Questões do ENEM: nível médio
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27.392 questões encontradas. Mostrando a página 194 de 1370.
AD31F207-FA Read the dialogue to answer.Doctor: Please, take your seat. What is your problem?Patient: Hello Doctor, please, can you give me your certificate?Doctor: Why?Patient: I took two weeks leave in my office. They asked meto get a “Doctor Certificate”.(Available in: https://pages2cool.blogspot.com.)We learn from the dialogue that:AD270815-FA Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade da Saúde e Ecologia Humana · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosO poema a seguir, de Vinicius de Moraes, publicado no livro “Antologia poética” (1954) remete ao ataque nuclear no final da Segunda Guerra Mundial.A rosa de HiroshimaPensem nas criançasMudas telepáticasPensem nas meninasCegas inexatasPensem nas mulheresRotas alteradasPensem nas feridasComo rosas cálidasMas oh não se esqueçamDa rosa da rosaDa rosa de HiroshimaA rosa hereditáriaA rosa radioativaEstúpida e inválidaA rosa com cirroseA antirrosa atômicaSem cor sem perfumeSem rosa, sem nada.(MORAES, Vinicius de. Poesia completa e prosa. São Paulo: Companhiadas Letras, 1992.)
Imagem da explosão da bomba atômica, que serve como tema para acomposição de Vinicius de Moraes.Comparando a imagem da explosão da bomba atômica com as imagens criadas pelo eu lírico em “A rosa de Hiroshima”, pode-se afirmar que:
AD2301B4-FA Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade da Saúde e Ecologia Humana · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosLeia a seguir alguns trechos do poema “Ode ao burguês” de Mário de Andrade, publicado na obra “Pauliceia desvairada” (1922).Ode ao burguêsEu insulto o burguês! O burguês-níquel,O burguês-burguês!A digestão bem-feita de São Paulo!O homem-curva! O homem-nádegas!O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,É sempre um cauteloso pouco-a-pouco![...]Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!Oh! purée de batatas morais!Oh! cabelos nas ventas! Oh! carecas!Ódio aos temperamentos regulares!Ódio aos relógios musculares! Morte e infâmia!Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,Sempiternamente as mesmices convencionais!De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Ela!Dois a dois! Primeira posição! Marcha!Todos para a Central do meu rancor inebriante
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!Morte ao burguês de giolhos,cheirando religião e que não crê em Deus!Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!Ódio fundamento, sem perdão!Fora! Fu! Fora o bom burguês!...Em relação ao poema, indique V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.( ) O título demonstra, após a leitura do poema, a intenção crítica do eu lírico diante do elemento “burguês”.( ) A expressão “burguês-níquel” demonstra a importância que o eu lírico concede ao dinheiro, ao materialismo.( ) As características quanto ao tema e ao estilo apresentados tornam o poema um exemplo da literatura da primeira fase do Modernismo no Brasil.( ) A preocupação com o emprego constante de conectores lógicos demonstra o cuidado com o uso da linguagem, característica marcante da primeira fase modernista.A sequência está correta em
AD1C004D-FA Literatura
BarrocoFaculdade da Saúde e Ecologia Humana · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o soneto de Gregório de Matos.Aos afetos, e lágrimas derramadas na ausência da dama aquem queria bemArdor em firme coração nascido;Pranto por belos olhos derramado;Incêndio em mares de água disfarçado;Rio de neve em fogo convertido:Tu, que um peito abrasas escondido;Tu, que em um rosto corres desatado;Quando fogo, em cristais aprisionado;Quando cristal, em chamas derretido.Se és fogo, como passas brandamente,Se és neve, como queimas com porfia?Mas ai, que andou Amor em ti prudente!Pois para temperar a tirania,Como quis que aqui fosse a neve ardente,Permitiu parecesse a chama fria.
