Questões do ENEM: Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

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5.815 questões encontradas. Mostrando a página 26 de 291.

  • 6463D2E7-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Analise a charge a seguir.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2022


    Estado de Minas 03-12-2021 https://www.em.com.br/app/charge/2021/12/03/interna_charge,1328062/racismo.shtml


    A charge apresenta uma crítica severa à falta de liberdade do ser humano. Há relação temática, sobretudo, evidenciada na sequência do segundo ao quarto quadrinhos com o seguinte trecho do conto A Escrava: 

    Escolha uma alternativa para a questão 6463d2e7-b0
  • 64612C85-B0

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO I

     Por qualquer modo que encaremos a escravidão, ela é, e sempre será um grande mal. Dela a decadência do comércio; porque o comércio, e a lavoura caminham de mãos dadas, e o escravo não pode fazer florescer a lavoura; porque o seu trabalho é forçado. Ele não tem futuro; o seu trabalho não é indenizado; ainda dela nos vem o opróbrio, a vergonha; porque de fronte altiva e desassombrada não podemos encarar as nações
    livres; por isso que o estigma da escravidão, pelo cruzamento das raças, estampa-se na fronte de todos nós. Embalde procurará um dentro nós convencer ao estrangeiro que em suas veias não gira uma só gota de sangue escravo...
     E depois, o caráter que nos imprime, e nos envergonha!
     O escravo é olhado por todos como vítima – e o é.

    REIS, Maria Firmina dos. A escrava. <https://www.letras.ufmg.br/literafro


    TEXTO II

    E Lentz via por toda parte o homem branco apossando-se resolutamente da terra e expulsando definitivamente o homem moreno que ali se gerara. E Lentz sorria com orgulho na perspectiva da vitória e do domínio de sua raça. Um desdém pelo mulato, em que ele exprimia o seu desprezo pela languidez, pela fatuidade e fragilidade deste, turvou-lhe a visão radiosa que a natureza do país lhe imprimira no espírito. Tudo nele era agora um sonho de grandeza e triunfo...

    ARANHA, Graça (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.
    Em relação à coesão textual dos textos I e II, é correto afirmar que, no texto
    Escolha uma alternativa para a questão 64612c85-b0
  • 645C014A-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos

        Custou a ir à cidade: quando foi demorou-se algumas semanas, e quando chegou, entregou a meu pai uma folha de papel escrita, dizendo-lhe:

        – Toma, e guarda, com cuidado, é a carta de liberdade de Joana. Meu pai não sabia ler, de agradecido beijou as mãos daquela fera. Abraçou-me, chorou de alegria, e guardou a suposta carta de liberdade.

        Então furtivamente eu comecei a aprender a ler, com um escravo mulato, e a viver com alguma liberdade.

        Isso durou dois anos. Meu pai morreu de repente, e, no dia imediato, meu senhor disse a minha mãe:

        – Joana que vá para o serviço, tem já sete anos, e eu não admito escrava vadia.

        Minha mãe, surpresa e confundida, cumpriu a ordem sem articular uma palavra.

        Nunca a meu pai passou pela ideia, que aquela suposta carta de liberdade era uma fraude; nunca deu a ler a ninguém; mas, minha mãe, à vista do rigor de semelhante ordem, tomou o papel, e deu-o a ler, àquele que me dava as lições. Ah! Eram umas quatro palavras sem nexo, sem assinatura, sem data! Eu também a li, quando caiu das mãos do mulato. Minha pobre mãe deu um grito, e caiu estrebuchando.


    Reis, Maria Firmina dos, 1825-1917. Úrsula e outras obras [recurso eletrônico] / Maria Firmina dos Reis. – Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2018. – (Série prazer de ler; n. 11 e-book).


    Os discursos sexista e escravocrata, manifestações da sociedade patriarcal, denunciadas por Maria Firmina, em A Escrava, se fazem representados no trecho

    Escolha uma alternativa para a questão 645c014a-b0
  • 6459609C-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    A Escrava, de Maria Firmina dos Reis, é um exemplar de conto do movimento abolicionista brasileiro, que projeta, no contexto de 1887, uma autora negra, pobre, maranhense, em texto publicado na Revista Maranhense nº. 3. Você vai ler a primeira cena dessa narrativa curta.

