Questões do ENEM: nível difícil
Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.
- Filtrando por
- DifícilRemover este filtro
Resultados
9.777 questões encontradas. Mostrando a página 273 de 489.
C1D33B39-F9 É cognato da palavra “negócio”, o vocábulo:
C1D01D92-F9 Português
Estrutura das Palavras: Radical, Desinência, Prefixo e SufixoUniversidade Federal do Ceará · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritosAssinale a alternativa correta quanto à análise dos elementos mórficos.
C1A962A1-F9 Português
OrtografiaUniversidade Federal do Ceará · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritosParônimas são palavras com pronúncia e escrita semelhantes. Assinale a alternativa correta quanto ao uso dessas palavras nas frases a seguir.
C19A5B03-F9 Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal do Ceará · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
TURKLE, Sherry. Mensagens de texto deixam você solitário. Superinteressante. Disponível em: . Acesso em 11 jan. 2014.
Com base no texto 2, responda à questão.
No trecho "Ao enviar nossas imagens editadas, nós trapaceamos uns aos outros" (linhas 17-18), a autora se refere:
C192C1F4-F9 Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal do Ceará · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
TURKLE, Sherry. Mensagens de texto deixam você solitário. Superinteressante. Disponível em: . Acesso em 11 jan. 2014.
Com base no texto 2, responda à questão.
Sobre o trecho “Estamos deixando de ter conversações para ter meras conexões” (linha 17), é correto afirmar que:
C17CDA20-F9 Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal do Ceará · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
TURKLE, Sherry. Mensagens de texto deixam você solitário. Superinteressante. Disponível em: . Acesso em 11 jan. 2014.
Com base no texto 2, responda à questão.
O termo sensação (linha 02) pode ser substituído, sem alteração de sentido, por:C16E9A78-F9 Português
Coesão e coerênciaUniversidade Federal do Ceará · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
CAPELO, Rodrigo. Mensagens pela internet ameaçam a era do sms e as operadoras. Revista Época. Disponível em: . Acesso em: 11 jan. 2014
Com base no texto 1, responda à questão.
Assinale a alternativa que indica corretamente a que se refere cada termo sublinhado.
DED2F69C-F1 Química
Principais Funções Orgânicas: Funções Nitrogenadas: Amina, Amida, Nitrila, Isonitrila e Nitro Composto.Faculdade Adventista da Bahia · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritosO bico das aves é formado, principalmente, por um tipo de osso, chamado pneumático. Esses ossos são cobertos por uma capa formada de queratina, o mesmo material que compõe as nossas unhas. Essa capa é conhecida pelos pesquisadores como ranfoteca e serve para proteger, dar forma e cor ao bico. A queratina é uma proteína secundária, constituída de cerca de 21 aminoácidos, principalmente de um aminoácido sulfurado denominado cisteína. Abaixo está a fórmula estrutural da cisteína.
