de-altruismo. Acesso: 10 out. 2017.

    Releia o trecho abaixo, que corresponde à parte do diálogo presente no TEXTO 3, analise as proposições seguintes e assinale a alternativa CORRETA.


    “-Quando o frio chegar, vou renovar meu guarda-roupa de inverno.”


    I. À medida que o frio chegar, vou renovar meu guarda-roupa de inverno.

    II. Quanto mais o frio chegar, vou renovar meu guarda-roupa de inverno.

    III. Logo que o frio chegar, vou renovar meu guarda-roupa de inverno.

    IV. Sempre que o frio chegar, vou renovar meu guarda-roupa de inverno.

    V. Assim que o frio chegar, vou renovar meu guarda-roupa de inverno.


    O sentido do trecho está preservado, apenas, em

    Escolha uma alternativa para a questão f6cbc5dc-b2
  • F6C7DB0E-B2

    Português

    Interpretação de Textos
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    Imagem da questão de Português, IF-PE 2017, Interpretação de Textos

    Disponível em: http://www.a12.com/redacaoa12/opiniao/doses-de-altruismo. Acesso: 10 out. 2017.

    Analisando o diálogo entre as personagens e o contexto da tira que constitui o TEXTO 3, pode-se afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão f6c7db0e-b2
  • F6C4D56D-B2

    Português

    Análise sintática
    IF-PE · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 2

    “O BONZINHO SE DÁ MAL”: GENEROSIDADE E MANIPULAÇÃO


    (1) Você tenta levar sua vida direitinho. Busca ser cordial e ter empatia com o semelhante. Trata o outro bem, pois acha que é assim que qualquer criatura merece ser tratada. Com quem gosta mais, vai além. Se lhe sobra, compartilha. Quando vê o erro, o instinto de proteção passa na frente e você tenta alertar. Se cabem dois, por que ir sozinho? Isso te alegra, então eu fico contente.

    (2) A você, tudo isso parece ser natural, orgânico. E daí você se engana. De forma egoísta, acha que tem o direito de retirar do outro o direito de ser quem ele é. Quer recíproca, similaridade, espelhamento de atitudes. Vê injustiça na troca, acha que faz mais e recebe menos. “Trouxa, agora está aí cultivando mágoas. Da próxima vez, farei diferente”. E não reflete sobre tudo o que se passou.

    (3) Ser verdadeiramente generoso é uma virtude que contempla um pequeno punhado de pessoas. Em geral, emprestamos em vez de doar. E não fazemos isso por uma debilidade de caráter: a vida se mantém a partir de trocas, tudo só existe em relação.

    (4) Quando tentamos oferecer algo gratuitamente, inconscientemente esperamos alguma contrapartida: reconhecimento, carinho, atenção, prestígio, escuta, aprovação. Às vezes, buscamos apenas sermos percebidos e validados naquilo que somos, mas não cremos ser. É bem comum. Nisso, tornam-se admiráveis os que ajudam desconhecidos, sem se importarem com os problemas dos que estão próximos – a quem poderão cobrar pela generosidade?

    (5) O mesmo vale para os mercenários: aqueles que sabem dar preço às coisas mais impalpáveis, que encontram equivalência entre dois valores tão díspares, mas deixam as intenções às claras. Só nos sentimos enganados quando não deixamos às claras o preço das nossas atitudes.

    (6) A generosidade é uma das formas mais primitivas de manipulação desenvolvidas pelo ser humano. Vem do berço. Mais precisamente, do colo. A nossa primeira referência de doação vem da mãe, ou de quem exerceu esse papel. O bebê, indefeso e incapaz, estará submetido à oferta que provém dessa fonte. E aí aprendemos o que é chantagem emocional, que mais tarde se traduzirá no duelo entre o “só eu sei o que fiz por você” versus “você poderia ser melhor para mim”. Quem sai vencedor? A culpa. Justo ela, uma das emoções mais tóxicas que povoam nossa alma.

    (7) O comportamento de abuso é fruto desse eixo desestrutural, seja para o abusador ou para o abusado. Há, inclusive, uma espécie de alternância entre esses papéis. Quando o dito generoso se vê menosprezado pelo outro, diz: isso é um absurdo, depois de tudo que eu fiz. Mas não percebe o quanto esse fazer é, em si, uma atitude abusiva.

    (8) Isso não é uma ode ao egoísmo ou à ganância. Mas a partilha saudável é aquela que se dá em acordo, de forma pura. Se não consegue, melhor não ser generoso, para também não ser hipócrita. Ou, pior: emitir faturas para guardá-las na gaveta, à espera da melhor oportunidade de apresentá-la àquele que julgar devedor. Não esqueçamos: são as boas intenções que lotam o inferno.

    TORRES, João Rafael. “O bonzinho se dá mal”: generosidade e manipulação. Disponível em: https://www.metropoles.com/colunas-blogs/psique/o-bonzinho-se-da-mal-generosidade-e-manipulacao. Acesso: 08 out. 2017(adaptado).

    Releia o seguinte trecho, extraído do TEXTO 2, reflita sobre questões de coerência e coesão textuais e assinale a alternativa CORRETA.


    “(1) Você tenta levar sua vida direitinho. Busca ser cordial e ter empatia com o semelhante. Trata o outro bem, pois acha que é assim que qualquer criatura merece ser tratada. Com quem gosta mais, vai além. Se lhe sobra, compartilha. Quando o erro, o instinto de proteção passa na frente e você tenta alertar. Se cabem dois, por que ir sozinho? Isso te alegra, então eu fico contente.” (1º parágrafo).

    Escolha uma alternativa para a questão f6c4d56d-b2
  • F6C1EE3F-B2

    Português

    Crase
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    TEXTO 2

    “O BONZINHO SE DÁ MAL”: GENEROSIDADE E MANIPULAÇÃO


    (1) Você tenta levar sua vida direitinho. Busca ser cordial e ter empatia com o semelhante. Trata o outro bem, pois acha que é assim que qualquer criatura merece ser tratada. Com quem gosta mais, vai além. Se lhe sobra, compartilha. Quando vê o erro, o instinto de proteção passa na frente e você tenta alertar. Se cabem dois, por que ir sozinho? Isso te alegra, então eu fico contente.

    (2) A você, tudo isso parece ser natural, orgânico. E daí você se engana. De forma egoísta, acha que tem o direito de retirar do outro o direito de ser quem ele é. Quer recíproca, similaridade, espelhamento de atitudes. Vê injustiça na troca, acha que faz mais e recebe menos. “Trouxa, agora está aí cultivando mágoas. Da próxima vez, farei diferente”. E não reflete sobre tudo o que se passou.

    (3) Ser verdadeiramente generoso é uma virtude que contempla um pequeno punhado de pessoas. Em geral, emprestamos em vez de doar. E não fazemos isso por uma debilidade de caráter: a vida se mantém a partir de trocas, tudo só existe em relação.

    (4) Quando tentamos oferecer algo gratuitamente, inconscientemente esperamos alguma contrapartida: reconhecimento, carinho, atenção, prestígio, escuta, aprovação. Às vezes, buscamos apenas sermos percebidos e validados naquilo que somos, mas não cremos ser. É bem comum. Nisso, tornam-se admiráveis os que ajudam desconhecidos, sem se importarem com os problemas dos que estão próximos – a quem poderão cobrar pela generosidade?

    (5) O mesmo vale para os mercenários: aqueles que sabem dar preço às coisas mais impalpáveis, que encontram equivalência entre dois valores tão díspares, mas deixam as intenções às claras. Só nos sentimos enganados quando não deixamos às claras o preço das nossas atitudes.

