Questões do ENEM: Universidade Estadual de Londrina (UEL)
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457 questões encontradas. Mostrando a página 22 de 23.
F5C6D5E3-B0 Assinale a alternativa que apresenta o mesmo sentido do trecho “Enquanto iam-lhe cicatrizando as feridas roxas do corpo tatuado pela chibata, abria-se-lhe na alma rude de marinheiro um grande vácuo [...]” (p. 61), retirado do romance Bom-Crioulo de Adolfo Caminha.F5C2A9B9-B0 Português
Morfologia - PronomesUEL · 2010Muito difícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto III e responda a questão.
Texto III
Bom-Crioulo não pensou em dormir, cheio, como estava, de ódio e desespero. Ecoavam-lhe ainda no ouvido, como um dobre fúnebre, aquelas palavras de uma veracidade brutal, e de uma rudez pungente: “Dizem até que está amigado!”
Amigado, o Aleixo! Amigado, ele que era todo seu, que lhe pertencia como o seu próprio coração: ele, que nunca lhe falara em mulheres, que dantes era tão ingênuo, tão dedicado, tão bom!... Amigar-se, viver com uma mulher, sentir o contacto de outro corpo que não o seu, deixar-se beijar, morder, nas ânsias do gozo, por outra pessoa que não ele, Bom-Crioulo!...
Agora é que tinha um desejo enorme, uma sofreguidão louca de vê-lo, rendido, a seus pés, como um animalzinho; agora é que lhe renasciam ímpetos vorazes de novilho solto, incongruências de macho em cio, nostalgias de libertino fogoso... As palavras de Herculano (aquela história do grumete com uma rapariga) tinham-lhe despertado o sangue, fora como uma espécie de urtiga brava arranhando-lhe a pele, excitando-o, enfurecendo-o de desejo. Agora sim, fazia questão! E não era somente questão de possuir o grumete, de gozá-lo como outrora, lá cima, no quartinho da Rua da Misericórdia: - era questão de gozá-lo, maltratando-o, vendo-o sofrer, ouvindo-o gemer... Não, não era somente o gozo comum, a sensação ordinária, o que ele queria depois das palavras de Herculano: era o prazer brutal, doloroso, fora de todas as leis, de todas as normas... E havia de tê-lo, custasse o que custasse!Decididamente ia realizar o seu plano de fuga essa noite, ia desertar pelo mundo à procura de Aleixo.
Inquieto, sobreexcitado, nervoso, pôs-se a meditar. O grumete aparecia-lhe com uma feição nova, transfigurado pelos excessos do amor, degenerado, sem aquele arzinho bisonho que todos lhe admiravam, o rosto áspero, crivado de espinhas, magro, sem cor, sem sangue nos lábios... Pudera! Um homem não resiste, quanto mais uma criança! Aleixo devia de estar muito acabado; via-o nos braços da amante, da tal rapariga - ele novo, ela mocinha, na flor dos vinte anos -, via-o rolar em espasmos luxuriosos, grudado à mulher, sobre uma cama fresca e alva - rolar e cair extenuado, crucificado, morto de fraqueza... Depois a rapariga debruçava-se sobre ele, juntava boca à boca num grande beijo de reconhecimento. E no dia seguinte, na noite seguinte, a mesma cousa.(CAMINHA, Adolfo. Bom-Crioulo. São Paulo: Ediouro, s/d. p. 73-74.)
Observe as formas “excitando-o” e “maltratando-o”, presentes no 3º parágrafo. Assinale a alternativa correta.F5BAF866-B0 Literatura
Escolas LiteráriasUEL · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto III e responda a questão.
Texto III
Bom-Crioulo não pensou em dormir, cheio, como estava, de ódio e desespero. Ecoavam-lhe ainda no ouvido, como um dobre fúnebre, aquelas palavras de uma veracidade brutal, e de uma rudez pungente: “Dizem até que está amigado!”
Amigado, o Aleixo! Amigado, ele que era todo seu, que lhe pertencia como o seu próprio coração: ele, que nunca lhe falara em mulheres, que dantes era tão ingênuo, tão dedicado, tão bom!... Amigar-se, viver com uma mulher, sentir o contacto de outro corpo que não o seu, deixar-se beijar, morder, nas ânsias do gozo, por outra pessoa que não ele, Bom-Crioulo!...
