Questões do ENEM: Interpretação de Textos

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9.018 questões encontradas. Mostrando a página 10 de 451.

  • B020B056-00

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia a transcrição de uma reportagem publicada no canal “Jornalismo TV Cultura”, no YouTube.


    Uma prática que movimenta cinco milhões de reais por mês em todo o país: os bancos comunitários, regulamenta dos pelo Banco Central, que funcionam principalmente em pequenas comunidades. Um exemplo dessa prática ocorre no Açougue do Silvestre, na Zona Sul de São Paulo, que aceita várias formas de pagamento. “Pode pagar com dinhei ro real, com moeda Sampaio ou com cartões”. Não, você não ouviu errado, aqui se aceita o Sampaio, uma moeda social. Ela foi criada no bairro Jardim Maria Sampaio e só pode ser usada por aqui. “Para o comerciante, troca um por um. Dá um real, recebe um Sampaio. Dá um Sampaio, recebe um real. Então, para a gente, é dinheiro vivo. Mesma coisa do que fosse o real”, diz o dono do açougue.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2025


    A alternativa ao uso do real para pagamentos, apresentada na reportagem, demonstra uma estratégia de

    Escolha uma alternativa para a questão b020b056-00
  • B016B25F-00

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Analise parte da letra da música “Tô ouvindo alguém me cha mar”, de Mano Brown, faixa de Sobrevivendo no inferno, álbum lançado em 1997 pelos Racionais MC’s.


    Nunca mais vi meu irmão

    Diz que ele pergunta de mim (não sei não)

    A gente nunca teve muito a ver

    Outra ideia, outro rolê

    Os maluco lá do bairro

    Já falava de revólver, droga, carro

    Pela janela da classe, eu olhava lá fora

    A rua me atraía mais do que a escola

    Fiz dezessete, tinha que sobreviver

    Agora eu era um homem, tinha que correr

    No mundão você vale o que tem

    Eu não podia contar com ninguém

    [...] fica você com seu sonho de doutô

    Quando acordar cê me avisa, morô?

    Eu e meu irmão era como óleo e água

    Quando eu saí de casa trouxe muita mágoa

    Isso há mais ou menos seis anos atrás [...]



    Meu sobrinho nasceu

    Diz que o rosto dele é parecido com o meu

    É, diz...

    Um pivete eu sempre quis

    Meu irmão merece ser feliz

    Deve estar a essa altura

    Bem perto de fazer a formatura

    Acho que é direito, advocacia

    Acho que era isso que ele queria

    Sinceramente, eu me sinto feliz

    Graças a Deus, não fez o que eu fiz

    Minha finada mãe, proteja o seu menino

    O diabo agora guia o meu destino

    Se o júri for generoso comigo

    Quinze anos pra cada latrocínio

    Sem dinheiro pra me defender [...]


    (Sobrevivendo no inferno, 2018.)


    O excerto da letra identifica

    Escolha uma alternativa para a questão b016b25f-00
  • B0044BD6-00

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o excerto para responder à questão.


    Os africanos não foram somente os pioneiros da meta lurgia de ferro no Brasil. Desde muito acostumados à cata do ouro [...] trouxeram com eles as técnicas da bateia e de es cavação de minas. Alguns eram bons ourives, que criavam, na África, joias de grande beleza, como as dos axantes, e passaram a fazê-las no Brasil. [...]


    Aos africanos deve-se também que se tenha produzido, sobretudo nas grandes propriedades rurais, e ao arrepio das proibições régias, tecidos para uso dos escravos, em teares extremamente simples, horizontais ou verticais [...].


    [...] as crianças ouviam os relatos fantásticos de diferentes nações africanas, cujos personagens e enredos se mesclavam entre si e com os ameríndios e europeus, de tal modo que se tornava difícil separar o Curupira dos tupis do moatia dos axantes, pois ambos, do tamanho de anões, tinham os pés virados para trás e eram os senhores dos animais selva gens. Vindos da África, bichos-papões, jogos e brinquedos desembarcaram no Brasil. E lembranças de desfiles de reis, com seus enormes guarda-sóis coloridos, que reproduziram, no Brasil, nos maracatus, congadas e reisados.


    (Alberto da Costa e Silva. A África e os africanos na história e nos mitos, 2021.)

    Segundo o excerto, os africanos trazidos ao Brasil na condição de escravizados

    Escolha uma alternativa para a questão b0044bd6-00
  • AFFFCF8E-00

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos
    Analise o meme criado a partir de uma imagem da obra Memorable deeds and sayings, produzida em Paris por volta de 1413.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2025

    (www.medievalmemes.org)

    O meme mostra uma roda da fortuna, sendo girada pela senhora Fortuna, e expõe uma característica da mentalidade do Período Medieval:

    Escolha uma alternativa para a questão afffcf8e-00
  • AFFD4349-00

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    A absoluta incompatibilidade entre Jesus e Dioniso — ou, de modo mais geral, entre o cristianismo e as velhas religiões extáticas — tornou-se um princípio da teologia cristã posterior, senão do pensamento “ocidental” como um todo. Porém, para um habitante de Roma que vivesse no século I ou II, quando o cristianismo surgiu, a nova religião não deve ter parecido tão hostil a Dioniso [...]. A partir de uma perspectiva romana, o cristianismo era, a princípio, apenas mais uma religião “oriental”, vindo do leste, e, como outras de origem semelhante, atraente para as mulheres e os pobres.


    (Barbara Ehrenreich. Dançando nas ruas, 2010.)


    Ao tratar do surgimento do cristianismo, o excerto

    Escolha uma alternativa para a questão affd4349-00
  • AFD20601-00

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o início do ensaio “Bom dia, senhor Courbet!” do crítico de arte Jorge Coli (1947- ).



    Gustave Courbet (1819-1877) e sua obra revelam uma relação intrincada entre aquilo que é subjetivo e aquilo que é coletivo; entre aquilo que é biografia individual e aquilo que é pintura propriamente dita. Não se trata de uma obra, à primeira vista, sedutora. Ao contrário, ela elimina o fascínio mais imediato — o fascínio das belas cores, por exemplo; o fascínio dos temas, torturados ou felizes. Contraditória com o modo de ser do artista — que era truculento, tagarela, escandaloso, barulhento —, essa obra é grave e silenciosa. Ela exige recolhimento, meditação, ela exige a frequentação persistente, ela exige o olhar prolongado. Os quadros de Courbet dão a impressão de conterem elementos destinados a afugentar o olhar superficial e mesmo, algumas vezes, a horrorizá-lo.

    Mas essa obra e seu autor, de modo cúmplice, promoveram o desgarramento dos vínculos que submetiam os artistas a valores que estavam constituídos fora deles. Até Courbet, os artistas dependiam de um universo ético que estavam encarregados de veicular — por exemplo, Jacques-Louis David (1748-1825) celebra a Revolução Francesa, ou celebra o Império napoleônico; Eugène Delacroix (1798-1863) tratará de temas que envolvem a liberdade política. O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens.

    O artista marginal é aquele que não deve mais nada nem ao mundo, nem a ninguém — a não ser a si próprio. Ao mesmo tempo independente e consciente da elevação de sua tarefa artística, é obrigado, para manter-se à altura de si mesmo, a estabelecer os seus próprios valores. Isto é, ele é obrigado a construir uma ética para si.


    (https://artepensamento.ims.com.br, 1992. Adaptado.)



    Para Jorge Coli, “artista marginal” seria sinônimo de

    Escolha uma alternativa para a questão afd20601-00
  • AFCF37E8-00

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o início do ensaio “Bom dia, senhor Courbet!” do crítico de arte Jorge Coli (1947- ).



    Gustave Courbet (1819-1877) e sua obra revelam uma relação intrincada entre aquilo que é subjetivo e aquilo que é coletivo; entre aquilo que é biografia individual e aquilo que é pintura propriamente dita. Não se trata de uma obra, à primeira vista, sedutora. Ao contrário, ela elimina o fascínio mais imediato — o fascínio das belas cores, por exemplo; o fascínio dos temas, torturados ou felizes. Contraditória com o modo de ser do artista — que era truculento, tagarela, escandaloso, barulhento —, essa obra é grave e silenciosa. Ela exige recolhimento, meditação, ela exige a frequentação persistente, ela exige o olhar prolongado. Os quadros de Courbet dão a impressão de conterem elementos destinados a afugentar o olhar superficial e mesmo, algumas vezes, a horrorizá-lo.

    Mas essa obra e seu autor, de modo cúmplice, promoveram o desgarramento dos vínculos que submetiam os artistas a valores que estavam constituídos fora deles. Até Courbet, os artistas dependiam de um universo ético que estavam encarregados de veicular — por exemplo, Jacques-Louis David (1748-1825) celebra a Revolução Francesa, ou celebra o Império napoleônico; Eugène Delacroix (1798-1863) tratará de temas que envolvem a liberdade política. O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens.

    O artista marginal é aquele que não deve mais nada nem ao mundo, nem a ninguém — a não ser a si próprio. Ao mesmo tempo independente e consciente da elevação de sua tarefa artística, é obrigado, para manter-se à altura de si mesmo, a estabelecer os seus próprios valores. Isto é, ele é obrigado a construir uma ética para si.


    (https://artepensamento.ims.com.br, 1992. Adaptado.)



    Caracteriza-se por uma menor impessoalidade o seguinte trecho do ensaio:


    Escolha uma alternativa para a questão afcf37e8-00
  • AFCB9C0D-00

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o início do ensaio “Bom dia, senhor Courbet!” do crítico de arte Jorge Coli (1947- ).



    Gustave Courbet (1819-1877) e sua obra revelam uma relação intrincada entre aquilo que é subjetivo e aquilo que é coletivo; entre aquilo que é biografia individual e aquilo que é pintura propriamente dita. Não se trata de uma obra, à primeira vista, sedutora. Ao contrário, ela elimina o fascínio mais imediato — o fascínio das belas cores, por exemplo; o fascínio dos temas, torturados ou felizes. Contraditória com o modo de ser do artista — que era truculento, tagarela, escandaloso, barulhento —, essa obra é grave e silenciosa. Ela exige recolhimento, meditação, ela exige a frequentação persistente, ela exige o olhar prolongado. Os quadros de Courbet dão a impressão de conterem elementos destinados a afugentar o olhar superficial e mesmo, algumas vezes, a horrorizá-lo.

    Mas essa obra e seu autor, de modo cúmplice, promoveram o desgarramento dos vínculos que submetiam os artistas a valores que estavam constituídos fora deles. Até Courbet, os artistas dependiam de um universo ético que estavam encarregados de veicular — por exemplo, Jacques-Louis David (1748-1825) celebra a Revolução Francesa, ou celebra o Império napoleônico; Eugène Delacroix (1798-1863) tratará de temas que envolvem a liberdade política. O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens.

    O artista marginal é aquele que não deve mais nada nem ao mundo, nem a ninguém — a não ser a si próprio. Ao mesmo tempo independente e consciente da elevação de sua tarefa artística, é obrigado, para manter-se à altura de si mesmo, a estabelecer os seus próprios valores. Isto é, ele é obrigado a construir uma ética para si.


    (https://artepensamento.ims.com.br, 1992. Adaptado.)



    De acordo com Jorge Coli, a obra de Courbet, em contradição com o modo de ser do artista, caracteriza-se



    Escolha uma alternativa para a questão afcb9c0d-00
  • AFC85E72-00

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Examine o post publicado pela comunidade “The Language Nerds” em sua conta no Facebook em 01.09.2019.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2025

    Estereótipo é uma generalização simplificada e preconcebi da, que reduz a complexidade de indivíduos a características padronizadas, com base em ideias repetidas sobre determinado grupo. O post explora o estereótipo de que

    Escolha uma alternativa para a questão afc85e72-00
  • AFC5936E-00

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNESP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.


    Não creias, Lídia, que nenhum estio1
    Por nós perdido possa regressar
                        Oferecendo a flor
                        Que adiamos colher.


    Cada dia te é dado uma só vez
    E no redondo círculo da noite
                        Não existe piedade
                        Para aquele que hesita.


    Mais tarde será tarde e já é tarde.
    O tempo apaga tudo menos esse
                        Longo indelével rasto2
                        Que o não-vivido deixa.


    Não creias na demora em que te medes.
    Jamais se detém Kronos3 cujo passo
                        Vai sempre mais à frente
                        Do que o teu próprio passo.


    (Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)


    1 estio: verão.
    2 rasto: rastro.
    3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.
    Com a intenção de obter maior expressividade, o eu lírico lança mão de uma construção pleonástica no seguinte verso:

    Escolha uma alternativa para a questão afc5936e-00
  • AFC08468-00

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.


    Não creias, Lídia, que nenhum estio1
    Por nós perdido possa regressar
                        Oferecendo a flor
                        Que adiamos colher.


    Cada dia te é dado uma só vez
    E no redondo círculo da noite
                        Não existe piedade
                        Para aquele que hesita.


    Mais tarde será tarde e já é tarde.
    O tempo apaga tudo menos esse
                        Longo indelével rasto2
                        Que o não-vivido deixa.


    Não creias na demora em que te medes.
    Jamais se detém Kronos3 cujo passo
                        Vai sempre mais à frente
                        Do que o teu próprio passo.


    (Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)


    1 estio: verão.
    2 rasto: rastro.
    3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.
    Conforme sugerido pelo próprio título da seção, trata-se de um poema escrito à maneira de Ricardo Reis, o heterônimo neoclássico do poeta Fernando Pessoa (1888-1935). A exemplo do que ocorre com frequência na poética de Ricardo Reis, o eu lírico configura aqui o seguinte tópico clássico:

    Escolha uma alternativa para a questão afc08468-00
  • AFBE19C7-00

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.


    Não creias, Lídia, que nenhum estio1
    Por nós perdido possa regressar
                        Oferecendo a flor
                        Que adiamos colher.


    Cada dia te é dado uma só vez
    E no redondo círculo da noite
                        Não existe piedade
                        Para aquele que hesita.


    Mais tarde será tarde e já é tarde.
    O tempo apaga tudo menos esse
                        Longo indelével rasto2
                        Que o não-vivido deixa.


    Não creias na demora em que te medes.
    Jamais se detém Kronos3 cujo passo
                        Vai sempre mais à frente
                        Do que o teu próprio passo.


    (Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)


    1 estio: verão.
    2 rasto: rastro.
    3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.
    “O tempo apaga tudo menos esse
                        Longo indelével rasto
                        Que o não-vivido deixa.” (3a estrofe)


    Depreende-se desses versos que

    Escolha uma alternativa para a questão afbe19c7-00
  • AFB89541-00

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos

    Examine a tirinha da cartunista Laerte, publicada em sua conta @laerteminotaura no Instagram em 29.12.2022.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2025

    Na construção do sentido de sua tirinha, Laerte explora basicamente


    Escolha uma alternativa para a questão afb89541-00
  • AFADE15B-00

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho do romance ilustrado As aventuras de Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, de Angelo Agostini (1843-1910) e Cândido Aragonez de Faria (1849-1911), publicado original mente entre 30 de janeiro de 1869 e 12 de outubro de 1872. O Dia do Quadrinho Nacional é celebrado em 30 de janeiro em razão justamente da data de publicação do primeiro capítulo desse romance ilustrado.


    Nhô1 Quim, jovem de vinte anos, filho único de gente rica porém honrada, namorara-se de sinhá Rosa, moça virtuosa, mas que... de louça nem um pires. O velho Quim, tendo só em vista a felicidade do pequeno, entende que mulher sem dinheiro é asneira; e por isso em lugar de mandar o filho plantar batatas, (o que seria muito proveitoso na roça), resolve-o a dar um passeio à Corte para distraí-lo.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2025

    Imagem da questão de Português, da prova de 2025




    (Angelo Agostini e Cândido Aragonez de Faria. As aventuras do Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, 2024. Adaptado.)


    1nhô: tratamento reverente dispensado originalmente aos brancos, especialmente aos patrões ou proprietários, pelos escravizados.

    2ruço: pelo castanho-claro.

    3selim: sela para montaria.

    4ratão: indivíduo excêntrico, extravagante.

    5caiporismo: estado, condição ou qualidade de quem é caipora, infeliz ou azarado em tudo ou quase tudo que faz ou que lhe sucede.

    Com finalidade humorística, o narrador explora abertamente a contraposição do sentido figurado e do sentido literal de uma expressão no trecho:

    Escolha uma alternativa para a questão afade15b-00
  • AFAA67F1-00

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho do romance ilustrado As aventuras de Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, de Angelo Agostini (1843-1910) e Cândido Aragonez de Faria (1849-1911), publicado original mente entre 30 de janeiro de 1869 e 12 de outubro de 1872. O Dia do Quadrinho Nacional é celebrado em 30 de janeiro em razão justamente da data de publicação do primeiro capítulo desse romance ilustrado.


    Nhô1 Quim, jovem de vinte anos, filho único de gente rica porém honrada, namorara-se de sinhá Rosa, moça virtuosa, mas que... de louça nem um pires. O velho Quim, tendo só em vista a felicidade do pequeno, entende que mulher sem dinheiro é asneira; e por isso em lugar de mandar o filho plantar batatas, (o que seria muito proveitoso na roça), resolve-o a dar um passeio à Corte para distraí-lo.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2025

    Imagem da questão de Português, da prova de 2025




    (Angelo Agostini e Cândido Aragonez de Faria. As aventuras do Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, 2024. Adaptado.)


    1nhô: tratamento reverente dispensado originalmente aos brancos, especialmente aos patrões ou proprietários, pelos escravizados.

    2ruço: pelo castanho-claro.

    3selim: sela para montaria.

    4ratão: indivíduo excêntrico, extravagante.

    5caiporismo: estado, condição ou qualidade de quem é caipora, infeliz ou azarado em tudo ou quase tudo que faz ou que lhe sucede.

    Depreende-se do início do romance ilustrado que a viagem de Nhô Quim à Corte se deve

    Escolha uma alternativa para a questão afaa67f1-00
  • B4DEF806-F9

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia a entrevista a seguir.


    Entrevistador: Alguns dos seus livros são lidos como narrativas, aproximam a historiografia de um género literário. No entanto, você sempre contestou a ideia, de que não há fronteiras nítidas entre narração de ficção e narração historiográfica…


    Carlo Ginzburg: Na nossa tradição, a relação entre a narrativa de ficção e a narrativa histórica foi sempre de competição pela representação da realidade, já que a ficção também tem uma relação com a realidade. Procurei trabalhar sobre temas específicos, para mostrar como as técnicas usadas pelos romancistas podem ser interpretadas no plano histórico. Temos de perceber que a narração, e este é o ponto onde quero chegar, é um modo de relação com a realidade e que toda a experiência narrativa, mesmo o espaço em branco, tem implicações e potencialidades cognitivas, pode ser lida como um documento histórico. E o historiador não pode deixar de se interrogar sobre as formas narrativas que utiliza.


    Adaptado de https://electramagazine.fundacaoedp.pt/editions/edicao-10/carloginzburg-o-historiador-como-detective.


    Com base na entrevista, assinale a opção que, segundo Carlo Ginzburg, relaciona corretamente História e Literatura. 
    Escolha uma alternativa para a questão b4def806-f9
  • B4BE528F-F9

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto III


    Livros a Mancheias


    Em muito boa hora importantes jornais brasileiros, a exemplo do que já fazem publicações no estrangeiro, começaram a oferecer, a título de brinde, obras do maior interesse cultural e artístico. Saem, assim, semanalmente, cadernos de dicionários, de enciclopédias, de atlas, com o propósito de enriquecer o conhecimento de seus leitores e melhorar a biblioteca familiar, hoje praticamente inexistente na maioria dos lares. Estamos, com pesar, distantes daqueles tempos em que uma nutrida biblioteca dentro de casa aumentava as informações oferecidas na escola ou servia de lazer em horas de leitura nos grandes representantes da literatura nacional e estrangeira.


