Questões do ENEM: Linguagens e Universidade Estadual de Goiás (UEG)

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Resultados

392 questões encontradas. Mostrando a página 3 de 20.

  • B798CDDF-68

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto abaixo para responder à questão.


    q1213.png (687×601)

    Segundo Wagner Homem, no livro Histórias de canções: Chico Buarque, a canção Primeiro de Maio foi cantada pela primeira vez no Teatro Carlos Gomes, em comemoração ao Dia do Trabalhador. Essa canção fez parte de um compacto que comemorava a data em 1977, momento em que o movimento sindical na região do ABCD Paulista começava a se organizar. A letra da música descreve, de forma poética, o dia de descanso de um casal de trabalhadores. A partir de alguns versos, pode-se constatar que ela trabalha na área de
    Escolha uma alternativa para a questão b798cddf-68
  • B790BF9E-68

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto abaixo para responder à questão


    Construção histórica da identidade do negro brasileiro


    Q05.png (678×449)


    SOUZA, Neusa Santos. Tornar-se negro. Rio de Janeiro: Zahar, 2021. p. 47-49. [Adaptado].

    O trecho “– essa maneira própria, determinada, de organizar e de lidar com o seu mosaico de afeto e com as imagens de si” (linhas 2 e 3 ) constrói, na organização textual, uma 
    Escolha uma alternativa para a questão b790bf9e-68
  • B78E1BA0-68

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto abaixo para responder à questão


    Construção histórica da identidade do negro brasileiro


    Q05.png (678×449)


    SOUZA, Neusa Santos. Tornar-se negro. Rio de Janeiro: Zahar, 2021. p. 47-49. [Adaptado].

    Em “[...] a ele cabia o papel de disciplinado – dócil, submisso e útil” (linhas 27-28), o termo “dócil” pode ser substituído, sem prejuízo na coesão e no sentido, por
    Escolha uma alternativa para a questão b78e1ba0-68
  • B78ACD59-68

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto abaixo para responder à questão


    Construção histórica da identidade do negro brasileiro


    Q05.png (678×449)


    SOUZA, Neusa Santos. Tornar-se negro. Rio de Janeiro: Zahar, 2021. p. 47-49. [Adaptado].

    O jogo de sentido construído em “O negro era paradoxalmente enclausurado na posição de liberto” (linha 27) toma como base a seguinte figura de linguagem: 
    Escolha uma alternativa para a questão b78acd59-68
  • B785A8F5-68

    Português

    Sintaxe
    UEG · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto abaixo para responder à questão


    Construção histórica da identidade do negro brasileiro


    Q05.png (678×449)


    SOUZA, Neusa Santos. Tornar-se negro. Rio de Janeiro: Zahar, 2021. p. 47-49. [Adaptado].

    Em “Entretanto, a degradação dessa ordem econômica e social e sua substituição pela sociedade capitalista tornou tal representação obsoleta” (linhas 16-17), o termo sublinhado apresenta valor
    Escolha uma alternativa para a questão b785a8f5-68
  • B7803A52-68

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
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    Leia o texto abaixo para responder à questão.


    Child of the Dark: The Diary of Carolina Maria de Jesus



    A powerful and gripping memoir depicting the harsh realities of life in the favelas of Brazil in the 1950s, and one woman's resilience in the face of poverty, racism, and social inequality.


    Living in poverty in a Brazilian favela, or "slum," Carolina tried to scrape together a living by collecting recyclables. Among the trash, she found notebooks and papers that she salvaged to write on, and she used these found papers to craft novels, poetry, plays, letters to authorities--as well as her own journal.


    In this stunning diary of perseverance in the face of adversity, violence, and starvation, Carolina Maria de Jesus offers a firsthand account of life in the streets of São Paulo that, upon its first publication over 50 years ago, drew international attention to the plight of the poor.


    A unique historical account and a critical work in the canon of Afro-Brazilian literature, Child of the Dark offers an essential perspective on the realities and cruelties of life in a favela at the beginning of the "modernization" of the city of São Paulo. Its themes of struggles against marginalization, classism, and racism continue to resonate today.


    Includes eight pages of photographs and an afterword by Robert M. Levine


    Translated from the Portuguese by David S. Clair 


    Disponível em: https://www.amazon.com/ Child-Dark-Diary-Carolina-Maria/dp/0451529103. Acesso em: 08 mar. 2024.

    The main goal of the text above is to
    Escolha uma alternativa para a questão b7803a52-68
  • B77D36ED-68

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
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    Leia o poema abaixo para responder à questão.


    The giver (for Berdis) by James Baldwin



    1 If the hope of giving


    2 is to love the living,


    3 the giver risks madness


    4 in the act of giving.


    5 Some such lesson I seemed to see


    6 in the faces that surrounded me.


    7 Needy and blind, unhopeful, unlifted,


    8 what gift would give them the gift to be gifted?


    9 The giver is no less adrift


    10 than those who are clamouring for the gift.


    11 If they cannot claim it, if it is not there,


    12 if their empty fingers beat the empty air


    13 and the giver goes down on his knees in prayer


    14 knows that all of his giving has been for naught


    15 and that nothing was ever what he thought


    16 and turns in his guilty bed to stare


    17 at the starving multitudes standing there


    18 and rises from bed to curse at heaven,


    19 he must yet understand that to whom much is given


    20 much will be taken, and justly so:


    21 I cannot tell how much I owe.



    Disponível em: https://www.poemhunter.com/poem/the-giver-for-berdis-related-poem-content-details/. Acesso em: 07 mar. 2024.
    Considering the linguistics aspects present in the poem,
    Escolha uma alternativa para a questão b77d36ed-68
  • B7781775-68

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UEG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o poema abaixo para responder à questão.


    The giver (for Berdis) by James Baldwin



    1 If the hope of giving


    2 is to love the living,


    3 the giver risks madness


    4 in the act of giving.


    5 Some such lesson I seemed to see


    6 in the faces that surrounded me.


    7 Needy and blind, unhopeful, unlifted,


    8 what gift would give them the gift to be gifted?


    9 The giver is no less adrift


    10 than those who are clamouring for the gift.


    11 If they cannot claim it, if it is not there,


    12 if their empty fingers beat the empty air


    13 and the giver goes down on his knees in prayer


    14 knows that all of his giving has been for naught


    15 and that nothing was ever what he thought


    16 and turns in his guilty bed to stare


    17 at the starving multitudes standing there


    18 and rises from bed to curse at heaven,


    19 he must yet understand that to whom much is given


    20 much will be taken, and justly so:


    21 I cannot tell how much I owe.



    Disponível em: https://www.poemhunter.com/poem/the-giver-for-berdis-related-poem-content-details/. Acesso em: 07 mar. 2024.
    The poet’s reflections in the poem show that
    Escolha uma alternativa para a questão b7781775-68
  • 7D8FDF24-68

    Português

    Gêneros Textuais
    UEG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia os textos 01 a 04 para responder à questão.


    Texto 01


    A minha posição ao propor “Parangolé” é a da busca de uma nova fundação objetiva na arte. Não se confundir com uma “nova figuração”, isto é, pretexto para uma volta a uma representação figurada de todo superada, ou ao “quadro”, seu suporte expressivo. O “Parangolé” é não só a superação definitiva do quadro, como a proposição de uma estrutura nova do objetoarte, uma nova reestruturação da visão espacial da obra de arte, superando também a contradição das categorias “pintura e escultura”. Na verdade, ao propor uma arte ambiental, não quero sair do “quadro” para a “escultura”, mas fundar uma nova condição estrutural do objeto que já não admite essas categorias tradicionais. Seria tentar a constituição de um novo “mito do objeto”, que não é nem o objeto transposto da pop art, nem o objeto-verdade do nouveau-réalisme, mas a fundação do objeto em todas as suas ordens e categorias manifestadas no mundo ambiental, que é revelada aqui pela obra de arte. O objeto que não existia passa a existir e o que já existia se revela de outro modo pela visão dada pelo novo objeto que passou a existir. Estão reservados ao artista a tarefa e o poder de transformar a visão e os conceitos na sua estrutura mais íntima e fundamental; é esta a maneira mais eficaz para o homem de hoje dominar o mundo ambiental, isto é, para recriá-lo a seu modo e segundo sua suprema vontade. É esta também uma proposição eminentemente coletiva, que visa abarcar a grande massa popular e lhes dar também uma oportunidade criativa. Essa oportunidade, é claro, teria que se realizar através das individualidades nessa coletividade; o novo aqui é que as possibilidades dessa valorização do indivíduo na coletividade se tornam cada vez mais generalizadas – há a exaltação dos valores coletivos nas suas aspirações criativas mais fundamentais, ao mesmo tempo em que é dada ao indivíduo a possibilidade de inventar, de criar – é a retomada dos mitos da cor, da dança, das estruturas criativas enfim.  