(MATOS, Gregório de. In: Wisnik, José Miguel [Sel. e org.]. Poemasescolhidos. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.)Analise as assertivas a seguir.I. As contradições, presentes no Barroco, demonstram sentimentos despertados no eu lírico.II. No fim do poema, os elementos que produzem as imagens opostas são fundidos havendo, assim, uma conciliação dos opostos.III. O interlocutor a quem o eu lírico se dirige no poema pode ser identificado como a própria dama a quem entregara seus sentimentos amorosos.IV. Trata-se de um soneto em versos decassílabos com a presença de rimas intercaladas demonstrando a organização dada aos poemas pelos poetas barrocos.Estão corretas apenas as afirmativas
AD1379BB-FA Português
Coesão e coerênciaFaculdade da Saúde e Ecologia Humana · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosVida pós-ZikaCom ajuda de mães, estudo descobre imunidade apóscontato com o vírus.Um estudo feito em parceria com 50 mães que tiveram Zika durante a gravidez concluiu que a maior parte delas — e de seus filhos — desenvolveu imunidade ao vírus. A descoberta, feita por pesquisadores da Fiocruz e do Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense, será apresentada hoje às mães.As mulheres, que participam da pesquisa voluntariamente, tiveram a infecção durante a gestação e são acompanhadas desde 2016, ao lado de seus filhos. Alguns deles nasceram com a síndrome da Zika Congênita, caracterizada principalmente pela microcefalia; outros têm alterações neurológicas, embora não possuam a síndrome; e o último grupo é assintomático.No Hospital Antônio Pedro, 36 profissionais fazem o acompanhamento clínico em que avaliam e estimulam o desenvolvimento das crianças, moradoras de Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí. Ali, coletam o sangue que é estudado por 22 cientistas da Fiocruz. Há três principais linhas de pesquisa, sendo a de maior impacto para a população a que resultou na descoberta sobre a imunidade.Segundo Luzia Maria de Oliveira Pinto, pesquisadora do Laboratório de Imunologia Viral do Instituto Oswaldo Cruz, que coordena os estudos, os dados finais ainda estão sendo concluídos, mas já se pode cravar que a maioria das pessoas pesquisadas desenvolveu, sim, imunidade ao vírus.Outros dois estudos estão sendo finalizados: um avalia se a intensidade da resposta inflamatória do organismo para combater o vírus na gravidez tem impacto no desfecho clínico do bebê; e o outro verifica se as células podem produzir proteínas e anticorpos contra o vírus.— Sem essas mães não conseguiríamos fazer as pesquisas. A consequência da infecção já aconteceu. Por isso é um ato que não vai ajudá-las diretamente, mas pode ajudar outras famílias, até porque podem ocorrer novas epidemias — enfatiza a pesquisadora.Mesmo sem poder se beneficiar diretamente do impacto das pesquisas, nenhuma mãe atendida pelo Hospital Antônio Pedro se recusou a colaborar com os cientistas.— Por isso quisemos dar uma resposta a elas, mostrar: “olha como vocês contribuíram para a ciência”. A maioria dessas mães era produtiva, tinha emprego, e tudo mudou completamente. A vida delas é dedicada às crianças. Levam os filhos de duas a três vezes por semana para estimulação com fisioterapia, psicologia, fonoaudióloga… São lutadoras — afirma a coordenadora do projeto, Claudete Araújo Cardoso, infectologista pediátrica da Faculdade de Medicina da UFF.A pesquisadora conta ainda que pretende acompanhar os casos até os bebês crescerem:— Essas crianças vão ter que continuar sendo estimuladas. Como protocolo de pesquisa, o Ministério da Saúde orienta acompanhá-las por três anos, e decidimos acompanhar por cinco. Mas vou acompanhá-las até virarem adultas.Na mesma semana em que descobriu que estava grávida, manchas vermelhas apareceram no corpo de Kamila Mitidieri, de 23 anos. Era Zika. Sophia nasceu com a síndrome. Agora tem 2 anos e 9 meses e faz fisioterapia motora e respiratória e frequenta a fonoaudióloga.— Ela está se desenvolvendo bem melhor. Aprendeu até a falar “mãe”. Eu sempre soube que ela precisaria de um cuidado maior do que uma criança que não tem nada. Há três meses consegui um emprego, mas tive que sair porque a dona do salão não aceitava que eu levasse minha filha ao médico.Apesar das dificuldades do dia a dia, ela não hesita em ajudar nas pesquisas e enfrenta seus temores:— Realmente eu odeio tirar sangue, mas toda vez que me pedem eu tiro. Tenho vontade de ter outro filho, mas tenho medo.Logo depois que Elisangela Patricia, de 37 anos, recebeu o diagnóstico de Zika, descobriu que estava grávida. Na hora, os médicos disseram que seu filho teria microcefalia, mas não foi o que aconteceu. Ele nasceu sem sintomas, mas, com o passar do tempo, alterações foram sendo descobertas. Samuel Travassos, de 2 anos e 10 meses, tem pequenos cistos no cérebro, atraso no desenvolvimento e suspeita de autismo.— Fico com ele o tempo todo, 24 horas por dia. É cansativo, não consigo cuidar de mim, tenho pressão alta e bronquite, mas ele precisa mais que eu. É grudado em mim, toma meu tempo todo, mas eu sempre participo de tudo. Se dizem que tem uma pesquisa, eu ajudo, mesmo não sabendo o que é. Tem que estudar, que pesquisar. Eles ajudam a gente, e a gente ajuda eles.(TATSCH, Constança. O Globo. 05 de outubro de 2019.)A expressão destacada em “Mesmo sem poder se beneficiar diretamente do impacto das pesquisas, nenhuma mãe atendida pelo Hospital Antônio Pedro se recusou a colaborar com os cientistas.” (7º§) NÃO pode ser substituída sem prejuízo semântico por:AD029BA5-FA Português
Coesão e coerênciaFaculdade da Saúde e Ecologia Humana · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosVida pós-ZikaCom ajuda de mães, estudo descobre imunidade apóscontato com o vírus.Um estudo feito em parceria com 50 mães que tiveram Zika durante a gravidez concluiu que a maior parte delas — e de seus filhos — desenvolveu imunidade ao vírus. A descoberta, feita por pesquisadores da Fiocruz e do Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense, será apresentada hoje às mães.As mulheres, que participam da pesquisa voluntariamente, tiveram a infecção durante a gestação e são acompanhadas desde 2016, ao lado de seus filhos. Alguns deles nasceram com a síndrome da Zika Congênita, caracterizada principalmente pela microcefalia; outros têm alterações neurológicas, embora não possuam a síndrome; e o último grupo é assintomático.No Hospital Antônio Pedro, 36 profissionais fazem o acompanhamento clínico em que avaliam e estimulam o desenvolvimento das crianças, moradoras de Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí. Ali, coletam o sangue que é estudado por 22 cientistas da Fiocruz. Há três principais linhas de pesquisa, sendo a de maior impacto para a população a que resultou na descoberta sobre a imunidade.Segundo Luzia Maria de Oliveira Pinto, pesquisadora do Laboratório de Imunologia Viral do Instituto Oswaldo Cruz, que coordena os estudos, os dados finais ainda estão sendo concluídos, mas já se pode cravar que a maioria das pessoas pesquisadas desenvolveu, sim, imunidade ao vírus.Outros dois estudos estão sendo finalizados: um avalia se a intensidade da resposta inflamatória do organismo para combater o vírus na gravidez tem impacto no desfecho clínico do bebê; e o outro verifica se as células podem produzir proteínas e anticorpos contra o vírus.— Sem essas mães não conseguiríamos fazer as pesquisas. A consequência da infecção já aconteceu. Por isso é um ato que não vai ajudá-las diretamente, mas pode ajudar outras famílias, até porque podem ocorrer novas epidemias — enfatiza a pesquisadora.Mesmo sem poder se beneficiar diretamente do impacto das pesquisas, nenhuma mãe atendida pelo Hospital Antônio Pedro se recusou a colaborar com os cientistas.— Por isso quisemos dar uma resposta a elas, mostrar: “olha como vocês contribuíram para a ciência”. A maioria dessas mães era produtiva, tinha emprego, e tudo mudou completamente. A vida delas é dedicada às crianças. Levam os filhos de duas a três vezes por semana para estimulação com fisioterapia, psicologia, fonoaudióloga… São lutadoras — afirma a coordenadora do projeto, Claudete Araújo Cardoso, infectologista pediátrica da Faculdade de Medicina da UFF.A pesquisadora conta ainda que pretende acompanhar os casos até os bebês crescerem:— Essas crianças vão ter que continuar sendo estimuladas. Como protocolo de pesquisa, o Ministério da Saúde orienta acompanhá-las por três anos, e decidimos acompanhar por cinco. Mas vou acompanhá-las até virarem adultas.Na mesma semana em que descobriu que estava grávida, manchas vermelhas apareceram no corpo de Kamila Mitidieri, de 23 anos. Era Zika. Sophia nasceu com a síndrome. Agora tem 2 anos e 9 meses e faz fisioterapia motora e respiratória e frequenta a fonoaudióloga.— Ela está se desenvolvendo bem melhor. Aprendeu até a falar “mãe”. Eu sempre soube que ela precisaria de um cuidado maior do que uma criança que não tem nada. Há três meses consegui um emprego, mas tive que sair porque a dona do salão não aceitava que eu levasse minha filha ao médico.Apesar das dificuldades do dia a dia, ela não hesita em ajudar nas pesquisas e enfrenta seus temores:— Realmente eu odeio tirar sangue, mas toda vez que me pedem eu tiro. Tenho vontade de ter outro filho, mas tenho medo.Logo depois que Elisangela Patricia, de 37 anos, recebeu o diagnóstico de Zika, descobriu que estava grávida. Na hora, os médicos disseram que seu filho teria microcefalia, mas não foi o que aconteceu. Ele nasceu sem sintomas, mas, com o passar do tempo, alterações foram sendo descobertas. Samuel Travassos, de 2 anos e 10 meses, tem pequenos cistos no cérebro, atraso no desenvolvimento e suspeita de autismo.— Fico com ele o tempo todo, 24 horas por dia. É cansativo, não consigo cuidar de mim, tenho pressão alta e bronquite, mas ele precisa mais que eu. É grudado em mim, toma meu tempo todo, mas eu sempre participo de tudo. Se dizem que tem uma pesquisa, eu ajudo, mesmo não sabendo o que é. Tem que estudar, que pesquisar. Eles ajudam a gente, e a gente ajuda eles.(TATSCH, Constança. O Globo. 05 de outubro de 2019.)Considerando os mecanismos de coesão textual, indique a alternativa cuja indicação do referente em relação ao destacado NÃO está correta.ACFF2E11-FA Português
Concordância verbal, Concordância nominalFaculdade da Saúde e Ecologia Humana · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosVida pós-ZikaCom ajuda de mães, estudo descobre imunidade apóscontato com o vírus.Um estudo feito em parceria com 50 mães que tiveram Zika durante a gravidez concluiu que a maior parte delas — e de seus filhos — desenvolveu imunidade ao vírus. A descoberta, feita por pesquisadores da Fiocruz e do Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense, será apresentada hoje às mães.As mulheres, que participam da pesquisa voluntariamente, tiveram a infecção durante a gestação e são acompanhadas desde 2016, ao lado de seus filhos. Alguns deles nasceram com a síndrome da Zika Congênita, caracterizada principalmente pela microcefalia; outros têm alterações neurológicas, embora não possuam a síndrome; e o último grupo é assintomático.No Hospital Antônio Pedro, 36 profissionais fazem o acompanhamento clínico em que avaliam e estimulam o desenvolvimento das crianças, moradoras de Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí. Ali, coletam o sangue que é estudado por 22 cientistas da Fiocruz. Há três principais linhas de pesquisa, sendo a de maior impacto para a população a que resultou na descoberta sobre a imunidade.Segundo Luzia Maria de Oliveira Pinto, pesquisadora do Laboratório de Imunologia Viral do Instituto Oswaldo Cruz, que coordena os estudos, os dados finais ainda estão sendo concluídos, mas já se pode cravar que a maioria das pessoas pesquisadas desenvolveu, sim, imunidade ao vírus.Outros dois estudos estão sendo finalizados: um avalia se a intensidade da resposta inflamatória do organismo para combater o vírus na gravidez tem impacto no desfecho clínico do bebê; e o outro verifica se as células podem produzir proteínas e anticorpos contra o vírus.