Questões do ENEM: Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

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5.815 questões encontradas. Mostrando a página 55 de 291.

  • B33CF305-06

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2019Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema de Antonio Cicero para responder à questão.

    Balanço

    A infância não foi uma manhã de sol:
    demorou vários séculos; e era pífia,
    em geral, a companhia. Foi melhor,
    em parte, a adolescência, pela delícia
    do pressentimento da felicidade na malícia,
    na molícia, na poesia,
    no orgasmo; e pelos livros e amizades.
    Um dia, apaixonado, encarei a minha
    morte: e eis que ela não sustentou o olhar
    e se esvaiu. Desde então é a morte alheia
    que me abate. Tarde aprendi a gozar
    a juventude, e já me ronda a suspeita
    de que jamais serei plenamente adulto:
    antes de sê-lo, serei velho. Que ao menos
    os deuses façam felizes e maduros
    Marcelo e um ou dois dos meus futuros versos.

    (Porventura, 2012.) 
    “Que ao menos
    os deuses façam felizes e maduros
    Marcelo e um ou dois dos meus futuros versos.”

    Nesses versos, estão presentes as seguintes ideias:
    Escolha uma alternativa para a questão b33cf305-06
  • B3387BE4-06

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema de Antonio Cicero para responder à questão.

    Balanço

    A infância não foi uma manhã de sol:
    demorou vários séculos; e era pífia,
    em geral, a companhia. Foi melhor,
    em parte, a adolescência, pela delícia
    do pressentimento da felicidade na malícia,
    na molícia, na poesia,
    no orgasmo; e pelos livros e amizades.
    Um dia, apaixonado, encarei a minha
    morte: e eis que ela não sustentou o olhar
    e se esvaiu. Desde então é a morte alheia
    que me abate. Tarde aprendi a gozar
    a juventude, e já me ronda a suspeita
    de que jamais serei plenamente adulto:
    antes de sê-lo, serei velho. Que ao menos
    os deuses façam felizes e maduros
    Marcelo e um ou dois dos meus futuros versos.

    (Porventura, 2012.) 
    Segundo o relato autobiográfico do eu lírico:
    Escolha uma alternativa para a questão b3387be4-06
  • 78DDD2E6-06

    Português

    Coesão e coerência
    Centro Universitário São Camilo · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de Caio Prado Júnior para responder à questão.

         De tudo se trata, pode-se dizer, ou se tem tratado na “filosofia”, e até os mesmos assuntos, ou aparentemente os mesmos, são considerados em perspectivas de tal modo apartadas uma das outras que não se combinam e entrosam entre si, tornando-se impossível contrastá-las. Para alguns, essa situação é não apenas normal, mas plenamente justificável. A filosofia seria isso mesmo: uma especulação infinita e desregrada em torno de qualquer assunto ou questão, ao sabor de cada autor, de suas preferências e mesmo de seus humores. Há mesmo quem afirme não caber à filosofia “resolver”, e sim unicamente sugerir questões e propor problemas, fazer perguntas cujas respostas não têm maior interesse, e com o fim unicamente de estimular a reflexão, aguçar a curiosidade. E já se afirmou até que a filosofia não passava de uma ginástica do pensamento, entendendo por isso o simples exercício e adestramento de uma função — no caso, o pensamento em vez dos músculos, sem outra finalidade que essa.
         Apesar, contudo, de boa parte da especulação filosófica, particularmente em nossos dias, parecer confirmar tal ponto de vista, ele certamente não é verdadeiro. Há sem dúvida um terreno comum onde a filosofia, ou aquilo que se tem entendido como tal, se confunde com a literatura (no bom sentido, entenda-se bem) e não objetiva realmente conclusão alguma, destinando-se tão somente, como toda literatura, a par do entretimento que proporciona, levar aos leitores ou ouvintes, a partir destes centros condensadores da consciência coletiva que são os profissionais do pensamento, levar-lhes impressões e estados de espírito, emoções e estímulos, dúvidas e indagações. Mas esse terreno que a filosofia, ou pelo menos aquilo que se tem entendido por “filosofia”, compartilha com a literatura, não é toda filosofia, nem mesmo, de certo modo, a sua mais importante e principal parte.
         Com toda sua heterogeneidade, confusão e hermetismo, a filosofia ainda encontra ressonância tal, que bastaria para comprovar que nela se abrigam questões que dizem muito de perto com interesses e aspirações humanas que devem, por isso, ser atendidos, e não frustrados pela ausência ou desconhecimento de objetivo e rumo seguros da parte daqueles que se ocupam do assunto.
         Mas onde encontrar esse “objeto” último e profundo da especulação filosófica para o qual converge e onde se concentra a variegada problemática de que a filosofia vem através dos séculos e em todos os lugares se ocupando; e de que se trata?

    (O que é filosofia, 2008. Adaptado.)
    “E já se afirmou até que a filosofia não passava de uma ginástica do pensamento, entendendo por isso o simples exercício e adestramento de uma função − no caso, o pensamento em vez dos músculos, sem outra finalidade que essa.” (1° parágrafo)

    A palavra sublinhada pode ser substituída, com correção gramatical, mantendo-se o sentido original do texto, por:
    Escolha uma alternativa para a questão 78ddd2e6-06
  • 78DA6D11-06

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de Caio Prado Júnior para responder à questão.

         De tudo se trata, pode-se dizer, ou se tem tratado na “filosofia”, e até os mesmos assuntos, ou aparentemente os mesmos, são considerados em perspectivas de tal modo apartadas uma das outras que não se combinam e entrosam entre si, tornando-se impossível contrastá-las. Para alguns, essa situação é não apenas normal, mas plenamente justificável. A filosofia seria isso mesmo: uma especulação infinita e desregrada em torno de qualquer assunto ou questão, ao sabor de cada autor, de suas preferências e mesmo de seus humores. Há mesmo quem afirme não caber à filosofia “resolver”, e sim unicamente sugerir questões e propor problemas, fazer perguntas cujas respostas não têm maior interesse, e com o fim unicamente de estimular a reflexão, aguçar a curiosidade. E já se afirmou até que a filosofia não passava de uma ginástica do pensamento, entendendo por isso o simples exercício e adestramento de uma função — no caso, o pensamento em vez dos músculos, sem outra finalidade que essa.
         Apesar, contudo, de boa parte da especulação filosófica, particularmente em nossos dias, parecer confirmar tal ponto de vista, ele certamente não é verdadeiro. Há sem dúvida um terreno comum onde a filosofia, ou aquilo que se tem entendido como tal, se confunde com a literatura (no bom sentido, entenda-se bem) e não objetiva realmente conclusão alguma, destinando-se tão somente, como toda literatura, a par do entretimento que proporciona, levar aos leitores ou ouvintes, a partir destes centros condensadores da consciência coletiva que são os profissionais do pensamento, levar-lhes impressões e estados de espírito, emoções e estímulos, dúvidas e indagações. Mas esse terreno que a filosofia, ou pelo menos aquilo que se tem entendido por “filosofia”, compartilha com a literatura, não é toda filosofia, nem mesmo, de certo modo, a sua mais importante e principal parte.
         Com toda sua heterogeneidade, confusão e hermetismo, a filosofia ainda encontra ressonância tal, que bastaria para comprovar que nela se abrigam questões que dizem muito de perto com interesses e aspirações humanas que devem, por isso, ser atendidos, e não frustrados pela ausência ou desconhecimento de objetivo e rumo seguros da parte daqueles que se ocupam do assunto.
         Mas onde encontrar esse “objeto” último e profundo da especulação filosófica para o qual converge e onde se concentra a variegada problemática de que a filosofia vem através dos séculos e em todos os lugares se ocupando; e de que se trata?

    (O que é filosofia, 2008. Adaptado.)
    Para o autor do texto, a comparação à literatura configura
    Escolha uma alternativa para a questão 78da6d11-06
  • 78D31283-06

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho da crônica de Machado de Assis, escrita em 1861, para responder à questão.

         Começo por uma raridade, não uma dessas raridades vulgares de que fala uma personagem de teatro, mas uma raridade vulgarmente rara: — o governo de acordo com a opinião. 
         Os complacentes e os otimistas hão de rir; não assim os julgadores severos; esses dirão consigo: — é verdade! — A opinião havia acolhido com entusiasmo a unificação da Itália; o governo acaba de reconhecer com prazer e sem delongas acintosas o novo reino italiano. Não é caso de milagre, mas também não é comum.
         Afez-se o país por tal modo a ver no governo o seu primeiro contraditor, que não pôde reprimir uma exclamação quando o viu pressuroso concluir o ato diplomático a que aludo. E por que não havia de fazê-lo? Perguntará o otimista. Eu sei! por descuido, por cortesania, por qualquer outro motivo, mas a regra é invariável: o governo sempre contrariou a opinião.

