Questões do ENEM: Figuras de Linguagem

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399 questões encontradas. Mostrando a página 3 de 20.

  • BFEE5524-68

    Português

    Figuras de Linguagem
    Ensino Einstein · 2022Entre para guardar nos favoritos

    Examine a tirinha de Fernando Gonsales, publicada na conta do Instagram “Depósito de Tirinhas”, em 23.04.2020.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2022


    Para obter seu efeito de humor, a tirinha explora o seguinte recurso expressivo:

    Escolha uma alternativa para a questão bfee5524-68
  • 645EB3E0-B0

    Português

    Figuras de Linguagem
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO I

     Por qualquer modo que encaremos a escravidão, ela é, e sempre será um grande mal. Dela a decadência do comércio; porque o comércio, e a lavoura caminham de mãos dadas, e o escravo não pode fazer florescer a lavoura; porque o seu trabalho é forçado. Ele não tem futuro; o seu trabalho não é indenizado; ainda dela nos vem o opróbrio, a vergonha; porque de fronte altiva e desassombrada não podemos encarar as nações
    livres; por isso que o estigma da escravidão, pelo cruzamento das raças, estampa-se na fronte de todos nós. Embalde procurará um dentro nós convencer ao estrangeiro que em suas veias não gira uma só gota de sangue escravo...
     E depois, o caráter que nos imprime, e nos envergonha!
     O escravo é olhado por todos como vítima – e o é.

    REIS, Maria Firmina dos. A escrava. <https://www.letras.ufmg.br/literafro


    TEXTO II

    E Lentz via por toda parte o homem branco apossando-se resolutamente da terra e expulsando definitivamente o homem moreno que ali se gerara. E Lentz sorria com orgulho na perspectiva da vitória e do domínio de sua raça. Um desdém pelo mulato, em que ele exprimia o seu desprezo pela languidez, pela fatuidade e fragilidade deste, turvou-lhe a visão radiosa que a natureza do país lhe imprimira no espírito. Tudo nele era agora um sonho de grandeza e triunfo...

    ARANHA, Graça (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.
    Entre os dois textos, embora os fatos atuem em épocas diferentes, as argumentações de ambos constroem uma literatura de caráter social em que se pode identificar uma relação de
    Escolha uma alternativa para a questão 645eb3e0-b0
  • 64540388-B0

    Português

    Figuras de Linguagem
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos

    [...] E os dois imigrantes, no silêncio dos caminhos, unidos enfim numa mesma comunhão de esperança e admiração, puseram-se a louvar a Terra de Canaã.

    Eles disseram que ela era formosa com os seus trajes magníficos, vestida de sol, coberta com o manto do voluptuoso e infinito azul; que era amimada pelas coisas; sobre o seu colo águas dos rios fazem voltas e outras enlaçam-lhe a cintura desejada; [...]

    Eles disseram que ela era opulenta, porque no seu bojo fantástico guarda a riqueza inumerável, o ouro puro e a pedra iluminada; porque os seus rebanhos fartam as suas nações e o fruto das suas árvores consola o amargor da existência; porque um só grão das suas areias fecundas fertilizaria o mundo inteiro e apagaria para sempre a miséria e a fome entre os homens. Oh! poderosa!...

    Eles disseram que ela, amorosa, enfraquece o sol com as suas sombras; para o orvalho da noite fria tem o calor da pele aquecida, e os homens encontram nela, tão meiga e consoladora, o esquecimento instantâneo da agonia eterna...

    Eles disseram que ela era feliz entre as outras, porque era a mãe abastada, a casa de ouro, a providência dos filhos despreocupados, que a não enjeitam por outra, não deixam as suas vestes protetoras e a recompensam com o gesto perpetuamente infantil e carinhoso, e cantam-lhe hinos saídos de um peito alegre...

    Eles disseram que ela era generosa, porque distribui os seus dons preciosos aos que deles têm desejo; a sua porta não se fecha, as suas riquezas não têm dono; não é perturbada pela ambição e pelo orgulho; os seus olhos suaves e divinos não distinguem as separações miseráveis; o seu seio maternal se abre a todos como um farto e tépido agasalho... Oh! esperança nossa!

    Eles disseram esses e outros louvores e caminharam dentro da luz...


    ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.

    A presença constante da repetição de termos e de expressões no início do parágrafo é conhecida como anáfora.

