Pular para o conteúdo

Questões filtradas

Questões do ENEM: Linguagens

Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados: 18.995 questões

Página 239 de 950

  • Linguagens

    Português

    A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.


    Os Sapos

    Manuel Bandeira


    Enfunando os papos,

    Saem da penumbra,

    Aos pulos, os sapos.

    A luz os deslumbra.

    Em ronco que aterra,


    Berra o sapo-boi:

    — “Meu pai foi à guerra!”

    — “Não foi!” — “Foi!” — “Não foil!?.


    O sapo-tanoeiro,

    Parnasiano aguado,

    Diz: — “Meu cancioneiro

    É bem martelado.


    Vede como primo

    Em comer os hiatos!

    Que arte! E nunca rimo

    Os termos cognatos.


    [...]


    Lá, fugido ao mundo,

    Sem glória, sem fé,

    No perau profundo

    E solitário, é


    Que soluças tu,

    Transido de frio,

    Sapo cururu

    Da beira do rio...


    Disponível em: https://www.escritas.org/PT/t/4814/os-sapos. Acesso em: 11 set. 2025.

    O recurso estético/linguístico que NÃO está presente em “Os Sapos”, de Manuel Bandeira, é
    Escolha uma alternativa para a questão 7f4ffb6c-08
  • Linguagens

    Português

    A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.


    Não existem finais felizes: a felicidade é uma ilusão que não desejamos

    Julián Fuks


    Convidaram-me a falar sobre a mentira dos finais felizes. Tarefa fácil: são mesmo mentirosos os finais felizes. Basta lançar ao mundo algum olhar clínico. Nossa cultura já aprendeu que nem tudo se dissolve em harmonia, que jamais se cria uma paz absoluta, carente de todo trauma passado e todo conflito futuro. Onde se vê felicidade pura pode ser que algo não se veja, que os olhos estejam turvos.


    A fórmula clássica que encerra as histórias infantis, "e viveram felizes para sempre", é a expressão de um desinteresse total pelo que seria essa existência feliz. Nela se realiza, é fácil sentir, uma associação entre felicidade e morte. No fundo o que a fórmula diz, em tom apaziguador, equivale a um "não viveram mais nada até que morreram". Mas me convidaram a falar sobre isso em Medelín, em espanhol, e nessa língua o final clássico tem outra nuance: "vivieron felices y comieron perdices". Nesse pequeno detalhe acrescido, o fato de terem comido perdizes, cabe ao menos um pouco de vida. Nessa outra fórmula o que se diz é que "viveram uma série de outras coisas que já não nos interessam", e só depois disso se chega ao fim.


    Seja como for, do tempo dos clássicos até o tempo presente, deu-se uma revolução em nosso interesse. Já há alguns séculos, desde o surgimento do romance moderno, nossa curiosidade tem recaído exatamente sobre essa vida comum que se inicia ao fim de qualquer aventura, sobre o cotidiano tenso que antes tomávamos por feliz. Interessa a aflição que subjaz à rotina, interessa a angústia sutil que se gesta em silêncio ao longo dos anos. O que procuramos nas histórias que narramos a nós mesmos, agora, é a desilusão da vida que trai os anseios juvenis, é o indiscreto caos do convívio familiar, é o medo da morte depois de tanta monotonia, tudo isso quem sabe redimido em alguma medida por um final mais ameno.


    "Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira." Nessa frase magistral de Tolstói que abre Anna Karenina se manifesta com clareza nossa vontade insuperável de observar com atenção de que é feita a infelicidade. Mas acho que ela merece um reparo, se formos honestos, e se o leitor me permite tamanha insolência. Também as famílias felizes são felizes cada uma à sua maneira. Não porque haja tanta nuance na paz e na existência tranquila, mas porque aquilo que chamamos felicidade também é feito da infelicidade em sua infinita riqueza, porque uma vida feliz também é atravessada continuamente por tristezas, sobressaltos, sustos, desalentos, desilusões, pesadelos.


    De modo que não existe e jamais existiu uma felicidade pura, até porque não existe nenhum tipo real de pureza — mesmo em ciência a pureza é sempre um estado hipotético. Uma felicidade absoluta não chega nem mesmo a ser um ideal que nutrimos, porque a ele associamos algum torpor, uma indolência, uma saciedade que conduz à paralisia, a ausência de um novo desejo que nos vitalize. A partir disso já poderíamos concluir pela impossibilidade de todo "final feliz", já que essa última palavra seria inatingível. Mas a primeira também é uma falácia, e sobre isso talvez valha acrescentar ainda algum raciocínio.


    Penso na leitura de livros infantis que tenho feito ao lado das minhas filhas, esse um dos momentos mais puramente felizes da minha vida cotidiana, como já confessei uma vez aqui. Penso nos bordões que Tulipa criou para emendar ao final de cada livro, numa fórmula própria que em alguma medida os ordena. São duas variações: "Mas essa já é outra história", ou então "E vai começar tudo outra vez". Acho cômico e preciso seu sistema de classificação. Vejo nele uma proposta de distinção entre as histórias cíclicas, cujo fim remonta ao princípio, e aquelas que avançam numa espécie de deriva, e vão convocando outros sinuosos acontecimentos que já não cabem nas páginas que lemos.


    E então me pergunto se não será assim a vida, feita de retornos e derivas, num movimento perpétuo. Se não se encadeiam assim tanto os momentos felizes quanto os infelizes, ou os momentos a um só tempo felizes e infelizes, sempre sucedidos por outros tão complexos e indefiníveis quanto eles, em nossa própria existência ou na existência daqueles que ficam quando partimos. Não existem finais felizes, eles são uma mentira, pelo simples fato de que não existem finais, de que os finais são sempre uma ilusão momentânea, e nada jamais termina. Bom, nada talvez seja muito: ao menos um texto, sim, é capaz de alcançar o seu fortuito fim. 


    Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julian-fuks/2025/08/23/nao-existem-finais-felizes-a-felicidade-e-uma-ilusao-que-nao-desejamos.htm. Acesso em: 10 set. 2025.

    A passagem transcrita do texto que indica corretamente a representação de uma variedade mais oral da língua é
    Escolha uma alternativa para a questão 7f4374c3-08
  • Linguagens

    Português

    A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.


    Não existem finais felizes: a felicidade é uma ilusão que não desejamos

    Julián Fuks


    Convidaram-me a falar sobre a mentira dos finais felizes. Tarefa fácil: são mesmo mentirosos os finais felizes. Basta lançar ao mundo algum olhar clínico. Nossa cultura já aprendeu que nem tudo se dissolve em harmonia, que jamais se cria uma paz absoluta, carente de todo trauma passado e todo conflito futuro. Onde se vê felicidade pura pode ser que algo não se veja, que os olhos estejam turvos.


    A fórmula clássica que encerra as histórias infantis, "e viveram felizes para sempre", é a expressão de um desinteresse total pelo que seria essa existência feliz. Nela se realiza, é fácil sentir, uma associação entre felicidade e morte. No fundo o que a fórmula diz, em tom apaziguador, equivale a um "não viveram mais nada até que morreram". Mas me convidaram a falar sobre isso em Medelín, em espanhol, e nessa língua o final clássico tem outra nuance: "vivieron felices y comieron perdices". Nesse pequeno detalhe acrescido, o fato de terem comido perdizes, cabe ao menos um pouco de vida. Nessa outra fórmula o que se diz é que "viveram uma série de outras coisas que já não nos interessam", e só depois disso se chega ao fim.


    Seja como for, do tempo dos clássicos até o tempo presente, deu-se uma revolução em nosso interesse. Já há alguns séculos, desde o surgimento do romance moderno, nossa curiosidade tem recaído exatamente sobre essa vida comum que se inicia ao fim de qualquer aventura, sobre o cotidiano tenso que antes tomávamos por feliz. Interessa a aflição que subjaz à rotina, interessa a angústia sutil que se gesta em silêncio ao longo dos anos. O que procuramos nas histórias que narramos a nós mesmos, agora, é a desilusão da vida que trai os anseios juvenis, é o indiscreto caos do convívio familiar, é o medo da morte depois de tanta monotonia, tudo isso quem sabe redimido em alguma medida por um final mais ameno.


    "Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira." Nessa frase magistral de Tolstói que abre Anna Karenina se manifesta com clareza nossa vontade insuperável de observar com atenção de que é feita a infelicidade. Mas acho que ela merece um reparo, se formos honestos, e se o leitor me permite tamanha insolência. Também as famílias felizes são felizes cada uma à sua maneira. Não porque haja tanta nuance na paz e na existência tranquila, mas porque aquilo que chamamos felicidade também é feito da infelicidade em sua infinita riqueza, porque uma vida feliz também é atravessada continuamente por tristezas, sobressaltos, sustos, desalentos, desilusões, pesadelos.


    De modo que não existe e jamais existiu uma felicidade pura, até porque não existe nenhum tipo real de pureza — mesmo em ciência a pureza é sempre um estado hipotético. Uma felicidade absoluta não chega nem mesmo a ser um ideal que nutrimos, porque a ele associamos algum torpor, uma indolência, uma saciedade que conduz à paralisia, a ausência de um novo desejo que nos vitalize. A partir disso já poderíamos concluir pela impossibilidade de todo "final feliz", já que essa última palavra seria inatingível. Mas a primeira também é uma falácia, e sobre isso talvez valha acrescentar ainda algum raciocínio.


    Penso na leitura de livros infantis que tenho feito ao lado das minhas filhas, esse um dos momentos mais puramente felizes da minha vida cotidiana, como já confessei uma vez aqui. Penso nos bordões que Tulipa criou para emendar ao final de cada livro, numa fórmula própria que em alguma medida os ordena. São duas variações: "Mas essa já é outra história", ou então "E vai começar tudo outra vez". Acho cômico e preciso seu sistema de classificação. Vejo nele uma proposta de distinção entre as histórias cíclicas, cujo fim remonta ao princípio, e aquelas que avançam numa espécie de deriva, e vão convocando outros sinuosos acontecimentos que já não cabem nas páginas que lemos.


    E então me pergunto se não será assim a vida, feita de retornos e derivas, num movimento perpétuo. Se não se encadeiam assim tanto os momentos felizes quanto os infelizes, ou os momentos a um só tempo felizes e infelizes, sempre sucedidos por outros tão complexos e indefiníveis quanto eles, em nossa própria existência ou na existência daqueles que ficam quando partimos. Não existem finais felizes, eles são uma mentira, pelo simples fato de que não existem finais, de que os finais são sempre uma ilusão momentânea, e nada jamais termina. Bom, nada talvez seja muito: ao menos um texto, sim, é capaz de alcançar o seu fortuito fim. 


    Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julian-fuks/2025/08/23/nao-existem-finais-felizes-a-felicidade-e-uma-ilusao-que-nao-desejamos.htm. Acesso em: 10 set. 2025.

    Analise o que se afirma a seguir.



    I- Na sentença “A fórmula clássica que encerra as histórias infantis, ‘e viveram felizes para sempre’, é a expressão de um desinteresse total pelo que seria essa existência feliz. Nela se realiza, é fácil sentir, uma associação entre felicidade e morte.”, o pronome “nela” se refere a “existência feliz”.


    II- A expressão “olhos turvos”, presente em “Onde se vê felicidade pura pode ser que algo não se veja, que os olhos estejam turvos.”, foi usada de maneira metafórica.


    III- Ao final do texto, o autor adota uma abordagem metalinguística para marcar que, diferentemente da vida, seu texto tem fim.


    IV- Embora classificado como um artigo de opinião, o tipo textual predominante explorado por Fuks foi o narrativo.



    Está correto apenas o que se afirma em

    Escolha uma alternativa para a questão 7f412761-08
  • Linguagens

    Português

    Analise o meme criado a partir de uma imagem da obra Memorable deeds and sayings, produzida em Paris por volta de 1413.

    Imagem da questão de Português, UNESP 2025, Interpretação de Textos

    (www.medievalmemes.org)

    O meme mostra uma roda da fortuna, sendo girada pela senhora Fortuna, e expõe uma característica da mentalidade do Período Medieval:

    Escolha uma alternativa para a questão afffcf8e-00
  • Linguagens

    Inglês

    Examine a tira de Bill Watterson.


    Imagem da questão de Inglês, UNESP 2025, Interpretação de texto | Reading comprehension

    (www.facebook.com)


    In the comic strip, Calvin, the boy,


    Escolha uma alternativa para a questão affa8e69-00
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, UNESP 2025, Interpretação de texto | Reading comprehension


    (www.farmprogress.com, 25.03.2025. Adaptado.)


    1acreage: an area of land measured in acres.

    2bushel: a measure internationally used for grains; for soybean, it is equivalent to 27,216 kg.



    According to the information presented in the chart, 


    Escolha uma alternativa para a questão aff8151e-00
  • Linguagens

    Inglês

    Leia o texto para responder à questão.



    Dr. Mariangela Hungria will receive the $500,000 award for her work to utilize biological processes to sustainably improve crop1 nutrition, yields2 and productivity. The scientist whose discoveries helped Brazil become a global agricultural powerhouse has been named the 2025 World Food Prize Laureate.



    Dr. Mariangela Hungria, a microbiologist from São Paulo, has developed dozens of biological seed and soil treatments that help crops source nutrients through soil bacteria, significantly increasing yields of major crops while also reducing the need for synthetic fertilizer. Her products are estimated to have been used across more than 40 million hectares in Brazil, saving farmers up to US$40 billion a year in costs while avoiding more than 180 million metric tons of CO2 equivalent emissions per year.



    Dr. Hungria’s work has helped improve yields of wheat, corn, rice, common beans, and other major crops, including soybean, which is now Brazil’s top agricultural export. Over her 40-year career with the Brazilian Agricultural Research Corporation (Embrapa), national soybean production increased from 15 million tons in 1979 to an anticipated 173 million tons in the next harvest3 in 2025.



    Dr. Hungria, who overcame prejudices against women and young mothers in academia to be named one of the 100 most powerful women in agriculture in Brazil by Forbes magazine in 2021, said she was inspired by Dr. Norman Borlaug, the father of the Green Revolution and founder of the World Food Prize. “I like to say that he made the Green Revolution possible, and we had this great opportunity to start a ‘micro green revolution’ — a green revolution, but with microorganisms,” she added. “I can’t quite believe I am now receiving the World Food Prize. Many people questioned me and my abilities throughout my career but I believed in what I was doing and persevered. The role of women in agriculture, from farming to science, deserves more recognition. I hope my achievement inspires others to pursue their passions in science.”



    (www.worldfoodprize.org, 13.05.2025. Adaptado.)


    1crop: cultivated plant that is grown as food, especially grain, fruit or vegetable.


    2yields: the full amounts of an agricultural product.


    3harvest: the crops that are cut and collected.

    In the excerpt from the fourth paragraph “this great opportunity to start a ‘micro green revolution’ — a green revolution, but with microorganisms”, the underlined phrase

    Escolha uma alternativa para a questão aff2f955-00
  • Linguagens

    Inglês

    Leia o texto para responder à questão.



    Dr. Mariangela Hungria will receive the $500,000 award for her work to utilize biological processes to sustainably improve crop1 nutrition, yields2 and productivity. The scientist whose discoveries helped Brazil become a global agricultural powerhouse has been named the 2025 World Food Prize Laureate.



    Dr. Mariangela Hungria, a microbiologist from São Paulo, has developed dozens of biological seed and soil treatments that help crops source nutrients through soil bacteria, significantly increasing yields of major crops while also reducing the need for synthetic fertilizer. Her products are estimated to have been used across more than 40 million hectares in Brazil, saving farmers up to US$40 billion a year in costs while avoiding more than 180 million metric tons of CO2 equivalent emissions per year.



    Dr. Hungria’s work has helped improve yields of wheat, corn, rice, common beans, and other major crops, including soybean, which is now Brazil’s top agricultural export. Over her 40-year career with the Brazilian Agricultural Research Corporation (Embrapa), national soybean production increased from 15 million tons in 1979 to an anticipated 173 million tons in the next harvest3 in 2025.



    Dr. Hungria, who overcame prejudices against women and young mothers in academia to be named one of the 100 most powerful women in agriculture in Brazil by Forbes magazine in 2021, said she was inspired by Dr. Norman Borlaug, the father of the Green Revolution and founder of the World Food Prize. “I like to say that he made the Green Revolution possible, and we had this great opportunity to start a ‘micro green revolution’ — a green revolution, but with microorganisms,” she added. “I can’t quite believe I am now receiving the World Food Prize. Many people questioned me and my abilities throughout my career but I believed in what I was doing and persevered. The role of women in agriculture, from farming to science, deserves more recognition. I hope my achievement inspires others to pursue their passions in science.”



    (www.worldfoodprize.org, 13.05.2025. Adaptado.)


    1crop: cultivated plant that is grown as food, especially grain, fruit or vegetable.


    2yields: the full amounts of an agricultural product.


    3harvest: the crops that are cut and collected.

    No trecho do segundo parágrafo “saving farmers up to US$40 billion a year in costs while avoiding more than 180 million metric tons of CO2 equivalent emissions per year”, o termo sublinhado indica


    Escolha uma alternativa para a questão afeade0f-00
  • Linguagens

    Inglês

    Examine o cartaz para responder à questão.


    Imagem da questão de Inglês, UNESP 2025, Interpretação de texto | Reading comprehension

    (https://commons.wikimedia.org. Adaptado.)

    In the excerpt from the poster “Do not bring this pest home”, the underlined word refers to

    Escolha uma alternativa para a questão afe5e9a0-00
  • Linguagens

    Inglês

    Examine o cartaz para responder à questão.


    Imagem da questão de Inglês, UNESP 2025, Interpretação de texto | Reading comprehension

    (https://commons.wikimedia.org. Adaptado.)

    The main purpose of the poster is to


    Escolha uma alternativa para a questão afe3143b-00
  • Linguagens

    Literatura

    Para responder à questão, examine o desenho de Dedé Laurentino, concebido a partir do poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).


    Imagem da questão de Literatura, UNESP 2025, Escolas Literárias


    (Dedé Laurentino. Você está aqui, 2023. Adaptado.)

    Poucos poemas causaram tanta polêmica na história da literatura brasileira quanto “No meio do caminho”, publicado originalmente em 1928 na Revista de Antropofagia. São características desse poema de Drummond, que o afastam da estética parnasiana, ainda em voga no Brasil no início do século XX:

    Escolha uma alternativa para a questão afdb7596-00
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o início do ensaio “Bom dia, senhor Courbet!” do crítico de arte Jorge Coli (1947- ).



    Gustave Courbet (1819-1877) e sua obra revelam uma relação intrincada entre aquilo que é subjetivo e aquilo que é coletivo; entre aquilo que é biografia individual e aquilo que é pintura propriamente dita. Não se trata de uma obra, à primeira vista, sedutora. Ao contrário, ela elimina o fascínio mais imediato — o fascínio das belas cores, por exemplo; o fascínio dos temas, torturados ou felizes. Contraditória com o modo de ser do artista — que era truculento, tagarela, escandaloso, barulhento —, essa obra é grave e silenciosa. Ela exige recolhimento, meditação, ela exige a frequentação persistente, ela exige o olhar prolongado. Os quadros de Courbet dão a impressão de conterem elementos destinados a afugentar o olhar superficial e mesmo, algumas vezes, a horrorizá-lo.

    Mas essa obra e seu autor, de modo cúmplice, promoveram o desgarramento dos vínculos que submetiam os artistas a valores que estavam constituídos fora deles. Até Courbet, os artistas dependiam de um universo ético que estavam encarregados de veicular — por exemplo, Jacques-Louis David (1748-1825) celebra a Revolução Francesa, ou celebra o Império napoleônico; Eugène Delacroix (1798-1863) tratará de temas que envolvem a liberdade política. O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens.

    O artista marginal é aquele que não deve mais nada nem ao mundo, nem a ninguém — a não ser a si próprio. Ao mesmo tempo independente e consciente da elevação de sua tarefa artística, é obrigado, para manter-se à altura de si mesmo, a estabelecer os seus próprios valores. Isto é, ele é obrigado a construir uma ética para si.


    (https://artepensamento.ims.com.br, 1992. Adaptado.)



    De acordo com Jorge Coli, a obra de Courbet, em contradição com o modo de ser do artista, caracteriza-se



    Escolha uma alternativa para a questão afcb9c0d-00
  • Linguagens

    Português

    Examine a tirinha da cartunista Laerte, publicada em sua conta @laerteminotaura no Instagram em 29.12.2022.

    Imagem da questão de Português, UNESP 2025, Interpretação de Textos

    Na construção do sentido de sua tirinha, Laerte explora basicamente


    Escolha uma alternativa para a questão afb89541-00
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia um trecho do romance ilustrado As aventuras de Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, de Angelo Agostini (1843-1910) e Cândido Aragonez de Faria (1849-1911), publicado original mente entre 30 de janeiro de 1869 e 12 de outubro de 1872. O Dia do Quadrinho Nacional é celebrado em 30 de janeiro em razão justamente da data de publicação do primeiro capítulo desse romance ilustrado.


    Nhô1 Quim, jovem de vinte anos, filho único de gente rica porém honrada, namorara-se de sinhá Rosa, moça virtuosa, mas que... de louça nem um pires. O velho Quim, tendo só em vista a felicidade do pequeno, entende que mulher sem dinheiro é asneira; e por isso em lugar de mandar o filho plantar batatas, (o que seria muito proveitoso na roça), resolve-o a dar um passeio à Corte para distraí-lo.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UNESP 2025, Sintaxe

    Figura 2 de 2 da questão de Português, UNESP 2025, Sintaxe




    (Angelo Agostini e Cândido Aragonez de Faria. As aventuras do Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, 2024. Adaptado.)


    1nhô: tratamento reverente dispensado originalmente aos brancos, especialmente aos patrões ou proprietários, pelos escravizados.

    2ruço: pelo castanho-claro.

    3selim: sela para montaria.

    4ratão: indivíduo excêntrico, extravagante.

    5caiporismo: estado, condição ou qualidade de quem é caipora, infeliz ou azarado em tudo ou quase tudo que faz ou que lhe sucede.

    “Encostando-se à vidraça do Grande Mágico, Nhô Quim sentiu uma coisa!...”


    Em relação à oração que a sucede, a oração sublinhada expressa ideia de

    Escolha uma alternativa para a questão afb5e200-00
  • Linguagens

    Literatura

    Para responder à questão, leia um trecho do romance ilustrado As aventuras de Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, de Angelo Agostini (1843-1910) e Cândido Aragonez de Faria (1849-1911), publicado original mente entre 30 de janeiro de 1869 e 12 de outubro de 1872. O Dia do Quadrinho Nacional é celebrado em 30 de janeiro em razão justamente da data de publicação do primeiro capítulo desse romance ilustrado.


    Nhô1 Quim, jovem de vinte anos, filho único de gente rica porém honrada, namorara-se de sinhá Rosa, moça virtuosa, mas que... de louça nem um pires. O velho Quim, tendo só em vista a felicidade do pequeno, entende que mulher sem dinheiro é asneira; e por isso em lugar de mandar o filho plantar batatas, (o que seria muito proveitoso na roça), resolve-o a dar um passeio à Corte para distraí-lo.

    Figura 1 de 2 da questão de Literatura, UNESP 2025, Escolas Literárias

    Figura 2 de 2 da questão de Literatura, UNESP 2025, Escolas Literárias




    (Angelo Agostini e Cândido Aragonez de Faria. As aventuras do Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, 2024. Adaptado.)


    1nhô: tratamento reverente dispensado originalmente aos brancos, especialmente aos patrões ou proprietários, pelos escravizados.

    2ruço: pelo castanho-claro.

    3selim: sela para montaria.

    4ratão: indivíduo excêntrico, extravagante.

    5caiporismo: estado, condição ou qualidade de quem é caipora, infeliz ou azarado em tudo ou quase tudo que faz ou que lhe sucede.

    O estilo cômico e satírico observado em As aventuras de Nhô Quim caracteriza também a seguinte obra do Romantismo brasileiro:

    Escolha uma alternativa para a questão afb34225-00
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia um trecho do romance ilustrado As aventuras de Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, de Angelo Agostini (1843-1910) e Cândido Aragonez de Faria (1849-1911), publicado original mente entre 30 de janeiro de 1869 e 12 de outubro de 1872. O Dia do Quadrinho Nacional é celebrado em 30 de janeiro em razão justamente da data de publicação do primeiro capítulo desse romance ilustrado.


    Nhô1 Quim, jovem de vinte anos, filho único de gente rica porém honrada, namorara-se de sinhá Rosa, moça virtuosa, mas que... de louça nem um pires. O velho Quim, tendo só em vista a felicidade do pequeno, entende que mulher sem dinheiro é asneira; e por isso em lugar de mandar o filho plantar batatas, (o que seria muito proveitoso na roça), resolve-o a dar um passeio à Corte para distraí-lo.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UNESP 2025, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, UNESP 2025, Interpretação de Textos




    (Angelo Agostini e Cândido Aragonez de Faria. As aventuras do Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, 2024. Adaptado.)


    1nhô: tratamento reverente dispensado originalmente aos brancos, especialmente aos patrões ou proprietários, pelos escravizados.

    2ruço: pelo castanho-claro.

    3selim: sela para montaria.

    4ratão: indivíduo excêntrico, extravagante.

    5caiporismo: estado, condição ou qualidade de quem é caipora, infeliz ou azarado em tudo ou quase tudo que faz ou que lhe sucede.

    Com finalidade humorística, o narrador explora abertamente a contraposição do sentido figurado e do sentido literal de uma expressão no trecho:

    Escolha uma alternativa para a questão afade15b-00
  • Linguagens

    Inglês

    Read Text III below and answer the  question that follow it.


    Text III


    Imagem da questão de Inglês, Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná 2025, Interpretação de texto | Reading comprehension


    From:https://images.baklol.com/08753e49e68e27620affe1eb2c60c1441450870314. JPG

    In the second panel, the phone
    Escolha uma alternativa para a questão b4d74d75-f9
  • Linguagens

    Inglês

    Read Text II below and answer the question that follow it.

    Text II


    Imagem da questão de Inglês, Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná 2025, Interpretação de texto | Reading comprehension

    From: https://cdn.quotesgram.com/img/31/9/1932969763-Thoreau-empathyquote.jpg
    The phrasal verb “take place” in this poster means to
    Escolha uma alternativa para a questão b4d4d77a-f9
  • Linguagens

    Inglês

    Read Text I below and answer the  question that follow it.


    Text I


    Jonathan Haidt: How to make the 'anxious generation' happy again


    Academics researching wellbeing have for a long time almost unanimously agreed on one thing: over the typical lifetime, happiness tends to follow a U-shaped curve, peaking at 30, plummeting at age 50, before spiking again after 70. It’s a pattern replicated using data going back as far as the 1970s in almost 150 countries.

    But around 2011, researchers noticed an astonishing reversal in this trend. “This empirical regularity has been replaced by a monotonic decrease in ill-being by age,” they reported in an NBER working paper. In plain English, younger people today are unhappier, both compared to previous generations and to their older peers. Or, to quote the title of the most recent book from Jonathan Haidt, Professor of Ethical Leadership at New York University, they are the anxious generation […].

    Today, rather than playing with their friends, kids stay at home on their devices. Instead of hearing chatter and laughter in the corridor of schools, we hear the gentle tapping of screens. The social isolation many of us experienced during pandemic-induced lockdowns was nothing new for children, Haidt said. “They began social distancing as soon as they got smartphones.”

    The good news for parents is that, while this trend is worrying, it is not inevitable. There are things we can do. “We can turn this around with four new norms,” Haidt proposed.

    The first norm is a commitment to not give our children a smartphone until they are at least 14. “Give them a flip-phone if you want to, so they can call and text you,” he said. “But don’t give the entire world access to your child.” The second is to not allow our children to use social media until they are at least 16. “Social media is wildly inappropriate for children — you have strangers trying to talk to them, cyberbullying, explosive drama.”

    The third norm is that schools should be a phone-free environment. “All schools need to be phone free from bell to bell — from the morning when kids arrive to the end when they leave,” Haidt explained.

    And finally, the fourth norm involves going back to a time where parents felt more comfortable letting their kids walk to the shops or play outside with friends. “The fourth norm is to give them much more independence in the real world,” he said. “Ultimately, our mission is to restore childhood: the kind of wonderful, fun, exciting childhood we all had, which was full of conflicts, failures, exploration, adventure, risk-taking, thrills and all those emotions that you experienced not with your parents, but when you were out, away from your secure home base.”


    Adapted from https://www.weforum.org/stories/2025/01/jonathan-haidt-digitaltechnology-social-media-childhood/
    When the author argues that the trend “is not inevitable” (4th paragraph), he means that it is 
    Escolha uma alternativa para a questão b4cb37fa-f9
  • Linguagens

    Inglês

    Read Text I below and answer the  question that follow it.


    Text I


    Jonathan Haidt: How to make the 'anxious generation' happy again


    Academics researching wellbeing have for a long time almost unanimously agreed on one thing: over the typical lifetime, happiness tends to follow a U-shaped curve, peaking at 30, plummeting at age 50, before spiking again after 70. It’s a pattern replicated using data going back as far as the 1970s in almost 150 countries.

    But around 2011, researchers noticed an astonishing reversal in this trend. “This empirical regularity has been replaced by a monotonic decrease in ill-being by age,” they reported in an NBER working paper. In plain English, younger people today are unhappier, both compared to previous generations and to their older peers. Or, to quote the title of the most recent book from Jonathan Haidt, Professor of Ethical Leadership at New York University, they are the anxious generation […].

    Today, rather than playing with their friends, kids stay at home on their devices. Instead of hearing chatter and laughter in the corridor of schools, we hear the gentle tapping of screens. The social isolation many of us experienced during pandemic-induced lockdowns was nothing new for children, Haidt said. “They began social distancing as soon as they got smartphones.”

    The good news for parents is that, while this trend is worrying, it is not inevitable. There are things we can do. “We can turn this around with four new norms,” Haidt proposed.

    The first norm is a commitment to not give our children a smartphone until they are at least 14. “Give them a flip-phone if you want to, so they can call and text you,” he said. “But don’t give the entire world access to your child.” The second is to not allow our children to use social media until they are at least 16. “Social media is wildly inappropriate for children — you have strangers trying to talk to them, cyberbullying, explosive drama.”

    The third norm is that schools should be a phone-free environment. “All schools need to be phone free from bell to bell — from the morning when kids arrive to the end when they leave,” Haidt explained.

    And finally, the fourth norm involves going back to a time where parents felt more comfortable letting their kids walk to the shops or play outside with friends. “The fourth norm is to give them much more independence in the real world,” he said. “Ultimately, our mission is to restore childhood: the kind of wonderful, fun, exciting childhood we all had, which was full of conflicts, failures, exploration, adventure, risk-taking, thrills and all those emotions that you experienced not with your parents, but when you were out, away from your secure home base.”


    Adapted from https://www.weforum.org/stories/2025/01/jonathan-haidt-digitaltechnology-social-media-childhood/
    The phrase “as soon as” in “as soon as they got smartphones” (3rd paragraph) indicates 
    Escolha uma alternativa para a questão b4c630b0-f9