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Questões do ENEM: Linguagens

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Resultados: 18.995 questões

Página 152 de 950

  • Linguagens

    Português

    Texto 2

    FELICIDADE REALISTA
    Martha Medeiros
    De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
    Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
    É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
    [...]
    MEDEIROS, Martha. Felicidade Crônica. 15.ed. Porto Alegre: L&PM, 2016, p. 35.

    Sobre o texto 2, é possível inferir que
    Escolha uma alternativa para a questão 4c3f7a8e-b1
  • Linguagens

    Literatura

    Assinale a alternativa que contém trecho de história literária referente a Memórias póstumas de Brás Cubas.
    Escolha uma alternativa para a questão a3715fdc-b1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual do Norte do Paraná 2017, Interpretação de Textos

    (Disponível em: <coisasdamiroca.centerblog.net/6775-tirinha-adoramos-cestas-sestas-sextas-74>. Acesso em: 18 jul. 2017.)

    Com relação às palavras “cestas” e “sextas”, considere as afirmativas a seguir.


    I. As duas palavras pertencem à mesma classe gramatical.
    II. São paroxítonas e pronunciadas com “e” fechado.
    III. Apresentam a mesma pronúncia, mas grafia e significado diferentes.
    IV. A substituição de uma palavra pela outra não altera o significado.


    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a359886a-b1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual do Norte do Paraná 2017, Denotação e Conotação

    (Disponível em: <coisasdamiroca.centerblog.net/6775-tirinha-adoramos-cestas-sestas-sextas-74>. Acesso em: 18 jul. 2017.)

    Entre os termos “cestas” e “sextas”, é correto afirmar que ocorre:
    Escolha uma alternativa para a questão a352fa7d-b1
  • Linguagens

    Português

    BISAZINHA

    Minha avozinha,
    tão franzidinha,
    quem te secou?

    Foi o vento, meu netinho,
    foi o vento que ventou.
    (BANDEIRA, P. Cavalgando o arco-íris. 17. ed. São Paulo: Moderna, 1991.)
    Quanto ao recurso estilístico empregado no verso “Foi o vento que ventou”, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a34cf7d0-b1
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, UEL 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Life

    Linus Pauling was born in Portland, Oregon, in the United States. His family came from a line of Prussian farmers, and his father worked as a pharmaceuticals salesman, among other things. After first studying at Oregon State University in Corvallis, Oregon, Linus Pauling earned his PhD from the California Institute of Technology in Pasadena, with which he maintained ties for the rest of his career. In the 1950s, Linus Pauling’s involvement in the anti-nuclear movement led to his being labeled a suspected communist, which resulted in his passport being revoked at times. Linus and Ava Helen Pauling had four children together.

    Work

    1954 Prize: The development of quantum mechanics during the 1920s had a great impact not only on the field of physics, but also on chemistry. During the 1930s Linus Pauling was among the pioneers who used quantum mechanics to understand and describe chemical bonding – that is, the way atoms join together to form molecules. Linus Pauling worked in a broad range of areas within chemistry. For example, he worked on the structures of biologically important chemical compounds. In 1951 he published the structure of the alpha helix, which is an important basic component of many proteins.

    1962 Prize: The atom bombs dropped on Hiroshima and Nagasaki were a turning point in Linus Pauling’s life. Together with other scientists he spoke and wrote against the nuclear arms race, and he was a driving force in the Pugwash movement. It sought to reduce the role of nuclear arms in international politics and was awarded the Peace Prize in 1995. In 1959, Linus Pauling drafted the famous “Hiroshima Appeal”, the concluding document issued after the Fifth World Conference against Atomic and Hydrogen Bombs. He was one of the prime movers who urged the nuclear powers the USA, the Soviet Union and Great Britain to conclude a nuclear test ban treaty, which entered into force on 10 October 1963. On the same day, the Norwegian Nobel Committee announced that Linus Pauling had been awarded the Peace Prize that had been held over from 1962. 

    (Adaptado de: Linus Pauling - Facts. In: Nobelprize.org. (web) Nobel Media AB 2014.Disponível em:<http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/peace/laureates/1962/ pauling-facts.html.> . Acesso em: 2 jul. 2017.)

    De acordo com o texto, o movimento Pugwash
    Escolha uma alternativa para a questão ba96f3a7-b1
  • Linguagens

    Inglês

    TEXTO:

    Success is not measured by what you accomplish, but by the opposition you have encountered, and the courage with which you have maintained the struggle against overwhelming odds.

    SUCCESS is not... Disponível em:<https://www.brainyquote.com/quotes/quotes/o/ orisonswet166019.html>. Acesso em: 19 mar. 2017. 

    According to this quote, people should
    Escolha uma alternativa para a questão cc0f0d61-b0
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, Universidade do Estado da Bahia 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    SERIOUS injury could occur if the following safetyprecautions are not observed. Disponível em:<http://www.marpokinetics.com/pdf/vmx_manual.pdf>. Acesso em: 19 mar. 2017. Adaptado. 

    This text expresses a
    Escolha uma alternativa para a questão cbe4d75d-b0
  • Linguagens

    Português

    Texto A

               Retrato

    Eu não tinha este rosto de hoje,

    assim calmo, assim triste, assim magro,

    nem estes olhos tão vazios,

    nem o lábio amargo.


    Eu não tinha estas mãos sem força,

    tão paradas, e frias e mortas;

    eu não tinha este coração

    que nem se mostra.


    Eu não dei por esta mudança,

    tão simples, tão certa, tão fácil:

    — Em que espelho ficou perdida

    a minha face?

    MEIRELES, Cecília. Viagem. In: Obra poética. Rio de Janeiro: Editora José Aguilar, 1958. P. 10.


    Texto B

          Retrato


    de agora a mil horas

    o meu retrato

    ainda estará aqui


    quem aparece

    onde pareço?


    pouso de passagem

    na fotografia

    atrás do quadro

    que me contorna

    desapareço


    quem comparece

    na própria face?

    poso de novo

    (me encontra pronta

    cada hora que mil)

    de agora a mil horas

    quem perece

    no meu retrato?

    CUNHA, Helena Parente. Moderna poesia Bahiana. In: ____Além de estar: antologia poética. Rio de Janeiro: Imago Ed.; Salvador, BA: Fundação Cultural do Estado da Bahia, 2000. p. 45

    Há palavras de classe idêntica em


    I. calmo, triste, lábio (texto A).

    II. paradas, frias, mortas (texto A).

    III. retrato, pareço, pronta (texto B).

    IV. horas, passagem, contorna (texto B).

    V. rosto, olhos (texto A) e quadro, face (texto B).


    A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a

    Escolha uma alternativa para a questão cbe12345-b0
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Análise sintática

    ADONIAS FILHO. Um corpo sem nome. ____. O largo da Palma. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2014. p. 73 e p. 80. 

    A análise de fragmento retirado do texto de Adonias Filho está correta em


    I. No período “O Largo da Palma, tão quieto e assim vazio de gente, talvez seja agora o mais tranquilo recanto de Salvador da Bahia.” (l. 1-4), existem duas orações.

    II. Em “talvez bêbada ou uma epiléptica, quase a alcançar a escadaria do pátio da igreja.” (l. 11-13), o “a” em negrito, nas duas ocorrências, pertence à mesma classe gramatical.

    III. O trecho “As árvores, as lâmpadas fracas nos postes de cimento e o vento manso.” (l. 8-10) constitui uma frase nominal, utilizada para descrição de cenário.

    IV. O “o”, em “Vendo-o agora, nesta penumbra” (l. 31), é um pronome e se refere a “Largo da Palma”. (l. 23-24).

    V. O verbo destacado em “penso na mulher que morreu em meus braços.” (l. 33-34) está usado como transitivo direto.


    A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a

    Escolha uma alternativa para a questão cbd8af84-b0
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    AMADO, Jorge. Tenda dos Milagres. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 36, p. 39 e p. 42.


    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro Dágua. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 88, p. 89 e p. 90.

    Sobre a fala das mulheres, em cada um dos textos, é correto afirmar:


    I. No texto A, diferentemente do texto B, a mulher expressa desespero e inconformidade com a morte do personagem.

    II. No texto A, a fala da mulher faz referência à liderança religiosa do personagem, o que não ocorre no texto B.

    III. Tanto no texto A como no texto B, as mulheres revelam, com a morte dos personagens principais, insegurança quanto ao futuro.

    IV. No texto A, a mulher expressa seu vínculo amoroso com o personagem principal; já no texto B, o vínculo expresso é de natureza profissional.

    V. Tanto no texto A como no texto B, as mulheres se revoltam contra as circunstâncias que causaram a morte dos personagens principais.


    A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a

    Escolha uma alternativa para a questão cbcad005-b0
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    AMADO, Jorge. Tenda dos Milagres. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 36, p. 39 e p. 42.


    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro Dágua. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 88, p. 89 e p. 90.

    Apesar de extraídos de obras diferentes os textos apresentados têm em comum
    Escolha uma alternativa para a questão cbc63d7f-b0
  • Linguagens

    Português

    TEXTO:


    Senhora Dona Bahia,   

       nobre e opulenta cidade,

     madrasta dos naturais,

           e dos estrangeiros madre:

    5 dizei-me por vida vossa

         em que fundais o ditame

             de exaltar os que aqui vêm

                  e abater os que aqui nascem?

    MATOS, Gregório de. Descreve como os estrangeiros arruínam a Bahia. In: MENDES, Cleise Furtado. Senhora Dona Bahia. Salvador, EDUFBA, 1996. p. 88.

    É possível estabelecer um diálogo entre o texto “A cidade invisível e a cidade dissimulada”, de Gey Espinheira, e o texto de Gregório de Matos (século XVII), considerando o seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão cbbc39ed-b0
  • Linguagens

    Português

    Texto I
    Desafio da nossa época é lidar com a abundância
    Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06

    A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2017, Interpretação de TextosTemos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas. É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos. A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 

    Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.

    É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.

    A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.

    Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.

    As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.

    Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.

    O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

    Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.

    Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtm> Acesso em: 25 abr. 2018.


    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2017, Interpretação de Textos


    Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades

    Ana Tereza Caceres Cortez - Professora adjunta do Departamento de Geografia Instituto de Geociências e Ciências Exatas - IGCE/Unesp, Rio Claro

    Um dos símbolos do sucesso das economias capitalistas modernas é a abundância dos bens de consumo, continuamente produzidos pelo sistema industrial. Essa fartura passou a receber uma conotação negativa, sendo objeto de críticas que consideram o consumismo um dos principais problemas das sociedades industriais modernas.

    Consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços, muitas vezes, sem consciência. Há várias discussões a respeito do tema, entre elas o tipo de papel que a propaganda e a publicidade exercem nas pessoas, induzindo-as ao consumo, mesmo que não necessitem de um produto comprado. Muitas vezes, as pessoeas compram produtos que não têm utilidade para elas, ou até mesmo coisas desnecessárias apenas por vontade de comprar, evidenciando até uma doença.

    Segundo o Dicionário Houaiss, consumismo é “ato, efeito, fato ou prática de consumir (‘comprar em demasia’)” e “consumo ilimitado de bens duráveis, especialmente artigos supérfluos”.

    O simples “consumo” é entendido como as aquisições racionais, controladas e seletivas baseadas em fatores sociais e ambientais e no respeito pelas gerações futuras. Já o consumismo pode ser definido como uma compulsão para consumir. Mas como fazer para não aderir ao perfil consumista? A fórmula clássica e aparentemente simples é distinguir o essencial do necessário e o necessário do supérfluo. No entanto, é muito difícil estabelecer o limite entre consumo e consumismo, pois a definição de necessidades básicas e supérfluas está intimamente ligada às características culturais da sociedade e do grupo a que pertencemos. O que é básico para uns pode ser supérfluo para outros e vice-versa. 