Nesta fórmula representando o aminoácido cisteína, está presente o grupo funcional:
DEC4A2C9-F1 Conhecimentos Gerais
Guerras, Conflitos e TerrorismoFaculdade Adventista da Bahia · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritosObserve a charge:
De acordo com arte de Junião sobre a Primavera Árabe assinale a alternativa correta sobre o evento.DEC023F5-F1 Conhecimentos Gerais
Guerras, Conflitos e TerrorismoFaculdade Adventista da Bahia · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos“(...) Porém, a Europa não foi à guerra devido à corrida armamentista como tal, mas devido à situação internacional que lançou as nações nessa competição” Eric Hobsbawn. A era dos impérios (1875-1914). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988. p. 424-427.A situação internacional a qual o texto se refere foi:DEB979C2-F1 História
História GeralFaculdade Adventista da Bahia · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritosO movimento da Reforma Protestante inseriu-se no contexto da transição da Europa medieval para a moderna Europa capitalista. Assinale a alternativa que concorda com esse movimento em suas características e eventos concernentes.DEB5C27A-F1 Geografia
Meio Ambiente na GeografiaFaculdade Adventista da Bahia · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos“É triste sabermos que a natureza tenta nos falar, e que o ser humano não a ouve”Miguel Justen RockenbachSobre a importância da questão ambiental é CORRETO afirmar que:DEADDBBC-F1 Geografia
Geografia FísicaFaculdade Adventista da Bahia · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritosObserve o gráfico:

(Fonte: Grassi, 2001)
O gráfico mostra a distribuição aproximada da água doce existente no planeta. Com base nos dados sobre este recurso natural podemos afirmar que:
DEA4CB9F-F1 Português
Interpretação de TextosFaculdade Adventista da Bahia · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritosTEXTO PARA A QUESTÃOEnquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever.(...)Então eu canto alto agudo uma melodia sincopada e estridente - é a minha própria dor, eu que carrego o mundo e há falta de felicidade. Felicidade? Nunca vi palavra mais doida, inventada pelas nordestinas que andam por aí aos montes.(...)Como eu irei dizer agora, esta história será o resultado de uma visão gradual - há dois anos e meio venho aos poucos descobrindo os porquês.(...)Como é que sei tudo o que vai se seguir e que ainda o desconheço, já que nunca o vivi? É que numa rua do Rio de Janeiro peguei no ar de relance o sentimento de perdição no rosto de uma moça nordestina. Sem falar que eu em menino me criei no Nordeste. Também sei das coisas por estar vivendo. Quem sabe, mesmo sem saber que sabe. Assim é que os senhores sabem mais do que imaginam e estão fingindo de sonsos.(...)Proponho-me a que não seja complexo o que escreverei, embora obrigado a usar as palavras que vos sustentam. A história determino - com falso livre-arbítrio - vai ter uns sete personagens e eu sou um dos mais importantes deles, é claro. Eu, Rodrigo S.M. (...) Assim é que experimentei contra os meus hábitos uma história com começo, meio e gran finale seguido de silêncio e de chuva caindo.(...)O que escrevo é mais do que invenção, é minha obrigação contar sobre essa moça entre milhares delas. E dever meu, nem que seja de pouca arte, o de revelar-lhe a vida.Porque há o direito ao grito.Então eu grito.Grito puro e sem pedir esmola. Sei que há moças que vendem o corpo, única posse real, em troca de um bom jantar em vez de um sanduíche de mortadela. Mas a pessoa de quem falarei mal tem corpo para vender, ninguém a quer, ela é virgem e inócua, não faz falta a ninguém.(...)Como a nordestina, há milhares de moças espalhadas por cortiços, vagas de cama num quarto, atrás de balcões trabalhando até a estafa. Não notam sequer que são facilmente substituíveis e que tanto existiriam como não existiriam. Poucas se queixam e ao que eu saiba nenhuma reclama por não saber a quem.(Trechos de A Hora da Estrela – Clarice Lispector)http://veja.abril.com.br/livros_mais_vendidos/trechos/a-hora-da-estrela.htmlacesso em 20 de setembro de 2014A temática de A Hora da Estrela é recorrente na literatura brasileira. Considerando os fragmentos em seus respectivos contextos, o único que NÃO SE RELACIONA com a temática da obra em questão é:DE952BD3-F1 Português
Interpretação de TextosFaculdade Adventista da Bahia · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritosTEXTO PARA A QUESTÃOGravidez indesejada e violência urbanaDRAUZIO VARELLAA irresponsabilidade brasileira diante das mulheres pobres que engravidam por acidente é caso de polícia literalmente.O planejamento familiar no Brasil é inacessível aos que mais necessitam dele. Os casais da classe média e os mais ricos, que podem criar os filhos por conta própria, têm acesso garantido a preservativos de qualidade, pílula, injeções e adesivos anticoncepcionais, DIU, laqueadura, vasectomia e, em caso de falha, ao abortamento; porque, deixando a falsidade de lado, estamos cansados de saber que aborto no Brasil só é proibido para a mulher que não tem dinheiro.Há pouco tempo, afirmei numa entrevista para o jornal "O Globo" que a falta de planejamento familiar era uma das causas mais importantes da explosão de violência urbana ocorrida nos últimos 20 anos em nosso país. A afirmação era baseada em minha experiência na Casa de Detenção de São Paulo: é difícil achar na cadeia um preso criado por pai e mãe. A maioria é fruto de lares desfeitos ou que nunca chegaram a existir. O número daqueles que têm muitos irmãos, dos que não conheceram o pai e dos que foram concebidos por mães solteiras, ainda adolescentes, é impressionante.Procurados pelos jornalistas, um cardeal e uma autoridade do primeiro escalão federal responderam incisivamente que não concordavam com essa afirmação. O religioso, porque considerava "muito triste ser filho único", e que "o ideal seria cada família brasileira ter cinco filhos". O outro discordava baseado nos dados que mostravam queda progressiva dos índices de natalidade nos últimos 20 anos, enquanto a violência em nossas cidades explodia.Cito essa discussão, porque encerra o nó de nossa paralisia diante do crescimento populacional insensato que fez o número de brasileiros saltar dos célebres 90 milhões em ação do ano de 1970 para os 180 milhões atuais: de um lado, a cúpula da Igreja Católica, que não aceita sequer o uso da camisinha em plena epidemia de uma doença sexualmente transmissível como a Aids. De outro, os responsáveis pelas políticas públicas, que, para fugir da discussão sobre as taxas inaceitáveis de natalidade da população mais pobre, usam a queda progressiva dos valores médios dos índices ocorrida nas últimas décadas. Dizem: cada brasileira tinha seis filhos em 1950; hoje esse número não chega a três.É provável que o argumento ajude a aplacar-lhes a consciência pública, especialmente quando se esquecem de dizer que, enquanto as mulheres de nível universitário hoje têm em média 1,4 filho, as analfabetas têm 4,4.(...)Nem haveria necessidade de números tão contundentes para tomarmos consciência da associação de pobreza com falta de planejamento familiar e violência urbana: o número de crianças pequenas nas ruas dos bairros mais violentos fala por si. O de meninas em idade de brincar com boneca aguardando atendimento nas filas das maternidades públicas também.Basta passarmos na frente de qualquer cadeia brasileira em dia de visita para nos darmos conta do número de adolescentes com bebês de colo na fila de entrada.Todos nós sabemos quanto custa criar um filho. Cada criança concebida involuntariamente por casais que não têm condições financeiras para criá-las empobrece ainda mais a família e o país, obrigado a investir em escolas, postos de saúde, hospitais, merenda escolar, vacinas, medicamentos, habitação, Fome Zero e, mais tarde, na construção de cadeias para trancar os malcomportados.O que o pensamento religioso medieval e as autoridades públicas que se acovardam diante dele fingem não perceber é que, ao negar o acesso dos casais mais pobres aos métodos modernos de contracepção, comprometemos o futuro do país, porque aprofundamos perversamente a desigualdade social e criamos um caldo de cultura que contém os três fatores de risco indispensáveis à explosão da violência urbana: crianças maltratadas na primeira infância e descuidadas na adolescência, que vão conviver com pares violentos quando crescerem.http://drauziovarella.com.br/mulher-2/planejamento-familiar/acesso em 15 de agosto de 2014.O autor elabora sua tese, baseado, principalmente:EF867092-EF Inglês
Aspectos linguísticos | Linguistic aspectsInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
Assinale a alternativa que apresenta a forma plural correta da frase No culture is static. (linha 01).
EF7D8315-EF Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
Considere as afirmativas abaixo.
I - O texto afirma que as culturas não são estáticas e que ao longo dos anos o mundo tem experimentado trocas culturais, mas que se tornaram mais intensas por causa da tecnologia recente.
II - Os críticos da globalização dizem que as culturas em contato favorecem o intercâmbio cultural, isto é, intensificam as trocas culturais de comidas, músicas e esportes.
III - Culturas evoluindo através do contato com outras culturas, ocorre há milhares de anos, mas recentemente isso tem se intensificado.
IV- Atualmente as influências culturais podem se espalhar pelo planeta tão rápido quanto o clique do mouse.
São corretas apenas
EF7145BC-EF Português
Concordância verbal, Concordância nominalInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritosO prazer e o risco de emprestar um livro
“Empresto até dinheiro, mas não me peça meus livros.” Perdi a conta de quantas vezes ouvi amigos repetirem essa frase e muitas de suas variações. Alguns diziam o mesmo sobre os CDs, quando o CD ainda existia. O mundo mudou. As coleções de CDs acumulam poeira e, hoje em dia, é difícil achar alguém que queira pegar um deles emprestado. Para os leitores, a vida mudou pouco. Nunca vi alguém pedir um Kindle emprestado. Mas enquanto tivermos livros impressos - e os temos aos montes -, nos veremos frequentemente diante dessa questão: emprestar ou não emprestar? A decisão de emprestar um livro é em sua natureza um gesto de amor à leitura. O prazer de ler é tão grande que precisamos compartilhá-lo. Nada mais frustrante do que terminar uma história incrível e não ter com quem conversar sobre ela. Emprestar um livro é buscar companhia num mundo em que os leitores infelizmente ainda são minoria.
Quem é contra o empréstimo de livros costuma ter um argumento forte para justificar sua postura: por mais que confiemos em quem pediu o livro emprestado, há uma enorme chance de que o livro não seja devolvido. O mundo fora da estante é perigoso. Mesmo ambientes aparentemente seguros escondem armadilhas. Já fui vítima de uma delas. Pouco depois do lançamento de A visita cruel do tempo, de Jennifer Egan, deixei meu exemplar com um colega de trabalho. Ele gostou tanto do romance quanto eu. Animados com a nossa conversa, outros colegas se interessaram pela obra. O livro passou de mão em mãos e o perdi de vista. Não posso dizer que o revés foi inesperado. Outros livros tiveram um destino parecido. Continuo a emprestar livros, mesmo correndo o risco de perdê-los. Gosto de saber que meu exemplar de A visita cruel dotempo foi parar nas mãos de um leitor misterioso, em vez de acumular poeira em minha estante. [...] (adaptado).
VENTICINQUE, Danilo. Disponível em: <http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/danilo-venticinque/noticia/2014/04/o-prazer-e-o-risco-debemprestar-um-livrob.html>.
Acesso em: 5 abr. 2014
Se o vocábulo “exemplar”, no último período do texto, fosse colocado no plural, quantos outros, além dele, sofreriam modificação? (Leve em consideração um leitor para cada exemplar).EF656553-EF Português
Interpretação de TextosInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritosO prazer e o risco de emprestar um livro
“Empresto até dinheiro, mas não me peça meus livros.” Perdi a conta de quantas vezes ouvi amigos repetirem essa frase e muitas de suas variações. Alguns diziam o mesmo sobre os CDs, quando o CD ainda existia. O mundo mudou. As coleções de CDs acumulam poeira e, hoje em dia, é difícil achar alguém que queira pegar um deles emprestado. Para os leitores, a vida mudou pouco. Nunca vi alguém pedir um Kindle emprestado. Mas enquanto tivermos livros impressos - e os temos aos montes -, nos veremos frequentemente diante dessa questão: emprestar ou não emprestar? A decisão de emprestar um livro é em sua natureza um gesto de amor à leitura. O prazer de ler é tão grande que precisamos compartilhá-lo. Nada mais frustrante do que terminar uma história incrível e não ter com quem conversar sobre ela. Emprestar um livro é buscar companhia num mundo em que os leitores infelizmente ainda são minoria.
Quem é contra o empréstimo de livros costuma ter um argumento forte para justificar sua postura: por mais que confiemos em quem pediu o livro emprestado, há uma enorme chance de que o livro não seja devolvido. O mundo fora da estante é perigoso. Mesmo ambientes aparentemente seguros escondem armadilhas. Já fui vítima de uma delas. Pouco depois do lançamento de A visita cruel do tempo, de Jennifer Egan, deixei meu exemplar com um colega de trabalho. Ele gostou tanto do romance quanto eu. Animados com a nossa conversa, outros colegas se interessaram pela obra. O livro passou de mão em mãos e o perdi de vista. Não posso dizer que o revés foi inesperado. Outros livros tiveram um destino parecido. Continuo a emprestar livros, mesmo correndo o risco de perdê-los. Gosto de saber que meu exemplar de A visita cruel dotempo foi parar nas mãos de um leitor misterioso, em vez de acumular poeira em minha estante. [...] (adaptado).
VENTICINQUE, Danilo. Disponível em: <http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/danilo-venticinque/noticia/2014/04/o-prazer-e-o-risco-debemprestar-um-livrob.html>.
Acesso em: 5 abr. 2014
Em termos resumidos, o textoEF621E1D-EF Português
Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e HiatosInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritosO prazer e o risco de emprestar um livro
“Empresto até dinheiro, mas não me peça meus livros.” Perdi a conta de quantas vezes ouvi amigos repetirem essa frase e muitas de suas variações. Alguns diziam o mesmo sobre os CDs, quando o CD ainda existia. O mundo mudou. As coleções de CDs acumulam poeira e, hoje em dia, é difícil achar alguém que queira pegar um deles emprestado. Para os leitores, a vida mudou pouco. Nunca vi alguém pedir um Kindle emprestado. Mas enquanto tivermos livros impressos - e os temos aos montes -, nos veremos frequentemente diante dessa questão: emprestar ou não emprestar? A decisão de emprestar um livro é em sua natureza um gesto de amor à leitura. O prazer de ler é tão grande que precisamos compartilhá-lo. Nada mais frustrante do que terminar uma história incrível e não ter com quem conversar sobre ela. Emprestar um livro é buscar companhia num mundo em que os leitores infelizmente ainda são minoria.
Quem é contra o empréstimo de livros costuma ter um argumento forte para justificar sua postura: por mais que confiemos em quem pediu o livro emprestado, há uma enorme chance de que o livro não seja devolvido. O mundo fora da estante é perigoso. Mesmo ambientes aparentemente seguros escondem armadilhas. Já fui vítima de uma delas. Pouco depois do lançamento de A visita cruel do tempo, de Jennifer Egan, deixei meu exemplar com um colega de trabalho. Ele gostou tanto do romance quanto eu. Animados com a nossa conversa, outros colegas se interessaram pela obra. O livro passou de mão em mãos e o perdi de vista. Não posso dizer que o revés foi inesperado. Outros livros tiveram um destino parecido. Continuo a emprestar livros, mesmo correndo o risco de perdê-los. Gosto de saber que meu exemplar de A visita cruel dotempo foi parar nas mãos de um leitor misterioso, em vez de acumular poeira em minha estante. [...] (adaptado).
VENTICINQUE, Danilo. Disponível em: <http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/danilo-venticinque/noticia/2014/04/o-prazer-e-o-risco-debemprestar-um-livrob.html>.
Acesso em: 5 abr. 2014
Analise as afirmações a seguir.I - O pronome “lo”, no segundo parágrafo, substitui a expressão “prazer de ler”, do mesmo parágrafo; o pronome “los”, no terceiro parágrafo, retoma a palavra “livros”, do mesmo parágrafo.II - Os vocábulos “compartilhá-los” e “perdê-los” recebem acento gráfico com base na mesma regra ortográfica; o mesmo ocorre com “empréstimo” e” vítima”.III - Se o vocábulo “leitura”, no segundo parágrafo, fosse substituído por “arte”, as condições para a ocorrência de crase seriam mantidas.Quais são corretas?