Questões do ENEM: Linguagens e Universidade Federal do Tocantins (UFT)

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222 questões encontradas. Mostrando a página 4 de 12.

  • 6C7E556D-FD

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFT · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o fragmento de Terra Sonâmbula, do escritor moçambicano Mia Couto, para responder a QUESTÃO.


    Naquele lugar, a guerra tinha morto a estrada. Pelos caminhos só as hienas se arrastavam, focinhando entre cinzas e poeiras. A paisagem se mestiçara de tristezas nunca vistas, em cores que se pegavam à boca. Eram cores sujas, tão sujas que tinham perdido toda a leveza, esquecidas da ousadia de levantar asas pelo azul. Aqui, o céu se tornara impossível. E os viventes se acostumaram ao chão, em resignada aprendizagem da morte. (...)

    COUTO, Mia. Terra sonâmbula. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 9.


    Observando a passagem do romance, é CORRETO afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 6c7e556d-fd
  • 6C7A2FDA-FD

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFT · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia a seguir o fragmento do poema Mundo Pequeno, de Manoel de Barros, para responder a QUESTÃO.


    Mundo Pequeno

    Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas
    leituras não era a beleza das frases, mas a doença delas.
    Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor,
    esse gosto esquisito.
    Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.
    – Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável,
    o Padre me disse.
    Ele fez um limpamento em meus receios.
    O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença,
    pode muito que você carregue para o resto da
    vida um certo gosto por nadas...
    E se riu.
    Você não é de bugre? – ele continuou.
    Que sim, eu respondi.
    Veja que bugre só pega por desvios, não anda em
    estradas –
    Pois é nos desvios que encontra as melhores
    surpresas e os ariticuns maduros.
    Há que apenas saber errar bem o seu idioma.
    Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de
    agramática.


    Fonte: BARROS, Manoel de. O livro das Ignorãças. In: Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010, p. 319-320.



    O excerto do poema traz o descobrimento, inquietação e questionamento do menino Manoel pela “doença das frases”.

    É CORRETO afirmar que esta doença pode ser lida como um desvio:
    Escolha uma alternativa para a questão 6c7a2fda-fd
  • 6C766893-FD

    Português

    Interpretação de Textos
    UFT · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o Capítulo II do romance Quincas Borba, de Machado de Assis, para responder a QUESTÃO .


    Capítulo II

    Que abismo que há entre o espírito e o coração! O espírito do ex-professor, vexado daquele pensamento, arrepiou caminho, buscou outro assunto, uma canoa que ia passando; o coração, porém, deixou-se estar a bater de alegria. Que lhe importa a canoa nem o canoeiro, que os olhos de Rubião acompanham, arregalados? Ele, coração, vai dizendo que, uma vez que a mana Piedade tinha de morrer, foi bom que não casasse; podia vir um filho ou uma filha... – Bonita canoa! – Antes assim! – Como obedece bem aos remos do homem! – O certo é que eles estão no céu!


    Fonte: ASSIS, Machado de. Quincas Borba. São Paulo: Ática, 1988, p. 13.



    O capítulo apresenta reflexões do ex-professor Rubião sobre o “abismo que há entre o espírito e o coração”.

    É CORRETO afirmar que no capítulo pode ser observado que:
    Escolha uma alternativa para a questão 6c766893-fd
  • 6C716114-FD

    Português

    Figuras de Linguagem
    UFT · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia os minicontos, de Dalton Trevisan, para responder a QUESTÃO.

    9
    A menina ao pai divorciado:
    - Pai. Me diga, pai.
    - Sim, filhinha.
    - Você já tem namorada?
    - Não, ainda não.
    - Sabe, pai...
    - O que é?
    -...minha mãe está livre.

    27
    O casal divorciado assim que a filha nasceu. Aos três anos, ela passa férias com o pai, morando noutra cidade. De volta, com a mãe, folheia um álbum de fotos.
    - Olha só, mãe. Esse aqui com você...
    Gritinho de espanto:
    - Ei, você conhece meu pai!


    Fonte: TREVISAN, Dalton. Pico na veia. Rio de Janeiro: Record, 2008, p. 13 e 34.




    Considerando-se os dois minicontos, assinale a opção CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 6c716114-fd
  • 6C6D8FEA-FD

    Português

    Interpretação de Textos
    UFT · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia os poemas do escritor tocantinense Giordano Maçaranduba para responder a QUESTÃO .


    Pensatorto (1)
    Comprou, vendeu
    Vendeu, comprou
    Comprou e vendeu
    Vendeu e comprou
    Trocou o remédio
    E morreu.


    Pensatorto (2)
    Era um cara assustado
    Assustado era o cara
    Ficou corajoso
    Se meteu numa briga
    E morreu.


    Pensatorto (3)
    Contador era
    Mas histórias não sabia nenhuma
    Um dia descobriu uma história
    Nunca mais foi contador.

    Fonte: MAÇARANDUBA, Giordano. Todoeu. Goiânia: Trilhas Urbanas, 2008, p.58-60.

    Nos poemas, nota-se um uso repetitivo das mesmas palavras, dos tempos verbais e das estruturas frasais que vão sendo reestruturadas.