    O uso da anáfora – Eles disseram – , no contexto, expressa tom 

    Escolha uma alternativa para a questão 64540388-b0
  • B5939421-A9

    Português

    Figuras de Linguagem
    UECE · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

    A ARMADILHA DOS VAPES

    texto_1 - 7 .png (365×354) 

    (Disponível em: https://super.abril.com.br).
    No trecho “o usuário pode passar o dia inteiro mimando os neurônios” (linha 21-22), a expressão destacada apresenta a figura de linguagem  
    Escolha uma alternativa para a questão b5939421-a9
  • 996BD247-A2

    Português

    Figuras de Linguagem
    UECE · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2
    Caso pluvioso

    texto_2 - 14 .png (280×359)  
    texto_2 - 42.png (285×736) 
     

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. São Paulo:
    Companhia das Letras, 2012, p. 231-234. Excerto.
    A figura de linguagem presente nos versos “Chuvadeira maria, chuvadonha, / chuvinhenta, chuvil, pluvimedonha!” (linhas 19-20) é
    Escolha uma alternativa para a questão 996bd247-a2
  • 7B09458E-7A

    Português

    Figuras de Linguagem
    UERJ · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    As mulheres de Tony pertencem a diferentes grupos étnicos: Rami é ronga; Ju é changana; Lu é sena; Saly é maconde; Mauá é macua.

    Em relação a essa diversidade, na representação cultural de Moçambique, cada uma dessas mulheres pode ser compreendida pela seguinte figura de linguagem:
    Escolha uma alternativa para a questão 7b09458e-7a
  • 99D71D58-7A

    Português

    Denotação e Conotação
    USP · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte
    Porque apesar de muito moço, me sinto são e salvo e forte
    E tenho comigo pensado, Deus é brasileiro e anda do meu lado
    E assim já não posso sofrer no ano passado

    Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro
    Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro 

    Belchior. “Sujeito de sorte”.

    Leia as seguintes afirmações a respeito da letra da música:

    I - Os adjuntos adverbiais temporais remetem a um contraste entre passado e presente, o que reforça o caráter metafórico do texto.

    II - A locução “apesar de” contribui para a expressão de um sentimento inesperado em relação ao sentido de “muito moço”.

    III – As formas verbais “morri” e “morro”, embora se refiram a momentos distintos, apresentam sentido denotativo.


    Está correto o que se afirma em:
    Escolha uma alternativa para a questão 99d71d58-7a
  • 36F27CA1-63

    Português

    Figuras de Linguagem
    ENEM · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    PALAVRA — As gramáticas classificam as palavras em substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, conjunção, pronome, numeral, artigo e preposição. Os poetas classificam as palavras pela alma porque gostam de brincar com elas, e para brincar com elas é preciso ter intimidade primeiro. É a alma da palavra que define, explica, ofende ou elogia, se coloca entre o significante e o significado para dizer o que quer, dar sentimento às coisas, fazer sentido. A palavra nuvem chove. A palavra triste chora. A palavra sono dorme. A palavra tempo passa. A palavra fogo queima. A palavra faca corta. A palavra carro corre. A palavra "palavra" diz. O que quer. 
     E nunca desdiz depois. As palavras têm corpo o alma, mas são diferentes das pessoas em vários pontos. As palavras dizem o que querem, está dito, e pronto.

    Falcão, A. Pequeno dicionário de palavras ao vento.
    São Paulo: Salamandra, 2013 (Adaptado)

     

    Esso texto, que simula um verbete para a palavra “palavra”, constitui-se como um poema porque
    Escolha uma alternativa para a questão 36f27ca1-63
  • 36D52432-63

    Português

    Figuras de Linguagem
    ENEM · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    Urgência emocional

            Se tudo é para ontem, se a vida engata uma primeira e sai em disparada, se não há mais tempo para paradas estratégicas, caímos fatalmente no vício de querer que os amores sejam igualmente resolvidos num átimo de segundo. Temos pressa para ouvir “eu te amo”. Não vemos a hora de que fiquem estabelecidas as regras de convívio:  somos namorados, ficantes, casados, amantes? Urgência emocional. Uma cilada. Associamos diversas palavras ao AMOR: paixão, romance, sexo, adrenalina, palpitação. Esquecemos, no entanto, da palavra que viabiliza esse sentimento: “paciência”. Amor sem paciência não vinga. Amor não pode ser mastigado e engolido com emergência, com fome desesperada. É uma refeição que pode durar uma vida.