    BECHARA, Evanildo. Na Ponta da Língua, Editora Lucerna, RJ 20011
    Estamos, com pesar, distantes daqueles tempos em que uma nutrida biblioteca dentro de casa aumentava as informações oferecidas na escola ou servia de lazer em horas de leitura nos grandes representantes da literatura nacional e estrangeira.


    Sobre a estruturação ou significação desse segmento do Texto, assinale a frase que apresenta uma observação adequada. 
    Escolha uma alternativa para a questão b4be528f-f9
  • B4B94EDE-F9

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto III


    Livros a Mancheias


    Em muito boa hora importantes jornais brasileiros, a exemplo do que já fazem publicações no estrangeiro, começaram a oferecer, a título de brinde, obras do maior interesse cultural e artístico. Saem, assim, semanalmente, cadernos de dicionários, de enciclopédias, de atlas, com o propósito de enriquecer o conhecimento de seus leitores e melhorar a biblioteca familiar, hoje praticamente inexistente na maioria dos lares. Estamos, com pesar, distantes daqueles tempos em que uma nutrida biblioteca dentro de casa aumentava as informações oferecidas na escola ou servia de lazer em horas de leitura nos grandes representantes da literatura nacional e estrangeira.


    BECHARA, Evanildo. Na Ponta da Língua, Editora Lucerna, RJ 20011
    O título dado ao texto se refere
    Escolha uma alternativa para a questão b4b94ede-f9
  • B4B2549A-F9

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto II


    Inculta e Bela


    Como todos sabemos, essa expressão saiu da pena de nosso aclamado príncipe dos poetas, Olavo Bilac, logo no primeiro verso do seu famoso soneto “A Língua Portuguesa.” Bela, sim, por que não? As vezes que primeiro ouvimos dos lábios de nossas mães ficam-nos no espírito como pura melodia. “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha.” E esse canto encantado é música das palavras que nos afagaram no colo materno. Mas inculta? Como assim? O próprio poeta se desmente e contradiz ao se imortalizar no mesmo idioma em que Camões se irmanou ao gênio de Virgílio e Dante. Língua culta e de cultura, eis a coroa que há séculos lhe ornara a fronte, onde resplandecem as galas de patrimônio de uma civilização.


    Nada, pois, que admirar venha a língua portuguesa continuamente atraindo inteligências e dedicações para o seu estudo em tantos dos recantos deste mundo de Deus. E isso em qualquer de suas fases ou de suas modalidades coloquial ou popular.



    ELIA, Sílvio. 50 textos errados e corrigidos, Rio de Janeiro: Gráfica Olímpica. 

    O segmento do Texto II,


    “E isso em qualquer de suas fases ou de suas modalidades coloquial ou popular”, refere-se a modalidades da língua.


    Assinale a frase que apresenta um exemplo da modalidade popular
    Escolha uma alternativa para a questão b4b2549a-f9
  • B4AACF5C-F9

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto I


    Os erros continuam...


    Já mais de uma vez, temos procurado apontar erros da imprensa, em textos da redação e de colaboradores, na esperança de vê-los desaparecer. Repetem-se com uma monotonia desanimadora. Já não falo da chamada crase, entregue aos cuidados de colegas. Quase ninguém mais sabe acentuar o a, se com acento agudo ou grave, ou mesmo sem nenhum acento. Nem querem saber, ao que parece. Saliente-se que os principais órgãos da imprensa têm editado uma espécie de manual de redação para o público interno, mas os resultados não têm correspondido à expectativa. Demais, é preciso contar com a contribuição dos colaboradores... Vou, pois, continuar malhando em ferro frio e a trazer mais algumas incorreções postas em letra de forma.


    ELIA, Sílvio. 50 textos errados e corrigidos, Rio de Janeiro: Gráfica Olímpica.

    Vou, pois, continuar malhando em ferro frio e a trazer mais algumas incorreções postas em letra de forma.


    Nesse segmento, a expressão malhar em ferro frio significa a tarefa que
    Escolha uma alternativa para a questão b4aacf5c-f9