Questões do ENEM: Escolas Literárias

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1.143 questões encontradas. Mostrando a página 28 de 58.

  • D53027AF-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o segmento abaixo.


    Há um fragmento do romance O amor de Pedro por João, de Tabajara Ruas, que se destacou do conjunto: o episódio em que Dorival encarou a guarda. Nesse trecho, Dorival, ........, enfrenta o soldado, o cabo, o sargento e o tenente. Fica visível ........ da guarda e ........ de Dorival.


    Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas na ordem em que aparecem.

    Escolha uma alternativa para a questão d53027af-05
  • D52D05F4-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia as seguintes afirmações sobre os contos de Murilo Rubião.

    I - O conto O edifício é narrado em primeira pessoa pelo próprio engenheiro, João Gaspar, que é contratado para a construção de um arranha-céu.
    II - O conto O convidado, narrado em terceira pessoa, conta a história de José Alferes, que, embora tenha recebido um convite estranho para uma festa à fantasia, decide ir mesmo assim.
    III- O conto O homem do boné cinzento é narrado em primeira pessoa por Roderico, que responsabiliza o homem do boné cinzento pela intranquilidade que se estabelece desde que se mudou para a vizinhança.

    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão d52d05f4-05
  • D5189B9F-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o poema abaixo, presente em Mensagem, de Fernando Pessoa.


    Noite

    A nau de um deles tinha-se perdido

    No mar indefinido.

    O segundo pediu licença ao Rei

    De, na fé e na lei

    Da descoberta, ir em procura

    Do irmão no mar sem fim e a névoa escura.


    Tempo foi. Nem primeiro nem segundo

    Volveu do fim profundo

    Do mar ignoto à pátria por quem dera

    O enigma que fizera.

    Então o terceiro a El-Rei rogou

    Licença de os buscar, e El-Rei negou.


    Como a um cativo, o ouvem a passar

    Os servos do solar.

    E, quando o veem, veem a figura

    Da febre e da amargura,

    Com fixos olhos rasos de ânsia

    Fitando a proibida azul distância.


    Senhor, os dois irmãos do nosso Nome

    — O Poder e o Renome —

    Ambos se foram pelo mar da idade

    À tua eternidade;

    E com eles de nós se foi

    O que faz a alma poder ser de herói.


    Queremos ir buscá-los, desta vil

    Nossa prisão servil:

    É a busca de quem somos, na distância

    De nós; e, em febre de ânsia,

    A Deus as mãos alçamos.


    Mas Deus não dá licença que partamos.


    Considere as seguintes afirmações sobre o poema e suas relações com o livro Mensagem.


    I - As três primeiras estrofes estão relacionadas a um episódio real: a história dos irmãos Gaspar e Miguel Corte Real que desapareceram em expedições marítimas, no início do século XVI, para desespero do terceiro irmão, Vasco, que queria procurá-los, mas não obteve a autorização do rei.

    II - O sujeito lírico, na quarta e na quinta estrofes, assume a primeira pessoa do plural, sugerindo que o drama individual dos irmãos pode representar um problema coletivo: a perda de poder e renome de Portugal, perda esta já associada à difícil situação do país no início do século XX, momento da escritura do poema.

    III- O diagnóstico das perdas de Portugal está ausente em outros poemas de Mensagem, por exemplo, Mar português, Autopsicografia e Nevoeiro, que apresentam a visão eufórica e confiante do sujeito lírico em relação ao futuro de Portugal.


    Quais estão corretas?

    Escolha uma alternativa para a questão d5189b9f-05
  • D514FFAB-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa correta a respeito da vida e da obra do poeta português Fernando Pessoa.
    Escolha uma alternativa para a questão d514ffab-05
  • D51186E9-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    O cortiço (1890) e Dom Casmurro (1899) foram publicados na mesma década, porém apresentam registros de linguagem diferentes, como se pode ver nos trechos abaixo.

    No bloco superior, estão listados nomes de personagens de O cortiço e de Dom Casmurro; no inferior, os trechos dos romances em que essas personagens são descritas.

    Associe adequadamente o bloco inferior ao bloco superior.

