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Questões do ENEM: nível difícil

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Resultados

9.777 questões encontradas. Mostrando a página 218 de 489.

  • E9FAB3F6-B3

    Conhecimentos Gerais

    Guerras, Conflitos e Terrorismo
    IF-MT · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A Guerra do Contestado (1912-1916) foi deflagrada por monarquistas, que viam a República como um “regime diabólico” e, em suas elucubrações, eles acreditavam no retorno do monarca:
    Escolha uma alternativa para a questão e9fab3f6-b3
  • E9C0C4C4-B3

    Física

    Circuitos Elétricos e Leis de Kirchhoff
    IF-MT · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A figura abaixo representa o esquema de um transformador abaixador, com a razão N1 / N2 igual a 10 (dez), utilizado para diminuir a tensão elétrica, fornecida a um circuito.
    Imagem da questão de Física, IF-MT 2016, Circuitos Elétricos e Leis de Kirchhoff
    Um usuário do circuito utiliza uma bateria de veículo (portanto tensão contínua) e alimenta o primário do transformador (V1) com uma tensão elétrica de 12 V. Considerando que o circuito suporte a tensão aplicada e que a condição de transitoriedade do circuito esteja superada, pode-se afirmar em relação à tensão V2 que:
    Escolha uma alternativa para a questão e9c0c4c4-b3
  • E9A7214C-B3

    Matemática

    Função de 2º Grau ou Função Quadrática e Inequações
    IF-MT · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Abaixo têm-se os gráficos das funções quadráticas f e g.


    Figura 1 de 5 da questão de Matemática, IF-MT 2016, Função de 2º Grau ou Função Quadrática e Inequações


    Sejam Figura 2 de 5 da questão de Matemática, IF-MT 2016, Função de 2º Grau ou Função Quadrática e Inequaçõese Figura 3 de 5 da questão de Matemática, IF-MT 2016, Função de 2º Grau ou Função Quadrática e Inequaçõessabendo-se que a função f(x) intercepta o eixo das abscissas nos pontos  Figura 4 de 5 da questão de Matemática, IF-MT 2016, Função de 2º Grau ou Função Quadrática e Inequaçõesnos pontos (1,0) e Figura 5 de 5 da questão de Matemática, IF-MT 2016, Função de 2º Grau ou Função Quadrática e Inequaçõestemos que g(2)=5. Se g(x) assume valor máximo quando x=xm , conclui-se que xq é o valor do parâmetro e c na função de g(x) são iguais a

    Escolha uma alternativa para a questão e9a7214c-b3
  • E99029C9-B3

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-MT · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, IF-MT 2016, Interpretação de Textos

    A QUESTÃO REFERE-SE AO TEXTO II.

    A partir do enunciado verbal “Por favor, cumé mesmo aquela história de “Imagem e semelhança”? analise as afirmativas abaixo.

    I. A pergunta feita pelo personagem mostra que ele se preocupa em aprofundar os seus conhecimentos bíblicos.

    II. O morador de rua se considera imagem e semelhança do religioso. Isso se comprova pelas imagens verbal e não verbal.

    III. O personagem, ironicamente, questiona o religioso que prega a crença de que todos os seres humanos são criaturas semelhantes a Deus. No contexto da charge, é difícil aceitar essa interpretação.

    IV. Essa pergunta representa a diferença existente apenas no aspecto religioso

    Está correto o que se afirma em 




    Escolha uma alternativa para a questão e99029c9-b3
  • E98141C4-B3

    Português

    Coesão e coerência
    IF-MT · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, IF-MT 2016, Coesão e coerência

    A QUESTÃO REFERE-SE AO TEXTO I.

    Em “Cada qual sentia pelo outro um profundo desprezo, que pouco a pouco se foi transformando em repugnância completa,” (1º parágrafo) o termo sublinhado se remete
    Escolha uma alternativa para a questão e98141c4-b3
  • E97904FF-B3

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-MT · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, IF-MT 2016, Interpretação de Textos

    A QUESTÃO REFERE-SE AO TEXTO I.

    Assinale a alternativa que não retrata a cena acima.
    Escolha uma alternativa para a questão e97904ff-b3
  • A6590C5A-B2

    Filosofia

    Filosofia e a Grécia Antiga
    Universidade de Pernambuco · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir sobre a Filosofia e a Ética.

    Imagem da questão de Filosofia, Universidade de Pernambuco 2016, Filosofia e a Grécia Antiga

    Toda a obra de Platão tem um profundo sentido ético. Três poderiam ser os eixos centrais, que comandam a ética platônica: primeiro, a justiça na ordem individual e social; segundo, a transcendência do Bem; terceiro, as virtudes humanas e a ordem política presididas pela justiça.

    PEGORARO, Olinto. Ética dos maiores mestres através da história. Petrópolis: Vozes, 2006, p. 25-26. (Adaptado).

    O autor acima demarca alguns pontos singulares dos temas centrais da ética de Platão. Sobre esse assunto, é CORRETO afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão a6590c5a-b2
  • A6463361-B2

    Filosofia

    O Sujeito Moderno
    Universidade de Pernambuco · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre o tema Paradigma da Modernidade, analise o texto a seguir:

    Imagem da questão de Filosofia, Universidade de Pernambuco 2016, O Sujeito Moderno

    Os trabalhos de Galileu e Descartes significam, para além de um simples progresso do conhecimento, uma radical mudança de perspectiva sobre o homem e o mundo: passamos da noção de um Cosmos hierarquizado de regiões distintas à de um Universo infinito e homogêneo, no qual a ciência, no sentido moderno, se manifesta.

    JAPIASSU, Hilton. Como Nasceu a Ciência Moderna. Rio de Janeiro: Imago, p. 11, 2007.

    O autor retrata alguns tópicos sobre as mudanças no âmbito da Ciência Moderna. Com relação a essa temática, é CORRETO afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão a6463361-b2
  • A64330A9-B2

    Filosofia

    A Política
    Universidade de Pernambuco · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir sobre o Pensamento Ético-político:

    O que enaltece e enobrece a política de Platão é que ela, no fundo, quer uma só coisa: uma sociedade e um cidadão justos, ou seja, a harmonia social alcançada pela perfeição moral dos cidadãos. É evidente que até hoje lutamos para realizar essas metas, não mais no restrito âmbito de uma polis grega, mas no mundo globalizado.

    PEGORARO, Olinto. Ética dos maiores mestres através da história. Petrópolis: Vozes, 2006, p. 35.

    Na citação acima, o autor retrata a significância do pensamento ético-político como fundamento para uma sociedade justa. Essa linha de pensamento expressa que
    Escolha uma alternativa para a questão a64330a9-b2
  • A617502B-B2

    Matemática

    Função de 2º Grau ou Função Quadrática e Inequações
    Universidade de Pernambuco · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A parábola, representada na figura ao lado, é o esboço do gráfico de uma função quadrática f(x) = ax² + bx + c. Se a parábola y = 2 – f(x+3) tem vértice V = (p, q) e intersecta o eixo y no ponto P = (0, r), qual é o valor (p – q)/r?

    Imagem da questão de Matemática, Universidade de Pernambuco 2016, Função de 2º Grau ou Função Quadrática e Inequações
    Escolha uma alternativa para a questão a617502b-b2
  • A5E5EE68-B2

    Português

    Gêneros Textuais
    Universidade de Pernambuco · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 3

    Retrato de Novembro

    I
    Os trabalhadores protestam na rua,
    Excelência.
    Não me incomodam!
    Como?!
    Não vou sair para essas bandas!
    Querem avistar-se com Vossa Excelência.
    Não os conheço!
    Já estão a fazer barulho.
    Manda-os embora!
    Não abalam.
    Manda-os calar!

