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Questões do ENEM: Linguagens

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Resultados: 18.995 questões

Página 931 de 950

  • Linguagens

    Português

    Instrução: A questão refere-se ao Texto 2.


    Texto 2

    Figura 1 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Interpretação de Textos
    Figura 3 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Interpretação de Textos



    Adaptado de: OLIVEIRA JR., M. O que é entonação? In: OTHERO, G. A.; FLORES, V. N. O que sabemos sobre a linguagem? São Paulo: Parábola, 2022.
    Considere as seguintes afirmações sobre a síntese dos parágrafos do texto.


    I - O primeiro parágrafo traz uma contextualização do tema, via exemplos que o autor procura apresentar para situar o leitor.

    II - O segundo parágrafo apresenta a argumentação do autor, relacionada ao papel que as propriedades, acima do nível segmental, têm para expressar diferentes sentidos de uma frase.

    III- O terceiro e quarto parágrafos retomam exemplos, com a apresentação do termo entonação, relativamente à fala e à escrita.


    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão 2965d829-7a
  • Linguagens

    Português

    Instrução: A questão refere-se ao Texto 2.


    Texto 2

    Figura 1 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Interpretação de Textos
    Figura 3 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Interpretação de Textos



    Adaptado de: OLIVEIRA JR., M. O que é entonação? In: OTHERO, G. A.; FLORES, V. N. O que sabemos sobre a linguagem? São Paulo: Parábola, 2022.
    Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, sobre algumas das ideias expressas no texto.


    ( ) Uma frase como Leia isto (l. 01) pode expressar diferentes sentidos, a depender da maneira como ela for pronunciada.

    ( ) A frase escrita, ao contrário da frase falada, expressa seu sentido de maneira regular e constante, sem variações.

    ( ) Uma mesma frase, a depender de como é pronunciada, pode indicar sentimentos e atitudes muito distintas, tal como euforia, ironia ou contraste.

    ( ) As propriedades responsáveis pela diversidade de sentido nas frases são propriedades ligadas aos segmentos sonoros que compõem as palavras que formam as frases.


    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão 296307da-7a
  • Linguagens

    Português

    Instrução: A questão está relacionada ao texto 1.


    Figura 1 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Interpretação de Textos
    Figura 3 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Interpretação de Textos


    Adaptado de: ASSIS BRASIL, L. A. O pintor de retratos. Porto Alegre: L&PM, 2002.
    Considere as seguintes afirmações sobre o texto.


    I - Os travessões (l. 33 a 44) servem para marcar diálogos, estabelecendo a delimitação temporal entre o presente das falas dos personagens e o passado em que o narrador relata os acontecimentos.

    II - As interrogações no texto são utilizadas para o narrador criar um espaço de dúvidas entre os personagens, com o propósito de expressar um conflito relacionado à existência de competição profissional entre eles.

    III- O uso de itálico (l. 21) serve para o narrador destacar o nome carimbado na tampa de um vidro e, com isso, indicar a origem do produto utilizado pelo personagem Carducci.


    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão 29603f57-7a
  • Linguagens

    Português

    Instrução: A questão está relacionada ao texto 1.


    Figura 1 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Coesão e coerência
    Figura 2 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Coesão e coerência
    Figura 3 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Coesão e coerência


    Adaptado de: ASSIS BRASIL, L. A. O pintor de retratos. Porto Alegre: L&PM, 2002.
    Considere as seguintes afirmações acerca de formas temporais e suas relações de sentido expressas no texto.


    I - As formas vagava (l. 08) e conhecia (l. 09), pertencentes ao pretérito imperfeito, servem como descrição de espaços.

    II - As formas verbais ocultara (l. 12), devo (l. 43) e virei (l. 54) são usadas para expressar passado, presente e futuro, respectivamente.

    III- O emprego das formas hoje (l. 12) e agora (l. 29) referem-se ao dia e ao momento de escrita do texto, usos que têm o propósito de aproximar o narrador do leitor.


    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão 295cc06c-7a
  • Linguagens

    Português

    Instrução: A questão está relacionada ao texto 1.


    Figura 1 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Pontuação
    Figura 2 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Pontuação
    Figura 3 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Pontuação


    Adaptado de: ASSIS BRASIL, L. A. O pintor de retratos. Porto Alegre: L&PM, 2002.
    Considere as afirmações abaixo.


    I - A inserção de uma vírgula depois de vagava (l. 08) não altera o sentido original da frase e mantém sua correção gramatical.

    II - Todos os travessões do sexto parágrafo são usados para marcarem falas dos personagens.

    III- A substituição da vírgula antes de entretanto (l. 39) por um ponto e vírgula não altera o sentido original da frase e mantém sua correção gramatical.


    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão 2959f7b0-7a
  • Linguagens

    Português

    Instrução: A questão está relacionada ao texto 1.


    Figura 1 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Sintaxe
    Figura 2 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Sintaxe
    Figura 3 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Sintaxe


    Adaptado de: ASSIS BRASIL, L. A. O pintor de retratos. Porto Alegre: L&PM, 2002.
    Várias passagens do texto apresentam sujeitos não expressos cuja referência pode ser recuperada pelo contexto.


    No bloco abaixo, assinale 1 para as formas verbais cujo sujeito se refere ao personagem Carducci; e 2 para as formas verbais cujo sujeito se refere ao personagem Sandro.


    ( ) gostaria (l. 04).

    ( ) mostrava (l. 27).

    ( ) colocou (l. 30).

    ( ) concordasse (l. 40).

    ( ) devo (l. 43).


    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão 29556d92-7a
  • Linguagens

    Português

    Instrução: A questão está relacionada ao texto 1.


    Figura 1 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Encontros consonantais: Dígrafos
    Figura 2 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Encontros consonantais: Dígrafos
    Figura 3 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Encontros consonantais: Dígrafos


    Adaptado de: ASSIS BRASIL, L. A. O pintor de retratos. Porto Alegre: L&PM, 2002.
    Assinale a alternativa que contém apenas palavras com dígrafos consonantais.
    Escolha uma alternativa para a questão 29526c87-7a
  • Linguagens

    Português

    Instrução: A questão está relacionada ao texto 1.


    Figura 1 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Coesão e coerência
    Figura 2 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Coesão e coerência
    Figura 3 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Coesão e coerência


    Adaptado de: ASSIS BRASIL, L. A. O pintor de retratos. Porto Alegre: L&PM, 2002.
    Considere as seguintes afirmações sobre os usos de mas (l. 02 e 06).


    I - Funcionam como conjunção que colocam em relação dois segmentos com orientações de sentido distintas.

    II - Mostram que o narrador apresenta o conflito do personagem Sandro entre seu desejo de seguir adiante e o de aceitar o convite do personagem Carducci.

    III- Funcionam como nexo, que, na relação entre segmentos, carregam a ideia de conformidade.


    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão 294cc052-7a
  • Linguagens

    Português

    Instrução: A questão está relacionada ao texto 1.


    Figura 1 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Interpretação de Textos
    Figura 3 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Interpretação de Textos


    Adaptado de: ASSIS BRASIL, L. A. O pintor de retratos. Porto Alegre: L&PM, 2002.
    Assinale a alternativa que melhor expressa a ideia central do texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 2946273c-7a
  • Linguagens

    Português

    Instrução: A questão está relacionada ao texto 1.


    Figura 1 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Crase
    Figura 2 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Crase
    Figura 3 de 3 da questão de Português, UFRGS 2023, Crase


    Adaptado de: ASSIS BRASIL, L. A. O pintor de retratos. Porto Alegre: L&PM, 2002.
    Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das linhas 09, 17 e 53, nessa ordem.
    Escolha uma alternativa para a questão 29414dc0-7a
  • Linguagens

    Português

    A Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) é um exame que permite o registro indireto e intermitente da pressão arterial durante 24 horas, enquanto o paciente realiza suas atividades habituais, e também durante o sono. O exame consiste na instalação de um aparelho no paciente, cujo objetivo é monitorar a pressão arterial a cada 20 minutos durante 24 horas seguidas.

    (https://altadiagnosticos.com.br. Adaptado.)

    Nesse exame, a frequência com que a pressão arterial é monitorada é
    Escolha uma alternativa para a questão 4b410b4f-75
  • Linguagens

    Inglês

    Leia o cartum publicado por @successpictures em sua conta no Instagram.



    Imagem da questão de Inglês, Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo 2023, Interpretação de texto | Reading comprehension


    No contexto do cartum, a frase “You always want what you don’t have” pode ser associada ao seguinte ditado popular:

    Escolha uma alternativa para a questão 4ae18fb6-75
  • Linguagens

    Inglês

    Leia o pôster de uma campanha da Universidade Cornell sobre a inclusão de pessoas com deficiência.


    Imagem da questão de Inglês, Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo 2023, Interpretação de texto | Reading comprehension



    De acordo com o pôster, a universidade pretende
    Escolha uma alternativa para a questão 4aded621-75
  • Linguagens

    Inglês

       British workers are increasingly likely to work into their 70s, according to a research that found the cost of living crisis has left older people with little choice but to stay in employment. There were 446,601 people above the age of 70 still in work in 2022, a rise of 61% compared with 277,926 in 2012, said Rest Less, an online community for the over-50s that offers advice to older workers.
       While most of the over-70s workforce is male, the rise has been more significant among women, most likely in response to the gradual equalisation of pension ages between 2010 and 2020. Women were previously able to retire five years earlier. The number of women working beyond the age of 70 is up 66% since 2012, compared with an increase of 58% for men.
        Stuart Lewis, the chief executive of Rest Less, drew a comparison between older workers and King Charles, but acknowledged that most continue working “for very different reasons” to the hereditary monarch. “At the age of 74, King Charles is a fantastic example of someone who both enjoys, and benefits from, continuing to work post-state pension1 age,” said Lewis. “Our latest analysis shows that there are far more over-70s in the workplace today than a decade ago. Until Covid hit and life expectancy dropped for the first time in a decade, there were more people reaching their state pension age than ever before, which meant there were more experienced people in the workplace than ever before too.”
        Lewis said many of those reaching the theoretical age of retirement were staying in the workplace for lack of any other option. “Like King Charles, many of these people will have no choice but to work, although for very different reasons to the king. We see many older workers today who are struggling to survive amidst the cost of living crisis, with inadequate retirement savings meaning they must work in order to survive financially.” The state pension age in the United Kingdom (UK) is 66 for men and women but is due to start rising from 2026.

    (Rob Davies. www.theguardian.com, 30.04.2023. Adaptado.)

    1      state pension: a regular payment from the government to someone who does not work anymore.
    No trecho do quarto parágrafo “in order to survive financially”, a expressão sublinhada transmite a ideia de 
    Escolha uma alternativa para a questão 4adc0a71-75
  • Linguagens

    Inglês

       British workers are increasingly likely to work into their 70s, according to a research that found the cost of living crisis has left older people with little choice but to stay in employment. There were 446,601 people above the age of 70 still in work in 2022, a rise of 61% compared with 277,926 in 2012, said Rest Less, an online community for the over-50s that offers advice to older workers.
       While most of the over-70s workforce is male, the rise has been more significant among women, most likely in response to the gradual equalisation of pension ages between 2010 and 2020. Women were previously able to retire five years earlier. The number of women working beyond the age of 70 is up 66% since 2012, compared with an increase of 58% for men.
        Stuart Lewis, the chief executive of Rest Less, drew a comparison between older workers and King Charles, but acknowledged that most continue working “for very different reasons” to the hereditary monarch. “At the age of 74, King Charles is a fantastic example of someone who both enjoys, and benefits from, continuing to work post-state pension1 age,” said Lewis. “Our latest analysis shows that there are far more over-70s in the workplace today than a decade ago. Until Covid hit and life expectancy dropped for the first time in a decade, there were more people reaching their state pension age than ever before, which meant there were more experienced people in the workplace than ever before too.”
        Lewis said many of those reaching the theoretical age of retirement were staying in the workplace for lack of any other option. “Like King Charles, many of these people will have no choice but to work, although for very different reasons to the king. We see many older workers today who are struggling to survive amidst the cost of living crisis, with inadequate retirement savings meaning they must work in order to survive financially.” The state pension age in the United Kingdom (UK) is 66 for men and women but is due to start rising from 2026.

    (Rob Davies. www.theguardian.com, 30.04.2023. Adaptado.)

    1      state pension: a regular payment from the government to someone who does not work anymore.
    No trecho do terceiro parágrafo “most continue working”, o termo sublinhado refere-se
    Escolha uma alternativa para a questão 4ad8ff8e-75
  • Linguagens

    Inglês

       British workers are increasingly likely to work into their 70s, according to a research that found the cost of living crisis has left older people with little choice but to stay in employment. There were 446,601 people above the age of 70 still in work in 2022, a rise of 61% compared with 277,926 in 2012, said Rest Less, an online community for the over-50s that offers advice to older workers.
       While most of the over-70s workforce is male, the rise has been more significant among women, most likely in response to the gradual equalisation of pension ages between 2010 and 2020. Women were previously able to retire five years earlier. The number of women working beyond the age of 70 is up 66% since 2012, compared with an increase of 58% for men.
        Stuart Lewis, the chief executive of Rest Less, drew a comparison between older workers and King Charles, but acknowledged that most continue working “for very different reasons” to the hereditary monarch. “At the age of 74, King Charles is a fantastic example of someone who both enjoys, and benefits from, continuing to work post-state pension1 age,” said Lewis. “Our latest analysis shows that there are far more over-70s in the workplace today than a decade ago. Until Covid hit and life expectancy dropped for the first time in a decade, there were more people reaching their state pension age than ever before, which meant there were more experienced people in the workplace than ever before too.”
        Lewis said many of those reaching the theoretical age of retirement were staying in the workplace for lack of any other option. “Like King Charles, many of these people will have no choice but to work, although for very different reasons to the king. We see many older workers today who are struggling to survive amidst the cost of living crisis, with inadequate retirement savings meaning they must work in order to survive financially.” The state pension age in the United Kingdom (UK) is 66 for men and women but is due to start rising from 2026.

    (Rob Davies. www.theguardian.com, 30.04.2023. Adaptado.)

    1      state pension: a regular payment from the government to someone who does not work anymore.
    De acordo com o texto,
    Escolha uma alternativa para a questão 4ad5e3ef-75
  • Linguagens

    Inglês

       British workers are increasingly likely to work into their 70s, according to a research that found the cost of living crisis has left older people with little choice but to stay in employment. There were 446,601 people above the age of 70 still in work in 2022, a rise of 61% compared with 277,926 in 2012, said Rest Less, an online community for the over-50s that offers advice to older workers.
       While most of the over-70s workforce is male, the rise has been more significant among women, most likely in response to the gradual equalisation of pension ages between 2010 and 2020. Women were previously able to retire five years earlier. The number of women working beyond the age of 70 is up 66% since 2012, compared with an increase of 58% for men.
        Stuart Lewis, the chief executive of Rest Less, drew a comparison between older workers and King Charles, but acknowledged that most continue working “for very different reasons” to the hereditary monarch. “At the age of 74, King Charles is a fantastic example of someone who both enjoys, and benefits from, continuing to work post-state pension1 age,” said Lewis. “Our latest analysis shows that there are far more over-70s in the workplace today than a decade ago. Until Covid hit and life expectancy dropped for the first time in a decade, there were more people reaching their state pension age than ever before, which meant there were more experienced people in the workplace than ever before too.”
        Lewis said many of those reaching the theoretical age of retirement were staying in the workplace for lack of any other option. “Like King Charles, many of these people will have no choice but to work, although for very different reasons to the king. We see many older workers today who are struggling to survive amidst the cost of living crisis, with inadequate retirement savings meaning they must work in order to survive financially.” The state pension age in the United Kingdom (UK) is 66 for men and women but is due to start rising from 2026.

    (Rob Davies. www.theguardian.com, 30.04.2023. Adaptado.)

    1      state pension: a regular payment from the government to someone who does not work anymore.
    The main purpose of the text is to show that many British workers over 70
    Escolha uma alternativa para a questão 4ad0edbc-75
  • Linguagens

    Literatura

    Com sua divisa — inutilia truncat —, esses poetas expressaram seu repúdio às “coisas inúteis” que adornavam pesadamente a poesia barroca. Julgando que esta correspondera ao desequilíbrio e à decadência dos valores clássicos, queriam restaurar a supremacia da autêntica poesia clássica. Para consegui-lo, empreenderam uma espécie de viagem no tempo, em busca das fontes originárias do Classicismo. Desprezando o Barroco, detiveram-se no século XVI e dele resgataram o pastoralismo e a poesia camoniana.

    (Massaud Moisés. A literatura portuguesa, 1992. Adaptado.)

    O texto refere-se aos poetas
    Escolha uma alternativa para a questão 4acc7525-75
  • Linguagens

    Português

        O dentista me passou a receita de remédio para ajudar a cicatrizar melhor uma pequena cirurgia. Parei na primeira farmácia. Aliás, uma grande farmácia, pertencente a uma dessas redes. Farmácia se tornou supermercado. A gente entra, recebe cestinha, procura os remédios nas gôndolas. E importamos o costume norte-americano de drugstore. Tem de tudo, de remédios a bolachas, leite em pó, calcinha e sutiãs, refrigerantes. Aguardem: cachorro-quente!
        Pois o jovem que me serviu apanhou a receita, olhou, reolhou e perguntou:

       — O que está escrito aqui?
       — O nome do remédio.
       — Sei, mas qual é o remédio?
       — Você é quem tem de saber.
       — Mas como vou saber, se não entendo a letra?
       — Acho que deve ser... Periogard... Isto? Existe um remédio com esse nome?
       — Vou ver.
       Ele foi. Olhou o que foi possível no P. E voltou.
       — Não temos.
       — Acabou ou está em falta?
       — Está em falta.
       Deixei por isso mesmo e continuei. Parei na próxima. Também o jovem olhou, reolhou, cochichou com outro que deu uma vista na receita.
        — Não temos.
        — Que remédio mesmo é? — É esse que está escrito aí. — Sei. Mas não entendo letra de médico.     — Nem eu. Por que não escreveu à máquina?
      Continuei mais um pouco, mas desisti. E fui para casa, pensando naqueles tempos em que o farmacêutico lia qualquer letra. E os médicos pareciam fazer de propósito aqueles garranchos, para colocar à prova o pobre boticário. Que, por sua vez, não dava o braço a torcer. Olhava, e sabia o medicamento. Pode ser que muita gente tenha tomado aquilo que o farmacêutico entendeu e que nem sempre correspondia ao prescrito. Mas, era batata, não falhava. Em Araraquara, de vez em quando, a professora apanhava a prova de um aluno:
          — Que letrinha, hein? Vai ser médico? O que pensa? Que o professor é farmacêutico?
        Eram duas castas bem estabelecidas. Os médicos com as letras ruins e os farmacêuticos que decifravam tudo, champolions1 dedicados. Muitas vezes imaginei que houvesse um conluio, principalmente quando se deixava a receita para aviar2 . Na calada da noite, o farmacêutico batendo à porta do médico e pedindo: “Socorro, doutor. Pode me decifrar as receitas de hoje?” E lá ficavam os dois, labutando.
       Hoje, médicos usam computadores. E as farmácias têm tantos, mas tantos remédios, que é impossível se guardar o nome de todos. Há pilhas de listas, grossíssimas. Ou o povo anda muito doente ou o melhor negócio do mundo é montar um laboratório e em seguida uma farmácia.

    (Ignácio de Loyola Brandão. Crônicas para ler na escola, 2010.)

    1     champolion: Jean-François Champollion, principal responsável pela decifração dos hieróglifos egípcios.

    2    aviar: preparar um medicamento segundo uma prescrição.
    “Parei na primeira farmácia. Aliás, uma grande farmácia, pertencente a uma dessas redes. Farmácia se tornou supermercado.” (1o parágrafo)

    No contexto em que se insere, o termo sublinhado expressa ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão 4ac9b1ee-75
  • Linguagens

    Português

        O dentista me passou a receita de remédio para ajudar a cicatrizar melhor uma pequena cirurgia. Parei na primeira farmácia. Aliás, uma grande farmácia, pertencente a uma dessas redes. Farmácia se tornou supermercado. A gente entra, recebe cestinha, procura os remédios nas gôndolas. E importamos o costume norte-americano de drugstore. Tem de tudo, de remédios a bolachas, leite em pó, calcinha e sutiãs, refrigerantes. Aguardem: cachorro-quente!
        Pois o jovem que me serviu apanhou a receita, olhou, reolhou e perguntou:

       — O que está escrito aqui?
       — O nome do remédio.
       — Sei, mas qual é o remédio?
       — Você é quem tem de saber.
       — Mas como vou saber, se não entendo a letra?
       — Acho que deve ser... Periogard... Isto? Existe um remédio com esse nome?
       — Vou ver.
       Ele foi. Olhou o que foi possível no P. E voltou.
       — Não temos.
       — Acabou ou está em falta?
       — Está em falta.
       Deixei por isso mesmo e continuei. Parei na próxima. Também o jovem olhou, reolhou, cochichou com outro que deu uma vista na receita.
        — Não temos.
        — Que remédio mesmo é? — É esse que está escrito aí. — Sei. Mas não entendo letra de médico.     — Nem eu. Por que não escreveu à máquina?
      Continuei mais um pouco, mas desisti. E fui para casa, pensando naqueles tempos em que o farmacêutico lia qualquer letra. E os médicos pareciam fazer de propósito aqueles garranchos, para colocar à prova o pobre boticário. Que, por sua vez, não dava o braço a torcer. Olhava, e sabia o medicamento. Pode ser que muita gente tenha tomado aquilo que o farmacêutico entendeu e que nem sempre correspondia ao prescrito. Mas, era batata, não falhava. Em Araraquara, de vez em quando, a professora apanhava a prova de um aluno:
          — Que letrinha, hein? Vai ser médico? O que pensa? Que o professor é farmacêutico?
        Eram duas castas bem estabelecidas. Os médicos com as letras ruins e os farmacêuticos que decifravam tudo, champolions1 dedicados. Muitas vezes imaginei que houvesse um conluio, principalmente quando se deixava a receita para aviar2 . Na calada da noite, o farmacêutico batendo à porta do médico e pedindo: “Socorro, doutor. Pode me decifrar as receitas de hoje?” E lá ficavam os dois, labutando.
       Hoje, médicos usam computadores. E as farmácias têm tantos, mas tantos remédios, que é impossível se guardar o nome de todos. Há pilhas de listas, grossíssimas. Ou o povo anda muito doente ou o melhor negócio do mundo é montar um laboratório e em seguida uma farmácia.

    (Ignácio de Loyola Brandão. Crônicas para ler na escola, 2010.)

    1     champolion: Jean-François Champollion, principal responsável pela decifração dos hieróglifos egípcios.

    2    aviar: preparar um medicamento segundo uma prescrição.
    Verifica-se o emprego de vírgula para separar elementos de uma enumeração em:
    Escolha uma alternativa para a questão 4ac72c37-75