    OITICICA, Helio. Paragolé: uma nova fundação objetiva na arte. In: Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro - 5. OPINIÃO 65. Curadoria Frederico Morais; apresentação Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1985 [72]. [Adaptado].



    Texto 02 


    Parangolivro 


    negro pobre poeta
    sem noção de sequência
    multiplicidade de olhares
    ler e descobrir
    escrever bater com a cabeça
    uma arma em nossa mira
    não caber
    dentro da armadura
    debater até sangrar
    entrar e sair
    como se não estivesse
    viver longo
    cada instante
    olhar os filhos sem fim
    caminhar sob o sol
    fugir do inferno de si
    [...]
    osso em febre
    oco do fim do mundo
    uma palavra porrada
    parangolivro parangolé
    morro raimundo de montes
    claros colares
    hélio morro da mangueira
    parangolé oiticica
    ninhos gibis
    incertezas
    instantes de interdelírio
    garotos hospícios
    parangolivres
    [...]


    PEREIRA, Aroldo. Parangolivro. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2007. p. 13, 15.



    Texto 03


    Parangolé


    Entre
    a
    casa
    é sua
    sua casa-
    camisa
    suas vestes-
    vestíbulos
    saia-sala
    chão-chapéu
    entre
    a casa
    é sua
    corredor
    para o corpo
    escada
    para o êxtase
    vestido
    com vista
    para o mar


    MARQUES, Ana Martins. Da arte das armadilhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 54-55.



    Texto 04


    Parangolé Pamplona


    O Parangolé Pamplona você mesmo faz
    O Parangolé Pamplona a gente mesmo faz
    Com um retângulo de pano de uma cor só
    E é só dançar
    E é só deixar a cor tomar conta do ar
    Verde
    Rosa
    Branco no branco no preto nu
    Branco no branco no preto nu


    O Parangolé Pamplona
    Faça você mesmo
    E quando o couro come
    É só pegar carona
    Laranja
    Vermelho


    Para o espaço estandarte
    Para o êxtase asa delta
    Para o delírio porta aberta
    Pleno ar
    Puro hélio
    Mas
    O Parangolé Pamplona você mesmo faz


    CALCANHOTTO, Adriana. Parangolé Pamplona. Disponível em: https://www.letras.mus.br/adriana-calcanhotto/87107/. Acesso em: 27 fev. 2024.

    Considerando os textos, verifica-se que os Parangolés constituem experiências estéticas que convocam a pessoa a
    Escolha uma alternativa para a questão 7d8fdf24-68
  • 7D8D5963-68

    Português

    Coesão e coerência
    UEG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia os textos 01 a 04 para responder à questão.


    Texto 01


    A minha posição ao propor “Parangolé” é a da busca de uma nova fundação objetiva na arte. Não se confundir com uma “nova figuração”, isto é, pretexto para uma volta a uma representação figurada de todo superada, ou ao “quadro”, seu suporte expressivo. O “Parangolé” é não só a superação definitiva do quadro, como a proposição de uma estrutura nova do objetoarte, uma nova reestruturação da visão espacial da obra de arte, superando também a contradição das categorias “pintura e escultura”. Na verdade, ao propor uma arte ambiental, não quero sair do “quadro” para a “escultura”, mas fundar uma nova condição estrutural do objeto que já não admite essas categorias tradicionais. Seria tentar a constituição de um novo “mito do objeto”, que não é nem o objeto transposto da pop art, nem o objeto-verdade do nouveau-réalisme, mas a fundação do objeto em todas as suas ordens e categorias manifestadas no mundo ambiental, que é revelada aqui pela obra de arte. O objeto que não existia passa a existir e o que já existia se revela de outro modo pela visão dada pelo novo objeto que passou a existir. Estão reservados ao artista a tarefa e o poder de transformar a visão e os conceitos na sua estrutura mais íntima e fundamental; é esta a maneira mais eficaz para o homem de hoje dominar o mundo ambiental, isto é, para recriá-lo a seu modo e segundo sua suprema vontade. É esta também uma proposição eminentemente coletiva, que visa abarcar a grande massa popular e lhes dar também uma oportunidade criativa. Essa oportunidade, é claro, teria que se realizar através das individualidades nessa coletividade; o novo aqui é que as possibilidades dessa valorização do indivíduo na coletividade se tornam cada vez mais generalizadas – há a exaltação dos valores coletivos nas suas aspirações criativas mais fundamentais, ao mesmo tempo em que é dada ao indivíduo a possibilidade de inventar, de criar – é a retomada dos mitos da cor, da dança, das estruturas criativas enfim.  