    Não nos escutam, Excelência.
    Bom, somos um país livre!
    Mas a gritaria vai-nos incomodar.
    Fecha as portas e as janelas!
    Mesmo assim os ouviremos.
    Tapa os ouvidos!
    Também não resulta, Excelência.
    Então, ignora-os!
    Como?!
    Finge que não existem!
    Vai ser difícil, Excelência.
    Mas não impossível!
    II
    E os massacres no Alentejo, Excelência?
    Oh nada de extraordinário a assinalar
    Senão os coveiros já teriam reclamado
    Horas suplementares!

    (Mário de Andrade)


    Texto 4

    Alerta

    Lá vem o lança-chamas
    Pega a garrafa de gasolina
    Atira
    Eles querem matar todo amor
    Corromper o polo
    Estancar a sede que eu tenho doutro ser
    Vem de flanco, de lado
    Por cima, por trás
    Atira
    Atira
    Resiste
    Defende
    De pé
    De pé
    De pé
    O futuro será de toda a humanidade
    (Oswald de Andrade)
    Acerca dos Textos 3 e 4, bem como dos seus autores e do contexto histórico e literário em que estão inscritos, analise as seguintes proposições.

    I. O Texto 3 é um poema em que o autor se revela comprometido com as causas sociais de seu tempo, e em que um eu lírico questionador faz vir à tona imagens da indiferença de quem está no poder, subjugando o oprimido.
    II. Mário de Andrade foi o autor de Macunaíma, cujo protagonista é um “herói sem nenhum caráter”, uma espécie de mito grego, nascido na selva amazônica que vai até São Paulo, em busca de um valioso talismã. Sobre o nascimento desse mito, confira o seguinte trecho: “No fundo do matovirgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite”.
    III. O Texto 4 é um poema, cujo eu lírico é um revolucionário, em luta por sua liberdade. A sua causa, isto é, o seu ideal, é a humanidade.
    IV.Para Oswald de Andrade, no seu Manifesto da Poesia Pau-brasil, “a poesia existe nos fatos”. Isso faz entender que ele conseguiu reunir, na sua poesia e na sua prosa, elementos para um olhar crítico sobre a realidade brasileira.

    Estão CORRETAS:
    Escolha uma alternativa para a questão a5e5ee68-b2
  • A5E2A3BF-B2

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade de Pernambuco · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2016, Coesão e coerência

    O início do século XX, compreendido entre 1902 a 1922, foi muito significativo para a fase de transição da literatura brasileira. As Vanguardas Europeias e a Semana de 1922 representaram mudanças importantíssimas no fazer artístico e literário, no Brasil. Acerca desse período, analise as proposições a seguir e assinale com V as Verdadeiras e com F as Falsas.

    ( ) O ano de 1902, marcado pela publicação de Os Sertões, de Euclides da Cunha, foi decisivo para a liberdade intelectual brasileira. Essa obra foi importante porque lançou, de um só golpe, a realidade brasileira até então disfarçada. Isso mantinha os escritores da época presos à visão europeia, em razão de sentimentos de inferioridade, motivados pelo status colonial vivenciado.
    ( ) O Futurismo, um dos movimentos de vanguarda, foi lançado por Marinetti. Tal movimento estético caracterizou-se mais por manifestos que por obras; assim, os futuristas exaltavam a vida moderna, cultuavam a máquina e a velocidade.
    ( ) Os romances de Lima Barreto têm muito de crônica, pois neles se encontram cenas do cotidiano, de jornal, sobre a vida burocrática, tudo numa linguagem fluente e sem muitas ambições. Isso pode ser percebido no seguinte trecho de sua obra Recordações do Escrivão Isaías Caminha: “Almocei, saí até à cidade próxima para fazer as minhas despedidas, jantei e, sempre, aquela visão doutoral que me não deixava”.
    ( ) Augusto dos Anjos é um poeta eloquente; assim, encontram-se, em sua obra, palavras do jargão científico e termos técnicos, que não podem ser ignorados, porque tais palavras fazem parte do contexto de produção do poeta. Pode-se conferir isso no seguinte trecho de seu poema A ideia: “Vem do encéfalo absconso que a constringe, / Chega em seguida às cordas do laringe, / Tísica, tênue, mínima, raquítica ...”
    ( ) A Semana de 22 ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo, nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922. A ideia da Semana era a de destruir, escandalizar e, especialmente, criticar. Acerca dessa postura, Aníbal Machado diz a seguinte frase: “Não sabemos definir o que queremos, mas sabemos discernir o que não queremos”.

    A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
    Escolha uma alternativa para a questão a5e2a3bf-b2
  • A5D28F3D-B2

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade de Pernambuco · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

    COMPREENDER O BRASIL É DIFÍCIL, MAS NÃO IMPOSSÍVEL

         Ouvimos muitos comentários de analistas sociais e também do senso comum (sobretudo) de que o grande mal do Brasil é o “jeitinho brasileiro”, que é atrelado à corrupção. Pois bem, a observação não é de todo errada, mas esconde outro truísmo aparente. Os males do Brasil enquanto nação e enquanto Estado assentam-se em dois pilares: o genocídio indígena e a escravidão africana.
         Advém daí o machismo e a cultura do estupro: as índias foram as primeiras a serem violentadas pelo colonizador europeu, o que acabou naturalizando essa abominável prática de invasão do corpo do outro, tempos depois aplicando-se o mesmo “método” no corpo da mulher negra e da mulher branca. Os escravocratas, em uma sociedade patriarcal, tornaram legítima também a decisão sobre o corpo da mulher, inclusive da sua esposa: bela, recatada e do lar, e da sua ama de leite (a mãe preta), cujo leite afro acalentava seu filho branco.
         Advém daí o racismo: o colonizador branco, com a chancela da religião cristã e da ciência, arrogou para si a superioridade racial branca, em detrimento do negro, do indígena e do asiático. Nem o questionável 13 de maio nem o estado democrático de direito superou isso. Isso é reproduzido hoje em nível societário. Quem mais morre nas periferias das cidades brasileiras são negros. Alguém cantou num passado recente “todo camburão tem um pouco de navio negreiro”.
         Advém daí o paternalismo: transplantamos para nossas relações humanas as antigas relações típicas de senhor escravo, não na acepção nietzschiana (moral do senhor/moral do escravo), mas na acepção eugênica herdada do darwinismo social de Spencer, que hierarquizou as raças, estando essas associadas ao processo civilizatório de aculturação do indígena, método descrito de forma primorosa por Alfredo Bosi em “As flechas do Sagrado”. Os jesuítas arrogaram para si a responsabilidade por “cuidar do indígena”, inculcando no colonizado a dependência contínua na esteira da “benevolência” mal intencionada. Mal sabiam os colonizadores que as etnias também negociavam, como enunciou Eduardo Viveiros de Castro em “A inconstância da alma selvagem”: os tupinambás jamais abriram mão do que lhes era essencial, a guerra.
         Advém daí o genocídio negro: desde 1982 até 2014 foram 1,2 milhões de negros mortos pela polícia nas periferias, dados da Anistia Internacional. O negro de hoje é o escravizado de ontem e o corpo reificado de anteontem. Na imprensa de hoje, a morte de um jovem branco de classe média suscita debates em torno da violência, ao passo que a morte de um negro é mais uma estatística. Do mesmo modo que a violência contra a mulher é naturalizada e contra a mulher negra duas vezes mais, pois aprendemos com a “globeleza” que o corpo negro feminino é o veículo do pecado e que o corpo feminino deve ser submetido à vontade do corpo masculino, estando apto desde sempre a servi-lo.
         Advém daí o genocídio indígena, ainda em curso. Ruralistas e posseiros o fazem à luz do dia no Norte e Centro-Oeste do país. A imprensa fala pouco, o silêncio cemiterial em torno do tema é um crime confesso, típico de quem consente porque se cala.
         Advém daí a corrupção, pois, no processo colonizatório, legitimou-se a prática de que tudo tem seu preço, quando até mesmo o corpo do outro poderia ser negociado, outrora o escravizado, tempos depois o trabalhador fabril, hoje qualquer alma vulnerável ao consumismo em busca de status.
         Resumo da ópera: a corrupção é um subciclo de dois ciclos maiores: genocídio e escravidão. Por isso esses dois temas interessam a todos os brasileiros. Enquanto não encararmos isso, não avançaremos como povo ou como nação.

