Questões do ENEM: nível muito fácil

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2.565 questões encontradas. Mostrando a página 3 de 129.

  • E5C14B51-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    O cooperativismo é reconhecido mundialmente pela capacidade de promover o crescimento justo e sustentável nos lugares onde atua. Seja em pequenas comunidades agrícolas, em grandes centros urbanos ou mesmo em plena Amazônia, o cooperativismo faz a diferença para milhões de pessoas que decidem empreender coletivamente. As cooperativas criam condições socioeconômicas que têm impacto tanto para os cooperados quanto para suas comunidades.

    (https://somoscooperativismo.coop.br, 12.02.2025. Adaptado.)


    A inciativa de fomentar o cooperativismo na região Amazônica, conforme retratado no excerto, tem como consequência socioeconômica para o comércio local
    Escolha uma alternativa para a questão e5c14b51-74
  • E57DAF3E-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    O termo decolonialismo — ou decolonialidade — significa o conjunto de práticas, conceitos, pesquisas e estudos que tentam diminuir, e até reverter, os efeitos da colonização nas sociedades em que este processo histórico ocorreu. Decolonialismo é diferente de descolonização. Enquanto a descolonização se refere às lutas das colônias africanas, asiáticas e latino-americanas para se tornarem independentes das respectivas metrópoles, o decolonialismo tem como princípio que a independência política não acabou com instituições, hábitos e práticas coloniais, tais como: machismo; racismo; clientelismo; uso da violência como método de resolução de conflitos e aplicação do aparato repressivo contra as populações mais pobres e não-brancas; a permanência de latifúndios (ou resistência a implantar reforma agrária).

    (Alexandre Barbosa. “O que é decolonialismo?”. www.eca.usp.br, 07.05.2024. Adaptado.)


    De acordo com o excerto, o decolonialismo
    Escolha uma alternativa para a questão e57daf3e-74
  • E56B5CDE-74

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia a citação de Desmond Tutu, teólogo da África do Sul.


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025
    (https://antibullyingblog.blogspot.com. Adaptado.)


    According to the quote,
    Escolha uma alternativa para a questão e56b5cde-74
  • E56138F1-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho a seguir, retirado do romance Macunaíma, de Mário de Andrade, para responder à questão.


    Uma feita a Sol cobrira os três manos duma escaminha de suor e Macunaíma se lembrou de tomar banho. Porém no rio era impossível por causa das piranhas tão vorazes que de quando em quando, na luta pra pegar um naco de irmã espedaçada, pulavam aos cachos pra fora d’água metro e mais. Então Macunaíma enxergou numa lapa bem no meio do rio uma cova cheia d’água. E a cova era que nem a marca dum pé gigante. Abicaram. O herói depois de muitos gritos por causa do frio da água entrou na cova e se lavou inteirinho. Mas a água era encantada porque aquele buraco na lapa era marca do pezão do Sumé, do tempo em que andava pregando o evangelho de Jesus pra indiada brasileira. Quando o herói saiu do banho estava branco loiro e de olhos azuizinhos, água lavara o pretume dele. E ninguém não seria capaz mais de indicar nele um filho da tribo retinta dos Tapanhumas.

    Nem bem Jiguê percebeu o milagre, se atirou na marca do pezão do Sumé. Porém a água já estava muito suja da negrura do herói e por mais que Jiguê esfregasse feito maluco atirando água pra todos os lados só conseguiu ficar da cor do bronze novo. Macunaíma teve dó e consolou:

    — Olhe, mano Jiguê, branco você ficou não, porém pretume foi-se e antes fanhoso que sem nariz.

    (Macunaíma, 2013.)
    De acordo com o texto, o banho não produziu em Jiguê o resultado que ele esperava porque
    Escolha uma alternativa para a questão e56138f1-74
  • E55C2965-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, considere o artigo escrito por Rafael Magalhães dos Santos e editado por Layse Ventura.


    A televisão já foi vista como o fim do cinema. Mas, em vez de morrer, a sétima arte evoluiu: criou novas linguagens, reinventou formatos e encontrou seu próprio espaço. Hoje, a Inteligência Artificial é tratada como a próxima ameaça às indústrias criativas. Será? A história mostra que, diante de grandes mudanças, quem inova sobrevive — e ainda brilha.

    Para salvar a experiência do cinema diante da televisão, a indústria apostou na inovação técnica e estética. Vieram o widescreen, o 3D e o som multicanal, criando um espetáculo que nenhuma TV da época podia replicar. As produções também aceleraram a adoção do filme colorido e passaram a se associar a eventos de “alta cultura”, como teatro e ópera, com filmes mais longos, aberturas e intervalos.

    Nem todas as ideias pegaram — e algumas soaram até ridículas, como o “smell-o-vision”, que liberava cheiros durante o filme Scent of Mystery (1960). Ainda assim, o esforço de inovar transformou a própria linguagem do cinema.

    O impacto foi tão profundo que o cinema deixou de disputar espaço com a TV e criou uma experiência sensorial própria. Inovar não era apenas uma questão de sobrevivência, era uma forma de transformar limitações em novas possibilidades estéticas. Em vez de resistir à mudança, o cinema a incorporou como motor de evolução.

    A Inteligência Artificial gera hoje o mesmo frio na barriga que a televisão causou décadas atrás. Textos, músicas, pinturas e roteiros podem ser produzidos em minutos, desafiando a ideia de autoria e talento humano. Mas, assim como o cinema não desapareceu, a criação humana também não precisa ser substituída, ela pode evoluir junto.

    A IA não é apenas uma máquina de cópias. Ela pode ser uma ferramenta de experimentação, inspiração e até democratização do acesso criativo. Em vez de temer o que a tecnologia pode fazer, a chave está em usá-la para ampliar o que só os humanos conseguem transmitir: emoção, nuance, surpresa.

    A Inteligência Artificial pode ser a faísca de uma nova era nas artes. A criatividade continua a ser um terreno humano — e, agora, com novos instrumentos para explorá-lo como nunca antes.

    (www.olhardigital.com.br, 02.05.2025. Adaptado.)
    Em vez de temer o que a tecnologia pode fazer, a chave está em usá-la para ampliar o que só os humanos conseguem transmitir” (6o parágrafo)


    Sem modificar o sentido da frase, a expressão sublinhada pode ser substituída por
    Escolha uma alternativa para a questão e55c2965-74
  • E5571301-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, considere o artigo escrito por Rafael Magalhães dos Santos e editado por Layse Ventura.


    A televisão já foi vista como o fim do cinema. Mas, em vez de morrer, a sétima arte evoluiu: criou novas linguagens, reinventou formatos e encontrou seu próprio espaço. Hoje, a Inteligência Artificial é tratada como a próxima ameaça às indústrias criativas. Será? A história mostra que, diante de grandes mudanças, quem inova sobrevive — e ainda brilha.

    Para salvar a experiência do cinema diante da televisão, a indústria apostou na inovação técnica e estética. Vieram o widescreen, o 3D e o som multicanal, criando um espetáculo que nenhuma TV da época podia replicar. As produções também aceleraram a adoção do filme colorido e passaram a se associar a eventos de “alta cultura”, como teatro e ópera, com filmes mais longos, aberturas e intervalos.

    Nem todas as ideias pegaram — e algumas soaram até ridículas, como o “smell-o-vision”, que liberava cheiros durante o filme Scent of Mystery (1960). Ainda assim, o esforço de inovar transformou a própria linguagem do cinema.

    O impacto foi tão profundo que o cinema deixou de disputar espaço com a TV e criou uma experiência sensorial própria. Inovar não era apenas uma questão de sobrevivência, era uma forma de transformar limitações em novas possibilidades estéticas. Em vez de resistir à mudança, o cinema a incorporou como motor de evolução.

    A Inteligência Artificial gera hoje o mesmo frio na barriga que a televisão causou décadas atrás. Textos, músicas, pinturas e roteiros podem ser produzidos em minutos, desafiando a ideia de autoria e talento humano. Mas, assim como o cinema não desapareceu, a criação humana também não precisa ser substituída, ela pode evoluir junto.

    A IA não é apenas uma máquina de cópias. Ela pode ser uma ferramenta de experimentação, inspiração e até democratização do acesso criativo. Em vez de temer o que a tecnologia pode fazer, a chave está em usá-la para ampliar o que só os humanos conseguem transmitir: emoção, nuance, surpresa.

    A Inteligência Artificial pode ser a faísca de uma nova era nas artes. A criatividade continua a ser um terreno humano — e, agora, com novos instrumentos para explorá-lo como nunca antes.

    (www.olhardigital.com.br, 02.05.2025. Adaptado.)
    “Para salvar a experiência do cinema diante da televisão, a indústria apostou na inovação técnica e estética.” (2o parágrafo)


    No contexto em que se encontra, a palavra sublinhada deve ser entendida como:
    Escolha uma alternativa para a questão e5571301-74
  • E5544487-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, considere o artigo escrito por Rafael Magalhães dos Santos e editado por Layse Ventura.


    A televisão já foi vista como o fim do cinema. Mas, em vez de morrer, a sétima arte evoluiu: criou novas linguagens, reinventou formatos e encontrou seu próprio espaço. Hoje, a Inteligência Artificial é tratada como a próxima ameaça às indústrias criativas. Será? A história mostra que, diante de grandes mudanças, quem inova sobrevive — e ainda brilha.

    Para salvar a experiência do cinema diante da televisão, a indústria apostou na inovação técnica e estética. Vieram o widescreen, o 3D e o som multicanal, criando um espetáculo que nenhuma TV da época podia replicar. As produções também aceleraram a adoção do filme colorido e passaram a se associar a eventos de “alta cultura”, como teatro e ópera, com filmes mais longos, aberturas e intervalos.

    Nem todas as ideias pegaram — e algumas soaram até ridículas, como o “smell-o-vision”, que liberava cheiros durante o filme Scent of Mystery (1960). Ainda assim, o esforço de inovar transformou a própria linguagem do cinema.

    O impacto foi tão profundo que o cinema deixou de disputar espaço com a TV e criou uma experiência sensorial própria. Inovar não era apenas uma questão de sobrevivência, era uma forma de transformar limitações em novas possibilidades estéticas. Em vez de resistir à mudança, o cinema a incorporou como motor de evolução.

    A Inteligência Artificial gera hoje o mesmo frio na barriga que a televisão causou décadas atrás. Textos, músicas, pinturas e roteiros podem ser produzidos em minutos, desafiando a ideia de autoria e talento humano. Mas, assim como o cinema não desapareceu, a criação humana também não precisa ser substituída, ela pode evoluir junto.

    A IA não é apenas uma máquina de cópias. Ela pode ser uma ferramenta de experimentação, inspiração e até democratização do acesso criativo. Em vez de temer o que a tecnologia pode fazer, a chave está em usá-la para ampliar o que só os humanos conseguem transmitir: emoção, nuance, surpresa.

    A Inteligência Artificial pode ser a faísca de uma nova era nas artes. A criatividade continua a ser um terreno humano — e, agora, com novos instrumentos para explorá-lo como nunca antes.

    (www.olhardigital.com.br, 02.05.2025. Adaptado.)
    Dentro da perspectiva apresentada pelo autor, a Inteligência Artificial vai
    Escolha uma alternativa para a questão e5544487-74
  • D1B10B98-74

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto de Dan Ariely, traduzido por Ivo Korytowski, para responder à questão.


    O chamado da arte


        Em abril de 2011, o programa de rádio This American Life apresentou uma matéria sobre Dan Weiss, um jovem universitário que trabalhava no Centro John F. Kennedy de Artes Cênicas, em Washington. Sua função era cuidar do estoque das lojas de suvenires do centro, onde uma equipe de 300 voluntários bem-intencionados — em sua maioria, aposentados que adoravam teatro e música — vendia as mercadorias aos visitantes.

        As lojas de suvenires eram administradas como barracas de limonada. Não havia caixas registradoras, apenas caixas de papel onde os voluntários depositavam o dinheiro e de onde pegavam o troco. As lojinhas eram um ótimo negócio, com mais de 400 mil dólares em vendas de mercadorias anualmente. Mas tinham um grande problema: daquela quantia, uns 150 mil dólares desapareciam a cada ano.

        Quando foi promovido a gerente, Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão. Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco. Contratou um detetive para montar uma operação e, numa noite de fevereiro, armaram a cilada. Dan colocou notas marcadas na caixa de papel e partiu. Depois, ele e o detetive se esconderam atrás de umas árvores ali por perto, aguardando pelo suspeito. Quando acabou o expediente e o membro suspeito da equipe foi embora, eles o abordaram e acharam algumas das notas marcadas no seu bolso. Caso encerrado, certo?

        Não exatamente, como se constatou depois. O jovem empregado furtou apenas 60 dólares naquela noite, e, mesmo após sua demissão, o dinheiro e as mercadorias continuaram desaparecendo. O próximo passo de Dan foi criar um sistema de estoque com listas de preços e registros de vendas. Ele orientou os aposentados a anotarem o que era vendido e o que recebiam, e os furtos cessaram. O problema não era um único ladrão, mas a multidão de voluntários idosos, bem-intencionados, amantes das artes que se apropriavam dos produtos e do dinheiro que estavam ali de bobeira.

        A moral dessa história não é nada edificante. Nas palavras de Dan: “Nós vamos nos apropriar de coisas que não nos pertencem se tivermos uma chance. (...) Muitas pessoas precisam de alguma forma de controle para fazerem a coisa certa.”


    (A (honesta) verdade sobre a desonestidade, 2021. Adaptado.)

    “Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão” (3o parágrafo)


    Ao se transpor a oração centrada no verbo sublinhado para a voz passiva, esse verbo assume a forma:

    Escolha uma alternativa para a questão d1b10b98-74
  • D1ADFCBE-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto de Dan Ariely, traduzido por Ivo Korytowski, para responder à questão.


    O chamado da arte


        Em abril de 2011, o programa de rádio This American Life apresentou uma matéria sobre Dan Weiss, um jovem universitário que trabalhava no Centro John F. Kennedy de Artes Cênicas, em Washington. Sua função era cuidar do estoque das lojas de suvenires do centro, onde uma equipe de 300 voluntários bem-intencionados — em sua maioria, aposentados que adoravam teatro e música — vendia as mercadorias aos visitantes.

        As lojas de suvenires eram administradas como barracas de limonada. Não havia caixas registradoras, apenas caixas de papel onde os voluntários depositavam o dinheiro e de onde pegavam o troco. As lojinhas eram um ótimo negócio, com mais de 400 mil dólares em vendas de mercadorias anualmente. Mas tinham um grande problema: daquela quantia, uns 150 mil dólares desapareciam a cada ano.

        Quando foi promovido a gerente, Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão. Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco. Contratou um detetive para montar uma operação e, numa noite de fevereiro, armaram a cilada. Dan colocou notas marcadas na caixa de papel e partiu. Depois, ele e o detetive se esconderam atrás de umas árvores ali por perto, aguardando pelo suspeito. Quando acabou o expediente e o membro suspeito da equipe foi embora, eles o abordaram e acharam algumas das notas marcadas no seu bolso. Caso encerrado, certo?

        Não exatamente, como se constatou depois. O jovem empregado furtou apenas 60 dólares naquela noite, e, mesmo após sua demissão, o dinheiro e as mercadorias continuaram desaparecendo. O próximo passo de Dan foi criar um sistema de estoque com listas de preços e registros de vendas. Ele orientou os aposentados a anotarem o que era vendido e o que recebiam, e os furtos cessaram. O problema não era um único ladrão, mas a multidão de voluntários idosos, bem-intencionados, amantes das artes que se apropriavam dos produtos e do dinheiro que estavam ali de bobeira.

        A moral dessa história não é nada edificante. Nas palavras de Dan: “Nós vamos nos apropriar de coisas que não nos pertencem se tivermos uma chance. (...) Muitas pessoas precisam de alguma forma de controle para fazerem a coisa certa.”


    (A (honesta) verdade sobre a desonestidade, 2021. Adaptado.)

    A característica das lojas de suvenires que as fazia semelhantes a “barracas de limonada” (2o parágrafo) era que as lojas
    Escolha uma alternativa para a questão d1adfcbe-74
  • D1AB36AE-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto de Dan Ariely, traduzido por Ivo Korytowski, para responder à questão.


    O chamado da arte


        Em abril de 2011, o programa de rádio This American Life apresentou uma matéria sobre Dan Weiss, um jovem universitário que trabalhava no Centro John F. Kennedy de Artes Cênicas, em Washington. Sua função era cuidar do estoque das lojas de suvenires do centro, onde uma equipe de 300 voluntários bem-intencionados — em sua maioria, aposentados que adoravam teatro e música — vendia as mercadorias aos visitantes.

        As lojas de suvenires eram administradas como barracas de limonada. Não havia caixas registradoras, apenas caixas de papel onde os voluntários depositavam o dinheiro e de onde pegavam o troco. As lojinhas eram um ótimo negócio, com mais de 400 mil dólares em vendas de mercadorias anualmente. Mas tinham um grande problema: daquela quantia, uns 150 mil dólares desapareciam a cada ano.

        Quando foi promovido a gerente, Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão. Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco. Contratou um detetive para montar uma operação e, numa noite de fevereiro, armaram a cilada. Dan colocou notas marcadas na caixa de papel e partiu. Depois, ele e o detetive se esconderam atrás de umas árvores ali por perto, aguardando pelo suspeito. Quando acabou o expediente e o membro suspeito da equipe foi embora, eles o abordaram e acharam algumas das notas marcadas no seu bolso. Caso encerrado, certo?

        Não exatamente, como se constatou depois. O jovem empregado furtou apenas 60 dólares naquela noite, e, mesmo após sua demissão, o dinheiro e as mercadorias continuaram desaparecendo. O próximo passo de Dan foi criar um sistema de estoque com listas de preços e registros de vendas. Ele orientou os aposentados a anotarem o que era vendido e o que recebiam, e os furtos cessaram. O problema não era um único ladrão, mas a multidão de voluntários idosos, bem-intencionados, amantes das artes que se apropriavam dos produtos e do dinheiro que estavam ali de bobeira.

        A moral dessa história não é nada edificante. Nas palavras de Dan: “Nós vamos nos apropriar de coisas que não nos pertencem se tivermos uma chance. (...) Muitas pessoas precisam de alguma forma de controle para fazerem a coisa certa.”


    (A (honesta) verdade sobre a desonestidade, 2021. Adaptado.)

    De acordo com o texto, a explicação correta para o desaparecimento de grande quantia de dinheiro das lojas era:
    Escolha uma alternativa para a questão d1ab36ae-74
  • D1A88FEE-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho do conto “A caligrafia de Deus”, de Márcio Souza.



        Na loucura da Zona Franca, o povo era tão afável na sua ironia que chamava aquilo de bairro. Em dez anos, aquelas colinas suaves cortadas por um igarapé viram desaparecer os buritizais e a mata quase cerrada, as chácaras e os banhos, para dar lugar a um conjunto habitacional do BNH e às adesões provocadas pela iniciativa particular dos ribeirinhos que chegavam com a anual subida das águas. O conjunto habitacional nunca ficaria pronto, e era um inferno de calor e poeira ao meio-dia, uma geladeira tropical de umidade e bruma durante a noite. Nada mais restava da antiga mata e o deserto estendia-se pelo lado das casas dos ribeirinhos. Nos meses de chuva formava-se um atoleiro que era um verdadeiro nirvana para os porcos; nos meses sem chuva, uma paisagem marcada com todo o charme de um barro avermelhado que empoava as crianças e as galinhas.


    (Márcio Souza. A caligrafia de Deus, 2007.)



    O ambiente apresentado, em que vive o “povo” referido no início do trecho, colabora no conto para estabelecer

    Escolha uma alternativa para a questão d1a88fee-74
  • D19DB6B2-74

    Português

    Figuras de Linguagem
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, para responder a questão


        Ricardo agarrou o cálice com delicadeza e respeito, levou-o aos lábios e foi como se todo ele bebesse o licor nacional.

    — Está bom, hein?— indagou o major.

    — Magnífico — fez Ricardo, estalando os lábios.

    — É de Angra. Agora tu vais ver que magnífico vinho do Rio Grande temos… Qual Borgonha! Qual Bordeaux! Temos no Sul muito melhores…

        E o jantar correu assim, nesse tom. Quaresma exaltando os produtos nacionais: a banha, o toucinho e o arroz; a irmã fazia pequenas objeções e Ricardo dizia: “É, é, não há dúvida” — rolando nas órbitas os olhos pequenos, franzindo a testa diminuta que se sumia no cabelo áspero, forçando muito a sua fisionomia miúda e dura a adquirir uma expressão sincera de delicadeza e satisfação.

        Acabado o jantar foram ver o jardim. Era uma maravilha; não tinha nem uma flor… Certamente não se podia tomar por tal míseros beijos-de-frade, palmas-de-santa-rita, quaresmas lutulentas1 , manacás melancólicos e outros belos exemplares dos nossos campos e prados. Como em tudo o mais, o major era em jardinagem essencialmente nacional. Nada de rosas, de crisântemos, de magnólias — flores exóticas; as nossas terras tinham outras mais belas, mais expressivas, mais olentes2 , como aquelas que ele tinha ali.

        Ricardo ainda uma vez concordou e os dois entraram na sala, quando o crepúsculo vinha devagar, muito vagaroso e lento, como se fosse um longo adeus saudoso do sol ao deixar a terra, pondo nas coisas a sua poesia dolente3 e a sua deliquescência4 .

        Mal foi aceso o gás, o mestre de violão empunhou o instrumento, apertou as cravelhas, correu a escala, abaixando-se sobre ele como se o quisesse beijar. Tirou alguns acordes, para experimentar; e dirigiu-se ao discípulo, que já tinha o seu em posição:

    — Vamos ver. Tire a escala, major.

    (Triste fim de Policarpo Quaresma, 2010.)

    O narrador do romance manifesta-se ironicamente, em tom jocoso, em:
    Escolha uma alternativa para a questão d19db6b2-74
  • D170E279-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

        A Constituição de 1988 adquiriu forte conotação democrática em consequência da participação popular durante a Assembleia Nacional Constituinte. Ela é muito expressiva no sentido de revelar a existência de um conflito, com as forças sociais tradicionalmente dominantes conseguindo ainda manter controle sobre a definição constitucional da ordem econômica, mas tendo de aceitar que na mesma Constituição estejam declarados e protegidos os direitos dos indivíduos e dos grupos sociais que só recentemente conseguiram participação efetiva em decisões políticas.


    (Dalmo de Abreu Dallari. “Sociedade, Estado e direito: caminhada brasileira rumo ao século XXI”. In: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000): a grande transação, 2013. Adaptado.)



    De acordo com o excerto, a Constituição brasileira de 1988 estabeleceu

    Escolha uma alternativa para a questão d170e279-74
  • D16E50CE-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Analise o trecho do artigo “Existe uma Crise da Democracia no Brasil?”, escrito pelo sociólogo Florestan Fernandes, em 1954.


    [...] toda a argumentação desenrolada tenta mostrar que um dos fatores que prejudicam o desenvolvimento da democracia no Brasil é a persistência de uma mentalidade política arcaica, inadequada para promover ajustamentos dinâmicos não só a situações que se alteram socialmente, mas que estão em fluxo contínuo no presente. A contribuição que a educação sistemática pode oferecer para alterar semelhante mentalidade exprime, naturalmente, as tarefas políticas que ela pode preencher em uma esfera neutra.


    (apud: Enno D. Liedke Filho. “A Sociologia no Brasil: história, teorias e desafios”. Sociologias, no 14, 2005.)



    De acordo com o sociólogo, “um dos fatores que prejudicam o desenvolvimento da democracia no Brasil” é a

    Escolha uma alternativa para a questão d16e50ce-74
  • D166A4E3-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

        Foi, com efeito, em contato com os colonizadores que os povos da Ásia e da África se descobriram diferentes e tomaram consciência de tudo o que os diferenciava dos europeus: diferença nas condições materiais de vida, diferença de cultura, enfim, diferença nas experiências históricas. A descolonização não deixa, pois, de ser o choque de valores do Ocidente na Ásia e na África — valores que atribuíam preeminência à técnica e aos bens materiais — e a revolta da Ásia e da África contra o Ocidente que tentava arrancar-lhes o que o tempo e a História lhes tinham ajudado a produzir [...].


    (Letícia Bicalho Canêdo. A descolonização da Ásia e da África, 1994.)



    Segundo o excerto, os processos de descolonização expressaram a luta dos povos africanos e asiáticos para preservar

    Escolha uma alternativa para a questão d166a4e3-74
  • D163DDBC-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

        Novos estudos sobre os governos denominados populistas permitem afirmar que um traço comum os caracteriza: a introdução de uma nova cultura política baseada no papel interventor do Estado nas relações sociais. Esse papel representou, ao mesmo tempo, atendimento de reivindicações de natureza social (melhoria salarial, legislação trabalhista, reforma agrária, especificamente no caso mexicano) e política (uma cidadania baseada no reconhecimento do trabalhador como sujeito da história). [...] Por outro lado, apesar de se voltarem para os interesses das classes populares, não pode se perder de vista o caráter centralizador e controlador dessas políticas, que introduziram uma estrutura institucional de natureza autoritária, utilizada posteriormente como mecanismo de controle social e político.


    1. (José Alves de Freitas Neto. “Populismos e democracias”. www.unicamp.br, 29.11. 2017.)



    De acordo com o excerto, o populismo

    Escolha uma alternativa para a questão d163ddbc-74
  • D15355F9-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

        Péricles afirmava que a pobreza não impedia um homem capaz de prestar serviço à cidade, de dedicar-se a ela, ainda que apenas participando das decisões tomadas em comum. E, por outro lado, visto que a lei era a mesma para todos, essa igualdade era real para tudo o que se referisse às desavenças particulares: diante dos juízes do tribunal popular, os ricos e os pobres gozavam dos mesmos direitos.


    (Claude Mossé. Péricles: o inventor da democracia, 2008. Adaptado.)



    Uma das características da democracia ateniense do século V a.C. destacada no excerto é a

    Escolha uma alternativa para a questão d15355f9-74
  • FD8C8429-74

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
        Lixo verde é composto por resíduos vegetais biodegradáveis que vêm principalmente de casas e jardins. Isso inclui restos como aparas de grama, folhas que caíram, pedaços de frutas e vegetais, além de flores e plantas que já não estão boas, e também galhos e troncos menores. A principal característica desse tipo de lixo é que ele pode ser transformado em composto. Esse composto é muito rico e ajuda a tornar o solo mais fértil de forma sustentável.

    (https://diamundialdalimpeza.com.br)

    Na natureza, em áreas florestais, o “lixo verde” corresponde à
    Escolha uma alternativa para a questão fd8c8429-74
  • FD3A856F-74

    Português

    Figuras de Linguagem
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o ensaio “Mercúrio” do neurologista inglês Oliver Sacks (1933-2015), cuja morte completou 10 anos em 30 de agosto deste ano.

    1  Noite passada sonhei com o mercúrio: glóbulos enormes, brilhantes, ora subindo, ora descendo. O mercúrio é o elemento número 80, e meu sonho é um lembrete de que na terça-feira farei oitenta anos. Elementos químicos e aniversários andam ligados para mim desde menino, quando aprendi sobre os números atômicos. Com onze anos eu podia dizer “sou sódio” (elemento 11), e agora, aos 79, sou ouro. Alguns anos atrás, quando dei um frasco de mercúrio de presente a um amigo pelo seu octogésimo aniversário — um recipiente especial que não vaza nem se quebra —, ele me olhou de um jeito esquisito, mas depois me enviou uma cartinha simpática, gracejando: “Tomo um pouco toda manhã, para a saúde”.
        Oitenta! É difícil de acreditar. Muitas vezes sinto que a vida está prestes a começar, e percebo que está quase no fim. Beirando os oitenta, com esparsos problemas de saúde e cirurgias, nenhum deles incapacitante, me sinto feliz por estar vivo — “Estou feliz por não estar morto!” é uma frase que às vezes irrompe lá dentro de mim quando o tempo está perfeito. Sou grato por ter vivenciado muitas coisas — algumas fascinantes, outras horríveis — e por ter sido capaz de escrever uma dúzia de livros, de receber incontáveis cartas de amigos, colegas e leitores e de desfrutar do que Nathaniel Hawthorne chamou de “um intercurso com o mundo”.
        Lamento ter perdido (e ainda perder) tanto tempo; lamento ser tão angustiantemente tímido aos oitenta quanto era aos vinte; lamento não falar outra língua além da materna e não ter viajado ou vivenciado outras culturas de modo tão produtivo quanto deveria. Sinto que precisaria tentar concluir minha vida, seja o que for “concluir uma vida”. Quanto a mim, não creio em (nem desejo) uma existência após a morte, exceto na memória dos amigos e na esperança de que alguns dos meus livros ainda possam “falar” às pessoas depois que eu morrer.
        Quando chegar a minha hora, espero que eu possa morrer na ativa, como o biólogo molecular Francis Crick. Quando lhe informaram que seu câncer de cólon tinha voltado, de início ele não disse nada; simplesmente olhou ao longe por um minuto, depois retomou o que vinha pensando. Ao lhe perguntarem sobre seu diagnóstico algumas semanas depois, ele respondeu: “Tudo o que tem um começo deve ter um fim”. Morreu aos 88 anos, ainda totalmente comprometido com seu trabalho mais criativo.
    5  Meu pai, que viveu até os 94 anos, costumava dizer que seus oitenta anos tinham sido uma das décadas mais agradáveis de sua vida. Ele sentiu, como começo a sentir, não um encolhimento, e sim uma expansão da vida mental e da perspectiva. Nesta altura já tivemos uma longa experiência de vida, não só da nossa, mas também da de outros. Já vimos triunfos e tragédias, altos e baixos, revoluções e guerras, grandes realizações e profundas ambiguidades também. Já assistimos notáveis teorias ascenderem e acabarem derrubadas por fatos teimosos. Somos mais conscientes da transitoriedade e, talvez, da beleza. Aos oitenta podemos relembrar um vasto panorama e ter um senso claro de história vivida impossível aos mais novos. Posso imaginar, sentir nos ossos, o que é um século, coisa que não podia fazer aos quarenta ou sessenta. Não penso na velhice como uma fase cada vez mais penosa que é preciso suportar e levar o melhor possível, mas como um período de liberdade e tempo descomprometido, sem as infundadas urgências de outrora, livre para explorar o que eu quiser e para amarrar os pensamentos e sentimentos de toda uma vida. Não vejo a hora de fazer oitenta anos.