    1 - Firmo (O cortiço)
    2 - Escobar (Dom Casmurro)
    3 - Jerônimo (O cortiço)
    4 - José Dias (Dom Casmurro)

    ( ) [...] viera da terra, com a mulher e uma filhinha ainda pequena, tentar a vida no Brasil, na qualidade de colono de um fazendeiro, em cuja fazenda mourejou durante dois anos, sem nunca levantar a cabeça, e de onde afinal se retirou de mãos vazias e uma grande birra pela lavoura brasileira. Para continuar a servir na roça tinha que sujeitar-se a emparelhar com os negros escravos e viver com eles no mesmo meio degradante, encurralado como uma besta, sem aspirações, nem futuro, trabalhando eternamente para outro.
    ( ) [...] era um mulato pachola, delgado de corpo e ágil como um cabrito; capadócio de marca, pernóstico, só de maçadas, e todo ele se quebrando nos seus movimentos de capoeira. Teria seus trinta e tantos anos, mas não parecia ter mais de vinte e poucos. Pernas e braços finos, pescoço estreito, porém forte; não tinha músculos, tinha nervos.
    ( ) Era um rapaz esbelto, olhos claros, um pouco fugitivos, como as mãos, como os pés, como a fala, como tudo. Quem não estivesse acostumado com ele podia acaso sentir-se mal, não sabendo por onde lhe pegasse. Não fitava de rosto, não falava claro nem seguido; as mãos não apertavam as outras, nem se deixavam apertar delas, porque os dedos, sendo delgados e curtos, quando a gente cuidava tê-los entre os seus, já não tinha nada.
    ( ) [...] apareceu ali vendendo-se por médico homeopata; levava um Manual e uma botica. Havia então um andaço de febres; [...] curou o feitor e uma escrava, e não quis receber nenhuma remuneração. Então meu pai propôs-lhe ficar ali vivendo, com pequeno ordenado. [...] recusou, dizendo que era justo levar a saúde à casa de sapé do pobre.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

    Escolha uma alternativa para a questão d51186e9-05
  • D50E2780-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Considerando os estudos sobre o romance Dom Casmurro, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.

    ( ) No final do século XIX e início do XX, a interpretação do romance tende à aderência ao ponto de vista do narrador. Assim, em geral, os leitores aceitam os fatos narrados por Bentinho sem muita desconfiança da sua narração comprometida.
    ( ) Em torno de 1960, talvez por influência de leituras feministas, críticos problematizam a visão unilateral de Bentinho e passam a ponderar que o ponto de vista de Capitu não vinha sendo considerado e que a sua traição deveria ser ao menos discutida.
    ( ) Perto de 1980, são comuns as leituras que desviam o foco do debate sentimental para o social, e a diferença de classe entre o filho do deputado (Bentinho) e a filha do vizinho pobre (Capitu) passa a figurar como um dos tópicos do romance.
    ( ) Atualmente, e por obra das muitas adaptações do romance para o cinema e para a televisão, que revelaram conteúdos da narrativa antes ocultos, é consenso que a traição de Capitu é o centro do enredo e que esta pode ser comprovada pelas pistas deixadas no texto por Machado de Assis.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão d50e2780-05
  • D509982D-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Considere as seguintes afirmações sobre o livro Dom Casmurro, de Machado de Assis.

    I - O romance de Machado de Assis, narrado em terceira pessoa, expõe o triângulo amoroso entre Bentinho, Capitu e Escobar. O narrador, que ingressa na consciência de todas as personagens, revela ao leitor a traição de Capitu e a paternidade de seu filho Ezequiel.
    II - O livro está estruturado em forma de diário, por isso guarda as lembranças mais íntimas de Dom Casmurro. A personagem registra que não quer ter suas memórias reveladas, pois isso macularia sua imagem ante a sociedade fluminense.
    III- O agregado da família Santiago, José Dias, desempenha funções elevadas de conselheiro e rebaixadas de mandalete. Sua acomodação nessa família dá mostras dos arranjos sociais entre homens livres e classe dominante.

    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão d509982d-05
  • D5067C56-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o seguinte trecho de O cortiço.


    A criadagem da família do Miranda compunha-se de Isaura, mulata ainda moça, moleirona e tola, que gastava todo o vintenzinho que pilhava em comprar capilé na venda de João Romão; uma negrinha virgem, chamada Leonor, muito ligeira e viva, lisa e seca como um moleque, conhecendo de orelha, sem lhe faltar um termo, a vasta tecnologia da obscenidade, e dizendo, sempre que os caixeiros ou os fregueses da taverna, só para mexer com ela, lhe davam atracações: “Óia, que eu me queixo ao juiz de orfe!”; e finalmente o tal Valentim, filho de uma escrava que foi de Dona Estela e a quem esta havia alforriado.


    Sobre o texto acima, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.


    ( ) O fragmento reflete o tom geral do romance, no qual o narrador em terceira pessoa distancia-se das personagens populares – especialmente as negras –, pois está atrelado às reduções do cientificismo naturalista que antepõe raça superior a raça inferior.

    ( ) A linguagem do narrador é diferente da linguagem da personagem: a fala de Leonor não segue o registro linguístico adotado pelo narrador.

    ( ) As personagens femininas descritas no trecho – e no romance de maneira geral – são estereotipadas, respondem ao imaginário da mulata sensual e ociosa, especialmente Bertoleza e Rita Baiana.

    ( ) O narrador em terceira pessoa simpatiza com as personagens populares; tal simpatia está presente em todo o romance, nas inúmeras vezes em que a narração em terceira pessoa cede espaço para o diálogo entre escravos.


    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

    Escolha uma alternativa para a questão d5067c56-05
  • D5035FA2-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Sobre o romance O cortiço, de Aluísio Azevedo, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.

    ( ) No início do romance, está o vendeiro português João Romão que, com força de trabalho e boa dose de oportunismo, constrói o cortiço, seu primeiro caminho para a ascensão social.
    ( ) No romance, a ex-escrava Bertoleza é a companheira de João Romão, por ele tratada com respeito, o que dá mostras do tom conciliatório do livro, que trata a escravidão como problema resolvido.
    ( ) No sobrado contíguo ao cortiço de João Romão, vivem Miranda, Dona Estela e a filha Zulmirinha, família financeiramente confortável, que cria sinceros vínculos de amizade com João Romão e Bertoleza.
    ( ) No romance, Dona Estela, sempre descrita pelo narrador como uma dama séria e decorosa, sofre com as constantes traições de seu marido Miranda.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão d5035fa2-05
  • D5004172-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa correta sobre autores do Romantismo brasileiro.
    Escolha uma alternativa para a questão d5004172-05
  • D4F8C882-05

    Literatura

    Barroco
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia as seguintes afirmações sobre o Sermão de Santo Antônio aos peixes, de Padre Antônio Vieira.

    I - O Sermão apresenta a estratégia de se dirigir aos peixes, e não aos homens, estendendo o alcance crítico à conduta dos colonos maranhenses.
    II - O Sermão apresenta elogios aos grandes pregadores, através de passagens do Novo Testamento.
    III- A sardinha é eleita o símbolo do verdadeiro cristão, por ter sido o peixe multiplicado por Jesus.

    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão d4f8c882-05
  • D4F4CC92-05

    Literatura

    Barroco
    UFRGS · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa correta sobre os três sermões do Padre Antônio Vieira.
    Escolha uma alternativa para a questão d4f4cc92-05
  • 5093F780-F7

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNEMAT · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    SAPO-CURURU

    Sapo-cururu
    Da beira do rio.
    Oh que sapo gordo!
    Oh que sapo feio!
    Sapo-cururu
    Da beira do rio.
    Quando o sapo coaxa,
    Povoléu tem frio.

    Que sapo mais danado,
    Ó maninha, Ó maninha!
    Sapo-cururu é o bicho
    Pra comer de sobreposse.

    Sapo-cururu
    Da barriga inchada.
    Vôte! Brinca com ele...
    Sapo cururu é senador da República.

    BANDEIRA, Manuel. Estrela da Vida Inteira. 20ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.

