Português
- Análise sintática
- Prova de 2019
- UDESC
- Dificuldade: Difícil
- Com imagem
- Código da questão: AF71FAC1-00

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Analise as proposições em relação à obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis, e ao Texto.
I. Da leitura da obra, percebe-se que, além da ironia, há também pessimismo exacerbado em relação às atitudes dos homens e desencantamento pela vida, evidenciados, principalmente, no capítulo que encerra a narrativa.
II. Da leitura da obra, infere-se que Brás Cubas desejou criar o “Emplasto Universal Brás Cubas”, principalmente, porque este lhe traria a glória e o reconhecimento social.
III. Em “esse tique-taque soturno” (linha 3) e “devotas que se abalroam” (linha 18), os vocábulos destacados podem ser substituídos por sombrio e vão ao encontro de e, ainda assim, mantêm-se o sentido e a coerência no texto.
IV. Embora a obra pertença à corrente realista, a narrativa apresenta personagens com particularidades românticas, sonhadoras, em busca de um grande amor e dotadas de um grande senso de religiosidade, como se observa nas personagens Eugênia e Marcela.
V. O fato de a narrativa ser em primeira pessoa confere à obra um tom confessional e, desse modo, o personagem Brás Cubas dita o ritmo das memórias e das experiências por ele vivenciadas.
Assinale a alternativa correta.

Analise as proposições em relação à obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis, ao Texto e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.
( ) Nas estruturas “para dá-las à morte” (linhas 5 e 6) e “vinham umas sobre outras, à semelhança” (linha 17) o acento indicativo da crase é obrigatório somente na primeira, porque a regência do verbo dar é transitiva direta e indireta.
( ) Da leitura da obra, infere-se que o personagem Brás Cubas, pela posição que ocupa, a de “defunto-autor”, poderá retratar o mundo real e o mundo imaginário, o mundo que existe e o mundo do delírio, pois não precisará responder a questionamentos.
( ) No segmento “sentado entre dois sacos, o da vida e da morte” (linha 5) tem-se a figura de linguagem antítese.
( ) Da leitura do período “se o relógio parava, eu dava-lhe corda, para que ele não deixasse de bater nunca” (linhas 11 e 12), percebe-se que o personagem Brás Cubas tinha como meta atingir os objetivos por ele traçados e que, para isso, o tempo era fundamental.
( ) Em “Invenções há, que se transformam ou acabam” (linha 13) o verbo haver está no singular porque é impessoal enquanto a palavra que o precede, invenções, na sintaxe, tem a função de objeto direto.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Analise as proposições em relação à obra Memórias Póstuma de Brás Cubas, ao autor, Machado de Assis e ao estilo literário a que pertencem.
( ) Em Memórias Póstumas de Brás Cubas, como em outros romances machadianos, evidenciam-se características que fazem parte dos seres humanos, e que o autor procurou retratar de modo realista: o amor, a vaidade, a ditadura da aparência, o conflito entre o bem e o mal.
( ) Machado de Assis escreveu, primeiramente, dentro dos preceitos românticos e, em uma segunda fase, suas obras caracterizam-se pela estética realista. É nessa segunda fase que se encontram algumas obras-primas do autor: Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Memorial de Aires e Iaiá Garcia.
( ) O Romance Memórias Póstumas de Brás Cubas introduziu no Brasil, em 1881, a estética Realista, configurando a obra a base para a estética Naturalista.
( ) A estética literária do Realismo, de que Machado de Assis é o principal representante, tem como objetivo o ataque à ordem social, a ênfase à força hereditária e a compreensão da natureza humana.
( ) Um dos recursos estilísticos de que Machado de Assis se utiliza em suas obras, tanto quando narrador ou como na voz do autor é a conversa direta com o leitor, chamando a atenção ao que parece ser fundamental na construção da narrativa.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Mílton e o concorrente
Moacyr Scliar
Mílton ainda não abriu a sua loja, mas o concorrente já abriu a dele; e já está anunciando, já está vendendo, já está liquidando a preços abaixo do custo. Mílton ainda está na cama, ao lado da amante, dessa mulher ilegítima, que nem bonita é, nem simpática; o concorrente já está de pé, alerta, atrás do balcão. A esposa – fiel companheira de tantos anos – está ao seu lado, alerta também. Mílton ainda não fez o desjejum (desjejum? Um cigarro, um copo de vinho, isso é desjejum?) – o concorrente já tomou suco de laranja, já comeu ovo, torrada, queijo, já sorveu uma grande xícara de café com leite. Já está nutrido. Mílton ainda está nu, o concorrente já se apresenta elegantemente vestido. Mílton mal abriu os olhos, o concorrente já leu os jornais da manhã, já está a par das cotações da bolsa e das tendências do mercado. Mílton ainda não disse uma palavra, o concorrente já falou com os clientes, com figurões da política, com o fiscal amigo, com os fornecedores. Mílton ainda está no subúrbio; o concorrente vencendo todos os problemas do trânsito, já chegou ao centro da cidade, já está solidamente no seu prédio próprio. Mílton ainda não sabe se o dia é chuvoso, ou de sol, o concorrente já está solidamente informado de que vão subir os preços dos artigos de couro. Mílton ainda não viu os filhos (sem falar da esposa, de quem está separado); o concorrente já criou as filhas, já as formou em direito e química, já as casou, já tem netos. Mílton ainda não começou a viver. O concorrente já está sentindo uma dor no peito, já está caindo sobre o balcão, já está estertorando, os olhos arregalados – já está morrendo enfim.
(SCLIAR, Moacyr. Contos reunidos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. pp.13-4)
Considere o enunciado: O concorrente já está sentindo uma dor no peito, já está caindo
sobre o balcão, já está estertorando, os olhos arregalados – já está morrendo enfim.
A opção que apresenta sentido equivalente ao da palavra grifada é:
Setembro tem recorde de calor e de gelo na Antártida
O mês de setembro de 2012 foi o mais quente já registrado, dizem cientistas de uma agência governamental que estuda o clima e o oceano. A média da temperatura global dos continentes e dos oceanos no mês passado foi de 15,67º C ou 0,67º C acima da média geral do século XX. A temperatura média global nos continentes, em setembro, foi a terceira mais quente já registrada para esse mês.
(http://goo.gl/HD7JP. Acesso: 29/10/2012. Adaptado.)
No texto, os termos em negrito apresentam, respectivamente, os sentidos de
Entre dois mundos
(Vinícius Jatobá)
Há em João Ubaldo Ribeiro o encontro de duas linguagens conflitantes. De um lado, o português bacharel, de vocabulário elitista, específico, extremamente literário, em que o autor emula todo um conjunto de valores culturais aristocráticos (ainda presentes) da cultura brasileira; e, por outro, o sabor vernáculo, em que gírias e jargões se acumulam em uma prosa descabelada, equivocada, acumulada, repleta de energia. É um achado porque o grande tema dos melhores livros de Ubaldo é esse conflito entre a história oficial, bacharelada, floreada, timbrada, e a história dos anônimos, improvisada, analfabeta, gritada, e Ubaldo escreve no coração desse conflito, desses dois mundos.
(http://goo.gl/UaH7R. Acesso: 14/03/2013. Adaptado.)
No que tange aos aspectos sociopolíticos, essa descrição da obra do romancista João
Ubaldo Ribeiro evidencia
"Responda rápido. O maior índice de crescimento de novos universitários foi registrado em que faixa etária, de acordo com o último Censo do Ensino Superior?
A – 18 a 24 anos C – 40 a 49 anos
B – 24 a 39 anos D – Acima dos 50 anos
Não sabe? Quer a ajuda dos universitários? Cuidado, a maioria talvez não saiba. São os cinqüentões, sessentões e setentões que estão brilhando nos vestibulares. Entraram na vida acadêmica, em 2001, 23% a mais de alunos nessa faixa etária em comparação ao ano anterior. São quase 11 mil contra 8.700 em 2000. A tendência é de crescimento maior em 2002, mas os números só serão divulgados no final deste ano. Essa ocupação da “terceira idade”, nas universidades não se deve por acaso. Basta se ater à explicações do sociólogo Ruda Ricci, professor da PUCMinas, para ver sentido nessa mudança. Ele levanta dois fatores: a cobrança de qualificação pelo mercado de trabalho na década de 90 e a dispensa de pessoas com mais de 45 anos. “O ideal para as empresas eram funcionários na faixa dos 35 anos. Abaixo disso eram consideradas inexperientes e acima não teriam agilidade, já estariam burocratizadas.” Para as empresas, era mais fácil dar treinamento aos jovens. Aos quase cinqüentões só restava uma saída: voltar a estudar ou abrir negócio próprio. Some-se a isso a mudança na previdência, que retardou a aposentadoria, e o aumento na expectativa de vida. “O mercado percebeu que eles são experientes e buscam qualificação. Têm a receita ideal para um bom profissional”, afirma Ruda Ricci, que acredita na multiplicação das oportunidades de trabalho, nos próximos anos, para os cinqüentões. E não está só. Robert Critcheley, autor do livro Reavaliando sua carreira, também vê boas perspectivas. “Hoje convivemos com a primeira geração que chega a essa idade em perfeitas condições físicas e intelectuais.” É só encarar o desafio e saber que a idade mental é mais importante que a cronológica."