    OITICICA, Helio. Paragolé: uma nova fundação objetiva na arte. In: Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro - 5. OPINIÃO 65. Curadoria Frederico Morais; apresentação Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1985 [72]. [Adaptado].



    Texto 02 


    Parangolivro 


    negro pobre poeta
    sem noção de sequência
    multiplicidade de olhares
    ler e descobrir
    escrever bater com a cabeça
    uma arma em nossa mira
    não caber
    dentro da armadura
    debater até sangrar
    entrar e sair
    como se não estivesse
    viver longo
    cada instante
    olhar os filhos sem fim
    caminhar sob o sol
    fugir do inferno de si
    [...]
    osso em febre
    oco do fim do mundo
    uma palavra porrada
    parangolivro parangolé
    morro raimundo de montes
    claros colares
    hélio morro da mangueira
    parangolé oiticica
    ninhos gibis
    incertezas
    instantes de interdelírio
    garotos hospícios
    parangolivres
    [...]


    PEREIRA, Aroldo. Parangolivro. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2007. p. 13, 15.



    Texto 03


    Parangolé


    Entre
    a
    casa
    é sua
    sua casa-
    camisa
    suas vestes-
    vestíbulos
    saia-sala
    chão-chapéu
    entre
    a casa
    é sua
    corredor
    para o corpo
    escada
    para o êxtase
    vestido
    com vista
    para o mar


    MARQUES, Ana Martins. Da arte das armadilhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 54-55.



    Texto 04


    Parangolé Pamplona


    O Parangolé Pamplona você mesmo faz
    O Parangolé Pamplona a gente mesmo faz
    Com um retângulo de pano de uma cor só
    E é só dançar
    E é só deixar a cor tomar conta do ar
    Verde
    Rosa
    Branco no branco no preto nu
    Branco no branco no preto nu


    O Parangolé Pamplona
    Faça você mesmo
    E quando o couro come
    É só pegar carona
    Laranja
    Vermelho


    Para o espaço estandarte
    Para o êxtase asa delta
    Para o delírio porta aberta
    Pleno ar
    Puro hélio
    Mas
    O Parangolé Pamplona você mesmo faz


    CALCANHOTTO, Adriana. Parangolé Pamplona. Disponível em: https://www.letras.mus.br/adriana-calcanhotto/87107/. Acesso em: 27 fev. 2024.

    Considere os seguintes versos recortados dos textos 02, 03 e 04.


    Q17.png (850×214)


    A expressividade poética presente nos versos recortados se caracteriza por uma versificação curta, em que predomina um/uma 

    Escolha uma alternativa para a questão 7d8d5963-68
  • 7D8AED58-68

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia os textos 01 a 04 para responder à questão.