Agora é que tinha um desejo enorme, uma sofreguidão louca de vê-lo, rendido, a seus pés, como um animalzinho; agora é que lhe renasciam ímpetos vorazes de novilho solto, incongruências de macho em cio, nostalgias de libertino fogoso... As palavras de Herculano (aquela história do grumete com uma rapariga) tinham-lhe despertado o sangue, fora como uma espécie de urtiga brava arranhando-lhe a pele, excitando-o, enfurecendo-o de desejo. Agora sim, fazia questão! E não era somente questão de possuir o grumete, de gozá-lo como outrora, lá cima, no quartinho da Rua da Misericórdia: - era questão de gozá-lo, maltratando-o, vendo-o sofrer, ouvindo-o gemer... Não, não era somente o gozo comum, a sensação ordinária, o que ele queria depois das palavras de Herculano: era o prazer brutal, doloroso, fora de todas as leis, de todas as normas... E havia de tê-lo, custasse o que custasse!Decididamente ia realizar o seu plano de fuga essa noite, ia desertar pelo mundo à procura de Aleixo.
Inquieto, sobreexcitado, nervoso, pôs-se a meditar. O grumete aparecia-lhe com uma feição nova, transfigurado pelos excessos do amor, degenerado, sem aquele arzinho bisonho que todos lhe admiravam, o rosto áspero, crivado de espinhas, magro, sem cor, sem sangue nos lábios... Pudera! Um homem não resiste, quanto mais uma criança! Aleixo devia de estar muito acabado; via-o nos braços da amante, da tal rapariga - ele novo, ela mocinha, na flor dos vinte anos -, via-o rolar em espasmos luxuriosos, grudado à mulher, sobre uma cama fresca e alva - rolar e cair extenuado, crucificado, morto de fraqueza... Depois a rapariga debruçava-se sobre ele, juntava boca à boca num grande beijo de reconhecimento. E no dia seguinte, na noite seguinte, a mesma cousa.(CAMINHA, Adolfo. Bom-Crioulo. São Paulo: Ediouro, s/d. p. 73-74.)
Sobre o trecho do capítulo XI de Bom-Crioulo (Texto III) e sua relação com o todo do romance, assinale a alternativa correta.F5B63E2D-B0 Literatura
Escolas LiteráriasUEL · 2010Muito difícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto III e responda a questão.
Texto III
Bom-Crioulo não pensou em dormir, cheio, como estava, de ódio e desespero. Ecoavam-lhe ainda no ouvido, como um dobre fúnebre, aquelas palavras de uma veracidade brutal, e de uma rudez pungente: “Dizem até que está amigado!”
Amigado, o Aleixo! Amigado, ele que era todo seu, que lhe pertencia como o seu próprio coração: ele, que nunca lhe falara em mulheres, que dantes era tão ingênuo, tão dedicado, tão bom!... Amigar-se, viver com uma mulher, sentir o contacto de outro corpo que não o seu, deixar-se beijar, morder, nas ânsias do gozo, por outra pessoa que não ele, Bom-Crioulo!...
Agora é que tinha um desejo enorme, uma sofreguidão louca de vê-lo, rendido, a seus pés, como um animalzinho; agora é que lhe renasciam ímpetos vorazes de novilho solto, incongruências de macho em cio, nostalgias de libertino fogoso... As palavras de Herculano (aquela história do grumete com uma rapariga) tinham-lhe despertado o sangue, fora como uma espécie de urtiga brava arranhando-lhe a pele, excitando-o, enfurecendo-o de desejo. Agora sim, fazia questão! E não era somente questão de possuir o grumete, de gozá-lo como outrora, lá cima, no quartinho da Rua da Misericórdia: - era questão de gozá-lo, maltratando-o, vendo-o sofrer, ouvindo-o gemer... Não, não era somente o gozo comum, a sensação ordinária, o que ele queria depois das palavras de Herculano: era o prazer brutal, doloroso, fora de todas as leis, de todas as normas... E havia de tê-lo, custasse o que custasse!Decididamente ia realizar o seu plano de fuga essa noite, ia desertar pelo mundo à procura de Aleixo.
Inquieto, sobreexcitado, nervoso, pôs-se a meditar. O grumete aparecia-lhe com uma feição nova, transfigurado pelos excessos do amor, degenerado, sem aquele arzinho bisonho que todos lhe admiravam, o rosto áspero, crivado de espinhas, magro, sem cor, sem sangue nos lábios... Pudera! Um homem não resiste, quanto mais uma criança! Aleixo devia de estar muito acabado; via-o nos braços da amante, da tal rapariga - ele novo, ela mocinha, na flor dos vinte anos -, via-o rolar em espasmos luxuriosos, grudado à mulher, sobre uma cama fresca e alva - rolar e cair extenuado, crucificado, morto de fraqueza... Depois a rapariga debruçava-se sobre ele, juntava boca à boca num grande beijo de reconhecimento. E no dia seguinte, na noite seguinte, a mesma cousa.(CAMINHA, Adolfo. Bom-Crioulo. São Paulo: Ediouro, s/d. p. 73-74.)
Considere as afirmativas a seguir a respeito dos trechos “ímpetos vorazes de novilho solto” e “incongruências de macho em cio”. As expressõesI. revelam um distanciamento das características românticas no que se refere à disposição amorosa das personagens.II. confirmam a permanência de traços românticos em obras naturalistas, como o sentimentalismo exacerbado, a retidão moral dos heróis e a vocação para a aventura.III. denotam a identificação do romance com o determinismo naturalista, entendido aqui como a influência da natureza idealizada sobre o ânimo das personagens.IV. indicam afinidades com procedimentos naturalistas que correlacionam atitudes e reações de personagens com o comportamento de animais.Assinale a alternativa correta.
F5B110D9-B0 Português
Interpretação de TextosUEL · 2010Muito difícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto III e responda a questão.
Texto III
Bom-Crioulo não pensou em dormir, cheio, como estava, de ódio e desespero. Ecoavam-lhe ainda no ouvido, como um dobre fúnebre, aquelas palavras de uma veracidade brutal, e de uma rudez pungente: “Dizem até que está amigado!”
Amigado, o Aleixo! Amigado, ele que era todo seu, que lhe pertencia como o seu próprio coração: ele, que nunca lhe falara em mulheres, que dantes era tão ingênuo, tão dedicado, tão bom!... Amigar-se, viver com uma mulher, sentir o contacto de outro corpo que não o seu, deixar-se beijar, morder, nas ânsias do gozo, por outra pessoa que não ele, Bom-Crioulo!...
Agora é que tinha um desejo enorme, uma sofreguidão louca de vê-lo, rendido, a seus pés, como um animalzinho; agora é que lhe renasciam ímpetos vorazes de novilho solto, incongruências de macho em cio, nostalgias de libertino fogoso... As palavras de Herculano (aquela história do grumete com uma rapariga) tinham-lhe despertado o sangue, fora como uma espécie de urtiga brava arranhando-lhe a pele, excitando-o, enfurecendo-o de desejo. Agora sim, fazia questão! E não era somente questão de possuir o grumete, de gozá-lo como outrora, lá cima, no quartinho da Rua da Misericórdia: - era questão de gozá-lo, maltratando-o, vendo-o sofrer, ouvindo-o gemer... Não, não era somente o gozo comum, a sensação ordinária, o que ele queria depois das palavras de Herculano: era o prazer brutal, doloroso, fora de todas as leis, de todas as normas... E havia de tê-lo, custasse o que custasse!Decididamente ia realizar o seu plano de fuga essa noite, ia desertar pelo mundo à procura de Aleixo.
Inquieto, sobreexcitado, nervoso, pôs-se a meditar. O grumete aparecia-lhe com uma feição nova, transfigurado pelos excessos do amor, degenerado, sem aquele arzinho bisonho que todos lhe admiravam, o rosto áspero, crivado de espinhas, magro, sem cor, sem sangue nos lábios... Pudera! Um homem não resiste, quanto mais uma criança! Aleixo devia de estar muito acabado; via-o nos braços da amante, da tal rapariga - ele novo, ela mocinha, na flor dos vinte anos -, via-o rolar em espasmos luxuriosos, grudado à mulher, sobre uma cama fresca e alva - rolar e cair extenuado, crucificado, morto de fraqueza... Depois a rapariga debruçava-se sobre ele, juntava boca à boca num grande beijo de reconhecimento. E no dia seguinte, na noite seguinte, a mesma cousa.(CAMINHA, Adolfo. Bom-Crioulo. São Paulo: Ediouro, s/d. p. 73-74.)Quanto à frase: “Um homem não resiste, quanto mais uma criança!”, assinale a alternativa correta.
F5ABFC18-B0 Literatura
Gêneros LiteráriosUEL · 2010Muito fácilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto II e responda a questão.
Texto II
O tempo fecha.Sou fiel aos acontecimentos biográficos.Mais do que fiel, oh, tão presa! Esses mosquitosque não largam! Minhas saudades ensurdecidaspor cigarras! O que faço aqui no campodeclamando aos metros versos longos e sentidos?Ah que estou sentida e portuguesa, e agora nãosou mais, veja, não sou mais severa e ríspida:agora sou profissional.(CESAR, Ana Cristina. A teus pés. 6. ed. São Paulo: Editora Brasiliense, s/d. p. 9.)Em relação à forma do poema, considere as afirmativas a seguir.
I. Segue os padrões formais da poesia pelo uso de rimas interpoladas e de versos com métrica uniforme.
II. Está em sintonia com os preceitos da poesia moderna por utilizar versos sem métrica uniforme.
III. Estabelece ligações entre poesia e prosa, rompendo as fronteiras entre os gêneros.
Assinale a alternativa correta.
F5A8A353-B0 Português
Interpretação de TextosUEL · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o texto II e responda a questão.
Texto II
O tempo fecha.Sou fiel aos acontecimentos biográficos.Mais do que fiel, oh, tão presa! Esses mosquitosque não largam! Minhas saudades ensurdecidaspor cigarras! O que faço aqui no campodeclamando aos metros versos longos e sentidos?Ah que estou sentida e portuguesa, e agora nãosou mais, veja, não sou mais severa e ríspida:agora sou profissional.(CESAR, Ana Cristina. A teus pés. 6. ed. São Paulo: Editora Brasiliense, s/d. p. 9.)Sobre a relação entre o poema e os demais textos que compõem a obra A teus pés, considere as afirmativas a seguir.I. Destoa, em todos os sentidos, do conteúdo geral da obra, uma vez que se afasta dos temas cotidianos, bem como da linguagem coloquial.II. Está em consonância com a proposta do livro, pois aborda temáticas do dia a dia, por meio do uso de linguagem coloquial.III. Trata de acontecimentos biográficos da vida da escritora, exaltando a vivência no campo em Portugal, seu país de origem.IV. Utiliza aspectos autobiográficos como matéria para a construção poética, estilizando a realidade em vez de retratá-la fielmente.
Assinale a alternativa correta.F5A566BB-B0 Literatura
Escolas LiteráriasUEL · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto I e responda a questão.
Texto I
Foi na estância dos Lagoões, duma gente Silva, uns Silvas mui políticos, sempre metidos em eleições e enredos de qualificações de votantes.
A estância era como aqui e o arroio como a umas dez quadras; lá era o banho da família. Fazia uma ponta, tinha um sarandizal e logo era uma volta forte, como uma meia-lua, onde as areias se amontoavam formando um baixo: o perau era do lado de lá. O mato aí parecia plantado de propósito: era quase que pura guabiroba e pitanga, araçá e guabiju; no tempo, o chão coalhava-se de fruta: era um regalo
Já vê... o banheiro não era longe, podia-se bem ir lá, de a pé, mas a família ia sempre de carretão, puxado a bois, uma junta, mui mansos, governados de regeira por uma das senhoras-donas e tocados com uma rama por qualquer das crianças.
Eram dois pais da paciência, os dois bois. Um se chamava Dourado, era baio; o outro, Cabiúna, era preto, com a orelha do lado de laçar branca, e uma risca na papada.
Estavam tão mestres naquele piquete, que, quando a família, de manhãzita, depois da jacuba de leite, pegava a aprontar-se, que a criançada pulava para o terreiro ainda mastigando um naco de pão e as crioulas apareciam com as toalhas e por fim as senhoras-donas, quando se gritava pelo carretão, já os bois havia muito tempo que estavam encostados no cabeçalho, remoendo muito sossegados, esperando que qualquer peão os ajoujasse
(LOPES NETO, Simões. Contos gauchescos. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2008. p. 65-66.)
Contos gauchescos é uma obra representativaF5A0788E-B0 Português
Interpretação de TextosUEL · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto I e responda a questão.
Texto I
Foi na estância dos Lagoões, duma gente Silva, uns Silvas mui políticos, sempre metidos em eleições e enredos de qualificações de votantes.
A estância era como aqui e o arroio como a umas dez quadras; lá era o banho da família. Fazia uma ponta, tinha um sarandizal e logo era uma volta forte, como uma meia-lua, onde as areias se amontoavam formando um baixo: o perau era do lado de lá. O mato aí parecia plantado de propósito: era quase que pura guabiroba e pitanga, araçá e guabiju; no tempo, o chão coalhava-se de fruta: era um regalo
Já vê... o banheiro não era longe, podia-se bem ir lá, de a pé, mas a família ia sempre de carretão, puxado a bois, uma junta, mui mansos, governados de regeira por uma das senhoras-donas e tocados com uma rama por qualquer das crianças.
Eram dois pais da paciência, os dois bois. Um se chamava Dourado, era baio; o outro, Cabiúna, era preto, com a orelha do lado de laçar branca, e uma risca na papada.
Estavam tão mestres naquele piquete, que, quando a família, de manhãzita, depois da jacuba de leite, pegava a aprontar-se, que a criançada pulava para o terreiro ainda mastigando um naco de pão e as crioulas apareciam com as toalhas e por fim as senhoras-donas, quando se gritava pelo carretão, já os bois havia muito tempo que estavam encostados no cabeçalho, remoendo muito sossegados, esperando que qualquer peão os ajoujasse
(LOPES NETO, Simões. Contos gauchescos. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2008. p. 65-66.)
Acerca dos fatos narrados no texto, considere as afirmativas a seguir
I. Agora que já estavam velhos e cansados, os animais eram mantidos na estância para servir às mulheres e às crianças da família, especialmente para irem até o riacho.
II. O riacho, local de banho da família, não ficava muito longe da casa, mas assim mesmo eles utilizavam a carreta de bois para se locomover até lá.
III. Depois da higiene matinal e de tomar o café da manhã, os moradores da estância reuniam-se no terreiro para começar a trabalhar na plantação.
IV. Os bois eram tão mansos e acostumados com a tarefa que até mesmo as mulheres e as crianças podiam conduzir a carreta puxada por eles.
Assinale a alternativa correta.
F59C4434-B0 Português
Interpretação de TextosUEL · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto I e responda a questão.
Texto I
Foi na estância dos Lagoões, duma gente Silva, uns Silvas mui políticos, sempre metidos em eleições e enredos de qualificações de votantes.
A estância era como aqui e o arroio como a umas dez quadras; lá era o banho da família. Fazia uma ponta, tinha um sarandizal e logo era uma volta forte, como uma meia-lua, onde as areias se amontoavam formando um baixo: o perau era do lado de lá. O mato aí parecia plantado de propósito: era quase que pura guabiroba e pitanga, araçá e guabiju; no tempo, o chão coalhava-se de fruta: era um regalo
Já vê... o banheiro não era longe, podia-se bem ir lá, de a pé, mas a família ia sempre de carretão, puxado a bois, uma junta, mui mansos, governados de regeira por uma das senhoras-donas e tocados com uma rama por qualquer das crianças.
Eram dois pais da paciência, os dois bois. Um se chamava Dourado, era baio; o outro, Cabiúna, era preto, com a orelha do lado de laçar branca, e uma risca na papada.
Estavam tão mestres naquele piquete, que, quando a família, de manhãzita, depois da jacuba de leite, pegava a aprontar-se, que a criançada pulava para o terreiro ainda mastigando um naco de pão e as crioulas apareciam com as toalhas e por fim as senhoras-donas, quando se gritava pelo carretão, já os bois havia muito tempo que estavam encostados no cabeçalho, remoendo muito sossegados, esperando que qualquer peão os ajoujasse
(LOPES NETO, Simões. Contos gauchescos. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2008. p. 65-66.)
Os termos “baixo”, “regalo” e “baio” são empregados no texto, respectivamente, com os sentidos de6B5054AF-B0 Conhecimentos Gerais
EconomiaUEL · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosCom relação aos temas globalização, neoliberalismo, questão ambiental e sociedade do conhecimento, relacione os acontecimentos históricos da primeira coluna com as informações correspondentes a estes na segunda coluna.(I) Yuppies (A) Crítica ao socialismo(II) Maio de 1968 (B) Armamentismo(III) Beatniks (C) Movimento estudantil(IV) Primavera de Praga (D) Individualismo neoliberal(V) Guerra nas Estrelas (E) Poetas heréticosAssinale a alternativa que contém a associação correta.
6B4B01D2-B0 Conhecimentos Gerais
Movimentos Sociais, Discriminação e Desigualdade: Raça, classe e gêneroUEL · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosSobre os movimentos sociais contemporâneos no Brasil, é correto afirmar:6B458E4F-B0 História
História GeralUEL · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosAssinale a alternativa que apresenta corretamente a ideologia e o sistema econômico alternativos ao capitalismo que, no século passado, configuraram o mundo bipolar:6B40348C-B0 História
América Latina na segunda metade do século XX: revoluções, transformações e permanênciasUEL · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosSobre os movimentos sociais e políticos na América Latina, no século XX, é correto afirmar:6B3CB123-B0 História
História GeralUEL · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosA primeira Revolução Industrial caracterizou-se por realizar profundas mudanças socioeconômicas, entre as quais se destacam:I. A expulsão do homem do campo e de sua vida comunitária, lançando-o no anonimato das cidades industriais.II. O fomento da educação escolar dos trabalhadores, pois a tecnologia requeria conhecimento para lidar com as máquinas.III. O estabelecimento de jornadas de trabalho de até 16 horas e do trabalho infantil, desencadeando desemprego entre os homens.IV. A diminuição ao mínimo do uso da mão de obra devido à produção eletrônica, que permitiu ao trabalhador mais tempo de lazer.Assinale a alternativa correta.6B386B69-B0 História
História do BrasilUEL · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir.Desde os primórdios da colonização portuguesa, o desenvolvimento da escravidão indígena enquanto instituição minimamente estável foi limitado por diversos obstáculos.(Adaptado de: MONTEIRO, J. Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. p. 130.)Assinale a alternativa que apresenta corretamente um desses obstáculos enfrentados pelos portugueses para implantar a escravidão indígena na colônia.6B33A24E-B0 Conhecimentos Gerais
Movimentos Sociais, Discriminação e Desigualdade: Raça, classe e gêneroUEL · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosDilma Rousseff é a primeira mulher a ser eleita Presidente da República no Brasil. Nos últimos 50 anos, outras mulheres já ocuparam ou ocupam as lideranças políticas de suas nações, como Margareth Tatcher, na Inglaterra, Angela Merkel, na Alemanha, Cristina Kirchner, na Argentina, Golda Meir, em Israel, e Benazir Butho, no Paquistão.Sobre a condição feminina contemporânea, é correto afirmar:I. A Revolução Industrial, nos séculos XVIII e XIX, concedeu às mulheres, simultaneamente, o direito ao trabalho e ao voto, colocando-as em igualdade de condições com os homens.II. A Revolução Sexual das décadas de 1960-1970 estimulou a fixação da mulher no lar, proporcionando mais tempo para os cuidados com a família e o casamento.III. Embora ocupem cargos de liderança política em vários países, as mulheres ainda constituem minoria entre os grupos dirigentes políticos e econômicos em todo o mundo.IV. Existe até hoje uma divisão sexual do trabalho, na qual as mulheres ganham salários menores que os homens, executando as mesmas funções e cargos.Assinale a alternativa correta.6B2E2A65-B0 História
América Latina na segunda metade do século XX: revoluções, transformações e permanênciasUEL · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir.A Revolução Cubana foi um dos processos históricos decisivos para o destino das nações latino-americanas na década de 60 e nas seguintes, bem como para a condução adotada pelo imperialismo no tratamento das questões envolvendo o subcontinente. Tendo sido conduzida por um grupo que não tinha, em princípio, o objetivo de uma transformação rumo ao socialismo, o processo revolucionário, na medida em que desencadeou uma série de reformas muito profundas, paulatinamente afastou-se dos grupos dominantes locais e dos interesses norte-americanos presentes na Ilha.(GUAZZELLI, C. B. História Contemporânea da América Latina: 1960-1990. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 1993. p. 14.)Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema “impasses sociais do século XX: guerras e revoluções”, considere as afirmativas a seguir.I. Após a instauração do socialismo em Cuba, suas relações com os Estados Unidos deterioraram-se, culminando com o embargo norte-americano ao comércio com esse país e com a malograda tentativa de invasão da ilha.II. A Revolução Cubana significou um novo alento para os movimentos sociais latino-americanos, e, nas práticas e ações, a década de 60 ficou marcada pelo sentimento de possibilidades que este movimento causou na América Latina.III. Fidel Castro, ao assumir o poder em Cuba, tomou como princípio e prática política o programa elaborado pelo grupo que o apoiou no período revolucionário, denominado “Aliança para o Progresso”, e as ideias ali contidas foram cruciais para o desenvolvimento cubano.IV. O rompimento de Cuba com o imperialismo norte-americano teve como consequência, nas décadas de 60 e 70, o apoio dos EUA à garantia da autonomia e consolidação da democracia plena nas diversas nações hispano e luso-americanas.Assinale a alternativa correta.
6B283418-B0 Conhecimentos Gerais
Movimentos Sociais, Discriminação e Desigualdade: Raça, classe e gêneroUEL · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir.
No Brasil, costumam dizer que para o escravo são necessários três PPP, a saber, pau, pão e pano. [...] O certo é que, se o senhor se houver com os escravos como pai, dando-lhes o necessário para o sustento e vestido, e algum descanso no trabalho, se poderá também depois haver como senhor, e não estranharão, sendo convencidos das culpas que cometerem, de receberem com misericórdia o justo e merecido castigo [...]. Ver que os senhores têm cuidado de dar alguma coisa de sobejos da mesa aos seus filhos pequenos é causa de que os escravos os sirvam de boa vontade e se alegrem de lhes multiplicar servos e servas.
(ANDREONI, J. A. Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas. In: RIBEIRO, D.; NETO, C. de A. M. A fundação do Brasil. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1992. p. 348-349.)
De acordo com o texto e com os conhecimentos sobre o tema, é correto afirmar:
6B23C363-B0 História
História do BrasilUEL · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosNo Brasil, as atividades econômicas iniciaram-se sob o signo da grande propriedade e da grande lavoura. A primeira forma de divisão das terras além-mar deu-se em forma de capitanias, que se constituíram em grandes extensões de terras entregues a senhores, dotados de poderes absolutos sobre as pessoas e as coisas ali encontradas. As unidades de produção foram organizadas em latifúndios para a produção regular e em grande escala do mais lucrativo produto que era a cana-de-açúcar. Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, considere as afirmativas a seguir.I. A passagem da produção de cana-de-açúcar para a de café favoreceu os donos de pequenas propriedades e também os escravos libertos, pois, com o aumento da demanda deste novo produto, o governo brasileiro intensificou a contratação de imigrantes europeus.II. Para a organização do processo de produção no Brasil colonial, deu-se preferência à mão de obra escrava e não à livre, porque esta última, com a abundância de terra, poderia encontrar um meio para a sua sobrevivência.III. Com a emancipação dos escravos, os latifundiários brasileiros ficaram em situação bastante complicada, uma vez que os libertos conquistaram seu próprio espaço para sustentar-se, diminuindo a oferta de mão de obra para trabalhar nas fazendas de cana-de-açúcar.IV. Como mão de obra, necessária em grande quantidade para trabalhar nas propriedades, os latifundiários utilizaram o trabalho compulsório africano. Esses trabalhadores, trazidos para o Brasil nos denominados “navios negreiros”, eram aqui comercializados como mercadorias.Assinale a alternativa correta.