    (Oliver Sacks. Gratidão, 2015. Adaptado.)
    No último parágrafo, a seguinte expressão pode ser vista como exemplo de personificação:
    Escolha uma alternativa para a questão fd3a856f-74
  • FD37D5BA-74

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
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    Para responder à questão, leia o ensaio “Mercúrio” do neurologista inglês Oliver Sacks (1933-2015), cuja morte completou 10 anos em 30 de agosto deste ano.

    1  Noite passada sonhei com o mercúrio: glóbulos enormes, brilhantes, ora subindo, ora descendo. O mercúrio é o elemento número 80, e meu sonho é um lembrete de que na terça-feira farei oitenta anos. Elementos químicos e aniversários andam ligados para mim desde menino, quando aprendi sobre os números atômicos. Com onze anos eu podia dizer “sou sódio” (elemento 11), e agora, aos 79, sou ouro. Alguns anos atrás, quando dei um frasco de mercúrio de presente a um amigo pelo seu octogésimo aniversário — um recipiente especial que não vaza nem se quebra —, ele me olhou de um jeito esquisito, mas depois me enviou uma cartinha simpática, gracejando: “Tomo um pouco toda manhã, para a saúde”.
        Oitenta! É difícil de acreditar. Muitas vezes sinto que a vida está prestes a começar, e percebo que está quase no fim. Beirando os oitenta, com esparsos problemas de saúde e cirurgias, nenhum deles incapacitante, me sinto feliz por estar vivo — “Estou feliz por não estar morto!” é uma frase que às vezes irrompe lá dentro de mim quando o tempo está perfeito. Sou grato por ter vivenciado muitas coisas — algumas fascinantes, outras horríveis — e por ter sido capaz de escrever uma dúzia de livros, de receber incontáveis cartas de amigos, colegas e leitores e de desfrutar do que Nathaniel Hawthorne chamou de “um intercurso com o mundo”.
        Lamento ter perdido (e ainda perder) tanto tempo; lamento ser tão angustiantemente tímido aos oitenta quanto era aos vinte; lamento não falar outra língua além da materna e não ter viajado ou vivenciado outras culturas de modo tão produtivo quanto deveria. Sinto que precisaria tentar concluir minha vida, seja o que for “concluir uma vida”. Quanto a mim, não creio em (nem desejo) uma existência após a morte, exceto na memória dos amigos e na esperança de que alguns dos meus livros ainda possam “falar” às pessoas depois que eu morrer.
        Quando chegar a minha hora, espero que eu possa morrer na ativa, como o biólogo molecular Francis Crick. Quando lhe informaram que seu câncer de cólon tinha voltado, de início ele não disse nada; simplesmente olhou ao longe por um minuto, depois retomou o que vinha pensando. Ao lhe perguntarem sobre seu diagnóstico algumas semanas depois, ele respondeu: “Tudo o que tem um começo deve ter um fim”. Morreu aos 88 anos, ainda totalmente comprometido com seu trabalho mais criativo.
    5  Meu pai, que viveu até os 94 anos, costumava dizer que seus oitenta anos tinham sido uma das décadas mais agradáveis de sua vida. Ele sentiu, como começo a sentir, não um encolhimento, e sim uma expansão da vida mental e da perspectiva. Nesta altura já tivemos uma longa experiência de vida, não só da nossa, mas também da de outros. Já vimos triunfos e tragédias, altos e baixos, revoluções e guerras, grandes realizações e profundas ambiguidades também. Já assistimos notáveis teorias ascenderem e acabarem derrubadas por fatos teimosos. Somos mais conscientes da transitoriedade e, talvez, da beleza. Aos oitenta podemos relembrar um vasto panorama e ter um senso claro de história vivida impossível aos mais novos. Posso imaginar, sentir nos ossos, o que é um século, coisa que não podia fazer aos quarenta ou sessenta. Não penso na velhice como uma fase cada vez mais penosa que é preciso suportar e levar o melhor possível, mas como um período de liberdade e tempo descomprometido, sem as infundadas urgências de outrora, livre para explorar o que eu quiser e para amarrar os pensamentos e sentimentos de toda uma vida. Não vejo a hora de fazer oitenta anos.

    (Oliver Sacks. Gratidão, 2015. Adaptado.)
    A resposta de Francis Crick, ao ser perguntado sobre seu diagnóstico, deixa transparecer o seguinte sentimento:
    Escolha uma alternativa para a questão fd37d5ba-74