— Sem essas mães não conseguiríamos fazer as pesquisas. A consequência da infecção já aconteceu. Por isso é um ato que não vai ajudá-las diretamente, mas pode ajudar outras famílias, até porque podem ocorrer novas epidemias — enfatiza a pesquisadora.Mesmo sem poder se beneficiar diretamente do impacto das pesquisas, nenhuma mãe atendida pelo Hospital Antônio Pedro se recusou a colaborar com os cientistas.— Por isso quisemos dar uma resposta a elas, mostrar: “olha como vocês contribuíram para a ciência”. A maioria dessas mães era produtiva, tinha emprego, e tudo mudou completamente. A vida delas é dedicada às crianças. Levam os filhos de duas a três vezes por semana para estimulação com fisioterapia, psicologia, fonoaudióloga… São lutadoras — afirma a coordenadora do projeto, Claudete Araújo Cardoso, infectologista pediátrica da Faculdade de Medicina da UFF.A pesquisadora conta ainda que pretende acompanhar os casos até os bebês crescerem:— Essas crianças vão ter que continuar sendo estimuladas. Como protocolo de pesquisa, o Ministério da Saúde orienta acompanhá-las por três anos, e decidimos acompanhar por cinco. Mas vou acompanhá-las até virarem adultas.Na mesma semana em que descobriu que estava grávida, manchas vermelhas apareceram no corpo de Kamila Mitidieri, de 23 anos. Era Zika. Sophia nasceu com a síndrome. Agora tem 2 anos e 9 meses e faz fisioterapia motora e respiratória e frequenta a fonoaudióloga.— Ela está se desenvolvendo bem melhor. Aprendeu até a falar “mãe”. Eu sempre soube que ela precisaria de um cuidado maior do que uma criança que não tem nada. Há três meses consegui um emprego, mas tive que sair porque a dona do salão não aceitava que eu levasse minha filha ao médico.Apesar das dificuldades do dia a dia, ela não hesita em ajudar nas pesquisas e enfrenta seus temores:— Realmente eu odeio tirar sangue, mas toda vez que me pedem eu tiro. Tenho vontade de ter outro filho, mas tenho medo.Logo depois que Elisangela Patricia, de 37 anos, recebeu o diagnóstico de Zika, descobriu que estava grávida. Na hora, os médicos disseram que seu filho teria microcefalia, mas não foi o que aconteceu. Ele nasceu sem sintomas, mas, com o passar do tempo, alterações foram sendo descobertas. Samuel Travassos, de 2 anos e 10 meses, tem pequenos cistos no cérebro, atraso no desenvolvimento e suspeita de autismo.— Fico com ele o tempo todo, 24 horas por dia. É cansativo, não consigo cuidar de mim, tenho pressão alta e bronquite, mas ele precisa mais que eu. É grudado em mim, toma meu tempo todo, mas eu sempre participo de tudo. Se dizem que tem uma pesquisa, eu ajudo, mesmo não sabendo o que é. Tem que estudar, que pesquisar. Eles ajudam a gente, e a gente ajuda eles.(TATSCH, Constança. O Globo. 05 de outubro de 2019.)Em “[...] que a maior parte delas — e de seus filhos — desenvolveu imunidade ao vírus.” (1º§), afirma-se corretamente que:ACFA87FF-FA Português
Interpretação de TextosFaculdade da Saúde e Ecologia Humana · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosVida pós-ZikaCom ajuda de mães, estudo descobre imunidade apóscontato com o vírus.Um estudo feito em parceria com 50 mães que tiveram Zika durante a gravidez concluiu que a maior parte delas — e de seus filhos — desenvolveu imunidade ao vírus. A descoberta, feita por pesquisadores da Fiocruz e do Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense, será apresentada hoje às mães.As mulheres, que participam da pesquisa voluntariamente, tiveram a infecção durante a gestação e são acompanhadas desde 2016, ao lado de seus filhos. Alguns deles nasceram com a síndrome da Zika Congênita, caracterizada principalmente pela microcefalia; outros têm alterações neurológicas, embora não possuam a síndrome; e o último grupo é assintomático.No Hospital Antônio Pedro, 36 profissionais fazem o acompanhamento clínico em que avaliam e estimulam o desenvolvimento das crianças, moradoras de Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí. Ali, coletam o sangue que é estudado por 22 cientistas da Fiocruz. Há três principais linhas de pesquisa, sendo a de maior impacto para a população a que resultou na descoberta sobre a imunidade.Segundo Luzia Maria de Oliveira Pinto, pesquisadora do Laboratório de Imunologia Viral do Instituto Oswaldo Cruz, que coordena os estudos, os dados finais ainda estão sendo concluídos, mas já se pode cravar que a maioria das pessoas pesquisadas desenvolveu, sim, imunidade ao vírus.Outros dois estudos estão sendo finalizados: um avalia se a intensidade da resposta inflamatória do organismo para combater o vírus na gravidez tem impacto no desfecho clínico do bebê; e o outro verifica se as células podem produzir proteínas e anticorpos contra o vírus.— Sem essas mães não conseguiríamos fazer as pesquisas. A consequência da infecção já aconteceu. Por isso é um ato que não vai ajudá-las diretamente, mas pode ajudar outras famílias, até porque podem ocorrer novas epidemias — enfatiza a pesquisadora.Mesmo sem poder se beneficiar diretamente do impacto das pesquisas, nenhuma mãe atendida pelo Hospital Antônio Pedro se recusou a colaborar com os cientistas.— Por isso quisemos dar uma resposta a elas, mostrar: “olha como vocês contribuíram para a ciência”. A maioria dessas mães era produtiva, tinha emprego, e tudo mudou completamente. A vida delas é dedicada às crianças. Levam os filhos de duas a três vezes por semana para estimulação com fisioterapia, psicologia, fonoaudióloga… São lutadoras — afirma a coordenadora do projeto, Claudete Araújo Cardoso, infectologista pediátrica da Faculdade de Medicina da UFF.A pesquisadora conta ainda que pretende acompanhar os casos até os bebês crescerem:— Essas crianças vão ter que continuar sendo estimuladas. Como protocolo de pesquisa, o Ministério da Saúde orienta acompanhá-las por três anos, e decidimos acompanhar por cinco. Mas vou acompanhá-las até virarem adultas.Na mesma semana em que descobriu que estava grávida, manchas vermelhas apareceram no corpo de Kamila Mitidieri, de 23 anos. Era Zika. Sophia nasceu com a síndrome. Agora tem 2 anos e 9 meses e faz fisioterapia motora e respiratória e frequenta a fonoaudióloga.— Ela está se desenvolvendo bem melhor. Aprendeu até a falar “mãe”. Eu sempre soube que ela precisaria de um cuidado maior do que uma criança que não tem nada. Há três meses consegui um emprego, mas tive que sair porque a dona do salão não aceitava que eu levasse minha filha ao médico.Apesar das dificuldades do dia a dia, ela não hesita em ajudar nas pesquisas e enfrenta seus temores:— Realmente eu odeio tirar sangue, mas toda vez que me pedem eu tiro. Tenho vontade de ter outro filho, mas tenho medo.Logo depois que Elisangela Patricia, de 37 anos, recebeu o diagnóstico de Zika, descobriu que estava grávida. Na hora, os médicos disseram que seu filho teria microcefalia, mas não foi o que aconteceu. Ele nasceu sem sintomas, mas, com o passar do tempo, alterações foram sendo descobertas. Samuel Travassos, de 2 anos e 10 meses, tem pequenos cistos no cérebro, atraso no desenvolvimento e suspeita de autismo.— Fico com ele o tempo todo, 24 horas por dia. É cansativo, não consigo cuidar de mim, tenho pressão alta e bronquite, mas ele precisa mais que eu. É grudado em mim, toma meu tempo todo, mas eu sempre participo de tudo. Se dizem que tem uma pesquisa, eu ajudo, mesmo não sabendo o que é. Tem que estudar, que pesquisar. Eles ajudam a gente, e a gente ajuda eles.(TATSCH, Constança. O Globo. 05 de outubro de 2019.)Quanto aos interlocutores do texto em análise pode-se afirmar que:3F4ED0FC-F9 Inglês
Sinônimos | SynonymsUFRGS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosInstrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.
Adapted from: SONTAG, Susan. Agaínstlnterpretatlon and Other Essays. Penguin ModernClassics, Straus and Giroux, 2009. p. 3-4.
The words advocates (I. 28), scrapped (I. 32) and accessory (I. 45) can be replaced, without change in meaning, by3F4AD633-F9 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUFRGS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosInstrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.
Adapted from: SONTAG, Susan. Agaínstlnterpretatlon and Other Essays. Penguin ModernClassics, Straus and Giroux, 2009. p. 3-4.
Consider the following statements.I -The word it(I. 22) refers to art(I. 21)II -The word lt (I. 39) refers to the defense of art (I. 39)III- The word its (I. 56) refers to art (I. 57)Which ones are correct?3F445D3C-F9 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUFRGS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosInstrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.
Adapted from: SONTAG, Susan. Agaínstlnterpretatlon and Other Essays. Penguin ModernClassics, Straus and Giroux, 2009. p. 3-4.
Consider the staternents about the uses of the word that in the following segments retrieved frorn the text.I - ln must have been that it was incantatory(I. 01-02), it belongs to the sarne word class as in that of the Greek philosophers (I. 04).II - ln that of the Greek phi/osophers (I. 04), it belongs to the sarne word class as in proposed that art was mlmesls, lmitation of reality (I. 04-05).III- ln must have been that lt was incantatory (I. 01-02), it belongs to the sarne word class as in proposed that art was mlmesls, lmitation of reality (I. 04-05).Which ones are correct?3F40D80E-F9 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUFRGS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosInstrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.
Adapted from: SONTAG, Susan. Agaínstlnterpretatlon and Other Essays. Penguin ModernClassics, Straus and Giroux, 2009. p. 3-4.
Mark the statements below with T (true) or F (false), according to the text.( ) Plato's theory suggests that the value of art is questionable.( ) Art has been expected to justify itself since people had their earliest experience with it.( ) Rather than seen as a representation of reality, art is nowadays regarded as a subjective expression by most artists.( ) The dichotomy between form and content does not prevail, regardless of the contemporary view of art as subjective expression.The sequence should read, from top to bottom,3F2435A2-F9 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUFRGS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosInstrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.
Adaptado de< https:/ /www.3quarksdaily.com/3quarksdaily / 2019 / 06/ dressed-by-shahidha-bari-andthe-pocket-two-books-on-thesecret-life-ofclothes.html>.Acesso em: 19 jul. 2019.
Assinale a alternativa que preenche adequadamente a lacuna da linha 33.3EECC951-F9 Literatura
Escolas LiteráriasUFRGS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosInstrução: A questão refere-se a obra Bagagem, de Adélia Prado.
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sabre poemas da obra.
( ) "Com licença poética" apresenta intertextualidade com a obra de Carlos Drummond de Andrade.
( ) "Sedução" trata do homem amado, prometido para o casamento.
( ) "Antes do nome" caracteriza-se como reflexão sobre o fazer poético.
( ) "Pascoa" caracteriza a velhice.
A sequencia correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, e
3EE862C6-F9 Literatura
Escolas LiteráriasUFRGS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosInstrução: A questão refere-se a obra Bagagem, de Adélia Prado.Leia as seguintes afirmações sobre o poema "Ensinamento".I - O sujeito Iírico mostra que o sentimento e revelado pelas ações das pessoas.II - A cena recuperada mostra o gesto de amor da mãe para com o pai.III- O ensinamento do poema e que o amor e mais importante do que a instrução.Quais estão corretas?
3EE05667-F9 Literatura
Escolas LiteráriasUFRGS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosLeia os segmentos abaixo do ensaio A nova narrativa, de Antônio Candido, sobre a ficção brasileira a partir da década de 1960.O esforço do escritor atual e inverso. Ele deseja apagar as distancias sociais, identificando-se com a matéria popular. Por isso usa a primeira pessoa como recurso para confundir autor e personagem, adotando uma espécie de discurso direto permanente e desconvencionalizado, que permite fusão maior que a do indireto livre. Esta abdicação estilística e um traço da maior importância na atual ficção brasileira.[ ... ]Este animo de experimentar e renovar talvez enfraqueça a ambição criadora, porque se concentra no pequeno fazer de cada texto. Daí o abandono dos grandes projetos de antanho. [ ... ] O ímpeto narrativo se atomiza e a unidade ideal acaba sendo o canto, a crônica, o sketch, que permitem manter a tensão difícil da violência, do insólito ou da visão fulgurante.Considere as seguintes afirmações.I - O autor procura justificar a tendência crescente de romances brasileiros narrados em primeira pessoa, que se verifica ate hoje.II - Os "grandes projetos" podem ser exemplificados em obras como o Cicio da cana-de-açúcar, de Jose Lins do Rego, como os Romances da Bahia, de Jorge Amado, como O tempo e o vento, de Erico Verissimo.III- O autor procura justificar a emergência de narrativas curtas no Brasil, coma o canto e a crônica.Quais estão corretas?
3ED2C73A-F9 Literatura
Escolas LiteráriasUFRGS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosInstrução: A questão refere-se à obra Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus.
Leia os fragmentos abaixo.
Quando eu fui catar papel encontrei um preto. Estava rasgado e sujo que dava pena. Nos seus trajes rôtos êle podia representar-se como diretor do sindicato dos miseráveis.
2 de maio de 1958 [ ... ] Passei o dia catando papel. A noite meus pés doíam tanto que eu não podia andar.
14 de junho ... Esta chovendo. Eu não posso ir catar papel. O dia que chove eu sou mendiga.
3 de maio ... Fui na feira da Rua. Carlos de Campos, catar qualquer coisa.
Depois fui catar lenha. Parece que vim ao mundo predestinada a catar. Só não cato a felicidade.
Considere as seguintes afirmac;6es sabre a ac;ao de "catar".
I - Relaciona-se ao título da obra, uma vez que Quarto de despejo serve de metáfora a situação da própria personagem, que vive na favela como um objeto descartado.
II - Associa-se a atividade da escritora, que recolhe da experiência de viver do lixo a própria matéria para a sua criação literária.
III- Refere-se a descoberta dos diários de Carolina pelo jornalista Audálio Dantas, graças ao qual ela se torna uma escritora de grande sucesso editorial, condição que lhe garante sustentabilidade financeira e saída definitiva da miséria.
Quais estão corretas?
3EC86ED7-F9 Literatura
Escolas LiteráriasUFRGS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosInstrução: A questão refere-se a obra São Bernardo, de Graciliano Ramos.Assinale a alternativa correta a respeito do romance.
3EC06948-F9 Literatura
BarrocoUFRGS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosNo bloco superior abaixo, estão listados movimentos literários brasileiros; no inferior, características desses movimentos.Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.1. Barraco2. Romantismo3. Modernismo( ) Utiliza manifestos coma grande meio de divulgação das intenções estéticas e ideol6gicas.( ) Caracteriza-se como retorno a uma intensa religiosidade.( ) Procura configurar os dilemas e as contradições do ser humano.( ) Busca a identidade nacional coma temática, mantendo a forma conforme o padrão europeu.A sequencia correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, e
3EB346A5-F9 Literatura
Escolas LiteráriasUFRGS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosInstrução: As questão refere-se a obra de Machado de Assis.
Em Papéis avulsos, há pouca ação, predominando exposição de doutrinas sobre o comportamento humano, por meio do dialogo ou da fala de um personagem que assume a narração.
Esse recurso formal pode ser observado em