    (Comentários da semana, 2008.)
    Machado de Assis faz o comentário sobre um acontecimento histórico específico. Segundo o autor,
    Escolha uma alternativa para a questão 78d31283-06
  • 78C402E8-06

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema de Jorge de Lima (1895-1953) para responder à questão. 

    O acendedor de lampiões 

    Lá vem o acendedor de lampiões da rua!
    Este mesmo que vem infatigavelmente,
    Parodiar o sol e associar-se à lua
    Quando a sombra da noite enegrece o poente! 

    Um, dois, três lampiões, acende e continua
    Outros mais a acender imperturbavelmente,
    À medida que a noite aos poucos se acentua
    E a palidez da lua apenas se pressente.

    Triste ironia atroz que o senso humano irrita: —
    Ele que doira a noite e ilumina a cidade,
    Talvez não tenha luz na choupana em que habita.

    Tanta gente também nos outros insinua
    Crenças, religiões, amor, felicidade,
    Como este acendedor de lampiões da rua!

    (Antologia poética: Jorge de Lima, 2014.)
    Em seu conjunto, a terceira estrofe revela uma preocupação de natureza
    Escolha uma alternativa para a questão 78c402e8-06
  • CB4EC4ED-02

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão


    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2019, Interpretação de Textos

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão cb4ec4ed-02
  • CB4BC260-02

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão


    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2019, Coesão e coerência

    Considere as seguintes afirmações sobre o texto.

    I. O pronome isso (linha 03) refere-se ao que é afirmado anteriormente.
    II. A forma verbal sustentariam (linha 08) apresenta um tempo que denota ideia de possibilidade, de algo possível, mas não efetivamente certo.
    III. A partícula si (linha 13) refere-se à expressão inteligência artificial.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão cb4bc260-02
  • CB45B5A9-02

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão


    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2019, Interpretação de Textos

    Assinale a alternativa INCORRETA sobre o texto.
    Escolha uma alternativa para a questão cb45b5a9-02
  • CB42E428-02

    Português

    Figuras de Linguagem
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão


    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2019, Figuras de Linguagem

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão cb42e428-02
  • CB3D3B9B-02

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão


    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2019, Interpretação de Textos

    Depreende-se corretamente do texto que:
    Escolha uma alternativa para a questão cb3d3b9b-02
  • 6B2A55BE-01

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    O trecho abaixo é um fragmento do capítulo de abertura do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2019, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2019, Interpretação de Textos

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 6b2a55be-01
  • 6B268AAA-01

    Português

    Adjetivos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.

    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2019, Adjetivos

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 6b268aaa-01
  • 6B1BC137-01

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.

    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2019, Interpretação de Textos

    Assinale a alternativa correta sobre o texto
    Escolha uma alternativa para a questão 6b1bc137-01
  • 6B17CD73-01

    Português

    Figuras de Linguagem
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2019Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.

    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2019, Figuras de Linguagem

    Sobre o texto é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 6b17cd73-01
  • 6B101098-01

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.

    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2019, Interpretação de Textos

    Depreende-se corretamente da leitura do texto que:
    Escolha uma alternativa para a questão 6b101098-01
  • 8212125D-FF

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdades Integradas Aparício Carvalho · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    O que é prevenção de suicídio, afinal?

       Dia mundial de prevenção de suicídio, 10 de setembro. De um tempo para cá todo ano voltamos ao tema. Mas ainda estamos encontrando o tom.
       Após uma vida inteira ignorando o assunto os meios de comunicação resolveram finalmente abordá-lo. Mas, presos aos modelos de campanhas de conscientização habituais focaram-se nos números, taxas de crescimento, histórias individuais, entrevistas com pessoas afetadas pela questão. Tudo muito importante para que a sociedade fique mais esclarecida sobre o panorama local, nacional e até mundial sobre o suicídio. Mas inócuo para prevenção de fato.
      O que é prevenção, afinal? A prevenção em saúde se dá em três níveis:
       Prevenção primária: estratégias para evitar o adoecimento, retirando fatores de risco.
      Prevenção secundária: detecção precoce de pessoas acometidas por um problema, se possível antes de ele se manifestar.
      Prevenção terciária: intervenções para evitar sequelas depois que o problema acontece.
       De trás para frente, quando se fala em suicídio, não é possível fazer prevenção terciária, a não ser tratar das feridas emocionais de quem ficou (na chamada pósvenção).
      E o que seria a prevenção secundária nesses casos? Evitar que pessoas já com intenções ou planos suicidas cometam o ato. Tal situação normalmente se dá quando existe um transtorno mental que agrava uma situação de crise – por estar doente ela não vê outra saída que não a morte. É preciso então dissuadi-las disso, mostrando que o ser humano consegue superar qualquer coisa se tiver ajuda suficiente e se suas emoções não estiverem adoecidas. Não adianta apresentar números, contar histórias tristes. Ninguém nessa situação vai pensar “Puxa, quanta gente já se matou, né? Melhor eu não fazer isso”. Ao contrário, tais dados podem até normalizar para elas esse comportamento. Faremos prevenção se ensinarmos todo mundo a detectar sintomas de depressão, a diferenciar uso e dependência de substâncias; se combatermos o preconceito com psiquiatria, psicologia, estimulando em quem precisa a busca de ajuda e apresentando caminhos para atendimento em crises (como o CVV – fone 188). Se a sociedade inteira compreender que essas são formas eficazes de se buscar saídas para situações aparentemente insolúveis e insuportáveis, poderemos prevenir alguns casos.
      Evidentemente o ideal é que a gente não chegue a ponto de considerar seriamente o suicídio. Como já vimos que isso normalmente ocorre quando crises parecem insuportáveis e insolúveis em função do adoecimento emocional, esse último deveria ser o alvo da prevenção primária. É ingênuo achar ser possível prevenir crises. Mas evitar o adoecimento é um alvo a ser perseguido com afinco. Atividade física regular, sono de qualidade, alimentação saudável, desenvolvimento de vínculos afetivos, criação de uma rede de suporte, tudo isso – de preferência ao mesmo tempo – oferece boa proteção ao adoecimento ou ao agravamento dos transtornos mentais. Falar disso – que aparentemente nada tem a ver com o suicídio – talvez seja uma das formas mais importantes de prevenir novos casos.
        Ah, e apesar de óbvio, vale a pena lembrar: não adianta voltarmos a esses temas apenas ano que vem, ok?
      Já percebeu como diante das mesmas situações – mesmo as dramáticas – tem gente que desmorona, outros sofrem por um tempo mas seguem em frente, e ainda há quem não se abale? Isso mostra que boa parte do problema diante de eventos negativos não está neles, mas em nós – como nossa história, nossos pensamentos, pressupostos e crenças interferem na forma com que lidamos com as adversidades. Em O poder da resiliência (Sextante, 2019) o psicólogo Rick Hanson se uniu ao consultor Forrest Hanson para mostrar, baseado em pesquisas científicas e exemplos práticos, como resiliência vai além da capacidade de absorver os golpes e ficar em pé (o que já é bastante). Ela também coopera para termos mais qualidade de vida e um bem-estar efetivo. Habilidades que vêm muito a calhar tanto para prevenção primária como para secundária e pósvenção.

    (Daniel Martins de Barros, 10/09/2019. Disponível em: https://emais.estadao.com.br/blogs/daniel-martins-de-barros/o-que-eprevencao-de-suicidio-afinal/.)
    De acordo com a estrutura textual apresentada, assinale a indicação correta acerca do principal objetivo comunicacional do texto em análise.
    Escolha uma alternativa para a questão 8212125d-ff
  • 820B81D5-FF

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdades Integradas Aparício Carvalho · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    O que é prevenção de suicídio, afinal?

       Dia mundial de prevenção de suicídio, 10 de setembro. De um tempo para cá todo ano voltamos ao tema. Mas ainda estamos encontrando o tom.
       Após uma vida inteira ignorando o assunto os meios de comunicação resolveram finalmente abordá-lo. Mas, presos aos modelos de campanhas de conscientização habituais focaram-se nos números, taxas de crescimento, histórias individuais, entrevistas com pessoas afetadas pela questão. Tudo muito importante para que a sociedade fique mais esclarecida sobre o panorama local, nacional e até mundial sobre o suicídio. Mas inócuo para prevenção de fato.
      O que é prevenção, afinal? A prevenção em saúde se dá em três níveis:
       Prevenção primária: estratégias para evitar o adoecimento, retirando fatores de risco.
      Prevenção secundária: detecção precoce de pessoas acometidas por um problema, se possível antes de ele se manifestar.
      Prevenção terciária: intervenções para evitar sequelas depois que o problema acontece.
       De trás para frente, quando se fala em suicídio, não é possível fazer prevenção terciária, a não ser tratar das feridas emocionais de quem ficou (na chamada pósvenção).
      E o que seria a prevenção secundária nesses casos? Evitar que pessoas já com intenções ou planos suicidas cometam o ato. Tal situação normalmente se dá quando existe um transtorno mental que agrava uma situação de crise – por estar doente ela não vê outra saída que não a morte. É preciso então dissuadi-las disso, mostrando que o ser humano consegue superar qualquer coisa se tiver ajuda suficiente e se suas emoções não estiverem adoecidas. Não adianta apresentar números, contar histórias tristes. Ninguém nessa situação vai pensar “Puxa, quanta gente já se matou, né? Melhor eu não fazer isso”. Ao contrário, tais dados podem até normalizar para elas esse comportamento. Faremos prevenção se ensinarmos todo mundo a detectar sintomas de depressão, a diferenciar uso e dependência de substâncias; se combatermos o preconceito com psiquiatria, psicologia, estimulando em quem precisa a busca de ajuda e apresentando caminhos para atendimento em crises (como o CVV – fone 188). Se a sociedade inteira compreender que essas são formas eficazes de se buscar saídas para situações aparentemente insolúveis e insuportáveis, poderemos prevenir alguns casos.
      Evidentemente o ideal é que a gente não chegue a ponto de considerar seriamente o suicídio. Como já vimos que isso normalmente ocorre quando crises parecem insuportáveis e insolúveis em função do adoecimento emocional, esse último deveria ser o alvo da prevenção primária. É ingênuo achar ser possível prevenir crises. Mas evitar o adoecimento é um alvo a ser perseguido com afinco. Atividade física regular, sono de qualidade, alimentação saudável, desenvolvimento de vínculos afetivos, criação de uma rede de suporte, tudo isso – de preferência ao mesmo tempo – oferece boa proteção ao adoecimento ou ao agravamento dos transtornos mentais. Falar disso – que aparentemente nada tem a ver com o suicídio – talvez seja uma das formas mais importantes de prevenir novos casos.
        Ah, e apesar de óbvio, vale a pena lembrar: não adianta voltarmos a esses temas apenas ano que vem, ok?
      Já percebeu como diante das mesmas situações – mesmo as dramáticas – tem gente que desmorona, outros sofrem por um tempo mas seguem em frente, e ainda há quem não se abale? Isso mostra que boa parte do problema diante de eventos negativos não está neles, mas em nós – como nossa história, nossos pensamentos, pressupostos e crenças interferem na forma com que lidamos com as adversidades. Em O poder da resiliência (Sextante, 2019) o psicólogo Rick Hanson se uniu ao consultor Forrest Hanson para mostrar, baseado em pesquisas científicas e exemplos práticos, como resiliência vai além da capacidade de absorver os golpes e ficar em pé (o que já é bastante). Ela também coopera para termos mais qualidade de vida e um bem-estar efetivo. Habilidades que vêm muito a calhar tanto para prevenção primária como para secundária e pósvenção.

    (Daniel Martins de Barros, 10/09/2019. Disponível em: https://emais.estadao.com.br/blogs/daniel-martins-de-barros/o-que-eprevencao-de-suicidio-afinal/.)
    De acordo com as ideias e fatos apresentados no texto, indique a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 820b81d5-ff
  • 8207C794-FF

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdades Integradas Aparício Carvalho · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    O que é prevenção de suicídio, afinal?

       Dia mundial de prevenção de suicídio, 10 de setembro. De um tempo para cá todo ano voltamos ao tema. Mas ainda estamos encontrando o tom.
       Após uma vida inteira ignorando o assunto os meios de comunicação resolveram finalmente abordá-lo. Mas, presos aos modelos de campanhas de conscientização habituais focaram-se nos números, taxas de crescimento, histórias individuais, entrevistas com pessoas afetadas pela questão. Tudo muito importante para que a sociedade fique mais esclarecida sobre o panorama local, nacional e até mundial sobre o suicídio. Mas inócuo para prevenção de fato.
      O que é prevenção, afinal? A prevenção em saúde se dá em três níveis:
       Prevenção primária: estratégias para evitar o adoecimento, retirando fatores de risco.
      Prevenção secundária: detecção precoce de pessoas acometidas por um problema, se possível antes de ele se manifestar.
      Prevenção terciária: intervenções para evitar sequelas depois que o problema acontece.
       De trás para frente, quando se fala em suicídio, não é possível fazer prevenção terciária, a não ser tratar das feridas emocionais de quem ficou (na chamada pósvenção).
      E o que seria a prevenção secundária nesses casos? Evitar que pessoas já com intenções ou planos suicidas cometam o ato. Tal situação normalmente se dá quando existe um transtorno mental que agrava uma situação de crise – por estar doente ela não vê outra saída que não a morte. É preciso então dissuadi-las disso, mostrando que o ser humano consegue superar qualquer coisa se tiver ajuda suficiente e se suas emoções não estiverem adoecidas. Não adianta apresentar números, contar histórias tristes. Ninguém nessa situação vai pensar “Puxa, quanta gente já se matou, né? Melhor eu não fazer isso”. Ao contrário, tais dados podem até normalizar para elas esse comportamento. Faremos prevenção se ensinarmos todo mundo a detectar sintomas de depressão, a diferenciar uso e dependência de substâncias; se combatermos o preconceito com psiquiatria, psicologia, estimulando em quem precisa a busca de ajuda e apresentando caminhos para atendimento em crises (como o CVV – fone 188). Se a sociedade inteira compreender que essas são formas eficazes de se buscar saídas para situações aparentemente insolúveis e insuportáveis, poderemos prevenir alguns casos.
      Evidentemente o ideal é que a gente não chegue a ponto de considerar seriamente o suicídio. Como já vimos que isso normalmente ocorre quando crises parecem insuportáveis e insolúveis em função do adoecimento emocional, esse último deveria ser o alvo da prevenção primária. É ingênuo achar ser possível prevenir crises. Mas evitar o adoecimento é um alvo a ser perseguido com afinco. Atividade física regular, sono de qualidade, alimentação saudável, desenvolvimento de vínculos afetivos, criação de uma rede de suporte, tudo isso – de preferência ao mesmo tempo – oferece boa proteção ao adoecimento ou ao agravamento dos transtornos mentais. Falar disso – que aparentemente nada tem a ver com o suicídio – talvez seja uma das formas mais importantes de prevenir novos casos.
        Ah, e apesar de óbvio, vale a pena lembrar: não adianta voltarmos a esses temas apenas ano que vem, ok?
      Já percebeu como diante das mesmas situações – mesmo as dramáticas – tem gente que desmorona, outros sofrem por um tempo mas seguem em frente, e ainda há quem não se abale? Isso mostra que boa parte do problema diante de eventos negativos não está neles, mas em nós – como nossa história, nossos pensamentos, pressupostos e crenças interferem na forma com que lidamos com as adversidades. Em O poder da resiliência (Sextante, 2019) o psicólogo Rick Hanson se uniu ao consultor Forrest Hanson para mostrar, baseado em pesquisas científicas e exemplos práticos, como resiliência vai além da capacidade de absorver os golpes e ficar em pé (o que já é bastante). Ela também coopera para termos mais qualidade de vida e um bem-estar efetivo. Habilidades que vêm muito a calhar tanto para prevenção primária como para secundária e pósvenção.

    (Daniel Martins de Barros, 10/09/2019. Disponível em: https://emais.estadao.com.br/blogs/daniel-martins-de-barros/o-que-eprevencao-de-suicidio-afinal/.)
    Quanto à linguagem empregada no texto, assinale a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 8207c794-ff
  • 81FFB4DE-FF

    Português

    Análise sintática
    Faculdades Integradas Aparício Carvalho · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    O que é prevenção de suicídio, afinal?

       Dia mundial de prevenção de suicídio, 10 de setembro. De um tempo para cá todo ano voltamos ao tema. Mas ainda estamos encontrando o tom.
       Após uma vida inteira ignorando o assunto os meios de comunicação resolveram finalmente abordá-lo. Mas, presos aos modelos de campanhas de conscientização habituais focaram-se nos números, taxas de crescimento, histórias individuais, entrevistas com pessoas afetadas pela questão. Tudo muito importante para que a sociedade fique mais esclarecida sobre o panorama local, nacional e até mundial sobre o suicídio. Mas inócuo para prevenção de fato.
      O que é prevenção, afinal? A prevenção em saúde se dá em três níveis:
       Prevenção primária: estratégias para evitar o adoecimento, retirando fatores de risco.
      Prevenção secundária: detecção precoce de pessoas acometidas por um problema, se possível antes de ele se manifestar.
      Prevenção terciária: intervenções para evitar sequelas depois que o problema acontece.
       De trás para frente, quando se fala em suicídio, não é possível fazer prevenção terciária, a não ser tratar das feridas emocionais de quem ficou (na chamada pósvenção).
      E o que seria a prevenção secundária nesses casos? Evitar que pessoas já com intenções ou planos suicidas cometam o ato. Tal situação normalmente se dá quando existe um transtorno mental que agrava uma situação de crise – por estar doente ela não vê outra saída que não a morte. É preciso então dissuadi-las disso, mostrando que o ser humano consegue superar qualquer coisa se tiver ajuda suficiente e se suas emoções não estiverem adoecidas. Não adianta apresentar números, contar histórias tristes. Ninguém nessa situação vai pensar “Puxa, quanta gente já se matou, né? Melhor eu não fazer isso”. Ao contrário, tais dados podem até normalizar para elas esse comportamento. Faremos prevenção se ensinarmos todo mundo a detectar sintomas de depressão, a diferenciar uso e dependência de substâncias; se combatermos o preconceito com psiquiatria, psicologia, estimulando em quem precisa a busca de ajuda e apresentando caminhos para atendimento em crises (como o CVV – fone 188). Se a sociedade inteira compreender que essas são formas eficazes de se buscar saídas para situações aparentemente insolúveis e insuportáveis, poderemos prevenir alguns casos.
      Evidentemente o ideal é que a gente não chegue a ponto de considerar seriamente o suicídio. Como já vimos que isso normalmente ocorre quando crises parecem insuportáveis e insolúveis em função do adoecimento emocional, esse último deveria ser o alvo da prevenção primária. É ingênuo achar ser possível prevenir crises. Mas evitar o adoecimento é um alvo a ser perseguido com afinco. Atividade física regular, sono de qualidade, alimentação saudável, desenvolvimento de vínculos afetivos, criação de uma rede de suporte, tudo isso – de preferência ao mesmo tempo – oferece boa proteção ao adoecimento ou ao agravamento dos transtornos mentais. Falar disso – que aparentemente nada tem a ver com o suicídio – talvez seja uma das formas mais importantes de prevenir novos casos.
        Ah, e apesar de óbvio, vale a pena lembrar: não adianta voltarmos a esses temas apenas ano que vem, ok?
      Já percebeu como diante das mesmas situações – mesmo as dramáticas – tem gente que desmorona, outros sofrem por um tempo mas seguem em frente, e ainda há quem não se abale? Isso mostra que boa parte do problema diante de eventos negativos não está neles, mas em nós – como nossa história, nossos pensamentos, pressupostos e crenças interferem na forma com que lidamos com as adversidades. Em O poder da resiliência (Sextante, 2019) o psicólogo Rick Hanson se uniu ao consultor Forrest Hanson para mostrar, baseado em pesquisas científicas e exemplos práticos, como resiliência vai além da capacidade de absorver os golpes e ficar em pé (o que já é bastante). Ela também coopera para termos mais qualidade de vida e um bem-estar efetivo. Habilidades que vêm muito a calhar tanto para prevenção primária como para secundária e pósvenção.

    (Daniel Martins de Barros, 10/09/2019. Disponível em: https://emais.estadao.com.br/blogs/daniel-martins-de-barros/o-que-eprevencao-de-suicidio-afinal/.)
    Na organização das ideias do texto, pode-se afirmar que está correto o que se afirma em:
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