    MEDEIROS, M Disponível em: http://porumavidasimples.blogspot.com.br.
    Acesso em: 20 Ago. 2017 (Adaptado)


    Nesse texto de opinião, as marcas linguísticas revelam uma situação distensa e de pouca formalidade, o que se evidencia pelo(a)
    Escolha uma alternativa para a questão 36d52432-63
  • E0E11A07-7A

    Português

    Figuras de Linguagem
    Universidade de Vassouras · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2022

    “E aí aconteceu o imprevisto; num gesto aparentemente desesperado,

    Clocky saltou pela amurada.” (l. 12-13)


    No trecho, destaca-se a seguinte figura de linguagem:

    Escolha uma alternativa para a questão e0e11a07-7a
  • 21D3D888-8B

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNESP · 2021Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia a crônica “Almas penadas”, de Olavo Bilac, publicada originalmente em 1902.


       Outro fantasma?... é verdade: outro fantasma. Já tardava. O Rio de Janeiro não pode passar muito tempo sem o seu lobisomem. Parece que tudo aqui concorre para nos impelir ao amor do sobrenatural [...]. Agora, já se não adormecem as crianças com histórias de fadas e de almas do outro mundo. Mas, ainda há menos de cinquenta anos, este era um povo de beatos [...]. [...] Os tempos melhoraram, mas guardam ainda um pouco dessa primitiva credulidade. Inventar um fantasma é ainda um magnífico recurso para quem quer levar a bom termo qualquer grossa patifaria. As almas simples vão propagando o terror, e, sob a capa e a salvaguarda desse temor, os patifes vão rejubilando.

       O novo espectro que nos aparece é o de Catumbi. Começou a surgir vagamente, sem espalhafato, pelo pacato bairro — como um fantasma de grande e louvável modéstia. E tão esbatido1 passava o seu vulto na treva, tão sutilmente deslizava ao longo das casas adormecidas — que as primeiras pessoas que o viram não puderam em consciência dizer se era duende macho ou duende fêmea. [...] O fantasma não falava — naturalmente por saber de longa data que pela boca é que morrem os peixes e os fantasmas... Também, ninguém lhe falava — não por experiência, mas por medo. Porque, enfim, pode um homem ter nascido num século de luzes e de descrenças, e ter mamado o leite do liberalismo nos estafados seios da Revolução Francesa, e não acreditar nem em Deus nem no Diabo — e, apesar disso, sentir a voz presa na garganta, quando encontra na rua, a desoras2 , uma avantesma3 ... 

        Assim, um profundo mistério cercava a existência do lobisomem de Catumbi — quando começaram de aparecer vestígios assinalados de sua passagem, não já pelas ruas, mas pelo interior das casas. Não vades agora crer que se tenham sumido, por exemplo, as hóstias consagradas da igreja de Catumbi, ou que os empregados do cemitério de S. Francisco de Paula tenham achado alguma sepultura vazia, ou que algum circunspecto pai de família, certa manhã, ao despertar, tenha dado pela falta... da própria alma. Nada disso. Os fenômenos eram outros. Desta casa sumiram-se as arandelas, daquela outra as galinhas, daquela outra as joias... E a polícia, finalmente, adquiriu a convicção de que o lobisomem, para perpétua e suprema vergonha de toda a sua classe, andava acumulando novos pecados sobre os pecados antigos, e dando-se à prática de excessos menos merecedores de exorcismos que de cadeia.

        Dizem as folhas4 que a polícia, competentemente munida de bentinhos5 e de revólveres, de amuletos e de sabres, assaltou anteontem o reduto do fantasma. Um jornal, dando conta da diligência, disse que o delegado achou dentro da casa sinistra — um velho pardieiro6 que fica no topo de uma ladeira íngreme — alguns objetos singulares que pareciam instrumentos “pertencentes a gatunos”. E acrescentou: “alguns morcegos esvoaçavam espavoridos, tentando apagar as velas acesas que os sitiantes7 empunhavam”.

       Esta nota de morcegos deve ser um chique romântico do noticiarista. No fundo da alma de todo o repórter há sempre um poeta... Vamos lá! nestes tempos, que correm, já nem há morcegos. Esses feios quirópteros, esses medonhos ratos alados, companheiros clássicos do terror noturno, já não aparecem pelo bairro civilizado de Catumbi. Os animais, que esvoaçavam espavoridos, eram sem dúvida os frangões roubados aos quintais das casas... Ai dos fantasmas! e mal dos lobisomens! o seu tempo passou.