(ARRIEL, Silvânia - Revista Encontro. Abril/2003, p. 43)
O texto transcreveu um fragmento em que se pode inferir uma relação intertextual em
Leia o fragmento do conto “A confissão de Leontina”
“Já contei esta história tantas vezes e ninguém quis me acreditar. Vou agora contar tudo especialmente pra senhora que se não pode ajudar pelo menos não fica me atormentando como fazem os outros. É que eu não sou mesmo essa uma que toda gente diz . O jornal me chama de assassina ladrona e tem um que até deu o meu retrato dizendo que eu era a Messalina da boca do lixo. Perguntei pro Armando o que era Messalina e ele respondeu que essa foi uma mulher muito à-toa. E meus olhos que já não tem lágrimas de tanto que tenho ainda choraram mais...”
(TELLES, Lygia Fagundes. Literatura Comentada. São Paulo: Abril Educação.1980, p. 44)
Em todas as afirmativas, as palavras destacadas retomam um termo já apresentado, exceto
13 de maio
(Caetano Veloso)
Dia 13 de maio em Santo Amaro
Na Praça do Mercado
Os pretos celebravam
(Talvez hoje inda o façam)
O fim da escravidão
Da escravidão
O fim da escravidão
Tanta pindoba!
Lembro do aluá
Lembro da maniçoba
Foguetes no ar
Pra saudar Isabel
Ô Isabé
Pra saudar Isabé
(http://letras.terra.com.br/caetano-veloso/44736//. Acesso: 04/04/2010.)
Nesse texto, a palavra que mostra uma aproximação da fala com a escrita é

Essa campanha foi criada com o principal intuito de
Nossas universidades precisam falar inglês
Nosso ensino superior está se internacionalizando. Há um certo fluxo de estudantes estrangeiros de pós-graduação que passam alguns anos em nossas melhores universidades devido a programas de duplo diploma. Entretanto, o número de alunos estrangeiros no Brasil ainda é bastante reduzido. Por exemplo, há mais estudantes norte-americanos na Argentina do que no Brasil. Isso se deve à preferência por um país que fala espanhol e à disponibilidade de programas de graduação em inglês. As universidades brasileiras deveriam considerar a possibilidade de oferecer cursos superiores em inglês juntamente com o português. Atualmente, não existe nenhuma conferência internacional importante que não adote o inglês.
(http://goo.gl/12hak. Acesso: 25/11/2012. Adaptado.)
O principal objetivo desse texto é
"Responda rápido. O maior índice de crescimento de novos universitários foi registrado em que faixa etária, de acordo com o último Censo do Ensino Superior?
A – 18 a 24 anos C – 40 a 49 anos
B – 24 a 39 anos D – Acima dos 50 anos
Não sabe? Quer a ajuda dos universitários? Cuidado, a maioria talvez não saiba. São os cinqüentões, sessentões e setentões que estão brilhando nos vestibulares. Entraram na vida acadêmica, em 2001, 23% a mais de alunos nessa faixa etária em comparação ao ano anterior. São quase 11 mil contra 8.700 em 2000. A tendência é de crescimento maior em 2002, mas os números só serão divulgados no final deste ano. Essa ocupação da “terceira idade”, nas universidades não se deve por acaso. Basta se ater à explicações do sociólogo Ruda Ricci, professor da PUCMinas, para ver sentido nessa mudança. Ele levanta dois fatores: a cobrança de qualificação pelo mercado de trabalho na década de 90 e a dispensa de pessoas com mais de 45 anos. “O ideal para as empresas eram funcionários na faixa dos 35 anos. Abaixo disso eram consideradas inexperientes e acima não teriam agilidade, já estariam burocratizadas.” Para as empresas, era mais fácil dar treinamento aos jovens. Aos quase cinqüentões só restava uma saída: voltar a estudar ou abrir negócio próprio. Some-se a isso a mudança na previdência, que retardou a aposentadoria, e o aumento na expectativa de vida. “O mercado percebeu que eles são experientes e buscam qualificação. Têm a receita ideal para um bom profissional”, afirma Ruda Ricci, que acredita na multiplicação das oportunidades de trabalho, nos próximos anos, para os cinqüentões. E não está só. Robert Critcheley, autor do livro Reavaliando sua carreira, também vê boas perspectivas. “Hoje convivemos com a primeira geração que chega a essa idade em perfeitas condições físicas e intelectuais.” É só encarar o desafio e saber que a idade mental é mais importante que a cronológica."