    Considerando a leitura dos três poemas Pensatorto, é CORRETO afirmar que tais recursos poéticos produzem um sentido de
    Escolha uma alternativa para a questão 6c6d8fea-fd
  • 6C6963F5-FD

    Português

    Interpretação de Textos
    UFT · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
    Opinião não é argumento
    Aqui está uma história que pode ser verdadeira no contexto atual do Brasil. Um jovem professor de Filosofia, instruindo seus alunos à Filosofia da Religião, introduz, à maneira que a Filosofia opera há séculos, argumentos favoráveis e contrários à existência de Deus. Um dos alunos se queixa, para o diretor e também nas onipresentes redes sociais, de que suas crenças religiosas estão sendo atacadas. “Eu tenho direito às minhas crenças”. O diretor concorda com o aluno e força o professor a desistir de ensinar Filosofia da Religião.
    Mas o que é exatamente um “direito às minhas crenças”? [...] O direito à crença, nesse caso, poderia ser visto como o “direito evidencial”. Alguém tem um direito evidencial à sua crença se estiver disposto a fornecer evidências apropriadas em apoio a ela. Mas o que o estudante e o diretor estão reivindicando e promovendo não parece ser esse direito, pois isso implicaria precisamente a necessidade de pôr as evidencias à prova.
    Parece que o estudante está reivindicando outra coisa, um certo “direito moral” à sua crença, como avaliado pelo filósofo americano Joel Feinberg, que trabalhou temas da Ética, Teoria da Ação e Filosofia Política. O estudante está afirmando que tem o direito moral de acreditar no que quiser, mesmo em crenças falsas.
    Muitas pessoas acham que, se têm um direito moral a uma crença, todo mundo tem o dever de não as privar dessa crença, o que envolve não criticá-la, não mostrar que é ilógica ou que lhe falta apoio evidencial. O problema é que essa é uma maneira cada vez mais comum de pensar sobre o direito de acreditar. E as grandes perdedoras são a liberdade de expressão e a democracia.
    [...] A defesa de uma crença está restrita ao uso de métodos que pertence ao espaço das razões – argumentação e persuasão, em vez de força. Você tem o direito de avançar sua crença na arena pública usando os mesmos métodos de que seus oponentes dispõem para dissuadi-lo. O pior acontece quando crenças se materializam em opinião, e são usadas como substitutas de argumentos, quando o “Eu tenho direito às minhas crenças” se transforma em “Eu tenho direito à minha opinião”. Crenças e opiniões não são argumentos. Mais precisamente, crenças diferem de opinião, que diferem de fatos, que diferem de argumentos. Um fato é algo que pode ser comprovado verdadeiro. Por exemplo, é um fato que Júpiter é o maior planeta do sistema solar tanto em diâmetro quanto em massa. Esse fato pode ser provado pela observação ou pela consulta a uma fonte fidedigna.
    Uma crença é uma ideia ou convicção que alguém aceita como verdade, como “passar debaixo de uma escada dá azar”. Isso certamente não pode ser provado (ou pelo menos nunca foi). Mas a pessoa ainda pode manter sua crença, como vimos, se não pelo “direito evidencial”, apelando para o “direito moral”. Ou ainda, pelo mesmo “direito moral”, deixar de acreditar no que ela própria pensa ser evidência, como no caso do famoso dito (atribuído a Sancho Pança): “Não creio em bruxas, ainda que existam”. [...]

    Fonte: CARNIELLI, Walter. Página Aberta. In: Revista Veja. Edição 2578, ano 51, nº 16. São Paulo: Editora Abril, 2018, p. 64 (fragmento adaptado). 
    Em relação aos verbos de ligação, analise as afirmativas.

    I. Em: “Crenças e opiniões não são argumentos”, o verbo destacado sugere, predominantemente, um aspecto de aparência de estado.

    II. Em: “Jupiter é o maior planeta do sistema solar”, o verbo destacado sugere, predominantemente, um estado permanente.

    III. Em: “Crenças é uma ideia ou convicção que alguém aceita como verdade [...]”, o verbo destacado sugere, predominantemente, um aspecto permanente.


    Assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 6c6963f5-fd
  • 6C667959-FD

    Português

    Estrutura das Palavras: Radical, Desinência, Prefixo e Sufixo
    UFT · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    Opinião não é argumento
    Aqui está uma história que pode ser verdadeira no contexto atual do Brasil. Um jovem professor de Filosofia, instruindo seus alunos à Filosofia da Religião, introduz, à maneira que a Filosofia opera há séculos, argumentos favoráveis e contrários à existência de Deus. Um dos alunos se queixa, para o diretor e também nas onipresentes redes sociais, de que suas crenças religiosas estão sendo atacadas. “Eu tenho direito às minhas crenças”. O diretor concorda com o aluno e força o professor a desistir de ensinar Filosofia da Religião.
    Mas o que é exatamente um “direito às minhas crenças”? [...] O direito à crença, nesse caso, poderia ser visto como o “direito evidencial”. Alguém tem um direito evidencial à sua crença se estiver disposto a fornecer evidências apropriadas em apoio a ela. Mas o que o estudante e o diretor estão reivindicando e promovendo não parece ser esse direito, pois isso implicaria precisamente a necessidade de pôr as evidencias à prova.
    Parece que o estudante está reivindicando outra coisa, um certo “direito moral” à sua crença, como avaliado pelo filósofo americano Joel Feinberg, que trabalhou temas da Ética, Teoria da Ação e Filosofia Política. O estudante está afirmando que tem o direito moral de acreditar no que quiser, mesmo em crenças falsas.
    Muitas pessoas acham que, se têm um direito moral a uma crença, todo mundo tem o dever de não as privar dessa crença, o que envolve não criticá-la, não mostrar que é ilógica ou que lhe falta apoio evidencial. O problema é que essa é uma maneira cada vez mais comum de pensar sobre o direito de acreditar. E as grandes perdedoras são a liberdade de expressão e a democracia.
    [...] A defesa de uma crença está restrita ao uso de métodos que pertence ao espaço das razões – argumentação e persuasão, em vez de força. Você tem o direito de avançar sua crença na arena pública usando os mesmos métodos de que seus oponentes dispõem para dissuadi-lo. O pior acontece quando crenças se materializam em opinião, e são usadas como substitutas de argumentos, quando o “Eu tenho direito às minhas crenças” se transforma em “Eu tenho direito à minha opinião”. Crenças e opiniões não são argumentos. Mais precisamente, crenças diferem de opinião, que diferem de fatos, que diferem de argumentos. Um fato é algo que pode ser comprovado verdadeiro. Por exemplo, é um fato que Júpiter é o maior planeta do sistema solar tanto em diâmetro quanto em massa. Esse fato pode ser provado pela observação ou pela consulta a uma fonte fidedigna.
    Uma crença é uma ideia ou convicção que alguém aceita como verdade, como “passar debaixo de uma escada dá azar”. Isso certamente não pode ser provado (ou pelo menos nunca foi). Mas a pessoa ainda pode manter sua crença, como vimos, se não pelo “direito evidencial”, apelando para o “direito moral”. Ou ainda, pelo mesmo “direito moral”, deixar de acreditar no que ela própria pensa ser evidência, como no caso do famoso dito (atribuído a Sancho Pança): “Não creio em bruxas, ainda que existam”. [...]

    Fonte: CARNIELLI, Walter. Página Aberta. In: Revista Veja. Edição 2578, ano 51, nº 16. São Paulo: Editora Abril, 2018, p. 64 (fragmento adaptado). 
    Quanto aos aspectos gramaticais, negritados no texto, analise as afirmativas.


    I. Em: “ilógica”, ocorre derivação prefixal, ou seja, à palavra lógica acrescentou-se o prefixo “i-”, indicando negação.

    II. Em: “certamente”, o sufixo adverbial “-mente” é acrescentado à forma feminina do adjetivo, para exprimir circunstância de modo.

    III. Em: “direito evidencial”, o elemento “evidencial” formou-se por derivação sufixal, resultando em um adjetivo.

    IV. Em: “persuasão”, o sufixo “-ão” indica a noção de aumentativo.


    Assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 6c667959-fd
  • 6C62C6D3-FD

    Português

    Coesão e coerência
    UFT · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    Opinião não é argumento
    Aqui está uma história que pode ser verdadeira no contexto atual do Brasil. Um jovem professor de Filosofia, instruindo seus alunos à Filosofia da Religião, introduz, à maneira que a Filosofia opera há séculos, argumentos favoráveis e contrários à existência de Deus. Um dos alunos se queixa, para o diretor e também nas onipresentes redes sociais, de que suas crenças religiosas estão sendo atacadas. “Eu tenho direito às minhas crenças”. O diretor concorda com o aluno e força o professor a desistir de ensinar Filosofia da Religião.
    Mas o que é exatamente um “direito às minhas crenças”? [...] O direito à crença, nesse caso, poderia ser visto como o “direito evidencial”. Alguém tem um direito evidencial à sua crença se estiver disposto a fornecer evidências apropriadas em apoio a ela. Mas o que o estudante e o diretor estão reivindicando e promovendo não parece ser esse direito, pois isso implicaria precisamente a necessidade de pôr as evidencias à prova.
    Parece que o estudante está reivindicando outra coisa, um certo “direito moral” à sua crença, como avaliado pelo filósofo americano Joel Feinberg, que trabalhou temas da Ética, Teoria da Ação e Filosofia Política. O estudante está afirmando que tem o direito moral de acreditar no que quiser, mesmo em crenças falsas.
    Muitas pessoas acham que, se têm um direito moral a uma crença, todo mundo tem o dever de não as privar dessa crença, o que envolve não criticá-la, não mostrar que é ilógica ou que lhe falta apoio evidencial. O problema é que essa é uma maneira cada vez mais comum de pensar sobre o direito de acreditar. E as grandes perdedoras são a liberdade de expressão e a democracia.
    [...] A defesa de uma crença está restrita ao uso de métodos que pertence ao espaço das razões – argumentação e persuasão, em vez de força. Você tem o direito de avançar sua crença na arena pública usando os mesmos métodos de que seus oponentes dispõem para dissuadi-lo. O pior acontece quando crenças se materializam em opinião, e são usadas como substitutas de argumentos, quando o “Eu tenho direito às minhas crenças” se transforma em “Eu tenho direito à minha opinião”. Crenças e opiniões não são argumentos. Mais precisamente, crenças diferem de opinião, que diferem de fatos, que diferem de argumentos. Um fato é algo que pode ser comprovado verdadeiro. Por exemplo, é um fato que Júpiter é o maior planeta do sistema solar tanto em diâmetro quanto em massa. Esse fato pode ser provado pela observação ou pela consulta a uma fonte fidedigna.
    Uma crença é uma ideia ou convicção que alguém aceita como verdade, como “passar debaixo de uma escada dá azar”. Isso certamente não pode ser provado (ou pelo menos nunca foi). Mas a pessoa ainda pode manter sua crença, como vimos, se não pelo “direito evidencial”, apelando para o “direito moral”. Ou ainda, pelo mesmo “direito moral”, deixar de acreditar no que ela própria pensa ser evidência, como no caso do famoso dito (atribuído a Sancho Pança): “Não creio em bruxas, ainda que existam”. [...]

    Fonte: CARNIELLI, Walter. Página Aberta. In: Revista Veja. Edição 2578, ano 51, nº 16. São Paulo: Editora Abril, 2018, p. 64 (fragmento adaptado). 
    Quanto ao encadeamento das ideias, contidas nos parágrafos do texto, assinale a alternativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 6c62c6d3-fd
  • 6C5E5660-FD

    Português

    Crase
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    Opinião não é argumento
    Aqui está uma história que pode ser verdadeira no contexto atual do Brasil. Um jovem professor de Filosofia, instruindo seus alunos à Filosofia da Religião, introduz, à maneira que a Filosofia opera há séculos, argumentos favoráveis e contrários à existência de Deus. Um dos alunos se queixa, para o diretor e também nas onipresentes redes sociais, de que suas crenças religiosas estão sendo atacadas. “Eu tenho direito às minhas crenças”. O diretor concorda com o aluno e força o professor a desistir de ensinar Filosofia da Religião.
    Mas o que é exatamente um “direito às minhas crenças”? [...] O direito à crença, nesse caso, poderia ser visto como o “direito evidencial”. Alguém tem um direito evidencial à sua crença se estiver disposto a fornecer evidências apropriadas em apoio a ela. Mas o que o estudante e o diretor estão reivindicando e promovendo não parece ser esse direito, pois isso implicaria precisamente a necessidade de pôr as evidencias à prova.
    Parece que o estudante está reivindicando outra coisa, um certo “direito moral” à sua crença, como avaliado pelo filósofo americano Joel Feinberg, que trabalhou temas da Ética, Teoria da Ação e Filosofia Política. O estudante está afirmando que tem o direito moral de acreditar no que quiser, mesmo em crenças falsas.
    Muitas pessoas acham que, se têm um direito moral a uma crença, todo mundo tem o dever de não as privar dessa crença, o que envolve não criticá-la, não mostrar que é ilógica ou que lhe falta apoio evidencial. O problema é que essa é uma maneira cada vez mais comum de pensar sobre o direito de acreditar. E as grandes perdedoras são a liberdade de expressão e a democracia.
    [...] A defesa de uma crença está restrita ao uso de métodos que pertence ao espaço das razões – argumentação e persuasão, em vez de força. Você tem o direito de avançar sua crença na arena pública usando os mesmos métodos de que seus oponentes dispõem para dissuadi-lo. O pior acontece quando crenças se materializam em opinião, e são usadas como substitutas de argumentos, quando o “Eu tenho direito às minhas crenças” se transforma em “Eu tenho direito à minha opinião”. Crenças e opiniões não são argumentos. Mais precisamente, crenças diferem de opinião, que diferem de fatos, que diferem de argumentos. Um fato é algo que pode ser comprovado verdadeiro. Por exemplo, é um fato que Júpiter é o maior planeta do sistema solar tanto em diâmetro quanto em massa. Esse fato pode ser provado pela observação ou pela consulta a uma fonte fidedigna.
    Uma crença é uma ideia ou convicção que alguém aceita como verdade, como “passar debaixo de uma escada dá azar”. Isso certamente não pode ser provado (ou pelo menos nunca foi). Mas a pessoa ainda pode manter sua crença, como vimos, se não pelo “direito evidencial”, apelando para o “direito moral”. Ou ainda, pelo mesmo “direito moral”, deixar de acreditar no que ela própria pensa ser evidência, como no caso do famoso dito (atribuído a Sancho Pança): “Não creio em bruxas, ainda que existam”. [...]

    Fonte: CARNIELLI, Walter. Página Aberta. In: Revista Veja. Edição 2578, ano 51, nº 16. São Paulo: Editora Abril, 2018, p. 64 (fragmento adaptado). 
    Quanto à utilização de indicativos de crase, analise as afirmativas.


    I. Em: “[...] à maneira que a filosofia opera há séculos” (1º parágrafo), a crase é de uso facultativo, pois “a maneira” indica locução verbal.

    II. Em: “[...] argumentos favoráveis e contrários à existência de Deus” (1º parágrafo), a crase é facultativa, pois há contração da preposição “a” com o artigo feminino “a”.

    III. Em: “O direito à crença” (2º parágrafo), a crase é obrigatória, devido à contração da preposição “a” com o artigo feminino “a”.


    Assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 6c5e5660-fd
  • 6C5B7C63-FD

    Português

    Interpretação de Textos
    UFT · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Opinião não é argumento
    Aqui está uma história que pode ser verdadeira no contexto atual do Brasil. Um jovem professor de Filosofia, instruindo seus alunos à Filosofia da Religião, introduz, à maneira que a Filosofia opera há séculos, argumentos favoráveis e contrários à existência de Deus. Um dos alunos se queixa, para o diretor e também nas onipresentes redes sociais, de que suas crenças religiosas estão sendo atacadas. “Eu tenho direito às minhas crenças”. O diretor concorda com o aluno e força o professor a desistir de ensinar Filosofia da Religião.
    Mas o que é exatamente um “direito às minhas crenças”? [...] O direito à crença, nesse caso, poderia ser visto como o “direito evidencial”. Alguém tem um direito evidencial à sua crença se estiver disposto a fornecer evidências apropriadas em apoio a ela. Mas o que o estudante e o diretor estão reivindicando e promovendo não parece ser esse direito, pois isso implicaria precisamente a necessidade de pôr as evidencias à prova.
    Parece que o estudante está reivindicando outra coisa, um certo “direito moral” à sua crença, como avaliado pelo filósofo americano Joel Feinberg, que trabalhou temas da Ética, Teoria da Ação e Filosofia Política. O estudante está afirmando que tem o direito moral de acreditar no que quiser, mesmo em crenças falsas.
    Muitas pessoas acham que, se têm um direito moral a uma crença, todo mundo tem o dever de não as privar dessa crença, o que envolve não criticá-la, não mostrar que é ilógica ou que lhe falta apoio evidencial. O problema é que essa é uma maneira cada vez mais comum de pensar sobre o direito de acreditar. E as grandes perdedoras são a liberdade de expressão e a democracia.
    [...] A defesa de uma crença está restrita ao uso de métodos que pertence ao espaço das razões – argumentação e persuasão, em vez de força. Você tem o direito de avançar sua crença na arena pública usando os mesmos métodos de que seus oponentes dispõem para dissuadi-lo. O pior acontece quando crenças se materializam em opinião, e são usadas como substitutas de argumentos, quando o “Eu tenho direito às minhas crenças” se transforma em “Eu tenho direito à minha opinião”. Crenças e opiniões não são argumentos. Mais precisamente, crenças diferem de opinião, que diferem de fatos, que diferem de argumentos. Um fato é algo que pode ser comprovado verdadeiro. Por exemplo, é um fato que Júpiter é o maior planeta do sistema solar tanto em diâmetro quanto em massa. Esse fato pode ser provado pela observação ou pela consulta a uma fonte fidedigna.
    Uma crença é uma ideia ou convicção que alguém aceita como verdade, como “passar debaixo de uma escada dá azar”. Isso certamente não pode ser provado (ou pelo menos nunca foi). Mas a pessoa ainda pode manter sua crença, como vimos, se não pelo “direito evidencial”, apelando para o “direito moral”. Ou ainda, pelo mesmo “direito moral”, deixar de acreditar no que ela própria pensa ser evidência, como no caso do famoso dito (atribuído a Sancho Pança): “Não creio em bruxas, ainda que existam”. [...]

    Fonte: CARNIELLI, Walter. Página Aberta. In: Revista Veja. Edição 2578, ano 51, nº 16. São Paulo: Editora Abril, 2018, p. 64 (fragmento adaptado). 
    Assinale a alternativa CORRETA, quanto à definição de “fato”, de acordo com o texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 6c5b7c63-fd
  • 6C576F9F-FD

    Português

    Interpretação de Textos
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    Opinião não é argumento
    Aqui está uma história que pode ser verdadeira no contexto atual do Brasil. Um jovem professor de Filosofia, instruindo seus alunos à Filosofia da Religião, introduz, à maneira que a Filosofia opera há séculos, argumentos favoráveis e contrários à existência de Deus. Um dos alunos se queixa, para o diretor e também nas onipresentes redes sociais, de que suas crenças religiosas estão sendo atacadas. “Eu tenho direito às minhas crenças”. O diretor concorda com o aluno e força o professor a desistir de ensinar Filosofia da Religião.
    Mas o que é exatamente um “direito às minhas crenças”? [...] O direito à crença, nesse caso, poderia ser visto como o “direito evidencial”. Alguém tem um direito evidencial à sua crença se estiver disposto a fornecer evidências apropriadas em apoio a ela. Mas o que o estudante e o diretor estão reivindicando e promovendo não parece ser esse direito, pois isso implicaria precisamente a necessidade de pôr as evidencias à prova.
    Parece que o estudante está reivindicando outra coisa, um certo “direito moral” à sua crença, como avaliado pelo filósofo americano Joel Feinberg, que trabalhou temas da Ética, Teoria da Ação e Filosofia Política. O estudante está afirmando que tem o direito moral de acreditar no que quiser, mesmo em crenças falsas.
    Muitas pessoas acham que, se têm um direito moral a uma crença, todo mundo tem o dever de não as privar dessa crença, o que envolve não criticá-la, não mostrar que é ilógica ou que lhe falta apoio evidencial. O problema é que essa é uma maneira cada vez mais comum de pensar sobre o direito de acreditar. E as grandes perdedoras são a liberdade de expressão e a democracia.
    [...] A defesa de uma crença está restrita ao uso de métodos que pertence ao espaço das razões – argumentação e persuasão, em vez de força. Você tem o direito de avançar sua crença na arena pública usando os mesmos métodos de que seus oponentes dispõem para dissuadi-lo. O pior acontece quando crenças se materializam em opinião, e são usadas como substitutas de argumentos, quando o “Eu tenho direito às minhas crenças” se transforma em “Eu tenho direito à minha opinião”. Crenças e opiniões não são argumentos. Mais precisamente, crenças diferem de opinião, que diferem de fatos, que diferem de argumentos. Um fato é algo que pode ser comprovado verdadeiro. Por exemplo, é um fato que Júpiter é o maior planeta do sistema solar tanto em diâmetro quanto em massa. Esse fato pode ser provado pela observação ou pela consulta a uma fonte fidedigna.
    Uma crença é uma ideia ou convicção que alguém aceita como verdade, como “passar debaixo de uma escada dá azar”. Isso certamente não pode ser provado (ou pelo menos nunca foi). Mas a pessoa ainda pode manter sua crença, como vimos, se não pelo “direito evidencial”, apelando para o “direito moral”. Ou ainda, pelo mesmo “direito moral”, deixar de acreditar no que ela própria pensa ser evidência, como no caso do famoso dito (atribuído a Sancho Pança): “Não creio em bruxas, ainda que existam”. [...]

    Fonte: CARNIELLI, Walter. Página Aberta. In: Revista Veja. Edição 2578, ano 51, nº 16. São Paulo: Editora Abril, 2018, p. 64 (fragmento adaptado). 
    Ao longo do texto, o autor faz uso de diversas citações, destacadas pelos sinais gráficos de aspas. Sobre essa utilização, analise as afirmativas a seguir.


    I. Em: “Eu tenho direito às minhas crenças” (1º parágrafo), as aspas marcam o discurso direto do aluno.

    II. Em: “Não creio em bruxas, ainda que existam” (7º parágrafo), as aspas marcam a fala de Sancho Pança, estabelecendo intertextualidade, ou seja, o diálogo entre textos.

    III. Em: “[...] passar debaixo de uma escada dá azar” (7º parágrafo), as aspas foram usadas para transcrever um dito popular, com o intuito de exemplificar uma crença que, de acordo com o autor, não pode ser provada.


    Assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 6c576f9f-fd
  • 6C526F9D-FD

