Questões do ENEM: Linguagens e Universidade Estadual do Maranhão

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119 questões encontradas. Mostrando a página 3 de 6.

  • FAB32006-B0

    Literatura

    Teoria Literária
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Clarice Lispector nasceu em uma aldeia na Ucrânia (Antiga União Soviética). Ao chegar ao Brasil, desembarcou em Manaus, quando tinha dois meses de idade, depois se mudou para Recife. Viveu fora do Brasil, fez leituras de grandes brasileiros e de estrangeiros, trazendo inovações, produzindo um estilo que a tornou uma das grandes escritoras de Língua Portuguesa. Leia um fragmento de um dos capítulos de seu primeiro livro. 

    ALEGRIAS DE JOANA

        A liberdade que às vezes sentia. Não vinha de reflexões nítidas, mas de um estado como feito de percepções por demais orgânicas para serem formuladas em pensamentos. Às vezes, no fundo da sensação tremulava uma ideia que lhe dava leve consciência de sua espécie e de sua cor.

        O estado para onde deslizava quando murmurava: eternidade. O próprio pensamento adquiria uma qualidade de eternidade. Aprofundava-se magicamente e alargava-se, sem propriamente um conteúdo e uma forma, mas sem dimensões também. A impressão de que se conseguisse manter-se na sensação por mais uns instantes teria uma revelação — facilmente, como enxergar o resto do mundo apenas inclinando-se da terra para o espaço. Eternidade não era só o tempo, mas algo como a certeza enraizadamente profunda de não poder contê-lo no corpo por causa da morte; a impossibilidade de ultrapassar a eternidade era eternidade; e também era eterno um sentimento em pureza absoluta, quase abstrato. Sobretudo dava ideia de eternidade a impossibilidade de saber quantos seres humanos se sucederiam após seu corpo, que um dia estaria distante do presente com a velocidade de um bólido. Definia eternidade e as explicações nasciam fatais como as pancadas do coração. Delas não mudaria um termo sequer, de tal modo eram sua verdade. Porém mal brotavam, tornavam-se vazias logicamente.

        Definir a eternidade como uma quantidade maior que o tempo e maior mesmo do que o tempo que a mente humana pode suportar em ideia também não permitiria, ainda assim, alcançar sua duração. Sua qualidade era exatamente não ter quantidade, não ser mensurável e divisível porque tudo o que se podia medir e dividir tinha um princípio e um fim. Eternidade não era a quantidade infinitamente grande que se desgastava, mas eternidade era a sucessão.

    LISPECTOR, Clarice. Perto do Coração Selvagem: Rio de Janeiro: Rocco, 2019. 
    Analise os seguintes trechos para responder à questão.

    “O estado para onde deslizava quando murmurava: eternidade.” / ”Aprofundava-se magicamente e alargava-se, sem propriamente um conteúdo e uma forma, mas sem dimensões também.”

    Os trechos podem exemplificar a afirmação de críticos consagrados sobre uma das surpreendentes marcas estilísticas de Clarice Lispector. Essa característica se traduz como
    Escolha uma alternativa para a questão fab32006-b0
  • FAB01DD3-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    Clarice Lispector nasceu em uma aldeia na Ucrânia (Antiga União Soviética). Ao chegar ao Brasil, desembarcou em Manaus, quando tinha dois meses de idade, depois se mudou para Recife. Viveu fora do Brasil, fez leituras de grandes brasileiros e de estrangeiros, trazendo inovações, produzindo um estilo que a tornou uma das grandes escritoras de Língua Portuguesa. Leia um fragmento de um dos capítulos de seu primeiro livro. 

    ALEGRIAS DE JOANA

        A liberdade que às vezes sentia. Não vinha de reflexões nítidas, mas de um estado como feito de percepções por demais orgânicas para serem formuladas em pensamentos. Às vezes, no fundo da sensação tremulava uma ideia que lhe dava leve consciência de sua espécie e de sua cor.

        O estado para onde deslizava quando murmurava: eternidade. O próprio pensamento adquiria uma qualidade de eternidade. Aprofundava-se magicamente e alargava-se, sem propriamente um conteúdo e uma forma, mas sem dimensões também. A impressão de que se conseguisse manter-se na sensação por mais uns instantes teria uma revelação — facilmente, como enxergar o resto do mundo apenas inclinando-se da terra para o espaço. Eternidade não era só o tempo, mas algo como a certeza enraizadamente profunda de não poder contê-lo no corpo por causa da morte; a impossibilidade de ultrapassar a eternidade era eternidade; e também era eterno um sentimento em pureza absoluta, quase abstrato. Sobretudo dava ideia de eternidade a impossibilidade de saber quantos seres humanos se sucederiam após seu corpo, que um dia estaria distante do presente com a velocidade de um bólido. Definia eternidade e as explicações nasciam fatais como as pancadas do coração. Delas não mudaria um termo sequer, de tal modo eram sua verdade. Porém mal brotavam, tornavam-se vazias logicamente.

        Definir a eternidade como uma quantidade maior que o tempo e maior mesmo do que o tempo que a mente humana pode suportar em ideia também não permitiria, ainda assim, alcançar sua duração. Sua qualidade era exatamente não ter quantidade, não ser mensurável e divisível porque tudo o que se podia medir e dividir tinha um princípio e um fim. Eternidade não era a quantidade infinitamente grande que se desgastava, mas eternidade era a sucessão.

    LISPECTOR, Clarice. Perto do Coração Selvagem: Rio de Janeiro: Rocco, 2019. 

    O trecho a seguir, retirado de Alegrias de Joana, serve de base para responder à questão.

    "Definia eternidade e as explicações nasciam fatais como as pancadas do coração. Delas não mudaria um termo sequer, de tal modo eram sua verdade. Porém mal brotavam, tornavam-se vazias logicamente." 

    Os efeitos semântico-discursivos conseguidos pelo narrador revelam que Joana deixa transparecer a sensação de


    Escolha uma alternativa para a questão fab01dd3-b0
  • FAAD14E9-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Clarice Lispector nasceu em uma aldeia na Ucrânia (Antiga União Soviética). Ao chegar ao Brasil, desembarcou em Manaus, quando tinha dois meses de idade, depois se mudou para Recife. Viveu fora do Brasil, fez leituras de grandes brasileiros e de estrangeiros, trazendo inovações, produzindo um estilo que a tornou uma das grandes escritoras de Língua Portuguesa. Leia um fragmento de um dos capítulos de seu primeiro livro. 

    ALEGRIAS DE JOANA

        A liberdade que às vezes sentia. Não vinha de reflexões nítidas, mas de um estado como feito de percepções por demais orgânicas para serem formuladas em pensamentos. Às vezes, no fundo da sensação tremulava uma ideia que lhe dava leve consciência de sua espécie e de sua cor.

        O estado para onde deslizava quando murmurava: eternidade. O próprio pensamento adquiria uma qualidade de eternidade. Aprofundava-se magicamente e alargava-se, sem propriamente um conteúdo e uma forma, mas sem dimensões também. A impressão de que se conseguisse manter-se na sensação por mais uns instantes teria uma revelação — facilmente, como enxergar o resto do mundo apenas inclinando-se da terra para o espaço. Eternidade não era só o tempo, mas algo como a certeza enraizadamente profunda de não poder contê-lo no corpo por causa da morte; a impossibilidade de ultrapassar a eternidade era eternidade; e também era eterno um sentimento em pureza absoluta, quase abstrato. Sobretudo dava ideia de eternidade a impossibilidade de saber quantos seres humanos se sucederiam após seu corpo, que um dia estaria distante do presente com a velocidade de um bólido. Definia eternidade e as explicações nasciam fatais como as pancadas do coração. Delas não mudaria um termo sequer, de tal modo eram sua verdade. Porém mal brotavam, tornavam-se vazias logicamente.

        Definir a eternidade como uma quantidade maior que o tempo e maior mesmo do que o tempo que a mente humana pode suportar em ideia também não permitiria, ainda assim, alcançar sua duração. Sua qualidade era exatamente não ter quantidade, não ser mensurável e divisível porque tudo o que se podia medir e dividir tinha um princípio e um fim. Eternidade não era a quantidade infinitamente grande que se desgastava, mas eternidade era a sucessão.

    LISPECTOR, Clarice. Perto do Coração Selvagem: Rio de Janeiro: Rocco, 2019. 
    As três palavras ou expressões que permitem que o leitor reconheça as alegrias de Joana, conforme o fragmento, são as seguintes:
    Escolha uma alternativa para a questão faad14e9-b0
  • FAA9012F-B0

    Português

    Gêneros Textuais
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    Clarice Lispector nasceu em uma aldeia na Ucrânia (Antiga União Soviética). Ao chegar ao Brasil, desembarcou em Manaus, quando tinha dois meses de idade, depois se mudou para Recife. Viveu fora do Brasil, fez leituras de grandes brasileiros e de estrangeiros, trazendo inovações, produzindo um estilo que a tornou uma das grandes escritoras de Língua Portuguesa. Leia um fragmento de um dos capítulos de seu primeiro livro. 

    ALEGRIAS DE JOANA

        A liberdade que às vezes sentia. Não vinha de reflexões nítidas, mas de um estado como feito de percepções por demais orgânicas para serem formuladas em pensamentos. Às vezes, no fundo da sensação tremulava uma ideia que lhe dava leve consciência de sua espécie e de sua cor.

        O estado para onde deslizava quando murmurava: eternidade. O próprio pensamento adquiria uma qualidade de eternidade. Aprofundava-se magicamente e alargava-se, sem propriamente um conteúdo e uma forma, mas sem dimensões também. A impressão de que se conseguisse manter-se na sensação por mais uns instantes teria uma revelação — facilmente, como enxergar o resto do mundo apenas inclinando-se da terra para o espaço. Eternidade não era só o tempo, mas algo como a certeza enraizadamente profunda de não poder contê-lo no corpo por causa da morte; a impossibilidade de ultrapassar a eternidade era eternidade; e também era eterno um sentimento em pureza absoluta, quase abstrato. Sobretudo dava ideia de eternidade a impossibilidade de saber quantos seres humanos se sucederiam após seu corpo, que um dia estaria distante do presente com a velocidade de um bólido. Definia eternidade e as explicações nasciam fatais como as pancadas do coração. Delas não mudaria um termo sequer, de tal modo eram sua verdade. Porém mal brotavam, tornavam-se vazias logicamente.

        Definir a eternidade como uma quantidade maior que o tempo e maior mesmo do que o tempo que a mente humana pode suportar em ideia também não permitiria, ainda assim, alcançar sua duração. Sua qualidade era exatamente não ter quantidade, não ser mensurável e divisível porque tudo o que se podia medir e dividir tinha um princípio e um fim. Eternidade não era a quantidade infinitamente grande que se desgastava, mas eternidade era a sucessão.

    LISPECTOR, Clarice. Perto do Coração Selvagem: Rio de Janeiro: Rocco, 2019. 
    Em Alegrias de Joana, deve-se compreender que o narrador inicia o texto e o desenvolve, em estilo, no qual predomina a forma  
    Escolha uma alternativa para a questão faa9012f-b0
  • 64712D26-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos
    The sentence in which contrasting ideas can be reflected by one of the linking words in it is
    Escolha uma alternativa para a questão 64712d26-b0
  • 646E7C0A-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos

    Low-Context Versus High-Context Cultures


        If you have traveled much, perhaps you have noticed that people in various parts of the world differ in how direct and explicit their language is. You may have spent time in both low- and high-context cultures in your travels, with context here referring to the broad range of factors surrounding every act of communication.

        In a low-context culture, people are expected to be direct and to say what they mean. Individuals in lowcontext cultures prefer precise, concrete language for sending and receiving messages, and are unlikely to rely on the context of a message to determine its meaning. The United States is an example of a low-context society, as are Canada, Israel, and most northern European countries.

        In contrast, people in a high-context culture — such as Korea and the cultures of Native Americans and the Maori of New Zealand — are taught to speak in a much less direct way. In such cultures, maintaining harmony and avoiding offense are more important than expressing true feelings. Speech is more ambiguous and people convey much more of their meaning through subtle behaviors and contextual cues, such as their facial expressions and tone of voice.

        The difference between low-context and high-context cultures is evident in the ways in which people handle criticism and disagreement. In a low-context culture, a supervisor might reprimand an irresponsible employee openly, to make an example of the individual. The supervisor would probably be direct and explicit about the employee’s shortcomings, the company’s expectations for improvement, and the consequences of the employee’s failing to meet those expectations.

        In a high-context culture, however, the supervisor probably wouldn’t reprimand the employee publicly for fear that it would put the employee to shame and cause the worker to “lose face.” Criticism in high-context cultures is more likely to take place in private. The supervisor would also likely use more ambiguous language to convey what the employee was doing wrong, “talking around” the issue instead of confronting it directly. To reprimand an employee for repeated absences, for example, a supervisor might point out that responsibility to coworkers is important and that letting down the team would be cause for shame. The supervisor may never actually say that the employee needs to improve his or her attendance record. Instead, the employee would be expected to understand that message by listening to what the supervisor says and paying attention to the supervisor’s body language, tone of voice, and facial expressions.

        When people from low- and high-context cultures communicate with one another, the potential for misunderstanding is great. To appreciate that point, imagine that you’ve asked two of your friends to meet you tomorrow evening for a coffee tasting at a popular bookstore cafe. Tina, an American, says, “No, I’ve got a lot of studying to do, but thanks anyway.” Lee, who grew up in South Korea, nods his head and says, “That sounds like fun.” Thus, you’re surprised later when Lee doesn’t show up.

        How can you account for those different behaviors? The answer is that people raised in a high-context culture (such as that of South Korea) are often reluctant to say no—even when they mean no—for fear of causing offense. Another person raised in the South Korean culture might have understood from Lee’s facial expression or tone of voice that he didn’t intend to go to the coffee tasting. If you, like Tina, grew up in a low-context society, however, then you probably interpreted his answer and his nods to mean he was accepting your invitation.


    Referência Bibliográfica FLOYD, KORY. Communication Matters. New York: McGraw-Hill Education. 2018.


    The traits of a person who’s grown up in a low-context culture country is

    Escolha uma alternativa para a questão 646e7c0a-b0
  • 646BC143-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2022
    Outside Magazine - Live Bravely. BEST TOWNS 2021.
    The option which points out the mayor’s campaign commitment is
    Escolha uma alternativa para a questão 646bc143-b0
  • 646915BC-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2022
    Outside Magazine - Live Bravely. BEST TOWNS 2021.
    The amount of miles there was in the Atlanta BeltLine by the time the author wrote the text Atlanta, Georgia: an example of urban-outdoor balance in the face of rapid growth is
    Escolha uma alternativa para a questão 646915bc-b0
  • 6466769C-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2022

    MALLOTE, Stan. The Painless Path to Proper English Usage: the basics of law, New York: St. Martin’s Press. 1986. 

    The option which reflects CORRECTLY the humor approach of the text “The Basics of Law” is

    Escolha uma alternativa para a questão 6466769c-b0
  • 6463D2E7-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Analise a charge a seguir.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2022


    Estado de Minas 03-12-2021 https://www.em.com.br/app/charge/2021/12/03/interna_charge,1328062/racismo.shtml


    A charge apresenta uma crítica severa à falta de liberdade do ser humano. Há relação temática, sobretudo, evidenciada na sequência do segundo ao quarto quadrinhos com o seguinte trecho do conto A Escrava: 

    Escolha uma alternativa para a questão 6463d2e7-b0
  • 64612C85-B0

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO I

     Por qualquer modo que encaremos a escravidão, ela é, e sempre será um grande mal. Dela a decadência do comércio; porque o comércio, e a lavoura caminham de mãos dadas, e o escravo não pode fazer florescer a lavoura; porque o seu trabalho é forçado. Ele não tem futuro; o seu trabalho não é indenizado; ainda dela nos vem o opróbrio, a vergonha; porque de fronte altiva e desassombrada não podemos encarar as nações
    livres; por isso que o estigma da escravidão, pelo cruzamento das raças, estampa-se na fronte de todos nós. Embalde procurará um dentro nós convencer ao estrangeiro que em suas veias não gira uma só gota de sangue escravo...
     E depois, o caráter que nos imprime, e nos envergonha!
     O escravo é olhado por todos como vítima – e o é.

    REIS, Maria Firmina dos. A escrava. <https://www.letras.ufmg.br/literafro


    TEXTO II

    E Lentz via por toda parte o homem branco apossando-se resolutamente da terra e expulsando definitivamente o homem moreno que ali se gerara. E Lentz sorria com orgulho na perspectiva da vitória e do domínio de sua raça. Um desdém pelo mulato, em que ele exprimia o seu desprezo pela languidez, pela fatuidade e fragilidade deste, turvou-lhe a visão radiosa que a natureza do país lhe imprimira no espírito. Tudo nele era agora um sonho de grandeza e triunfo...

    ARANHA, Graça (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.
    Em relação à coesão textual dos textos I e II, é correto afirmar que, no texto
    Escolha uma alternativa para a questão 64612c85-b0
  • 645EB3E0-B0

    Português

    Figuras de Linguagem
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO I

     Por qualquer modo que encaremos a escravidão, ela é, e sempre será um grande mal. Dela a decadência do comércio; porque o comércio, e a lavoura caminham de mãos dadas, e o escravo não pode fazer florescer a lavoura; porque o seu trabalho é forçado. Ele não tem futuro; o seu trabalho não é indenizado; ainda dela nos vem o opróbrio, a vergonha; porque de fronte altiva e desassombrada não podemos encarar as nações
    livres; por isso que o estigma da escravidão, pelo cruzamento das raças, estampa-se na fronte de todos nós. Embalde procurará um dentro nós convencer ao estrangeiro que em suas veias não gira uma só gota de sangue escravo...
     E depois, o caráter que nos imprime, e nos envergonha!
     O escravo é olhado por todos como vítima – e o é.

    REIS, Maria Firmina dos. A escrava. <https://www.letras.ufmg.br/literafro


    TEXTO II

    E Lentz via por toda parte o homem branco apossando-se resolutamente da terra e expulsando definitivamente o homem moreno que ali se gerara. E Lentz sorria com orgulho na perspectiva da vitória e do domínio de sua raça. Um desdém pelo mulato, em que ele exprimia o seu desprezo pela languidez, pela fatuidade e fragilidade deste, turvou-lhe a visão radiosa que a natureza do país lhe imprimira no espírito. Tudo nele era agora um sonho de grandeza e triunfo...

    ARANHA, Graça (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.
    Entre os dois textos, embora os fatos atuem em épocas diferentes, as argumentações de ambos constroem uma literatura de caráter social em que se pode identificar uma relação de
    Escolha uma alternativa para a questão 645eb3e0-b0
  • 645C014A-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos

        Custou a ir à cidade: quando foi demorou-se algumas semanas, e quando chegou, entregou a meu pai uma folha de papel escrita, dizendo-lhe:

        – Toma, e guarda, com cuidado, é a carta de liberdade de Joana. Meu pai não sabia ler, de agradecido beijou as mãos daquela fera. Abraçou-me, chorou de alegria, e guardou a suposta carta de liberdade.

        Então furtivamente eu comecei a aprender a ler, com um escravo mulato, e a viver com alguma liberdade.

        Isso durou dois anos. Meu pai morreu de repente, e, no dia imediato, meu senhor disse a minha mãe:

        – Joana que vá para o serviço, tem já sete anos, e eu não admito escrava vadia.

        Minha mãe, surpresa e confundida, cumpriu a ordem sem articular uma palavra.

        Nunca a meu pai passou pela ideia, que aquela suposta carta de liberdade era uma fraude; nunca deu a ler a ninguém; mas, minha mãe, à vista do rigor de semelhante ordem, tomou o papel, e deu-o a ler, àquele que me dava as lições. Ah! Eram umas quatro palavras sem nexo, sem assinatura, sem data! Eu também a li, quando caiu das mãos do mulato. Minha pobre mãe deu um grito, e caiu estrebuchando.


    Reis, Maria Firmina dos, 1825-1917. Úrsula e outras obras [recurso eletrônico] / Maria Firmina dos Reis. – Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2018. – (Série prazer de ler; n. 11 e-book).


    Os discursos sexista e escravocrata, manifestações da sociedade patriarcal, denunciadas por Maria Firmina, em A Escrava, se fazem representados no trecho

    Escolha uma alternativa para a questão 645c014a-b0
  • 6459609C-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    A Escrava, de Maria Firmina dos Reis, é um exemplar de conto do movimento abolicionista brasileiro, que projeta, no contexto de 1887, uma autora negra, pobre, maranhense, em texto publicado na Revista Maranhense nº. 3. Você vai ler a primeira cena dessa narrativa curta.

         Em um salão onde se achavam reunidas muitas pessoas distintas, e bem colocadas na sociedade, e depois de versar a conversação sobre diversos assuntos mais ou menos interessantes, recaiu sobre o elemento servil.

        O assunto era por sem dúvida de alta importância. A conversação era geral; as opiniões, porém, divergiam. Começou a discussão.

         — Admira-me, — disse uma senhora, de sentimentos sinceramente abolicionistas; faz-me até pasmar como se possa sentir, e expressar sentimentos escravocratas, no presente século, no século dezenove! A moral religiosa e a moral cívica aí se erguem, e falam bem alto esmagando a hidra que envenena a família no mais sagrado santuário seu, e desmoraliza, e avilta a nação inteira!

         Levantai os olhos ao Gólgota, ou percorrei-os em torno da sociedade, e dizei-me:

         — Para que se deu em sacrifício o Homem Deus, que ali exalou seu derradeiro atento? Ah!

         Então não era verdade que seu sangue era o resgate do homem! É então uma mentira abominável ter esse sangue comprado a liberdade!? E depois, olhai a sociedade... Não verdes o abutre que a corrói constantemente!... Não sentis a desmoralização que a enerva, o cancro que a destrói?

    Reis, Maria Firmina dos, 1825-1917. Úrsula e outras obras [recurso eletrônico] / Maria Firmina dos Reis. – Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2018. – (Série prazer de ler; n. 11 e-book)


    A fala da senhora, ao se contrapor aos escravocratas, apresenta argumentação, ancorada na perspectiva da (do)

    Escolha uma alternativa para a questão 6459609c-b0
  • 6456A2C0-B0

    Português

    Sintaxe
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos

    [...] E os dois imigrantes, no silêncio dos caminhos, unidos enfim numa mesma comunhão de esperança e admiração, puseram-se a louvar a Terra de Canaã.

    Eles disseram que ela era formosa com os seus trajes magníficos, vestida de sol, coberta com o manto do voluptuoso e infinito azul; que era amimada pelas coisas; sobre o seu colo águas dos rios fazem voltas e outras enlaçam-lhe a cintura desejada; [...]

    Eles disseram que ela era opulenta, porque no seu bojo fantástico guarda a riqueza inumerável, o ouro puro e a pedra iluminada; porque os seus rebanhos fartam as suas nações e o fruto das suas árvores consola o amargor da existência; porque um só grão das suas areias fecundas fertilizaria o mundo inteiro e apagaria para sempre a miséria e a fome entre os homens. Oh! poderosa!...

    Eles disseram que ela, amorosa, enfraquece o sol com as suas sombras; para o orvalho da noite fria tem o calor da pele aquecida, e os homens encontram nela, tão meiga e consoladora, o esquecimento instantâneo da agonia eterna...

    Eles disseram que ela era feliz entre as outras, porque era a mãe abastada, a casa de ouro, a providência dos filhos despreocupados, que a não enjeitam por outra, não deixam as suas vestes protetoras e a recompensam com o gesto perpetuamente infantil e carinhoso, e cantam-lhe hinos saídos de um peito alegre...

    Eles disseram que ela era generosa, porque distribui os seus dons preciosos aos que deles têm desejo; a sua porta não se fecha, as suas riquezas não têm dono; não é perturbada pela ambição e pelo orgulho; os seus olhos suaves e divinos não distinguem as separações miseráveis; o seu seio maternal se abre a todos como um farto e tépido agasalho... Oh! esperança nossa!

    Eles disseram esses e outros louvores e caminharam dentro da luz...


    ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.

    No trecho “Eles disseram que ela, amorosa, enfraquece o sol e as suas sombras”, o termo "amorosa" possibilita duas funções sintáticas distintas. Considerando a anáfora predominante no fragmento, a função sintática prevalente é 
    Escolha uma alternativa para a questão 6456a2c0-b0
  • 64540388-B0

    Português

    Figuras de Linguagem
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos

    [...] E os dois imigrantes, no silêncio dos caminhos, unidos enfim numa mesma comunhão de esperança e admiração, puseram-se a louvar a Terra de Canaã.

    Eles disseram que ela era formosa com os seus trajes magníficos, vestida de sol, coberta com o manto do voluptuoso e infinito azul; que era amimada pelas coisas; sobre o seu colo águas dos rios fazem voltas e outras enlaçam-lhe a cintura desejada; [...]

    Eles disseram que ela era opulenta, porque no seu bojo fantástico guarda a riqueza inumerável, o ouro puro e a pedra iluminada; porque os seus rebanhos fartam as suas nações e o fruto das suas árvores consola o amargor da existência; porque um só grão das suas areias fecundas fertilizaria o mundo inteiro e apagaria para sempre a miséria e a fome entre os homens. Oh! poderosa!...

    Eles disseram que ela, amorosa, enfraquece o sol com as suas sombras; para o orvalho da noite fria tem o calor da pele aquecida, e os homens encontram nela, tão meiga e consoladora, o esquecimento instantâneo da agonia eterna...

    Eles disseram que ela era feliz entre as outras, porque era a mãe abastada, a casa de ouro, a providência dos filhos despreocupados, que a não enjeitam por outra, não deixam as suas vestes protetoras e a recompensam com o gesto perpetuamente infantil e carinhoso, e cantam-lhe hinos saídos de um peito alegre...

    Eles disseram que ela era generosa, porque distribui os seus dons preciosos aos que deles têm desejo; a sua porta não se fecha, as suas riquezas não têm dono; não é perturbada pela ambição e pelo orgulho; os seus olhos suaves e divinos não distinguem as separações miseráveis; o seu seio maternal se abre a todos como um farto e tépido agasalho... Oh! esperança nossa!

    Eles disseram esses e outros louvores e caminharam dentro da luz...


    ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.

    A presença constante da repetição de termos e de expressões no início do parágrafo é conhecida como anáfora.

    O uso da anáfora – Eles disseram – , no contexto, expressa tom 

    Escolha uma alternativa para a questão 64540388-b0
  • 645156A6-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    LENTZ — Até agora não vejo probabilidade da raça negra atingir a civilização dos brancos. Jamais a África ...


    MILKAU — O tempo da África chegará. As raças civilizam-se pela fusão; é no encontro das raças adiantadas com as raças virgens, selvagens, que está o repouso conservador, o milagre do rejuvenescimento da civilização. O papel dos povos superiores é o instintivo impulso do desdobramento da cultura, transfundindo de corpo a corpo o produto dessa fusão que, passada a treva da gestação, leva mais longe o capital acumulado nas infinitas gerações. Foi assim que a Gália se tornou França e a Germânia, Alemanha.


    LENTZ — Não acredito que da fusão com espécies radicalmente incapazes resulte uma raça sobre que se possa desenvolver a civilização. Será sempre uma cultura inferior, civilização de mulatos, eternos escravos em revoltas e quedas. Enquanto não se eliminar a raça que é o produto de tal fusão, a civilização será sempre um misterioso artifício, todos os minutos rotos pelo sensualismo, pela bestialidade e pelo servilismo inato do negro. O problema social para o progresso de uma região como o Brasil está na substituição de uma raça híbrida, como a dos mulatos, por europeus. A imigração não é simplesmente para o futuro da região do País um caso de simples estética, é antes de tudo uma questão complexa, que interessa o futuro humano.


    ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.

    O pré-modernismo não é considerado um estilo de época, pois apresenta uma multiplicidade de temáticas. É entendido como um período literário brasileiro que faz a transição entre o simbolismo e o modernismo. Por isso, é possível encontrar, nas obras dessa época, características de estilos passados, como parnasianismo, realismo, naturalismo e simbolismo. 

    O fragmento de Canaã em que há predomínio de traços característicos do movimento simbolista é  
    Escolha uma alternativa para a questão 645156a6-b0
  • 644E9A86-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos

    LENTZ — Até agora não vejo probabilidade da raça negra atingir a civilização dos brancos. Jamais a África ...


    MILKAU — O tempo da África chegará. As raças civilizam-se pela fusão; é no encontro das raças adiantadas com as raças virgens, selvagens, que está o repouso conservador, o milagre do rejuvenescimento da civilização. O papel dos povos superiores é o instintivo impulso do desdobramento da cultura, transfundindo de corpo a corpo o produto dessa fusão que, passada a treva da gestação, leva mais longe o capital acumulado nas infinitas gerações. Foi assim que a Gália se tornou França e a Germânia, Alemanha.


    LENTZ — Não acredito que da fusão com espécies radicalmente incapazes resulte uma raça sobre que se possa desenvolver a civilização. Será sempre uma cultura inferior, civilização de mulatos, eternos escravos em revoltas e quedas. Enquanto não se eliminar a raça que é o produto de tal fusão, a civilização será sempre um misterioso artifício, todos os minutos rotos pelo sensualismo, pela bestialidade e pelo servilismo inato do negro. O problema social para o progresso de uma região como o Brasil está na substituição de uma raça híbrida, como a dos mulatos, por europeus. A imigração não é simplesmente para o futuro da região do País um caso de simples estética, é antes de tudo uma questão complexa, que interessa o futuro humano.


    ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.

    O contexto sociohistórico da época do Romance Canaã, ainda que seu valor como obra literária seja posto em dúvida, retrata algumas teses de realidades vitais. Pode-se afirmar que o enredo do romance 
    Escolha uma alternativa para a questão 644e9a86-b0
  • 644C0238-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    O fragmento a seguir é um dos diálogos entre os dois estrangeiros que protagonizam Canaã.

    — Parece que já vi este quadro em algum lugar — disse Milkau, cismando, — Mas não, este ar, este conjunto suave, este torpor instantâneo, e que se percebe vai passar daqui a pouco, é seguramente a primeira vez que conheço.

    — E por quanto tempo aqui ficaremos? — disse o outro num bocejo de desalento; e o seu olhar pairava preguiçosamente sobre a paisagem.

    — Não meço o tempo — respondeu Milkau —, porque não sei até quando viverei, e agora espero que este seja o quadro definitivo da minha existência. Sou um imigrado, e tenho a alma do repouso; este será o meu último movimento na terra...

    — Mas nada o agita? Nada o impelirá para fora daqui, fora desta paz dolorosa, que é uma sepultura para nós?...

    — Aqui fico. E se aqui está a paz, é a paz que procuro exatamente...Eu me conservarei na humildade; em torno de mim desejarei uma harmonia infinita.

    ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.


    A relação discurso/personagem está representada, corretamente, na seguinte associação:

    Escolha uma alternativa para a questão 644c0238-b0
  • 64493B31-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    O estrangeiro apertou a mão calosa e áspera do velho, que abriu os lábios numa rude expressão de riso, mostrando as gengivas roxas e desdentadas. A cafuza não se mexeu; apenas, mudando vagarosamente o olhar, descansou-o, cheio de preguiça e desalento, no rosto do viajante. A criança acolheu-se a ela, boquiaberta, com a baba a escorrer dos beiços túmidos.

    [...]

    — Mora aqui há muito tempo? perguntou Milkau.

    — Fui nascido e criado nessas bandas, sinhô moço... Ali perto do Mangaraí.

    — E, tateando o espaço, estendia a mão para o outro lado do rio. — Não vê um casarão lá no fundo? Foi ali que me fiz homem, na fazenda do Capitão Matos, defunto meu sinhô, que Deus haja!

    O estrangeiro, acompanhando o gesto, apenas divisava ao longe um amontoado de ruínas que interrompia a verdura da mata.

    E a conversa foi continuando por uma série de perguntas de Milkau sobre a vida passada daquela região, às quais o velho respondia gostoso, por ter ocasião de relembrar os tempos de outrora, sentindo-se incapaz, como todos os humildes e primitivos, de tomar a iniciativa dos assuntos.

    [...]

    — Ah, tudo isto, meu sinhô moço, se acabou... Cadê fazenda? Defunto meu sinhô morreu, filho dele foi vivendo até que governo tirou os escravos. Tudo debandou. Patrão se mudou com a família para Vitória, onde tem seu emprego; meus parceiros furaram esse mato grande e cada um levantou casa aqui e acolá, onde bem quiseram. Eu com minha gente vim para cá, para essas terras do seu coronel. Tempo hoje anda triste. Governo acabou com as fazendas, e nos pôs todos no olho do mundo, a caçar de comer, a comprar de vestir, a trabalhar como boi para viver. Ah! tempo bom de fazenda!

    [...]

    — Mas, meu amigo — disse Milkau

    —, você aqui ao menos está no que é seu, tem sua casa, sua terra, é dono de si mesmo.

    — Qual terra, qual nada... Rancho é do marido de minha filha, que está aí sentada, terra é de seu coronel, arrendada por dez mil-réis por ano. Hoje em dia tudo aqui é de estrangeiro, Governo não faz nada por brasileiro, só pune por alemão... ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.

    Nos fragmentos, observa-se um procedimento descritivo, típico do Naturalismo Literário: detalhismo por meio de elementos sensoriais. Releia-os.


    “A criança acolheu-se a ela boquiaberta, com a baba a escorrer dos beiços túmidos.”

    “— E, tateando o espaço, estendia a mão para o outro lado do rio.”


    Nas expressões “beiços túmidos” e “tateando o espaço”, destacam-se, respectivamente, os seguintes elementos sensoriais: 

    Escolha uma alternativa para a questão 64493b31-b0