    Trecho de CORTEZ, Ana Tereza Caceres. Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades. In: CORTEZ, A.T.C.; ORTIGOZA, S.A.G. (Org.). Da produção ao consumo: impactos socioambientais no espaço urbano. São Paulo: UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. Disponível em: . Acesso em: 20 abr. 2018. [Adaptado]

    Em relação à linguagem empregada na construção dos textos:
    Escolha uma alternativa para a questão f37dcdc5-b0
  • Linguagens

    Português

    Desafio da nossa época é lidar com a abundância
    Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06

    A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

    Imagem da questão de Português, PUC - SP 2017, Interpretação de TextosTemos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas. É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos. A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 

    Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.

    É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.

    A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.

    Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.

    As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.

    Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.

    O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

    Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.

    Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtm> Acesso em: 25 abr. 2018.

    No terceiro parágrafo do texto 1, o autor alega que a teoria malthusiana fazia sentido até o século XVIII com base na ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão f35e9efc-b0
  • Linguagens

    Inglês

    De acordo com o terceiro parágrafo, é CORRETO afirmar que, nos Estados Unidos,
    Escolha uma alternativa para a questão f312c1bf-b0
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UNEMAT 2017, Interpretação de Textos


    Disponível em: www.humorpolitico.com.br/wp-content/uploads/2017/ 05/OLIVEIRA-220517-Face-580x373 Acesso em maio 2017.


    O chargista Oliveira utiliza a expressão popular “A vaca foi pro brejo” fazendo referência

    Escolha uma alternativa para a questão 805a067d-b0
  • Linguagens

    Inglês

    Read the text.

    Varicose veins: Here's what you can do about them

    Varicose veins is a term commonly used to describe visible leg veins. But true varicose veins are dilated and very prominent. Small varicose veins may not be a problem, but as varicose veins worsen they become distended and tortuous (full of twists and turns) and can cause the legs to feel heavy and ache.
    Swelling of the feet and ankles is an early sign of impaired function of the valves in our veins that keep the blood flowing, and severe varicose veins can be very painful.
    There's good evidence varicose veins have a genetic link and are also associated with a history of deep vein thrombosis (blood clots that obstruct the veins). 
    It's not possible to prevent varicose veins from forming, but simple actions can improve blood circulation in the feet and legs, and stop varicose veins from getting worse.
    Try to elevate your legs when sitting, resting and sleeping; reduce weight if you are overweight or obese; and wear lower-heeled shoes to work calf muscles.
    Treatments for varicose veins depend on the severity of symptoms, aesthetics and the risk of complications. Treatment may include compression stockings, lifestyle changes or a range of surgical options. 
    http://www.abc.net.au/news/2017-12-06/varicose-veins-heres-what-you-can-do-about-them/9232812

    Analise as assertivas que seguem.

    I. Nem toda veia visível é uma varicose.
    II. Não há cirurgias que eliminem varizes.
    III. Os cientistas têm certeza de que as varizes decorrem de herança genética.
    IV. Ações que auxiliem na circulação podem evitar que as varizes piorem.
    V. A prevenção ainda é o mais indicado quando se trata de varizes.

    De acordo com o texto, está(ão) CORRETA(S) somente:
    Escolha uma alternativa para a questão 5f96bec7-af
  • Linguagens

    Português

    DESCOLADOS E BACANAS ADOTAM VIRA-LATAS
    E PEDEM HÓSTIA 'GLUTEN FREE'

            A tipologia humana contemporânea chama a atenção pelo ridículo. Descolados e bacanas são pessoas que têm hábitos, afetos e disposições de alma mais avançados do que os "colados" e os "canas".
           Estes são gente que não consegue acompanhar os progressos sociais e se perdem diante das novas formas de economia, de sociabilidade e de direitos afetivos. Vejamos alguns exemplos dessa tipologia dos descolados e bacanas. Se você não se enquadrar, não chore. Ser um "colado" ou "cana" um dia poderá ascender à condição vintage, semelhante ao vinil ou ao filtro de barro.
             A busca de uma alimentação saudável é um traço de descolados e bacanas. Um modo rápido e preciso de identificá-los é usar a palavra "McDonald's" perto deles. Se a pessoa começar a gritar de horror ou demonstrar desprezo, você está diante de um descolado e bacana. Se você não entender o horror e o desprezo dela pelo McDonald's, você é um "colado" e um “cana”.
           Essa busca pela alimentação segura bateu na porta de Jesus, coitado. A demanda dos católicos descolados e bacanas é que o corpo de Cristo venha sem glúten. Uma hóstia "gluten free". O papa, seguramente uma pessoa desocupada, teve que se preocupar com o corpo de Cristo sem glúten. A commoditização da religião, ou seja, a transformação da religião em produto, um dia chegaria a isso: que Jesus emagreça seus fiéis.
             Um segundo tipo de descolado e bacana é aquele pai que fica lambendo o filho pra todo mundo achar que ele é um "novo homem". Esse "novo homem" é, na verdade, um mito pra cobrir a desarticulação crescente das relações entre homem e mulher. Homens cuidam de filhos há décadas, mas agora pai que cuida de filho virou homem descolado e bacana, com direito à licença-paternidade de 40 dias, dada por empresas descoladas e bacanas.
            Além de tornar o emprego ainda mais caro (coisa que a lei trabalhista faz, inviabilizando o emprego no país), a sorte dessas empresas é que as pessoas cada vez mais se separam antes de ter filhos. As que não se separam, por sua vez, ou têm um filho só ou um cachorro. Logo, fica barato posar de empresa descolada e bacana. Queria ver se a moçada fosse corajosa como os antigos e tivesse cinco filhos por casal. Com o crescimento da cultura pet, logo empresas descoladas e bacanas darão licença de uma semana quando o cachorro do casal ficar doente. E esse "direito" será uma exigência do capitalismo consciente. Aliás, descolados e bacanas adotam cachorros vira-latas para comprovar seu engajamento contra a desigualdade social animal.
           Um terceiro tipo de gente descolada e bacana é o praticante de formas solidárias de economia. Este talvez seja o tipo mais descolado e bacana dos descritos até aqui nessa tipologia de bolso que ofereço a você, a fim de que aprenda a se mover neste mundo contemporâneo tão avançado em que vivemos.
            Uma nova "proposta" (expressões como "proposta" e "projeto" são essenciais se você quer ser uma pessoa descolada e bacana) é oferecer sua casa "de graça" para pessoas morarem com você. Calma! Se o leitor for alguém minimamente inteligente, desconfiará dessa proposta. Algumas dessas propostas ainda vêm temperadas com um discurso de "empoderamento" das mulheres que colaborariam umas com as outras. Explico.
           Imagine que uma mãe single ofereça um quarto na casa dela para outra mulher em troca de ela cuidar do maravilhoso e criativo filho pequeno dessa mãe single. Entendeu? Sim, trabalho escravo empacotado pra presente.
            Gourmetizado dentro de um discurso de "solidariedade feminina" e economia colaborativa. Na prática, você trabalharia em troca de casa e comida. Essa proposta é ainda mais ridícula do que aquela em que você, jovem, recebe a "graça" de trabalhar de graça pra um marca famosa que combate a fome na África em troca de experiência e para enriquecer seu "book". Na China eles são mais solidários do que isso, você ganharia pelo menos um dólar.
           Sim, o mundo contemporâneo é ridículo de doer. Com suas modinhas e terminologias chiques. Coitada da esquerda que abraça essas pautas criativas. Saudades do Lênin?


    (Por Luiz Felipe Pondé. Folha de S. Paulo, 31 de Julho de 2017).
    Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2017/07/1905751-descolados-ebacanas-adotam-vira-latas-e-pedem-hostia-gluten-free.shtml
    Segundo o texto, marque a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão edd0cbcd-af