    Português

    Interpretação de Textos
    UFT · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
    Opinião não é argumento
    Aqui está uma história que pode ser verdadeira no contexto atual do Brasil. Um jovem professor de Filosofia, instruindo seus alunos à Filosofia da Religião, introduz, à maneira que a Filosofia opera há séculos, argumentos favoráveis e contrários à existência de Deus. Um dos alunos se queixa, para o diretor e também nas onipresentes redes sociais, de que suas crenças religiosas estão sendo atacadas. “Eu tenho direito às minhas crenças”. O diretor concorda com o aluno e força o professor a desistir de ensinar Filosofia da Religião.
    Mas o que é exatamente um “direito às minhas crenças”? [...] O direito à crença, nesse caso, poderia ser visto como o “direito evidencial”. Alguém tem um direito evidencial à sua crença se estiver disposto a fornecer evidências apropriadas em apoio a ela. Mas o que o estudante e o diretor estão reivindicando e promovendo não parece ser esse direito, pois isso implicaria precisamente a necessidade de pôr as evidencias à prova.
    Parece que o estudante está reivindicando outra coisa, um certo “direito moral” à sua crença, como avaliado pelo filósofo americano Joel Feinberg, que trabalhou temas da Ética, Teoria da Ação e Filosofia Política. O estudante está afirmando que tem o direito moral de acreditar no que quiser, mesmo em crenças falsas.
    Muitas pessoas acham que, se têm um direito moral a uma crença, todo mundo tem o dever de não as privar dessa crença, o que envolve não criticá-la, não mostrar que é ilógica ou que lhe falta apoio evidencial. O problema é que essa é uma maneira cada vez mais comum de pensar sobre o direito de acreditar. E as grandes perdedoras são a liberdade de expressão e a democracia.
    [...] A defesa de uma crença está restrita ao uso de métodos que pertence ao espaço das razões – argumentação e persuasão, em vez de força. Você tem o direito de avançar sua crença na arena pública usando os mesmos métodos de que seus oponentes dispõem para dissuadi-lo. O pior acontece quando crenças se materializam em opinião, e são usadas como substitutas de argumentos, quando o “Eu tenho direito às minhas crenças” se transforma em “Eu tenho direito à minha opinião”. Crenças e opiniões não são argumentos. Mais precisamente, crenças diferem de opinião, que diferem de fatos, que diferem de argumentos. Um fato é algo que pode ser comprovado verdadeiro. Por exemplo, é um fato que Júpiter é o maior planeta do sistema solar tanto em diâmetro quanto em massa. Esse fato pode ser provado pela observação ou pela consulta a uma fonte fidedigna.
    Uma crença é uma ideia ou convicção que alguém aceita como verdade, como “passar debaixo de uma escada dá azar”. Isso certamente não pode ser provado (ou pelo menos nunca foi). Mas a pessoa ainda pode manter sua crença, como vimos, se não pelo “direito evidencial”, apelando para o “direito moral”. Ou ainda, pelo mesmo “direito moral”, deixar de acreditar no que ela própria pensa ser evidência, como no caso do famoso dito (atribuído a Sancho Pança): “Não creio em bruxas, ainda que existam”. [...]

    Fonte: CARNIELLI, Walter. Página Aberta. In: Revista Veja. Edição 2578, ano 51, nº 16. São Paulo: Editora Abril, 2018, p. 64 (fragmento adaptado). 
    Sobre a interpretação do texto, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 6c526f9d-fd
  • 6C4F46B0-FD

    Português

    Interpretação de Textos
    UFT · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
    Opinião não é argumento
    Aqui está uma história que pode ser verdadeira no contexto atual do Brasil. Um jovem professor de Filosofia, instruindo seus alunos à Filosofia da Religião, introduz, à maneira que a Filosofia opera há séculos, argumentos favoráveis e contrários à existência de Deus. Um dos alunos se queixa, para o diretor e também nas onipresentes redes sociais, de que suas crenças religiosas estão sendo atacadas. “Eu tenho direito às minhas crenças”. O diretor concorda com o aluno e força o professor a desistir de ensinar Filosofia da Religião.
    Mas o que é exatamente um “direito às minhas crenças”? [...] O direito à crença, nesse caso, poderia ser visto como o “direito evidencial”. Alguém tem um direito evidencial à sua crença se estiver disposto a fornecer evidências apropriadas em apoio a ela. Mas o que o estudante e o diretor estão reivindicando e promovendo não parece ser esse direito, pois isso implicaria precisamente a necessidade de pôr as evidencias à prova.
    Parece que o estudante está reivindicando outra coisa, um certo “direito moral” à sua crença, como avaliado pelo filósofo americano Joel Feinberg, que trabalhou temas da Ética, Teoria da Ação e Filosofia Política. O estudante está afirmando que tem o direito moral de acreditar no que quiser, mesmo em crenças falsas.
    Muitas pessoas acham que, se têm um direito moral a uma crença, todo mundo tem o dever de não as privar dessa crença, o que envolve não criticá-la, não mostrar que é ilógica ou que lhe falta apoio evidencial. O problema é que essa é uma maneira cada vez mais comum de pensar sobre o direito de acreditar. E as grandes perdedoras são a liberdade de expressão e a democracia.
    [...] A defesa de uma crença está restrita ao uso de métodos que pertence ao espaço das razões – argumentação e persuasão, em vez de força. Você tem o direito de avançar sua crença na arena pública usando os mesmos métodos de que seus oponentes dispõem para dissuadi-lo. O pior acontece quando crenças se materializam em opinião, e são usadas como substitutas de argumentos, quando o “Eu tenho direito às minhas crenças” se transforma em “Eu tenho direito à minha opinião”. Crenças e opiniões não são argumentos. Mais precisamente, crenças diferem de opinião, que diferem de fatos, que diferem de argumentos. Um fato é algo que pode ser comprovado verdadeiro. Por exemplo, é um fato que Júpiter é o maior planeta do sistema solar tanto em diâmetro quanto em massa. Esse fato pode ser provado pela observação ou pela consulta a uma fonte fidedigna.
    Uma crença é uma ideia ou convicção que alguém aceita como verdade, como “passar debaixo de uma escada dá azar”. Isso certamente não pode ser provado (ou pelo menos nunca foi). Mas a pessoa ainda pode manter sua crença, como vimos, se não pelo “direito evidencial”, apelando para o “direito moral”. Ou ainda, pelo mesmo “direito moral”, deixar de acreditar no que ela própria pensa ser evidência, como no caso do famoso dito (atribuído a Sancho Pança): “Não creio em bruxas, ainda que existam”. [...]

    Fonte: CARNIELLI, Walter. Página Aberta. In: Revista Veja. Edição 2578, ano 51, nº 16. São Paulo: Editora Abril, 2018, p. 64 (fragmento adaptado). 
    Sobre a interpretação do texto, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 6c4f46b0-fd
  • DF2A9EE2-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UFT · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Read the text below to answer question.

    Whaling Today
    By Meghan E. Marrero and Stuart Thornton
    Tuesday, November 1, 2011

         In 1946, several countries joined to form the International Whaling Commission (IWC). The IWC’s purpose is to prevent overhunting of whales. Its original regulations, however, were loose, and quotas were high. Whale stocks continued to decline. The IWC eventually established whaling-free sanctuaries in the Indian Ocean (1979) and the ocean surrounding Antarctica (1994).
        The IWC called for a moratorium on commercial whaling in 1982. Both Japan and Norway voted against this policy. Today, Norway supports hunting minke whales for meat. Japan allows whaling for scientific purposes, although many experts question if more whales are taken than are necessary. Meat from whales killed for research is sold as food. 
         Many species of whale have benefitted from the IWC’s moratorium. Dave Weller, a research biologist at NOAA’s Southwest Fisheries Science Center in La Jolla, California, says the eastern Pacific gray whale population has recovered.
         “I think there is pretty good evidence that a moratorium on hunting has allowed certain populations to recover from depleted status when they were being whaled,” he says.
         According to Weller, the IWC’s moratorium on whale hunting is one of two major steps the organization is taking.
         “The other thing that the IWC has very successfully done is to collect information and provide analysis of data to help us understand the status of various populations that in some cases we knew very little about,” he says.
          Despite the general moratorium, limited whaling is permitted to indigenous cultures.
         “In the United States, the Inuit Eskimos in the north slope of Alaska, in Barrow, Alaska, still hunt for bowhead whales,” Weller says. “There is a request by the Makah Indian tribe, which is in northern Washington state, to resume gray whale hunting, which they had traditionally done. But that’s pending deliberations right now.”

    Source: http://education.nationalgeographic.com/education/news/ (Adapted)
    Mark the CORRECT alternative, according to the text.
    Escolha uma alternativa para a questão df2a9ee2-b0
  • DF270D4F-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UFT · 2013Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    Read the text below to answer question.

    Whaling Today
    By Meghan E. Marrero and Stuart Thornton
    Tuesday, November 1, 2011

         In 1946, several countries joined to form the International Whaling Commission (IWC). The IWC’s purpose is to prevent overhunting of whales. Its original regulations, however, were loose, and quotas were high. Whale stocks continued to decline. The IWC eventually established whaling-free sanctuaries in the Indian Ocean (1979) and the ocean surrounding Antarctica (1994).
        The IWC called for a moratorium on commercial whaling in 1982. Both Japan and Norway voted against this policy. Today, Norway supports hunting minke whales for meat. Japan allows whaling for scientific purposes, although many experts question if more whales are taken than are necessary. Meat from whales killed for research is sold as food. 
         Many species of whale have benefitted from the IWC’s moratorium. Dave Weller, a research biologist at NOAA’s Southwest Fisheries Science Center in La Jolla, California, says the eastern Pacific gray whale population has recovered.
         “I think there is pretty good evidence that a moratorium on hunting has allowed certain populations to recover from depleted status when they were being whaled,” he says.
         According to Weller, the IWC’s moratorium on whale hunting is one of two major steps the organization is taking.
         “The other thing that the IWC has very successfully done is to collect information and provide analysis of data to help us understand the status of various populations that in some cases we knew very little about,” he says.
          Despite the general moratorium, limited whaling is permitted to indigenous cultures.
         “In the United States, the Inuit Eskimos in the north slope of Alaska, in Barrow, Alaska, still hunt for bowhead whales,” Weller says. “There is a request by the Makah Indian tribe, which is in northern Washington state, to resume gray whale hunting, which they had traditionally done. But that’s pending deliberations right now.”

    Source: http://education.nationalgeographic.com/education/news/ (Adapted)
    According to the text, judge the items below as true (T) or false (F).

    I. In 1946, a group of national governments formed the IWC in order to collaborate with the killing and hunting of whales for commercial purposes.
    II. The original regulations of IWC were not really helpful.
    III. The IWC does not make any exception for whaling.
    IV. The IWC requested a moratorium on commercial whaling in 1982.
    V. Japan and Norway completely agreed with the policy proposed by IWC.

    Mark the correct option.
    Escolha uma alternativa para a questão df270d4f-b0
  • DF20B500-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UFT · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Is age the cause of receding gums?
    By Claudia Hammond.

    The phrase “long in the tooth” comes from the practice of gauging a horse’s age by the length of its teeth. Nineteenth century horse-traders were not a particularly trustworthy bunch, so a wise buyer would often check inside the animal’s mouth. If the teeth looked long it meant its gums had already receded, suggesting the potential purchase might be older than claimed. This might have served people well when it came to buying horses, but what about humans?
    Gingival recession, as it’s formally known, is more common amongst the elderly. A US study of almost 10,000 people found that 38% of people aged 30-39 had some degree of the condition, compared with 71% in the 50-59 age group, and 90% for those aged between 80-90. However that doesn’t mean ageing in itself is the cause. It’s a long process that can start in your teens, and one that can be triggered by various factors.
    In some cases, there is nothing people can do to reduce their chances of developing the condition. Some people inherit thin and fragile gums which recede more easily. Others have teeth which are overcrowded or stick out, meaning that there’s not enough jawbone to cover the root of the tooth.
    Dental hygiene also plays a big role. Plaque, consisting of a sticky film of bacteria, is constantly forming on our teeth. Failure to clear the build ups through brushing and flossing can lead to gum disease. If left untreated, one possible complication is the destruction of the bone around the teeth and the gum tissue in which they sit. As the tissue recedes, the root of the tooth is exposed, making it appear longer.
    Then there’s the way you brush your teeth. If you use a sawing action with a hard brush, there’s a danger of gradually wearing away the gum. For this reason dentists tend to advise brushing in small circles with a soft brush or using an electric toothbrush to prevent you from pressing so hard. The damage accumulates over time, causing the gums to recede imperceptibly, until one day you look in the mirror and realise you’ve changed. As this transformation can take decades, many people assume it’s a natural part of the ageing process.
    Research on receding gums often relies on asking people what kind of toothbrush they use, the brushing motions they use and how hard they brush. Some argue that due to a lack of controlled studies, there’s no definitive evidence that hard brushing does anything more than cause temporary abrasions, but many dentists do consider there to be a link. The condition is also more common in smokers.
    With so many different factors involved, controlled studies are difficult to do. Many are cross-sectional, meaning they take a snapshot in time.
    So if you’re looking to buy a horse it might be worth their checking their teeth, but ageing is not a direct cause of receding gums. It’s simply that the damage accumulates and becomes more obvious over time.
    Source: http://www.bbc.com (Adapted)
    According to the text, it is INCORRECT to say
    Escolha uma alternativa para a questão df20b500-b0
  • DF1C661E-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UFT · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Is age the cause of receding gums?
    By Claudia Hammond.