    No texto de Bandeira está explícito o procedimento de intertextualidade caracterizado pelo diálogo que um texto estabelece com outro, o que faz desse poema:
    Escolha uma alternativa para a questão 5093f780-f7
  • 509077A6-F7

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNEMAT · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Mas ao cabo de três meses, João Romão, [...] retornou à sua primitiva preocupação com o Miranda, única rivalidade que verdadeiramente o estimulava. Desde que o vizinho surgiu com o baronato, o vendeiro transformava-se por dentro e por fora a causar pasmo. Mandou fazer boas roupas e aos domingos refestelava-se de casaco branco e de meias, assentado defronte da venda, a ler jornais. Depois deu para sair a passeio, vestido de casemira, calçado e de gravata. [...] Já não era o mesmo lambuzão.

    Bertoleza é que continuava na cepa torta, sempre a mesma crioula suja, sempre atrapalhada de serviço, sem domingo nem dia santo; essa, em nada, em nada absolutamente, participava das novas regalias Vestibular 2016/2 Página 15 do amigo; pelo contrário, à medida que ele galgava posição social, a desgraçada fazia-se mais e mais escrava e rasteira. [...] p.142

    AZEVEDO, Aluisio. O cortiço. 5ª edição. São Paulo: Martin Claret, 2010.

    A composição dos personagens é um dos elementos a serem considerados na interpretação de uma obra narrativa. No excerto destacado, tem-se o caso de um personagem que não se modifica no desenrolar da trama e de outro que se transforma na perspectiva da ascensão social e, sobre essa composição, observa-se que:
    Escolha uma alternativa para a questão 509077a6-f7
  • 508AF688-F7

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNEMAT · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    CUNHATÃ


    Vinha do Pará

    Chamava Siquê.

    Quatro anos. Escurinha. O riso gutural da raça.

    Piá branca nenhuma corria mais do que ela.


    Tinha uma cicatriz no meio da testa:

    - Que foi isto, Siquê?

    Com voz de detrás da garganta, a boquinha tuíra:

    - Minha mãe (a madrasta) estava costurando

    Disse vai ver se tem fogo

    Eu soprei eu soprei eu soprei não vi fogo

    Aí ela se levantou e esfregou com minha cabeça na brasa


    Rui, riu, riu


    Uêrêquitáua.

    O ventilador era a coisa que roda.

    Quando se machucava, dizia: Ai Zizus!


    BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. 20.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993, p. 138.


    O poema de Bandeira foi publicado em 1930 e traz algumas palavras da língua indígena misturadas ao português. Já em seu título comparece uma palavra de origem da língua tupi, cunhatã, que significa “menina, moça, mulher adolescente”.


    Ao fazer o uso de uma língua indígena nesse poema, observa-se que o autor:

    Escolha uma alternativa para a questão 508af688-f7
  • 50875E25-F7

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNEMAT · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    I
    Óbito do autor

    “Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Móises, que também contou a sua morte, não a pôs no introito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco.

    Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia – peneirava – uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que levou um daqueles fiéis da última hora a intercalar esta engenhosa ideia no discurso que proferiu à beira de minha cova: - ‘Vós, que o conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos caracteres que têm honrado a Humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isso é a dor crua e má que lhe rói à Natureza as mais íntimas entranhas: tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado’.

    Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei.” [...]

    ASSIS, Machado. Memórias Póstumas de Brás Cubas. 2. ed. São Paulo; Martin Claret, 2010, página 17. PAZ, Octavio. Signos em rotação. São Paulo: Perspectiva, 2003.

    Segundo o mexicano Octavio Paz, os elementos da ironia e do humor são marcas fundantes do romance moderno. A ironia é o elemento que consiste em exprimir o contrário daquilo que se está pensando ou sentindo, e na maioria das vezes traz um toque de sarcasmo ou depreciação, maneira também de fazer críticas a alguma situação ou a algum comportamento de alguém. O humor, enquanto isso, consiste no elemento ou construção de enunciado que aponta para o cômico, o divertido, sendo ele também uma maneira de fazer críticas.

