Questões do ENEM: Linguagens e Fundação Universitária para o Vestibular (FUVEST)

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Resultados

111 questões encontradas. Mostrando a página 2 de 6.

  • 93308085-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, da prova de 2025





    Disponível em https://cartum.folha.uol.com.br/charges/.

    Em termos da interação entre os recursos verbais e imagéticos na charge, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 93308085-23
  • 932A946E-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    O indígena sofre menos sob a República do que sob a dominação espanhola? Não existem mais corregimientos nem encomiendas, mas persistem os trabalhos forçados e os recrutamentos. O sofrimento que lhe provocamos basta para descarregar sobre nós a execração dos seres humanos. Nós o conservamos na ignorância e na servidão, o envilecemos no quartel, o embrutecemos com o álcool, o lançamos a destroçar-se nas guerras civis e, de tempos em tempos, organizamos caçadas e matanças.

    Manuel González Prada. “Nuestros índios”. In: Ideas en torno de Latinoamérica. México: UNAM, 1986. Adaptado.


    O excerto, extraído de um texto publicado no início do século XX pelo peruano Manuel González Prada,
    Escolha uma alternativa para a questão 932a946e-23
  • 931F858F-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    A uberização nomeia um novo tipo de gestão e controle da força de trabalho. Resultando das formas contemporâneas de eliminação de direitos, transferência de riscos e custos para os trabalhadores e novos arranjos produtivos, ela em alguma medida sintetiza processos em curso há décadas, ao mesmo tempo em que se apresenta como tendência para o futuro do trabalho. O tema ganha visibilidade com a formação de enormes contingentes de trabalhadores controlados por empresas que operam por meio de plataformas digitais. O desafio contemporâneo frente a esse novo tipo de organização envolve elementos complexos e armadilhas teórico-políticas. Reside em compreender as plataformas digitais como um novo meio poderoso pelo qual as relações de trabalho vêm se reestruturando, sem, entretanto, incorrer em um determinismo tecnológico que mistifique os processos sociais que envolvem décadas de flexibilização e transformação no trabalho, e que se materializam nas plataformas digitais, embora de forma obscura. Com base nessa perspectiva, o desafio também reside na compreensão de uma tendência que precede e ultrapassa as plataformas digitais, relacionada ao elemento central da uberização, qual seja, a consolidação e gerenciamento de multidões de trabalhadores como trabalhadores just-in-time. Essa condição do trabalho envolve um novo tipo generalizável de remuneração por peça que conserva sua centralidade nas formas de exploração capitalistas, mas atualiza seus elementos, demandando a compreensão das permanências, transformações e tendências que se desenham no presente ou como futuro possível e provável do trabalho.


    ABÍLIO, L. C. et al. “Uberização e plataformização do trabalho no Brasil: conceitos, processos e formas”. Sociologias, v. 23, n. 57, 2021.
    A expressão just-in-time, destacada no texto, refere-se, no contexto da discussão, a uma modalidade de trabalho 
    Escolha uma alternativa para a questão 931f858f-23
  • 931C95F7-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    A uberização nomeia um novo tipo de gestão e controle da força de trabalho. Resultando das formas contemporâneas de eliminação de direitos, transferência de riscos e custos para os trabalhadores e novos arranjos produtivos, ela em alguma medida sintetiza processos em curso há décadas, ao mesmo tempo em que se apresenta como tendência para o futuro do trabalho. O tema ganha visibilidade com a formação de enormes contingentes de trabalhadores controlados por empresas que operam por meio de plataformas digitais. O desafio contemporâneo frente a esse novo tipo de organização envolve elementos complexos e armadilhas teórico-políticas. Reside em compreender as plataformas digitais como um novo meio poderoso pelo qual as relações de trabalho vêm se reestruturando, sem, entretanto, incorrer em um determinismo tecnológico que mistifique os processos sociais que envolvem décadas de flexibilização e transformação no trabalho, e que se materializam nas plataformas digitais, embora de forma obscura. Com base nessa perspectiva, o desafio também reside na compreensão de uma tendência que precede e ultrapassa as plataformas digitais, relacionada ao elemento central da uberização, qual seja, a consolidação e gerenciamento de multidões de trabalhadores como trabalhadores just-in-time. Essa condição do trabalho envolve um novo tipo generalizável de remuneração por peça que conserva sua centralidade nas formas de exploração capitalistas, mas atualiza seus elementos, demandando a compreensão das permanências, transformações e tendências que se desenham no presente ou como futuro possível e provável do trabalho.