    Texto 01


    A minha posição ao propor “Parangolé” é a da busca de uma nova fundação objetiva na arte. Não se confundir com uma “nova figuração”, isto é, pretexto para uma volta a uma representação figurada de todo superada, ou ao “quadro”, seu suporte expressivo. O “Parangolé” é não só a superação definitiva do quadro, como a proposição de uma estrutura nova do objetoarte, uma nova reestruturação da visão espacial da obra de arte, superando também a contradição das categorias “pintura e escultura”. Na verdade, ao propor uma arte ambiental, não quero sair do “quadro” para a “escultura”, mas fundar uma nova condição estrutural do objeto que já não admite essas categorias tradicionais. Seria tentar a constituição de um novo “mito do objeto”, que não é nem o objeto transposto da pop art, nem o objeto-verdade do nouveau-réalisme, mas a fundação do objeto em todas as suas ordens e categorias manifestadas no mundo ambiental, que é revelada aqui pela obra de arte. O objeto que não existia passa a existir e o que já existia se revela de outro modo pela visão dada pelo novo objeto que passou a existir. Estão reservados ao artista a tarefa e o poder de transformar a visão e os conceitos na sua estrutura mais íntima e fundamental; é esta a maneira mais eficaz para o homem de hoje dominar o mundo ambiental, isto é, para recriá-lo a seu modo e segundo sua suprema vontade. É esta também uma proposição eminentemente coletiva, que visa abarcar a grande massa popular e lhes dar também uma oportunidade criativa. Essa oportunidade, é claro, teria que se realizar através das individualidades nessa coletividade; o novo aqui é que as possibilidades dessa valorização do indivíduo na coletividade se tornam cada vez mais generalizadas – há a exaltação dos valores coletivos nas suas aspirações criativas mais fundamentais, ao mesmo tempo em que é dada ao indivíduo a possibilidade de inventar, de criar – é a retomada dos mitos da cor, da dança, das estruturas criativas enfim.  


    OITICICA, Helio. Paragolé: uma nova fundação objetiva na arte. In: Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro - 5. OPINIÃO 65. Curadoria Frederico Morais; apresentação Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1985 [72]. [Adaptado].



    Texto 02 


    Parangolivro 


    negro pobre poeta
    sem noção de sequência
    multiplicidade de olhares
    ler e descobrir
    escrever bater com a cabeça
    uma arma em nossa mira
    não caber
    dentro da armadura
    debater até sangrar
    entrar e sair
    como se não estivesse
    viver longo
    cada instante
    olhar os filhos sem fim
    caminhar sob o sol
    fugir do inferno de si
    [...]
    osso em febre
    oco do fim do mundo
    uma palavra porrada
    parangolivro parangolé
    morro raimundo de montes
    claros colares
    hélio morro da mangueira
    parangolé oiticica
    ninhos gibis
    incertezas
    instantes de interdelírio
    garotos hospícios
    parangolivres
    [...]


    PEREIRA, Aroldo. Parangolivro. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2007. p. 13, 15.



    Texto 03


    Parangolé


    Entre
    a
    casa
    é sua
    sua casa-
    camisa
    suas vestes-
    vestíbulos
    saia-sala
    chão-chapéu
    entre
    a casa
    é sua
    corredor
    para o corpo
    escada
    para o êxtase
    vestido
    com vista
    para o mar


    MARQUES, Ana Martins. Da arte das armadilhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 54-55.



    Texto 04


    Parangolé Pamplona


    O Parangolé Pamplona você mesmo faz
    O Parangolé Pamplona a gente mesmo faz
    Com um retângulo de pano de uma cor só
    E é só dançar
    E é só deixar a cor tomar conta do ar
    Verde
    Rosa
    Branco no branco no preto nu
    Branco no branco no preto nu


    O Parangolé Pamplona
    Faça você mesmo
    E quando o couro come
    É só pegar carona
    Laranja
    Vermelho


    Para o espaço estandarte
    Para o êxtase asa delta
    Para o delírio porta aberta
    Pleno ar
    Puro hélio
    Mas
    O Parangolé Pamplona você mesmo faz


    CALCANHOTTO, Adriana. Parangolé Pamplona. Disponível em: https://www.letras.mus.br/adriana-calcanhotto/87107/. Acesso em: 27 fev. 2024.

    Nota-se, nos textos 02 e 03, uma construção poética baseada em três elementos comuns, quais sejam:
    Escolha uma alternativa para a questão 7d8aed58-68
  • 7D88807E-68

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia os textos 01 a 04 para responder à questão.


