Questões do ENEM: Linguagens e Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR)
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52 questões encontradas. Mostrando a página 1 de 3.
A46E66ED-EA Leia atentamente o poema que retrata aspectos do direito à moradia em Porto Velho.O menino brincavaseu pai ocupavaa terrao menino brincavasua mãe construíaa casaos meninos brincavamseus paissuas mãessuas tiasseus tiosna lutaconsquistandoa moradiadia a diaas mudanças aconteciama posse viroupoesiaa área embairro da cidadania(Poeta Mado. Das tripas ao Marcapasso. Porto Velho: Editora Edufro, 2003.)Assinale a alternativa que retrata sentidos do poema.A3D1234F-EA Português
Interpretação de TextosUNIR · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosAnalise os dois trechos de notícias abaixo.Espanha, Portugal e Grécia devem reduzir salários.Espanha, Portugal e Grécia terão que assumir sacrifícios como uma redução de salários para recuperar competitividade, afirmou o economista-chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional), Olivier Blanchard, em entrevista publicada nesta terça-feira (2) pelo diário econômico francês Les Echos. Para o FMI, o restabelecimento de competitividade pode exigir grandes sacrifícios, como uma baixa dos salários. Essa será a maneira encontrada pelos governos para sanar a dívida pública.(Disponível em http://noticias.r7.com/economia/noticias. Acesso em 10/10/2010.)Trabalhadores alemães e italianos ocupam as ruas contra arrocho.Dezenas de milhares de alemães protestaram neste sábado (12) contra o que está sendo considerado como o maior pacote de austeridade da Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial. O governo da coalizão direitista e cada vez mais impopular da chanceler Angela Merkel acertou, na última segunda-feira, um pacote de cortes orçamentários para trazer o déficit federal de volta aos limites estabelecidos pela União Europeia até 2013.(Disponível em www.vermelho.org.br. Acesso em 13/06/2010.)Pode-se afirmar corretamente que os trechos acimaA3989B76-EA Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUNIR · 2010Entre para guardar nos favoritosThe Elite Squad 2
(Disponível em http://en.wikipedia.org/wiki/The_Elite_Squad. Acesso em 23/10/2010.)Sobre os sentidos do texto, assinale a afirmativa INCORRETA.
A39175F1-EA Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUNIR · 2010Entre para guardar nos favoritosThe Elite Squad 2
(Disponível em http://en.wikipedia.org/wiki/The_Elite_Squad. Acesso em 23/10/2010.)
Em relação às críticas apresentadas no texto sobre o filme Tropa de Elite 2, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.( ) A maioria dos comentários dos jornalistas e críticos foi positiva.( ) Na opinião de Lemos, o segundo filme não foge conceitualmente do primeiro.( ) Para Giannini, Nascimento é mais consistente no primeiro filme.( ) Forlani afirma que o segundo filme é menos violento e mais cômico.Assinale a sequência correta.A38E5271-EA Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUNIR · 2010Entre para guardar nos favoritosThe Elite Squad 2
(Disponível em http://en.wikipedia.org/wiki/The_Elite_Squad. Acesso em 23/10/2010.)
Sobre o texto, analise as afirmativas.
I - A primeira parte (linhas 1 a 5) apresenta dados técnicos do filme Tropa de Elite 2.
II - A segunda parte (linhas 6 a 25) revela como a crítica analisou o filme.
III - Por conter duas partes e comentar fato passado, o texto pertence ao gênero relatório.
IV - Os únicos atores do filme citados no texto são Wagner Moura e José Padilha.
Estão corretas as afirmativas
A38B0DF3-EA Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUNIR · 2010Entre para guardar nos favoritosWill teachers learn?
A irritação da aluna se deveA387FEC3-EA Inglês
Verbos | VerbsUNIR · 2010Muito fácilEntre para guardar nos favoritosWill teachers learn?
No primeiro quadro, o verbo auxiliar should indica
A384EE83-EA Português
Interpretação de TextosUNIR · 2010Muito fácilEntre para guardar nos favoritosLeia atentamente a pequena carta escrita por uma criança.

(Disponível em joshuanongys.blogspot.com. Acesso em 23/10/2010.)
Na cartinha que Nan escreveu para Deus, ela
A37E3E54-EA Português
Interpretação de TextosUNIR · 2010Muito difícilEntre para guardar nos favoritosLeia com atenção o texto abaixo.
Cálice
Pai, afasta de mim este cálice
Pai, afasta de mim este cálice
Pai, afasta de mim este cálice
De vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga?
Tragar a dor engolir a labuta?
Mesmo calada a boca resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa?
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira tanta força bruta
Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa
(Chico Buarque e Gilberto Gil. 1978.)
O texto faz menção a um fenômeno importante na história do Brasil que marcou toda uma geração de artistas e intelectuais dos mais diversos segmentos (teatro, música, poesia, dança). Sobre o texto, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Refere-se à censura que cerceava a manifestação de artistas e intelectuais contra a ditadura no Brasil.
( ) Refere-se ao forte viés devocional cristão que marcou a cultura brasileira nos anos 60 e 70 do século XX.
( ) É uma crítica à proximidade entre arte e política que se verificou nos anos 70 do século XX.
( ) Mostra o envolvimento e a politização de artistas nos anos 70 do século XX.
Marque a sequência correta.
A34BFF0F-EA Português
Interpretação de TextosUNIR · 2010Muito difícilEntre para guardar nos favoritosA voz da mulher atraiu tanta gente, que fugi da casa do meu professor e fui para a beira do Amazonas. Uma índia, uma das tapuias da cidade, falava e apontava o rio. Não lembro o desenho da pintura no rosto dela; a cor dos traços, sim: vermelha, sumo de urucum. Na tarde úmida, um arco-íris parecia uma serpente abraçando o céu e a água. Florita foi atrás de mim e começou a traduzir o que a mulher falava em língua indígena; traduzia umas frases e ficava em silêncio, desconfiada. Duvidava das palavras que traduzia. Ou da voz. Dizia que tinha se afastado do marido porque ele vivia caçando e andando por aí, deixando-a sozinha na Aldeia. Até o dia em que foi atraída por um ser encantado. Agora ia morar com o amante, lá no fundo das águas.(HATOUM, M. Órfãos do Eldorado. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.)Sobre Dinaura, qual questão fica comprovada pela leitura do romance?A34879BE-EA Português
Interpretação de TextosUNIR · 2010Muito difícilEntre para guardar nos favoritosA voz da mulher atraiu tanta gente, que fugi da casa do meu professor e fui para a beira do Amazonas. Uma índia, uma das tapuias da cidade, falava e apontava o rio. Não lembro o desenho da pintura no rosto dela; a cor dos traços, sim: vermelha, sumo de urucum. Na tarde úmida, um arco-íris parecia uma serpente abraçando o céu e a água. Florita foi atrás de mim e começou a traduzir o que a mulher falava em língua indígena; traduzia umas frases e ficava em silêncio, desconfiada. Duvidava das palavras que traduzia. Ou da voz. Dizia que tinha se afastado do marido porque ele vivia caçando e andando por aí, deixando-a sozinha na Aldeia. Até o dia em que foi atraída por um ser encantado. Agora ia morar com o amante, lá no fundo das águas.(HATOUM, M. Órfãos do Eldorado. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.)A leitura do romance permite interpretar essa passagem comoA3455CB3-EA Português
Interpretação de TextosUNIR · 2010Muito fácilEntre para guardar nos favoritosINSTRUÇÃO: A partir da leitura de O rio comanda a vida, de Leandro Tocantins, responda:Em relação à análise de Tocantins sobre as lendas pesquisadas, marque a afirmativa INCORRETA.A33F91D8-EA Literatura
EstilísticaUNIR · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosINSTRUÇÃO: A partir da leitura de O rio comanda a vida, de Leandro Tocantins, responda:A respeito da obra, seu gênero e estilo, assinale a afirmativa correta.A33C3F05-EA Literatura
Gêneros LiteráriosUNIR · 2010Entre para guardar nos favoritosINSTRUÇÃO: A partir da leitura de Galvez, imperador do Acre, de Márcio de Souza, responda:Em relação à construção do romance, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.( ) A narrativa é organizada em quatro capítulos nomeados de acordo com o espaço em que se passa a história.( ) Tópicos curtos apresentam as peripécias de Galvez no Brasil, intercaladas por relatos de suas aventuras anteriores e descrições do contexto histórico.( ) O tom cômico da obra é abandonado nas passagens que trazem eventos de morte, doença, ou loucura.( ) Revela uma vertente metatextual: volta-se para sua feitura e comenta a literatura, de modo geral.( ) O narrador é interrompido por uma segunda voz que coloca em questão a veracidade de alguns fatos.( ) As personagens femininas são sedutoras, mas submissas, sua atuação não contribui para o desenrolar da ação.Assinale a sequência correta.
A33811EB-EA Português
Interpretação de TextosUNIR · 2010Muito difícilEntre para guardar nos favoritosINSTRUÇÃO: A partir da leitura de Galvez, imperador do Acre, de Márcio de Souza, responda:Assinale a alternativa que apresenta evento sobre o Acre narrado na obra.A3348FA8-EA Literatura
Escolas LiteráriasUNIR · 2010Entre para guardar nos favoritosVila Rica
O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;
Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição
Na torturada entranha abriu da terra nobre:
E cada cicatriz brilha como um brasão.
O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,
O último ouro de sol morre na cerração.
E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,
O crepúsculo cai como uma extrema-unção.
Agora, para além do cerro, o céu parece
Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...
A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,
Como uma procissão espectral que se move...
Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...
Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.
(BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)
Cerro – monte, serra
Ciciar – sussurrar Fulvo – dourado,
louro Laivo – mancha
Urbe – cidade
Cancioneiro da Inconfidência(Excerto Canto XXXI)
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
que reformava este mundo
de cima da montaria.
Tinha um machinho rosilho.
Tinha um machinho castanho.
Dizia: „Não se conhece
país tamanho!‟ „
Do Caeté a Vila Rica,
tudo ouro e cobre!
O que é nosso, vão levando...
E o povo aqui sempre pobre!‟
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
que não passava de Alferes
de cavalaria!
„Quando eu voltar – afirmava –
outro haverá que comande.
Tudo isto vai levar volta,
e eu serei grande!‟
„Faremos a mesma coisa
que fez a América Inglesa!‟
E bradava: "Há de ser nossa
tanta riqueza!"
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
„Liberdade ainda que tarde‟
nos prometia.
(MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 1987.)
Sobre o poema Cancioneiro da Inconfidência, analise as afirmativas a seguir.I - O poema mescla dois tempos: o dos eventos relatados e o do presente do sujeito lírico, conforme comprovam os tempos verbais em Por aqui passava um homem / - e como o povo se ria! -II - O sujeito poético se identifica aos recebedores da promessa da personagem, Liberdade ainda que tarde / nos prometia.III - Cancioneiro da Inconfidência é fruto da veia simbolista de Cecília Meireles, marcada pelo vago e impreciso, pela busca de transcendência.IV - A descrição de Tiradentes é interrompida pelo comentário: - e como o povo se ria! - que mostra a ambiguidade no processo de torná-lo herói.
Estão corretas as afirmativasA330CD38-EA Português
Interpretação de TextosUNIR · 2010Muito difícilEntre para guardar nos favoritosVila Rica
O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;
Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição
Na torturada entranha abriu da terra nobre:
E cada cicatriz brilha como um brasão.
O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,
O último ouro de sol morre na cerração.
E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,
O crepúsculo cai como uma extrema-unção.
Agora, para além do cerro, o céu parece
Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...
A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,
Como uma procissão espectral que se move...
Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...
Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.
(BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)
Cerro – monte, serra
Ciciar – sussurrar Fulvo – dourado,
louro Laivo – mancha
Urbe – cidade
Cancioneiro da Inconfidência(Excerto Canto XXXI)
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
que reformava este mundo
de cima da montaria.
Tinha um machinho rosilho.
Tinha um machinho castanho.
Dizia: „Não se conhece
país tamanho!‟ „
Do Caeté a Vila Rica,
tudo ouro e cobre!
O que é nosso, vão levando...
E o povo aqui sempre pobre!‟
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
que não passava de Alferes
de cavalaria!
„Quando eu voltar – afirmava –
outro haverá que comande.
Tudo isto vai levar volta,
e eu serei grande!‟
„Faremos a mesma coisa
que fez a América Inglesa!‟
E bradava: "Há de ser nossa
tanta riqueza!"
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
„Liberdade ainda que tarde‟
nos prometia.
(MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 1987.)
Assinale a alternativa que apresenta relação INCORRETA entre trecho do poema Vila Rica e a figura de linguagem dada.A32D9287-EA Literatura
Escolas LiteráriasUNIR · 2010Muito fácilEntre para guardar nos favoritosVila Rica
O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;
Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição
Na torturada entranha abriu da terra nobre:
E cada cicatriz brilha como um brasão.
O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,
O último ouro de sol morre na cerração.
E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,
O crepúsculo cai como uma extrema-unção.
Agora, para além do cerro, o céu parece
Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...
A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,
Como uma procissão espectral que se move...
Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...
Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.
(BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)
Cerro – monte, serra
Ciciar – sussurrar Fulvo – dourado,
louro Laivo – mancha
Urbe – cidade
Cancioneiro da Inconfidência(Excerto Canto XXXI)
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
que reformava este mundo
de cima da montaria.
Tinha um machinho rosilho.
Tinha um machinho castanho.
Dizia: „Não se conhece
país tamanho!‟ „
Do Caeté a Vila Rica,
tudo ouro e cobre!
O que é nosso, vão levando...
E o povo aqui sempre pobre!‟
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
que não passava de Alferes
de cavalaria!
„Quando eu voltar – afirmava –
outro haverá que comande.
Tudo isto vai levar volta,
e eu serei grande!‟
„Faremos a mesma coisa
que fez a América Inglesa!‟
E bradava: "Há de ser nossa
tanta riqueza!"
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
„Liberdade ainda que tarde‟
nos prometia.
(MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 1987.)
Sobre a linguagem do poema Vila Rica, assinale a afirmativa correta.A32AA445-EA Literatura
Teoria LiteráriaUNIR · 2010Muito fácilEntre para guardar nos favoritosVila Rica
O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;
Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição
Na torturada entranha abriu da terra nobre:
E cada cicatriz brilha como um brasão.
O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,
O último ouro de sol morre na cerração.
E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,
O crepúsculo cai como uma extrema-unção.
Agora, para além do cerro, o céu parece
Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...
A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,
Como uma procissão espectral que se move...
Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...
Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.
(BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)
Cerro – monte, serra
Ciciar – sussurrar Fulvo – dourado,
louro Laivo – mancha
Urbe – cidade
Cancioneiro da Inconfidência(Excerto Canto XXXI)
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
que reformava este mundo
de cima da montaria.
Tinha um machinho rosilho.
Tinha um machinho castanho.
Dizia: „Não se conhece
país tamanho!‟ „
Do Caeté a Vila Rica,
tudo ouro e cobre!
O que é nosso, vão levando...
E o povo aqui sempre pobre!‟
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
que não passava de Alferes
de cavalaria!
„Quando eu voltar – afirmava –
outro haverá que comande.
Tudo isto vai levar volta,
e eu serei grande!‟
„Faremos a mesma coisa
que fez a América Inglesa!‟
E bradava: "Há de ser nossa
tanta riqueza!"
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
„Liberdade ainda que tarde‟
nos prometia.
(MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 1987.)
Da leitura dos textos, pode-se depreender queA3276D71-EA Literatura
EstilísticaUNIR · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosNo verdô da minha idade
mode acalentá meu choro
minha vovó de bondade
falava em grandes tesôro
era história de reinado
prencesa, prinspe incantado
com feiticêra e condão
essas história ingraçada
tá selada e carimbada
dentro do meu coração
Mas porém eu sinto e vejo
que a grande sodade minha
não é só de história e bejo
da querida vovozinha
demanhazinha bem cedo
sodade dos meu brinquedo
meu bodoque e meu bornó
o meu cavalo de pau
meu pinhão, meu berimbau
e a minha carça cotó.
(Digo e não peço perdão. São Paulo: Escrituras Ed., 2002.)
Além da sonoridade (ritmo, rimas), a métrica desse poema (o número de sílabas poéticas dos versos) é traço da poesia popular oral. A métrica desses versos classifica-os como