    The phrase “long in the tooth” comes from the practice of gauging a horse’s age by the length of its teeth. Nineteenth century horse-traders were not a particularly trustworthy bunch, so a wise buyer would often check inside the animal’s mouth. If the teeth looked long it meant its gums had already receded, suggesting the potential purchase might be older than claimed. This might have served people well when it came to buying horses, but what about humans?
    Gingival recession, as it’s formally known, is more common amongst the elderly. A US study of almost 10,000 people found that 38% of people aged 30-39 had some degree of the condition, compared with 71% in the 50-59 age group, and 90% for those aged between 80-90. However that doesn’t mean ageing in itself is the cause. It’s a long process that can start in your teens, and one that can be triggered by various factors.
    In some cases, there is nothing people can do to reduce their chances of developing the condition. Some people inherit thin and fragile gums which recede more easily. Others have teeth which are overcrowded or stick out, meaning that there’s not enough jawbone to cover the root of the tooth.
    Dental hygiene also plays a big role. Plaque, consisting of a sticky film of bacteria, is constantly forming on our teeth. Failure to clear the build ups through brushing and flossing can lead to gum disease. If left untreated, one possible complication is the destruction of the bone around the teeth and the gum tissue in which they sit. As the tissue recedes, the root of the tooth is exposed, making it appear longer.
    Then there’s the way you brush your teeth. If you use a sawing action with a hard brush, there’s a danger of gradually wearing away the gum. For this reason dentists tend to advise brushing in small circles with a soft brush or using an electric toothbrush to prevent you from pressing so hard. The damage accumulates over time, causing the gums to recede imperceptibly, until one day you look in the mirror and realise you’ve changed. As this transformation can take decades, many people assume it’s a natural part of the ageing process.
    Research on receding gums often relies on asking people what kind of toothbrush they use, the brushing motions they use and how hard they brush. Some argue that due to a lack of controlled studies, there’s no definitive evidence that hard brushing does anything more than cause temporary abrasions, but many dentists do consider there to be a link. The condition is also more common in smokers.
    With so many different factors involved, controlled studies are difficult to do. Many are cross-sectional, meaning they take a snapshot in time.
    So if you’re looking to buy a horse it might be worth their checking their teeth, but ageing is not a direct cause of receding gums. It’s simply that the damage accumulates and becomes more obvious over time.
    Source: http://www.bbc.com (Adapted)

    According to the text, judge the items below as true (T) or false (F).

    I. Nineteenth century horse-traders were reliable people.
    II. A buyer who would check the horse's gums before buying it, was not considered a clever person.
    III. Although it is more observed amongst the elderly, gingival recession can begin during youth.
    IV. The phrase “long in the tooth” is related to the practice of determining a horse's age, and therefore its value, by examining its teeth.
    V. People can always prevent the development of gingival recession, once it is never possible for them to inherited sensitive gums.

    Mark the correct option:
    Escolha uma alternativa para a questão df1c661e-b0
  • DF159106-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UFT · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    According to the cartoon below it is CORRECT to affirm.

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2013

    Source: www.glasbergen.com
    Escolha uma alternativa para a questão df159106-b0
  • DF11963A-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UFT · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    According to the cartoon below, judge the following statements as true (T) or false (F).

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2013
    Source: http://eoienglishclub.wikispaces.com/ENGLISH+B1/unit3

    I. The girl’s sentence can be transcript as “See you. I'll text you later”.
    II. Young people do not make difference between spoken and written speech.
    III. The old man can’t realize young people play with the sound of the words.
    IV. Young people text so much, they adequate their speech according to the facilities of keyboards.
    V. Language changes from one generation to another.

    Choose the CORRECT alternative.
    Escolha uma alternativa para a questão df11963a-b0
  • DF0D664D-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UFT · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
     Read the text below to answer question.

    Pope Francis: Who am I to judge gay people?
    By David Willey BBC News, Rome

         Pope Francis, the first ever pontiff from Latin America, has struck an unusual new tone. Now he is back at his desk in his modest Vatican quarters, he has some important decisions to make about the future governance of his Church. Normally the cardinals who run the Holy See are off on their long summer holidays at this time of year. But Pope Francis' seasons are not the same as those of his predecessors. In the Southern Hemisphere, where the bulk of his international flock now lives, it is winter. 
          Pope Francis plans to spend the month of August preparing for some radical changes in the future governance of his worldwide Church. Be prepared for some big surprises. His remarks on gay people are being seen as much less judgemental than his predecessor's position on the issue. Pope Benedict XVI signed a document in 2005 that said men with deep-rooted homosexual tendencies should not be priests. But Pope Francis said gay clergymen should be forgiven and their sins forgotten.
         "The Catechism of the Catholic Church explains this very well," Pope Francis said in a wide-ranging 80-minute long interview with Vatican journalists."It says they should not be marginalised because of this but that they must be integrated into society."But he condemned what he described as lobbying by gay people. "The problem is not having this orientation," he said. "We must be brothers. The problem is lobbying by this orientation, or lobbies of greedy people, political lobbies, Masonic lobbies, so many lobbies. This is the worse problem."

    Source: http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-23489702. Adapted. 

    According to the text, why Pope Francis does not feel comfortable to judge gay people?
    Escolha uma alternativa para a questão df0d664d-b0