Questões do ENEM: Uso dos conectivos

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330 questões encontradas. Mostrando a página 2 de 17.

  • 0258AD2F-03

    Português

    Orações subordinadas adjetivas: Restritivas, Explicativas
    UECE · 2023FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2023

    Captura_de tela 2025-03-19 133117.png (396×329)

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    BRUNO, Elias. Fomo, Fobo e Jomo: conheça as síndromes que podem surgir com o uso excessivo dos aparelhos eletrônicos. Disponível em https://www.segs.com.br/demais/352747-fomofobo-e-jomo-conheca-as-sindromes-que-podem-surgir-com-o-usoexcessivo-dos-aparelhos-eletronicos

    No texto 1, a relação estabelecida no período “Diferente de Fomo e Fobo, o termo Jomo não representa uma síndrome, mas um estilo de vida em contraposição às síndromes citadas” (linhas 51-53) é de
    Escolha uma alternativa para a questão 0258ad2f-03
  • 0251389E-03

    Português

    Coesão e coerência
    UECE · 2023MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2023

    Captura_de tela 2025-03-19 133117.png (396×329)

    Captura_de tela 2025-03-19 133136.png (398×587)

    Captura_de tela 2025-03-19 133145.png (404×223)


    BRUNO, Elias. Fomo, Fobo e Jomo: conheça as síndromes que podem surgir com o uso excessivo dos aparelhos eletrônicos. Disponível em https://www.segs.com.br/demais/352747-fomofobo-e-jomo-conheca-as-sindromes-que-podem-surgir-com-o-usoexcessivo-dos-aparelhos-eletronicos

    Em “Segundo o Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), a pandemia aumentou em mais de 62% dos brasileiros o tempo de exposição contínua a telas” (linhas 05-08), o autor sustenta seu ponto de vista a partir do argumento
    Escolha uma alternativa para a questão 0251389e-03
  • A8DB04A4-03

    Português

    Coesão e coerência
    UERJ · 2023MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2023

    Imagem da questão de Português, da prova de 2023

    SARAH AZOUBEL e BIA GUIMARÃES

     Adaptado de cienciafundamental.blogfolha.uol.com.br, 05/12/2020.

    O próprio conceito de tempo passou por revoluções. Até o começo do século 20, a física o tratava como algo absoluto e uniforme, independentemente de quem o medisse. (l. 16-17)

    Considerando a sequência de ideias apresentadas no 5º parágrafo, a segunda frase do trecho citado poderia ser introduzida pela seguinte expressão:
    Escolha uma alternativa para a questão a8db04a4-03
  • D6F47D5A-C0

    Português

    Coesão e coerência
    PUC - RS · 2023MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 2

    1_- 29 2.png (373×686)

    Adaptado de: MARQUES, Jairo. Como uma das maiores bandas
    de rock do mundo faz a diferença pela inclusão.
    Disponível em: https://bit.ly/3OAjYix. Acesso em: 27 abr. 2022.

    Sobre os recursos linguísticos empregados no texto, afirma-se:

    I. O pronome “lhe” (linha 13) complementa o adjetivo “peculiar” (linha 13).
    II. As três ocorrências do verbo “parecer” (linhas 13, 34 e 38) conferem caráter de incerteza ao discurso do autor.
    III. As correlativas “não só ... como” (linhas 18 e 19) estabelecem relação de adição no período.
    IV. “Para” (linha 34) introduz a finalidade da expressão “oportunidade incrível” (linha 34).

    Estão corretas apenas as afirmativas
    Escolha uma alternativa para a questão d6f47d5a-c0
  • 209B587C-AE

    Português

    Sintaxe
    UNICAMP · 2023MédioEntre para guardar nos favoritos
    5.png (184×254) 

    Reshpī é o adorno usado no nariz, feito de aruá e com linha de tucum, e que atravessa o septo. Na cultura Marubo, ela é usada por homens, mulheres e crianças e tem um significado espiritual, pois é por meio dela que após a nossa morte seremos guiados para o encontro com nossos ancestrais que estão à nossa espera. 

    Reshpī é um adereço milenar e tradicional, simboliza nossa essência e é parte do nosso ser enquanto povo marubo, ____________ não é produzido para venda nem pode ser usado como apropriação cultural. 

    (Adaptado do story Reshpī de Kena Marubo. Disponível em https://www.instagram.com/kena_marubo/. Acessado em 02/08/2022.)

    Tendo em vista as informações sobre o Reshpī, a lacuna no segundo parágrafo deve ser preenchida com 
    Escolha uma alternativa para a questão 209b587c-ae
  • 7271ED69-7B

    Português

    Coesão e coerência
    UFRGS · 2022Entre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.



    Imagem da questão de Português, da prova de 2022

    Imagem da questão de Português, da prova de 2022


    Assinale a alternativa que apresenta relações, contextualmente adequadas, para se (l. 09), assim (l. 23) e De fato (l. 46), nessa ordem. 
    Escolha uma alternativa para a questão 7271ed69-7b
  • 7261D95C-7B

    Português

    Coesão e coerência
    UFRGS · 2022Entre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. 



    Imagem da questão de Português, da prova de 2022

    O deslocamento de segmentos de um texto pode ou não afetar as relações de sentido estabelecidas. Assinale a alternativa em que o deslocamento de segmentos, considerando os ajustes com maiúscula, minúscula e pontuação, mantém as relações de sentido no contexto em que ocorrem.
    Escolha uma alternativa para a questão 7261d95c-7b
  • B2F4D5A6-75

    Português

    Orações subordinadas adverbiais: Causal, Comparativa, Consecutiva, Concessiva, Condicional...
    Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Leia a fábula “O cão convidado para jantar”, de Esopo, para responder à questão.


       Um homem preparava um jantar para receber à mesa um amigo íntimo. E o cão dele chamou outro cão, dizendo: “Amigo, vem jantar aqui comigo.” Ele foi e, enquanto contemplava feliz o grande jantar, exclamava intimamente: “Uau!, que alegria inesperada me apareceu bem agora! Vou me banquetear à farta e comer tanto que amanhã não terei fome nenhuma!” O cão dizia isso para si e, ao mesmo tempo, abanava o rabo, confiante no amigo. Mas o cozinheiro, quando viu aquele rabo se movimentando para lá e para cá, agarrou o cão pelas patas e, num átimo, o arremessou para fora, pela janela. Após o baque, ele foi embora, ganindo muito. Então um dos cães que toparam com ele no caminho perguntou: “Como foi o jantar, amigo?” Ele respondeu: “Exagerei na bebida e fiquei tão bêbado que nem mesmo sei por onde foi que eu saí.”


    (Fábulas completas, 2013.)
    Em “Ele foi e, enquanto contemplava feliz o grande jantar, exclamava intimamente”, o termo sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido do texto, por:
    Escolha uma alternativa para a questão b2f4d5a6-75
  • 93623C14-74

    Português

    Sintaxe
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Leia a crônica “José de Nanuque”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão


       Como se não bastasse o excesso de população deste mundo, os homens estão detectando a existência de outros mundos habitados, no espaço sideral, e suspiram, emocionados: “Não estamos sós”. E quem disse que estamos sós, se andamos tão acotovelados pelas avenidas da Terra? Pois, como se tudo isso não fosse suficiente, correm às matas de Nanuque e de lá retiram à força José Pedro dos Santos, último promeneur solitaire1 de que havia notícia, o homem que vivia com uma fogueira acesa, espantando onça e, sobretudo, gente.

       — Venha, rapaz! Queremos que participe das maravilhas da civilização!

       — Vocês me arranjam casa pra morar?

       — Bem, isso atualmente está difícil, José.

       — Emprego?

       — Só se você for concursado, e houver vaga.

       — E comida?

       — Depois nós conversamos. Venha depressa, estão nos chamando de outras galáxias!

      José recalcitra: estava tão bem ali! Não paga aluguel, não preenche o formulário do imposto de renda, não faz fila para nada, não tem horário nem patrão, come carne variada, segunda-feira paca, terça peixe, quarta aves, quinta raízes e tubérculos, sexta frutas, sábado...

       — Mais uma razão para vir. Está desfrutando privilégios, e todos são iguais perante a lei!

      Outra razão forte: os fazendeiros de Nanuque reclamavam contra esse homem estranho, embrenhado no mato, fazendo Deus sabe lá o quê. Em vão José alega que os ajuda, espantando onça com seu facho noturno. As onças não devem ser espantadas, sustentam a beleza selvagem da região. Esse homem não trabalha na lavoura, como os outros; não produz, não rende, e, embora não pese a ninguém, pesa globalmente no espírito de todos, com seu mistério. O fato de não produzir não é o mais grave; tolera-se cá fora, à luz do dia, honradamente: mas no interior da mata? Que ideia faz esse sujeito do contrato social? Nenhuma. Está se ninando para o contrato social. Não é possível. Tragam José para perto de nós, ele tem de aprender ou reaprender a vida apertada que levamos.

       José tem medo. Os homens, as cidades, os códigos, até os prazeres intervalares dos civilizados lhe dão medo. O motor de sua volta ao estado natural foi menos o amor à natureza do que o pânico. Em cada homem vê um perigo, em cada situação uma ameaça, em cada palavra uma condenação. Com as árvores e os bichos ele se entende. Nu e experimentado, conhece e domina o ambiente em que vive sem maiores riscos. Na cidade não praticara ação criminosa, e foi isso precisamente que o fez embrenhar-se na mata. Inocente, faltavam-lhe as provas negativas de sua inocência; se cometesse qualquer malfeito, poderia mentir e salvar-se, mas, estando puro e desarmado diante do sistema, como mentir, senão confessando a falta imaginária, e, portanto, condenando-se? A solução era virar bicho. Virou, com êxito.

       Agora trazem José para a capital, incorporam-no ao estranho maquinismo, ao estatuto sombrio, inexplicável; ele é condenado a viver como os outros, no grau inferior. José está salvo ou perdido? O certo é que nunca mais brilhará, na mata de Nanuque, aquele foguinho solitário.

       Todos são iguais perante a lei.

       Não estamos sós.


    (Carlos Drummond de Andrade. Caminhos de João Brandão, 2016.)

    1promeneur solitaire: caminhante solitário.
    Em “— Mais uma razão para vir. Está desfrutando privilégios, e todos são iguais perante a lei!” (10o parágrafo), a palavra sublinhada expressa ideia de 
    Escolha uma alternativa para a questão 93623c14-74
  • E0F0C512-7A

    Português

    Pontuação
    Universidade de Vassouras · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2022

    “As primeiras grandes repúblicas burguesas, bem como o Estado imaginado por

    Hobbes, eram baseados na exclusão – existiam para servir às

    necessidades das classes proprietárias” (l. 2-4)


    No trecho, o travessão pode ser substituído, mantendo o sentido global da frase, pelo seguinte conectivo:

    Escolha uma alternativa para a questão e0f0c512-7a
  • E0ED2665-7A

    Português

    Sintaxe
    Universidade de Vassouras · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2022

    “mas à proteção de sua propriedade e de seus bens enquanto ele está dormindo” (l. 5)


    A explicitação da relação de sentido estabelecida entre este trecho e o restante da frase pode se dar por meio da inclusão, após o conectivo “mas”, da seguinte expressão:

    Escolha uma alternativa para a questão e0ed2665-7a
  • E0D8D5EA-7A

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade de Vassouras · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2022

    “Ele era daqueles que sempre querem dormir mais cinco minutos; só que esses cinco minutos

    facilmente transformavam-se em uma hora” (l. 2-3)


    A relação estabelecida entre as duas partes da frase assume o valor de:

    Escolha uma alternativa para a questão e0d8d5ea-7a
  • 3C9B7285-73

    Português

    Coesão e coerência
    Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2021Entre para guardar nos favoritos
    TEXTO III

    “De acordo com o oftalmologista do Hospital de Olhos do Paraná, Carlos Augusto Moreira Neto, os números são assustadores e revelam que uma nova geração de míopes está surgindo. “Existe uma preocupação extrema com essa próxima geração. Hoje em dia o acesso aos equipamentos eletrônicos como celulares, tablets e computadores está muito difundido, inclusive entre as crianças. Agora com a pandemia e o isolamento social, isso ficou ainda mais acentuado, pois muitas delas ficaram trancadas em casa usando de forma prolongada esses aparelhos muito próximos ao rosto, à visão, ao invés de realizarem atividades ao ar livre, por exemplo. Além de forçar a visão, falta também um estímulo para uma boa visão à distância. Isso vem ocasionando esse crescimento vertical nos casos de miopia entre crianças”, explica o médico.”

    Bem Paraná, 29/01/2021.
    Um texto é construído com elementos de coesão interna, que estabelecem ligações formais entre seus termos. Assinale a opção que apresenta o termo sublinhado que tem seu antecedente identificado inadequadamente
    Escolha uma alternativa para a questão 3c9b7285-73
  • 3C7A9217-73

    Português

    Coesão e coerência
    Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2021Entre para guardar nos favoritos
    “Aquele que não tem tempo para cuidar da saúde, terá que arranjar tempo para cuidar da doença”.

    (Pensamento popular)

    Nesse pensamento, o segundo segmento, em relação ao primeiro, traz a ideia de 
    Escolha uma alternativa para a questão 3c7a9217-73
  • 041D6930-B3

    Português

    Sintaxe
    Universidade Estadual do Maranhão · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos
    Mario Quintana, poeta gaúcho, foi um dos maiores expoentes da literatura brasileira. Com estilo eclético, estreou em 1940, desafiando os críticos literários por se ter tornado um poeta popular. Sua poesia é compreensível sem ser banal; sua originalidade é natural; suas metáforas são claras, mas, ao mesmo tempo, surpreendentes.   

    O poema Noturno citadino é a base para responder à questão.

    Um cartaz luminoso ri no ar.
    Ó noite, ó minha nêga
    toda acesa
    de letreiros!... Pena
    é que a gente saiba ler... Senão
    tu serias de uma beleza única
    inteiramente feita
    para o amor dos nossos olhos. 

    QUINTANA, M. Esconderijos do tempo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.
    O articulador argumentativo “Senão” imprime no poema um valor semântico de  
    Escolha uma alternativa para a questão 041d6930-b3
  • 3EA7B95C-75

    Português

    Sintaxe
    UECE · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto 3


    Imagem da questão de Português, da prova de 2021

    Adaptado de NEVES, Cynthia Agra de Brito. “Slam” é voz de identidade e resistência dos poetas contemporâneos. Disponível em https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/slam-e-voz-de-identidade-e-resistencia-dos-poetas-contemporaneos/ Acesso em 14 de setembro de 2021.

    No trecho “A poetry slam, também chamada ‘batalha das letras’, tornou-se, além de um acontecimento poético, um movimento social, cultural e artístico no mundo todo” (linhas 164-167), os termos destacados apresentam a ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão 3ea7b95c-75
  • FF8CB730-58

    Português

    Sintaxe
    UECE · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2021

    Os termos destacados do trecho “Essas atletas, das mais diferentes nacionalidades, não só encantaram o mundo com suas conquistas históricas e quebras de recordes, como também jogaram luz sobre as discriminações, preconceitos e o sexismo” (linhas 09-13) expressam a ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão ff8cb730-58
  • D8956934-05

    Português

    Sintaxe
    PUC-MINAS · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2 / Parte 2
    A importância do ato de ler2
    Paulo Freire

    Continuando neste esforço de “re-ler” momentos fundamentais de experiências de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo através de sua prática, retomo o tempo em que, como aluno do chamado curso ginasial, me experimentei na percepção crítica dos textos que lia em classe, com a colaboração, até hoje recordada, do meu então professor de língua portuguesa. Não eram, porém, aqueles momentos puros exercícios de que resultasse um simples dar-nos conta de uma página escrita diante de nós que devesse ser cadenciada, mecânica e enfadonhamente “soletrada” e realmente lida. Não eram aqueles momentos “lições de leitura”, no sentido tradicional desta expressão. Eram momentos em que os textos se ofereciam à nossa inquieta procura, incluindo a do então jovem professor José Pessoa.

    Algum tempo depois, como professor também de português, nos meus vinte anos, vivi intensamente a importância de ler e de escrever, no fundo indicotomizáveis, com os alunos das primeiras séries do então chamado curso ginasial. A regência verbal, a sintaxe de concordância, o problema da crase, o sinclitismo pronominal, nada disso era reduzido por mim a tabletes de conhecimentos que devessem ser engolidos pelos estudantes. Tudo isso, pelo contrário, era proposto à curiosidade dos alunos de maneira dinâmica e viva, no corpo mesmo de textos, ora de autores que estudávamos, ora deles próprios, como objetos a serem desvelados e não como algo parado, cujo perfil eu descrevesse. Os alunos não tinham que memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas apreender a sua significação profunda. Só apreendendo-a seriam capazes de saber, por isso, de memorizá-la, de fixá-la. A memorização mecânica da descrição do elo não se constitui em conhecimento do objeto. Por isso, é que a leitura de um texto, tomado como pura descrição de um objeto é feita no sentido de memorizá-la, nem é real leitura, nem dela portanto resulta o conhecimento do objeto de que o texto fala. 

    Creio que muito de nossa insistência, enquanto professoras e professores, em que os estudantes “leiam”, num semestre, um sem-número de capítulos de livros, reside na compreensão errônea que às vezes temos do ato de ler. Em minha andarilhagem pelo mundo, não foram poucas as vezes em que jovens estudantes me falaram de sua luta às voltas com extensas bibliografias a serem muito mais “devoradas" do que realmente lidas ou estudadas. [...] 

    A insistência na quantidade de leituras sem o devido adentramento nos textos a serem compreendidos, e não mecanicamente memorizados, revela uma visão mágica da palavra escrita. Visão que urge ser superada. A mesma, ainda que encarnada desde outro ângulo, que se encontra, por exemplo, em quem escreve, quando identifica a possível qualidade de seu trabalho, ou não, com a quantidade de páginas escritas. No entanto, um dos documentos filosóficos mais importantes de que dispomos, As teses sobre Feuerbach, de Marx, tem apenas duas páginas e meia... 

    Parece importante, contudo, para evitar uma compreensão errônea do que estou afirmando, sublinhar que a minha crítica à magicização da palavra não significa, de maneira alguma, uma posição pouco responsável de minha parte com relação à necessidade que temos, educadores e educandos, de ler, sempre e seriamente, os clássicos neste ou naquele campo do saber, de nos adentrarmos nos textos, de criar uma disciplina intelectual, sem a qual inviabilizamos a nossa prática enquanto professores e estudantes. 
    Atente para o excerto:

    A insistência na quantidade de leituras sem o devido adentramento nos textos a serem compreendidos, e não mecanicamente memorizados, revela uma visão mágica da palavra escrita. Visão que urge ser superada. A mesma, ainda que encarnada desde outro ângulo, que se encontra, por exemplo, em quem escreve, quando identifica a possível qualidade de seu trabalho, ou não, com a quantidade de páginas escritas. No entanto, um dos documentos filosóficos mais importantes de que dispomos, As teses sobre Feuerbach, de Marx, têm apenas duas páginas e meia...

    Observe os conectivos destacados no excerto e a semântica a eles atribuída. A correlação está INCORRETA em:
    Escolha uma alternativa para a questão d8956934-05
  • D8887E73-05

    Português

    Coesão e coerência
    PUC-MINAS · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos
    A velha casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço - o sítio das avencas de minha mãe -, o quintal amplo em que se achava, tudo isso foi o meu primeiro mundo. (...) Os "textos", as "palavras”, as "letras” daquele contexto - em cuja percepção experimentava e, quanto mais o fazia, mais aumentava a capacidade de perceber - se encarnavam numa série de coisas, de objetos, de sinais, cuja compreensão eu ia apreendendo no meu trato com eles nas minhas relações com meus irmãos mais velhos e com meus pais.

    Sobre elementos de coesão presentes no excerto, avalie as afirmativas:

    I. “... o quintal amplo em que se achava....” “em que”, relativo, pode ser substituído por “no qual” ou “onde”, sem alteração do sentido.
    II. “.... daquele contexto – em cuja percepção...” “em cuja” poderia ser substituído por “em que”, sem alteração funcional ou de sentido.
    III. “... tudo isso foi o meu primeiro mundo” os pronomes “tudo isso” retomam, de forma resumitiva, uma série de elementos enumerados.
    IV. “experimentava e, quanto mais o fazia, mais aumentava...” o conectivo usado empresta um sentido de consequência aos fatos indicados.

    Estão corretas as afirmativas presentes apenas em:
    Escolha uma alternativa para a questão d8887e73-05