Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2017
- IFF
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: 4C3F7A8E-B1
Questões filtradas
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(Disponível em: <coisasdamiroca.centerblog.net/6775-tirinha-adoramos-cestas-sestas-sextas-74>. Acesso em: 18 jul. 2017.)

(Disponível em: <coisasdamiroca.centerblog.net/6775-tirinha-adoramos-cestas-sestas-sextas-74>. Acesso em: 18 jul. 2017.)

Life
Linus Pauling was born in Portland, Oregon, in the United States. His family came from a line of Prussian farmers, and his father worked as a pharmaceuticals salesman, among other things. After first studying at Oregon State University in Corvallis, Oregon, Linus Pauling earned his PhD from the California Institute of Technology in Pasadena, with which he maintained ties for the rest of his career. In the 1950s, Linus Pauling’s involvement in the anti-nuclear movement led to his being labeled a suspected communist, which resulted in his passport being revoked at times. Linus and Ava Helen Pauling had four children together.
Work
1954 Prize: The development of quantum mechanics during the 1920s had a great impact not only on the field of physics, but also on chemistry. During the 1930s Linus Pauling was among the pioneers who used quantum mechanics to understand and describe chemical bonding – that is, the way atoms join together to form molecules. Linus Pauling worked in a broad range of areas within chemistry. For example, he worked on the structures of biologically important chemical compounds. In 1951 he published the structure of the alpha helix, which is an important basic component of many proteins.
1962 Prize: The atom bombs dropped on Hiroshima and Nagasaki were a turning point in Linus Pauling’s life. Together with other scientists he spoke and wrote against the nuclear arms race, and he was a driving force in the Pugwash movement. It sought to reduce the role of nuclear arms in international politics and was awarded the Peace Prize in 1995. In 1959, Linus Pauling drafted the famous “Hiroshima Appeal”, the concluding document issued after the Fifth World Conference against Atomic and Hydrogen Bombs. He was one of the prime movers who urged the nuclear powers the USA, the Soviet Union and Great Britain to conclude a nuclear test ban treaty, which entered into force on 10 October 1963. On the same day, the Norwegian Nobel Committee announced that Linus Pauling had been awarded the Peace Prize that had been held over from 1962.
(Adaptado de: Linus Pauling - Facts. In: Nobelprize.org. (web) Nobel Media AB 2014.Disponível em:<http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/peace/laureates/1962/ pauling-facts.html.> . Acesso em: 2 jul. 2017.)
TEXTO:
Success is not measured by what you accomplish, but by the opposition you have encountered, and the courage with which you have maintained the struggle against overwhelming odds.
SUCCESS is not... Disponível em:<https://www.brainyquote.com/quotes/quotes/o/ orisonswet166019.html>. Acesso em: 19 mar. 2017.

SERIOUS injury could occur if the following safetyprecautions are not observed. Disponível em:<http://www.marpokinetics.com/pdf/vmx_manual.pdf>. Acesso em: 19 mar. 2017. Adaptado.
Texto A
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas, e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?
MEIRELES, Cecília. Viagem. In: Obra poética. Rio de Janeiro: Editora José Aguilar, 1958. P. 10.
Texto B
Retrato
de agora a mil horas
o meu retrato
ainda estará aqui
quem aparece
onde pareço?
pouso de passagem
na fotografia
atrás do quadro
que me contorna
desapareço
quem comparece
na própria face?
poso de novo
(me encontra pronta
cada hora que mil)
de agora a mil horas
quem perece
no meu retrato?
CUNHA, Helena Parente. Moderna poesia Bahiana. In: ____Além de estar:
antologia poética. Rio de Janeiro: Imago Ed.; Salvador, BA: Fundação
Cultural do Estado da Bahia, 2000. p. 45
Há palavras de classe idêntica em
I. calmo, triste, lábio (texto A).
II. paradas, frias, mortas (texto A).
III. retrato, pareço, pronta (texto B).
IV. horas, passagem, contorna (texto B).
V. rosto, olhos (texto A) e quadro, face (texto B).
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a

ADONIAS FILHO. Um corpo sem nome. ____. O largo da Palma. Rio de
Janeiro: Bertrand Brasil, 2014. p. 73 e p. 80.
A análise de fragmento retirado do texto de Adonias Filho está correta em
I. No período “O Largo da Palma, tão quieto e assim vazio de gente, talvez seja agora o mais tranquilo recanto de Salvador da Bahia.” (l. 1-4), existem duas orações.
II. Em “talvez bêbada ou uma epiléptica, quase a alcançar a escadaria do pátio da igreja.” (l. 11-13), o “a” em negrito, nas duas ocorrências, pertence à mesma classe gramatical.
III. O trecho “As árvores, as lâmpadas fracas nos postes de cimento e o vento manso.” (l. 8-10) constitui uma frase nominal, utilizada para descrição de cenário.
IV. O “o”, em “Vendo-o agora, nesta penumbra” (l. 31), é um pronome e se refere a “Largo da Palma”. (l. 23-24).
V. O verbo destacado em “penso na mulher que morreu em meus braços.” (l. 33-34) está usado como transitivo direto.
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a

AMADO, Jorge. Tenda dos Milagres. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 36, p. 39 e p. 42.

AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro Dágua. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 88, p. 89 e p. 90.
Sobre a fala das mulheres, em cada um dos textos, é correto afirmar:
I. No texto A, diferentemente do texto B, a mulher expressa desespero e inconformidade com a morte do personagem.
II. No texto A, a fala da mulher faz referência à liderança religiosa do personagem, o que não ocorre no texto B.
III. Tanto no texto A como no texto B, as mulheres revelam, com a morte dos personagens principais, insegurança quanto ao futuro.
IV. No texto A, a mulher expressa seu vínculo amoroso com o personagem principal; já no texto B, o vínculo expresso é de natureza profissional.
V. Tanto no texto A como no texto B, as mulheres se revoltam contra as circunstâncias que causaram a morte dos personagens principais.
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a

AMADO, Jorge. Tenda dos Milagres. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 36, p. 39 e p. 42.

AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro Dágua. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 88, p. 89 e p. 90.
TEXTO:
Senhora Dona Bahia,
nobre e opulenta cidade,
madrasta dos naturais,
e dos estrangeiros madre:
5 dizei-me por vida vossa
em que fundais o ditame
de exaltar os que aqui vêm
e abater os que aqui nascem?
MATOS, Gregório de. Descreve como os estrangeiros arruínam a Bahia. In: MENDES, Cleise Furtado. Senhora Dona Bahia. Salvador, EDUFBA, 1996. p. 88.
A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.
Temos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas. É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos. A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia.
Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.
É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.
A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.
Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.
As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.
Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.
O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.
Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.
Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtm> Acesso em: 25 abr. 2018.

Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades
Ana Tereza Caceres Cortez - Professora adjunta do Departamento de Geografia
Instituto de Geociências e Ciências Exatas - IGCE/Unesp, Rio Claro
Um dos símbolos do sucesso das economias capitalistas modernas é a abundância dos bens de consumo, continuamente produzidos pelo sistema industrial. Essa fartura passou a receber uma conotação negativa, sendo objeto de críticas que consideram o consumismo um dos principais problemas das sociedades industriais modernas.
Consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços, muitas vezes, sem consciência. Há várias discussões a respeito do tema, entre elas o tipo de papel que a propaganda e a publicidade exercem nas pessoas, induzindo-as ao consumo, mesmo que não necessitem de um produto comprado. Muitas vezes, as pessoeas compram produtos que não têm utilidade para elas, ou até mesmo coisas desnecessárias apenas por vontade de comprar, evidenciando até uma doença.
Segundo o Dicionário Houaiss, consumismo é “ato, efeito, fato ou prática de consumir (‘comprar em demasia’)” e “consumo ilimitado de bens duráveis, especialmente artigos supérfluos”.
O simples “consumo” é entendido como as aquisições racionais, controladas e seletivas baseadas em fatores sociais e ambientais e no respeito pelas gerações futuras. Já o consumismo pode ser definido como uma compulsão para consumir. Mas como fazer para não aderir ao perfil consumista? A fórmula clássica e aparentemente simples é distinguir o essencial do necessário e o necessário do supérfluo. No entanto, é muito difícil estabelecer o limite entre consumo e consumismo, pois a definição de necessidades básicas e supérfluas está intimamente ligada às características culturais da sociedade e do grupo a que pertencemos. O que é básico para uns pode ser supérfluo para outros e vice-versa.
Trecho de CORTEZ, Ana Tereza Caceres. Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades. In:
CORTEZ, A.T.C.; ORTIGOZA, S.A.G. (Org.). Da produção ao consumo: impactos socioambientais no
espaço urbano. São Paulo: UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. Disponível em: . Acesso em: 20 abr. 2018. [Adaptado]
A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.
Temos alimentos demais, bugigangas demais, roupas,
carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes,
eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a
viver no meio de tantas coisas.
É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria
malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava
à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises
de fome ceifavam multidões todos os séculos.
A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha.
Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a
população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma
condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia.
Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.
É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.
A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.
Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.
As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.
Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.
O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.
Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.
Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtm> Acesso em: 25 abr. 2018.
No terceiro parágrafo do texto 1, o autor alega que a teoria malthusiana fazia sentido até o século XVIII com base na ideia de
Disponível em: www.humorpolitico.com.br/wp-content/uploads/2017/ 05/OLIVEIRA-220517-Face-580x373 Acesso em maio 2017.
O chargista Oliveira utiliza a expressão popular
“A vaca foi pro brejo” fazendo referência