Questões do ENEM: Modernismo
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AC80A92B-E5 Leia a seguir um trecho da obra “Macunaíma” de Mário de Andrade, um dos expoentes do Modernismo no Brasil.“No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.”(Mario de Andrade – Macunaíma. Fragmento.)O fragmento apresentado demonstraE3938821-DE Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Estadual de Montes Claros - MG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosSegundo Alfredo Bosi, em “História concisa da literatura brasileira”, “o realismo de Graciliano não é orgânico nem espontâneo. É crítico. O ‘herói’ é sempre um problema: não aceita o mundo, nem os outros, nem a si mesmo” (BOSI, 1982, p. 454). Entre as passagens do livro “São Bernardo” abaixo descritas, aponte aquela que NÃO corrobora a afirmação do referido estudioso:B3C8C66B-DE Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade de Medicina de Olinda · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritosEm 29 de janeiro de 1922, publicou-se no Estado de São Paulo: “Por iniciativa do festejado escritor, sr. Graça Aranha, da Academia Brasileira de Letras, haverá em S. Paulo uma ‘Semana de Arte Moderna’, em que tomarão parte os artistas que, em nosso meio, representam as mais modernas correntes artísticas”. Em relação ao evento mencionado anteriormente, pode-se afirmar queDC113760-DC Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosA dinâmica das artes nacionais no século XX passa diretamente pela importância do movimento modernista de 1922. Diversos movimentos artísticos subsequentes, como a Tropicália – na canção popular – ou o Cinema Novo – no cinema – tiveram relações diretas com as propostas estéticas de autores como Oswald de Andrade e Mário de Andrade. Um dos principais expoentes do Cinema Novo, o cineasta Cacá Diegues, não foge a essa relação.A característica do Modernismo que não está presente no longa-metragem Xica da Silva (1976) é:45DCF14C-D8 Literatura
Escolas LiteráriasUEA · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho de Galvez, Imperador do Acre, de Márcio Souza, para responder à questão:Juno e Flora e outras divindades mitológicasO cabaré não primava pela decoração, mas o ambiente era simples e acolhedor. Era bem conceituado pelos anos de serviços prestados. Uma sala pequena cheia de sofás, algumas mesas redondas de mármore encardido. Meia penumbra. Fomos sentar numa mesa perto da orquestra. A casa começava a esvaziar e estavam apenas os clientes mais renitentes. Duas meninas dançavam um can-can desajeitado e deviam ser paraenses. As duas meninas suavam sem parar. Fomos atendidos por Dona Flora, gorda e oxigenada proprietária que bem poderia ser a deusa Juno. Recebemos as vênias de sempre e Trucco pediu uísque. A música já estava com o andamento de fim de festa e o garçom veio servir nossas bebidas. Trucco perguntou se Lili ainda iria apresentar-se e o garçom respondeu que o número dela era sempre à meia-noite. Havia um ar de familiaridade, e duas polacas vieram sentar em nossa mesa. Afastei a cadeira para elas sentarem e notei que eram bem velhas e machucadas. Decidi dar uma observada no ambiente enquanto Trucco trocava gentilezas com as duas cocottes1 .(Galvez, Imperador do Acre, 1977.)1cocotte: mulher jovem e atraente.O romance Galvez, Imperador do Acre
51B2D33D-D8 Literatura
Escolas LiteráriasInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
TEXTO 1MariaMaria estava parada há mais de meia hora no ponto do ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. O preço da passagem estava aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos. (...)O ônibus não estava cheio, havia lugares. (...) Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. (...) Por que não podia ser de uma outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? (...)Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E, logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. (...)Os assaltantes desceram rápido. Maria olhou saudosa e desesperada para o primeiro. Foi quando uma voz acordou a coragem dos demais. Alguém gritou que aquela puta safada lá da frente conhecia os assaltantes. Maria se assustou. Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai de seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. (...)— Calma pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos...Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. (...)Tudo foi tão rápido, tão breve, Maria tinha saudades de seu ex-homem. (...) Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher estava todo dilacerado, todo pisoteado.Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.EVARISTO, Conceição. Maria. In: Olhos D’Água. Rio de Janeiro: Pallas e Fundação Biblioteca Nacional. 2016. p. 39-42. [Adaptado].
A partir da década de 1930, o movimento modernista brasileiro reforçou o debate sobre as questões sociais. Nesse contexto, a pintura de Cândido Portinari (Imagem 1) é representativa desse movimento por73E27DB4-D8 Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Governador Ozanam Coelho · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosOswald de Andrade foi um dos grandes nomes do Modernismo no Brasil, uma das expressões a ele vinculadas é “antropofagia literária”. Tal expressão representa73DE6374-D8 Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Governador Ozanam Coelho · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosA descrição detalhada do cenário sertanejo que se apresentava ao jornalista recém-chegado de uma realidade oposta.