    Victor Martins. Disponível em: http://www.circulopalmarino.org.br/2016/05/compreender-o-brasil-e-dificil-mas-nao-impossivel. Acesso em: 14/07/16. Adaptado.
    Quanto aos aspectos semânticos do vocabulário empregado no Texto 1, assinale a alternativa que identifica CORRETAMENTE o efeito de sentido obtido com o uso do termo destacado.
    Escolha uma alternativa para a questão a5d28f3d-b2
  • A5CC0E50-B2

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade de Pernambuco · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

    COMPREENDER O BRASIL É DIFÍCIL, MAS NÃO IMPOSSÍVEL

         Ouvimos muitos comentários de analistas sociais e também do senso comum (sobretudo) de que o grande mal do Brasil é o “jeitinho brasileiro”, que é atrelado à corrupção. Pois bem, a observação não é de todo errada, mas esconde outro truísmo aparente. Os males do Brasil enquanto nação e enquanto Estado assentam-se em dois pilares: o genocídio indígena e a escravidão africana.
         Advém daí o machismo e a cultura do estupro: as índias foram as primeiras a serem violentadas pelo colonizador europeu, o que acabou naturalizando essa abominável prática de invasão do corpo do outro, tempos depois aplicando-se o mesmo “método” no corpo da mulher negra e da mulher branca. Os escravocratas, em uma sociedade patriarcal, tornaram legítima também a decisão sobre o corpo da mulher, inclusive da sua esposa: bela, recatada e do lar, e da sua ama de leite (a mãe preta), cujo leite afro acalentava seu filho branco.
         Advém daí o racismo: o colonizador branco, com a chancela da religião cristã e da ciência, arrogou para si a superioridade racial branca, em detrimento do negro, do indígena e do asiático. Nem o questionável 13 de maio nem o estado democrático de direito superou isso. Isso é reproduzido hoje em nível societário. Quem mais morre nas periferias das cidades brasileiras são negros. Alguém cantou num passado recente “todo camburão tem um pouco de navio negreiro”.
         Advém daí o paternalismo: transplantamos para nossas relações humanas as antigas relações típicas de senhor escravo, não na acepção nietzschiana (moral do senhor/moral do escravo), mas na acepção eugênica herdada do darwinismo social de Spencer, que hierarquizou as raças, estando essas associadas ao processo civilizatório de aculturação do indígena, método descrito de forma primorosa por Alfredo Bosi em “As flechas do Sagrado”. Os jesuítas arrogaram para si a responsabilidade por “cuidar do indígena”, inculcando no colonizado a dependência contínua na esteira da “benevolência” mal intencionada. Mal sabiam os colonizadores que as etnias também negociavam, como enunciou Eduardo Viveiros de Castro em “A inconstância da alma selvagem”: os tupinambás jamais abriram mão do que lhes era essencial, a guerra.
         Advém daí o genocídio negro: desde 1982 até 2014 foram 1,2 milhões de negros mortos pela polícia nas periferias, dados da Anistia Internacional. O negro de hoje é o escravizado de ontem e o corpo reificado de anteontem. Na imprensa de hoje, a morte de um jovem branco de classe média suscita debates em torno da violência, ao passo que a morte de um negro é mais uma estatística. Do mesmo modo que a violência contra a mulher é naturalizada e contra a mulher negra duas vezes mais, pois aprendemos com a “globeleza” que o corpo negro feminino é o veículo do pecado e que o corpo feminino deve ser submetido à vontade do corpo masculino, estando apto desde sempre a servi-lo.
         Advém daí o genocídio indígena, ainda em curso. Ruralistas e posseiros o fazem à luz do dia no Norte e Centro-Oeste do país. A imprensa fala pouco, o silêncio cemiterial em torno do tema é um crime confesso, típico de quem consente porque se cala.
         Advém daí a corrupção, pois, no processo colonizatório, legitimou-se a prática de que tudo tem seu preço, quando até mesmo o corpo do outro poderia ser negociado, outrora o escravizado, tempos depois o trabalhador fabril, hoje qualquer alma vulnerável ao consumismo em busca de status.
         Resumo da ópera: a corrupção é um subciclo de dois ciclos maiores: genocídio e escravidão. Por isso esses dois temas interessam a todos os brasileiros. Enquanto não encararmos isso, não avançaremos como povo ou como nação.

    Victor Martins. Disponível em: http://www.circulopalmarino.org.br/2016/05/compreender-o-brasil-e-dificil-mas-nao-impossivel. Acesso em: 14/07/16. Adaptado.
    O autor do Texto 1 traz vários argumentos para a defesa de seus pontos de vista. Assinale a alternativa que sintetiza CORRETAMENTE um desses argumentos.
    Escolha uma alternativa para a questão a5cc0e50-b2
  • A5C7F7E3-B2

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade de Pernambuco · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

    COMPREENDER O BRASIL É DIFÍCIL, MAS NÃO IMPOSSÍVEL

         Ouvimos muitos comentários de analistas sociais e também do senso comum (sobretudo) de que o grande mal do Brasil é o “jeitinho brasileiro”, que é atrelado à corrupção. Pois bem, a observação não é de todo errada, mas esconde outro truísmo aparente. Os males do Brasil enquanto nação e enquanto Estado assentam-se em dois pilares: o genocídio indígena e a escravidão africana.
         Advém daí o machismo e a cultura do estupro: as índias foram as primeiras a serem violentadas pelo colonizador europeu, o que acabou naturalizando essa abominável prática de invasão do corpo do outro, tempos depois aplicando-se o mesmo “método” no corpo da mulher negra e da mulher branca. Os escravocratas, em uma sociedade patriarcal, tornaram legítima também a decisão sobre o corpo da mulher, inclusive da sua esposa: bela, recatada e do lar, e da sua ama de leite (a mãe preta), cujo leite afro acalentava seu filho branco.
         Advém daí o racismo: o colonizador branco, com a chancela da religião cristã e da ciência, arrogou para si a superioridade racial branca, em detrimento do negro, do indígena e do asiático. Nem o questionável 13 de maio nem o estado democrático de direito superou isso. Isso é reproduzido hoje em nível societário. Quem mais morre nas periferias das cidades brasileiras são negros. Alguém cantou num passado recente “todo camburão tem um pouco de navio negreiro”.
         Advém daí o paternalismo: transplantamos para nossas relações humanas as antigas relações típicas de senhor escravo, não na acepção nietzschiana (moral do senhor/moral do escravo), mas na acepção eugênica herdada do darwinismo social de Spencer, que hierarquizou as raças, estando essas associadas ao processo civilizatório de aculturação do indígena, método descrito de forma primorosa por Alfredo Bosi em “As flechas do Sagrado”. Os jesuítas arrogaram para si a responsabilidade por “cuidar do indígena”, inculcando no colonizado a dependência contínua na esteira da “benevolência” mal intencionada. Mal sabiam os colonizadores que as etnias também negociavam, como enunciou Eduardo Viveiros de Castro em “A inconstância da alma selvagem”: os tupinambás jamais abriram mão do que lhes era essencial, a guerra.
         Advém daí o genocídio negro: desde 1982 até 2014 foram 1,2 milhões de negros mortos pela polícia nas periferias, dados da Anistia Internacional. O negro de hoje é o escravizado de ontem e o corpo reificado de anteontem. Na imprensa de hoje, a morte de um jovem branco de classe média suscita debates em torno da violência, ao passo que a morte de um negro é mais uma estatística. Do mesmo modo que a violência contra a mulher é naturalizada e contra a mulher negra duas vezes mais, pois aprendemos com a “globeleza” que o corpo negro feminino é o veículo do pecado e que o corpo feminino deve ser submetido à vontade do corpo masculino, estando apto desde sempre a servi-lo.
         Advém daí o genocídio indígena, ainda em curso. Ruralistas e posseiros o fazem à luz do dia no Norte e Centro-Oeste do país. A imprensa fala pouco, o silêncio cemiterial em torno do tema é um crime confesso, típico de quem consente porque se cala.
         Advém daí a corrupção, pois, no processo colonizatório, legitimou-se a prática de que tudo tem seu preço, quando até mesmo o corpo do outro poderia ser negociado, outrora o escravizado, tempos depois o trabalhador fabril, hoje qualquer alma vulnerável ao consumismo em busca de status.
         Resumo da ópera: a corrupção é um subciclo de dois ciclos maiores: genocídio e escravidão. Por isso esses dois temas interessam a todos os brasileiros. Enquanto não encararmos isso, não avançaremos como povo ou como nação.

    Victor Martins. Disponível em: http://www.circulopalmarino.org.br/2016/05/compreender-o-brasil-e-dificil-mas-nao-impossivel. Acesso em: 14/07/16. Adaptado.
    Do ponto de vista temático, o Texto 1 se constrói tendo como foco a abordagem
    Escolha uma alternativa para a questão a5c7f7e3-b2
  • 6102E811-B2

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
               Nasceu o dia e expirou.
              Já brilha na cabana de Araquém o fogo, companheiro da noite. Correm lentas e silenciosas no azul do céu, as estrelas, filhas da lua, que esperam a volta da mãe ausente.
             Martim se embala docemente; e como a alva rede que vai e vem, sua vontade oscila de um a outro pensamento. Lá o espera a virgem loura dos castos afetos; aqui lhe sorri a virgem morena dos ardentes amores.
           Iracema recosta-se langue ao punho da rede; seus olhos negros e fúlgidos, ternos olhos de sabiá, buscam o estrangeiro, e lhe entram n’alma. O cristão sorri; a virgem palpita; como o saí, fascinado pela serpente, vai declinando o lascivo talhe, que se debruça enfim sobre o peito do guerreiro.

    José de Alencar, Iracema.

    Atente para as seguintes afirmações, extraídas e adaptadas de um estudo do crítico Augusto Meyer sobre José de Alencar:



    I. “Nesta obra, assim como nos ‘poemas americanos’ dos nossos poetas, palpita um sentimento sincero de distância poética e exotismo, de coisa notável por estranha para nós, embora a rotulemos como nativa.”

    II. “Mais do que diante de um relato, estamos diante de um poema, cujo conteúdo se concentra a cada passo na magia do ritmo e na graça da imagem.”

    III. “O tema do bom selvagem foi, neste caso, aproveitado para um romance histórico, que reproduz o enredo típico das narrativas de capa e espada, oriundas da novela de cavalaria.”


    É compatível com o trecho de Iracema aqui reproduzido, considerado no contexto dessa obra, o que se afirma em

    Escolha uma alternativa para a questão 6102e811-b2
  • D1D4C530-B2

    Sociologia

    O processo de socialização
    Universidade Estadual do Norte do Paraná · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia os textos a seguir e responda à questão.

    No processo de identificação, os indivíduos exteriorizam seu próprio ser no mundo social e interiorizam este último como realidade objetiva, de forma simultânea. A identificação é objetivamente definida como localização em certo mundo e só pode ser subjetivamente apropriada juntamente com esse mundo.
    (Adaptado de: BERGER, P. L.; LUCKMANN, T. A construção da realidade: tratado de sociologia do conhecimento. Petrópolis: Vozes, 1976. p.173 e p.177.)

    Desde o nascimento, a criança desenvolve uma interação não apenas com o próprio corpo e o ambiente físico, mas também com outros seres humanos. A biografia do indivíduo é a história de suas relações com outras pessoas, grupos e instituições. A esse processo contínuo, a sociologia denomina de socialização.
    (Adaptado de: BERGER, P. L.; BERGER, B. Socialização: como ser um membro da sociedade. In. FORACCHI, M. M.; MARTINS, J. S. Sociologia e Sociedade: leituras de introdução à sociologia. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1978. p.200-214.)
    Com base nos textos e nos conhecimentos sociológicos do interacionismo simbólico sobre o processo de identificação e de socialização, considere as afirmativas a seguir.

    I. O processo de identificação individual e social é constituído através do processo de socialização e de interações com os “outros significativos” e com o “outro generalizado”.
    II. Uma fase decisiva da socialização é quando o que é real “fora” se identifica ao que é real “dentro”, podendo a realidade objetiva ser traduzida em realidade subjetiva e vice-versa.
    III. Tanto a socialização primária como a secundária liga o indivíduo aos sistemas de identificação mais gerais da sociedade e para além das situações imediatas e próximas.
    IV. A imposição e a coerção dos valores, no processo de socialização, evitam os conflitos geracionais e as crises entre os sistemas de identificação individual e social.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão d1d4c530-b2
  • D16F9EB2-B2

    Biologia

    Hereditariedade e diversidade da vida
    Universidade Estadual do Norte do Paraná · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Para o cruzamento de plantas de trigo, foram escolhidos, na geração parental, indivíduos que produzem sementes vermelho-escuras (genéotipo AABB) e indivíduos que produzem sementes brancas (genótipo aabb). O resultado do cruzamento dos indivíduos parentais resultou em uma F1 com 100% de indivíduos que produziam sementes vermelhas (genótipo AaBb). Sabendo que se trata de um caso de herança poligênica (ou quantitativa), assinale a alternativa que apresenta, corretamente, as possíveis cores das sementes da geração F2 que resultou do cruzamento de indivíduos de genótipo AaBb.
    Escolha uma alternativa para a questão d16f9eb2-b2
  • D167EDCD-B2

    Química

    Equilíbrio Químico
    Universidade Estadual do Norte do Paraná · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    A força dos ácidos pode ser considerada como um parâmetro que mede a quantidade de íons H+ liberados para solução quando diluídos em água.

    Sobre a força dos ácidos, o grau de ionização e o cálculo do pH, relacione a coluna da esquerda com a da direita.

    (I) CH3COOH (Ka = 1,80×10−5 )
    (II) HCℓ (Ka = 1,00×107)
    (III) HF (Ka = 6,70×10−4)
    (IV) HCN (Ka = 4,90×10−10)
    (V) HNO2 (Ka = 6,09×10−6)


    (A) Possui o menor grau de ionização.
    (B) É o ácido mais forte.
    (C) Se a concentração do ácido for 1,50 mol/L, o pH da solução será, aproxidamente, de 2,50.
    (D) Se a concentração do ácido for 1,50 mol/L, o pH da solução será, aproxidamente, de 2,30.
    (E) Se o ácido está 2% ionizado, a sua concentração é, aproximadamente, de 1,70 mol/L.

    Assinale a alternativa que contém a associação correta.
    Escolha uma alternativa para a questão d167edcd-b2