         Em um salão onde se achavam reunidas muitas pessoas distintas, e bem colocadas na sociedade, e depois de versar a conversação sobre diversos assuntos mais ou menos interessantes, recaiu sobre o elemento servil.

        O assunto era por sem dúvida de alta importância. A conversação era geral; as opiniões, porém, divergiam. Começou a discussão.

         — Admira-me, — disse uma senhora, de sentimentos sinceramente abolicionistas; faz-me até pasmar como se possa sentir, e expressar sentimentos escravocratas, no presente século, no século dezenove! A moral religiosa e a moral cívica aí se erguem, e falam bem alto esmagando a hidra que envenena a família no mais sagrado santuário seu, e desmoraliza, e avilta a nação inteira!

         Levantai os olhos ao Gólgota, ou percorrei-os em torno da sociedade, e dizei-me:

         — Para que se deu em sacrifício o Homem Deus, que ali exalou seu derradeiro atento? Ah!

         Então não era verdade que seu sangue era o resgate do homem! É então uma mentira abominável ter esse sangue comprado a liberdade!? E depois, olhai a sociedade... Não verdes o abutre que a corrói constantemente!... Não sentis a desmoralização que a enerva, o cancro que a destrói?

    Reis, Maria Firmina dos, 1825-1917. Úrsula e outras obras [recurso eletrônico] / Maria Firmina dos Reis. – Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2018. – (Série prazer de ler; n. 11 e-book)


    A fala da senhora, ao se contrapor aos escravocratas, apresenta argumentação, ancorada na perspectiva da (do)

    Escolha uma alternativa para a questão 6459609c-b0
  • 64540388-B0

    Português

    Figuras de Linguagem
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos

    [...] E os dois imigrantes, no silêncio dos caminhos, unidos enfim numa mesma comunhão de esperança e admiração, puseram-se a louvar a Terra de Canaã.

    Eles disseram que ela era formosa com os seus trajes magníficos, vestida de sol, coberta com o manto do voluptuoso e infinito azul; que era amimada pelas coisas; sobre o seu colo águas dos rios fazem voltas e outras enlaçam-lhe a cintura desejada; [...]

    Eles disseram que ela era opulenta, porque no seu bojo fantástico guarda a riqueza inumerável, o ouro puro e a pedra iluminada; porque os seus rebanhos fartam as suas nações e o fruto das suas árvores consola o amargor da existência; porque um só grão das suas areias fecundas fertilizaria o mundo inteiro e apagaria para sempre a miséria e a fome entre os homens. Oh! poderosa!...

    Eles disseram que ela, amorosa, enfraquece o sol com as suas sombras; para o orvalho da noite fria tem o calor da pele aquecida, e os homens encontram nela, tão meiga e consoladora, o esquecimento instantâneo da agonia eterna...

    Eles disseram que ela era feliz entre as outras, porque era a mãe abastada, a casa de ouro, a providência dos filhos despreocupados, que a não enjeitam por outra, não deixam as suas vestes protetoras e a recompensam com o gesto perpetuamente infantil e carinhoso, e cantam-lhe hinos saídos de um peito alegre...

    Eles disseram que ela era generosa, porque distribui os seus dons preciosos aos que deles têm desejo; a sua porta não se fecha, as suas riquezas não têm dono; não é perturbada pela ambição e pelo orgulho; os seus olhos suaves e divinos não distinguem as separações miseráveis; o seu seio maternal se abre a todos como um farto e tépido agasalho... Oh! esperança nossa!

    Eles disseram esses e outros louvores e caminharam dentro da luz...


    ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.

    A presença constante da repetição de termos e de expressões no início do parágrafo é conhecida como anáfora.