(Em Floresta, Pernambuco, água potável só chega com os caminhões-pipa. 08/03/2018. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/as-marcas-da-seca-no-nordeste.)Dentre os principais autores que abordaram a referida temática estão:73D9F739-D8 Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Governador Ozanam Coelho · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia, a seguir, um trecho retirado de “Os sertões” de Euclides da Cunha.“[...] É um solavanco único, assombroso, atirando, de pancada, por diante, revoltos, misturando-os embolados, em vertiginosos disparos, aqueles maciços corpos tão normalmente tardos e morosos.E lá se vão: não há mais contê-los ou alcançá-los. Acamam-se as caatingas, árvores dobradas, partidas, estalando em lascas e gravetos; desbordam de repente as baixadas num marulho de chifres; estrepitam, britando e esfarelando as pedras, torrentes de cascos pelos tombadores; rola surdamente pelos tabuleiros ruído soturno e longo de trovão longínquo...”CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. 2.ed. São Paulo: Ateliê Editorial/Imprensa Oficial do Estado, Arquivo do Estado, 2001.Sabendo-se que a obra “Os sertões” retrata a campanha do Exército brasileiro contra o arraial de Canudos, ou seja, a “Guerra de Canudos”; o que a torna – a princípio de caráter documental – uma obra literária?73D5CA79-D8 Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Governador Ozanam Coelho · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosO pré-modernismo foi um período na Literatura marcado pela transição, ou seja, trata-se de um período que reflete claramente como se dá a evolução dos movimentos literários. A partir desta informação, assinale a afirmativa que corretamente expressa características de tal período.EACFA469-D5 Literatura
Escolas LiteráriasCentro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosÉ uma tendência substancialmente poética, situada na segunda metade do século XIX. Embora seja simultaneamente contemporânea do Realismo e do Naturalismo, não compartilha dos ideais desses movimentos literários, pois não pretende fazer da arte um mecanismo de interpretação objetiva. Pretende, isso sim, um esteticismo ancorado no princípio da “arte pela arte”, suprimindo da obra de arte qualquer dimensão utilitarista.O culto à forma, a sofisticação de seus meios de expressão e a rejeição de assuntos corriqueiros e triviais são as marcas mais evidentes de seu projeto de ‘arte poética’.A Literatura continua a ser, também, um instrumento de denúncia social e de empoderamento, buscando tornar públicas as marcas da opressão e a exclusão social sofrida pela população, bem como as mazelas advindas de uma sociedade ainda marcada pela desigualdade e pela intolerância. Embora em diferentes épocas, são representantes dessa tendência da Literatura, autores como:1) Olavo Bilac, no poema Canção do exílio.2) João Cabral de Melo Neto, em Morte e Vida Severina.3) Graciliano Ramos, em Vidas Secas.4) Castro Alves, no poema Ao romper d’alva.Estão corretas as informações em:EACB18B1-D5 Literatura
Escolas LiteráriasCentro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosÉ uma tendência substancialmente poética, situada na segunda metade do século XIX. Embora seja simultaneamente contemporânea do Realismo e do Naturalismo, não compartilha dos ideais desses movimentos literários, pois não pretende fazer da arte um mecanismo de interpretação objetiva. Pretende, isso sim, um esteticismo ancorado no princípio da “arte pela arte”, suprimindo da obra de arte qualquer dimensão utilitarista.O culto à forma, a sofisticação de seus meios de expressão e a rejeição de assuntos corriqueiros e triviais são as marcas mais evidentes de seu projeto de ‘arte poética’.A Literatura brasileira, nas primeiras décadas do século XX:
1) deixa de ser um mero eco de estéticas estrangeiras e passa a ter como referência principal a própria realidade nacional.
2) sem ignorar a cultura internacional, recusa-se a absorvê-la passivamente e procura assimilar criticamente seus valores.
3) aproxima a expressão de suas obras literárias da linguagem manifestada nos padrões da cultura e do falar brasileiro.
4) as produções de seus primeiros representantes acercavam-se da abordagem afetada e artificial de escolas anteriores.
As observações que remetem, corretamente, ao movimento literário do Modernismo, estão nas alternativas:
B607E9D8-C4 Literatura
Escolas LiteráriasUEG · 2019FácilEntre para guardar nos favoritosObserve a imagem e leia o poema a seguir para responder à questão.
AMARAL, Tarsila do. Abaporu (1928), Óleo sobre tela. Disponível em: https://www.historiadasartes.com/salados-professores/abaporu-de-tarsila-do-amaral/. Acesso em: 25 jun. 2019.
