Questões do ENEM: nível fácil

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15.661 questões encontradas. Mostrando a página 10 de 784.

  • 7FB7A950-08

    Matemática

    Aritmética e Problemas
    Universidade Federal de Itajubá · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Durante o ano de 2024, foi feito um levantamento sobre a quantidade de multas de trânsito aplicadas pela Secretaria de Transportes de uma cidade. No primeiro trimestre, foram aplicadas, em média, 45 multas por mês. Nos meses de abril, maio e junho, foram aplicadas 35, 40 e 65 multas, respectivamente. No segundo semestre, o total de multas aplicadas foi de 205.


    É correto afirmar que, no ano de 2024, a quantidade média de multas de trânsito por mês, aplicadas por essa Secretaria, foi igual a 

    Escolha uma alternativa para a questão 7fb7a950-08
  • 7FA68AD6-08

    Física

    Física Térmica - Termologia
    Universidade Federal de Itajubá · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Um inventor apresentou proposta de uma máquina térmica que opera em ciclos entre dois reservatórios: um a –33 °C e outro a 227 °C. Em cada ciclo, a máquina recebe 3,0 kJ de calor do reservatório quente.


    É correto afirmar que o rendimento real da máquina apresentada

    Escolha uma alternativa para a questão 7fa68ad6-08
  • 7FA421A3-08

    Física

    Estática e Hidrostática
    Universidade Federal de Itajubá · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Um professor de Física levou um pedaço de rocha para uma aula e solicitou que seus alunos elaborassem estratégias para determinar a densidade do material. Um aluno propôs então o seguinte experimento:


    Situação 1 - Verificar a indicação de uma balança de mola (dinamômetro) quando a rocha está suspensa no ar.


    Situação 2 - Verificar a indicação do dinamômetro quando a rocha está completamente submersa em água.


    As duas situações estão mostradas na figura a seguir.


    Imagem da questão de Física, da prova de 2025


    Feito isso, foi verificado o valor de 22,5 N para a situação 1 e o valor de 12,5 N para a situação 2.


    É correto afirmar que a densidade do material, em kg/m³, encontrada no experimento foi de

    Escolha uma alternativa para a questão 7fa421a3-08
  • 7F99EE22-08

    Química

    Soluções e Substâncias Inorgânicas
    Universidade Federal de Itajubá · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Química, da prova de 2025

    Um estudante do curso de Química prepara 300 mL de uma solução aquosa de NaOH com concentração igual a 0,05 mol•L⁻¹. Para realizar um experimento, ele transfere 50 mL dessa solução para um béquer. No entanto, o béquer permanece aberto na bancada por vários dias e parte da água evapora, reduzindo o volume para 12 mL.


    Considerando-se o completo dissociamento do NaOH e que apenas a água evapora, a massa de NaOH utilizada na preparação da solução inicial, o pH da solução preparada e o pH da solução após a evaporação são, respectivamente,


    Dados: log 7 = 0,85, log 5 = 0,69, log 3 = 0,48 e log 2 = 0,30

    Escolha uma alternativa para a questão 7f99ee22-08
  • 7F86A321-08

    Química

    Transformações Químicas
    Universidade Federal de Itajubá · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Química, da prova de 2025

    Um estudante em um laboratório de química analisou duas amostras com massas conhecidas de zinco em pó e carvão em pó denominadas como amostra 1 e amostra 2, respectivamente. O objetivo do experimento foi observar a inflamabilidade dos materiais na exposição ao ar e ao fogo, mensurando as massas antes e depois da queima. Para a amostra 1, o estudante observou que o zinco metálico em pó, após exposto ao oxigênio do ar, inflamou-se gerando um produto com massa maior ao da amostra inicial. Já para a amostra 2, o estudante observou que o carvão em pó se inflamou após ser exposto à chama, gerando um produto com massa menor ao da amostra inicial.