(ARRIEL, Silvânia - Revista Encontro. Abril/2003, p. 43)
O termo destacado está corretamente identificado entre parênteses em:
A Bela e a Fera
Uma bela atriz reaparece em um famoso programa de auditório. Os telespectadores vibram com os olhos da musa, que responde às perguntas do apresentador.
Como está o seu relacionamento com a imprensa?, pergunta a fera. Há repórteres bons e maus. Eu prefiro muito mais me lembrar das pessoas sérias do que das outras.
(Luis Carlos Rocha. Norma culta escrita: tentativa de caracterização.)
O uso que a atriz fez do verbo preferir

No segundo quadrinho, a fala da personagem feminina evidencia que ela

Considerando o conteúdo desse anúncio, nota-se que a publicidade tem o objetivo de
Esta letra é da canção Inútil, da banda Ultraje a Rigor.
A gente não sabemos
Escolher presidente
A gente não sabemos
Tomar conta da gente
A gente não sabemos
Nem escovar os dente
Têm pessoas achando
Que nóis é indigente...
(http://letras.mus.br/ultraje-a-rigor/49189/. Acesso: 12/12/2012. Adaptado.)
Se esse texto fizesse parte de uma notícia de um jornal de circulação nacional, que
alterações gramaticais deveriam ser feitas?
"Responda rápido. O maior índice de crescimento de novos universitários foi registrado em que faixa etária, de acordo com o último Censo do Ensino Superior?
A – 18 a 24 anos C – 40 a 49 anos
B – 24 a 39 anos D – Acima dos 50 anos
Não sabe? Quer a ajuda dos universitários? Cuidado, a maioria talvez não saiba. São os cinqüentões, sessentões e setentões que estão brilhando nos vestibulares. Entraram na vida acadêmica, em 2001, 23% a mais de alunos nessa faixa etária em comparação ao ano anterior. São quase 11 mil contra 8.700 em 2000. A tendência é de crescimento maior em 2002, mas os números só serão divulgados no final deste ano. Essa ocupação da “terceira idade”, nas universidades não se deve por acaso. Basta se ater à explicações do sociólogo Ruda Ricci, professor da PUCMinas, para ver sentido nessa mudança. Ele levanta dois fatores: a cobrança de qualificação pelo mercado de trabalho na década de 90 e a dispensa de pessoas com mais de 45 anos. “O ideal para as empresas eram funcionários na faixa dos 35 anos. Abaixo disso eram consideradas inexperientes e acima não teriam agilidade, já estariam burocratizadas.” Para as empresas, era mais fácil dar treinamento aos jovens. Aos quase cinqüentões só restava uma saída: voltar a estudar ou abrir negócio próprio. Some-se a isso a mudança na previdência, que retardou a aposentadoria, e o aumento na expectativa de vida. “O mercado percebeu que eles são experientes e buscam qualificação. Têm a receita ideal para um bom profissional”, afirma Ruda Ricci, que acredita na multiplicação das oportunidades de trabalho, nos próximos anos, para os cinqüentões. E não está só. Robert Critcheley, autor do livro Reavaliando sua carreira, também vê boas perspectivas. “Hoje convivemos com a primeira geração que chega a essa idade em perfeitas condições físicas e intelectuais.” É só encarar o desafio e saber que a idade mental é mais importante que a cronológica."
(ARRIEL, Silvânia - Revista Encontro. Abril/2003, p. 43)
“É só encarar o desafio e saber que a idade mental é mais importante que a cronológica.”
O termo assinalado tem função semelhante em:
Para ter um texto bem organizado, devemos utilizar atentamente os aspectos ligados à coesão e coerência.
A opção em que apresenta alguns desses elementos é: