Questões do ENEM: Linguagens
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18.995 questões encontradas. Mostrando a página 237 de 950.
637524D4-D8 Leia o texto I e responda à questãoTEXTO ISUPER VELOCIDADEO velocista escarlate consegue mover-se a uma velocidade sobre-humana e, com isso, é capaz de violar várias leis da Física. Barry Allan ganhou seus poderes após ser atingido por um raio. Então, ele resolveu colocar um colante vermelho e sair por aí, correndo. Depois de um tempo, acabou se juntando a outros super-heróis integrando a Liga da Justiça. Será que a gente conseguiria correr por aí como o Flash?Nós somos uma espécie bem lenta quando comparada a outras. Nossos pés e pernas evoluíram para escalar árvores. Nós começamos a andar eretos recentemente enquanto outros animais evoluíram de ancestrais bípedes.Engenheiros e pesquisadores têm se baseado em pernas de outros animais para dar um jeito de aumentar a nossa velocidade. Um destes animais é a avestruz, que corre até 64 km por hora, usando metade da energia que nós. Isso é possível porque eles têm tendões que são capazes de reciclar a energia exercida quando os pés batem no chão e a utilizam para impulsionar o pé no próximo passo. Algumas próteses utilizadas por atletas olímpicos foram baseadas nas pernas e patas da avestruz.O recorde de velocidade humana é dos astronautas da Apollo 11, que atingiram 40.000 km/h quando a espaçonave reentrou na atmosfera terrestre. Nós poderíamos economizar muito tempo nos movimentando nesta velocidade, mas há alguns problemas.Com super velocidade, antes de você ver o que está a sua frente e reagir, você já teria passado por, ou através, do que quer que fosse que teria que desviar. A conta é: tempo (1/5 de segundo) multiplicado pela velocidade (40.000 km/h) é igual a distância (2,2 km). Ou seja, se você estivesse correndo nesta velocidade e tentasse desviar de um prédio, teria que estar a mais de 2 km dele para ter tempo de desviar. Quem dirige sabe o que acontece com um inseto quando ele atinge o para-brisa do carro. Não é uma visão muito bonita (principalmente para o inseto). Dessa forma, qualquer colisão direta que você tenha viajando mais de 95 km por hora será fatal. Então, não adianta ter super cura se você morre no impacto. Na melhor das hipóteses, caso você seja indestrutível, se tornaria um míssil, destruindo tudo que atingisse.Tudo bem! Você se livrou de todos estes problemas! Imagine que uma bala está prestes a atingir uma donzela em perigo. Então você, com sua super velocidade, agarra a moça e a leva para um lugar seguro. Romântico, mas ela vai sofrer mais lesões pelo salvamento do que pela bala.A Primeira Lei de Newton fala da Inércia, que é a resistência a uma mudança no estado natural de repouso ou movimento. Isso significa que um objeto vai continuar se movendo ou continuar parado, a não ser que algo mude isso. Ela estava parada e acelerou até a sua velocidade em menos de um segundo. O cérebro dela se chocaria com uma das paredes dentro do crânio no momento do seu salvamento e, ao parar abruptamente, o cérebro se chocaria com a outra parede do crânio, transformando-se em mingau. Neste caso, não é a velocidade que causa os danos, mas sim a aceleração ou a parada abrupta, da mesma forma que você é jogado para frente quando o motorista do ônibus pisa fundo no freio. O que você fez à moça é matematicamente a mesma coisa que atropelá-la com uma nave espacial a 40.000 km/h.Disponível em: <https://medium.com/ciencia-descomplicada/ super-poderes-4-super-velocidade-c0c5333a18a4>. Acessado em: 06.08.2018
Em “Nós poderíamos economizar muito tempo nos movimentando nesta velocidade, mas há alguns problemas.” o termo em negrito poderia ser substituído, sem prejuízos ao sentido e à estrutura, por:6371E29A-D8 Português
Interpretação de TextosIF-BA · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o texto I e responda à questãoTEXTO ISUPER VELOCIDADEO velocista escarlate consegue mover-se a uma velocidade sobre-humana e, com isso, é capaz de violar várias leis da Física. Barry Allan ganhou seus poderes após ser atingido por um raio. Então, ele resolveu colocar um colante vermelho e sair por aí, correndo. Depois de um tempo, acabou se juntando a outros super-heróis integrando a Liga da Justiça. Será que a gente conseguiria correr por aí como o Flash?Nós somos uma espécie bem lenta quando comparada a outras. Nossos pés e pernas evoluíram para escalar árvores. Nós começamos a andar eretos recentemente enquanto outros animais evoluíram de ancestrais bípedes.Engenheiros e pesquisadores têm se baseado em pernas de outros animais para dar um jeito de aumentar a nossa velocidade. Um destes animais é a avestruz, que corre até 64 km por hora, usando metade da energia que nós. Isso é possível porque eles têm tendões que são capazes de reciclar a energia exercida quando os pés batem no chão e a utilizam para impulsionar o pé no próximo passo. Algumas próteses utilizadas por atletas olímpicos foram baseadas nas pernas e patas da avestruz.O recorde de velocidade humana é dos astronautas da Apollo 11, que atingiram 40.000 km/h quando a espaçonave reentrou na atmosfera terrestre. Nós poderíamos economizar muito tempo nos movimentando nesta velocidade, mas há alguns problemas.Com super velocidade, antes de você ver o que está a sua frente e reagir, você já teria passado por, ou através, do que quer que fosse que teria que desviar. A conta é: tempo (1/5 de segundo) multiplicado pela velocidade (40.000 km/h) é igual a distância (2,2 km). Ou seja, se você estivesse correndo nesta velocidade e tentasse desviar de um prédio, teria que estar a mais de 2 km dele para ter tempo de desviar. Quem dirige sabe o que acontece com um inseto quando ele atinge o para-brisa do carro. Não é uma visão muito bonita (principalmente para o inseto). Dessa forma, qualquer colisão direta que você tenha viajando mais de 95 km por hora será fatal. Então, não adianta ter super cura se você morre no impacto. Na melhor das hipóteses, caso você seja indestrutível, se tornaria um míssil, destruindo tudo que atingisse.Tudo bem! Você se livrou de todos estes problemas! Imagine que uma bala está prestes a atingir uma donzela em perigo. Então você, com sua super velocidade, agarra a moça e a leva para um lugar seguro. Romântico, mas ela vai sofrer mais lesões pelo salvamento do que pela bala.A Primeira Lei de Newton fala da Inércia, que é a resistência a uma mudança no estado natural de repouso ou movimento. Isso significa que um objeto vai continuar se movendo ou continuar parado, a não ser que algo mude isso. Ela estava parada e acelerou até a sua velocidade em menos de um segundo. O cérebro dela se chocaria com uma das paredes dentro do crânio no momento do seu salvamento e, ao parar abruptamente, o cérebro se chocaria com a outra parede do crânio, transformando-se em mingau. Neste caso, não é a velocidade que causa os danos, mas sim a aceleração ou a parada abrupta, da mesma forma que você é jogado para frente quando o motorista do ônibus pisa fundo no freio. O que você fez à moça é matematicamente a mesma coisa que atropelá-la com uma nave espacial a 40.000 km/h.Disponível em: <https://medium.com/ciencia-descomplicada/ super-poderes-4-super-velocidade-c0c5333a18a4>. Acessado em: 06.08.2018
O comentário do último período do sexto parágrafo apresenta um tom:636A0D24-D8 Português
Interpretação de TextosIF-BA · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto I e responda à questãoTEXTO ISUPER VELOCIDADEO velocista escarlate consegue mover-se a uma velocidade sobre-humana e, com isso, é capaz de violar várias leis da Física. Barry Allan ganhou seus poderes após ser atingido por um raio. Então, ele resolveu colocar um colante vermelho e sair por aí, correndo. Depois de um tempo, acabou se juntando a outros super-heróis integrando a Liga da Justiça. Será que a gente conseguiria correr por aí como o Flash?Nós somos uma espécie bem lenta quando comparada a outras. Nossos pés e pernas evoluíram para escalar árvores. Nós começamos a andar eretos recentemente enquanto outros animais evoluíram de ancestrais bípedes.Engenheiros e pesquisadores têm se baseado em pernas de outros animais para dar um jeito de aumentar a nossa velocidade. Um destes animais é a avestruz, que corre até 64 km por hora, usando metade da energia que nós. Isso é possível porque eles têm tendões que são capazes de reciclar a energia exercida quando os pés batem no chão e a utilizam para impulsionar o pé no próximo passo. Algumas próteses utilizadas por atletas olímpicos foram baseadas nas pernas e patas da avestruz.O recorde de velocidade humana é dos astronautas da Apollo 11, que atingiram 40.000 km/h quando a espaçonave reentrou na atmosfera terrestre. Nós poderíamos economizar muito tempo nos movimentando nesta velocidade, mas há alguns problemas.Com super velocidade, antes de você ver o que está a sua frente e reagir, você já teria passado por, ou através, do que quer que fosse que teria que desviar. A conta é: tempo (1/5 de segundo) multiplicado pela velocidade (40.000 km/h) é igual a distância (2,2 km). Ou seja, se você estivesse correndo nesta velocidade e tentasse desviar de um prédio, teria que estar a mais de 2 km dele para ter tempo de desviar. Quem dirige sabe o que acontece com um inseto quando ele atinge o para-brisa do carro. Não é uma visão muito bonita (principalmente para o inseto). Dessa forma, qualquer colisão direta que você tenha viajando mais de 95 km por hora será fatal. Então, não adianta ter super cura se você morre no impacto. Na melhor das hipóteses, caso você seja indestrutível, se tornaria um míssil, destruindo tudo que atingisse.Tudo bem! Você se livrou de todos estes problemas! Imagine que uma bala está prestes a atingir uma donzela em perigo. Então você, com sua super velocidade, agarra a moça e a leva para um lugar seguro. Romântico, mas ela vai sofrer mais lesões pelo salvamento do que pela bala.A Primeira Lei de Newton fala da Inércia, que é a resistência a uma mudança no estado natural de repouso ou movimento. Isso significa que um objeto vai continuar se movendo ou continuar parado, a não ser que algo mude isso. Ela estava parada e acelerou até a sua velocidade em menos de um segundo. O cérebro dela se chocaria com uma das paredes dentro do crânio no momento do seu salvamento e, ao parar abruptamente, o cérebro se chocaria com a outra parede do crânio, transformando-se em mingau. Neste caso, não é a velocidade que causa os danos, mas sim a aceleração ou a parada abrupta, da mesma forma que você é jogado para frente quando o motorista do ônibus pisa fundo no freio. O que você fez à moça é matematicamente a mesma coisa que atropelá-la com uma nave espacial a 40.000 km/h.Disponível em: <https://medium.com/ciencia-descomplicada/ super-poderes-4-super-velocidade-c0c5333a18a4>. Acessado em: 06.08.2018Sobre o texto I é correto afirmar:
45DCF14C-D8 Literatura
Escolas LiteráriasUEA · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho de Galvez, Imperador do Acre, de Márcio Souza, para responder à questão:Juno e Flora e outras divindades mitológicasO cabaré não primava pela decoração, mas o ambiente era simples e acolhedor. Era bem conceituado pelos anos de serviços prestados. Uma sala pequena cheia de sofás, algumas mesas redondas de mármore encardido. Meia penumbra. Fomos sentar numa mesa perto da orquestra. A casa começava a esvaziar e estavam apenas os clientes mais renitentes. Duas meninas dançavam um can-can desajeitado e deviam ser paraenses. As duas meninas suavam sem parar. Fomos atendidos por Dona Flora, gorda e oxigenada proprietária que bem poderia ser a deusa Juno. Recebemos as vênias de sempre e Trucco pediu uísque. A música já estava com o andamento de fim de festa e o garçom veio servir nossas bebidas. Trucco perguntou se Lili ainda iria apresentar-se e o garçom respondeu que o número dela era sempre à meia-noite. Havia um ar de familiaridade, e duas polacas vieram sentar em nossa mesa. Afastei a cadeira para elas sentarem e notei que eram bem velhas e machucadas. Decidi dar uma observada no ambiente enquanto Trucco trocava gentilezas com as duas cocottes1 .(Galvez, Imperador do Acre, 1977.)1cocotte: mulher jovem e atraente.O romance Galvez, Imperador do Acre
45D99FBA-D8 Português
AdvérbiosUEA · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosEra uma vez um tempo em que literatura significava sobretudo poesia. O romance era um recém-chegado, próximo demais da biografia ou da crônica para ser genuinamente literário, uma forma popular que não poderia aspirar às altas vocações da poesia lírica e épica. Mas no século XX o romance eclipsou a poesia, tanto como o que os escritores escrevem quanto como o que os leitores leem e, desde os anos 60, a narrativa passou a dominar também a educação literária. As pessoas ainda estudam poesia — muitas vezes isso é exigido — mas os romances e os contos tornaram-se o núcleo do currículo.
Isso não é apenas um resultado das preferências de um público leitor de massa, que alegremente escolhe histórias mas raramente lê poemas. As teorias literária e cultural têm afirmado cada vez mais a centralidade cultural da narrativa. As histórias, diz o argumento, são a principal maneira pela qual entendemos as coisas, quer ao pensar em nossas vidas como uma progressão que conduz a algum lugar, quer ao dizer a nós mesmos o que está acontecendo no mundo. A explicação científica busca o sentido das coisas colocando-as sob leis — sempre que a e b prevalecerem, ocorrerá c — mas a vida geralmente não é assim. Ela segue não uma lógica científica de causa e efeito mas a lógica da história, em que entender significa conceber como uma coisa leva a outra, como algo poderia ter sucedido: como Maggie acabou vendendo software em Cingapura, como o pai de Jorge veio a lhe dar um carro.(Teoria literária: uma introdução, 1999.)Advérbio é uma palavra invariável que pode modificar o sentido de um verbo, de um adjetivo, de outro advérbio ou de uma oração inteira.
Um advérbio que modifica o sentido de um adjetivo ocorre em:
45D23CC1-D8 Português
Interpretação de TextosUEA · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosEra uma vez um tempo em que literatura significava sobretudo poesia. O romance era um recém-chegado, próximo demais da biografia ou da crônica para ser genuinamente literário, uma forma popular que não poderia aspirar às altas vocações da poesia lírica e épica. Mas no século XX o romance eclipsou a poesia, tanto como o que os escritores escrevem quanto como o que os leitores leem e, desde os anos 60, a narrativa passou a dominar também a educação literária. As pessoas ainda estudam poesia — muitas vezes isso é exigido — mas os romances e os contos tornaram-se o núcleo do currículo.
Isso não é apenas um resultado das preferências de um público leitor de massa, que alegremente escolhe histórias mas raramente lê poemas. As teorias literária e cultural têm afirmado cada vez mais a centralidade cultural da narrativa. As histórias, diz o argumento, são a principal maneira pela qual entendemos as coisas, quer ao pensar em nossas vidas como uma progressão que conduz a algum lugar, quer ao dizer a nós mesmos o que está acontecendo no mundo. A explicação científica busca o sentido das coisas colocando-as sob leis — sempre que a e b prevalecerem, ocorrerá c — mas a vida geralmente não é assim. Ela segue não uma lógica científica de causa e efeito mas a lógica da história, em que entender significa conceber como uma coisa leva a outra, como algo poderia ter sucedido: como Maggie acabou vendendo software em Cingapura, como o pai de Jorge veio a lhe dar um carro.(Teoria literária: uma introdução, 1999.)Um dos motivos apontados pelo texto para a prevalência do romance sobre a poesia a partir do século XX é:45CE3E74-D8 Português
Análise sintáticaUEA · 2019Muito fácilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho do romance A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, para responder à questão.Chegou o sábado. O nosso Augusto, depois de muitos rodeios e cerimônias, pediu finalmente licença para ir passar o dia de domingo na ilha de… e obteve em resposta um não redondo; jurou que tinha dado sua palavra de honra de lá se achar nesse dia e o pai, para que o filho não cumprisse a palavra, nem faltasse à honra, julgou muito conveniente trancá-lo em seu quarto. Mania antiga é essa de querer triunfar das paixões com fortes meios; erro palmar, principalmente no caso em que se acha o nosso estudante; amor é um menino doidinho e malcriado que, quando alguém intenta refreá-lo, chora, escarapela, esperneia, escabuja, morde, belisca e incomoda mais que solto e livre; prudente é facilitar-lhe o que deseja, para que ele disso se desgoste; soltá-lo no prado, para que não corra; limpar-lhe o caminho, para que não passe; acabar com as dificuldades e oposições, para que ele durma e muitas vezes morra. O amor é um anzol que, quando se engole, agadanha-se logo no coração da gente, donde, se não é com jeito, o maldito rasga, esburaca e se aprofunda.(A moreninha, 1997.)Em “prudente é facilitar-lhe o que deseja, para que ele disso se desgoste” (2º parágrafo), o trecho sublinhado pode ser substituído, mantendo-se a correção gramatical e o sentido original, por:45C56F6E-D8 Literatura
Escolas LiteráriasUEA · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho do romance A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, para responder à questão.Chegou o sábado. O nosso Augusto, depois de muitos rodeios e cerimônias, pediu finalmente licença para ir passar o dia de domingo na ilha de… e obteve em resposta um não redondo; jurou que tinha dado sua palavra de honra de lá se achar nesse dia e o pai, para que o filho não cumprisse a palavra, nem faltasse à honra, julgou muito conveniente trancá-lo em seu quarto. Mania antiga é essa de querer triunfar das paixões com fortes meios; erro palmar, principalmente no caso em que se acha o nosso estudante; amor é um menino doidinho e malcriado que, quando alguém intenta refreá-lo, chora, escarapela, esperneia, escabuja, morde, belisca e incomoda mais que solto e livre; prudente é facilitar-lhe o que deseja, para que ele disso se desgoste; soltá-lo no prado, para que não corra; limpar-lhe o caminho, para que não passe; acabar com as dificuldades e oposições, para que ele durma e muitas vezes morra. O amor é um anzol que, quando se engole, agadanha-se logo no coração da gente, donde, se não é com jeito, o maldito rasga, esburaca e se aprofunda.(A moreninha, 1997.)No romance A moreninha, o personagem Augusto é um jovem45B75BB6-D8 Português
Interpretação de TextosUEA · 2019FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o poema de Paulo Henriques Britto para responder à questão.
Nada nas mãos nem na cabeça, nadano estômago além da sensação vaziade haver ultrapassado toda sensação.É em estado assim que se descobre a verdade,que se cometem os grandes crimes, os gestosmais sublimes, ou então não se faz nada.É como as cobras. As mais silenciosas,de corpo mais esguio, de cor esmaecida,destilam o veneno mais perfeito.Assim também os poemas. Os mais contidose lisos, os que menos coisa dizem,destilam o veneno mais perfeito.(Mínima lírica, 2013.)
Segundo as duas últimas estrofes,45B3A3D3-D8 Português
Interpretação de TextosUEA · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o poema de Paulo Henriques Britto para responder à questão.
Nada nas mãos nem na cabeça, nadano estômago além da sensação vaziade haver ultrapassado toda sensação.É em estado assim que se descobre a verdade,que se cometem os grandes crimes, os gestosmais sublimes, ou então não se faz nada.É como as cobras. As mais silenciosas,de corpo mais esguio, de cor esmaecida,destilam o veneno mais perfeito.Assim também os poemas. Os mais contidose lisos, os que menos coisa dizem,destilam o veneno mais perfeito.(Mínima lírica, 2013.)
No trecho “que se descobre a verdade, / que se cometem os grandes crimes, os gestos / mais sublimes”, o eu lírico enumera457EF269-D8 Literatura
BarrocoUEA · 2019FácilEntre para guardar nos favoritosOs projetos da vila Maser, uma das mais belas da Itália no século XVI, são de Palladio, e os afrescos, de Veronese. A vila realiza, em todo o seu esplendor, a ideia de ordem segundo o grande arquiteto humanista, Palladio, para quem “a beleza resulta da forma e da correspondência entre o todo e as partes, e entre as partes entre si, e entre as partes e o todo, de forma que o edifício deve aparecer como um corpo inteiro e bem definido no qual cada membro convém aos outros e onde todos os membros são necessários às suas funções”.(Lucette Valensi. Venise et la Sublime Porte, 1987. Adaptado.)Palladio e Veronese são artistas do Renascimento italiano do século XVI. A arquitetura de Palladio confere forma3E531D5E-D8 Português
Flexão de voz (ativa, passiva, reflexiva)UEA · 2019FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho de Galvez, Imperador do Acre, de Márcio Souza, para responder à questão:
Juno e Flora e outras divindades mitológicas
O cabaré não primava pela decoração, mas o ambiente era simples e acolhedor. Era bem conceituado pelos anos de serviços prestados. Uma sala pequena cheia de sofás, algumas mesas redondas de mármore encardido. Meia penumbra. Fomos sentar numa mesa perto da orquestra. A casa começava a esvaziar e estavam apenas os clientes mais renitentes. Duas meninas dançavam um can-can desajeitado e deviam ser paraenses. As duas meninas suavam sem parar. Fomos atendidos por Dona Flora, gorda e oxigenada proprietária que bem poderia ser a deusa Juno. Recebemos as vênias de sempre e Trucco pediu uísque. A música já estava com o andamento de fim de festa e o garçom veio servir nossas bebidas. Trucco perguntou se Lili ainda iria apresentar-se e o garçom respondeu que o número dela era sempre à meia-noite. Havia um ar de familiaridade, e duas polacas vieram sentar em nossa mesa. Afastei a cadeira para elas sentarem e notei que eram bem velhas e machucadas. Decidi dar uma observada no ambiente enquanto Trucco trocava gentilezas com as duas cocottes1 .