    O uso da anáfora – Eles disseram – , no contexto, expressa tom 

    Escolha uma alternativa para a questão 64540388-b0
  • 644E9A86-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos

    LENTZ — Até agora não vejo probabilidade da raça negra atingir a civilização dos brancos. Jamais a África ...


    MILKAU — O tempo da África chegará. As raças civilizam-se pela fusão; é no encontro das raças adiantadas com as raças virgens, selvagens, que está o repouso conservador, o milagre do rejuvenescimento da civilização. O papel dos povos superiores é o instintivo impulso do desdobramento da cultura, transfundindo de corpo a corpo o produto dessa fusão que, passada a treva da gestação, leva mais longe o capital acumulado nas infinitas gerações. Foi assim que a Gália se tornou França e a Germânia, Alemanha.


    LENTZ — Não acredito que da fusão com espécies radicalmente incapazes resulte uma raça sobre que se possa desenvolver a civilização. Será sempre uma cultura inferior, civilização de mulatos, eternos escravos em revoltas e quedas. Enquanto não se eliminar a raça que é o produto de tal fusão, a civilização será sempre um misterioso artifício, todos os minutos rotos pelo sensualismo, pela bestialidade e pelo servilismo inato do negro. O problema social para o progresso de uma região como o Brasil está na substituição de uma raça híbrida, como a dos mulatos, por europeus. A imigração não é simplesmente para o futuro da região do País um caso de simples estética, é antes de tudo uma questão complexa, que interessa o futuro humano.


    ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.

    O contexto sociohistórico da época do Romance Canaã, ainda que seu valor como obra literária seja posto em dúvida, retrata algumas teses de realidades vitais. Pode-se afirmar que o enredo do romance 
    Escolha uma alternativa para a questão 644e9a86-b0
  • 644C0238-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    O fragmento a seguir é um dos diálogos entre os dois estrangeiros que protagonizam Canaã.

    — Parece que já vi este quadro em algum lugar — disse Milkau, cismando, — Mas não, este ar, este conjunto suave, este torpor instantâneo, e que se percebe vai passar daqui a pouco, é seguramente a primeira vez que conheço.

    — E por quanto tempo aqui ficaremos? — disse o outro num bocejo de desalento; e o seu olhar pairava preguiçosamente sobre a paisagem.

    — Não meço o tempo — respondeu Milkau —, porque não sei até quando viverei, e agora espero que este seja o quadro definitivo da minha existência. Sou um imigrado, e tenho a alma do repouso; este será o meu último movimento na terra...

    — Mas nada o agita? Nada o impelirá para fora daqui, fora desta paz dolorosa, que é uma sepultura para nós?...

    — Aqui fico. E se aqui está a paz, é a paz que procuro exatamente...Eu me conservarei na humildade; em torno de mim desejarei uma harmonia infinita.

    ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.


    A relação discurso/personagem está representada, corretamente, na seguinte associação:

    Escolha uma alternativa para a questão 644c0238-b0
  • 64493B31-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    O estrangeiro apertou a mão calosa e áspera do velho, que abriu os lábios numa rude expressão de riso, mostrando as gengivas roxas e desdentadas. A cafuza não se mexeu; apenas, mudando vagarosamente o olhar, descansou-o, cheio de preguiça e desalento, no rosto do viajante. A criança acolheu-se a ela, boquiaberta, com a baba a escorrer dos beiços túmidos.

    [...]

    — Mora aqui há muito tempo? perguntou Milkau.

    — Fui nascido e criado nessas bandas, sinhô moço... Ali perto do Mangaraí.

    — E, tateando o espaço, estendia a mão para o outro lado do rio. — Não vê um casarão lá no fundo? Foi ali que me fiz homem, na fazenda do Capitão Matos, defunto meu sinhô, que Deus haja!

    O estrangeiro, acompanhando o gesto, apenas divisava ao longe um amontoado de ruínas que interrompia a verdura da mata.

    E a conversa foi continuando por uma série de perguntas de Milkau sobre a vida passada daquela região, às quais o velho respondia gostoso, por ter ocasião de relembrar os tempos de outrora, sentindo-se incapaz, como todos os humildes e primitivos, de tomar a iniciativa dos assuntos.

    [...]

    — Ah, tudo isto, meu sinhô moço, se acabou... Cadê fazenda? Defunto meu sinhô morreu, filho dele foi vivendo até que governo tirou os escravos. Tudo debandou. Patrão se mudou com a família para Vitória, onde tem seu emprego; meus parceiros furaram esse mato grande e cada um levantou casa aqui e acolá, onde bem quiseram. Eu com minha gente vim para cá, para essas terras do seu coronel. Tempo hoje anda triste. Governo acabou com as fazendas, e nos pôs todos no olho do mundo, a caçar de comer, a comprar de vestir, a trabalhar como boi para viver. Ah! tempo bom de fazenda!

    [...]

    — Mas, meu amigo — disse Milkau

    —, você aqui ao menos está no que é seu, tem sua casa, sua terra, é dono de si mesmo.

    — Qual terra, qual nada... Rancho é do marido de minha filha, que está aí sentada, terra é de seu coronel, arrendada por dez mil-réis por ano. Hoje em dia tudo aqui é de estrangeiro, Governo não faz nada por brasileiro, só pune por alemão... ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.

    Nos fragmentos, observa-se um procedimento descritivo, típico do Naturalismo Literário: detalhismo por meio de elementos sensoriais. Releia-os.


    “A criança acolheu-se a ela boquiaberta, com a baba a escorrer dos beiços túmidos.”

    “— E, tateando o espaço, estendia a mão para o outro lado do rio.”


    Nas expressões “beiços túmidos” e “tateando o espaço”, destacam-se, respectivamente, os seguintes elementos sensoriais: 

    Escolha uma alternativa para a questão 64493b31-b0
  • 6446913E-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos

    O estrangeiro apertou a mão calosa e áspera do velho, que abriu os lábios numa rude expressão de riso, mostrando as gengivas roxas e desdentadas. A cafuza não se mexeu; apenas, mudando vagarosamente o olhar, descansou-o, cheio de preguiça e desalento, no rosto do viajante. A criança acolheu-se a ela, boquiaberta, com a baba a escorrer dos beiços túmidos.

    [...]

    — Mora aqui há muito tempo? perguntou Milkau.

    — Fui nascido e criado nessas bandas, sinhô moço... Ali perto do Mangaraí.

    — E, tateando o espaço, estendia a mão para o outro lado do rio. — Não vê um casarão lá no fundo? Foi ali que me fiz homem, na fazenda do Capitão Matos, defunto meu sinhô, que Deus haja!

    O estrangeiro, acompanhando o gesto, apenas divisava ao longe um amontoado de ruínas que interrompia a verdura da mata.

    E a conversa foi continuando por uma série de perguntas de Milkau sobre a vida passada daquela região, às quais o velho respondia gostoso, por ter ocasião de relembrar os tempos de outrora, sentindo-se incapaz, como todos os humildes e primitivos, de tomar a iniciativa dos assuntos.

    [...]

    — Ah, tudo isto, meu sinhô moço, se acabou... Cadê fazenda? Defunto meu sinhô morreu, filho dele foi vivendo até que governo tirou os escravos. Tudo debandou. Patrão se mudou com a família para Vitória, onde tem seu emprego; meus parceiros furaram esse mato grande e cada um levantou casa aqui e acolá, onde bem quiseram. Eu com minha gente vim para cá, para essas terras do seu coronel. Tempo hoje anda triste. Governo acabou com as fazendas, e nos pôs todos no olho do mundo, a caçar de comer, a comprar de vestir, a trabalhar como boi para viver. Ah! tempo bom de fazenda!

    [...]

    — Mas, meu amigo — disse Milkau

    —, você aqui ao menos está no que é seu, tem sua casa, sua terra, é dono de si mesmo.

    — Qual terra, qual nada... Rancho é do marido de minha filha, que está aí sentada, terra é de seu coronel, arrendada por dez mil-réis por ano. Hoje em dia tudo aqui é de estrangeiro, Governo não faz nada por brasileiro, só pune por alemão... ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.