    (6) A generosidade é uma das formas mais primitivas de manipulação desenvolvidas pelo ser humano. Vem do berço. Mais precisamente, do colo. A nossa primeira referência de doação vem da mãe, ou de quem exerceu esse papel. O bebê, indefeso e incapaz, estará submetido à oferta que provém dessa fonte. E aí aprendemos o que é chantagem emocional, que mais tarde se traduzirá no duelo entre o “só eu sei o que fiz por você” versus “você poderia ser melhor para mim”. Quem sai vencedor? A culpa. Justo ela, uma das emoções mais tóxicas que povoam nossa alma.

    (7) O comportamento de abuso é fruto desse eixo desestrutural, seja para o abusador ou para o abusado. Há, inclusive, uma espécie de alternância entre esses papéis. Quando o dito generoso se vê menosprezado pelo outro, diz: isso é um absurdo, depois de tudo que eu fiz. Mas não percebe o quanto esse fazer é, em si, uma atitude abusiva.

    (8) Isso não é uma ode ao egoísmo ou à ganância. Mas a partilha saudável é aquela que se dá em acordo, de forma pura. Se não consegue, melhor não ser generoso, para também não ser hipócrita. Ou, pior: emitir faturas para guardá-las na gaveta, à espera da melhor oportunidade de apresentá-la àquele que julgar devedor. Não esqueçamos: são as boas intenções que lotam o inferno.

    TORRES, João Rafael. “O bonzinho se dá mal”: generosidade e manipulação. Disponível em: https://www.metropoles.com/colunas-blogs/psique/o-bonzinho-se-da-mal-generosidade-e-manipulacao. Acesso: 08 out. 2017(adaptado).

    Diversas regras definem o emprego do acento grave indicativo da crase. A esse respeito, analise as expressões destacadas nas proposições a seguir e assinale a alternativa CORRETA.


    I. Em: “sabem dar preço às coisas mais impalpáveis” e “deixam as intenções às claras” (5º parágrafo), o acento grave foi aplicado pela mesma razão.

    II. Em: “Às vezes, buscamos apenas sermos percebidos” (4º parágrafo), houve o emprego do acento grave por se tratar de uma locução adverbal feminina.

    III. No trecho: “submetido à oferta que provém dessa fonte” (6º parágrafo), a crase ocorreu pela presença de termo que exige a preposição “a” e palavra feminina determinada pelo artigo “a”.

    IV. No trecho: “à espera da melhor oportunidade” (8º parágrafo), o acento grave foi utilizado por se tratar de uma locução prepositiva.

    V. Em: “uma ode ao egoísmo ou à ganância”, (8º parágrafo) houve a ocorrência de crase, porém, nesse caso, o uso do acento grave é facultativo.


    Estão CORRETAS, apenas, as proposições

    Escolha uma alternativa para a questão f6c1ee3f-b2
  • F6BF2BA1-B2

    Português

    Emprego do hífen
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    TEXTO 2

    “O BONZINHO SE DÁ MAL”: GENEROSIDADE E MANIPULAÇÃO


    (1) Você tenta levar sua vida direitinho. Busca ser cordial e ter empatia com o semelhante. Trata o outro bem, pois acha que é assim que qualquer criatura merece ser tratada. Com quem gosta mais, vai além. Se lhe sobra, compartilha. Quando vê o erro, o instinto de proteção passa na frente e você tenta alertar. Se cabem dois, por que ir sozinho? Isso te alegra, então eu fico contente.

    (2) A você, tudo isso parece ser natural, orgânico. E daí você se engana. De forma egoísta, acha que tem o direito de retirar do outro o direito de ser quem ele é. Quer recíproca, similaridade, espelhamento de atitudes. Vê injustiça na troca, acha que faz mais e recebe menos. “Trouxa, agora está aí cultivando mágoas. Da próxima vez, farei diferente”. E não reflete sobre tudo o que se passou.

    (3) Ser verdadeiramente generoso é uma virtude que contempla um pequeno punhado de pessoas. Em geral, emprestamos em vez de doar. E não fazemos isso por uma debilidade de caráter: a vida se mantém a partir de trocas, tudo só existe em relação.

    (4) Quando tentamos oferecer algo gratuitamente, inconscientemente esperamos alguma contrapartida: reconhecimento, carinho, atenção, prestígio, escuta, aprovação. Às vezes, buscamos apenas sermos percebidos e validados naquilo que somos, mas não cremos ser. É bem comum. Nisso, tornam-se admiráveis os que ajudam desconhecidos, sem se importarem com os problemas dos que estão próximos – a quem poderão cobrar pela generosidade?

    (5) O mesmo vale para os mercenários: aqueles que sabem dar preço às coisas mais impalpáveis, que encontram equivalência entre dois valores tão díspares, mas deixam as intenções às claras. Só nos sentimos enganados quando não deixamos às claras o preço das nossas atitudes.

    (6) A generosidade é uma das formas mais primitivas de manipulação desenvolvidas pelo ser humano. Vem do berço. Mais precisamente, do colo. A nossa primeira referência de doação vem da mãe, ou de quem exerceu esse papel. O bebê, indefeso e incapaz, estará submetido à oferta que provém dessa fonte. E aí aprendemos o que é chantagem emocional, que mais tarde se traduzirá no duelo entre o “só eu sei o que fiz por você” versus “você poderia ser melhor para mim”. Quem sai vencedor? A culpa. Justo ela, uma das emoções mais tóxicas que povoam nossa alma.

    (7) O comportamento de abuso é fruto desse eixo desestrutural, seja para o abusador ou para o abusado. Há, inclusive, uma espécie de alternância entre esses papéis. Quando o dito generoso se vê menosprezado pelo outro, diz: isso é um absurdo, depois de tudo que eu fiz. Mas não percebe o quanto esse fazer é, em si, uma atitude abusiva.

    (8) Isso não é uma ode ao egoísmo ou à ganância. Mas a partilha saudável é aquela que se dá em acordo, de forma pura. Se não consegue, melhor não ser generoso, para também não ser hipócrita. Ou, pior: emitir faturas para guardá-las na gaveta, à espera da melhor oportunidade de apresentá-la àquele que julgar devedor. Não esqueçamos: são as boas intenções que lotam o inferno.

    TORRES, João Rafael. “O bonzinho se dá mal”: generosidade e manipulação. Disponível em: https://www.metropoles.com/colunas-blogs/psique/o-bonzinho-se-da-mal-generosidade-e-manipulacao. Acesso: 08 out. 2017(adaptado).

    No 4º parágrafo do TEXTO 2, há o emprego da palavra contrapartida. Esse termo possui um prefixo que exige o uso do hífen em alguns casos, segundo o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Assinale a alternativa que contém a grafia CORRETA de palavras com o prefixo contra-.
    Escolha uma alternativa para a questão f6bf2ba1-b2
  • F6BC3FEF-B2

    Português

    Pontuação
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    TEXTO 1

    ESTUDO REVELA QUE PRATICAR ATOS DE GENEROSIDADE TRAZ FELICIDADE

          Cientistas realizaram experimento em um laboratório em Zurique com 50 pessoas que relataram seus próprios níveis de felicidade após atos de generosidade


    (1) O que inspira os humanos a praticarem atos de generosidade? Economistas, psicólogos e filósofos refletem sobre esta questão há milênios.

    (2) Se pressupusermos que o comportamento humano é motivado, principalmente, pelo interesse pessoal, parece ilógico sacrificar voluntariamente os recursos pelos outros.

    (3) Na tentativa de resolver esse paradoxo, alguns especialistas formularam a teoria de que doar ou presentear satisfaz o desejo de elevar a posição do indivíduo em um grupo.

    (4) Outros sugeriram que o ato promove a cooperação tribal e a coesão - um elemento-chave na sobrevivência dos mamíferos. Outra explicação é que doamos apenas porque esperamos receber algo em troca.

    (5) Um estudo publicado recentemente sugere que a resposta pode ser muito mais simples: doar nos deixa felizes. Os cientistas realizaram um experimento em um laboratório em Zurique com 50 pessoas que relataram seus próprios níveis de felicidade após atos de generosidade.

    (6) Consistentemente, eles indicaram que doar era uma experiência de bem-estar.

    (7) Ao mesmo tempo, os exames de ressonância magnética revelaram que uma área do cérebro ligada à generosidade desencadeou uma resposta em outra parte relacionada à felicidade.

    (8) "Nosso estudo fornece evidências comportamentais e neurais que apoiam a ligação entre generosidade e felicidade", escreveu a equipe na revista científica Nature Communications.

    (9) Os pesquisadores informaram aos participantes que cada um deles teria à disposição um valor de 25 francos suíços (US$ 26) por semana durante quatro semanas.

    (10) Metade dos participantes foram convidados a se comprometer a gastar o dinheiro com outras pessoas, enquanto o resto poderia planejar como gastaria o dinheiro com eles próprios. Nenhum dinheiro foi realmente recebido ou gasto por nenhum dos dois grupos.

    (11) Depois de se comprometerem com os gastos, os participantes responderam às perguntas enquanto seus cérebros estavam sendo examinados. As perguntas evocaram cenários que opunham os próprios interesses dos participantes contra os interesses dos beneficiários da sua generosidade experimental.

    (12) Os pesquisadores examinaram a atividade em três áreas do cérebro - uma ligada ao altruísmo e ao comportamento social; uma segunda, à felicidade; e uma terceira área envolvida na tomada de decisões.

    (13) A equipe descobriu que o grupo que se comprometeu a doar o dinheiro relatou estar mais feliz do que os que iam gastar a quantia com eles próprios.

    (14) As descobertas têm implicações para a educação, política, economia e saúde pública, segundo os pesquisadores.

    (15) "A generosidade e a felicidade melhoram o bem-estar individual e podem facilitar o sucesso social", escreveram. 

    Jornal do Commércio. Disponível em: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/mundo/internacional/noticia/2017/07/12/estudo-revela-que-praticar-atos-de-generosidade-traz-felicidade-294878.php. Acesso: 08 out. 2017(adaptado).

    Em relação à pontuação utilizada no TEXTO 1, analise as proposições a seguir e assinale a alternativa CORRETA.


    I. No trecho: “a coesão - um elemento-chave na sobrevivência dos mamíferos [...]” (4º parágrafo), o travessão foi utilizado para destacar uma expressão explicativa.

    II. Em: “a resposta pode ser muito mais simples: doar nos deixa felizes [...]” (5º parágrafo), os dois-pontos introduzem a fala de um dos cientistas envolvidos na pesquisa, o qual expõe o principal resultado do estudo.

    III.Em: "Nosso estudo fornece evidências comportamentais e neurais que apoiam a ligação entre generosidade e felicidade [...]" (8º parágrafo), as aspas indicam o início e o fim de uma citação textual.

    IV.No trecho: “três áreas do cérebro - uma ligada ao altruísmo [...]; uma segunda, à felicidade; e uma terceira [...]” (12º parágrafo), o travessão poderia ser substituído por dois-pontos, uma vez que anuncia uma enumeração.

    V. Em: “uma ligada ao altruísmo e ao comportamento social; uma segunda, à felicidade; e uma terceira área [...]”, (12º parágrafo), o ponto e vírgula foi utilizado pois a oração já é marcada internamente com vírgulas e os termos entre ponto e vírgula possuem mesma função sintática.


    Estão CORRETAS, apenas, as proposições

    Escolha uma alternativa para a questão f6bc3fef-b2
  • F6B931DA-B2

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
    IF-PE · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1

    ESTUDO REVELA QUE PRATICAR ATOS DE GENEROSIDADE TRAZ FELICIDADE

          Cientistas realizaram experimento em um laboratório em Zurique com 50 pessoas que relataram seus próprios níveis de felicidade após atos de generosidade


    (1) O que inspira os humanos a praticarem atos de generosidade? Economistas, psicólogos e filósofos refletem sobre esta questão há milênios.

    (2) Se pressupusermos que o comportamento humano é motivado, principalmente, pelo interesse pessoal, parece ilógico sacrificar voluntariamente os recursos pelos outros.

    (3) Na tentativa de resolver esse paradoxo, alguns especialistas formularam a teoria de que doar ou presentear satisfaz o desejo de elevar a posição do indivíduo em um grupo.

    (4) Outros sugeriram que o ato promove a cooperação tribal e a coesão - um elemento-chave na sobrevivência dos mamíferos. Outra explicação é que doamos apenas porque esperamos receber algo em troca.

    (5) Um estudo publicado recentemente sugere que a resposta pode ser muito mais simples: doar nos deixa felizes. Os cientistas realizaram um experimento em um laboratório em Zurique com 50 pessoas que relataram seus próprios níveis de felicidade após atos de generosidade.

    (6) Consistentemente, eles indicaram que doar era uma experiência de bem-estar.

    (7) Ao mesmo tempo, os exames de ressonância magnética revelaram que uma área do cérebro ligada à generosidade desencadeou uma resposta em outra parte relacionada à felicidade.

    (8) "Nosso estudo fornece evidências comportamentais e neurais que apoiam a ligação entre generosidade e felicidade", escreveu a equipe na revista científica Nature Communications.

    (9) Os pesquisadores informaram aos participantes que cada um deles teria à disposição um valor de 25 francos suíços (US$ 26) por semana durante quatro semanas.

    (10) Metade dos participantes foram convidados a se comprometer a gastar o dinheiro com outras pessoas, enquanto o resto poderia planejar como gastaria o dinheiro com eles próprios. Nenhum dinheiro foi realmente recebido ou gasto por nenhum dos dois grupos.

    (11) Depois de se comprometerem com os gastos, os participantes responderam às perguntas enquanto seus cérebros estavam sendo examinados. As perguntas evocaram cenários que opunham os próprios interesses dos participantes contra os interesses dos beneficiários da sua generosidade experimental.

    (12) Os pesquisadores examinaram a atividade em três áreas do cérebro - uma ligada ao altruísmo e ao comportamento social; uma segunda, à felicidade; e uma terceira área envolvida na tomada de decisões.

    (13) A equipe descobriu que o grupo que se comprometeu a doar o dinheiro relatou estar mais feliz do que os que iam gastar a quantia com eles próprios.

    (14) As descobertas têm implicações para a educação, política, economia e saúde pública, segundo os pesquisadores.

    (15) "A generosidade e a felicidade melhoram o bem-estar individual e podem facilitar o sucesso social", escreveram. 

    Jornal do Commércio. Disponível em: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/mundo/internacional/noticia/2017/07/12/estudo-revela-que-praticar-atos-de-generosidade-traz-felicidade-294878.php. Acesso: 08 out. 2017(adaptado).

    Analise as proposições a seguir, acerca da sintaxe de concordância em alguns trechos do TEXTO 1, e assinale a alternativa CORRETA.


    I. Em: “Nosso estudo fornece evidências comportamentais e neurais que apoiam a ligação [...]” (8º parágrafo), o termo em destaque deveria ter sido grafado no singular, concordando com “nosso estudo”.

    II. No trecho: “cada um deles teria à disposição [...]” (9º parágrafo), se pluralizássemos o termo destacado, a correção gramatical não seria prejudicada.

    III.Em: “Metade dos participantes foram convidados [...]” (10º parágrafo), o termo destacado tanto pode concordar com “participantes” quanto com “metade”, o que faculta sua pluralização.

    IV.No trecho: “foram convidados a se comprometer [...]” (10º parágrafo), a concordância está inadequada visto que ambas as formas verbais deveriam estar com a mesma flexão de número.

    V. Em: “o resto poderia planejar como gastaria [...]” (10º parágrafo), a concordância está adequada, uma vez que o termo em destaque concorda com “o resto”.


    Estão CORRETAS, apenas, as proposições

    Escolha uma alternativa para a questão f6b931da-b2
  • F6B64A77-B2

    Português

    Gêneros Textuais
    IF-PE · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1

    ESTUDO REVELA QUE PRATICAR ATOS DE GENEROSIDADE TRAZ FELICIDADE

          Cientistas realizaram experimento em um laboratório em Zurique com 50 pessoas que relataram seus próprios níveis de felicidade após atos de generosidade


    (1) O que inspira os humanos a praticarem atos de generosidade? Economistas, psicólogos e filósofos refletem sobre esta questão há milênios.

    (2) Se pressupusermos que o comportamento humano é motivado, principalmente, pelo interesse pessoal, parece ilógico sacrificar voluntariamente os recursos pelos outros.

    (3) Na tentativa de resolver esse paradoxo, alguns especialistas formularam a teoria de que doar ou presentear satisfaz o desejo de elevar a posição do indivíduo em um grupo.

    (4) Outros sugeriram que o ato promove a cooperação tribal e a coesão - um elemento-chave na sobrevivência dos mamíferos. Outra explicação é que doamos apenas porque esperamos receber algo em troca.

    (5) Um estudo publicado recentemente sugere que a resposta pode ser muito mais simples: doar nos deixa felizes. Os cientistas realizaram um experimento em um laboratório em Zurique com 50 pessoas que relataram seus próprios níveis de felicidade após atos de generosidade.

    (6) Consistentemente, eles indicaram que doar era uma experiência de bem-estar.

    (7) Ao mesmo tempo, os exames de ressonância magnética revelaram que uma área do cérebro ligada à generosidade desencadeou uma resposta em outra parte relacionada à felicidade.

    (8) "Nosso estudo fornece evidências comportamentais e neurais que apoiam a ligação entre generosidade e felicidade", escreveu a equipe na revista científica Nature Communications.

    (9) Os pesquisadores informaram aos participantes que cada um deles teria à disposição um valor de 25 francos suíços (US$ 26) por semana durante quatro semanas.

    (10) Metade dos participantes foram convidados a se comprometer a gastar o dinheiro com outras pessoas, enquanto o resto poderia planejar como gastaria o dinheiro com eles próprios. Nenhum dinheiro foi realmente recebido ou gasto por nenhum dos dois grupos.

    (11) Depois de se comprometerem com os gastos, os participantes responderam às perguntas enquanto seus cérebros estavam sendo examinados. As perguntas evocaram cenários que opunham os próprios interesses dos participantes contra os interesses dos beneficiários da sua generosidade experimental.

    (12) Os pesquisadores examinaram a atividade em três áreas do cérebro - uma ligada ao altruísmo e ao comportamento social; uma segunda, à felicidade; e uma terceira área envolvida na tomada de decisões.

    (13) A equipe descobriu que o grupo que se comprometeu a doar o dinheiro relatou estar mais feliz do que os que iam gastar a quantia com eles próprios.

    (14) As descobertas têm implicações para a educação, política, economia e saúde pública, segundo os pesquisadores.

    (15) "A generosidade e a felicidade melhoram o bem-estar individual e podem facilitar o sucesso social", escreveram. 

    Jornal do Commércio. Disponível em: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/mundo/internacional/noticia/2017/07/12/estudo-revela-que-praticar-atos-de-generosidade-traz-felicidade-294878.php. Acesso: 08 out. 2017(adaptado).

    Assinale a alternativa que apresenta características correspondentes ao TEXTO 1 no que diz respeito ao seu gênero e tipologia textual predominante.
    Escolha uma alternativa para a questão f6b64a77-b2