(Galvez, Imperador do Acre, 1977.)
1cocotte: mulher jovem e atraente.
A oração “Fomos atendidos por Dona Flora” está na voz passiva. A oração correspondente na voz ativa, que mantém o sentido original, contém a forma verbal3E43A162-D8 Português
Interpretação de TextosUEA · 2019FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto de Jonathan Culler para responder à questão.
Era uma vez um tempo em que literatura significava sobretudo poesia. O romance era um recém-chegado, próximo demais da biografia ou da crônica para ser genuinamente literário, uma forma popular que não poderia aspirar às altas vocações da poesia lírica e épica. Mas no século XX o romance eclipsou a poesia, tanto como o que os escritores escrevem quanto como o que os leitores leem e, desde os anos 60, a narrativa passou a dominar também a educação literária. As pessoas ainda estudam poesia — muitas vezes isso é exigido — mas os romances e os contos tornaram-se o núcleo do currículo.sso não é apenas um resultado das preferências de um público leitor de massa, que alegremente escolhe histórias mas raramente lê poemas. As teorias literária e cultural têm afirmado cada vez mais a centralidade cultural da narrativa. As histórias, diz o argumento, são a principal maneira pela qual entendemos as coisas, quer ao pensar em nossas vidas como uma progressão que conduz a algum lugar, quer ao dizer a nós mesmos o que está acontecendo no mundo. A explicação científica busca o sentido das coisas colocando-as sob leis — sempre que a e b prevalecerem, ocorrerá c — mas a vida geralmente não é assim. Ela segue não uma lógica científica de causa e efeito mas a lógica da história, em que entender significa conceber como uma coisa leva a outra, como algo poderia ter sucedido: como Maggie acabou vendendo software em Cingapura, como o pai de Jorge veio a lhe dar um carro.(Teoria literária: uma introdução, 1999)
Está empregado em sentido figurado o termo sublinhado em:3E30BD2F-D8 Português
Interpretação de TextosUEA · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho do romance A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, para responder à questão:
Chegou o sábado. O nosso Augusto, depois de muitos rodeios e cerimônias, pediu finalmente licença para ir passar o dia de domingo na ilha de… e obteve em resposta um não redondo; jurou que tinha dado sua palavra de honra de lá se achar nesse dia e o pai, para que o filho não cumprisse a palavra, nem faltasse à honra, julgou muito conveniente trancá-lo em seu quarto.
Mania antiga é essa de querer triunfar das paixões com fortes meios; erro palmar, principalmente no caso em que se acha o nosso estudante; amor é um menino doidinho e malcriado que, quando alguém intenta refreá-lo, chora, escarapela, esperneia, escabuja, morde, belisca e incomoda mais que solto e livre; prudente é facilitar-lhe o que deseja, para que ele disso se desgoste; soltá-lo no prado, para que não corra; limpar-lhe o caminho, para que não passe; acabar com as dificuldades e oposições, para que ele durma e muitas vezes morra. O amor é um anzol que, quando se engole, agadanha-se logo no coração da gente, donde, se não é com jeito, o maldito rasga, esburaca e se aprofunda.(A moreninha, 1997.)
A ideia central do segundo parágrafo consiste em que51C67D1F-D8 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosBrazilian scholar Sueli Carneiro (2011), arguing about the importance of black feminism in Brazil and Latin America, states that black women never recognized themselves in the myth of the female fragility, because they were never treated as fragile. This is shown in Text 1 through Maria’s life, since she is51C2FE10-D8 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritosAccording to Conceição Evaristo (2009), in an article entitled “Literatura Negra: uma poética de nossa afro-brasilidade”, Afro-Brazilian literature portrays the bodies of black people in a positive humanized manner, even when they are forced to live under dehumanizing circumstances. Similarly, the images 1 and 2 show black Brazilian men working under inadequate conditions, and yet they are standing up with51BEFE87-D8 Português
Interpretação de TextosInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
TEXTO 1MariaMaria estava parada há mais de meia hora no ponto do ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. O preço da passagem estava aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos. (...)O ônibus não estava cheio, havia lugares. (...) Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. (...) Por que não podia ser de uma outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? (...)Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E, logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. (...)Os assaltantes desceram rápido. Maria olhou saudosa e desesperada para o primeiro. Foi quando uma voz acordou a coragem dos demais. Alguém gritou que aquela puta safada lá da frente conhecia os assaltantes. Maria se assustou. Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai de seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. (...)— Calma pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos...Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. (...)Tudo foi tão rápido, tão breve, Maria tinha saudades de seu ex-homem. (...) Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher estava todo dilacerado, todo pisoteado.Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.EVARISTO, Conceição. Maria. In: Olhos D’Água. Rio de Janeiro: Pallas e Fundação Biblioteca Nacional. 2016. p. 39-42. [Adaptado].
No conto Maria (Texto 1), o fragmento que evidencia a temática acerca da mulher batalhadora é51BBD053-D8 Português
Figuras de LinguagemInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
TEXTO 1MariaMaria estava parada há mais de meia hora no ponto do ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. O preço da passagem estava aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos. (...)O ônibus não estava cheio, havia lugares. (...) Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. (...) Por que não podia ser de uma outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? (...)Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E, logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. (...)Os assaltantes desceram rápido. Maria olhou saudosa e desesperada para o primeiro. Foi quando uma voz acordou a coragem dos demais. Alguém gritou que aquela puta safada lá da frente conhecia os assaltantes. Maria se assustou. Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai de seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. (...)— Calma pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos...Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. (...)Tudo foi tão rápido, tão breve, Maria tinha saudades de seu ex-homem. (...) Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher estava todo dilacerado, todo pisoteado.Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.EVARISTO, Conceição. Maria. In: Olhos D’Água. Rio de Janeiro: Pallas e Fundação Biblioteca Nacional. 2016. p. 39-42. [Adaptado].
Maria é o nome da personagem central e o título do Texto 1. Observa-se que a palavra Maria evidencia uma função51B8D6DE-D8 Português
Gêneros TextuaisInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
TEXTO 1MariaMaria estava parada há mais de meia hora no ponto do ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. O preço da passagem estava aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos. (...)O ônibus não estava cheio, havia lugares. (...) Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. (...) Por que não podia ser de uma outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? (...)Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E, logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. (...)Os assaltantes desceram rápido. Maria olhou saudosa e desesperada para o primeiro. Foi quando uma voz acordou a coragem dos demais. Alguém gritou que aquela puta safada lá da frente conhecia os assaltantes. Maria se assustou. Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai de seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. (...)— Calma pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos...Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. (...)Tudo foi tão rápido, tão breve, Maria tinha saudades de seu ex-homem. (...) Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher estava todo dilacerado, todo pisoteado.Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.EVARISTO, Conceição. Maria. In: Olhos D’Água. Rio de Janeiro: Pallas e Fundação Biblioteca Nacional. 2016. p. 39-42. [Adaptado].
Extraído do livro Olhos D’Agua, de Conceição Evaristo, o Texto 1 encaixa-se no gênero discursivo conto, pois apresenta uma51B5DC66-D8 Literatura
BarrocoInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
TEXTO 1MariaMaria estava parada há mais de meia hora no ponto do ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. O preço da passagem estava aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos. (...)O ônibus não estava cheio, havia lugares. (...) Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. (...) Por que não podia ser de uma outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? (...)Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E, logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. (...)Os assaltantes desceram rápido. Maria olhou saudosa e desesperada para o primeiro. Foi quando uma voz acordou a coragem dos demais. Alguém gritou que aquela puta safada lá da frente conhecia os assaltantes. Maria se assustou. Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai de seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. (...)— Calma pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos...Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. (...)Tudo foi tão rápido, tão breve, Maria tinha saudades de seu ex-homem. (...) Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher estava todo dilacerado, todo pisoteado.Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.EVARISTO, Conceição. Maria. In: Olhos D’Água. Rio de Janeiro: Pallas e Fundação Biblioteca Nacional. 2016. p. 39-42. [Adaptado].
Ao se apropriar do jogo de luzes e sombras, a fotografia de Sebastião Salgado (Imagem 2) aproxima-se visualmente do