    Dentre os trechos extraídos do diálogo dos personagens, indique aquele em que predomina a intenção crítica do autor acerca da política da época. 

    Escolha uma alternativa para a questão 6446913e-b0
  • 643DC68B-B0

    Português

    Gêneros Textuais
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    O (não) lugar do “pardo”

         Lá no fim do século XIX e no começo do XX, o Brasil passava pelo dilema que todas as nações modernas enfrentaram (e, de certa maneira, ainda enfrentam): como criar uma identidade nacional que justifique e mantenha o Estado?

         Notem que eu ouso criar, porque é bem isso mesmo, inventar uma história que servisse aos interesses da elite dominante e homogeneizasse a população brasileira. Ora, essa população era formada, principalmente, por pretos escravos ou ex-escravos, indígenas perseguidos e uma parcela de gente branca. No centro da discussão estava: quem seria o cidadão brasileiro.

         Houve quem defendesse a educação para o trabalho: ensinar os pretos amolecidos e degenerados pela escravidão (faz me rir) a trabalhar resignado. Teve aqueles que achavam que a inferioridade dos pretos era tão grande que não adiantava educar nem nada, era melhor expulsar ou deixar morrer. O Brasil, em seus debates sobre a nação e seus cidadãos, bebeu muito das teorias racialistas que estavam em voga na Europa e sendo amplamente utilizadas para justificar a colonização na África depois de séculos e séculos de saque humano. [...]

        Daí surge o pardo como a gente conhece hoje. O pardo não é raça, não é povo, não é cidadão brasileiro. Ele é o estágio transitório entre a base da pirâmide (os negros) e o topo (os brancos). Não é branco, ainda não chegou no estágio sublime de branquitude que garante o direito à vida, oportunidades e cidadania, mas é prova viva da boa vontade e do esforço de se embranquecer tão valorizado por uma elite branca que, desde sempre, morre de medo dos pretos fazerem daqui o Haiti.

         Como fala Foucault, o poder, no estado moderno, não é negativo, ele é normatizador. Ou seja, estabelece normas de conduta, estéticas, discursivas, e beneficia aqueles que fazem o jogo. No caso do Brasil, o jogo da branquitude. Quanto mais branco você tentar ser, seja usando intervenções estéticas ou compartilhando o discurso político e social, mais “tolerável” você vai ser. Nisso, nós que somos claros, temos uma vantagem: o branqueamento estético é mais alcançável para nós. Mas nada disso garante que você vai passar de boa em uma sociedade racialmente hierarquizada, o embranquecimento é, sobretudo, uma mutilação. E pra quem ainda tem dúvidas, mutilação é sempre ruim ok? Não tem gradação de violência e mutilação. [...]


    https://medium.com/@isabelapsena/o-n%C3%A3o-lugar-do-pardo 

    Considerando o contexto de circulação de um artigo de opinião e o propósito discursivo do produtor do texto acima, os recursos argumentativos utilizados têm a função de 
    Escolha uma alternativa para a questão 643dc68b-b0
  • B5A9591F-A9

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UECE · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2

    Da solidão 

    texto_8 - 12 1.png (352×353) 
    texto_8 - 12 2 .png (348×790)  

    MEIRELES, Cecília. Da solidão. In: MEIRELES, Cecília. Janela Mágica. São
    Paulo: Global, 2016, pp. 71-74. 
    No texto 2, o eu lírico, apresenta o estado de solidão como
    Escolha uma alternativa para a questão b5a9591f-a9
  • B5A2FD7B-A9

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UECE · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2

    Da solidão 

    texto_8 - 12 1.png (352×353) 
    texto_8 - 12 2 .png (348×790)  

    MEIRELES, Cecília. Da solidão. In: MEIRELES, Cecília. Janela Mágica. São
    Paulo: Global, 2016, pp. 71-74. 
    No texto 2, o eu lírico demonstra sentir-se
    Escolha uma alternativa para a questão b5a2fd7b-a9
  • B5A0E08A-A9

    Português

    Gêneros Textuais
    UECE · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2

    Da solidão 

    texto_8 - 12 1.png (352×353) 
    texto_8 - 12 2 .png (348×790)  

    MEIRELES, Cecília. Da solidão. In: MEIRELES, Cecília. Janela Mágica. São
    Paulo: Global, 2016, pp. 71-74. 
    A partir da leitura da crônica “Da solidão”, de Cecília Meireles, nota-se a presença dos seguintes elementos que caracterizam o estilo da escritora:
    Escolha uma alternativa para a questão b5a0e08a-a9
  • B5982C01-A9

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

    A ARMADILHA DOS VAPES

    texto_1 - 7 .png (365×354) 

    (Disponível em: https://super.abril.com.br).
    Acerca das informações do texto 1, avalie as afirmações a seguir.

    I. Os dados percentuais, presentes no texto, configuramse como argumentos para assegurar os malefícios do cigarro eletrônico.
    II. O uso de um vocabulário com a presença de termos tais como “dopamina” e “neurotransmissor” revelam a natureza de uma notícia de divulgação científica.
    III. O texto faz uso de dados e de termos do campo científico para certificar a segurança do consumo dos vapes, pois não há alteração do estado de consciência do usuário.

    É correto apenas o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão b5982c01-a9
  • B596177F-A9

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

    A ARMADILHA DOS VAPES

    texto_1 - 7 .png (365×354) 

    (Disponível em: https://super.abril.com.br).
    O elemento destacado no trecho: “Lá dentro, ela ativa o principal neurotransmissor do prazer” (linhas 7-8) faz referência a
    Escolha uma alternativa para a questão b596177f-a9
  • B5908B83-A9

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2022Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

    A ARMADILHA DOS VAPES

    texto_1 - 7 .png (365×354) 

    (Disponível em: https://super.abril.com.br).
    O objetivo do texto 1 é
    Escolha uma alternativa para a questão b5908b83-a9
  • 996DEFA0-A2

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2
    Caso pluvioso

    texto_2 - 14 .png (280×359)  
    texto_2 - 42.png (285×736) 
     

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. São Paulo:
    Companhia das Letras, 2012, p. 231-234. Excerto.
    Nos versos “Eu lhe dizia em vão – pois que Maria / quanto mais eu rogava, mais chovia” (linhas 17-18), a relação expressa entre os termos destacados é de
    Escolha uma alternativa para a questão 996defa0-a2
  • 99677A23-A2

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2
    Caso pluvioso

    texto_2 - 14 .png (280×359)  
    texto_2 - 42.png (285×736) 
     

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. São Paulo:
    Companhia das Letras, 2012, p. 231-234. Excerto.
    Nos versos “Os navios soçobram” (linha 35) e “delida e fluida a humana enfibratura” (linha 38), as palavras em destaque significam, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão 99677a23-a2
  • 995E51C2-A2

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2
    Caso pluvioso

    texto_2 - 14 .png (280×359)  
    texto_2 - 42.png (285×736) 
     

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. São Paulo:
    Companhia das Letras, 2012, p. 231-234. Excerto.
    Considerando o poema Caso Pluvioso, atente para as seguintes afirmações.

    I. O título remete o leitor à ideia de uma relação agitada, assim como a água, entre o poeta e uma mulher.
    II. O poeta no verso “Era chuva fininha e chuva grossa” (linha 11) retrata a personalidade de uma mulher instável.
    III. A referência a Deus no poema significa a falta de fé que o poeta tem na relação com maria.

    É correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão 995e51c2-a2
  • 995BE16D-A2

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2
    Caso pluvioso

    texto_2 - 14 .png (280×359)  
    texto_2 - 42.png (285×736) 
     

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. São Paulo:
    Companhia das Letras, 2012, p. 231-234. Excerto.
    A relação entre a chuva e a mulher no poema pode ser considerado um signo que representa
    Escolha uma alternativa para a questão 995be16d-a2