    Baseando-se nas leis que regem as reações químicas, uma conclusão formulada corretamente pelo estudante está indicada em:

    Escolha uma alternativa para a questão 7f86a321-08
  • 7F8454DB-08

    Biologia

    Identidade dos seres vivos
    Universidade Federal de Itajubá · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    A figura seguinte representa, de forma esquemática, as características herdadas e adquiridas ao longo do tempo evolutivo, por diferentes espécies de hominídeos, demonstrando as relações evolutivas estabelecidas entre elas.


    Imagem da questão de Biologia, da prova de 2025

    Fonte: COYNE, Jerry A. Por que a evolução é uma verdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.


    De acordo com os dados apresentados e com os conceitos relacionados à evolução e sistemática filogenética, é correto afirmar que

    Escolha uma alternativa para a questão 7f8454db-08
  • 7F7D2631-08

    Biologia

    Qualidade de vida das populações humanas
    Universidade Federal de Itajubá · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    A Prefeitura de São Vicente abriu inscrições para o 6º Mutirão do Implanon, voltado a adolescentes de 15 a 17 anos da rede pública de ensino. Serão atendidas 250 jovens, com atividades educativas sobre contracepção e prevenção de infecções. O Implanon é uma pequena haste inserida sob a pele do braço que libera continuamente etonogestrel, um derivado da progesterona, e apresenta alta eficácia na prevenção da gravidez.


    Fonte: G1 SANTOS. Prefeitura de São Vicente abre inscrições para mutirão do Implanon. São Vicente, 15 set. 2025. Disponível em: https://g1.globo.com/sp/santos. Acesso em: 15 set. 2025.


    É correto afirmar que o mecanismo fisiológico por meio do qual o Implanon impede a gravidez ocorre pelo(a)

    Escolha uma alternativa para a questão 7f7d2631-08
  • 7F6C86AD-08

    História

    História do Brasil
    Universidade Federal de Itajubá · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    A ditadura civil-militar, instalada no Brasil no período de 1964 a 1985, criou uma série de medidas para reprimir e censurar todas as pessoas que se opunham ao regime autoritário.


    Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre as medidas de repressão e censura, adotadas pela referida ditadura.



    ( ) O Ato Institucional nº 2: extinguiu o pluripartidarismo e estabeleceu eleição indireta para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República.


    ( ) O Ato Institucional nº 1: permitiu aos tomadores do poder cassar mandatos legislativos e suspender direitos políticos de várias personalidades da vida pública brasileira.


    ( ) A Lei de Anistia: concedeu redução de pena aos presos, perseguidos e exilados políticos e condenou todos os agentes do Estado, responsáveis pela prática de tortura e assassinato.


    ( ) A Lei de Imprensa: impôs a censura a jornais, espetáculos, cinema, rádio e televisão, considerando criminosas publicações que atentassem contra a moral e os bons costumes.


    ( ) O Ato Institucional nº 5: suspendeu a garantia de habeas corpus, isto é, de proteção ao direito fundamental da liberdade de locomoção, permitindo que qualquer pessoa fosse presa sem direito de defesa.



    De acordo com as afirmações, a sequência correta é:



    Escolha uma alternativa para a questão 7f6c86ad-08
  • 7F6568E1-08

    História

    História Geral
    Universidade Federal de Itajubá · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Para Delumeau (2018, p. 107) “quando as nações da Europa se afirmavam ao mesmo tempo que o princípio e a realidade da monarquia absoluta, quando viagens e conquistas ultramarinas transformavam as correntes e o ritmo da economia, quando a arte e a cultura, graças a uma Antiguidade melhor conhecida, mas também a uma atenção maior ao mundo exterior e a técnicas mais infalíveis, se orientavam por novos caminhos, como é que a mutação geral de uma sociedade mais ativa, mais urbanizada, mais instruída, mais laica do que nos séculos XII e XIII, iria deixar de atingir a própria religião – uma religião que abrangia toda a vida cotidiana e que penetrava no coração de cada um?”


    DELUMEAU, Jean. A civilização do renascimento. Tradução Pedro Elói Duarte. Lisboa: Edições 70, 2018, p. 107.



    A sequência que apresenta corretamente os processos históricos, aos quais se referem as transformações mencionadas no texto, está indicada em

    Escolha uma alternativa para a questão 7f6568e1-08
  • 7F5940E4-08

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Federal de Itajubá · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto.