    (Olavo Bilac. Melhores crônicas, 2005.)


    1 esbatido: de tom pálido.

    2 a desoras: muito tarde.

    3 avantesma: alma do outro mundo, fantasma, espectro.

    4 folha: periódico diário, jornal.

    5 bentinho: objeto de devoção contendo orações escritas.

    6 pardieiro: prédio velho ou arruinado.

    7 sitiante: policial.
    Em “o lobisomem, para perpétua e suprema vergonha de toda a sua classe, andava acumulando novos pecados sobre os pecados antigos, e dando-se à prática de excessos menos merecedores de exorcismos que de cadeia” (3o parágrafo), o trecho sublinhado constitui um exemplo de
    Escolha uma alternativa para a questão 21d3d888-8b
  • 3C7D3A82-73

    Português

    Figuras de Linguagem
    Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2021Entre para guardar nos favoritos
    “Seu corpo é a bagagem que você deve transportar pela vida. Quanto mais excesso de bagagem, mais curta a viagem.”

    Arnold Glasow

    A frase acima está estruturada em linguagem figurada, basicamente na figura denominada 
    Escolha uma alternativa para a questão 3c7d3a82-73
  • 495F9256-0B

    Português

    Figuras de Linguagem
    UECE · 2021Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2021

    Assinale a opção cuja expressão destacada é um exemplo de metáfora.
    Escolha uma alternativa para a questão 495f9256-0b
  • 49426993-0B

    Português

    Figuras de Linguagem
    UECE · 2021Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2021

    No trecho: “Não nomear a menstruação usando no lugar eufemismos como [...]” (linhas 44- 46), a palavra eufemismos é atribuída como estratégia de
    Escolha uma alternativa para a questão 49426993-0b
  • 4B674E78-8F

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNICAMP · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos
    Entre os versos de Gilberto Gil transcritos a seguir, podemos identificar uma relação paradoxal em:
    Escolha uma alternativa para a questão 4b674e78-8f
  • 411BCCF3-6A

    Português

    Figuras de Linguagem
    URCA · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o fragmento abaixo e assinale a resposta CORRETA:


    “Existe um povo que a bandeira empresta

    P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...

    E deixa-a transformar-se nessa festa

    Em manto impuro de bacante fria!...

    Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,

    Que impudente na gávea tripudia?

    Silêncio. Musa... chora, e chora tanto

    Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...

    Auriverde pendão de minha terra,

    Que a brisa do Brasil beija e balança,

    Estandarte que a luz do sol encerra

    E as promessas divinas da esperança...

    Tu que, da liberdade após a guerra,

    Foste hasteado dos heróis na lança

    Antes te houvessem roto na batalha,

    Que servires a um povo de mortalha!...

    (ALVES, Castro.[Trecho de] O navio negreiro.

    Disponível em <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv 000068.pdf>.)

    Escolha uma alternativa para a questão 411bccf3-6a
  • 11CE7230-6A

    Português

    Figuras de Linguagem
    Universidade de Pernambuco · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritos

                  Texto 2


    IV


    Era um sonho dantesco... o tombadilho

    Que das luzernas avermelha o brilho,

    Em sangue a se banhar.

    Tinir de ferros... estalar de açoite...

    Legiões de homens negros como a noite,

    Horrendos a dançar... 


    Negras mulheres, suspendendo às tetas

    Magras crianças, cujas bocas pretas

    Rega o sangue das mães:

    Outras, moças, mas nuas e espantadas,

    No turbilhão de espectros arrastadas,

    Em ânsia e mágoa vãs!


    E ri-se a orquestra irônica, estridente...

    E da ronda fantástica a serpente

    Faz doudas espirais...

    Se o velho arqueja, se no chão resvala,

    Ouvem-se gritos... o chicote estala.

    E voam mais e mais...


    Presa nos elos de uma só cadeia,

    A multidão faminta cambaleia,

    E chora e dança ali!

    Um de raiva delira, outro enlouquece,

    Outro, que de martírios embrutece,

    Cantando, geme e ri!


    No entanto o capitão manda a manobra,

    E após, fitando o céu que se desdobra,

    Tão puro sobre o mar,

    Diz do fumo entre os densos nevoeiros:

    "Vibrai rijo o chicote, marinheiros!

    Fazei-os mais dançar!..."

     [...]


    ALVES, Castro. O Navio Negreiro. Excertos. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000068.pdf Acesso em: 12 set. 2020.


    Texto 3


    Imagem da questão de Português, da prova de 2021

    Texto 4

    PAI CONTRA MÃE
    Machado de Assis

       A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha-de-flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dous para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. [...] Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras. O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. [...]

    ASSIS, Machado de. Pai contra mãe. Excertos. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/autores/11-textos-dos-autores/451-machado-de-assis-textos-selecionados Acesso em: 12/09/2020.

    Texto 5 

    Imagem da questão de Português, da prova de 2021

    Texto 6

       A onda de protestos após a morte de George Floyd por um policial de Mineápolis, nos Estados Unidos, fez a hashtag #BlackLivesMatter (Vidas Negras Importam, em tradução livre) ganhar manifestações nas ruas e nas redes sociais. Famosos e anônimos têm usado o termo nos últimos dias, no online e no offline, como forma de apoio ao movimento antirracista e para cobrar das autoridades que resguardem vidas negras.
    Imagem da questão de Português, da prova de 2021
       O Black Lives Matter, às vezes citado nos cartazes como BLM, é uma organização que nasceu em 2013 por três ativistas norte-americanas: Alicia Garza, da aliança nacional de trabalhadoras domésticas; Patrisse Cullors, da coalizão contra a violência policial em Los Angeles; e Opal Tometi, da aliança negra pela imigração justa. Hoje, é uma fundação global cuja missão é "erradicar a supremacia branca e construir poder local para intervir na violência infligida às comunidades negras" pelo Estado e pela polícia.

    Disponível em: https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2020/06/03/black-livesmatter-conheca-o-movimento-fundado-por-tresmulheres.htm?cmpid=copiaecola Acesso em: 12/09/2020.

    Os textos poéticos são os mais ricos em recursos expressivos. Em O Navio Negreiro (Texto 2), magnífico exemplo desse princípio, Castro Alves lança mão de inúmeros recursos expressivos para obter determinados efeitos estéticos e discursivos. Acerca dos recursos expressivos empregados pelo poeta e dos efeitos pretendidos, analise as afirmativas a seguir.

    1) O eufemismo "sonho dantesco" é usado a fim de preparar o expectador, com serenidade e delicadeza, para uma cena que se mostrará demasiado impactante.
    2) Criando imagens fortes, como a hipérbole "(o tombadilho) em sangue a se banhar", o poeta procura provocar indignação e obter apoio e engajamento para a causa que defende.
    3) Ao usar termos que remetem a cores (avermelha o brilho, homens negros, bocas pretas), sons (tinir, estalar, estridente) e movimentos (dançar, arrastadas, doudas espirais), o poeta leva o ouvinte/leitor a perceber a cena descrita em todo o seu horror.
    4) Compondo cenas com homens e mulheres; mães, crianças e velhos, todos brutalizados, o poeta afeta os ouvintes/leitores nas suas características igualmente humanas e os convida a intervir na realidade social em que vivem.

    Estão CORRETAS:
    Escolha uma alternativa para a questão 11ce7230-6a
  • 21D6F0C5-65

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNESP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

    De maneira que, assim como a natureza faz de feras homens, matando e comendo, assim também a graça faz de feras homens, doutrinando e ensinando. Ensinastes o gentio bárbaro e rude, e que cuidais que faz aquela doutrina? Mata nele a fereza, e introduz a humanidade; mata a ignorância, e introduz o conhecimento; mata a bruteza, e introduz a razão; mata a infidelidade, e introduz a fé; e deste modo, por uma conversão admirável, o que era fera fica homem, o que era gentio fica cristão, o que era despojo do pecado fica membro de Cristo e de S. Pedro. […] Tende-os [os escravos], cristãos, e tende muitos, mas tende-os de modo que eles ajudem a levar a vossa alma ao céu, e vós as suas. Isto é o que vos desejo, isto é o que vos aconselho, isto é o que vos procuro, isto é o que vos peço por amor de Deus e por amor de vós, e o que quisera que leváreis deste sermão metido na alma.

    (Antônio Vieira. “Sermão do Espírito Santo” (1657). http://tupi.fflch.usp.br.)


    O Sermão do Espírito Santo foi pregado pelo Padre Antônio Vieira em São Luís do Maranhão, em 1657, e recorre

    Escolha uma alternativa para a questão 21d6f0c5-65