    ABÍLIO, L. C. et al. “Uberização e plataformização do trabalho no Brasil: conceitos, processos e formas”. Sociologias, v. 23, n. 57, 2021.
    Segundo o texto, a uberização é um processo que
    Escolha uma alternativa para a questão 931c95f7-23
  • 931445A6-23

    Literatura

    Teoria Literária
    FUVEST · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos
    A jornada das mulheres pela igualdade de direitos no Brasil, como em outras partes do mundo, sempre envolveu lutas sociais, políticas e jurídicas, com marcos importantes como a Lei Geral de 1827, que permitiu o acesso das mulheres à educação, e a Constituição de 1934, que garantiu o direito ao voto feminino. A partir da década de 1960, houve avanços significativos, como o Estatuto da Mulher Casada (1962), que eliminou a necessidade de receber autorização do marido para diversas atividades, e, na década de 1970, a Lei do Divórcio (1977) e o fortalecimento dos movimentos feministas. As obras Caminho de pedras, de Rachel de Queiroz, e As meninas, de Lygia Fagundes Telles, discutem questões relativas aos direitos das mulheres e sua relação com a política ao longo do século XX no Brasil. Sobre esses romances, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 931445a6-23
  • 9311697C-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Sempre que brilha um novo dia, e que nos bate à porta o jornal, apoderamo-nos com solicitude dessa folha e avidamente percorremos a sessão das Câmaras do dia antecedente em procura do assunto que temos escrito no coração e no espírito - a educação da mulher brasileira -, e dobramos a folha desconsolados e aguardamos o dia seguinte, que se escoa na mesma expectativa, no mesmo desengano!

    (...)

    Um dia raiará mais propício para nós, em que os escolhidos da nação brasileira se dignem de achar a educação da mulher um objeto importante para dele ocuparem-se, com a circunspecção que merece.

    Nísia Floresta. Opúsculo Humanitário.


    Sonhando ser mestra, eu não imaginava o descanso, o repouso ameno que daria à minha mãe como recompensa dos grandes sacrifícios feitos por ela para meu bem-estar, eu não pensava em ser útil, em tornar-me necessária, imprescindível. Eu queria ser mestra para não morar em um cortiço malalumiado, infecto, úmido, nesta terra onde há tantas flores, tanta luz e tantas alegrias. O caso é que fosse qual fosse a mão que me escreveu no pensamento a resolução de vir a ser professora – pertencesse ela à tentação diabólica do luxo ou à compreensão de um dever –, fosse qual fosse, eu a abençoo.

    Julia Lopes de Almeida. Memórias de Martha.



    A partir da leitura dos excertos e das obras citadas, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 9311697c-23
  • 93085162-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    A escola não pode ignorar as diferenças sociolinguísticas. Os professores e, por meio deles, os alunos têm que estar bem conscientes de que existem duas ou mais maneiras de dizer a mesma coisa. E mais, que essas formas alternativas servem a propósitos comunicativos distintos e são recebidas de maneira diferenciada pela sociedade. Os alunos que chegam à escola falando “nós cheguemu”, “abrido” e “ele drome”, por exemplo, têm que ser respeitados e ver valorizadas as suas peculiaridades linguístico-culturais, mas têm o direito inalienável de aprender as variantes de prestígio dessas expressões. Não se lhes pode negar esse conhecimento, sob pena de se fecharem para eles as portas, já estreitas, da ascensão social.


    BORTONI-RICARDO, S. M. Nós cheguemos na escola, e agora? Sociolinguística & Educação. São Paulo: Parábola, 2005. Adaptado.



    De acordo com o texto, cabe aos professores
    Escolha uma alternativa para a questão 93085162-23
  • 92F7A2DA-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos
        Pouco antes de eu completar quatro anos de idade, nasceu nossa irmã mais nova, para quem eu escolhera o nome de Maria Bethânia, por causa de uma bela valsa do compositor pernambucano Capiba. Naturalmente todos achavam graça no fato de eu saber cantar canções de gente grande, e mais ainda na minha determinação de nomear minha irmãzinha segundo uma dessas canções.¬ ¬ Mas ninguém se sentia com coragem de realmente pôr esse nome “tão pesado” num bebê. Como havia várias outras sugestões (iam de Cristina a Gislaine), meu pai resolveu escrever todos os nomes em pedacinhos de papel que, depois de dobrados, ele jogou na copa de meu pequeno chapéu de explorador e me deu para tirar na sorte. Saiu o da minha escolha. Meu pai então pôs um ar resignado (que era uma ordem para que todos também se resignassem) e disse: “Pronto. Agora tem que ser Maria Bethânia”. E saiu para registrar a recém-nascida com esse nome. Recentemente, ouvi de minhas irmãs mais velhas uma versão que diz que meu pai escrevera Maria Bethânia em todos os papéis. Não é de todo improvável. E, de fato, na expressão resignada de meu pai era visível – ainda hoje o é, na lembrança – um intrigante toque de humor. Mas, embora me encha de orgulho o pensamento de que meu pai possa ter trapaceado para me agradar, eu sempre preferi crer na autenticidade do sorteio: essa intervenção do acaso parece conferir mais realidade a tudo o que veio a se passar desde então, pois ela faz crescerem ao mesmo tempo as magias (que nos dão a impressão de se excluírem mutuamente) do presságio e da unicidade absolutamente gratuita de cada acontecimento.


    Caetano Veloso. Verdade tropical. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. Adaptado.
    No fragmento Mas ninguém se sentia com coragem de realmente pôr esse nome “tão pesado” num bebê, a expressão “tão pesado” aparece entre aspas porque o enunciador
    Escolha uma alternativa para a questão 92f7a2da-23
  • 92F40CB3-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
        Pouco antes de eu completar quatro anos de idade, nasceu nossa irmã mais nova, para quem eu escolhera o nome de Maria Bethânia, por causa de uma bela valsa do compositor pernambucano Capiba. Naturalmente todos achavam graça no fato de eu saber cantar canções de gente grande, e mais ainda na minha determinação de nomear minha irmãzinha segundo uma dessas canções.¬ ¬ Mas ninguém se sentia com coragem de realmente pôr esse nome “tão pesado” num bebê. Como havia várias outras sugestões (iam de Cristina a Gislaine), meu pai resolveu escrever todos os nomes em pedacinhos de papel que, depois de dobrados, ele jogou na copa de meu pequeno chapéu de explorador e me deu para tirar na sorte. Saiu o da minha escolha. Meu pai então pôs um ar resignado (que era uma ordem para que todos também se resignassem) e disse: “Pronto. Agora tem que ser Maria Bethânia”. E saiu para registrar a recém-nascida com esse nome. Recentemente, ouvi de minhas irmãs mais velhas uma versão que diz que meu pai escrevera Maria Bethânia em todos os papéis. Não é de todo improvável. E, de fato, na expressão resignada de meu pai era visível – ainda hoje o é, na lembrança – um intrigante toque de humor. Mas, embora me encha de orgulho o pensamento de que meu pai possa ter trapaceado para me agradar, eu sempre preferi crer na autenticidade do sorteio: essa intervenção do acaso parece conferir mais realidade a tudo o que veio a se passar desde então, pois ela faz crescerem ao mesmo tempo as magias (que nos dão a impressão de se excluírem mutuamente) do presságio e da unicidade absolutamente gratuita de cada acontecimento.


    Caetano Veloso. Verdade tropical. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. Adaptado.
    Caetano Veloso revela sua posição a respeito do fato narrado no fragmento Mas, embora me encha de orgulho o pensamento de que meu pai possa ter trapaceado para me agradar, eu sempre preferi crer na autenticidade do sorteio. Assinale a alternativa em que a paráfrase do excerto mantém o mesmo sentido do texto original. 
    Escolha uma alternativa para a questão 92f40cb3-23
  • F7D9D90A-FC

    Português

    Coesão e coerência
    FUVEST · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

        E Sofia? interroga impaciente a leitora, tal qual Orgon: Et Tartufe? Ai, amiga minha, a resposta é naturalmente a mesma, – também ela comia bem, dormia largo e fofo, – coisas que, aliás, não impedem que uma pessoa ame, quando quer amar. Se esta última reflexão é o motivo secreto da vossa pergunta, deixai que vos diga que sois muito indiscreta, e que eu não me quero senão com dissimulados.

        Repito, comia bem, dormia largo e fofo. Chegara ao fim da comissão das Alagoas, com elogios da imprensa; a Atalaia chamou‐lhe “o anjo da consolação”. E não se pense que este nome a alegrou, posto que a lisonjeasse; ao contrário, resumindo em Sofia toda a ação da caridade, podia mortificar as novas amigas, e fazer‐lhe perder em um dia o trabalho de longos meses. Assim se explica o artigo que a mesma folha trouxe no número seguinte, nomeando, particularizando e glorificando as outras comissárias – “estrelas de primeira grandeza”.

    Machado de Assis, Quincas Borba.

    Considerando o contexto, o trecho “E não se pense que este nome a alegrou, posto que a lisonjeasse” (L.10‐11) pode ser reescrito,sem prejuízo de sentido, da seguinte maneira: E não se pense que este nome a alegrou,
    Escolha uma alternativa para a questão f7d9d90a-fc
  • F7D4124B-FC

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

        E Sofia? interroga impaciente a leitora, tal qual Orgon: Et Tartufe? Ai, amiga minha, a resposta é naturalmente a mesma, – também ela comia bem, dormia largo e fofo, – coisas que, aliás, não impedem que uma pessoa ame, quando quer amar. Se esta última reflexão é o motivo secreto da vossa pergunta, deixai que vos diga que sois muito indiscreta, e que eu não me quero senão com dissimulados.

        Repito, comia bem, dormia largo e fofo. Chegara ao fim da comissão das Alagoas, com elogios da imprensa; a Atalaia chamou‐lhe “o anjo da consolação”. E não se pense que este nome a alegrou, posto que a lisonjeasse; ao contrário, resumindo em Sofia toda a ação da caridade, podia mortificar as novas amigas, e fazer‐lhe perder em um dia o trabalho de longos meses. Assim se explica o artigo que a mesma folha trouxe no número seguinte, nomeando, particularizando e glorificando as outras comissárias – “estrelas de primeira grandeza”.

    Machado de Assis, Quincas Borba.

    No excerto, o autor recorre à intertextualidade, dialogando com a comédia de Molière, Tartufo (1664), cuja personagem central é um impostor da fé. Tal é a fama da peça que o nome próprio se incorporou ao vocabulário, inclusive em português, como substantivo comum, para designar o “indivíduo hipócrita” ou o “falso devoto”. No contexto maior do romance, sugere‐se que a tartufice
    Escolha uma alternativa para a questão f7d4124b-fc
  • F7CE17C0-FC

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2019


    O trecho que melhor define a “incompreensão fundamental” (L.6) referida pela autora é:

    Escolha uma alternativa para a questão f7ce17c0-fc
  • F7C20B80-FC

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Uma planta é perturbada na sua sesta* pelo exército que a pisa.

    Mas mais frágil fica a bota.

    Gonçalo M. Tavares, 1: poemas.


    *sesta: repouso após o almoço.

    O ditado popular que se relaciona melhor com o poema é:
    Escolha uma alternativa para a questão f7c20b80-fc
  • F7BA5CAB-FC

    Português

    Adjetivos
    FUVEST · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

     amora                                          

     a palavra amora                          

      seria talvez menos doce               

     e um pouco menos vermelha      

     se não trouxesse em seu corpo  

    (como um velado esplendor)      

      a memória da palavra amor         


       a palavra amargo                         

    seria talvez mais doce              

    e um pouco menos acerba       

    se não trouxesse em seu corpo

    (como uma sombra a espreitar)

     a memória da palavra amar       

    Marco Catalão, Sob a face neutra.

    Tal como se lê no poema,
    Escolha uma alternativa para a questão f7ba5cab-fc
  • F7ACC28C-FC

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Os textos literários são obras de discurso, a que falta a imediata referencialidade da linguagem corrente; poéticos, abolem, “destroem” o mundo circundante, cotidiano, graças à função irrealizante da imaginação que os constrói. E prendem‐nos na teia de sua linguagem, a que devemo poder de apelo estético que nos enleia; seduz‐nos o mundo outro, irreal, neles configurado (...). No entanto, da adesão a esse “mundo de papel”, quando retornamos ao real, nossa experiência, ampliada e renovada pela experiência da obra, à luz do que nos revelou, possibilita redescobri‐lo, sentindo‐o e pensando‐o de maneira diferente e nova. A ilusão, a mentira, o fingimento da ficção, aclara o real ao desligar‐se dele, transfigurando‐o; e aclara‐o já pelo insight que em nós provocou.

    Benedito Nunes, “Ética e leitura”, de Crivo de Papel.


    O que eu precisava era ler um romance fantástico, um romance besta, em que os homens e as mulheres fossem criações absurdas, não andassem magoando‐se, traindo‐se. Histórias fáceis, sem almas complicadas. Infelizmente essas leituras já não me comovem.

    Graciliano Ramos, Angústia.


    Romance desagradável, abafado, ambiente sujo, povoado de ratos, cheio de podridões, de lixo. Nenhuma concessão ao gosto do público. Solilóquio doido, enervante.

    Graciliano Ramos, Memórias do Cárcere, em nota a respeito de seu livro Angústia.

    Se o discurso literário “aclara o real ao desligar‐se dele, transfigurando‐o”, pode‐se dizer que Luís da Silva, o narrador‐protagonista de Angústia, já não se comove com a leitura de “histórias fáceis, sem almas complicadas” porque
    Escolha uma alternativa para a questão f7acc28c-fc
  • F7A8EDD6-FC

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos

    Os textos literários são obras de discurso, a que falta a imediata referencialidade da linguagem corrente; poéticos, abolem, “destroem” o mundo circundante, cotidiano, graças à função irrealizante da imaginação que os constrói. E prendem‐nos na teia de sua linguagem, a que devemo poder de apelo estético que nos enleia; seduz‐nos o mundo outro, irreal, neles configurado (...). No entanto, da adesão a esse “mundo de papel”, quando retornamos ao real, nossa experiência, ampliada e renovada pela experiência da obra, à luz do que nos revelou, possibilita redescobri‐lo, sentindo‐o e pensando‐o de maneira diferente e nova. A ilusão, a mentira, o fingimento da ficção, aclara o real ao desligar‐se dele, transfigurando‐o; e aclara‐o já pelo insight que em nós provocou.

    Benedito Nunes, “Ética e leitura”, de Crivo de Papel.


    O que eu precisava era ler um romance fantástico, um romance besta, em que os homens e as mulheres fossem criações absurdas, não andassem magoando‐se, traindo‐se. Histórias fáceis, sem almas complicadas. Infelizmente essas leituras já não me comovem.

    Graciliano Ramos, Angústia.


    Romance desagradável, abafado, ambiente sujo, povoado de ratos, cheio de podridões, de lixo. Nenhuma concessão ao gosto do público. Solilóquio doido, enervante.

    Graciliano Ramos, Memórias do Cárcere, em nota a respeito de seu livro Angústia.

    O argumento de Benedito Nunes, em torno da natureza artística da literatura, leva a considerar que a obra só assume função transformadora se
    Escolha uma alternativa para a questão f7a8edd6-fc
  • F7949703-FC

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    FUVEST · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos

        Scientists have long touted DNA’s potential as an ideal storage medium; it’s dense, easy to replicate, and stable over millennia. But in order to replace existing silicon‐chip or magnetic‐tape storage technologies, DNA will have to get a lot cheaper to predictably read, write, and package.

        That’s where scientists like Hyunjun Park come in. He and the other cofounders of Catalog, an MIT DNA‐storage spinoff emerging out of stealth on Tuesday, are building a machine that will write a terabyte of data a day, using 500 trillion molecules of DNA.  

        If successful, DNA storage could be the answer to a uniquely 21st‐century problem: information overload. Five years ago humans had produced 4.4 zettabytes of data; that's set to explode to 160 zettabytes (each year!) by 2025. Current infrastructure can handle only a fraction of the coming data deluge, which is expected to consume all the world's microchip‐grade silicon by 2040.

        “Today’s technology is already close to the physical limits of scaling,” says Victor Zhirnov, chief scientist of the Semiconductor Research Corporation. “DNA has an information‐storage density several orders of magnitude higher than any other known storage technology.”

        How dense exactly? Imagine formatting every movie ever made into DNA; it would be smaller than the size of a sugar cube. And it would last for 10,000 years.

    Wired, June, 2018. Disponível em https://www.wired.com/. Adaptado.

    Afirma‐se no texto que, no futuro, a tecnologia de gravação em moléculas de DNA
    Escolha uma alternativa para a questão f7949703-fc
  • F78C6F3D-FC

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    FUVEST · 2019Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

        Assigning female genders to digital assistants such as Apple’s Siri and Amazon’s Alexa is helping entrench harmful gender biases, according to a UN agency.

        Research released by Unesco claims that the often submissive and flirty responses offered by the systemsto many queries – including outright abusive ones – reinforce ideas of women as subservient.

        “Because the speech of most voice assistants is female, it sends a signal that women are obliging, docile and eager‐to‐ please helpers, available at the touch of a button or with a blunt voice command like ‘hey’ or ‘OK’”, the report said.

        “The assistant holds no power of agency beyond what the commander asks of it. It honours commands and responds to queries regardless of their tone or hostility. In many communities, this reinforces commonly held gender biases that women are subservient and tolerant of poor treatment.”

        The Unesco publication was entitled “I’d Blush if I Could”; a reference to the response Apple’s Siri assistant offers to the phrase: “You’re a slut.” Amazon’s Alexa will respond: “Well, thanks for the feedback.”

        The papersaid such firms were “staffed by overwhelmingly male engineering teams” and have built AI (Artificial Intelligence) systems that “cause their feminised digital assistants to greet verbal abuse with catch‐me‐if‐you‐can flirtation”.

        Saniye Gülser Corat, Unesco’s director for gender equality, said: “The world needs to pay much closer attention to how, when and whether AI technologies are gendered and, crucially, who is gendering them.”

    The Guardian, May, 2019. Adaptado.

    De acordo com o texto, na opinião de Saniye Gülser Corat, tecnologias que envolvem Inteligência Artificial, entre outros aspectos,
    Escolha uma alternativa para a questão f78c6f3d-fc
  • F787DF82-FC

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    FUVEST · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos

        Assigning female genders to digital assistants such as Apple’s Siri and Amazon’s Alexa is helping entrench harmful gender biases, according to a UN agency.

        Research released by Unesco claims that the often submissive and flirty responses offered by the systemsto many queries – including outright abusive ones – reinforce ideas of women as subservient.

        “Because the speech of most voice assistants is female, it sends a signal that women are obliging, docile and eager‐to‐ please helpers, available at the touch of a button or with a blunt voice command like ‘hey’ or ‘OK’”, the report said.

        “The assistant holds no power of agency beyond what the commander asks of it. It honours commands and responds to queries regardless of their tone or hostility. In many communities, this reinforces commonly held gender biases that women are subservient and tolerant of poor treatment.”

        The Unesco publication was entitled “I’d Blush if I Could”; a reference to the response Apple’s Siri assistant offers to the phrase: “You’re a slut.” Amazon’s Alexa will respond: “Well, thanks for the feedback.”

        The papersaid such firms were “staffed by overwhelmingly male engineering teams” and have built AI (Artificial Intelligence) systems that “cause their feminised digital assistants to greet verbal abuse with catch‐me‐if‐you‐can flirtation”.

        Saniye Gülser Corat, Unesco’s director for gender equality, said: “The world needs to pay much closer attention to how, when and whether AI technologies are gendered and, crucially, who is gendering them.”

    The Guardian, May, 2019. Adaptado.

    Segundo o texto, o título do relatório publicado pela Unesco ‐ “I´d Blush if I Could” ‐, no que diz respeito aos assistentes digitais, indica
    Escolha uma alternativa para a questão f787df82-fc
  • 507DF785-FC

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    FUVEST · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2018

    TIME, August 23, 2018. Adaptado.

    Com base no texto e nos fatos que envolveram a política imigratória dos EUA em junho de 2018, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 507df785-fc