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15.661 questões encontradas. Mostrando a página 3 de 784.
C1AFF838-47 É desnecessário ressaltar o imenso significado da imigração no surgimento de ideologias negadoras do sistema vigente no país e na adoção de modelos organizatórios pela classe operária. A crítica a posteriori às concepções anarquistas, predominantes entre os trabalhadores organizados nos primeiros vinte anos do século XX, não pode obscurecer sua importância na aparição de novas formas de luta e de uma visão crítica radical da sociedade.(Boris Fausto. Trabalho urbano e conflito social: 1890-1920, 2016.)Ao se referir à realidade da Primeira República brasileira, o excerto destacaC1AD3FA7-47 História
História do BrasilUniversidade Virtual de São Paulo · 2026FácilEntre para guardar nos favoritosVergueiro ofereceu aos imigrantes alemães um acordo. Eles receberiam seus próprios lotes de pés de café adultos e, apesar de receberem certa supervisão, seriam mais ou menos responsáveis pelo cuidado e pela apanha. Segundo o contrato assinado por eles em Hamburgo antes de embarcar, levariam os frutos até os terreiros e contribuiriam proporcionalmente ao beneficiamento. Receberiam cotas em pagamento, correspondentes à metade dos rendimentos da venda da safra, após dedução dos custos de transporte, impostos e comissão.(Warren Dean. Rio Claro: um sistema brasileiro de grande lavoura, 1820-1920, 1977. Adaptado.)Tendo em vista que Vergueiro também custeou as passagens desses trabalhadores com a garantia de ser ressarcido por eles, o excerto descreveC1A34B66-47 Inglês
Interpretação de TextosUniversidade Virtual de São Paulo · 2026FácilEntre para guardar nos favoritosLeia a tirinha do cartunista Brian Crane.

O efeito de humor da tirinha decorre, sobretudo, do fato de as mulheres
C19BF487-47 Inglês
Verbos | VerbsUniversidade Virtual de São Paulo · 2026FácilEntre para guardar nos favoritosAutonomous vehicles — also known as self-driving cars or self-driving vehicles — are vehicles that can navigate and operate safely with little or no human input or intervention. Autonomous vehicles are equipped with autonomous driving systems that use a combination of sensors, computing, and software to safely perceive their environment and execute driving tasks.Autonomous driving offers a range of benefits. One of the most significant advantages is the potential to improve road safety by reducing vehicle collisions, many of which are caused by human error. Autonomous vehicles are designed to follow traffic laws, monitor blind spots, and detect dangers faster than human drivers.Autonomous vehicles also have the potential to deliver freedom of mobility for people who are unable to drive by expanding access to transportation options. They can navigate traffic jams and complex urban environments efficiently, which can help reduce traffic congestion and lower emissions — particularly as the transportation industry moves away from internal combustion engines and toward electric vehicles.(www.nvidia.com. Adaptado.)No trecho do primeiro parágrafo “vehicles that can navigate and operate safely”, o termo sublinhado expressaC1998AD0-47 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUniversidade Virtual de São Paulo · 2026FácilEntre para guardar nos favoritosAutonomous vehicles — also known as self-driving cars or self-driving vehicles — are vehicles that can navigate and operate safely with little or no human input or intervention. Autonomous vehicles are equipped with autonomous driving systems that use a combination of sensors, computing, and software to safely perceive their environment and execute driving tasks.Autonomous driving offers a range of benefits. One of the most significant advantages is the potential to improve road safety by reducing vehicle collisions, many of which are caused by human error. Autonomous vehicles are designed to follow traffic laws, monitor blind spots, and detect dangers faster than human drivers.Autonomous vehicles also have the potential to deliver freedom of mobility for people who are unable to drive by expanding access to transportation options. They can navigate traffic jams and complex urban environments efficiently, which can help reduce traffic congestion and lower emissions — particularly as the transportation industry moves away from internal combustion engines and toward electric vehicles.(www.nvidia.com. Adaptado.)No excerto do primeiro parágrafo “Autonomous vehicles — also known as self-driving cars or self-driving vehicles”, o trecho sublinhado apresentaC196EA5C-47 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUniversidade Virtual de São Paulo · 2026FácilEntre para guardar nos favoritosAutonomous vehicles — also known as self-driving cars or self-driving vehicles — are vehicles that can navigate and operate safely with little or no human input or intervention. Autonomous vehicles are equipped with autonomous driving systems that use a combination of sensors, computing, and software to safely perceive their environment and execute driving tasks.Autonomous driving offers a range of benefits. One of the most significant advantages is the potential to improve road safety by reducing vehicle collisions, many of which are caused by human error. Autonomous vehicles are designed to follow traffic laws, monitor blind spots, and detect dangers faster than human drivers.Autonomous vehicles also have the potential to deliver freedom of mobility for people who are unable to drive by expanding access to transportation options. They can navigate traffic jams and complex urban environments efficiently, which can help reduce traffic congestion and lower emissions — particularly as the transportation industry moves away from internal combustion engines and toward electric vehicles.(www.nvidia.com. Adaptado.)According to the text, autonomous vehiclesC18CED31-47 Português
MorfologiaUniversidade Virtual de São Paulo · 2026FácilEntre para guardar nos favoritosQuando me vieram chamar, nem acreditei:— É Zuzézinho! Está caindo do prédio.E as gentes, em volta, se depressavam para o sucedido. Me juntei às correrias, a pergunta zaranzeando: o homem estava caindo? Aquele gerúndio era um desmando nas graves leis da gravidade: quem cai, já caiu.Enquanto corria, meu coração se constringia. Antevia meu velho amigo estatelado na calçada. [...]Me aproximava do prédio e já me aranhava na multidão. Coisa de inacreditar: olhavam todos para cima. Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto. O próprio José Antunes Marques Neto, em artes de aero-anjo. Estava caindo? Se sim, vinha mais lento que o planar do planeta pelos céus.(Mia Couto. O fio das missangas, 2004.)O verbo “inacreditar” (5o parágrafo) apresenta um prefixo indicativo de negação, assim como a palavraC185AFFF-47 Português
Interpretação de TextosUniversidade Virtual de São Paulo · 2026FácilEntre para guardar nos favoritosIA permite viajar sem sair do sofáe ainda matar amigos de invejaBasta rolar o feed por alguns minutos. Nas redes sociais, surgem fotos de amigos ou influenciadores em cenários típicos de férias perfeitas: alguém aos pés da Torre Eiffel, em Paris, outro numa praia de águas azuis do Caribe ou de algum paraíso nordestino, sem falar no semblante de encantamento diante do castelo da Disney, nos Estados Unidos da América (EUA). Na era da tecnologia, não é preciso ser nenhum privilegiado para compartilhar frequentemente fotos assim nas redes. Aplicativos de inteligência artificial (IA) fazem sucesso produzindo imagens de pessoas em cenários nos quais elas nunca pisaram, confundindo muita gente.A primeira febre de manipulação de fotos com IA foi a aplicação de filtros no estilo de animação, seguida de retratos de infância recriados em novos cenários. Agora, a onda é compartilhar imagens simulando cenas de turismo, muitas vezes sem qualquer indicação de que foram geradas artificialmente. Os recursos estão em aplicativos que também usam a IA para simular ensaios fotográficos de aniversário nunca comemorados ou fotos em ambiente corporativo (geralmente com aquele figurino de executivo e cara de conteúdo) para compor perfis profissionais nas redes.Para o antropólogo David Nemer, o uso de IA com esse objetivo diz muito mais sobre a cultura digital contemporânea no mundo do que sobre “falsidade”. Ele recorre ao conceito atual de economia da performance, em que a visibilidade digital funciona como capital simbólico. A imagem atrai, mas não é registro: vira status e narrativa pessoal, numa lógica que já existia com filtros e programas de edição de fotos.“O valor não está no que você viveu, mas no que você consegue mostrar”, diz o antropólogo. “E ainda reforça desigualdades, porque quem já tem mais repertório digital, literacia tecnológica e familiaridade com IA consegue manipular melhor essas ferramentas e construir imagens mais ‘críveis’, enquanto outros ficam excluídos ou vulneráveis a julgamentos morais”.(Carolina Nalin. O Globo, 07.12.2025. Adaptado.)No primeiro parágrafo, o termo “feed” está destacado em itálico por se tratar de uma palavraC1835FCB-47 Português
Interpretação de TextosUniversidade Virtual de São Paulo · 2026FácilEntre para guardar nos favoritosIA permite viajar sem sair do sofáe ainda matar amigos de invejaBasta rolar o feed por alguns minutos. Nas redes sociais, surgem fotos de amigos ou influenciadores em cenários típicos de férias perfeitas: alguém aos pés da Torre Eiffel, em Paris, outro numa praia de águas azuis do Caribe ou de algum paraíso nordestino, sem falar no semblante de encantamento diante do castelo da Disney, nos Estados Unidos da América (EUA). Na era da tecnologia, não é preciso ser nenhum privilegiado para compartilhar frequentemente fotos assim nas redes. Aplicativos de inteligência artificial (IA) fazem sucesso produzindo imagens de pessoas em cenários nos quais elas nunca pisaram, confundindo muita gente.A primeira febre de manipulação de fotos com IA foi a aplicação de filtros no estilo de animação, seguida de retratos de infância recriados em novos cenários. Agora, a onda é compartilhar imagens simulando cenas de turismo, muitas vezes sem qualquer indicação de que foram geradas artificialmente. Os recursos estão em aplicativos que também usam a IA para simular ensaios fotográficos de aniversário nunca comemorados ou fotos em ambiente corporativo (geralmente com aquele figurino de executivo e cara de conteúdo) para compor perfis profissionais nas redes.Para o antropólogo David Nemer, o uso de IA com esse objetivo diz muito mais sobre a cultura digital contemporânea no mundo do que sobre “falsidade”. Ele recorre ao conceito atual de economia da performance, em que a visibilidade digital funciona como capital simbólico. A imagem atrai, mas não é registro: vira status e narrativa pessoal, numa lógica que já existia com filtros e programas de edição de fotos.“O valor não está no que você viveu, mas no que você consegue mostrar”, diz o antropólogo. “E ainda reforça desigualdades, porque quem já tem mais repertório digital, literacia tecnológica e familiaridade com IA consegue manipular melhor essas ferramentas e construir imagens mais ‘críveis’, enquanto outros ficam excluídos ou vulneráveis a julgamentos morais”.(Carolina Nalin. O Globo, 07.12.2025. Adaptado.)No título do texto, o verbo “matar” é empregado com sentidoC17B76D5-47 Matemática
Aritmética e ProblemasUniversidade Virtual de São Paulo · 2026FácilEntre para guardar nos favoritosEm uma festa de formatura foram disponibilizadas 30 mesas com 4 lugares cada uma e 20 mesas com 6 lugares cada uma. Sabe-se que as mesas com 4 e 6 lugares custam, respectivamente, R$ 600,00 e R$ 780,00. Se todas as 50 mesas foram vendidas e todos os lugares foram ocupados, o preço médio pago por pessoa nessa festa foi deC178EFB5-47 Matemática
Análise de Tabelas e GráficosUniversidade Virtual de São Paulo · 2026FácilEntre para guardar nos favoritosUm professor de matemática realizou uma pesquisa para determinar o número de alunos destros e o número de alunos canhotos nas 5 salas em que leciona. O gráfico mostra os resultados obtidos pela pesquisa:
Sabe-se que nenhum aluno é ambidestro. Nessas condições, entre as cinco salas, a com maior percentual de alunos canhotos é a salaC176540D-47 Matemática
Aritmética e ProblemasUniversidade Virtual de São Paulo · 2026FácilEntre para guardar nos favoritosUm recipiente fechado, na forma de um prisma reto de base quadrada, de 10 cm de lado e 20 cm de altura, contém certa quantidade de água que atinge 16 cm de altura do recipiente, conforme mostra a figura 1.
Se esse recipiente for virado e apoiado na base de lados 20 cm e 10 cm, como mostra a figura 2, a água contida no recipiente atingirá a altura deC17394F9-47 Matemática
Geometria PlanaUniversidade Virtual de São Paulo · 2026FácilEntre para guardar nos favoritosOs triângulos ABD e CDB são retângulos, respectivamente, em B e D, e possuem o lado BD em comum, conforme mostra a figura.
Sabendo que AB = 16 cm, AD = 20 cm e BC = 13 cm, a área do trapézio ABCD éC170C1AD-47 Matemática
Geometria AnalíticaUniversidade Virtual de São Paulo · 2026FácilEntre para guardar nos favoritosOs pontos A(√3,1) , B(3√3 , 1) , e C(2√3, 2)são vértices de um triângulo ABC no plano cartesiano. O maior lado desse triângulo ABC mede:C168E82F-47 Matemática
Análise Combinatória em MatemáticaUniversidade Virtual de São Paulo · 2026FácilEntre para guardar nos favoritosHeloisa deseja criar uma senha com 5 caracteres distintos, utilizando todas as 4 vogais de seu nome e um único algarismo. Desse modo, a senha deverá conter necessariamente as vogais {a, e, i, o}, além de terminar com um algarismo do conjunto {0, 1, ..., 9}. Nessas condições, o número de senhas distintas possíveis éC15EFFE0-47 Matemática
Aritmética e ProblemasUniversidade Virtual de São Paulo · 2026FácilEntre para guardar nos favoritosUma artesã adquiriu 20 rolos de barbante de 100 m e de 80 m, totalizando 1840 m de barbante. A diferença entre as quantidades de rolos de 100 m e de 80 m é igual a1F78B0D6-76 Português
Concordância verbal, Concordância nominalUEA · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto de Dan Ariely, traduzido por Ivo Korytowski, para responder à questão.
O chamado da arte
Em abril de 2011, o programa de rádio This American Life apresentou uma matéria sobre Dan Weiss, um jovem universitário que trabalhava no Centro John F. Kennedy de Artes Cênicas, em Washington. Sua função era cuidar do estoque das lojas de suvenires do centro, onde uma equipe de 300 voluntários bem-intencionados — em sua maioria, aposentados que adoravam teatro e música — vendia as mercadorias aos visitantes.
As lojas de suvenires eram administradas como barracas de limonada. Não havia caixas registradoras, apenas caixas de papel onde os voluntários depositavam o dinheiro e de onde pegavam o troco. As lojinhas eram um ótimo negócio, com mais de 400 mil dólares em vendas de mercadorias anualmente. Mas tinham um grande problema: daquela quantia, uns 150 mil dólares desapareciam a cada ano.
Quando foi promovido a gerente, Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão. Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco. Contratou um detetive para montar uma operação e, numa noite de fevereiro, armaram a cilada. Dan colocou notas marcadas na caixa de papel e partiu. Depois, ele e o detetive se esconderam atrás de umas árvores ali por perto, aguardando pelo suspeito. Quando acabou o expediente e o membro suspeito da equipe foi embora, eles o abordaram e acharam algumas das notas marcadas no seu bolso. Caso encerrado, certo?
Não exatamente, como se constatou depois. O jovem empregado furtou apenas 60 dólares naquela noite, e, mesmo após sua demissão, o dinheiro e as mercadorias continuaram desaparecendo. O próximo passo de Dan foi criar um sistema de estoque com listas de preços e registros de vendas. Ele orientou os aposentados a anotarem o que era vendido e o que recebiam, e os furtos cessaram. O problema não era um único ladrão, mas a multidão de voluntários idosos, bem-intencionados, amantes das artes que se apropriavam dos produtos e do dinheiro que estavam ali de bobeira.
A moral dessa história não é nada edificante. Nas palavras de Dan: “Nós vamos nos apropriar de coisas que não nos pertencem se tivermos uma chance. (...) Muitas pessoas precisam de alguma forma de controle para fazerem a coisa certa.”
(A (honesta) verdade sobre a desonestidade, 2021. Adaptado.)
“Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão” (3o parágrafo)
Ao se transpor a oração centrada no verbo sublinhado para a voz passiva, esse verbo assume a forma:
1F72EE90-76 Português
Interpretação de TextosUEA · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto de Dan Ariely, traduzido por Ivo Korytowski, para responder à questão.
O chamado da arte
Em abril de 2011, o programa de rádio This American Life apresentou uma matéria sobre Dan Weiss, um jovem universitário que trabalhava no Centro John F. Kennedy de Artes Cênicas, em Washington. Sua função era cuidar do estoque das lojas de suvenires do centro, onde uma equipe de 300 voluntários bem-intencionados — em sua maioria, aposentados que adoravam teatro e música — vendia as mercadorias aos visitantes.
As lojas de suvenires eram administradas como barracas de limonada. Não havia caixas registradoras, apenas caixas de papel onde os voluntários depositavam o dinheiro e de onde pegavam o troco. As lojinhas eram um ótimo negócio, com mais de 400 mil dólares em vendas de mercadorias anualmente. Mas tinham um grande problema: daquela quantia, uns 150 mil dólares desapareciam a cada ano.
Quando foi promovido a gerente, Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão. Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco. Contratou um detetive para montar uma operação e, numa noite de fevereiro, armaram a cilada. Dan colocou notas marcadas na caixa de papel e partiu. Depois, ele e o detetive se esconderam atrás de umas árvores ali por perto, aguardando pelo suspeito. Quando acabou o expediente e o membro suspeito da equipe foi embora, eles o abordaram e acharam algumas das notas marcadas no seu bolso. Caso encerrado, certo?
Não exatamente, como se constatou depois. O jovem empregado furtou apenas 60 dólares naquela noite, e, mesmo após sua demissão, o dinheiro e as mercadorias continuaram desaparecendo. O próximo passo de Dan foi criar um sistema de estoque com listas de preços e registros de vendas. Ele orientou os aposentados a anotarem o que era vendido e o que recebiam, e os furtos cessaram. O problema não era um único ladrão, mas a multidão de voluntários idosos, bem-intencionados, amantes das artes que se apropriavam dos produtos e do dinheiro que estavam ali de bobeira.
A moral dessa história não é nada edificante. Nas palavras de Dan: “Nós vamos nos apropriar de coisas que não nos pertencem se tivermos uma chance. (...) Muitas pessoas precisam de alguma forma de controle para fazerem a coisa certa.”
(A (honesta) verdade sobre a desonestidade, 2021. Adaptado.)
De acordo com o texto, a explicação correta para o desaparecimento de grande quantia de dinheiro das lojas era:1F6AC3C6-76 Português
Interpretação de TextosUEA · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, para responder a questão
Ricardo agarrou o cálice com delicadeza e respeito, levou-o aos lábios e foi como se todo ele bebesse o licor nacional.
— Está bom, hein?— indagou o major.
— Magnífico — fez Ricardo, estalando os lábios.
— É de Angra. Agora tu vais ver que magnífico vinho do Rio Grande temos… Qual Borgonha! Qual Bordeaux! Temos no Sul muito melhores…
E o jantar correu assim, nesse tom. Quaresma exaltando os produtos nacionais: a banha, o toucinho e o arroz; a irmã fazia pequenas objeções e Ricardo dizia: “É, é, não há dúvida” — rolando nas órbitas os olhos pequenos, franzindo a testa diminuta que se sumia no cabelo áspero, forçando muito a sua fisionomia miúda e dura a adquirir uma expressão sincera de delicadeza e satisfação.
Acabado o jantar foram ver o jardim. Era uma maravilha; não tinha nem uma flor… Certamente não se podia tomar por tal míseros beijos-de-frade, palmas-de-santa-rita, quaresmas lutulentas1 , manacás melancólicos e outros belos exemplares dos nossos campos e prados. Como em tudo o mais, o major era em jardinagem essencialmente nacional. Nada de rosas, de crisântemos, de magnólias — flores exóticas; as nossas terras tinham outras mais belas, mais expressivas, mais olentes2 , como aquelas que ele tinha ali.
Ricardo ainda uma vez concordou e os dois entraram na sala, quando o crepúsculo vinha devagar, muito vagaroso e lento, como se fosse um longo adeus saudoso do sol ao deixar a terra, pondo nas coisas a sua poesia dolente3 e a sua deliquescência4 .
Mal foi aceso o gás, o mestre de violão empunhou o instrumento, apertou as cravelhas, correu a escala, abaixando-se sobre ele como se o quisesse beijar. Tirou alguns acordes, para experimentar; e dirigiu-se ao discípulo, que já tinha o seu em posição:
— Vamos ver. Tire a escala, major.
(Triste fim de Policarpo Quaresma, 2010.)
1 lutulento: lamacento, lodoso.
2 olente: cheiroso, perfumado.
3 dolente: lamentosa, queixosa.
4 deliquescência: propriedade que certas substâncias têm de extrair água.
“Qual Borgonha! Qual Bordeaux! Temos no Sul muito melhores…” (4o parágrafo)
Mantendo a correção gramatical e o sentido original do texto, a palavra sublinhada pode ser substituída por:
1F6806EE-76 Português
Orações subordinadas adverbiais: Causal, Comparativa, Consecutiva, Concessiva, Condicional...UEA · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, para responder a questão
Ricardo agarrou o cálice com delicadeza e respeito, levou-o aos lábios e foi como se todo ele bebesse o licor nacional.
— Está bom, hein?— indagou o major.
— Magnífico — fez Ricardo, estalando os lábios.
— É de Angra. Agora tu vais ver que magnífico vinho do Rio Grande temos… Qual Borgonha! Qual Bordeaux! Temos no Sul muito melhores…
E o jantar correu assim, nesse tom. Quaresma exaltando os produtos nacionais: a banha, o toucinho e o arroz; a irmã fazia pequenas objeções e Ricardo dizia: “É, é, não há dúvida” — rolando nas órbitas os olhos pequenos, franzindo a testa diminuta que se sumia no cabelo áspero, forçando muito a sua fisionomia miúda e dura a adquirir uma expressão sincera de delicadeza e satisfação.
Acabado o jantar foram ver o jardim. Era uma maravilha; não tinha nem uma flor… Certamente não se podia tomar por tal míseros beijos-de-frade, palmas-de-santa-rita, quaresmas lutulentas1 , manacás melancólicos e outros belos exemplares dos nossos campos e prados. Como em tudo o mais, o major era em jardinagem essencialmente nacional. Nada de rosas, de crisântemos, de magnólias — flores exóticas; as nossas terras tinham outras mais belas, mais expressivas, mais olentes2 , como aquelas que ele tinha ali.
Ricardo ainda uma vez concordou e os dois entraram na sala, quando o crepúsculo vinha devagar, muito vagaroso e lento, como se fosse um longo adeus saudoso do sol ao deixar a terra, pondo nas coisas a sua poesia dolente3 e a sua deliquescência4 .
Mal foi aceso o gás, o mestre de violão empunhou o instrumento, apertou as cravelhas, correu a escala, abaixando-se sobre ele como se o quisesse beijar. Tirou alguns acordes, para experimentar; e dirigiu-se ao discípulo, que já tinha o seu em posição:
— Vamos ver. Tire a escala, major.
(Triste fim de Policarpo Quaresma, 2010.)
1 lutulento: lamacento, lodoso.
2 olente: cheiroso, perfumado.
3 dolente: lamentosa, queixosa.
4 deliquescência: propriedade que certas substâncias têm de extrair água.
No contexto em que está inserido, o trecho sublinhado expressa um tempo em: