Português
Concordância verbal, Concordância nominalUESPI · 2011FácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO II

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TEXTO II

TEXTO II

TEXTO I

TEXTO I

Dentre os poemas que compõem Sol Sanguíneo, destacamos abaixo um excerto de “Mater”, que evoca uma das nossas matrizes culturais: a África. Leia o poema e analise o que se comenta a seguir.
I
De ti não há sequer
um álbum de família:
retratos da infância
nos campos de arroz e gergelim.
Talvez reste em pensamento
pedaços de tua voz
no vento
como impressões digitais
num rio.
II
No dia em que o azul
roubou teus olhos
e o silencio rival rasgou
teu nome,
cotovias cantaram no teu rastro.
No dia em que a manhã
cerrou teus olhos.
esculpe
só o que brilha
sobrevive.
Nômade a manhã
despe o sol
à flor
da carne,
múltipla,
à vertigem da linguagem.
2) Nem o acre sabor das uvas
nos aplaca. Nem a chuva
nos olhos incendiados
devolve o que é vivido.
3) E no entanto lume
no verbo encarnado
sob a cesura que se esgarça
ao indefinível.
E no entanto é nome,
persona,
hologramas no vácuo
que são sem o Ser.
4) A mulher do fim do mundo
Dá de comer às roseiras,
Dá de comer às estátuas,
Dá de comer aos poetas.
5) Se diz a palo seco
O cante sem guitarra;
O cante sem; o cante;
O cante em mais nada
São do poeta maranhense os excertos: