Questões do ENEM: Universidade Federal de Juiz de Fora - MG

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279 questões encontradas. Mostrando a página 13 de 14.

  • 6B85C52E-B5

    Química

    Teoria Atômica: átomos e sua estrutura - número atômico, número de massa, isótopos, massa atômica
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Química, da prova de 2017

    Metais como cobre, zinco, cobalto e molibdênio possuem função biológica conhecida e são constituintes obrigatórios para o metabolismo dos seres humanos e por isso são considerados essenciais. Porém, não podem ser ingeridos em altas concentrações, pois são tóxicos nessas condições. Considerando esses elementos e suas propriedades, assinale a alternativa que apresenta a afirmativa CORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão 6b85c52e-b5
  • 6B813C47-B5

    Português

    Análise sintática
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2017

    Imagem da questão de Português, da prova de 2017

    Releia:


    As gírias são neologismos empregados por grupos que têm em comum a profissão, a idade, a classe social ou a região, com o objetivo de criar uma identidade linguística, facilitando a comunicação entre os pares e excluindo os que não pertencem àquela comunidade.


    No trecho acima, os verbos facilitar e excluir estão: 

    Escolha uma alternativa para a questão 6b813c47-b5
  • 6B7D2FE9-B5

    Português

    Figuras de Linguagem
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2017

    Imagem da questão de Português, da prova de 2017

    O eufemismo é uma figura de linguagem em que se emprega um termo de sentido mais “leve” para falar de algo cujo significado é mais pejorativo. Qual das gírias abaixo foi formada a partir dessa estratégia?
    Escolha uma alternativa para a questão 6b7d2fe9-b5
  • 6B780376-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2017

    Imagem da questão de Português, da prova de 2017

    Considerando o que se apresenta nas figuras 1, 2 e 3, pode-se afirmar que as gírias:
    Escolha uma alternativa para a questão 6b780376-b5
  • 6B741CFB-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2017

    Imagem da questão de Português, da prova de 2017

    Releia a frase:

    Há também gírias características de uma geração, muitas vezes empregadas por adolescentes como uma forma de se distinguir dos mais jovens e dos mais velhos. Como observa o sociolinguista Anthony Julius Naro, gírias adquiridas nesse período continuam sendo empregadas ao longo da vida, como marca da juventude.


    Segundo Naro, é correto afirmar que a gíria:

    Escolha uma alternativa para a questão 6b741cfb-b5
  • 6B6F1A3F-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2017

    Imagem da questão de Português, da prova de 2017

    De acordo com o texto, é correto afirmar que as gírias são
    Escolha uma alternativa para a questão 6b6f1a3f-b5
  • B1CBF110-B4

    História

    Construção de Estados e o Absolutismo
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

     Leia o texto a seguir e observe com atenção a imagem da pintura a óleo de um rei francês em um campo de batalha. Os dois estão relacionados ao período dos Estados Absolutistas Modernos:

    “Como é importante que o público seja governado por um só, também importa que quem cumpre essa função esteja de tal forma elevado acima dos outros que ninguém se possa confundir ou se comparar com ele; não se pode retirar do seu chefe a mínima marca da superioridade que o distingue....”.

    RIBEIRO, R. J. A ética no Antigo Regime. São Paulo: Moderna, 1999. p. 54. 

    Imagem da questão de História, da prova de 2016

    Sobre os Estados Absolutistas, assinale a alternativa CORRETA:

    Escolha uma alternativa para a questão b1cbf110-b4
  • B1C71CB7-B4

    História

    História Geral
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia com atenção o texto a seguir sobre o fim do período medieval.

    ... o final do milênio medieval costuma ser visto sob a forma de uma crise profunda e generalizada. Brutal, a mortalidade provocada pelo bacilo da peste espalha-se rápida e maciçamente. Os doentes sucumbem em alguns dias, sem remédio nem alívio possíveis. No dizer das testemunhas, toda organização social, até os laços familiares, foi violentamente perturbada por isso.

    BASCHET, J. A civilização feudal: do ano mil à colonização da América. São Paulo: Globo, 2006, p.247-248. Adaptado.

    Acerca da chamada “Crise do século XIV”, assinale a alternativa CORRETA:

    Escolha uma alternativa para a questão b1c71cb7-b4
  • B1C37FE7-B4

    História

    História do Brasil
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia atentamente o trecho a seguir. Ele faz parte do Voto do Padre Antônio Vieira sobre as dúvidas dos moradores de São Paulo acerca da administração dos índios, de 1694.

    “São, pois, os ditos índios aqueles que, vivendo livres e senhores naturais das suas terras, foram arrancados delas por uma violência e tirania e trazidos em ferros com a crueldade que o mundo sabe, morrendo natural e violentamente muitos nos caminhos de muitas léguas até chegarem às terras de São Paulo, onde os moradores delas ou os vendiam, ou se serviam e se servem deles como escravos”.

    VIEIRA, A. (Pe.) Escritos instrumentais sobre os índios. São Paulo: Educ; Loyola; Giordano, 1992. p.102.

    Sobre a escravização das populações indígenas no início do processo de colonização na América Portuguesa, assinale a alternativa CORRETA:

    Escolha uma alternativa para a questão b1c37fe7-b4
  • B1BF04E6-B4

    História

    História Geral
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre a atuação da Igreja Católica na passagem entre a Antiguidade e a Idade Média (séculos V/VI), podemos afirmar que ela:
    Escolha uma alternativa para a questão b1bf04e6-b4
  • B1BAB1F2-B4

    História

    Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia as afirmações a seguir.

    A História chamada de Antiga faz parte do repertório cultural do Ocidente. Ela representa para nós uma espécie de História das nossas origens. A História Antiga é vista como o ponto inicial de nossa jornada através da História.

    GUARINELLO, N. História Antiga. São Paulo: Contexto, 2013. p. 8. Adaptado.

    Existe em nossa atualidade uma série de características que podem ser consideradas, de alguma forma, “heranças” recebidas da Antiguidade greco-romana. Entre elas, assinale a alternativa CORRETA:

    Escolha uma alternativa para a questão b1bab1f2-b4
  • B1B770B3-B4

    Física

    Colisão
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Se necessário, utilize: g = 10 m/s2 .
    Para entender a importância do uso do capacete, considere o exemplo de uma colisão frontal de um motoqueiro, com massa de 80 kg, com um muro. Suponha que ele esteja se deslocando com uma velocidade de 72km/h quando é arremessado em direção ao muro na colisão. Suponha que o tempo de colisão dure 0,2s até que ele fique em repouso, e que a força do muro sobre o motoqueiro seja constante. Qual o valor desta força e quantos sacos de cimento de 50kg é possível levantar (com velocidade constante) com tal força?
    Escolha uma alternativa para a questão b1b770b3-b4
  • B1B311CD-B4

    Física

    Força Gravitacional e Satélites
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Se necessário, utilize: g = 10 m/s2 .
    Um satélite geoestacionário é um satélite que se move em uma órbita circular acima do Equador da Terra seguindo o movimento de rotação do planeta em uma altitude de 35.786 km. Nesta órbita, o satélite parece parado em relação a um observador na Terra. Satélites de comunicação, como os de TV por assinatura, são geralmente colocados nestas órbitas geoestacionárias. Assim, as antenas colocadas nas casas dos consumidores podem ser apontadas diretamente para o satélite para receber o sinal. Sobre um satélite geoestacionário é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão b1b311cd-b4
  • B1AE4F1A-B4

    Física

    Movimento Harmônico
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Se necessário, utilize: g = 10 m/s2 .

    A figura ao lado mostra um garoto balançando numa corda passando pelo ponto A no sentido anti-horário. Um observador, parado no solo, observa o garoto e supõe existir quatro forças atuando sobre ele nesse momento. Do ponto de vista deste observador, quais das forças abaixo estão, de fato, atuando sobre o garoto na posição A?

    Imagem da questão de Física, da prova de 2016

    1. Uma força vertical para baixo, exercida pela Terra.

    2. Uma força apontando de A para O, exercida pela corda.

    3. Uma força na direção do movimento do garoto, exercida pela velocidade.

    4. Uma força apontando de O para A, exercida pelo garoto. 

    Escolha uma alternativa para a questão b1ae4f1a-b4
  • B19EB65C-B4

    Biologia

    Fotossíntese
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Uma jovem comeu um lanche que continha pão, alface, tomate, queijo e carne bovina, além de óleos vegetais no molho. Nas próximas horas seu corpo irá utilizar a energia proveniente desses alimentos. Em relação a isso, assinale a alternativa CORRETA
    Escolha uma alternativa para a questão b19eb65c-b4
  • B19B5DC8-B4

    Biologia

    Estudo dos tecidos
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Em relação ao tecido conjuntivo, leia as afirmativas a seguir:


    I. É o mais diversificado de todos, com ampla distribuição pelo corpo dos animais; apresenta-se com diversos aspectos e funções.

    II. Sendo uma estrutura complexa, pode ser formado por vários tipos de fibras como colágenas, elásticas e reticulares.

    III. A doença escorbuto ocasiona uma degeneração dos tecidos conjuntivos.

    IV. O sangue é considerado um tecido conjuntivo cujas células estão imersas no plasma sanguíneo.

    V. O tecido conjuntivo que resiste a forças da tração é o tipo de tecido denso não modelado.

    Assinale a alternativa com as afirmativas CORRETAS:  

    Escolha uma alternativa para a questão b19b5dc8-b4
  • B1970BDF-B4

    Biologia

    Estrutura e fisiologia da Membrana Plasmática
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
     A pressão de turgência mantém a célula vegetal em sua forma, impedindo a plasmoptise. Quanto ao processo da osmose em células vegetais, assinale a alternativa CORRETA
    Escolha uma alternativa para a questão b1970bdf-b4
  • B192EF9E-B4

    Biologia

    Moléculas, células e tecidos
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    O Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2016 foi para uma área bastante fundamental das Ciências Biológicas. O japonês Yoshinori Ohsumi foi escolhido pela sua pesquisa sobre como a autofagia realmente funciona. Trata-se de uma função ligada ao reaproveitamento do “lixo celular” e também ligada a doenças. Fonte: texto modificado a partir de

    http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2016/10/18192 88-japones-vence-nobel-de-medicina-por-pesquisa-sobre-aautofagia.shtml de 03/10/2016.


    Acesso em 16/10/2016. Tanto no processo de autofagia, quanto na heterofagia, os ____________________ atuam realizando a digestão intracelular. De acordo com o tipo de célula, após o processo de digestão, forma-se o _____________________, que pode ser eliminado por ______________________ ou ficar retido indefinidamente no citoplasma da célula.


    Assinale a alternativa com a sequência CORRETA que completa os espaços tracejados:  

    Escolha uma alternativa para a questão b192ef9e-b4
  • B18FA803-B4

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I



    A televisão

    (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Tony Belloto)



    A televisão

    Me deixou burro

    Muito burro demais

    Oh! Oh! Oh!

    Agora todas coisas

    Que eu penso

    Me parecem iguais

    Oh! Oh! Oh!



    O sorvete me deixou gripado

    Pelo resto da vida

    E agora toda noite

    Quando deito

    É boa noite, querida



    Oh! Cride, fala pra mãe

    Que eu nunca li num livro

    Que o espirro

    Fosse um vírus sem cura

    Vê se me entende

    Pelo menos uma vez

    Criatura!

    Oh! Cride, fala pra mãe!

    A mãe diz pra eu fazer

    Alguma coisa

    Mas eu não faço nada

    Oh! Oh! Oh!

    A luz do sol me incomoda

    Então deixa

    A cortina fechada

    Oh! Oh! Oh!



    É que a televisão

    Me deixou burro

    Muito burro demais

    E agora eu vivo

    Dentro dessa jaula

    Junto dos animais



    Oh! Cride, fala pra mãe

    Que tudo que a antena captar

    Meu coração captura

    Vê se me entende

    Pelo menos uma vez

    Criatura!

    Oh! Cride, fala pra mãe!

    Titãs. Televisão. Lp. Gravadora WEA, 1985.




    TEXTO II



    Estorvo (fragmento)



    Vejo tumulto defronte ao edifício do meu amigo. Aglomeração, um camburão, duas joaninhas, um rabecão, vários carros de reportagem, guardas desviando o trânsito. No meio do povo, compreendo que houve um crime, alguém morreu esfaqueado e estrangulado. Vem chegando a sirene de um segundo camburão, e o empurra-empurra acaba por me levar ao miolo do acontecimento. Uma corda vermelha isola a calçada do velho prédio, formando uma espécie de ringue. A televisão entrevista o zelador sob a marquise da portaria. Deve estar ruim de filmar, pois o zelador olha para o chão e não fala direito, parece um condenado. Penso que é ele o criminoso, mas em seguida me convenço de que está somente muito envergonhado pelo seu edifício. O repórter pergunta se a vítima costumava receber rapazes, e o zelador faz sim com a cabeça, mais confessando que assentindo. A entrevista é prejudicada por uma baixinha com cara de índia e lenço na cabeça, que se desvencilha de um policial e investe contra o zelador, gritando "diga que conhece meu filho, miserável!". O policial levanta a índia baixinha e deposita-a fora do cordão de isolamento. Ela passa outra vez sob o cordão e agora se dirige ao público. Diz "não tem televisão aí?" e diz "ninguém vai me entrevistar?". Um rapaz que se apresenta como repórter do Diário Vigilante pergunta o que fazia o suspeito no local do crime. Ela diz "que suspeito o quê" e "que local do crime o quê", e diz "meu filho veio me ver, foi detido entrando no prédio, se fosse suspeito estaria fugindo", e diz "onde é que já se viu suspeito fugir para dentro?". Sem mais nem mais, começo a ficar a favor da mãe índia. O do Diário Vigilante vai fazer outra pergunta, mas ela o interrompe e diz que trabalha no 204 há quinze anos, que todo mundo sabe quem ela é, que aquele miserável ali conhece o filho dela e não o defende porque tem preconceito de cor. Vai atacar de novo o zelador, mas é suspensa pelo policial. Outro repórter de tevê indaga do zelador se a vítima era homossexual. O zelador resmunga "isso aí eu não sei porque nunca vi". A índia responde à Rádio Primazia que prenderam o filho porque ele estava sem documento. Diz "meu filho estava voltando da praia, não é crime ir na praia, ninguém vai na praia com carteira de trabalho metida no calção". Um sujeito atrás de mim diz que também é de jornal e pergunta “afinal a bichona era artista ou o quê?''. Ela responde "a bichona sei lá, parece que era professor de ginástica". Aproxima-se o repórter da TV Promontório dizendo "ouvimos também a mãe do principal suspeito". Aí a índia perde a razão, agarra as lapelas do repórter e desata a chorar no microfone e berrar "ele não é criminoso!, meu filho é um moço decente!", mas o cameraman, que está trepado no capô da camionete, grita "não valeu, não gravou nada, troca a bateria!". A índia para de chorar, olha para o setor da imprensa e diz "imagine meu filho, que até é doente, estrangulando um professor de ginástica". Volta o repórter da TV Promontório e pede-lhe para repetir a fala anterior, que ele achou bem forte.


    BUARQUE, Chico. Estorvo. São Paulo: Cia. das Letras, 1991.

    Leia o texto abaixo e responda:

    O mito ou “Alegoria” da caverna é uma das passagens mais clássicas da história da Filosofia, sendo parte constituinte do livro VI de “A República” onde Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal. A narrativa expressa dramaticamente a imagem de prisioneiros que desde o nascimento são acorrentados no interior de uma caverna de modo que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira. Essa ilumina um palco onde estátuas dos seres como homem, planta, animais etc. são manipuladas, como que representando o cotidiano desses seres. No entanto, as sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo a única imagem que aqueles prisioneiros conseguem enxergar. Com o correr do tempo, os homens dão nomes a essas sombras (tal como nós damos às coisas) e também à regularidade de aparições destas.

    Fonte: Disponível em http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/mito-caverna-platao.htm. Acessado em 18/10/2016.

    A passagem do texto I que melhor se articula com a ideia central do “mito da caverna” é:

    Escolha uma alternativa para a questão b18fa803-b4
  • B18CED44-B4

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I



    A televisão

    (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Tony Belloto)



    A televisão

    Me deixou burro

    Muito burro demais

    Oh! Oh! Oh!

    Agora todas coisas

    Que eu penso

    Me parecem iguais

    Oh! Oh! Oh!



    O sorvete me deixou gripado

    Pelo resto da vida

    E agora toda noite

    Quando deito

    É boa noite, querida



    Oh! Cride, fala pra mãe

    Que eu nunca li num livro

    Que o espirro

    Fosse um vírus sem cura

    Vê se me entende

    Pelo menos uma vez

    Criatura!

    Oh! Cride, fala pra mãe!

    A mãe diz pra eu fazer

    Alguma coisa

    Mas eu não faço nada

    Oh! Oh! Oh!

    A luz do sol me incomoda

    Então deixa

    A cortina fechada

    Oh! Oh! Oh!



    É que a televisão

    Me deixou burro

    Muito burro demais

    E agora eu vivo

    Dentro dessa jaula

    Junto dos animais



    Oh! Cride, fala pra mãe

    Que tudo que a antena captar

    Meu coração captura

    Vê se me entende

    Pelo menos uma vez

    Criatura!

    Oh! Cride, fala pra mãe!

    Titãs. Televisão. Lp. Gravadora WEA, 1985.




    TEXTO II



    Estorvo (fragmento)



    Vejo tumulto defronte ao edifício do meu amigo. Aglomeração, um camburão, duas joaninhas, um rabecão, vários carros de reportagem, guardas desviando o trânsito. No meio do povo, compreendo que houve um crime, alguém morreu esfaqueado e estrangulado. Vem chegando a sirene de um segundo camburão, e o empurra-empurra acaba por me levar ao miolo do acontecimento. Uma corda vermelha isola a calçada do velho prédio, formando uma espécie de ringue. A televisão entrevista o zelador sob a marquise da portaria. Deve estar ruim de filmar, pois o zelador olha para o chão e não fala direito, parece um condenado. Penso que é ele o criminoso, mas em seguida me convenço de que está somente muito envergonhado pelo seu edifício. O repórter pergunta se a vítima costumava receber rapazes, e o zelador faz sim com a cabeça, mais confessando que assentindo. A entrevista é prejudicada por uma baixinha com cara de índia e lenço na cabeça, que se desvencilha de um policial e investe contra o zelador, gritando "diga que conhece meu filho, miserável!". O policial levanta a índia baixinha e deposita-a fora do cordão de isolamento. Ela passa outra vez sob o cordão e agora se dirige ao público. Diz "não tem televisão aí?" e diz "ninguém vai me entrevistar?". Um rapaz que se apresenta como repórter do Diário Vigilante pergunta o que fazia o suspeito no local do crime. Ela diz "que suspeito o quê" e "que local do crime o quê", e diz "meu filho veio me ver, foi detido entrando no prédio, se fosse suspeito estaria fugindo", e diz "onde é que já se viu suspeito fugir para dentro?". Sem mais nem mais, começo a ficar a favor da mãe índia. O do Diário Vigilante vai fazer outra pergunta, mas ela o interrompe e diz que trabalha no 204 há quinze anos, que todo mundo sabe quem ela é, que aquele miserável ali conhece o filho dela e não o defende porque tem preconceito de cor. Vai atacar de novo o zelador, mas é suspensa pelo policial. Outro repórter de tevê indaga do zelador se a vítima era homossexual. O zelador resmunga "isso aí eu não sei porque nunca vi". A índia responde à Rádio Primazia que prenderam o filho porque ele estava sem documento. Diz "meu filho estava voltando da praia, não é crime ir na praia, ninguém vai na praia com carteira de trabalho metida no calção". Um sujeito atrás de mim diz que também é de jornal e pergunta “afinal a bichona era artista ou o quê?''. Ela responde "a bichona sei lá, parece que era professor de ginástica". Aproxima-se o repórter da TV Promontório dizendo "ouvimos também a mãe do principal suspeito". Aí a índia perde a razão, agarra as lapelas do repórter e desata a chorar no microfone e berrar "ele não é criminoso!, meu filho é um moço decente!", mas o cameraman, que está trepado no capô da camionete, grita "não valeu, não gravou nada, troca a bateria!". A índia para de chorar, olha para o setor da imprensa e diz "imagine meu filho, que até é doente, estrangulando um professor de ginástica". Volta o repórter da TV Promontório e pede-lhe para repetir a fala anterior, que ele achou bem forte.


    BUARQUE, Chico. Estorvo. São Paulo: Cia. das Letras, 1991.

    A realização de uma entrevista narrada no texto II relativiza a ideia de não ficção que há no texto jornalístico. Identifique a passagem que melhor permite essa afirmação.
    Escolha uma alternativa para a questão b18ced44-b4