    Harry had the best morning hed had in a long time. Harry was careful to walk a little way apart from the Dursleys so that Dudley and Piers, [as] they were starting to get bored with the animals by lunchtime, wouldn‘t fall back on Dudley and Piers‘ favorite hobby of hitting Harry. Harry and the Dursleys ate in the zoo restaurant, and when Dudley had a tantrum because his knickerbocker glory didn‘t have enough ice cream on top, Uncle Vernon bought Dudley another knickerbocker glory and Harry was allowed to finish the first. Harry felt, afterward, that he should have known the joy was all too good to last. After lunch Harry and the Durlseys went to the reptile house. The reptile house was cool and dark, with lit windows all along the walls. Behind the glass, all sorts of lizards and snakes were crawling and slithering over bits of wood and stone. Dudley and Piers wanted to see huge, poisonous cobras and thick, man-crushing pythons. Dudley quickly found the largest snake in the place. It could have wrapped its body twice around Uncle Vernon‘s car and crushed the car into a trash can – but at the moment the largest snake in the place didn‘t look in the mood. In fact, the largest snake in the place was fast asleep.


    Disponível em: https://www.sjsu.edu/writingcenter/docs/handouts/Pronouns.pdf/. Acesso em 9 set. 2025. Adaptado.

    É correto afirmar que os pronomes e adjetivos destacados se referem, respectivamente, a
    Escolha uma alternativa para a questão 7f5940e4-08
  • 7F56F36D-08

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Federal de Itajubá · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto.


    Leaving home


    Going away to university is always a tricky time, both for the students who are leaving home and their parents who are staying behind. We got advice on how to cope from a student daughter and her dad.


    A daughter's advice to parents, by Kerry Price


    My parents drove me to uni at the beginning of the first term. That was great, but then they hung around, so it was hard to chat to the people in the rooms near mine. It's best if you leave us to unpack ourselves.


    Don't ask us to come home during term time. There's a lot going on at weekends, there just isn't time.


    Get another interest or a pet if you feel lonely without us. Don't make us feel guilty about leaving home!


    It is quite interesting to hear about your experiences at uni, but remember that it was a LONG time ago so don’t go on about it so much. Things have changed a lot. Now we have a lot more debt and it'll be harder to find a job in the future.


    Please don't check up on us or our friends on social media. We have the right to some privacy.


    Don't change anything in our bedrooms. We have only half left home - we'll be back in the holidays, so please don't touch anything.


    We'd still like to come on family holidays with you. Don't forget to include us just because we're not there all the time.


    A father's advice to students, by Stuart Price


    Don't complain so much about how much work you have to do. We work a lot too. You're an adult now, get used to it.


    Put up with the fact that we refused to get a dog while you were at home, then suddenly bought one as soon as you moved out. We miss you!


    Just because you're at university studying very complex subjects, it doesn't mean that you're more intelligent than everybody else. Don't treat your family as if they were stupid; we're really not.


    Let us come and visit you now and again. We promise to try not to embarrass you in front of your friends. We just want to see you for a short time and take you out for a meal.


    Don't waste so much time on social media. You need time for all that work you have to do, remember?


    We might make a few changes to your room, so deal with it. It's great to have a guest room at last, but we won't change things too much, promise.


    Don't forget to call home from time to time and don't get annoyed if we phone you. It's not pestering. If we didn't call, you wouldn’t know that we care.


    Disponível em: https://learnenglishteens.britishcouncil.org/skills/reading/b2-reading/leaving-home/. Acesso em 10 set. 2025. Adaptado.

    De acordo com o texto, é correto afirmar que

    Escolha uma alternativa para a questão 7f56f36d-08
  • 7F525185-08

    Literatura

    Estilística
    Universidade Federal de Itajubá · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.


    O táxi

    Gonçalo M. Tavares


    Uma mulher levanta o braço. Está no passeio. Não tem pressa, mas levanta o braço e acena com a mão. O táxi não para. Está vazio, mas não para.


    A mulher veste calças elegantes, castanhas. Tem um lenço ao pescoço.


    De novo, vemos a sua mão levantada a acenar. Outro táxi que não para.


    A mulher está a sorrir. É bonita. Levanta o braço de novo. Estamos sempre a vê-la, a ver o seu entusiasmo sorridente. Mas não, de novo o táxi não para. Também vazio, mas não para.


    O plano agora abre-se mais. Vemos a mulher, sim, as suas calças elegantes castanhas. E, junto aos seus pés, um corpo inerte; provavelmente morto.


    TAVARES, Gonçalo M. Short Movies. Porto Alegre: Dublinense, 2015. (e-book).

    É correto afirmar que, no conto “O táxi”, o escritor português contemporâneo Gonçalo M. Tavares apresenta uma estética marcada pela(o)
    Escolha uma alternativa para a questão 7f525185-08
  • 7F4D1B15-08

    Literatura

    Escolas Literárias
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    A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.


    Os Sapos

    Manuel Bandeira


    Enfunando os papos,

    Saem da penumbra,

    Aos pulos, os sapos.

    A luz os deslumbra.

    Em ronco que aterra,


    Berra o sapo-boi:

    — “Meu pai foi à guerra!”

    — “Não foi!” — “Foi!” — “Não foil!?.


    O sapo-tanoeiro,

    Parnasiano aguado,

    Diz: — “Meu cancioneiro

    É bem martelado.


    Vede como primo

    Em comer os hiatos!

    Que arte! E nunca rimo

    Os termos cognatos.


    [...]


    Lá, fugido ao mundo,

    Sem glória, sem fé,

    No perau profundo

    E solitário, é


    Que soluças tu,

    Transido de frio,

    Sapo cururu

    Da beira do rio...


    Disponível em: https://www.escritas.org/PT/t/4814/os-sapos. Acesso em: 11 set. 2025.

    É correto afirmar que, nesse poema, Manuel Bandeira critica os poetas parnasianos pelo(a)
    Escolha uma alternativa para a questão 7f4d1b15-08
  • 7F45C2AD-08

    Português

    Sintaxe
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    A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.


    Não existem finais felizes: a felicidade é uma ilusão que não desejamos

    Julián Fuks


    Convidaram-me a falar sobre a mentira dos finais felizes. Tarefa fácil: são mesmo mentirosos os finais felizes. Basta lançar ao mundo algum olhar clínico. Nossa cultura já aprendeu que nem tudo se dissolve em harmonia, que jamais se cria uma paz absoluta, carente de todo trauma passado e todo conflito futuro. Onde se vê felicidade pura pode ser que algo não se veja, que os olhos estejam turvos.


    A fórmula clássica que encerra as histórias infantis, "e viveram felizes para sempre", é a expressão de um desinteresse total pelo que seria essa existência feliz. Nela se realiza, é fácil sentir, uma associação entre felicidade e morte. No fundo o que a fórmula diz, em tom apaziguador, equivale a um "não viveram mais nada até que morreram". Mas me convidaram a falar sobre isso em Medelín, em espanhol, e nessa língua o final clássico tem outra nuance: "vivieron felices y comieron perdices". Nesse pequeno detalhe acrescido, o fato de terem comido perdizes, cabe ao menos um pouco de vida. Nessa outra fórmula o que se diz é que "viveram uma série de outras coisas que já não nos interessam", e só depois disso se chega ao fim.


    Seja como for, do tempo dos clássicos até o tempo presente, deu-se uma revolução em nosso interesse. Já há alguns séculos, desde o surgimento do romance moderno, nossa curiosidade tem recaído exatamente sobre essa vida comum que se inicia ao fim de qualquer aventura, sobre o cotidiano tenso que antes tomávamos por feliz. Interessa a aflição que subjaz à rotina, interessa a angústia sutil que se gesta em silêncio ao longo dos anos. O que procuramos nas histórias que narramos a nós mesmos, agora, é a desilusão da vida que trai os anseios juvenis, é o indiscreto caos do convívio familiar, é o medo da morte depois de tanta monotonia, tudo isso quem sabe redimido em alguma medida por um final mais ameno.


    "Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira." Nessa frase magistral de Tolstói que abre Anna Karenina se manifesta com clareza nossa vontade insuperável de observar com atenção de que é feita a infelicidade. Mas acho que ela merece um reparo, se formos honestos, e se o leitor me permite tamanha insolência. Também as famílias felizes são felizes cada uma à sua maneira. Não porque haja tanta nuance na paz e na existência tranquila, mas porque aquilo que chamamos felicidade também é feito da infelicidade em sua infinita riqueza, porque uma vida feliz também é atravessada continuamente por tristezas, sobressaltos, sustos, desalentos, desilusões, pesadelos.


    De modo que não existe e jamais existiu uma felicidade pura, até porque não existe nenhum tipo real de pureza — mesmo em ciência a pureza é sempre um estado hipotético. Uma felicidade absoluta não chega nem mesmo a ser um ideal que nutrimos, porque a ele associamos algum torpor, uma indolência, uma saciedade que conduz à paralisia, a ausência de um novo desejo que nos vitalize. A partir disso já poderíamos concluir pela impossibilidade de todo "final feliz", já que essa última palavra seria inatingível. Mas a primeira também é uma falácia, e sobre isso talvez valha acrescentar ainda algum raciocínio.


    Penso na leitura de livros infantis que tenho feito ao lado das minhas filhas, esse um dos momentos mais puramente felizes da minha vida cotidiana, como já confessei uma vez aqui. Penso nos bordões que Tulipa criou para emendar ao final de cada livro, numa fórmula própria que em alguma medida os ordena. São duas variações: "Mas essa já é outra história", ou então "E vai começar tudo outra vez". Acho cômico e preciso seu sistema de classificação. Vejo nele uma proposta de distinção entre as histórias cíclicas, cujo fim remonta ao princípio, e aquelas que avançam numa espécie de deriva, e vão convocando outros sinuosos acontecimentos que já não cabem nas páginas que lemos.


    E então me pergunto se não será assim a vida, feita de retornos e derivas, num movimento perpétuo. Se não se encadeiam assim tanto os momentos felizes quanto os infelizes, ou os momentos a um só tempo felizes e infelizes, sempre sucedidos por outros tão complexos e indefiníveis quanto eles, em nossa própria existência ou na existência daqueles que ficam quando partimos. Não existem finais felizes, eles são uma mentira, pelo simples fato de que não existem finais, de que os finais são sempre uma ilusão momentânea, e nada jamais termina. Bom, nada talvez seja muito: ao menos um texto, sim, é capaz de alcançar o seu fortuito fim. 


    Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julian-fuks/2025/08/23/nao-existem-finais-felizes-a-felicidade-e-uma-ilusao-que-nao-desejamos.htm. Acesso em: 10 set. 2025.

    “Nossa cultura já aprendeu que nem tudo se dissolve em harmonia"


    É correto afirmar que, em relação à oração principal, a oração em destaque exerce função sintática de oração subordinada substantiva

    Escolha uma alternativa para a questão 7f45c2ad-08
  • 7F3C65F0-08

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal de Itajubá · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.


    Não existem finais felizes: a felicidade é uma ilusão que não desejamos

    Julián Fuks


    Convidaram-me a falar sobre a mentira dos finais felizes. Tarefa fácil: são mesmo mentirosos os finais felizes. Basta lançar ao mundo algum olhar clínico. Nossa cultura já aprendeu que nem tudo se dissolve em harmonia, que jamais se cria uma paz absoluta, carente de todo trauma passado e todo conflito futuro. Onde se vê felicidade pura pode ser que algo não se veja, que os olhos estejam turvos.


    A fórmula clássica que encerra as histórias infantis, "e viveram felizes para sempre", é a expressão de um desinteresse total pelo que seria essa existência feliz. Nela se realiza, é fácil sentir, uma associação entre felicidade e morte. No fundo o que a fórmula diz, em tom apaziguador, equivale a um "não viveram mais nada até que morreram". Mas me convidaram a falar sobre isso em Medelín, em espanhol, e nessa língua o final clássico tem outra nuance: "vivieron felices y comieron perdices". Nesse pequeno detalhe acrescido, o fato de terem comido perdizes, cabe ao menos um pouco de vida. Nessa outra fórmula o que se diz é que "viveram uma série de outras coisas que já não nos interessam", e só depois disso se chega ao fim.


    Seja como for, do tempo dos clássicos até o tempo presente, deu-se uma revolução em nosso interesse. Já há alguns séculos, desde o surgimento do romance moderno, nossa curiosidade tem recaído exatamente sobre essa vida comum que se inicia ao fim de qualquer aventura, sobre o cotidiano tenso que antes tomávamos por feliz. Interessa a aflição que subjaz à rotina, interessa a angústia sutil que se gesta em silêncio ao longo dos anos. O que procuramos nas histórias que narramos a nós mesmos, agora, é a desilusão da vida que trai os anseios juvenis, é o indiscreto caos do convívio familiar, é o medo da morte depois de tanta monotonia, tudo isso quem sabe redimido em alguma medida por um final mais ameno.


    "Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira." Nessa frase magistral de Tolstói que abre Anna Karenina se manifesta com clareza nossa vontade insuperável de observar com atenção de que é feita a infelicidade. Mas acho que ela merece um reparo, se formos honestos, e se o leitor me permite tamanha insolência. Também as famílias felizes são felizes cada uma à sua maneira. Não porque haja tanta nuance na paz e na existência tranquila, mas porque aquilo que chamamos felicidade também é feito da infelicidade em sua infinita riqueza, porque uma vida feliz também é atravessada continuamente por tristezas, sobressaltos, sustos, desalentos, desilusões, pesadelos.


    De modo que não existe e jamais existiu uma felicidade pura, até porque não existe nenhum tipo real de pureza — mesmo em ciência a pureza é sempre um estado hipotético. Uma felicidade absoluta não chega nem mesmo a ser um ideal que nutrimos, porque a ele associamos algum torpor, uma indolência, uma saciedade que conduz à paralisia, a ausência de um novo desejo que nos vitalize. A partir disso já poderíamos concluir pela impossibilidade de todo "final feliz", já que essa última palavra seria inatingível. Mas a primeira também é uma falácia, e sobre isso talvez valha acrescentar ainda algum raciocínio.


    Penso na leitura de livros infantis que tenho feito ao lado das minhas filhas, esse um dos momentos mais puramente felizes da minha vida cotidiana, como já confessei uma vez aqui. Penso nos bordões que Tulipa criou para emendar ao final de cada livro, numa fórmula própria que em alguma medida os ordena. São duas variações: "Mas essa já é outra história", ou então "E vai começar tudo outra vez". Acho cômico e preciso seu sistema de classificação. Vejo nele uma proposta de distinção entre as histórias cíclicas, cujo fim remonta ao princípio, e aquelas que avançam numa espécie de deriva, e vão convocando outros sinuosos acontecimentos que já não cabem nas páginas que lemos.


    E então me pergunto se não será assim a vida, feita de retornos e derivas, num movimento perpétuo. Se não se encadeiam assim tanto os momentos felizes quanto os infelizes, ou os momentos a um só tempo felizes e infelizes, sempre sucedidos por outros tão complexos e indefiníveis quanto eles, em nossa própria existência ou na existência daqueles que ficam quando partimos. Não existem finais felizes, eles são uma mentira, pelo simples fato de que não existem finais, de que os finais são sempre uma ilusão momentânea, e nada jamais termina. Bom, nada talvez seja muito: ao menos um texto, sim, é capaz de alcançar o seu fortuito fim. 


    Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julian-fuks/2025/08/23/nao-existem-finais-felizes-a-felicidade-e-uma-ilusao-que-nao-desejamos.htm. Acesso em: 10 set. 2025.

    É correto afirmar que, ao discorrer sobre a ilusão de uma felicidade duradoura, Julián Fuks defende a
    Escolha uma alternativa para a questão 7f3c65f0-08
  • C8F46CCC-00

    História

    História Geral
    UNESP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir:

        Com o fim da Segunda Guerra, surgiriam novas tensões políticas e debates sobre qual seria a melhor maneira de reconstruir um mundo arrasado. Mal as pedras dos escombros tinham sido recolhidas, o mundo veria recomeçar o clima de “paz-guerra” que tantos estragos tinham feito no passado recente.

    (Marcos Napolitano, História contemporânea 2: do entreguerras à nova ordem mundial. Adaptado)

    O fragmento apresenta as origens
    Escolha uma alternativa para a questão c8f46ccc-00
  • C8EF1619-00

    Atualidades

    Economia na Atualidade
    UNESP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia a notícia para responder à questão:

        No encerramento da Cúpula do G20, realizado em novembro de 2024, no Rio de Janeiro, um dos participantes afirmou que “trabalhamos com afinco, mesmo cientes de que apenas arranhamos a superfície dos profundos desafios que o mundo tem a enfrentar”. A próxima reunião ocorrerá na África do Sul em 2025.

    (https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/o-segundo-dia-da-cupula-de-lideres-do-g20-em-5-pontos Adaptado)

    G20 é a abreviação para “Grupo dos Vinte” que reúne as principais economias do mundo para
    Escolha uma alternativa para a questão c8ef1619-00
  • C8E9C8F1-00

    Geografia

    Amazônia
    UNESP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder à questão:

        Uma porção significativa do Brasil é diretamente influenciada pelas variações do nível dos caudalosos rios que cortam a região que, cotidianamente, apresenta elevadas temperaturas e vive temporadas de seca e cheia dos rios que são influenciadas pelo regime das chuvas e derretimento de geleiras, entre outros fatores climáticos. Essas variações ditam mudanças no comportamento de espécies da flora e da fauna, na qualidade da água e nos modos de vida das populações humanas, contribuindo também em moldar os ecossistemas como os que conhecemos hoje.

    (https://fas-amazonia.org/bioma-e-ecossistemas-da-amazonia. Adaptado)

    O texto descreve a natureza
    Escolha uma alternativa para a questão c8e9c8f1-00
  • C8DEF982-00

    Biologia

    Ecologia e ciências ambientais
    UNESP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    O corredor ecológico funciona como uma ponte, isto é, uma área que possibilita a ligação entre dois fragmentos de mata que foram separados por ação humana e tiveram sua a fauna e flora locais isoladas. No Brasil, esses corredores estão sendo implantados em alguns locais, como é o caso do corredor ecológico em um trecho da estrada BR-101, no Rio de Janeiro, mostrado na fotografia a seguir:

    Imagem da questão de Biologia, da prova de 2025
    (https://estradas.com.br/projeto-na-br-101-rj-resguarda-a-vida-de-mais-de-4-mil-animais/)

    A implantação de um corredor ecológico tem como principal objetivo
    Escolha uma alternativa para a questão c8def982-00
  • C8D910F8-00

    Geografia

    Geologia
    UNESP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para verificar a permeabilidade de diferentes tipos de solos, foi realizado o seguinte experimento:

    -  foram utilizadas amostras de três solos: o primeiro formado por partículas com 0,5 mm de tamanho, o segundo formado por partículas com 1,0 mm de tamanho, e o terceiro formado por partículas com 2,0 mm de tamanho;

    -  quantidades iguais de solo foram colocadas em três funis;

    -  sob cada funil, foi colocado um béquer;

    -  quantidades iguais de água foram colocadas, ao mesmo tempo, nos três funis, e iniciou-se, imediatamente, a contagem de tempo;

    -  após 3 minutos, foi medida a quantidade de água que passou pelo solo contido em cada funil e que foi recolhida no béquer.

    O resultado é mostrado na ilustração a seguir:

    Imagem da questão de Geografia, da prova de 2025

    (https://nuepe.ufpr.br/blog/wp-content/uploads/2016/09/Aula-Solos-PIBID-UFPR.pdf. Adaptado)

    Considerando a quantidade de água que atravessou o solo, após 3 minutos, e o tamanho das partículas do solo, é correto concluir que
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