Questões do ENEM: Figuras de Linguagem

Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

399 questões encontradas. Mostrando a página 6 de 20.

  • 1ABD20C6-B9

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNESP · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos

    Onde estou? Este sítio desconheço:

    Quem fez tão diferente aquele prado?

    Tudo outra natureza tem tomado,

    E em contemplá-lo, tímido, esmoreço.


    Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço

    De estar a ela um dia reclinado;

    Ali em vale um monte está mudado:

    Quanto pode dos anos o progresso!


    Árvores aqui vi tão florescentes,

    Que faziam perpétua a primavera:

    Nem troncos vejo agora decadentes.


    Eu me engano: a região esta não era;

    Mas que venho a estranhar, se estão presentes

    Meus males, com que tudo degenera!

    (Cláudio Manuel da Costa. Obras, 2002.)

    O eu lírico recorre ao recurso expressivo conhecido como hipérbole no verso:
    Escolha uma alternativa para a questão 1abd20c6-b9
  • 06A8F035-B9

    Português

    Figuras de Linguagem
    UECE · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2019

    Drummond, no seu poema Ausência, chega a uma conclusão quando diz “A ausência é um estar em mim” (linha 72). Ao revelar essa constatação, a figura de linguagem que o autor utiliza é
    Escolha uma alternativa para a questão 06a8f035-b9
  • C8E23B8D-B2

    Português

    Figuras de Linguagem
    FATEC · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto para responder a questão.  


    O leitor encontra, neste belo número da Revista Katálysis, um panorama rico, denso e qualificado do que vem ocorrendo no mundo do trabalho hoje, com seus traços de “continuidade” e “descontinuidade”, num período em que o capitalismo aprofundou ainda mais as penalizações que está impondo ao universo laborativo, onde o “novo” e o “velho” se (re)configuram a partir da nova Divisão Internacional do Trabalho (DIT), que se reestruturou nas últimas décadas.

    [...]

    Se a Revolução Industrial, nos séculos XVIII e XIX, legou-nos um enorme processo de “desantropomorfização do trabalho” (Lukács); se o século XX pode ser caracterizado pelo que Braverman definiu como sendo a “era da degradação do trabalho”, as últimas décadas do século passado e os inícios do atual vêm presenciando a generalização de “outras formas e modalidades de precarização”, [...] aquela responsável pela geração do cybertariado (Ursula Huws), uma nova força de trabalho global que mescla intensamente “informatização” com “informalização”.[...]

    As consequências são fortes: nesta fase de desmanche, estamos presenciando o derretimento dos poucos laços de sociabilidade, [...] sem presenciarmos uma ampliação da vida dotada de sentido, nem “dentro” e nem “fora” do trabalho. A vida se consolida, cada vez mais, como sendo desprovida de sentido no trabalho e, por outro lado, estranhada e fetichizada* também “fora” do trabalho, exaurindo-se no mundo sublimado do consumo (virtual ou real), ou na labuta incansável pelas qualificações de todo tipo, que são incentivadas como antídoto [...] para não perder o emprego daqueles que o têm.

    É por isso que estamos presenciando uma desconstrução sem precedentes do trabalho em toda a era moderna, ampliando os diversos modos de ser da precarização e do desemprego estrutural. Resta para a “classe-que-vive-do-trabalho” oscilar, ao modo dos pêndulos, entre a busca de qualquer “labor” e a vivência do desemprego.

    Este número especial da Revista Katálysis, dedicado às novas configurações do trabalho na sociedade capitalista, é uma contribuição efetiva para a linhagem crítica, atualizada e original, tanto pelos temas selecionados, quanto pela qualidade e competência dos colaboradores presentes, ajudando a descortinar tantos elementos que configuram a “nova morfologia do trabalho”, seus dilemas e desafios.

    Ricardo Antunes, Editorial da Revista Katálysis, n.2, 2009. 

    <https://tinyurl.com/y6nchqmr> Acesso em: 19.10.2019. Adaptado.


    *fetichizar: ação de admirar exageradamente, irrestritamente, incondicionalmente uma pessoa ou coisa. 





    Os termos destacados no texto são exemplos de paronomásia, figura sonora definida, segundo o Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa, como “figura de linguagem que extrai expressividade da combinação de palavras que apresentam semelhança fônica, mas possuem sentidos diferentes”.

    Assinale a alternativa em que o autor também utilizou a paronomásia na construção de seus versos.
    Escolha uma alternativa para a questão c8e23b8d-b2
  • 7347E9CD-B1

    Português

    Figuras de Linguagem
    FATEC · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2019

    <https://tinyurl.com/yynj49zv> Acesso em: 20.06.2019. Original colorido.


    O humor dos quadrinhos apresentados constrói-se por meio de

    Escolha uma alternativa para a questão 7347e9cd-b1
  • 717B2689-B0

    Português

    Figuras de Linguagem
    CEDERJ · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto 1


    Imagem da questão de Português, da prova de 2019

    O título “Podcasts: quem são, onde vivem, o que comem”, atribuído ao texto por Cora Rónai, cria a expectativa de que os podcasts sejam seres vivos com a intenção de

    Escolha uma alternativa para a questão 717b2689-b0
  • ABE2962D-F9

    Português

    Figuras de Linguagem
    UERJ · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    JOANA:

    (...)

    Seu povo é que é urgente, força cega,

    coração aos pulos, ele carrega

    um vulcão amarrado pelo umbigo

    Ele então não tem tempo, nem amigo,

    nem futuro, que uma simples piada

    pode dar em risada ou punhalada

    Como a mesma garrafa de cachaça

    acaba em carnaval ou desgraça

    (...)


    Na caracterização do povo brasileiro feita por Joana no trecho acima, observa-se uma sequência da seguinte figura de linguagem:

    Escolha uma alternativa para a questão abe2962d-f9
  • ABCC0976-F9

    Português

    Figuras de Linguagem
    UERJ · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2019

    Para expor um ponto de vista, o autor se vale de ironia no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão abcc0976-f9
  • ABC9123A-F9

    Português

    Figuras de Linguagem
    UERJ · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2019

    Metáforas são um perigo. (. 1)

    No primeiro parágrafo do texto Com a lama na alma, o autor dá um tratamento metafórico à própria metáfora.

    Esse procedimento é exemplificado pelo seguinte trecho:

    Escolha uma alternativa para a questão abc9123a-f9
  • ABBFB9AB-F9

    Português

    Figuras de Linguagem
    UERJ · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    https://qcon-assets-production.s3.amazonaws.com/images/provas/65675/prova_Uerj1.jpg
    No texto, apresenta-se o princípio que estrutura as metáforas por meio da seguinte palavra sublinhada:
    Escolha uma alternativa para a questão abbfb9ab-f9
  • ABAA10B9-F9

    Português

    Figuras de Linguagem
    UERJ · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    IDENTIDADE (1992)


    Elevador é quase um templo

    Exemplo pra minar teu sono

    Sai desse compromisso

    Não vai no de serviço

    Se o social tem dono, não vai...


    Quem cede a vez não quer vitória

    Somos herança da memória

    Temos a cor da noite

    Filhos de todo açoite

    Fato real de nossa história

    Se o preto de alma branca pra você

    É o exemplo da dignidade

    Não nos ajuda, só nos faz sofrer

    Nem resgata nossa identidade

    JORGE ARAGÃO

    vagalume.com.br


    A metáfora “preto de alma branca” é criticada na letra da canção por estar associada a um contexto de:

    Escolha uma alternativa para a questão abaa10b9-f9
  • ABA4E4AF-F9

    Português

    Figuras de Linguagem
    UERJ · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    https://qcon-assets-production.s3.amazonaws.com/images/provas/65675/prova_Uerj1.jpg

    Considerada a forma por excelência da linguagem figurada, a metáfora às vezes é tida como mero embelezamento do discurso. (ℓ. 6-7)


    Com a ampliação da visão sobre o papel da metáfora, ressalta-se a seguinte propriedade dessa figura de linguagem: 

    Escolha uma alternativa para a questão aba4e4af-f9
  • DAAE0BD6-8C

    Português

    Figuras de Linguagem
    UERJ · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    O conto a seguir foi retirado do livro Hora de Alimentar Serpentes, de Marina Colasanti.


    Para Começar

    Desejou ter a beleza de uma árvore frondosa tatuada nas costas, copa espraiada sobre os ombros. Temendo, porém, o longo sofrimento imposto pelas agulhas, mandou tatuar na base da coluna, bem na base, a mínima semente.

    Na narrativa, o desejo inicial e a decisão final do personagem podem ser relacionados por meio da seguinte figura de linguagem:
    Escolha uma alternativa para a questão daae0bd6-8c
  • DA89D76C-8C

    Português

    Figuras de Linguagem
    UERJ · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2019

    Imagem da questão de Português, da prova de 2019

    Para valorizar poeticamente os violinos, combinam-se duas figuras de linguagem, o eufemismo e a personificação.

    Essa combinação se encontra em:

    Escolha uma alternativa para a questão da89d76c-8c
  • 704E2EBE-8B

    Português

    Figuras de Linguagem
    CEDERJ · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 2


    MINHA INFÂNCIA (trecho)

    (Freudiana)

    Cora Coralina


    A rua... a rua!...

    (Atração lúdica, anseio vivo da criança,

    mundo sugestivo de maravilhosas descobertas)

    - proibida às meninas do meu tempo.

    Rígidos preconceitos familiares,

    normas abusivas de educação


    - emparedavam.


    Na quietude sepulcral da casa,

    era proibida, incomodava, a fala alta,

    a risada franca, o grito espontâneo,

    a turbulência ativa das crianças.


    Contenção. motivação.Comportamento estreito,

    limitando, estreitando exuberâncias,

    pisando sensibilidades.

    A gesta* dentro de mim...

    Um mundo heroico, sublimado,

    superposto, insuspeitado,

    misturado à realidade.

    *Gesta: composição poética que narra feitos memoráveis ou heroicos.

    CORALINA, Cora.[coordenação, apresentação crítica e biografia Darcy França Denófrio].(Coleção melhores poemas). São Paulo: Global, 2004. (p. 95 a 100).


    Cora Coralina (1889-1985), doutora honoris causa pela Universidade de Goiás, membro da Academia Goiana de Letras, recebeu, como poeta e ficcionista, o troféu Jabuti e o prêmio Juca Pato como intelectual do ano em 1984. Cora cursara somente o primário, mas poetara desde os 14 anos.

    TELLES, Norma. Escritoras, escritas, escrituras. In: PRIORE, Mary Del. (org.); PINSKY, Carla Bassanezi (coord. de textos). 10.ed. 6a. reimpr. São Paulo: Contexto, 2018. p.408-409.

    Na segunda estrofe, as expressões “Na quietude sepulcral”, por um lado, e “a fala alta”, “a risada franca”, “o grito espontâneo” e “a turbulência ativa das crianças”, por outro, sublinhadas no poema, transmitem uma dualidade vivenciada pela enunciadora em sua infância. Estilisticamente, essa situação é expressa, nessa estrofe, pela figura de linguagem:
    Escolha uma alternativa para a questão 704e2ebe-8b
  • 3E7D59DE-0B

    Português

    Figuras de Linguagem
    UFMS · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o poema a seguir para responder à questão:


    Índia Velha 


    Índia Velha índia velha

    se lembra do cheiro verde

    na fonte limpa

    onde se matava a sede

    água boa de beber

    índia velha

    se lembra

    do teu tempo de criança

    tinha festa e tinha dança

    pra chover.

    índia velha

    se lembra

    do primeiro

    do segundo

    do terceiro branco

    que chegou

    se lembra?

    se lembra

    Quando tu andavas nua

    olha a cor de teu vestido

    encardido

    quando andas pela rua.

    se lembra!

    se lembra de teus colares

    teus amores a lua cheia

    lençóis de flores na aldeia

    se lembra?

    índia velha

    se lembra

    dos pés pisando no mato

    olha a cor de teu sapato

    pisando asfalto e areia.

    índia velha

    se lembra

    tantos brancos que

    chegaram

    tantos

    que até perdestes as contas

    e as contas de teus colares

    hoje andas tonta nos bares

    e é tão grande a dor que

    sentes e que o amor de tua gente

    foi junto ao rio

    foi junto ao rio

    por onde os brancos chegaram

    se lembra?

    se lembra?


    (MARINHO, Emmanuel. Cantos de terra. Campo Grande: Letra Livre, 2016. A primeira edição foi publicada em 1981 [2]).

    Assinale a alternativa correta que aponta correspondência pertinente entre o recurso expressivo usado pelo poeta e o efeito produzido.
    Escolha uma alternativa para a questão 3e7d59de-0b
  • 3E5FA5F3-0B

    Português

    Figuras de Linguagem
    UFMS · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Analise os elementos empregados na construção da letra da canção e assinale a alternativa correta. 

    A Via Láctea 

    Quando tudo está perdido

    Sempre existe um caminho

    Quando tudo está perdido

    Sempre existe uma luz

    Mas não me diga isso

    Hoje a tristeza não é passageira

    Hoje fiquei com febre a tarde inteira

    E quando chegar a noite

    Cada estrela parecerá uma lágrima

    Queria ser como os outros

    E rir das desgraças da vida

    Ou fingir estar sempre bem

    Ver a leveza das coisas com humor

    Mas não me diga isso

    É só hoje e isso passa

    Só me deixe aqui quieto isso passa

    Amanhã é um outro dia, não é?


    Eu nem sei porque me sinto assim

    Vem de repente um anjo triste perto de mim

    E essa febre que não passa

    E meu sorriso sem graça

    Não me dê atenção

    Mas obrigado por pensar em mim

    Quando tudo está perdido

    Sempre existe uma luz

    Quando tudo está perdido

    Sempre existe um caminho

    Quando tudo está perdido

    Eu me sinto tão sozinho

    Quando tudo está perdido

    Não quero mais ser quem eu sou

    Mas não me diga isso

    Não me dê atenção

    E obrigado por pensar em mim


    (LEGIÃO URBANA. A tempestade ou O livro dos dias (álbum). Rio de Janeiro: EMI Music Ltda, 1996).
    Escolha uma alternativa para a questão 3e5fa5f3-0b
  • 79AF40F8-07

    Português

    Figuras de Linguagem
    Centro Universitário São Camilo · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema do escritor português Fernando Pessoa para responder à questão. 

    Às vezes, em sonho triste
    Nos meus desejos existe
    Longinquamente um país
    Onde ser feliz consiste
    Apenas em ser feliz.

    Vive-se como se nasce
    Sem o querer nem saber.
    Nessa ilusão de viver
    O tempo morre e renasce
    Sem que o sintamos correr. 

    O sentir e o desejar
    São banidos dessa terra.
    O amor não é amor
    Nesse país por onde erra
    Meu longínquo divagar.

    Nem se sonha nem se vive:
    É uma infância sem fim.
    Parece que se revive
    Tão suave é viver assim
    Nesse impossível jardim.

    (Obra poética, 1997.)
    O eu lírico recorre a uma construção paradoxal em:
    Escolha uma alternativa para a questão 79af40f8-07