    Texto 01


    A minha posição ao propor “Parangolé” é a da busca de uma nova fundação objetiva na arte. Não se confundir com uma “nova figuração”, isto é, pretexto para uma volta a uma representação figurada de todo superada, ou ao “quadro”, seu suporte expressivo. O “Parangolé” é não só a superação definitiva do quadro, como a proposição de uma estrutura nova do objetoarte, uma nova reestruturação da visão espacial da obra de arte, superando também a contradição das categorias “pintura e escultura”. Na verdade, ao propor uma arte ambiental, não quero sair do “quadro” para a “escultura”, mas fundar uma nova condição estrutural do objeto que já não admite essas categorias tradicionais. Seria tentar a constituição de um novo “mito do objeto”, que não é nem o objeto transposto da pop art, nem o objeto-verdade do nouveau-réalisme, mas a fundação do objeto em todas as suas ordens e categorias manifestadas no mundo ambiental, que é revelada aqui pela obra de arte. O objeto que não existia passa a existir e o que já existia se revela de outro modo pela visão dada pelo novo objeto que passou a existir. Estão reservados ao artista a tarefa e o poder de transformar a visão e os conceitos na sua estrutura mais íntima e fundamental; é esta a maneira mais eficaz para o homem de hoje dominar o mundo ambiental, isto é, para recriá-lo a seu modo e segundo sua suprema vontade. É esta também uma proposição eminentemente coletiva, que visa abarcar a grande massa popular e lhes dar também uma oportunidade criativa. Essa oportunidade, é claro, teria que se realizar através das individualidades nessa coletividade; o novo aqui é que as possibilidades dessa valorização do indivíduo na coletividade se tornam cada vez mais generalizadas – há a exaltação dos valores coletivos nas suas aspirações criativas mais fundamentais, ao mesmo tempo em que é dada ao indivíduo a possibilidade de inventar, de criar – é a retomada dos mitos da cor, da dança, das estruturas criativas enfim.  


    OITICICA, Helio. Paragolé: uma nova fundação objetiva na arte. In: Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro - 5. OPINIÃO 65. Curadoria Frederico Morais; apresentação Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1985 [72]. [Adaptado].



    Texto 02 


    Parangolivro 


    negro pobre poeta
    sem noção de sequência
    multiplicidade de olhares
    ler e descobrir
    escrever bater com a cabeça
    uma arma em nossa mira
    não caber
    dentro da armadura
    debater até sangrar
    entrar e sair
    como se não estivesse
    viver longo
    cada instante
    olhar os filhos sem fim
    caminhar sob o sol
    fugir do inferno de si
    [...]
    osso em febre
    oco do fim do mundo
    uma palavra porrada
    parangolivro parangolé
    morro raimundo de montes
    claros colares
    hélio morro da mangueira
    parangolé oiticica
    ninhos gibis
    incertezas
    instantes de interdelírio
    garotos hospícios
    parangolivres
    [...]


    PEREIRA, Aroldo. Parangolivro. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2007. p. 13, 15.



    Texto 03


    Parangolé


    Entre
    a
    casa
    é sua
    sua casa-
    camisa
    suas vestes-
    vestíbulos
    saia-sala
    chão-chapéu
    entre
    a casa
    é sua
    corredor
    para o corpo
    escada
    para o êxtase
    vestido
    com vista
    para o mar


    MARQUES, Ana Martins. Da arte das armadilhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 54-55.



    Texto 04


    Parangolé Pamplona


    O Parangolé Pamplona você mesmo faz
    O Parangolé Pamplona a gente mesmo faz
    Com um retângulo de pano de uma cor só
    E é só dançar
    E é só deixar a cor tomar conta do ar
    Verde
    Rosa
    Branco no branco no preto nu
    Branco no branco no preto nu


    O Parangolé Pamplona
    Faça você mesmo
    E quando o couro come
    É só pegar carona
    Laranja
    Vermelho


    Para o espaço estandarte
    Para o êxtase asa delta
    Para o delírio porta aberta
    Pleno ar
    Puro hélio
    Mas
    O Parangolé Pamplona você mesmo faz


    CALCANHOTTO, Adriana. Parangolé Pamplona. Disponível em: https://www.letras.mus.br/adriana-calcanhotto/87107/. Acesso em: 27 fev. 2024.

    Os Parangolés de Hélio Oiticica podem ser considerados obras antiartísticas. A partir deles, podia-se questionar o status quo dos suportes das obras de arte, como a escultura e a pintura, tendo em vista seu ato transgressor de criar uma “nova condição estrutural” da “arte ambiental”, conforme texto 1. Portanto, uma exposição de Parangolés neutralizaria sua própria natureza: essa nova estrutura buscava recriar a ambiência e a atmosfera das favelas, numa específica fusão de espaçotempo, que desafiava as noções de duração, suporte e experiência estética.



    As três fontes de influência que levaram Oiticica a conceber o Parangolé como uma síntese são:

    Escolha uma alternativa para a questão 7d88807e-68
  • 7D86145C-68

    Português

    Gêneros Textuais
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    Leia os textos 01 a 04 para responder à questão.


    Texto 01


    A minha posição ao propor “Parangolé” é a da busca de uma nova fundação objetiva na arte. Não se confundir com uma “nova figuração”, isto é, pretexto para uma volta a uma representação figurada de todo superada, ou ao “quadro”, seu suporte expressivo. O “Parangolé” é não só a superação definitiva do quadro, como a proposição de uma estrutura nova do objetoarte, uma nova reestruturação da visão espacial da obra de arte, superando também a contradição das categorias “pintura e escultura”. Na verdade, ao propor uma arte ambiental, não quero sair do “quadro” para a “escultura”, mas fundar uma nova condição estrutural do objeto que já não admite essas categorias tradicionais. Seria tentar a constituição de um novo “mito do objeto”, que não é nem o objeto transposto da pop art, nem o objeto-verdade do nouveau-réalisme, mas a fundação do objeto em todas as suas ordens e categorias manifestadas no mundo ambiental, que é revelada aqui pela obra de arte. O objeto que não existia passa a existir e o que já existia se revela de outro modo pela visão dada pelo novo objeto que passou a existir. Estão reservados ao artista a tarefa e o poder de transformar a visão e os conceitos na sua estrutura mais íntima e fundamental; é esta a maneira mais eficaz para o homem de hoje dominar o mundo ambiental, isto é, para recriá-lo a seu modo e segundo sua suprema vontade. É esta também uma proposição eminentemente coletiva, que visa abarcar a grande massa popular e lhes dar também uma oportunidade criativa. Essa oportunidade, é claro, teria que se realizar através das individualidades nessa coletividade; o novo aqui é que as possibilidades dessa valorização do indivíduo na coletividade se tornam cada vez mais generalizadas – há a exaltação dos valores coletivos nas suas aspirações criativas mais fundamentais, ao mesmo tempo em que é dada ao indivíduo a possibilidade de inventar, de criar – é a retomada dos mitos da cor, da dança, das estruturas criativas enfim.  


    OITICICA, Helio. Paragolé: uma nova fundação objetiva na arte. In: Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro - 5. OPINIÃO 65. Curadoria Frederico Morais; apresentação Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1985 [72]. [Adaptado].



    Texto 02 


    Parangolivro 


    negro pobre poeta
    sem noção de sequência
    multiplicidade de olhares
    ler e descobrir
    escrever bater com a cabeça
    uma arma em nossa mira
    não caber
    dentro da armadura
    debater até sangrar
    entrar e sair
    como se não estivesse
    viver longo
    cada instante
    olhar os filhos sem fim
    caminhar sob o sol
    fugir do inferno de si
    [...]
    osso em febre
    oco do fim do mundo
    uma palavra porrada
    parangolivro parangolé
    morro raimundo de montes
    claros colares
    hélio morro da mangueira
    parangolé oiticica
    ninhos gibis
    incertezas
    instantes de interdelírio
    garotos hospícios
    parangolivres
    [...]


    PEREIRA, Aroldo. Parangolivro. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2007. p. 13, 15.



    Texto 03


    Parangolé


    Entre
    a
    casa
    é sua
    sua casa-
    camisa
    suas vestes-
    vestíbulos
    saia-sala
    chão-chapéu
    entre
    a casa
    é sua
    corredor
    para o corpo
    escada
    para o êxtase
    vestido
    com vista
    para o mar


    MARQUES, Ana Martins. Da arte das armadilhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 54-55.



    Texto 04


    Parangolé Pamplona


    O Parangolé Pamplona você mesmo faz
    O Parangolé Pamplona a gente mesmo faz
    Com um retângulo de pano de uma cor só
    E é só dançar
    E é só deixar a cor tomar conta do ar
    Verde
    Rosa
    Branco no branco no preto nu
    Branco no branco no preto nu


    O Parangolé Pamplona
    Faça você mesmo
    E quando o couro come
    É só pegar carona
    Laranja
    Vermelho


    Para o espaço estandarte
    Para o êxtase asa delta
    Para o delírio porta aberta
    Pleno ar
    Puro hélio
    Mas
    O Parangolé Pamplona você mesmo faz


    CALCANHOTTO, Adriana. Parangolé Pamplona. Disponível em: https://www.letras.mus.br/adriana-calcanhotto/87107/. Acesso em: 27 fev. 2024.

    A descrição feita por Hélio Oiticica, no texto 01, sobre sua obra Parangolé, constituída por capas, estandartes e tendas, aproximava-se, à época de sua invenção, da linguagem

    Escolha uma alternativa para a questão 7d86145c-68
  • 7D83AB78-68

    Português

    Figuras de Linguagem
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    Pneumotórax



    Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.

    A vida inteira que podia ter sido e que não foi.

    Tosse, tosse, tosse.

    Mandou chamar o médico:

    – Diga trinta e três.

    – Trinta e três… trinta e três… trinta e três…

    – Respire.

    ………………………………………………………….

    – O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.

    – Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

    – Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.



    BANDEIRA, Manuel. Pneumotórax. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1993. p. 206. 


    Em relação ao poema, verifica-se que
    Escolha uma alternativa para a questão 7d83ab78-68
  • 7D8135D3-68

    Português

    Coesão e coerência
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    Pneumotórax



    Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.

    A vida inteira que podia ter sido e que não foi.

    Tosse, tosse, tosse.

    Mandou chamar o médico:

    – Diga trinta e três.

    – Trinta e três… trinta e três… trinta e três…

    – Respire.

    ………………………………………………………….

    – O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.

    – Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

    – Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.



    BANDEIRA, Manuel. Pneumotórax. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1993. p. 206. 


    A forma do diálogo e da fala dos sujeitos, no texto, demonstra que
    Escolha uma alternativa para a questão 7d8135d3-68
  • 7D7EC763-68

    Português

    Orações subordinadas adverbiais: Causal, Comparativa, Consecutiva, Concessiva, Condicional...
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    A construção social do ser humano


    Q6.png (671×480)

    Q6-1.png (669×158)



    BERGER, Peter L.; LUCKMANN, Thomas. A construção social da realidade: tratado de sociologia do conhecimento. 36. ed. Petrópolis: Vozes, 2014. p. 68-73. [Adaptado].

    Em “Embora seja possível dizer que o homem tem uma natureza, é mais significativo dizer que o homem constrói sua própria natureza” (linhas 29-30), o termo sublinhado apresenta valor
    Escolha uma alternativa para a questão 7d7ec763-68
  • 7D7B7E2A-68

    Português

    Interpretação de Textos
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    A construção social do ser humano


    Q6.png (671×480)

    Q6-1.png (669×158)



    BERGER, Peter L.; LUCKMANN, Thomas. A construção social da realidade: tratado de sociologia do conhecimento. 36. ed. Petrópolis: Vozes, 2014. p. 68-73. [Adaptado].

    No trecho “Essa afirmação segundo a qual o homem se produz a si mesmo de modo algum implica uma espécie de visão prometeica do indivíduo solitário” (linhas 32-33), o vocábulo “prometeica” perfaz um tipo de relação intertextual que se denomina 
    Escolha uma alternativa para a questão 7d7b7e2a-68
  • 7D7921D6-68

    Português

    Interpretação de Textos
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    A construção social do ser humano


    Q6.png (671×480)

    Q6-1.png (669×158)



    BERGER, Peter L.; LUCKMANN, Thomas. A construção social da realidade: tratado de sociologia do conhecimento. 36. ed. Petrópolis: Vozes, 2014. p. 68-73. [Adaptado].

    Em “o organismo humano manifesta uma imensa plasticidade em suas respostas às forças ambientais que atuam sobre ele” (linhas 20-21), o termo “plasticidade” pode ser substituído, sem prejuízo na coesão e no sentido, por 
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  • 7D76B08C-68

    Português

    Orações subordinadas adverbiais: Causal, Comparativa, Consecutiva, Concessiva, Condicional...
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    A construção social do ser humano


    Q6.png (671×480)

    Q6-1.png (669×158)



    BERGER, Peter L.; LUCKMANN, Thomas. A construção social da realidade: tratado de sociologia do conhecimento. 36. ed. Petrópolis: Vozes, 2014. p. 68-73. [Adaptado].

    Considere o seguinte trecho:



    “Se examinarmos a questão em termos de desenvolvimento orgânico, é possível dizer que o período fetal no ser humano se estende por todo o primeiro ano após o nascimento” (linhas 5-7). 


    A oração subordinada que inicia o período apresenta uma

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