Questões filtradas
Questões do ENEM: Linguagens
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- LinguagensPara responder à questão, leia a crônica “Dever de casa”, de Otto Lara Resende, publicada originalmente em 13.09.1992.Um fiapo de gente e um feixe de problemas. Agora é uma perguntação que não tem mais fim. Papai, o plural de segunda-feira? Tira os óculos, para de ler a revista. Daqui a pouco é hora do telejornal. Dia cansativo, mas pai é pai. Segunda-feira, segunda-feira. Murmurinha, como se procurasse na memória algo que não sabe o que é. Segunda-feira, pai. Ah, sim. O plural dos nomes compostos. Ao menos isso não terá mudado.Mudam tudo neste país. Depois querem ter jurisprudência. Ainda hoje andou lendo um acórdão. Ementa malfeita. Segunda-feira no plural. Não tem mais o que inventar. Segundas-feiras. Variam os dois elementos. Fácil, óbvio. Entendeu?Nem tinha retomado a leitura e lá vem outra perguntinha. Quarta-feira é abstrato ou concreto? Essa, agora. Primeiro vamos saber se é mesmo substantivo. Nenhuma dúvida. É substantivo. Abstrato?Concreto. A professora disse que é concreto. Pai é pai. Põe tudo de lado e sai sem bater a porta. Concreto, está lá no Celso Cunha, é o substantivo que designa um ser propriamente dito. Nomes de pessoas, de lugares, de instituições. Etc. Quarta-feira. Vamos raciocinar. Nome de um dia. Abstrato designa noção, ação, estado e qualidade. Desde que considerados como seres. Quarta-feira é um ser? Se é um dia, é um ser. Mas concreto? Abstrato. Deve ser abstrato.Um dia de matar, o trânsito engarrafado. A dorzinha de cabeça já se instalou. Quarta-feira, papai. Afinal? Outro dia era o aliás. Até que teve sua graça. Que é aliás? Bom, como categoria gramatical, me parece que. Pausa. Mudaram a nomenclatura gramatical toda. […] Aliás, advérbio não é. Ou melhor, é controvertido. Vem do latim. Quer dizer quer dizer, como disse o outro. Será advérbio?Esses meninos de hoje, francamente. Gramática ninguém estuda mais. A língua andrajosa, um monte de solecismos. Mas quarta-feira é substantivo abstrato? Concreto, disse a professora. Ora, pinoia. Está começando o telejornal. Mais um fantasma. Mandado de segurança. Mandado e não mandato. Preste atenção, meu filho. Aliás, só faltava essa. […] Fantasma é concreto? Eta Brasil complicado! Aliás, hoje é quarta-feira. Abstrata? Uma vergonha!(Otto Lara Resende. Bom dia para nascer, 2011.)O verbo em negrito deve sua flexão ao termo sublinhado no seguinte trecho:
- Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2017
- Universidade Presbiteriana Mackenzie
- Dificuldade: Difícil
- Com imagem
- Código da questão: F3B9F30F-DD
Texto para a questão
Esmeralda Vailati Negrão, “A cartografia sintática”, em Novos caminhos da linguística
Observe as afirmações.
I. Pela existência de apenas uma teoria única e singular será possível compreender a natureza multifacetada da linguagem na vida dos seres humanos.
II. A complexidade da linguagem humana demanda a necessidade de diferentes perspectivas científicas, que procurarão, cada uma a seu modo, explicar características diversas de uma realidade multifacetada.
III. A natureza multifacetada da linguagem humana se deve ao fato de que existem diferentes recortes científicos e abstrações que procuram compreender as línguas e seus usos.
Assinale a alternativa correta. - Linguagens
Literatura
Para responder à questão, leia o poema “Aproximação do terror”, de Murilo Mendes, escrito entre 1943 e 1945, mas publicado originalmente em 1947 no livro Poesia Liberdade.1Dos braços do poetaPende a ópera do mundo(Tempo, cirurgião do mundo): —O abismo bate palmas,A noite aponta o revólver.Ouço a multidão, o coro do universo,O trote das estrelasJá nos subúrbios da caneta:As rosas perderam a fala.Entrega-se a morte a domicílio.Dos braços…Pende a ópera do mundo.2Tenho que dar de comer ao poema.Novas perturbações me alimentam:Nem tudo o que penso agoraPosso dizer por papel e tinta.O poeta já nasce conscrito,Atento às fascinantes inclinações do erro,Já nasce com as cicatrizes da liberdade.O ouvido soprando sua trompaPercebe a galopeA marcha do número 666.Palpo1 a Quimera2.O tremorE os jasmins da palavra “jamais”.3Dos telhados abstratosVejo os limites da pele,Assisto crescerem os cabelos dos minutosNo instante da eternidade.Vejo ouvindo, ouço vendo.Considero as tatuagens dos peixes,O astro monossecular.Os rochedos colocam-se máscaras contra[pássaros asfixiantes.A grande Babilônia ergue o corpo de dólares.Ruído surdo, o tempo oco a tombar…A espiral das gerações cresce.(Murilo Mendes. Antologia poética, 2014.)1palpar: apalpar.2Quimera: monstro mitológico com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de serpente.Ao explorar reiteradamente imagens insólitas e oníricas, o poema revela uma influência marcante da vanguarda - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2017
- Universidade Presbiteriana Mackenzie
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: F3C076F0-DD
Texto para a questão
Esmeralda Vailati Negrão, “A cartografia sintática”, em Novos caminhos da linguística
Observe as afirmações.
I. A linguagem humana nem sempre foi, ao longo da história, tratada de modo a considerá-la como um objeto científico.
II. A linguagem humana pode ser compreendida por uma perspectiva científica, que efetua recortes de observação, geradores, por sua vez, de diferentes modos de observação e análise.
III. A natureza humana é muito complexa, o que exige que se façam abstrações científicas que implicam desconsiderar a linguagem como um elemento possível de observação e análise.
Assinale a alternativa correta. - Linguagens
Português
Para responder à questão, leia o poema “Aproximação do terror”, de Murilo Mendes, escrito entre 1943 e 1945, mas publicado originalmente em 1947 no livro Poesia Liberdade.1Dos braços do poetaPende a ópera do mundo(Tempo, cirurgião do mundo): —O abismo bate palmas,A noite aponta o revólver.Ouço a multidão, o coro do universo,O trote das estrelasJá nos subúrbios da caneta:As rosas perderam a fala.Entrega-se a morte a domicílio.Dos braços…Pende a ópera do mundo.2Tenho que dar de comer ao poema.Novas perturbações me alimentam:Nem tudo o que penso agoraPosso dizer por papel e tinta.O poeta já nasce conscrito,Atento às fascinantes inclinações do erro,Já nasce com as cicatrizes da liberdade.O ouvido soprando sua trompaPercebe a galopeA marcha do número 666.Palpo1 a Quimera2.O tremorE os jasmins da palavra “jamais”.3Dos telhados abstratosVejo os limites da pele,Assisto crescerem os cabelos dos minutosNo instante da eternidade.Vejo ouvindo, ouço vendo.Considero as tatuagens dos peixes,O astro monossecular.Os rochedos colocam-se máscaras contra[pássaros asfixiantes.A grande Babilônia ergue o corpo de dólares.Ruído surdo, o tempo oco a tombar…A espiral das gerações cresce.(Murilo Mendes. Antologia poética, 2014.)1palpar: apalpar.2Quimera: monstro mitológico com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de serpente.Considerando a época de produção do poema (Estado Novo), remeteria de modo mais explícito ao contexto de censura o seguinte trecho: - Linguagens
Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2010
- UFGD
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: F3C247A5-E4
FOR CATS, A BIG GULP WITH A TOUCH OF THE TONGUE
It has taken four highly qualified engineers and a bunch of integral equations to figure it out, but we now know how cats drink. The answer is: very elegantly, and not at all the way you might suppose. Cats lap water so fast that the human eye cannot follow what is happening, which is why the trick had apparently escaped attention until now. With the use of high-speed photography, the neatness of the feline solution has been captured. The act of drinking may seem like no big deal for anyone who can fully close his mouth to create suction, as people can. But the various species that cannot do so - and that includes most adult carnivores - must resort to some other mechanism. Dog owners are familiar with the unseemly lapping noises that ensue when their thirsty pet meets a bowl of water. The dog is thrusting its tongue into the water, forming a crude cup with it and hauling the liquid back into the muzzle.
Cats, both big and little, are so much classier, according to new research by Pedro M. Reis and Roman Stocker of the Massachusetts Institute of Technology, joined by Sunghwan Jung of the Virginia Polytechnic Institute and Jeffrey M. Aristoff of Princeton. Writing in the Thursday issue of Science, the four engineers report that the cat’s lapping method depends on its instinctive ability to calculate the balance between opposing gravitational and inertial forces. What happens is that the cat darts its tongue, curving the upper side downward so that the tip lightly touches the surface of the water.
The tongue is then pulled upward at high speed, drawing a column of water behind it. Just at the moment that gravity finally overcomes the rush of the water and starts to pull the column down - snap! The cat’s jaws have closed over the jet of water and swallowed it. The cat laps four times a second - too fast for the human eye to see anything but a blur - and its tongue moves at a speed of one meter per second. Being engineers, the cat-lapping team next tested its findings with a machine that mimicked a cat’s tongue, using a glass disk at the end of a piston to serve as the tip. After calculating things like the Froude number and the aspect ratio, they were able to figure out how fast a cat should lap to get the greatest amount of water into its mouth. The cats, it turns out, were way ahead of them - they lap at just that speed. To the scientific mind, the next obvious question is whether bigger cats should lap at different speeds.
WADE, Nicholas. For cats, a big gulp with a touch of the tongue. Disponível em: Acesso em: 20 nov. 2010.
The main goal of the scientific text above is to reveal how: - Linguagens
Português
- Concordância verbal, Concordância nominal
- Prova de 2017
- Universidade Presbiteriana Mackenzie
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: F3C91161-DD
Texto para a questão
Assinale a alternativa correta.
Esmeralda Vailati Negrão, “A cartografia sintática”, em Novos caminhos da linguística
- Linguagens
Português
- Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos
- Prova de 2017
- Universidade Presbiteriana Mackenzie
- Dificuldade: Fácil
- Com imagem
- Código da questão: F3CC79D7-DD
Texto para a questão
Assinale a alternativa correta.
Esmeralda Vailati Negrão, “A cartografia sintática”, em Novos caminhos da linguística
- Linguagens
Português
Para responder à questão, leia o poema “Aproximação do terror”, de Murilo Mendes, escrito entre 1943 e 1945, mas publicado originalmente em 1947 no livro Poesia Liberdade.1Dos braços do poetaPende a ópera do mundo(Tempo, cirurgião do mundo): —O abismo bate palmas,A noite aponta o revólver.Ouço a multidão, o coro do universo,O trote das estrelasJá nos subúrbios da caneta:As rosas perderam a fala.Entrega-se a morte a domicílio.Dos braços…Pende a ópera do mundo.2Tenho que dar de comer ao poema.Novas perturbações me alimentam:Nem tudo o que penso agoraPosso dizer por papel e tinta.O poeta já nasce conscrito,Atento às fascinantes inclinações do erro,Já nasce com as cicatrizes da liberdade.O ouvido soprando sua trompaPercebe a galopeA marcha do número 666.Palpo1 a Quimera2.O tremorE os jasmins da palavra “jamais”.3Dos telhados abstratosVejo os limites da pele,Assisto crescerem os cabelos dos minutosNo instante da eternidade.Vejo ouvindo, ouço vendo.Considero as tatuagens dos peixes,O astro monossecular.Os rochedos colocam-se máscaras contra[pássaros asfixiantes.A grande Babilônia ergue o corpo de dólares.Ruído surdo, o tempo oco a tombar…A espiral das gerações cresce.(Murilo Mendes. Antologia poética, 2014.)1palpar: apalpar.2Quimera: monstro mitológico com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de serpente.Em um ensaio sobre o poema de Murilo Mendes, o crítico Murilo Marcondes de Moura assinalou que, “à sua maneira, ‘Aproximação do terror’ também é um poema em que se discutem o lugar do poeta e a função da poesia” (In: Alfredo Bosi (org.). Leitura de poesia, 2007.).A se considerar esse ponto de vista do crítico, o poema assume também uma dimensão - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2017
- Universidade Presbiteriana Mackenzie
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: F3CFEF26-DD
Texto para a questão
Esmeralda Vailati Negrão, “A cartografia sintática”, em Novos caminhos da linguística
Assinale a alternativa com relação correta entre sinônimos, tendo em vista o emprego das palavras no texto. - Linguagens
Português
- Funções morfossintáticas da palavra QUE
- Prova de 2009
- UEPB
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: F3D111E4-6E

Nos enunciados a seguir
1 “A diversidade social baseia-se [...]” (linha 1).
2 “[...] dependendo de se elas [...]” (linha 6).
3 “[...] Mark Gorman concentra-se na velhice [...]” (linha 10).
O(s) termo(s) destacado(s) no(s) enunciado(s):
( ) “1, 2 e 3” exercem função morfossintática semelhante, pois fazem referência a aspectos humanos e sociais.
( ) “1” funciona indicando a reciprocidade da ação com ênfase na diversidade social.
( ) “2” apresenta noção de condicionalidade em relação à dependência de grupos diversificados.
( ) “3” é uma forma oblíqua reflexiva, fazendo parte integrante do verbo com relação à velhice.
Analise as proposições acima e assinale V para as verdadeiras e F para as falsas.
Marque a alternativa CORRETA. - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2017
- Universidade Presbiteriana Mackenzie
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: F3D443A2-DD
Texto para a questão01 Acreditei que se amasse de novo
02 esqueceria outros
03 pelo menos três ou quatro rostos que amei
04 Num delírio de arquivística
05 organizei a memória em alfabetos
06 como quem conta carneiros e amansa
07 no entanto flanco aberto não esqueço
08 e amo em ti os outros rostos
09 Qual tarde de maio.
10 Como um trunfo escondido na manga
11 carrego comigo tua última carta
12 cortada
13 uma cartada.
14 Não, amor, isto não é literaturaAna Cristina Cesar, “Contagem regressiva”
A partir do texto acima, um fragmento do poema “Contagem regressiva”, de Ana Cristina Cesar, assinale a alternativa correta. - Linguagens
Português
- Sintaxe
- Prova de 2024
- Ensino Einstein
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: F3D7ECD1-30
Para responder à questão, leia o poema “Aproximação do terror”, de Murilo Mendes, escrito entre 1943 e 1945, mas publicado originalmente em 1947 no livro Poesia Liberdade.Pode ser reescrito na voz passiva o seguinte trecho do poema:1Dos braços do poetaPende a ópera do mundo(Tempo, cirurgião do mundo): —O abismo bate palmas,A noite aponta o revólver.Ouço a multidão, o coro do universo,O trote das estrelasJá nos subúrbios da caneta:As rosas perderam a fala.Entrega-se a morte a domicílio.Dos braços…Pende a ópera do mundo.2Tenho que dar de comer ao poema.Novas perturbações me alimentam:Nem tudo o que penso agoraPosso dizer por papel e tinta.O poeta já nasce conscrito,Atento às fascinantes inclinações do erro,Já nasce com as cicatrizes da liberdade.O ouvido soprando sua trompaPercebe a galopeA marcha do número 666.Palpo1 a Quimera2.O tremorE os jasmins da palavra “jamais”.3Dos telhados abstratosVejo os limites da pele,Assisto crescerem os cabelos dos minutosNo instante da eternidade.Vejo ouvindo, ouço vendo.Considero as tatuagens dos peixes,O astro monossecular.Os rochedos colocam-se máscaras contra[pássaros asfixiantes.A grande Babilônia ergue o corpo de dólares.Ruído surdo, o tempo oco a tombar…A espiral das gerações cresce.(Murilo Mendes. Antologia poética, 2014.)1palpar: apalpar.2Quimera: monstro mitológico com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de serpente. - Linguagens
Literatura
- Escolas Literárias
- Prova de 2017
- Universidade Presbiteriana Mackenzie
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: F3D808FF-DD
Texto para a questão01 Acreditei que se amasse de novo
02 esqueceria outros
03 pelo menos três ou quatro rostos que amei
04 Num delírio de arquivística
05 organizei a memória em alfabetos
06 como quem conta carneiros e amansa
07 no entanto flanco aberto não esqueço
08 e amo em ti os outros rostos
09 Qual tarde de maio.
10 Como um trunfo escondido na manga
11 carrego comigo tua última carta
12 cortada
13 uma cartada.
14 Não, amor, isto não é literaturaAna Cristina Cesar, “Contagem regressiva”
Assinale a alternativa correta sobre o fragmento do poema “Contagem regressiva”. - Linguagens
Português
- Por que- porque/ porquê/ por quê
- Prova de 2014
- UniCEUB
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: F3DA4A68-08
Preencha as lacunas com porque; porquê; por que ou por quê. Depois escolha a alternativa que contém as respostas corretas.
I - Ontem você saiu cedo. _______________?
II - _________________ você saiu cedo ontem?
III - Eu sai cedo ___________________ estava cansado. - Linguagens
Literatura
Tais escritores pregavam e procuraram realizar a filosofia da objetividade: o que interessa é o objeto, o não eu. Para realizar seu objetivo, abandonaram as preocupações teológicas e metafísicas por considerá-las subjetivas, egocêntricas e aderiram à ciência. O dado positivo substitui o idealismo: só interessa o que pode ser observado, documentado, analisado, experimentado, inclusive a vida psíquica, porque sujeita às mesmas leis da vida fisiológica.(Massaud Moisés. Literatura portuguesa, 1992. Adaptado.)O texto refere-se aos escritores - Linguagens
Português
- Denotação e Conotação
- Prova de 2017
- Universidade Presbiteriana Mackenzie
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: F3DB07E2-DD
01 Acreditei que se amasse de novo
02 esqueceria outros
03 pelo menos três ou quatro rostos que amei
04 Num delírio de arquivística
05 organizei a memória em alfabetos
06 como quem conta carneiros e amansa
07 no entanto flanco aberto não esqueço
08 e amo em ti os outros rostos
09 Qual tarde de maio.
10 Como um trunfo escondido na manga
11 carrego comigo tua última carta
12 cortada
13 uma cartada.
14 Não, amor, isto não é literatura
Ana Cristina Cesar, “Contagem regressiva”
01 No desequilíbrio dos mares,02 as proas giram sozinhas…03 Numa das naves que afundaram04 é que certamente tu vinhas.05 Eu te esperei todos os séculos06 sem desespero e sem desgosto,07 e morri de infinitas mortes08 guardando sempre o mesmo rosto09 Quando as ondas te carregaram10 meu olhos, entre águas e areias,11 cegaram como os das estátuas,12 a tudo quanto existe alheias.13 Minhas mãos pararam sobre o ar14 e endureceram junto ao vento,15 e perderam a cor que tinham16 e a lembrança do movimento.17 E o sorriso que eu te levava18 desprendeu-se e caiu de mim:19 e só talvez ele ainda viva20 dentro destas águas sem fim.Cecília Meireles, “Canção”Em relação aos poemas “Contagem regressiva”, de Ana Cristina Cesar, e “Canção”, de Cecília Meireles, considere a alternativa INCORRETA. - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2017
- Universidade Presbiteriana Mackenzie
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: F3DE081A-DD
Texto para a questão01 No desequilíbrio dos mares,
02 as proas giram sozinhas…
03 Numa das naves que afundaram
04 é que certamente tu vinhas.
05 Eu te esperei todos os séculos
06 sem desespero e sem desgosto,
07 e morri de infinitas mortes
08 guardando sempre o mesmo rosto
09 Quando as ondas te carregaram
10 meu olhos, entre águas e areias,
11 cegaram como os das estátuas,
12 a tudo quanto existe alheias.
13 Minhas mãos pararam sobre o ar
14 e endureceram junto ao vento,
15 e perderam a cor que tinham
16 e a lembrança do movimento.
17 E o sorriso que eu te levava
18 desprendeu-se e caiu de mim:
19 e só talvez ele ainda viva
20 dentro destas águas sem fim.Cecília Meireles, “Canção”Assinale a alternativa correta sobre Cecília Meireles e o Modernismo brasileiro. - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2017
- Universidade Presbiteriana Mackenzie
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: F3E13F38-DD
Texto para a questão01 No desequilíbrio dos mares,
02 as proas giram sozinhas…
03 Numa das naves que afundaram
04 é que certamente tu vinhas.
05 Eu te esperei todos os séculos
06 sem desespero e sem desgosto,
07 e morri de infinitas mortes
08 guardando sempre o mesmo rosto
09 Quando as ondas te carregaram
10 meu olhos, entre águas e areias,
11 cegaram como os das estátuas,
12 a tudo quanto existe alheias.
13 Minhas mãos pararam sobre o ar
14 e endureceram junto ao vento,
15 e perderam a cor que tinham
16 e a lembrança do movimento.
17 E o sorriso que eu te levava
18 desprendeu-se e caiu de mim:
19 e só talvez ele ainda viva
20 dentro destas águas sem fim.Cecília Meireles, “Canção”A partir do poema “Canção”, considere as seguintes afirmações:
I. Os versos Eu te esperei todos os séculos (verso 05) e e morri de infinitas mortes (verso 07) lançam mão da figura de linguagem conhecida como hipérbole.
II. Na última estrofe E o sorriso que eu te levava/desprendeu-se e caiu de mim:/e só talvez ele ainda viva/dentro destas águas sem fim, o eu lírico sinaliza uma superação das suas dores amorosas.
III. A referência a “estátuas”, no poema, nos faz classificar “Canção” como um poema parnasiano tardio.
Assinale a alternativa correta: - Linguagens
Inglês
- Adjetivos | Adjectives
- Prova de 2017
- Universidade Presbiteriana Mackenzie
- Dificuldade: Difícil
- Com imagem
- Código da questão: F3E4B8AF-DD
Chuck Berry, rock ‘n’ roll pioneer, dead at 90By Ralph Ellis, Todd Leopold and Tony Marco, CNN
Updated 0212 GMT (1012 HKT) March 19, 2017(CNN)Chuck Berry, a music pioneer often called “the Father of Rock ‘n’ Roll,” died Saturday at his home outside St. Louis, his verified Facebook page said. He was 90.
A post on the St. Charles County police Facebook page said officers responded to a medical emergency at the residence around 12:40 p.m. (1:40 p.m. ET) Saturday and found an unresponsive man inside. Resuscitation efforts failed.
“The St. Charles County Police Department sadly confirms the death of Charles Edward Anderson Berry Sr., better known as legendary musician Chuck Berry.”
A musical legend
Berry wrote and recorded “Johnny B. Goode” and “Sweet Little Sixteen” -- songs every garage band and fledgling guitarist had to learn if they wanted to enter the rock ‘n’ roll fellowship.
Berry took all-night hamburger stands, brown-eyed handsome men and V-8 Fords and turned them into the stuff of American poetry. By doing so, he gave rise to followers beyond number, bar-band disciples of the electric guitar, who carried his musical message to the far corners of the Earth.
Some of his most famous followers praised him on social media.
Bruce Springsteen tweeted: “Chuck Berry was rock’s greatest practitioner, guitarist, and the greatest pure rock ‘n’ roll writer who ever lived.”
Chuck Berry was rock’s greatest practitioner, guitarist, and the greatest pure rock ‘n’ roll writer who ever lived.
The Rolling Stones posted on their website: “The Rolling Stones are deeply saddened to hear of the passing of Chuck Berry. He was a true pioneer of rock ‘n’ roll and a massive influence on us. Chuck was not only a brilliant guitarist, singer and performer, but most importantly, he was a master craftsman as a songwriter. His songs will live forever. “
But it was perhaps John Lennon -- who died in 1980 -- who put it most succinctly. “If you tried to give rock and roll another name, you might call it ‘Chuck Berry.’”
The list of Berry’s classics is as well-known as his distinctive, chiming “Chuck Berry riff”: “Maybellene.” “Around and Around.” “Brown-Eyed Handsome Man.” “School Days.” “Memphis.” “Nadine.” “No Particular Place to Go.”
They were deceptively simple tunes, many constructed with simple chord progressions and classic verse-chorus-verse formats, but their hearts could be as big as teenage hopes on a Saturday night.
His music even went into outer space. When the two Voyager spacecrafts were launched in 1977, each was accompanied on its journey to the outer reaches of the solar system by a phonograph record that contained sounds of Earth -- including “Johnny B. Goode.”www.cnn.comThe alternative which lists only words used as adjectives in the text is