    No trecho transcrito do romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, constata-se a ironia no seguinte enunciado:
    Escolha uma alternativa para a questão 50875e25-f7
  • 9114FF7B-FF

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICENTRO · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2016

      Imagem da questão de Literatura, da prova de 2016

    GUIMARAENS, Alphonsus. Hão de chorar por ela os cinamomos.

    Disponível em: <http://brasilescola.uol.com.br/literatura/cinco-poemasalphonsus-guimaraens.htm>;. Acesso em: 22 set. 2016.

    Nas duas últimas estrofes, há uma referência à sublimação através da morte que se comprova pela receptividade da lua e dos arcanjos à chegada da amada. Pelo amado, há a preocupação com o seu estado, já que ainda se encontra na terra.

    Essa peculiaridade do Simbolismo dá-se porque, para os simbolistas, a morte
    Escolha uma alternativa para a questão 9114ff7b-ff
  • C6513982-FC

    Literatura

    Escolas Literárias
    FUVEST · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

     Considere as imagens e o texto, para responder à questão.


    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2016


     II / São Francisco de Assis     


     Senhor, não mereço isto.           

      Não creio em vós para vos amar.

    Trouxestesme a São Francisco  

    e me fazeis vosso escravo.        

     

     Não entrarei, senhor, no templo,  

    seu frontispício me basta.            

    Vossas flores e querubins           

    são matéria de muito amar.         


    Dai-me, senhor, a só beleza         

    destes ornatos. E não a alma.      

    Pressente-se dor de homem,        

     paralela à das cinco chagas.          


     Mas entro e, senhor, me perco        

    na rósea nave triunfal.                    

    Por que tanto baixar o céu?            

     por que esta nova cilada?                


    Senhor, os púlpitos mudos              

    entretanto me sorriem.                   

    Mais que vossa igreja, esta            

    sabe a voz de me embalar.             


    Perdão, senhor, por não amar-vos.

    Carlos Drummond de Andrad

    *O texto faz parte do conjunto de poemas “Estampas de Vila Rica”, que integra a edição crítica de Claro enigma. São Paulo: Cosac Naify, 2012

    Um aspecto do poema em que se manifesta a persistência de um valor afirmado também no Modernismo da década de 1920 é o
    Escolha uma alternativa para a questão c6513982-fc
  • C64D5ACD-FC

    Literatura

    Barroco
    FUVEST · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

     Considere as imagens e o texto, para responder à questão.


    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2016


     II / São Francisco de Assis     


     Senhor, não mereço isto.           

      Não creio em vós para vos amar.

    Trouxestesme a São Francisco  

    e me fazeis vosso escravo.        

     

     Não entrarei, senhor, no templo,  

    seu frontispício me basta.            

    Vossas flores e querubins           

    são matéria de muito amar.         


    Dai-me, senhor, a só beleza         

    destes ornatos. E não a alma.      

    Pressente-se dor de homem,        

     paralela à das cinco chagas.          


     Mas entro e, senhor, me perco        

    na rósea nave triunfal.                    

    Por que tanto baixar o céu?            

     por que esta nova cilada?                


    Senhor, os púlpitos mudos              

    entretanto me sorriem.                   

    Mais que vossa igreja, esta            

    sabe a voz de me embalar.             


    Perdão, senhor, por não amar-vos.

    Carlos Drummond de Andrad

    *O texto faz parte do conjunto de poemas “Estampas de Vila Rica”, que integra a edição crítica de Claro enigma. São Paulo: Cosac Naify, 2012

    Analise as seguintes afirmações relativas à arquitetura das igrejas sob a estética do Barroco:


    I. Unemse, no edifício, diferentes artes, para assaltar de uma vez os sentidos, de modo que o público não possa escapar.

    II. O arquiteto procurava surpreender o observador, suscitando nele uma reação forte de maravilhamento.

    III. A arquitetura e a ornamentação dos templos deviam encenar, entre outras coisas, a preeminência da Igreja.


    A experiência que se expressa no poema de Drummond registra, em boa medida, as reações do eu lírico ao que se encontra registrado em

    Escolha uma alternativa para a questão c64d5acd-fc
  • F9C5ABDB-E7

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre Mayombe, de Pepetela, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão f9c5abdb-e7