Aristocracia
O conde de Lautréamont
era tão conde quanto eu
que sendo o nobre Drummond
valho menos que um plebeu.ANDRADE, Carlos Drummond de. Farewell. 6. ed. Rio de Janeiro: Record, 1998. p. 28.Em termos artísticos, a pintora Tarsila do Amaral e o poeta Carlos Drummond de Andrade têm em comum sua participação2BADD5AD-C3 Literatura
Escolas LiteráriasUFU-MG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosASSISTE AO ENTERRO DE UM TRABALHADOR DE EITO E OUVE O QUE DIZEM DO MORTO OS AMIGOS QUE O LEVARAM AO CEMITÉRIO— Essa cova em que estás,com palmos medida,é a conta menor que tiraste em vida.— É de bom tamanho,nem largo nem fundo,é a parte que te cabe deste latifúndio.— Não é cova grande,é cova medida,é a terra que querias ver dividida.— É uma cova grandepara teu pouco defunto,mas estarás mais anchoque estavas no mundo.— É uma cova grandepara teu defunto parco,porém mais que no mundote sentirás largo.— É uma cova grandepara tua carne pouca,mas a terra dadanão se abre a boca.MELO NETO, João Cabral de. Serial e antes. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997. p.159-160.
A partir do trecho acima, de Morte e vida Severina, e de seu conhecimento sobre a obra, assinale a alternativa correta.2BA74BB2-C3 Literatura
Escolas LiteráriasUFU-MG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosMorte e vida severina e O santo e a porca foram concebidas como peças de teatro, ou seja, foram projetadas para interpretação no palco. Considerando-se tal especificidade e seus enredos, assinale a alternativa que apresenta características comuns às obras.2BA3C2E1-C3 Literatura
Escolas LiteráriasUFU-MG · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
MORICONI, Italo. Destino: poesia. 2.ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2016. p. 115.
Sobre o poema acima, de Waly Salomão, é INCORRETO afirmar que
2BA007F0-C3 Literatura
Escolas LiteráriasUFU-MG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosEsta história poderia chamar-se "As estátuas". Outro nome possível é "O assassinato". E também "Como matar baratas". Farei então pelo menos três histórias, verdadeiras, porque nenhuma delas mente a outra. Embora uma única, seriam mil e uma, se mil e uma noites me dessem.LISPECTOR, Clarice, “A quinta história”, In: Felicidade clandestina, Rio de Janeiro: Rocco, 2013. p. 128.O parágrafo acima inicia o conto “A quinta história”, de Clarice Lispector. Considerando-se as características peculiares à obra da escritora, presentes no conto, é correto afirmar que2B9B9FFE-C3 Literatura
Escolas LiteráriasUFU-MG · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritosO excerto abaixo, retirado da obra Terra sonâmbula de Mia Couto, é a reprodução do diálogo entre Kindzu e Surendra.Antoninho, o ajudante, escutava com absurdez. Para ele eu era um traidor da raça, negro fugido das tradições africanas. Passou por entre nós dois, desdelicado provocador, só para mostrar seus desdéns. No passeio, gargalhou-se alto e mau som. Me vieram à lembrança as hienas. Surendra disse, então:– Não gosto de pretos, Kindzu.– Como? Então gosta de quem? Dos brancos?– Também não.– Já sei: gosta de indianos, gosta da sua raça.– Não. Eu gosto de homens que não têm raça. É por isso que eu gosto de si, Kindzu.COUTO, Mia. Terra sonâmbula, São Paulo: Companhia das Letras, 2016. p. 15.Com base no diálogo transcrito e no enredo do romance, é correto afirmar que2B963BE5-C3 Literatura
Escolas LiteráriasUFU-MG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosO romance Terra Sonâmbula, de Mia Couto, é uma das mais importantes obras da literatura moçambicana após a independência do país. Sobre a elaboração dessa trama narrativa, assinale a alternativa INCORRETA.49FC8AF7-0A Literatura
Escolas LiteráriasENEM · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos1. Nós queremos cantar o amor ao perigo, o hábito da energia e da temeridade.
2. A coragem, a audácia, a rebelião serão elementos essenciais de nossa poesia.
3. A literatura exaltou até hoje a imobilidade pensativa, o êxtase, o sono. Nós queremos exaltar o movimento agressivo, a insônia febril, o passo de corrida, o salto mortal, o bofetão e o soco.
4. Nós afirmamos que a magnificência do mundo enriqueceu-se de uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com seu cofre enfeitado com tubos grossos, semelhantes a serpentes de hálito explosivo... um automóvel rugidor, que parece correr sobre a metralha, é mais bonito que a Vitória de Samotrácia.
5. Nós queremos entoar hinos ao homem que segura o volante, cuja haste ideal atravessa a Terra, lançada também numa corrida sobre o circuito da sua órbita.
6. É preciso que o poeta prodigalize com ardor, fausto e munificiência, para aumentar o entusiástico fervor dos elementos primordiais.
MARINETTI, F. T. Manifesto futurista. In: TELES, G. M. Vanguardas europeias e Modernismo brasileiro. Petrópolis: Vozes, 1985.
O documento de Marinetti, de 1909, propõe os referenciais estéticos do Futurismo, que valorizam a